Mesmo no auge da crise financeira internacional, em 2008, o Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais, entre celetistas e estatutários, aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, quando foram registrados 37,607 milhões de trabalhadores com vínculos formais no país.Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008), anunciados na manhã desta quinta-feira (6) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. "Em 2009 chegaremos à marca de 40 milhões de empregos formais no Brasil.Somente no governo Lula foram gerrados 10,7 milhões de empregos formais gerados no país. Tivemos o quarto melhor resultado em 20 anos", afirmou Lupi.Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram com carteira assinada (celetistas), e 135,9 mil de vínculos empregatícios estatutários (servidores públicos). O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008.Declararam a Rais 2008 7,143 milhões de estabelecimentos, sendo 3,085 milhões com empregados, e 4,058 milhões de estabelecimentos sem empregados contratados, representando um crescimento de 3,7% no total de estabelecimentos, em relação a 2007.A Rais é o instrumento do Governo Federal utilizado para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2008 foram identificados 16,903 milhões de trabalhadores com direito ao benefício ante 15,561 milhões em 2007.
07 Agosto 2009
Mesmo no auge da crise financeira internacional, em 2008, o Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais, entre celetistas e estatutários, aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, quando foram registrados 37,607 milhões de trabalhadores com vínculos formais no país.Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008), anunciados na manhã desta quinta-feira (6) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. "Em 2009 chegaremos à marca de 40 milhões de empregos formais no Brasil.Somente no governo Lula foram gerrados 10,7 milhões de empregos formais gerados no país. Tivemos o quarto melhor resultado em 20 anos", afirmou Lupi.Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram com carteira assinada (celetistas), e 135,9 mil de vínculos empregatícios estatutários (servidores públicos). O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008.Declararam a Rais 2008 7,143 milhões de estabelecimentos, sendo 3,085 milhões com empregados, e 4,058 milhões de estabelecimentos sem empregados contratados, representando um crescimento de 3,7% no total de estabelecimentos, em relação a 2007.A Rais é o instrumento do Governo Federal utilizado para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2008 foram identificados 16,903 milhões de trabalhadores com direito ao benefício ante 15,561 milhões em 2007.
Presidente da Assembleia Legislativa obtém acesso de deputados a processo de improbidade
Rodrigo Alvares - estadao.com.br
SÃO PAULO -
A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB-RS), consta como ré na ação de improbidade administrativa impetrada pela Justiça Federal. Além da tucana, estão indiciados seu marido Carlos Crusius, sua assessora especial Walna Vilarins Meneses, o ex-secretário geral de governo Delson Martini, o presidente do Tribunal de Contas João Luiz Vargas, o deputado federal José Otávio Germano (PP), os deputados estaduais Frederico Antunes (PP) e Luiz Fernando Záchia (PMDB) e o tesoureiro da campanha do PSDB em 2006 Rubens Bordini. O processo corre sob o número 2009.7102002693-2.
O presidente da Assembleia Legislativa do RS, Ivar Pavan (PT-RS), está em Santa Maria - onde corre a ação - e obteve a garantia da juíza Simone Barbisan Fortes de que o parlamento pode ter acesso imediato ao conteúdo da ação civil pública entregue à Justiça Federal pelo Ministério Público Federal. O presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, já pediu o fim do segredo de Justiça da representação.
"O Parlamento pode ter acesso imediato a todas as informações", declarou Pavan, logo após o encontro. Quando ao pedido para abrir o sigilo, a juíza informou que estudará a medida, mas que por enquanto, as informações seguem restritas. Na próxima segunda-feira, integrantes da Procuradoria do Poder Legislativo estarão em Santa Maria para conhecer o conteúdo do processo.
A Assembleia analisa dois pedidos de impeachment contra a governadora Yeda Crusius, reforçados pelos requerentes nesta semana, depois da ação do MPF. Um deles, encaminhado pelo Psol em julho do ano passado, foi arquivado em dezembro pelo então presidente Alceu Moreira (PMDB). O recurso recebeu parecer contrário do relator Paulo Odone na Comissão de Constituição e Justiça no início deste ano. Nenhum integrante da comissão fez o pedido necessário para que o parecer seja votado em plenário.
