08 agosto 2009


Justiça bloqueia conta atribuída a irmão do presidente do Metrô
Promotores brasileiros e suíços investigam suspeita de que conta na Suíça recebeu recursos ilegais da empresa AlstomMesma decisão congelou uma conta atribuída a outro suspeito no caso, Robson Marinho, conselheiro do TCE; ele nega ter conta na Suíça
MARIO CESAR CARVALHODA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio de uma conta na Suíça atribuída a Jorge Fagali Neto, irmão do presidente do Metrô, por ter indícios de que ela recebeu recursos ilegais da Alstom. A mesma decisão bloqueia uma conta também na Suíça atribuída a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e segundo homem na hierarquia no primeiro governo de Mario Covas (1995-1999).A Folha revelou no final de junho que a Suíça havia bloqueado uma conta atribuída a Marinho. Tanto Marinho quanto Fagali Neto negam ter contas na Suíça. A Alstom está sob investigação no Brasil e na Suíça por suspeitas de ter pago propina para obter negócios com políticos tucanos.A decisão foi tomada pela juíza Maria Gabriela Spaolonzi, da 13ª Vara de Fazenda Pública. Ela concedeu liminar solicitada pelos promotores Silvio Marques, Saad Mazloum e Mario Sarrubbo, da Promotoria do Patrimônio Público e Social.Perto de R$ 20 miA conta atribuída a Fagali Neto foi aberta no Banque Safdié de Genebra e recebeu perto de R$ 20 milhões. Os depósitos somam US$ 10.558.069 (R$ 19,3 milhões em valores atuais) e 211 mil (R$ 546,4 mil) até setembro de 2003, segundo documentos do Ministério Público da Suíça.As últimas informações dos promotores suíços mostram que a conta de Fagali Neto tem um saldo de cerca de US$ 7,5 milhões (R$ 13,7 milhões). Ele foi diretor financeiro do Metrô em 1993 e secretário de Transportes em 1994 (governo de Fleury Filho). Seu último cargo público foi no departamento de projetos especiais do Ministério da Educação entre 2000 e 2003, na gestão do ministro Paulo Renato.Em outubro de 2003, um mês depois de a conta atribuída a Fagali Neto ter recebido recursos da Alstom, o governador de São Paulo à época, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou o contrato para a construção da linha 4-Amarela, um negócio de R$ 1,8 bilhão. A Alstom integra o consórcio que faz a linha.Em setembro de 2003, o irmão de Fagali Neto, José Jorge Fagali, era gerente de custos do Metrô. Em 2007, meses depois de um acidente num túnel da linha 4-Amarela que matou sete pessoas, foi nomeado presidente da empresa pelo governador José Serra (PSDB).O dinheiro que está na conta atribuída a Fagali Neto saiu da Alstom e passou por pelo menos três outras contas até chegar ao Banque Safdié, de acordo com a documentação suíça.O trânsito do dinheiro por outras contas foi uma forma de tentar despistar que a origem do dinheiro era a Alstom, segundo promotores brasileiros.As duas contas já haviam sido bloqueadas pelo Ministério Público da Suíça. A concessão de liminar pela 13ª Vara de Fazenda Pública tem como objetivo evitar que a Justiça suíça suspenda o bloqueio, sob alegação de que o Brasil não teria interesse pelo caso por não ter tomado nenhuma decisão judicial sobre aqueles valores. Serve também para preparar o terreno jurídico para eventual repatriamento de recursos.
Justiça ordena seqüestro de bens no caso Alstom. Bye-bye Serra 2010
Paulo Henrique Amorim, Conversa AfiadaO Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deferiu pedido do Ministério Público e determinou o sequestro de bens de envolvidos no caso Alstom.A decisão, da juiza Maria Gabriela Spaolonzi, torna indisponíveis os bens do ex-deputado tucano Robson Marinho, que atualmente é conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Jorge Fagalli Neto, José Geraldo Villas-Boas e mais 12 pessoas e empresas envolvidas com a propina da Alstom.”
http://nogueirajr.blogspot.com/

O código "Neves"
Wálter Nunes, ÉPOCA
“Investigadores têm novas pistas sobre o elo entre políticos e a Alstom no pagamento de propinasA investigação dos Ministérios Públicos federal e de São Paulo sobre o esquema de propinas do grupo francês Alstom para autoridades brasileiras em 1997 avançou bastante desde a chegada ao Brasil de documentos apreendidos pelo Ministério Público da Suíça. A empresa teria interesse na obtenção de contratos com o governo de São Paulo, comandado na época pelo governador Mário Covas, falecido em 2001. Uma das principais peças da investigação é um memorando manuscrito em francês por um executivo da Alstom. Nele, é identificada a rota das propinas. O dinheiro iria para integrantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), funcionários da Secretaria de Energia e ainda para o caixa do PSDB. Na descrição dos intermediários da propina, o executivo da Alstom, em seu memorando, usou vários códigos. Entre eles constam “RM”, “CM”, “Splendor” e “Neves”.Os investigadores acreditam já ter identificado três desses códigos. O tal “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE. “CM” seria Cláudio Mendes, um sociólogo que atuou como lobista de empresas da área de energia junto ao governo paulista entre o fim dos anos 80 e 2004. “Splendor” é uma das seis offshore (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) por onde também teriam sido feitos pagamentos da propina pela Alstom, segundo documentos do MP da Suíça. Segundo o memorando, a corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia, privatizada em 1998, com o grupo Alstom. Robson Marinho e Cláudio Mendes negam que tenham intermediado ou recebido propinas. E quanto ao código “Neves”? Os investigadores acreditam que era a pessoa responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB.
O memorando do executivo da Alstom é de 21 de outubro de 1997.
Nele, “Neves” aparece ao lado da cifra “8,5%”, suposto valor da propina.”
Artigo Completo,
::Aqui::
Aécio: Marina pode se integrar ao projeto tucano em 2010
O Globo
RIO - Um clima ameno e abraços efusivos marcaram nesta sexta o encontro dos governadores tucanos de São Paulo, José Serra, e de Minas, Aécio Neves, no 16º Congresso Nacional do PPS, no Centro do Rio. Com uma divergência: empolgado com a provável ida da senadora Marina Silva (PT-AC) para o PV - aliado do PSDB em Minas e em São Paulo -, Aécio afirmou que Marina, caso se candidate à Presidência em 2010, poderá se integrar ao projeto tucano, num eventual segundo turno. Serra, lacônico, não quis comentar a movimentação partidária da ex-ministra do Meio Ambiente
- Se ela for candidata, e é legítimo que ela seja, num segundo momento haverá muita afinidade com uma candidatura do PSDB. Que possamos caminhar juntos mais adiante, se não pudermos fazer isso no começo. Há uma afinidade grande entre o PSDB e o PV no Brasil inteiro. Se o PV optar por uma candidatura num primeiro turno, deve ser respeitado, mas sem que se fechem as portas para entendimento mais adiante - animou-se Aécio, bem-humorado, ao chegar, acompanhado do ex-presidente Itamar Franco (PPS), ao hotel, no Centro do Rio, onde ocorria o encontro do PPS.
- Estou em casa - disse o governador, em traje informal, que contrastava com o terno e a gravata de Serra.
O governador de São Paulo se disse desconfortável para tratar da possível troca de partido da senadora, mas fez elogios ao PV e ao deputado federal Fernando Gabeira (RJ), também presente ao encontro.
Marina Silva nos braços do PSDB, do DEM, no PPS de Roberto Freire. Vai integrar projeto tucano com Kátia Abreu do DEM. Triste fim de Marina
Lula diz que "engraçadinhos" não vão mudar suas políticas
Presidente diz que vai transformar programas sociais em lei para protegê-los Em discurso, Lula disse que políticas sociais já foram "escondidas e negadas" e que sucessor terá que investir ainda mais na área
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Para uma plateia de cerca de 300 assistentes sociais do Brasil, da Índia e da África, o presidente Lula afirmou ontem que vai transformar em lei todos os programas sociais para que nenhum "engraçadinho" acabe com eles."Precisamos consagrar todas as políticas em uma lei para que nenhum engraçadinho venha destruir essas coisas", disse.Segundo ele, quem o substituir no cargo em 2011 terá que fazer mais políticas sociais do que ele. "Se fizer menos, vai ter vida muito curta no governo."Ao discursar por uma hora e dez minutos no encerramento de um seminário internacional sobre pobreza promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social, Lula autoelogiou sua gestão. Ele sugeriu que cada um dos ministros faça um "filme" dos principais programas para mostrar à sociedade seus resultados práticos.