Outro pedido foi encaminhado por sindicalistas há dois meses, mas sugeriu que a fundamentação aguardasse manifestação do MPF. Pavan anunciou que vai pedir à Justiça Federal de Santa Maria, para onde a ação de improbidade foi encaminhada pelos procuradores da República, uma cópia do processo, que interessa também às bancadas partidárias que vão participar da CPI.
A tramitação de um processo de impeachment contra a governadora na Assembleia depende de análise de admissibilidade na Comissão de Constituição e Justiça, votação de admissibilidade no plenário, abertura de comissão processante e, se esta aprovar o pedido, remessa a uma comissão especial, formada por cinco deputados e cinco desembargadores do Tribunal de Justiça, a quem caberia a decisão. Procurada pela reportagem, a assessoria da governadora não retornou as ligações
Poupança tem a maior captação desde o Real
Em novo recorde, os depósitos voltaram a superar os saques na poupança em julho. Dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC) mostram que as cadernetas receberam R$ 6,67 bilhões em novas aplicações no mês passado, o melhor julho desde a criação do Real, em 1994.O bom desempenho não foi causado por migração de outras aplicações porque também houve aumento de captação nos fundos de investimento e Certificados de Depósito Bancário (CDB). Para especialistas, os depósitos têm crescido na esteira da recuperação.Em julho, a poupança teve resultado positivo pelo terceiro mês seguido. No trimestre, as aplicações superaram as retiradas em R$ 10,64 bilhões. O desempenho anulou a perda de R$ 1,52 bilhão nos quatro primeiros meses.– A crise acalmou e as contratações voltaram. Historicamente, a melhora do mercado de trabalho tem relação direta com a capacidade de poupar – avalia o professor de finanças pessoais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Fábio Gallo.Nos últimos dias, números mostram que todas as principais aplicações financeiras receberam aportes. Em julho, os fundos de investimento tiveram captação de R$ 30,39 bilhões, segundo a Associação Nacional dos Bancos de Investimento. Nos CDBs, o estoque de aplicações subiu R$ 14,7 bilhões, conforme a Câmara de Custódia e Liquidação.Juntos, esses dados afastam, por enquanto, a hipótese da migração de recursos gerada pela queda dos juros. O governo temia que a Selic mais baixa tirasse competitividade dos títulos públicos – principal investimento dos fundos – e que, por isso, houvesse migração em massa para a poupança

Laerte Braga
Tasso Jereissati e Renan Calheiros são dois pilantras sem qualquer respeito por coisa alguma que não seja “negócio.” O grande problema dessa história toda envolvendo outro pilantra, José Sarney, é que os pilantras do tucanato não achavam que o presidente da “Câmara Alta” – putz! – fosse morrer atirando. E de quebra com pistoleiro do porte de Renan, bem mais rápido no gatilho que o pistoleiro tucano Arthur Virgílio.
Clube de amigos e inimigos cordiais. O filme era bem melhor, Marilyn Monroe, Jack Lemmon e Tony Curtis. E de quebra Marilyn ainda cantava. Se sabia ou não sabia isso é detalhe. Mas Tasso Jereissati falando em honra? Em dignidade? Onde CORRUPtasso ouviu isso? Não sabe nem pra que lado fica.
Os caras estão no desespero para eleger outro pilantra para o lugar de Lula, José Serra, em último caso Aécio, loucos para por a mão chave do cofre. Não contavam com a reação de Sarney e muito menos com Renan Calheiros em doublé de Doc Holliday.
Eles se merecem. O Brasil e os brasileiros não.
O problema do tucanato brasileiro (é uma praga mundial, pior que gripe suína, existe nos mais variados nomes e denominações) é que se inspirou no udenismo mais sem vergonha e cretino que existiu. O de Carlos Lacerda, mas lhes falta algo que Lacerda tinha. Um talento para desfechar golpes precisos, mortais, até que tomasse um pelas costas, exatamente de seus aliados.
É costume entre eles. Yeda Crusius, bandida de plantão no governo do Rio Grande do Sul já foi avisada pelo chefão da máfia, FHC, que tem que sair de cena, pois está atrapalhando o capo paulista José Serra.
O xis da questão é que Renan todo mundo sabe e conhece e Tasso ainda consegue passar para alguns a imagem de bom moço, empresário bem sucedido, essas coisas todas que a GLOBO vende, ao mesmo tempo que é comprada.
Caiu. Caiu a máscara. O “coronel de merda” como retrucou Renan não agüentou.
Tira uns quatro lá, embrulha o Senado e joga no lixo. É o melhor negócio. Aproveita e de quebra passa no STF pega Gilmar Mendes mete no mesmo embrulho e pronto, mais uns deputados aí a coisa começa a cheira melhor.
Imagino o desespero de Temer que finge que é aliado do PT enquanto dorme com o PSDB. Deve estar no desespero, a briga só atrapalha seus planos de levar seu partido, o PMDB, para o ninho tucano e de quebra eleger Orestes Quércia senador em São Paulo. É, ou melhor, são aliados de Serra.
Credo em cruz três vezes, um exorcista dos bons, pai de santo de respeito e milagreira/benzedeira um mês no Senado para limpar a sujeira toda.
A fúria do “coronel” CORRUPtasso não foi porque Renan chamou-o pela patente apropriada e adjetivada de forma correta, foi decorrência da manobra falha. Sarney sair ou não sair não muda nada. O bandido que assume no lugar do bandido que sai, Marconi Perillo, tucano, tem um monte de processos na Justiça e um monte de fraudes para todos os lados.
O xis é outro. É “pissilone”.
Não sei se a tevê Senado tem classificação por faixa etária a guisa de sugestão para os telespectadores. Mas sugiro, cada vez que CORRUPtasso ou Arthur Virgílio, ou Sarney, ou Renan, ou Marconi Perillo e um punhado deles aparecer, sugiro tarja de impropriedade para cidadãos e cidadãs probos.
Ah! Se for mesmo para jogar no lixo levem também o senador Eduardo Azeredo. É só procurar um poste apagado no Senado que é o próprio. Nem tuge e nem muge. Mas embolsa. E como faz. E a tal de Kátia não sei das quantas, do grupo que se diz DEMOcrata. A senhora em questão sonha em ver a Amazônia transformada em pasto.
E como se trata de lixo altamente tóxico, por favor, não entreguem a essas empresas tipo Queiroz Galvão, especialistas em comprar políticos, do contrário contaminam toda a bacia hidrográfica como estão fazendo em minha cidade, onde o prefeito é outro tucano bandido. Se bem que não existe tucano que não o seja.
As máfias originais eram bem mais divertidas. Tinha orquestra, cantavam parabéns para os chefões, faziam convenções em hotéis cinco estrelas e no final um bolo imenso. Tanto podia sair uma go go girl, como um cara com uma metralhadora e eliminar a turma toda no molho de macarrão da mama.
O suspense da surpresa é que segurava o telespectador. Agora o Senado? CORRUPtasso? Renan Calheiros?
Cabaré daqueles antigos – e bons – de furar cartão a cada dança é lugar de respeito.
Tenha paciência! Deve ter sobrado um pouco do DNA de Al Capone. Pelo menos para dar uma certa compostura no ofício a esses pilantras travestidos de udeno/tucanos, ou “coronel desse prédio, síndico das forças armadas”, ao exigir de pijamas e aos brados que o samba parasse que madrugada já era.
Pera lá cara! Deixa entrar pelo menos um resto de madrugada.
Olha, como está, o melhor seria chamar um dos patrões de Gilmar Mendes, o primeiro-ministro Sílvio Berlusconi. Ele daria umas receitas, umas idéias assim mais divertidas, pô meu! Está faltando marqueteiro no Senado. O sabão em pó está desandando e ao invés de lavar, limpar e tirar manchas, está escorrendo pelas portas, os ralos entupiram e haja nariz para agüentar.