Retrospectiva
Lula lembrou até do ano de 2005, quando o esquema do mensalão veio à tona.Segundo o presidente, o governo passou por muita inquietação naquele período e que todos os programas sociais, citando o Bolsa Família, eram negados pela mídia e oposição, que dariam mais destaque para as denúncias."Todos vocês acompanharam as inquietações que tivemos aqui em 2005. Todos vocês acompanharam o que fizeram com o governo em 2005. Como as políticas sociais eram negadas e muitas vezes escondidas", disse Lula.E continuou: "Mas no final do primeiro mandato, descobriram a grande obra que era o Bolsa Família, e então [passaram a dizer] que era para ajudar o Lula a conseguir o segundo mandato", afirmou.Segundo o presidente, para evitar ainda mais críticas em 2006, ano que concorreu à reeleição, foi aconselhado pelo ministro Franklin Martins (Comunicação Social) a não lançar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Mulheres
Lula reclamou do fato de estar sendo processado na Justiça Eleitoral por ter afirmado, em uma viagem recente, que uma mulher seria a próxima presidente do Brasil e, em seguida, ter entregue uma rosa à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff."Se for assim, estou desgramado com a quantidade de protesto que vou enfrentar", disse.À plateia, formada na maioria por mulheres, Lula pediu que sempre que ele mencionar que uma mulher será presidente todas digam que ele está se referindo a cada uma delas "para confundir todo mundo".Lula culpou os governos anteriores pela pobreza e disse que se alguma atitude fosse tomada em anos anteriores não existiriam milhares de pessoas morando em favelas."O que estamos fazendo é reparar a irresponsabilidade. Favela há uns anos atrás era poético e hoje a situação, com mais de 2 milhões de pessoas morando em favelas em São Paulo, não tem nada de poético", afirmou o presidente.
CRISE NO SENADO É TENTATIVA DE DESESTABILIZAR GOVERNO, DIZ DIRCEU
"Tenho procurado ajudar ao alertar desde o começo que há duas questões: a crise institucional no Senado e a tentativa de derrubar Sarney, desestabilizar o governo e aliança PT e PMDB", afirmou ex-ministro da Casa Civil, que deu palestra ontem Palmas, em uma universidade. O petista afirmou ainda que o encontro que teve com José Sarney nesta semana foi "de amigos" e que o PT deve ter posição firme de apoio ao presidente do Senado e não pode "prejulgá-lo".
FSP
E tem uns senadores do PT que fingem não enxergar isso. Esses fingidos podem esquecer, meu voto, o da minha família e de centenas de petistas conscientes eles não terão mais.

07 agosto 2009

Mesmo com crise, Brasil fechou 2008 com saldo de quase 2 milhões de empregos
Mesmo no auge da crise financeira internacional, em 2008, o Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais, entre celetistas e estatutários, aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, quando foram registrados 37,607 milhões de trabalhadores com vínculos formais no país.Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008), anunciados na manhã desta quinta-feira (6) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. "Em 2009 chegaremos à marca de 40 milhões de empregos formais no Brasil.Somente no governo Lula foram gerrados 10,7 milhões de empregos formais gerados no país. Tivemos o quarto melhor resultado em 20 anos", afirmou Lupi.Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram com carteira assinada (celetistas), e 135,9 mil de vínculos empregatícios estatutários (servidores públicos). O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008.Declararam a Rais 2008 7,143 milhões de estabelecimentos, sendo 3,085 milhões com empregados, e 4,058 milhões de estabelecimentos sem empregados contratados, representando um crescimento de 3,7% no total de estabelecimentos, em relação a 2007.A Rais é o instrumento do Governo Federal utilizado para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2008 foram identificados 16,903 milhões de trabalhadores com direito ao benefício ante 15,561 milhões em 2007.
Yeda Crusius é considerada ré pela Justiça Federal
Presidente da Assembleia Legislativa obtém acesso de deputados a processo de improbidade
Rodrigo Alvares - estadao.com.br
SÃO PAULO -



A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB-RS), consta como ré na ação de improbidade administrativa impetrada pela Justiça Federal. Além da tucana, estão indiciados seu marido Carlos Crusius, sua assessora especial Walna Vilarins Meneses, o ex-secretário geral de governo Delson Martini, o presidente do Tribunal de Contas João Luiz Vargas, o deputado federal José Otávio Germano (PP), os deputados estaduais Frederico Antunes (PP) e Luiz Fernando Záchia (PMDB) e o tesoureiro da campanha do PSDB em 2006 Rubens Bordini. O processo corre sob o número 2009.7102002693-2.


O presidente da Assembleia Legislativa do RS, Ivar Pavan (PT-RS), está em Santa Maria - onde corre a ação - e obteve a garantia da juíza Simone Barbisan Fortes de que o parlamento pode ter acesso imediato ao conteúdo da ação civil pública entregue à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal. O presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, já pediu o fim do segredo de Justiça da representação.

"O Parlamento pode ter acesso imediato a todas as informações", declarou Pavan, logo após o encontro. Quando ao pedido para abrir o sigilo, a juíza informou que estudará a medida, mas que por enquanto, as informações seguem restritas. Na próxima segunda-feira, integrantes da Procuradoria do Poder Legislativo estarão em Santa Maria para conhecer o conteúdo do processo.

A Assembleia analisa dois pedidos de impeachment contra a governadora Yeda Crusius, reforçados pelos requerentes nesta semana, depois da ação do MPF. Um deles, encaminhado pelo Psol em julho do ano passado, foi arquivado em dezembro pelo então presidente Alceu Moreira (PMDB). O recurso recebeu parecer contrário do relator Paulo Odone na Comissão de Constituição e Justiça no início deste ano. Nenhum integrante da comissão fez o pedido necessário para que o parecer seja votado em plenário.

Outro pedido foi encaminhado por sindicalistas há dois meses, mas sugeriu que a fundamentação aguardasse manifestação do MPF. Pavan anunciou que vai pedir à Justiça Federal de Santa Maria, para onde a ação de improbidade foi encaminhada pelos procuradores da República, uma cópia do processo, que interessa também às bancadas partidárias que vão participar da CPI.

A tramitação de um processo de impeachment contra a governadora na Assembleia depende de análise de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça, votação de admissibilidade no plenário, abertura de comissão processante e, se esta aprovar o pedido, remessa a uma comissão especial, formada por cinco deputados e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça, a quem caberia a decisão. Procurada pela reportagem, a assessoria da governadora não retornou as ligações


Charge do Bessinha
MAIS UMA DO DEM
"Presidente da Câmara de Fernandópolis (SP) é preso suspeito de extorquir assessor O presidente da Câmara Municipal de Fernandópolis (SP), Warley Luiz Campanha de Araújo (DEM), foi preso nesta quinta-feira suspeito de extorquir o assessor jurídico-legislativo Ricardo Franco de Almeida. A reportagem não localizou os advogados de Araújo para comentar o assunto."
DEM o partido mais corrupto do Brasil!
RECORDE NA CADERNETA
Poupança tem a maior captação desde o Real
Em novo recorde, os depósitos voltaram a superar os saques na poupança em julho. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que as cadernetas receberam R$ 6,67 bilhões em novas aplicações no mês passado, o melhor julho desde a criação do Real, em 1994.O bom desempenho não foi causado por migração de outras aplicações porque também houve aumento de captação nos fundos de investimento e Certificados de Depósito Bancário (CDB). Para especialistas, os depósitos têm crescido na esteira da recuperação.Em julho, a poupança teve resultado positivo pelo terceiro mês seguido. No trimestre, as aplicações superaram as retiradas em R$ 10,64 bilhões. O desempenho anulou a perda de R$ 1,52 bilhão nos quatro primeiros meses.– A crise acalmou e as contratações voltaram. Historicamente, a melhora do mercado de trabalho tem relação direta com a capacidade de poupar – avalia o professor de finanças pessoais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fábio Gallo.Nos últimos dias, números mostram que todas as principais aplicações financeiras receberam aportes. Em julho, os fundos de investimento tiveram captação de R$ 30,39 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento. Nos CDBs, o estoque de aplicações subiu R$ 14,7 bilhões, conforme a Câmara de Custódia e Liquidação.Juntos, esses dados afastam, por enquanto, a hipótese da migração de recursos gerada pela queda dos juros. O governo temia que a Selic mais baixa tirasse competitividade dos títulos públicos – principal investimento dos fundos – e que, por isso, houvesse migração em massa para a poupança

ZERO HORA.com

Cadê aquele deputado paspalho do PPS, que disse que o presidente Lula iria acabar com a poupança??? Sumiu??
SÓ FALTA O BOLO, A GO GO GIRL – MORRER ATIRANDO
Laerte Braga
Tasso Jereissati e Renan Calheiros são dois pilantras sem qualquer respeito por coisa alguma que não seja “negócio.” O grande problema dessa história toda envolvendo outro pilantra, José Sarney, é que os pilantras do tucanato não achavam que o presidente da “Câmara Alta” – putz! – fosse morrer atirando. E de quebra com pistoleiro do porte de Renan, bem mais rápido no gatilho que o pistoleiro tucano Arthur Virgílio.

Clube de amigos e inimigos cordiais. O filme era bem melhor, Marilyn Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis. E de quebra Marilyn ainda cantava. Se sabia ou não sabia isso é detalhe. Mas Tasso Jereissati falando em honra? Em dignidade? Onde CORRUPtasso ouviu isso? Não sabe nem pra que lado fica.

Os caras estão no desespero para eleger outro pilantra para o lugar de Lula, José Serra, em último caso Aécio, loucos para por a mão chave do cofre. Não contavam com a reação de Sarney e muito menos com Renan Calheiros em doublé de Doc Holliday.

Eles se merecem. O Brasil e os brasileiros não.