CORRUPtasso? Renan? Liberem a gripe suína
Dalai-lama pede ajuda de LulaEm entrevista ao Estado, líder tibetano diz que o Brasil precisa falar com vigor sobre democracia com Pequim
Jamil Chade, GENEBRA
O líder espiritual tibetano dalai-lama pede para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fale de "democracia e liberdade" com a cúpula chinesa. "O Brasil ganhou sua democracia, o que foi muito importante para o País. Agora, com o peso que o Brasil tem no mundo, precisa defender esse valor", disse o dalai-lama em entrevista ao Estado. "O presidente Lula precisa tocar no assunto com vigor quando tratar com a China", afirmou o líder tibetano no exílio. O dalai-lama, que ontem esteve em Genebra, fez duras críticas contra o governo de Pequim. "Para ser uma superpotência, a China não poderá contar apenas com os lucros. Só o dinheiro não garantirá uma boa imagem da China no mundo. Verdade e transparência serão essenciais. Isso será fundamental para a imagem da China no futuro", disse. "A realidade é que muitos países, até mesmo os EUA, têm uma relação muito próxima com a China. Mas, ao mesmo tempo, têm desconfianças em relação ao regime", declarou. "Todos os países que se apoiam na democracia para legitimar seus governos precisam defender os mesmos princípios em relação ao governo chinês." Ainda ontem, em uma entrevista coletiva, o dalai-lama acusou Pequim de estar "enganando o povo chinês". "Não há outra alternativa para a China a não ser a democracia. A política para as minorias fracassou, grande parte da corrupção hoje é cometida por membros do Partido Comunista, que não é mais de trabalhadores. É dos milionários influentes", afirmou. "Tanto o marxismo quanto o dinheiro fracassaram em trazer a paz na China. Eu mesmo, em 1954, me entusiasmei com o comunismo. E cheguei a pedir para entrar no Partido Comunista. Era jovem e meio revolucionário. Mas hoje a China é um país capitalista e totalitário", disse o dalai-lama. "Chegou a hora de o Partido Comunista aposentar-se, depois de 60 anos."
Julio Villaverde
O Supremo Tribunal Federal (STF) aprovou nesta quinta-feira a extradição para a Argentina do militar aposentado uruguaio Manuel Juan Cordero, acusado de crimes contra a humanidade durante as ditaduras que governaram a região na década de 1970.
A decisão foi aprovada pelo plenário do STF, de acordo com uma nota do tribunal.
O coronel aposentado é acusado de ter participado da Operação Condor, orquestrada pelas ditaduras que governavam no Cone Sul na época, para reprimir a oposição.
O Uruguai também havia solicitado a extradição de Cordero, mas o STF descartou o caso por considerar que os delitos imputados a ele foram cometidos na Argentina.
O oficial uruguaio é acusado do desaparecimento de dez pessoas, além do sequestro e sumiço de um menor.
Segundo a decisão do STF, Cordero responderá na Argentina pelo sequestro e desaparecimento em 1976 do argentino Adalberto Soba Fernández, que na época tinha menos de dez anos.
Os advogados do coronel aposentado pretendiam provar que alguns dos delitos, como associação para a delinquência e homicídio, haviam prescrito, de acordo com a lei brasileira.
Mas, em sua intervenção, o ministro Ricardo Lewandowsk indicou que o delito de sequestro tem caráter permanente até o aparecimento da vítima, com o que ainda não prescreveu.
O pedido de extradição argentino se fundamentou em acusações de privação de liberdade, agravada por violência e ameaças, de tortura aos detidos e de associação ilícita para que se cometessem delitos, segundo o STF.