O problema do tucanato brasileiro (é uma praga mundial, pior que gripe suína, existe nos mais variados nomes e denominações) é que se inspirou no udenismo mais sem vergonha e cretino que existiu. O de Carlos Lacerda, mas lhes falta algo que Lacerda tinha. Um talento para desfechar golpes precisos, mortais, até que tomasse um pelas costas, exatamente de seus aliados.

É costume entre eles. Yeda Crusius, bandida de plantão no governo do Rio Grande do Sul já foi avisada pelo chefão da máfia, FHC, que tem que sair de cena, pois está atrapalhando o capo paulista José Serra.

O xis da questão é que Renan todo mundo sabe e conhece e Tasso ainda consegue passar para alguns a imagem de bom moço, empresário bem sucedido, essas coisas todas que a GLOBO vende, ao mesmo tempo que é comprada.

Caiu. Caiu a máscara. O “coronel de merda” como retrucou Renan não agüentou.

Tira uns quatro lá, embrulha o Senado e joga no lixo. É o melhor negócio. Aproveita e de quebra passa no STF pega Gilmar Mendes mete no mesmo embrulho e pronto, mais uns deputados aí a coisa começa a cheira melhor.

Imagino o desespero de Temer que finge que é aliado do PT enquanto dorme com o PSDB. Deve estar no desespero, a briga só atrapalha seus planos de levar seu partido, o PMDB, para o ninho tucano e de quebra eleger Orestes Quércia senador em São Paulo. É, ou melhor, são aliados de Serra.

Credo em cruz três vezes, um exorcista dos bons, pai de santo de respeito e milagreira/benzedeira um mês no Senado para limpar a sujeira toda.

A fúria do “coronel” CORRUPtasso não foi porque Renan chamou-o pela patente apropriada e adjetivada de forma correta, foi decorrência da manobra falha. Sarney sair ou não sair não muda nada. O bandido que assume no lugar do bandido que sai, Marconi Perillo, tucano, tem um monte de processos na Justiça e um monte de fraudes para todos os lados.

O xis é outro. É “pissilone”.

Não sei se a tevê Senado tem classificação por faixa etária a guisa de sugestão para os telespectadores. Mas sugiro, cada vez que CORRUPtasso ou Arthur Virgílio, ou Sarney, ou Renan, ou Marconi Perillo e um punhado deles aparecer, sugiro tarja de impropriedade para cidadãos e cidadãs probos.

Ah! Se for mesmo para jogar no lixo levem também o senador Eduardo Azeredo. É só procurar um poste apagado no Senado que é o próprio. Nem tuge e nem muge. Mas embolsa. E como faz. E a tal de Kátia não sei das quantas, do grupo que se diz DEMOcrata. A senhora em questão sonha em ver a Amazônia transformada em pasto.

E como se trata de lixo altamente tóxico, por favor, não entreguem a essas empresas tipo Queiroz Galvão, especialistas em comprar políticos, do contrário contaminam toda a bacia hidrográfica como estão fazendo em minha cidade, onde o prefeito é outro tucano bandido. Se bem que não existe tucano que não o seja.

As máfias originais eram bem mais divertidas. Tinha orquestra, cantavam parabéns para os chefões, faziam convenções em hotéis cinco estrelas e no final um bolo imenso. Tanto podia sair uma go go girl, como um cara com uma metralhadora e eliminar a turma toda no molho de macarrão da mama.

O suspense da surpresa é que segurava o telespectador. Agora o Senado? CORRUPtasso? Renan Calheiros?

Cabaré daqueles antigos – e bons – de furar cartão a cada dança é lugar de respeito.

Tenha paciência! Deve ter sobrado um pouco do DNA de Al Capone. Pelo menos para dar uma certa compostura no ofício a esses pilantras travestidos de udeno/tucanos, ou “coronel desse prédio, síndico das forças armadas”, ao exigir de pijamas e aos brados que o samba parasse que madrugada já era.

Pera lá cara! Deixa entrar pelo menos um resto de madrugada.

Olha, como está, o melhor seria chamar um dos patrões de Gilmar Mendes, o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi. Ele daria umas receitas, umas idéias assim mais divertidas, pô meu! Está faltando marqueteiro no Senado. O sabão em pó está desandando e ao invés de lavar, limpar e tirar manchas, está escorrendo pelas portas, os ralos entupiram e haja nariz para agüentar.

CORRUPtasso? Renan? Liberem a gripe suína
Dalai-lama pede ajuda de Lula
Em entrevista ao Estado, líder tibetano diz que o Brasil precisa falar com vigor sobre democracia com Pequim
Jamil Chade, GENEBRA

O líder espiritual tibetano dalai-lama pede para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fale de "democracia e liberdade" com a cúpula chinesa. "O Brasil ganhou sua democracia, o que foi muito importante para o País. Agora, com o peso que o Brasil tem no mundo, precisa defender esse valor", disse o dalai-lama em entrevista ao Estado. "O presidente Lula precisa tocar no assunto com vigor quando tratar com a China", afirmou o líder tibetano no exílio. O dalai-lama, que ontem esteve em Genebra, fez duras críticas contra o governo de Pequim. "Para ser uma superpotência, a China não poderá contar apenas com os lucros. Só o dinheiro não garantirá uma boa imagem da China no mundo. Verdade e transparência serão essenciais. Isso será fundamental para a imagem da China no futuro", disse. "A realidade é que muitos países, até mesmo os EUA, têm uma relação muito próxima com a China. Mas, ao mesmo tempo, têm desconfianças em relação ao regime", declarou. "Todos os países que se apoiam na democracia para legitimar seus governos precisam defender os mesmos princípios em relação ao governo chinês." Ainda ontem, em uma entrevista coletiva, o dalai-lama acusou Pequim de estar "enganando o povo chinês". "Não há outra alternativa para a China a não ser a democracia. A política para as minorias fracassou, grande parte da corrupção hoje é cometida por membros do Partido Comunista, que não é mais de trabalhadores. É dos milionários influentes", afirmou. "Tanto o marxismo quanto o dinheiro fracassaram em trazer a paz na China. Eu mesmo, em 1954, me entusiasmei com o comunismo. E cheguei a pedir para entrar no Partido Comunista. Era jovem e meio revolucionário. Mas hoje a China é um país capitalista e totalitário", disse o dalai-lama. "Chegou a hora de o Partido Comunista aposentar-se, depois de 60 anos."
TIBETE
Ele insiste que o Tibete não quer sua independência da China. "Queremos autonomia. A política externa e a defesa têm de ficar com Pequim. Mas queremos administrar a educação, a saúde e as questões religiosas." Segundo o dalai-lama, 4 mil pessoas ainda estão detidas por Pequim desde o ano passado, quando ocorreram violentos protestos no Tibete. "Esses protestos não nasceram da noite para o dia. Foi o ressentimento de gerações que explodiu.Há uma crise e precisamos admitir isso", afirmou."Se a situação não for resolvida, esse ressentimento aumentará. Precisamos encontrar uma solução realista e pacífica." Para ele, uma das saídas é a garantia de um maior desenvolvimento para a região. Outra estratégia é obter apoio dos intelectuais chineses. "A população está mais próxima de nós. Sabemos que até funcionários públicos levam minha foto em seus celulares", disse.
STF aprova extradição de militar uruguaio para Argentina
Julio Villaverde
Em Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira a extradição para a Argentina do militar aposentado uruguaio Manuel Juan Cordero, acusado de crimes contra a humanidade durante as ditaduras que governaram a região na década de 1970.
A decisão foi aprovada pelo plenário do STF, de acordo com uma nota do tribunal.
O coronel aposentado é acusado de ter participado da Operação Condor, orquestrada pelas ditaduras que governavam no Cone Sul na época, para reprimir a oposição.
O Uruguai também havia solicitado a extradição de Cordero, mas o STF descartou o caso por considerar que os delitos imputados a ele foram cometidos na Argentina.
O oficial uruguaio é acusado do desaparecimento de dez pessoas, além do sequestro e sumiço de um menor.
Segundo a decisão do STF, Cordero responderá na Argentina pelo sequestro e desaparecimento em 1976 do argentino Adalberto Soba Fernández, que na época tinha menos de dez anos.
Os advogados do coronel aposentado pretendiam provar que alguns dos delitos, como associação para a delinquência e homicídio, haviam prescrito, de acordo com a lei brasileira.
Mas, em sua intervenção, o ministro Ricardo Lewandowsk indicou que o delito de sequestro tem caráter permanente até o aparecimento da vítima, com o que ainda não prescreveu.
O pedido de extradição argentino se fundamentou em acusações de privação de liberdade, agravada por violência e ameaças, de tortura aos detidos e de associação ilícita para que se cometessem delitos, segundo o STF.

69% dos deputados apoiam CPI contra Yeda
38 dos 55 congressistas assinaram documento, que ganhou adesão após pedido de afastamento da governadora feito pela Procuradoria Tucana e outras oito pessoas foram denunciadas por improbidade administrativa; reunião de instalação da CPI deve ser realizada em agosto

FLÁVIO ILHACOLABORAÇÃO PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE

O requerimento que cria CPI para investigar denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB), no Rio Grande do Sul, foi assinado ontem pela maioria dos deputados gaúchos. Foram 38 assinaturas, de um total de 55 deputados.O documento, apresentado em maio pela deputada Stela Farias (PT), estava havia cerca de dois meses com 17 assinaturas -duas a menos do que o número mínimo de 19 adesões necessário para pedir a CPI.As 21 assinaturas foram conseguidas entre quarta-feira e ontem, depois que o Ministério Público Federal anunciou que irá processar a governadora e outras oito pessoas por improbidade administrativa. Entre os denunciados estão os deputados estaduais Luiz Fernando Záchia (PMDB) e Frederico Antunes (PP), da base aliada da governadora. Ambos assinaram o requerimento da CPI.Três dissidentes do PDT, partido que apoia Yeda, foram os primeiros a referendar a CPI, garantindo anteontem o número mínimo de assinaturas. Ontem, foi a vez dos nove deputados do PMDB, também aliados da tucana. Aderiram, ainda, três deputados do PTB, dois do DEM e seis do PP, todos da base aliada ao governo.A reunião de instalação da CPI, segundo o presidente da Assembleia, Ivar Pavan (PT), deve ser realizada em agosto.A bancada do PMDB reúne deputados governistas e de oposição. O líder do partido, Gilberto Capoani, disse que o PMDB não vai acusar nem defender ninguém na CPI. A sigla ocupa três secretarias na gestão Yeda e já anunciou que irá lançar candidato próprio ao governo do Estado em 2010.Apesar disso, Capoani defendeu a permanência do partido no governo. "Seria irresponsável sair agora. O problema da governadora não é administrativo, é político", afirmou.No governo, a estratégia é lutar pela indicação do vice-presidente ou do relator da CPI. Dos 12 deputados que farão parte da comissão, pelo menos 8 devem ser indicados por partidos aliados ao governo.Os membros serão distribuídos de forma proporcional às bancadas. A presidência ficará com Stela Farias, autora do pedido de CPI. O prazo de apuração é de 120 dias, prorrogáveis por mais 60.O presidente da Assembleia informou que enviou requerimento à juíza federal Simone Barbisan Fortes, que irá analisar o pedido feito pela Procuradoria sobre o envio das provas que fazem parte do inquérito da Operação Rodin. A operação da PF investigou fraudes de R$ 44 milhões no Detran-RS, que resultou num processo criminal contra 40 pessoas.
Senadora do DEM usou cota aérea para turismo
Rosalba Ciarlini (DEM-RN) custeou passagens e hospedagem em viagens nacionais e ao exterior para ela, parentes e amigos Suplente do Conselho de Ética, senadora diz que cota podia ser utilizada "para o deslocamento" de pessoas que se julgasse "conveniente"
LEONARDO SOUZADA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Suplente do Conselho de Ética do Senado, Rosalba Ciarlini (DEM-RN) usou verba pública para pagar viagens de turismo para ela, marido, filhos, além de outros parentes, amigos, o advogado e a mulher do advogado, no país e no exterior. Custeou passagens e, em alguns casos, até estada em hotéis.Em seu primeiro mandato, ela bancou essas despesas com recursos de sua cota aérea, criada para permitir o deslocamento de congressistas no exercício da atividade parlamentar. O ato do Senado que regulamenta a concessão das passagens não prevê o uso da cota para pagamento de hotel.A Folha obteve mais de 320 páginas de cartões de embarque e comprovantes de passagens e hospedagem descontadas da cota da senadora de maio de 2007 a fevereiro de 2008, somando cerca de R$ 160 mil. Foram mais de 240 viagens em menos de 300 dias -quase uma passagem por dia. Mais da metade dos bilhetes (124) foi emitida em nome de membros das famílias Ciarlini e Rosado (sobrenome de seu marido, Carlos Augusto).Rosalba é o primeiro caso detalhado no Senado de descontrole no uso da cota aérea a vir a público. Em abril, foram dezenas de exemplos na Câmara, no escândalo conhecido como a "farra das passagens".A senadora financiou, por exemplo, a vinda de sua filha Karla e do genro alemão Jan Nabendahl de Frankfurt para Natal, em novembro de 2007, ao custo de R$ 5.813. Presenteou outro membro da família, Luana Rosado, e uma pessoa chamada Tricia Maia com uma viagem para Lisboa, Barcelona e Paris, no valor de R$ 7.457.Em 29 de fevereiro de 2008, Rosalba viajou para Estrasburgo, cidade turística francesa, onde passou duas semanas. Os bilhetes custaram R$ 3.376. No requerimento para se ausentar do país, ela só informou atividades de interesse parlamentar entre 4 e 8 de março.Ela custeou também a hospedagem de seu filho Carlos Eduardo no Marina Park Fortaleza em junho de 2007. Nos dias 19 e 20 de julho, em pleno recesso, pagou a estada dela, do marido, do filho, do advogado Paulo Fernandes e da mulher dele, Olindia Fernandes, no Gran Meliá Mofarrej. A conta somou R$ 2.212,70.Rosalba é cria política do líder do DEM no Senado, o também potiguar José Agripino Maia, e está em primeiro lugar na corrida para o governo do Rio Grande do Norte, em 2010, de acordo com pesquisas encomendadas por seu partido.Apesar de dizer que não se recorda de todos os voos e gastos citados pela Folha, ela confirmou que usou sua cota para pagar passagens e estada para parentes, amigos e o advogado."Antes, [a cota] era vista mais como uma complementação que era de uso do parlamentar, que ele podia usar para o deslocamento seu, do cônjuge, de dependentes ou de pessoas que achasse que era conveniente."Questionada se não sabia que é irregular o pagamento de hospedagem e passagens para parentes e amigos em situações sem relação com a atividade parlamentar, respondeu: "Eu cheguei aqui, senadora nova, a orientação era essa".Até maio, o ato que regulamentava o uso da cota previa cinco bilhetes de ida e volta por mês para cada congressista, tendo como referência trechos (com tarifa cheia) que passam por Brasília, Rio e a capital do Estado do congressista. Por essa regra, a verba mensal de Rosalba era de cerca de R$ 22.400. O ato permitia acúmulo de recursos não usados, mas não abria a possibilidade para gastos com hospedagem nem custeio de viagens de turismo.Em abril, após a revelação de gastos considerados abusivos no Congresso, a Mesa editou novo ato regulamentando o uso da cota. Foram criadas restrições, mas não foi aberta a hipótese de usar com estada.A Diretoria Geral informou que o contrato com a empresa encarregada de gerir as despesas aéreas dos senadores, a Sphaera Turismo, prevê a prestação de outros serviços afins. Contudo, a própria Diretoria Geral confirmou que o novo ato não prevê o uso da cota para pagamento de hospedagem.
Esse turismo todo nós pagamos. Eu, você, você, você. Não é uma beleza, lembre-se disso na próxima eleição, e se gostar de bancar o palhaço- trouxa eleja esses tipos do DEM novamente. Conforme informações o site do TSE, DEM é o partido mais corrupto do Brasil.

Charge do Bessinha

06 agosto 2009

Justiça bloqueia bens do clã Maluf
Veículos, joias, imóveis e aplicações financeiras da família do ex-prefeito estão indisponíveis

A 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo concedeu liminar em ação civil proposta na segunda-feira, 3, pelo Ministério Público Estadual e bloqueou os bens do ex-prefeito e atual deputado Paulo Maluf (PP-SP), de sua mulher Silvia e dos filhos do casal, Flávio, Lina Otávio e Lígia. A decisão também atinge Jacqueline de Lourdes Coutinho Torres, ex-nora de Maluf, e o jordaniano Hani Bin al Kalotni, administrador de fundos na Ilha de Jersey, paraíso fiscal onde Maluf manteria contas e ações. Todos estão com seus veículos, joias, imóveis e dinheiro em aplicações financeiras - incluindo cadernetas de poupança - indisponíveis. O saldo das contas correntes dos acusados que exceder R$ 5 mil também deve ser bloqueado. A Justiça estendeu o bloqueio aos bens das empresas Macdoel Investiment, Kildare Finance e Durant International Corporation, todas offshore que teriam sido usadas no suposto esquema de lavagem de dinheiro desviado da prefeitura de São Paulo durante a gestão Maluf (1993-1996). O juiz Alessio Martins não concedeu, entretanto, o bloqueio dos bens da Eucatex, empresa controlada pela família Maluf e suposta beneficiária de US$ 166 milhões desviados, sob a alegação de que a medida poderia levar à falência da empresa, provocando dano irreparável antes que o mérito da ação fosse julgado. O magistrado assinalou que, se decretada, a medida contra a Eucatex poderia prejudicar eventual ressarcimento aos cofres públicos, além de comprometer a credibilidade e até o crédito da empresa em relações comerciais e bancárias. A Eucatex segue desde 2005 plano de recuperação judicial homologado pela Justiça. A ação proposta pelos promotores Silvio Antonio Marques e Saad Mazloum, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital, pedia o bloqueio dos bens para garantir o ressarcimento dos cofres públicos. A Eucatex teria sido beneficiada pela suposta propina paga por empreiteiras responsáveis pelas obras da Avenida Água Espraiada (atual Avenida Jornalista Roberto Marinho) e do túnel Ayrton Senna, ambos na zona sul da capital. Documentos anexados à ação movida pelo advogado inglês Andrew Witts, contratado pela prefeitura, mostrariam o "caminho do dinheiro". Só entre os dias 8 e 28 de janeiro de 1998, a construtora Mendes Júnior teria repassado US$ 11 milhões ao ex-prefeito e seu filho Flávio. Segundo a acusação, a quantia seguiu para a conta Chanani, no Banco Safra de Nova York, sendo remetida depois para as offshore Durant e Kildare, na Ilha de Jersey. Os promotores sustentam que, entre 1997 e 1998, parte desse dinheiro retornou para a Eucatex disfarçado de investimento - empréstimos, compra de ações e adiantamento de contratos de exportação. Os promotores pretendem recorrer da decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública, reiterando a necessidade de bloquear bens e recursos da Eucatex. O juiz decretou ainda segredo de Justiça no caso, a fim de garantir que apenas as partes tenham acesso à quebra de sigilo.