38 dos 55 congressistas assinaram documento, que ganhou adesão após pedido de afastamento da governadora feito pela Procuradoria Tucana e outras oito pessoas foram denunciadas por improbidade administrativa; reunião de instalação da CPI deve ser realizada em agosto
Senadora do DEM usou cota aérea para turismoRosalba Ciarlini (DEM-RN) custeou passagens e hospedagem em viagens nacionais e ao exterior para ela, parentes e amigos Suplente do Conselho de Ética, senadora diz que cota podia ser utilizada "para o deslocamento" de pessoas que se julgasse "conveniente"
06 Agosto 2009
Justiça bloqueia bens do clã MalufVeículos, joias, imóveis e aplicações financeiras da família do ex-prefeito estão indisponíveis
A 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo concedeu liminar em ação civil proposta na segunda-feira, 3, pelo Ministério Público Estadual e bloqueou os bens do ex-prefeito e atual deputado Paulo Maluf (PP-SP), de sua mulher Silvia e dos filhos do casal, Flávio, Lina Otávio e Lígia. A decisão também atinge Jacqueline de Lourdes Coutinho Torres, ex-nora de Maluf, e o jordaniano Hani Bin al Kalotni, administrador de fundos na Ilha de Jersey, paraíso fiscal onde Maluf manteria contas e ações. Todos estão com seus veículos, joias, imóveis e dinheiro em aplicações financeiras - incluindo cadernetas de poupança - indisponíveis. O saldo das contas correntes dos acusados que exceder R$ 5 mil também deve ser bloqueado. A Justiça estendeu o bloqueio aos bens das empresas Macdoel Investiment, Kildare Finance e Durant International Corporation, todas offshore que teriam sido usadas no suposto esquema de lavagem de dinheiro desviado da prefeitura de São Paulo durante a gestão Maluf (1993-1996). O juiz Alessio Martins não concedeu, entretanto, o bloqueio dos bens da Eucatex, empresa controlada pela família Maluf e suposta beneficiária de US$ 166 milhões desviados, sob a alegação de que a medida poderia levar à falência da empresa, provocando dano irreparável antes que o mérito da ação fosse julgado. O magistrado assinalou que, se decretada, a medida contra a Eucatex poderia prejudicar eventual ressarcimento aos cofres públicos, além de comprometer a credibilidade e até o crédito da empresa em relações comerciais e bancárias. A Eucatex segue desde 2005 plano de recuperação judicial homologado pela Justiça. A ação proposta pelos promotores Silvio Antonio Marques e Saad Mazloum, da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da capital, pedia o bloqueio dos bens para garantir o ressarcimento dos cofres públicos. A Eucatex teria sido beneficiada pela suposta propina paga por empreiteiras responsáveis pelas obras da Avenida Água Espraiada (atual Avenida Jornalista Roberto Marinho) e do túnel Ayrton Senna, ambos na zona sul da capital. Documentos anexados à ação movida pelo advogado inglês Andrew Witts, contratado pela prefeitura, mostrariam o "caminho do dinheiro". Só entre os dias 8 e 28 de janeiro de 1998, a construtora Mendes Júnior teria repassado US$ 11 milhões ao ex-prefeito e seu filho Flávio. Segundo a acusação, a quantia seguiu para a conta Chanani, no Banco Safra de Nova York, sendo remetida depois para as offshore Durant e Kildare, na Ilha de Jersey. Os promotores sustentam que, entre 1997 e 1998, parte desse dinheiro retornou para a Eucatex disfarçado de investimento - empréstimos, compra de ações e adiantamento de contratos de exportação. Os promotores pretendem recorrer da decisão da 4ª Vara da Fazenda Pública, reiterando a necessidade de bloquear bens e recursos da Eucatex. O juiz decretou ainda segredo de Justiça no caso, a fim de garantir que apenas as partes tenham acesso à quebra de sigilo.
Agência Brasil, de Brasília
Valor Econômico
Apesar dos efeitos nocivos da crise mundial iniciada há um ano, 503 mil pessoas deixaram a condição de pobreza nas seis principais regiões metropolitanas do país, indica estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento do Ipea comparou o número de pobres existentes, no Brasil, antes e durante a crise financeira internacional.
"De 2002 para cá, temos 4 milhões de pessoas a menos vivendo em condições de pobreza no conjunto das seis regiões. Na comparação do período atual com o período anterior à crise, verificamos que 503 mil pessoas saíram da pobreza", disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, ontem, no lançamento do estudo "Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados".