GOVERNO LULA
Apesar da crise, 500 mil superam linha da pobreza no país
Agência Brasil, de Brasília
Valor Econômico

Apesar dos efeitos nocivos da crise mundial iniciada há um ano, 503 mil pessoas deixaram a condição de pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do país, indica estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento do Ipea comparou o número de pobres existentes, no Brasil, antes e durante a crise financeira internacional.
"De 2002 para cá, temos 4 milhões de pessoas a menos vivendo em condições de pobreza no conjunto das seis regiões. Na comparação do período atual com o período anterior à crise, verificamos que 503 mil pessoas saíram da pobreza", disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ontem, no lançamento do estudo "Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados".
O estudo abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre e considerou os dados levantados pelas Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo Pochmann, parte da redução se deve às políticas nacionais que visaram proteger a base da pirâmide social. "Entre elas, houve a elevação do salário mínimo e a ampliação do programa Bolsa Família, que impediram que a pobreza aumentasse no Brasil, como havíamos observado em outros momentos de crise", disse Pochmann.
O estudo comparou o número de pobres entre outubro de 2007 e junho de 2008 com o do período entre outubro de 2008 e junho de 2009. Das 503 mil pessoas que saíram da condição de pobreza - cuja renda per capita da família é de meio salário mínimo -, quase 63% localizavam-se na região metropolitana de São Paulo.
O Ipea também calculou a evolução da desigualdade da renda do trabalho nas seis regiões metropolitanas e concluiu que ela também manteve a trajetória de redução. Uma comparação da média da desigualdade no período de outubro de 2007 a junho de 2008 com o observado de outubro de 2008 a junho de 2009, mostrou que o índice de Gini da distribuição da renda do trabalho nas seis regiões apresentou queda de 0,4%, passando de 0,5044 para 0,5026. O índice de Gini sempre varia de zero a 1, indicando maior desigualdade à medida que o valor se aproxima de 1. O índice pode medir diferentes concentrações, seja de renda do trabalho, de todas as rendas ou mesmo de terra.
Em junho de 2009, o índice de Gini ficou em 0,493, o menor patamar nas seis regiões metropolitanas. Entre janeiro (0,514) e junho de 2009, o índice de Gini caiu 4,1%, a maior queda registrada desde 2002. Se o período analisado for de março de 2002 (0,534) até junho de 2009, a queda foi de 7,6%.
No trabalho, o Ipea observa que a queda do índice de Gini pode estar "relacionada tanto à perda de valor real das maiores rendas do trabalho como à proteção do conjunto dos rendimentos da base da pirâmide", em decorrência, entre outros fatores, do aumento real do salário-mínimo e da própria retração na inflação dos alimentos.
Assédio de Serra faz PV buscar Marina
Com um pé no governo Lula e outro na administração tucana, partido teme deflagração de racha em 2010 Para dirigente da legenda, lançamento de nome para a Presidência vai registrar a marca do partido;
Marina ainda analisa troca de sigla
DA REPORTAGEM LOCAL
Uma investida do governador José Serra (PSDB) pesou para a opção do PV pela candidatura própria à Presidência no ano que vem. Com potencial de abalo sobre a campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), a ideia de candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à sucessão presidencial teve também origem no flerte de tucanos e democratas com o PV.Dividido, com uma cadeira no ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outra no governo Serra, o PV teme a deflagração de um racha. Daí, a opção pela candidatura.Presidente do PV do Rio e um dos articuladores do acordo pelo qual Marina deixaria o PT para concorrer à Presidência, o vereador Alfredo Sirkis admite que, além do interesse de registrar a marca do partido na disputa, o risco de implosão foi levado em conta."Uma coisa é administrar divergências por 15 dias [no segundo turno]. Outra é um ano de pancadaria", reconheceu.Serra -que tem o secretário municipal Eduardo Jorge entre os principais aliados- intensificou a ofensiva sobre o PV neste ano, ao acomodar o partido na Secretaria de Ação Social. Ele insiste para que Fernando Gabeira seja seu candidato ao governo do Rio.Dizendo não ter "tanta certeza de que a candidatura dela seja ruim para Serra", Gabeira se reúne hoje com Marina.Ontem, Marina afirmou que está avaliando a proposta do PV, mas que não irá prolongar o período de análise. Em São Paulo, ela criticou ministérios que impuseram dificuldades a ações ambientais durante sua gestão no Meio Ambiente. Ela ressaltou que leva em consideração o fato de nenhum partido ver a questão como estratégica -inclusive o PT.
Serra quer usar a senadora Marina Silva para tentar se eleger, para prejudicar a candidatura da ministra Dilma. Eu não posso crer que a senadora Marina Silva com a bela biografia que tem, com uma bela história de vida, vá se prestar a isso, ser usada por Serra, pelo PSDB/DEM.


“Um grupo de manifestantes e servidores públicos foi, na tarde desta quarta-feira, até a frente do palácio Piratini, sede do governo gaúcho, no centro de Porto Alegre, e comemorou o pedido de afastamento do cargo da governadora Yeda Crusius (PSDB).Com bandeiras, os manifestantes gritaram: "Yeda roubou uma mansão, vai sair de camburão!"Nesta quarta-feira, o Ministério Público Federal informou que pediu o afastamento de Yeda e de outros servidores citados no processo protocolado na 3ª Vara Federal de Santa Maria.O processo é resultante da Operação Rodin, que apura o desvio de verbas envolvendo o Detran-RS, a Universidade Federal de Santa Maria e fundações de apoio. Eles foram denunciados por enriquecimento ilícito e dano ao erário. A ação foi ajuizada na 3ª Vara federal de Santa Maria, município na região central do Estado."Trouxemos foguetes para comemorar a vitória do movimento", disse a presidente do Sindicato de Professores do Estado do Rio Grande do Sul (Spers), Rejane de Oliveira. Segundo ela, o Estado não pode ter uma governadora sem legitimidade. "Não vamos descansar enquanto não a arrancarmos do governo"."Agora fica claro quem é a grande quadrilha", referindo-se ao fato do comando da Brigada Militar afirmar que os professores que protestavam contra o governo eram integrantes de uma quadrilha.”

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05 agosto 2009

Oposição consegue assinaturas suficientes para abrir CPI contra Yeda
Flávio Ilha
Especial para o UOL Notícias
Em Porto Alegre
Três deputados estaduais dissidentes da bancada do PDT decidiram assinar requerimento de instalação de CPI para investigar as denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius. Giovani Cherini, Gerson Burmann e Kalil Sehbe assinaram o pedido no final da tarde desta quarta-feira (05), logo depois do anúncio da ação do Ministério Público Federal (MPF) contra a governadora do Rio Grande do Sul.Com as três assinaturas de hoje, requerimento conta com 20 adesões- o regimento interno da Assembleia exige 19 para a criação de uma CPI. O pedido de instauração de uma comissão parlamentar de inquérito foi apresentado em maio pela deputada Stela Farias (PT). O requerimento deve ser encaminhado na manhã desta quinta-feira (06) à presidência da Assembleia.O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, lamentou a decisão. "Não há fatos novos para serem investigados. A ação do Ministério Público é baseada em fatos requentados", disse. A reunião que definiu o destino dos parlamentares trabalhistas foi realizada logo depois do anúncio do Ministério Público. Os deputados se recusavam a assinar o requerimento por considerar insuficientes as acusações contra a governadora. Dos cinco deputados pedetistas na Assembleia, apenas Adroaldo Loureiro e Paulo Azeredo haviam referendado a CPI.Giovani Cherini, um dos dissidentes, reconheceu que o momento político favoreceu a decisão. "Neste momento, a CPI fará uma análise política dos fatos. Até porque a análise técnica já está sendo feita pelo Ministério Público", disse.A CPI deverá investigar indícios de fraudes em licitações de obras viárias, de saneamento e de irrigação sob responsabilidade do governo gaúcho, descobertos pela Operação Solidária. Além da CPI, dois pedidos de impeachment da governadora também tramitam na Assembleia - um movido pelo PSOL e outro pela Federação dos Servidores Públicos Estaduais.