O estudo abrange as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, de São Paulo e Porto Alegre e considerou os dados levantados pelas Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo Pochmann, parte da redução se deve às políticas nacionais que visaram proteger a base da pirâmide social. "Entre elas, houve a elevação do salário mínimo e a ampliação do programa Bolsa Família, que impediram que a pobreza aumentasse no Brasil, como havíamos observado em outros momentos de crise", disse Pochmann.
O estudo comparou o número de pobres entre outubro de 2007 e junho de 2008 com o do período entre outubro de 2008 e junho de 2009. Das 503 mil pessoas que saíram da condição de pobreza - cuja renda per capita da família é de meio salário mínimo -, quase 63% localizavam-se na região metropolitana de São Paulo.
O Ipea também calculou a evolução da desigualdade da renda do trabalho nas seis regiões metropolitanas e concluiu que ela também manteve a trajetória de redução. Uma comparação da média da desigualdade no período de outubro de 2007 a junho de 2008 com o observado de outubro de 2008 a junho de 2009, mostrou que o índice de Gini da distribuição da renda do trabalho nas seis regiões apresentou queda de 0,4%, passando de 0,5044 para 0,5026. O índice de Gini sempre varia de zero a 1, indicando maior desigualdade à medida que o valor se aproxima de 1. O índice pode medir diferentes concentrações, seja de renda do trabalho, de todas as rendas ou mesmo de terra.
Em junho de 2009, o índice de Gini ficou em 0,493, o menor patamar nas seis regiões metropolitanas. Entre janeiro (0,514) e junho de 2009, o índice de Gini caiu 4,1%, a maior queda registrada desde 2002. Se o período analisado for de março de 2002 (0,534) até junho de 2009, a queda foi de 7,6%.
No trabalho, o Ipea observa que a queda do índice de Gini pode estar "relacionada tanto à perda de valor real das maiores rendas do trabalho como à proteção do conjunto dos rendimentos da base da pirâmide", em decorrência, entre outros fatores, do aumento real do salário-mínimo e da própria retração na inflação dos alimentos.
Com um pé no governo Lula e outro na administração tucana, partido teme deflagração de racha em 2010 Para dirigente da legenda, lançamento de nome para a Presidência vai registrar a marca do partido;
Uma investida do governador José Serra (PSDB) pesou para a opção do PV pela candidatura própria à Presidência no ano que vem. Com potencial de abalo sobre a campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), a ideia de candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à sucessão presidencial teve também origem no flerte de tucanos e democratas com o PV.Dividido, com uma cadeira no ministério do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outra no governo Serra, o PV teme a deflagração de um racha. Daí, a opção pela candidatura.Presidente do PV do Rio e um dos articuladores do acordo pelo qual Marina deixaria o PT para concorrer à Presidência, o vereador Alfredo Sirkis admite que, além do interesse de registrar a marca do partido na disputa, o risco de implosão foi levado em conta."Uma coisa é administrar divergências por 15 dias [no segundo turno]. Outra é um ano de pancadaria", reconheceu.Serra -que tem o secretário municipal Eduardo Jorge entre os principais aliados- intensificou a ofensiva sobre o PV neste ano, ao acomodar o partido na Secretaria de Ação Social. Ele insiste para que Fernando Gabeira seja seu candidato ao governo do Rio.Dizendo não ter "tanta certeza de que a candidatura dela seja ruim para Serra", Gabeira se reúne hoje com Marina.Ontem, Marina afirmou que está avaliando a proposta do PV, mas que não irá prolongar o período de análise. Em São Paulo, ela criticou ministérios que impuseram dificuldades a ações ambientais durante sua gestão no Meio Ambiente. Ela ressaltou que leva em consideração o fato de nenhum partido ver a questão como estratégica -inclusive o PT.