MPF pede afastamento e indisponibilidade dos bens de Yeda Crusius
ÓTIMA NOTÍCIA

Flávio Ilha
Especial para o UOL NotíciasEm Porto AlegreAtualizado às 16h49O Ministério Público Federal pediu nesta quarta-feira (5) o afastamento da governadora do Rio Grande do Sul, Yedas Crusius (PSDB), devido à fraude superior a R$ 44 milhões constatada no Detran (do Departamento de Trânsito) gaúcho durante a Operação Rodin, em novembro de 2007.A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius deve ser afastada do cargo?O MPF abriu uma ação de improbidade administrativa contra Yeda e outras oito pessoas do Executivo. Além do pedido de afastamento temporário enquanto a ação estiver correndo na Justiça, o órgão pede também a indisponibilidade dos bens dos acusados. Os outros citados na ação são Carlos Crusius, marido de Yeda; José Otávio Germano, deputado federal e secretário de Segurança do RS entre 2003 e 2006, a quem o Detran estava vinculado quando a fraude começou; João Luiz Vargas, presidente do Tribunal de Contas do Estado; deputado estadual Luiz Fernando Záchia, chefe da Casa Civil na época da denúncia; deputado federal Frederico Antunes e ex-presidente da Assembleia Legislativa; Delson Martini, ex-secretário-geral de governo; Walna Meneses, assessora da governadora; e Rubens Bordini, tesoureiro da campanha de Yeda.
Durante entrevista coletiva na tarde de hoje em Porto Alegre, o MPF afirmou que mais 20 mil áudios dão embasamento à denúncia. A ação foi encaminhada a 3ª Vara Federal de Santa Maria, onde já corre um processo criminal sobre o caso. A juíza Simone Fortes Barbizan, que receberá a denúncia, não tem prazo para se manifestar. Por ser uma liminar, a ação passa a valer no momento que for aceita. Cabe recurso e os acusados têm 15 dias, a partir da notificação, para apresentarem defesa. Se condenados, os acusados podem ter a perda dos bens ou valores acrescidos de forma irregular, devem ressarcir integralmente o erário público, perderão o cargo ou função pública, terão os direitos políticos suspensos de 8 a 10 anos, devem pagar multa e ficam proibidos de contratar com o governo por 10 anos. A governadora do Estado ainda não foi notificada. O UOL Notícias ligou para o gabinete de Yeda, e a assessoria de comunicação informou que deve se manifestar em breve sobre o assunto. A governadora está na cidade de Canela, na serra gaúcha.A reportagem está tentando contato com os outros acusados. A crise no RSA crise do governo Yeda começou em novembro de 2007, quando a PF deflagrou a Operação Rodin com a missão de investigar um rombo superior a R$ 44 milhões operado a partir do Detran. Vários membros do governo foram envolvidos nas investigações e 13 pessoas acabaram presas, entre elas Lair Ferst, que se transformaria no personagem principal do caso.A investigação, solicitada pelo MPF, deu origem a um processo criminal que corre em segredo de Justiça na comarca gaúcha de Santa Maria, sede das empresas acusadas de favorecimento. Foram denunciadas 44 pessoas no caso, das quais 33 estão respondendo ao processo criminal.Em 2008, uma CPI na Assembleia Legislativa gaúcha ampliou as investigações e comprometeu membros do governo em denúncias de caixa 2 durante a campanha de 2006. Além disso, colocou em dúvida o processo de compra da atual casa da governadora. A compra foi sacramentada logo depois da eleição e teria sido paga em parte com sobras de campanha.A apuração resultou na Operação Solidária, também comandada pela PF e que investiga fraude em licitações públicas no Rio Grande do Sul com a participação de membros do governo. A operação acabou desdobrada em 13 inquéritos policiais. Os inquéritos também correm em segredo de Justiça.
PMDB denuncia Arthur Virgílio ao Conselho de Ética
REUTERS
BRASÍLIA, 5 DE AGOSTO

- O PMDB ingressou nesta quarta-feira no Conselho de Ética do Senado com representação contra o líder da bancada do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), cumprindo alerta do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que lidera os peemedebistas na Casa. Assinada pela presidente em exercício do PMDB, deputada Íris de Araújo (GO), a representação denuncia Virgílio por quebra de decoro parlamentar que, no limite da investigação, pode levar à cassação do mandato. O PMDB acusa o senador de ter mantido por 18 meses um servidor de seu gabinete estudando na Espanha com salários pagos pelo Senado. Virgílio já iniciou a devolução ao Senado de 210,6 mil reais, em parcelas. Renan havia alertado que o PMDB formalizaria uma acusação contra Virgílio por ter sido o senador que mais fortemente cobrou a saída do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do cargo, como reação a acusações que vem recebendo. O tucano também entrou com denúncias no colegiado contra Sarney. O movimento do PMDB coincide com a reunião do Conselho de Ética nesta tarde, que vai analisar a admissão das acusações contra Sarney. Das onze acusações, o colegiado vai determinar, nesta quarta, se cinco delas serão aceitas.
SEGUNDA ENTREVISTA: GLÓRIA LEITE
Tínhamos nos proposto a publicar uma entrevista por semana, mas nesta semana, serão publicadas três, na sexta tem nova entrevista. Segue a segunda entrevista do blog, da escritora brasileira Glória Leite que reside na Alemanha.
1- Como você está vendo o momento atual no Senado Federal?
Como a oposição já sentiu que não retomará o poder pelo voto direto e democrático, tenta, através do golpe no senado, tornar o Presidente Lula vulnerável. O que não é novidade. A oposição já manobrou, elegendo e derrubando o antigo presidente da Câmara, o Severino, e o do senado, o Renan Calheiros. Agora recorre à mesma tática. A diferença é que no momento o PMDB, juntamente com o Lula, resolveu enfrentar a oposição pseudo-moralista. O que já era tempo. Afinal, nós blogueiros há muito 'gritamos' para que o governo se posicione, mostre coragem para enfrentar de peito aberto a oposição e seu braço midiático.Sobre a 'surpresa' dos oponentes de Lula ao seu apoio a Sarney, não me impressiono. Pois se não defendê-lo, será apenas mais um corrupto que cairá. Como o senado é composto por corruptos, no final nada sobrará. E como o Lula precisa do senado para governar, não faz sentido tirar um para colocar outro, com histórico semelhante, mas sendo da oposição. Por isso, menos mal um corrupto que mantenha a governabilidade, do que um corrupto escolhido para atrasar a vida dos brasileiros e do Brasil.

2- O que você achou da declaração do presidente Lula, que os que criticam o Bolsa Família, são uns imbecis, ignorantes?
Nada mais correto do que a afirmação do Presidente. A oposição gostaria que o povo permanecesse 4 anos com fome para quando as eleições se aproximasse, eles, da oposição, surgissem do nada, oferecendo-lhes um prato de comida ou uma dentadura em troca do voto. Bato sempre na mesma tecla. Discordo de todos que afirmam que o Bolsa-Família é populismo e assistencialismo. Não! O Bolsa-Família deve no futuro mudar de nome e se tornar um direito adquirido. O Estado tem obrigação de ajudar sua população. Cidadania não se adquire de barriga vazia. A barriga vazia, juntamente com a televisão, torna o homem apático.Quando penso na oposição ensandecida ao Bolsa-Família, lembro-me dos eventuais bazares promovidos pela classe média no Rotary Club para distribuição de roupas e alimentos. O espírito altruísta emerge nesses momentos, calando a consciência dos que tem comida na mesa todos os dias. É o chamado Espírito Daslu. Mas, e depois de passado o entusiasmo e a destribuição, a classe média se pergunta como as pessoas pobres sobrevivem? Ou simplesmente se esquecem dos miseráveis e se recolhem diante dos seus aparelhos de televisão para vivenciarem suas alucinações e alienações através das novelas? Sou da opinião de que a ajuda aos carentes deve ser feita de maneira sistemática e constante e independente do governo do momento.Se não existisse na Europa ajuda aos necessitados, guerras já teriam sido desencadeadas.

3- Como você que está fora do Brasil, avalia a mídia, a imprensa brasileira?
A mídia grandona está em crise em todo o mundo. Aqui na Alemanha, por exemplo, tudo que ela escreve ou diz sobre o Estado de Israel não é crível. Quando se refere à Esquerda, o faz com deboche. Pauta o Parlamento. No Brasil não é diferente. O que escreve e diz sobre o governo Lula e quem o apoia, é falacioso. Tem porém um adicional: é eminentemente golpista e antipatriótica. Seu desejo é derrubar o governo Lula e colocar em seu lugar a direita, para que essa venda o que restou do patrimônio nacional.Precisamos ficar atentos para os argumentos da mídia que tenta confundir sua liberdade de destruir vidas através da mentira, com a democracia e a liberdade de expressão. Se a mídia, está em crise por falta de credibilidade, os grandes e pequenos blogues e sites estão aí mesmo para desmontar a farsa.

4- Qual a avaliação que você faz dos políticos da oposição ao governo Lula?
A oposição é fundamental para a fiscalização dos mandos e possíveis desmandos feitos pelo governo. Quando responsável, mantem o governo na linha, sob controle. Todavia, a oposição atual é caótica e sem propostas. Não sabe para que veio, não sabe para que serve. Não é confiável. Esperança dela melhorar eu não tenho. Somente as novas gerações serão capazes de tirá-la do estado de primitivismo em que se encontra.

5- Você acha que o Brasil está preparado para uma mulher na presidência?Certamente! E a Dilma Rousseff tem tudo para ser uma excelente Chefe de Estado. Além da competência demonstrada, tem o Lula ao seu favor para retirar algumas pedreiras de seu caminho. Digo pedreira porque a mídia não lhe dará um segundo de trégua nos seus futuros 8 anos de governo.Por favor não esqueça de fazer suas considerações finais, o espaço é todo seu.Se a campanha de 2006 para a Presidência da República foi uma guerra composta de batalhas diárias, das quais os blogues foram muito importantes para desmontar as mentiras construídas pela mídia e a oposição, a eleição de 2010 será inesquecível. Com as grandes estatais e o próprio Lula aderindo aos blogues, a mídia sabe de antemão que a campanha não será um passeio.A cada dia precisamos menos da intermediação dos jornais e televisões para nos informarmos. E eles sabem disso. Eles sabem de antemão que perderam a guerra. Por isso o desespero.

Glória Leite
*Glória Leite é a editora do blog Brasil, Mostra a Tua Cara
http://brasilmostraatuacara.blogspot.com/
Postado no blog da Dilma

Pré-sal traz enviado de Obama ao Brasil
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - O marco regulatório para a exploração de petróleo na camada do pré-sal será o principal alvo da atenção do general Jim Jones, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, que inicia hoje visita oficial ao Brasil. Jones se mostra especialmente interessado em dimensionar a possível participação de companhias americanas nesse projeto. Em conversa, hoje, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, Jones também pretende comparar dados divulgados pela imprensa sobre as reservas de petróleo do pré-sal com as estatísticas oficiais. Nesse encontro, Jones espera dar um novo impulso à cooperação energética entre os dois países - a única área da relação bilateral na qual houve avanços efetivos nos últimos seis anos. Jones reservou duas horas para essa audiência. Em princípio, deverá tratar da cooperação na área de biocombustíveis, com o cuidado de não adiantar promessas de redução das tarifas de importação para o álcool brasileiro, e da evolução do programa nuclear do País. Também deverá receber uma espécie de aula sobre a interligação do sistema energético do País, que permite o escoamento de eletricidade de uma região a outra. Trata-se de uma abrangência que os Estados Unidos, até o momento, não conseguiram alcançar. O assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama chegou ontem a Brasília acompanhado por dois funcionários dedicados à questão da não-proliferação nuclear, Gary Seymour e Ellen Tauscher, que deverão manter contatos com o Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Ainda hoje, deverá se encontrar com o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Amanhã, será recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Lula deve receber hoje marco para o pré-sal
BRASÍLIA - Depois de quase um ano de debates no governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve receber hoje a proposta de mudanças no marco regulatório da exploração de petróleo no Brasil para o aproveitamento das reservas descobertas na camada pré-sal.A proposta inclui a criação de uma nova estatal, já batizada informalmente de Petro-sal, para administrar a exploração dessas áreas, sempre pelo regime de partilha, diferente do sistema de concessões hoje em vigor. A Petrobras será a única ou a principal operadora nessa e em outras áreas com alto potencial econômico de óleo e gás natural. Mas outras empresas poderão se associar à Petrobras, desde que apresentem propostas mais vantajosas para o governo nos leilões dos blocos.A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende, abaixo do leito do oceano, ao longo de 800 km entre os Estados do Espírito Santo e de Santa Catarina, englobando as Bacias de Campos e de Santos, em São Paulo. O petróleo está a mais de 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal. Vários campos e poços já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os conhecidos como Guará, Bem-te-vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.Costurada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia), a proposta está dividida em três projetos de lei: um deles cria uma nova estatal para gerenciar as reservas do pré-sal; outro, estabelece o sistema de contratos de partilha (é mantido também o atual sistema de concessões); e o terceiro cria o fundo social para investimentos em educação e infraestrutura.Os detalhes finais da proposta foram fechados ontem, na Casa Civil, durante reunião entre os dois ministros e assessores da Petrobras. A nova estatal será 100% nacional e deverá ser o modelo de empresa semelhante criada na Noruega, com um quadro enxuto de cerca de 80 funcionários.No Congresso, a criação de uma nova estatal deve acirrar os debates sobre privatização. Políticos ligados aos sindicatos de petroleiros afirmam que o DEM e o PSDB são contra a ideia porque querem privatizar o pré-sal e entregá-lo às multinacionais.Os partidos de oposição alegam que a nova estatal será mais um cabide de empregos para abrigar aliados do governo. A fim de evitar acusações de empreguismo e influências partidárias na escolha dos dirigentes da empresa, o ministro Lobão defende que a cúpula da nova estatal seja preenchida por indicação do próprio presidente Lula. A seleção deverá recair sobre cientistas e especialistas renomados.Lobão quer também que os projetos sejam enviados ao Congresso em caráter de urgência, com prazo de 90 dias para serem votados. Mas ainda não há prazo para o envio dos projetos ao Congresso.Segundo o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, Lula irá demorar cerca de dez dias a avaliar o documento: no dia 12, fará as "afinações finais" e entre os dias 17 e 18 reunirá os ministros para apresentar os detalhes da proposta.Haverá ainda uma reunião ampliada do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - integrado também por representantes do setor privado e da sociedade civil - para discutir o novo marco.
"Depois do baião e da carne de bode em Exu, só falta a campanha do governador José Serra pedir perdão aos nordestinos por tê-los culpado pelo mau desempenho da educação em São Paulo."
De RUI FALCÃO , líder da bancada do PT na Assembleia paulista, sobre a recente visita do tucano, pré-candidato ao Planalto, a Pernambuco
Painel FSP
Lula volta a criticar atraso de obras por fiscalização
Ele diz que pediu um estudo sobre custo de paralisação
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a paralisação de obras de infraestrutura por conta de fiscalizações do TCU (Tribunal de Contas da União), Ministério Público e de empresas perdedoras de licitação que vão à Justiça.Lula disse que pediu aos seus auxiliares que façam um levantamento do gasto efetivo com o atraso das obras públicas, com o objetivo de saber quanto custa ter um projeto paralisado por um ou dois anos."Estou pedindo para a minha assessoria apresentar um custo efetivo dessas obras [paralisadas]. O metrô da Bahia, quando para, quanto aumenta no custo desse metrô quando terminar de construir a obra? Ou o metrô de Belo Horizonte quando é paralisado, ou uma rodovia, uma ferrovia, o que isso implicou de custo efetivo para a União."Segundo o presidente, há pessoas, não nominadas por ele, interessadas na paralisação e demora no andamento de obras: "O Brasil tem um tipo de gente que deve ganhar muito dinheiro com a morosidade das coisas. Esses estão sempre achando que a gente não pode modernizar nada".Ao discursar em evento de criação de novas 230 varas judiciais, Lula reclamou das críticas ao governo federal por conta do aumento de gastos com a contratação de servidores.Segundo ele, novos funcionários são necessários para a máquina pública funcionar bem para a população."Cada vez que a gente tem que dar um aumento há sempre alguns pares de pessoas que fazem duras críticas de que o Estado está inchando, que é preciso que tenha choque de gestão no país. O que as pessoas não se dão conta é que, se tudo funcionar corretamente como um relógio, o custo do país será infinitamente menor", disse.Lula anunciou a criação de 230 varas e de 8.510 cargos e funções comissionadas, implantados gradativamente pelos tribunais regionais federais, de acordo com a disponibilidade orçamentária.Dos cargos criados, 230 são de juízes federais; 230 de juízes substitutos; 2.070 de analistas judiciários e 2.530 de técnicos. Além disso, serão criados 230 cargos em comissão e 3.220 funções comissionadas.Ontem, o presidente elogiou mais uma vez o Congresso pela votação de projetos de interesse do governo."O esforço do Congresso Nacional é digno de grande destaque ao conferir prioridade à tramitação das propostas selecionadas e voltadas à prestação de uma Justiça mais rápida, eficiente e próxima da população", disse. Anteontem, Lula disse que o Congresso faz mais coisas boas do que ruins, ao sancionar a Lei da Adoção.
FSP

04 agosto 2009

Cielo será recebido com festa e se encontrará com Lula
Atleta brasileiro chega a São Paulo na próxima sexta-feira e participará de festa no clube Pinheiros

César Cielo passeia com os pais na Itália

SÃO PAULO - Após passar uma semana com a família na Itália, o brasileiro César Cielo retornará ao País na próxima sexta-feira e terá uma agenda lotada após desembarcar no aeroporto internacional de Cumbica, em Guarulhos (SP). Ele será levado de helicóptero até o clube Pinheiros, onde estará preparada uma festa.
O campeão dos 50 e 100 metros livres no Mundial de Esportes Aquáticos, em Roma, também estará ao lado de outros nadadores com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, assim como aconteceu no ano passado, quando ele conquistou o ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim.Com duas medalhas douradas no peito, Cielo foi o principal responsável pela melhor campanha do Brasil na história do Mundial. Além dele, Felipe França foi prata nos 50 metros peito e Poliana Okimoto faturou o bronze na prova de 5 km da maratona aquática.
Lula afirma que agora é o Brasil quem diz ao FMI o que fazer
Ao comentar o empréstimo de US$ 10 bilhões que o Brasil fez ao Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o país passou a ser ouvido pela instituição. “Hoje, nós é que estamos dizendo o que o FMI deve fazer e não o contrário, como sempre acontecia”. A afirmação foi feita em resposta a um leitor na coluna O Presidente Responde, publicada semanalmente em 132 jornais.Lula explicou que o empréstimo ao FMI foi feito com a condição de que o dinheiro seja usado para ajudar a economia dos países mais pobres e em desenvolvimento. “Enquanto os demais países não emergirem da crise, nós não estaremos totalmente a salvo porque dependemos da saúde econômica de todos para normalizar o fluxo do comércio internacional”, completou.Em responta a uma pergunta sobre economia e crise financeira internacional, o presidente reafirmou que o Brasil foi o último país a entrar na crise e está sendo o primeiro a sair. De acordo com ele, o Brasil está saindo da crise fortalecido e com maior poder de negociação nas relações diplomáticas e comerciais.Outro assunto abordado foi a cultura. Lula lembrou que o Plano Nacional de Cultura está em votação no Congresso Nacional e, uma vez aprovado, se tornará uma política de Estado que vai traçar as diretrizes da política setorial nos próximos dez anos, garantindo a continuidade das ações na área. Na coluna semanal, o presidente responde a três perguntas enviadas por leitores a jornais que se cadastraram para publicar o texto.
ABr
Desigualdade e pobreza caíram no Brasil durante a crise, mostra estudo do Ipea
O Brasil conseguiu diminuir a pobreza e a desigualdade nas principais metrópoles, apesar dos reflexos da crise financeira internacional na economia. A constatação faz parte do estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo analisou a evolução dos índices de desigualdade e pobreza no Brasil em seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A expectativa de que a queda na produção e no emprego se repetiria em variáveis sociais, como ocorreu em outros períodos de crise, no entanto, não se confirmou.
Diferentemente do que aconteceu nos períodos de crise considerados no estudo – 1982 a 1983; 1989 a 1990; e 1998 a 1999, quando a inflexão econômica implicou aumento da pobreza nas regiões metropolitanas nacionais – não se observou crescimento na taxa de pobreza nem mesmo após o último trimestre de 2008, período em que os efeitos da crise internacional começaram a atingir o país.
Depois de ter aumentado entre agosto de 2002 e abril de 2003, a taxa de pobreza do Brasil metropolitano apresentou tendência de queda. Em março de 2002, 18,5 milhões de brasileiros estavam em situação de pobreza. Em junho de 2009 esse número havia baixado para 14,4 milhões. A diferença, de 4 milhões de pessoas, configura queda de 26,8% da taxa de pobreza, que passou de 42,5% para 31,1% no período.
Entre março de 2002 e junho de 2009, a região metropolitana que registrou maior queda no número de pobres (1,4 milhão) foi a do Rio de Janeiro, seguida por São Paulo (1,3 milhão) e Belo Horizonte (600 mil pessoas). Recife e de Salvador, que detêm as maiores taxas, retiraram da condição de pobreza 100 mil e 200 mil pessoas, respectivamente.
As regiões metropolitanas que diminuíram mais rapidamente a taxa de pobreza foram Belo Horizonte (35,5%), Porto Alegre (33,6%) e Rio de Janeiro (31,2%). Quedas menos intensas do que as da média nacional no período (26,8%) foram registradas em São Paulo (25,2%), Salvador (23,9%) e Recife (14,1%). Recife, por sinal, foi a região metropolitana com a mais alta taxa de pobreza em junho de 2009 (51,1%). Na outra ponta, está Porto Alegre, com a menor taxa (25,7%).
No conjunto das regiões analisadas, a taxa de pobreza caiu 2,8%, passando de 31,9% para 31%, na comparação entre outubro de 2007 a junho de 2008 e outubro de 2008 a junho de 2009. A maior queda ocorreu na região metropolitana de São Paulo (-3,9%), e a menor, na do Rio de Janeiro (-1,3%).Recife teve queda de 1,9%, Salvador e Porto Alegre, de 3,3%, e Belo Horizonte, de 3,5%.
Segundo o Ipea, as trajetórias convergentes de redução da desigualdade também não foram interrompidas nesse período, para o conjunto das seis regiões metropolitanas antes e durante a crise internacional. Se for feita uma comparação da média da desigualdade no período de outubro de 2007 a junho de 2008 com o de outubro de 2008 a junho de 2009, o índice de Gini [que mede o grau de distribuição da renda] apresentou queda de 0,4%, passando de 0,5044 para 0,5026. O índice é adotado pelo Ipea e varia de zero a 1, indicando maior desigualdade à medida que o valor se aproxima de 1.
Em junho de 2009, o índice de Gini ficou em 0,493, com o menor patamar nas seis regiões metropolitanas. Entre janeiro (0,514) e junho de 2009, o índice de Gini caiu 4,1%, a mais alta queda registrada desde o ano de 2002. Se o período analisado for de março de 2002 (0,534) até junho de 2009, a queda foi de 7,6%. Se for considerado o mês de mais alta medida de desigualdade, que foi dezembro de 2002 (0,545), a queda do índice até junho de 2009 foi de 9,5%.
Ipea (
http://www.ipea.gov.br/ )

Charge do Bessinha

O Presidente Responde
Diário do Nordeste
Felipe Pereira, 25 anos, programador de TV de Paulínia (SP) – Com a crise econômica aparentemente controlada, o Brasil saiu mais fortalecido do que quando ela começou?
Presidente Lula – Quando chegou ao Brasil, a crise internacional encontrou nossa economia com muita força para resistir: reservas em torno de US$ 200 bilhões, mercado interno forte, instituições financeiras sólidas e relações comerciais diversificadas. Além de termos a economia bem estruturada, ainda determinei que fossem tomadas medidas para aumentar o crédito (só o BNDES teve R$ 100 bilhões a mais para empréstimos) e estimular o consumo como, por exemplo, a redução do IPI para carros e produtos da linha branca. Aumentamos os investimentos do PAC de R$ 504 bilhões para R$ 646 bilhões, ampliamos o Bolsa Família e lançamos o plano de construção de 1 milhão de moradias. Nós sempre dissemos que fomos o último país a entrar na crise e que seríamos o primeiro a sair dela. Hoje, até quem previa o pior está reconhecendo que tínhamos razão. Enquanto outros países ainda se debatem com a crise, nós estamos saindo dela fortalecidos, em condições vantajosas, com maior poder de negociação nas relações diplomáticas e comerciais.


Alexandre da Silva Passos, 48 anos, economista de Teresópolis (RJ)
– De que maneira o empréstimo concedido ao FMI pode ser benéfico para o Brasil?
Presidente Lula – Durante muito tempo, o Brasil era devedor do FMI e obedecia, como um menino bem comportado, às ordens de seus técnicos. Eu cansei de carregar faixas de protesto e de gritar: “Fora FMI”. E agora, pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, e mesmo em meio a uma grave crise econômica, o Brasil não apenas não pediu apoio financeiro, como vai repassar US$ 10 bilhões à instituição, na forma de empréstimo, o que não compromete nossas reservas. Nossa condição é a de que o dinheiro sirva para ajudar a economia dos países mais pobres e aqueles em desenvolvimento. Não se trata apenas de uma questão humanitária. Hoje, nenhum país é uma ilha, nenhum vive unicamente por seus próprios meios. Enquanto os demais países não emergirem da crise, nós não estaremos totalmente a salvo porque dependemos da saúde econômica de todos para normalizar o fluxo do comércio internacional. A verdade é que passamos a ser ouvidos. Hoje, nós é que estamos dizendo o que o FMI deve fazer e não o contrário, como sempre acontecia.

Francisco Pellé, 37 anos, ator e produtor cultural de Teresina (PI)
– Qual a garantia que a sociedade brasileira terá, com o término de seu mandato, da continuidade de programas como o Cultura Viva (Pontos de Cultura) e o Mais Cultura, não como programas de governo, mas como políticas públicas de cultura?
Presidente Lula – No lançamento do programa Mais Cultura eu afirmei que o Brasil nunca tinha tido uma política cultural. Até então, os ministros faziam atendimentos pontuais, em geral bastante seletivos. Nós estamos mudando este quadro, construindo políticas públicas que ampliam como nunca o acesso a bens e serviços culturais. Enviamos recentemente ao Congresso a lei do Vale Cultura, que vai permitir a freqüência ao cinema, ao teatro, e a compra de CD´s, DVD´s, livros, de um número entre 12 e 14 milhões de brasileiros. Com o Mais Cultura, implementamos ações que valorizam a diversidade cultural do nosso povo. Os Pontos de Cultura - já são 1600 e devem passar dos 2 mil este ano - são uma experiência extraordinária e resultam da parceria da União com Estados e municípios. Para a consolidação deste e de vários outros programas está em votação no Congresso Nacional o Plano Nacional de Cultura, elaborado a partir de 27 seminários abertos à população. Aprovado, o Plano se torna uma política de Estado, que traça as diretrizes da política cultural para os próximos dez anos.
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=659545