05 Agosto 2009
Flávio Ilha
Três deputados estaduais dissidentes da bancada do PDT decidiram assinar requerimento de instalação de CPI para investigar as denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius. Giovani Cherini, Gerson Burmann e Kalil Sehbe assinaram o pedido no final da tarde desta quarta-feira (05), logo depois do anúncio da ação do Ministério Público Federal (MPF) contra a governadora do Rio Grande do Sul.Com as três assinaturas de hoje, requerimento conta com 20 adesões- o regimento interno da Assembleia exige 19 para a criação de uma CPI. O pedido de instauração de uma comissão parlamentar de inquérito foi apresentado em maio pela deputada Stela Farias (PT). O requerimento deve ser encaminhado na manhã desta quinta-feira (06) à presidência da Assembleia.O chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, lamentou a decisão. "Não há fatos novos para serem investigados. A ação do Ministério Público é baseada em fatos requentados", disse. A reunião que definiu o destino dos parlamentares trabalhistas foi realizada logo depois do anúncio do Ministério Público. Os deputados se recusavam a assinar o requerimento por considerar insuficientes as acusações contra a governadora. Dos cinco deputados pedetistas na Assembleia, apenas Adroaldo Loureiro e Paulo Azeredo haviam referendado a CPI.Giovani Cherini, um dos dissidentes, reconheceu que o momento político favoreceu a decisão. "Neste momento, a CPI fará uma análise política dos fatos. Até porque a análise técnica já está sendo feita pelo Ministério Público", disse.A CPI deverá investigar indícios de fraudes em licitações de obras viárias, de saneamento e de irrigação sob responsabilidade do governo gaúcho, descobertos pela Operação Solidária. Além da CPI, dois pedidos de impeachment da governadora também tramitam na Assembleia - um movido pelo PSOL e outro pela Federação dos Servidores Públicos Estaduais.

ÓTIMA NOTÍCIA
Especial para o UOL NotíciasEm Porto AlegreAtualizado às 16h49O Ministério Público Federal pediu nesta quarta-feira (5) o afastamento da governadora do Rio Grande do Sul, Yedas Crusius (PSDB), devido à fraude superior a R$ 44 milhões constatada no Detran (do Departamento de Trânsito) gaúcho durante a Operação Rodin, em novembro de 2007.A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius deve ser afastada do cargo?O MPF abriu uma ação de improbidade administrativa contra Yeda e outras oito pessoas do Executivo. Além do pedido de afastamento temporário enquanto a ação estiver correndo na Justiça, o órgão pede também a indisponibilidade dos bens dos acusados. Os outros citados na ação são Carlos Crusius, marido de Yeda; José Otávio Germano, deputado federal e secretário de Segurança do RS entre 2003 e 2006, a quem o Detran estava vinculado quando a fraude começou; João Luiz Vargas, presidente do Tribunal de Contas do Estado; deputado estadual Luiz Fernando Záchia, chefe da Casa Civil na época da denúncia; deputado federal Frederico Antunes e ex-presidente da Assembleia Legislativa; Delson Martini, ex-secretário-geral de governo; Walna Meneses, assessora da governadora; e Rubens Bordini, tesoureiro da campanha de Yeda.
Durante entrevista coletiva na tarde de hoje em Porto Alegre, o MPF afirmou que mais 20 mil áudios dão embasamento à denúncia. A ação foi encaminhada a 3ª Vara Federal de Santa Maria, onde já corre um processo criminal sobre o caso. A juíza Simone Fortes Barbizan, que receberá a denúncia, não tem prazo para se manifestar. Por ser uma liminar, a ação passa a valer no momento que for aceita. Cabe recurso e os acusados têm 15 dias, a partir da notificação, para apresentarem defesa. Se condenados, os acusados podem ter a perda dos bens ou valores acrescidos de forma irregular, devem ressarcir integralmente o erário público, perderão o cargo ou função pública, terão os direitos políticos suspensos de 8 a 10 anos, devem pagar multa e ficam proibidos de contratar com o governo por 10 anos. A governadora do Estado ainda não foi notificada. O UOL Notícias ligou para o gabinete de Yeda, e a assessoria de comunicação informou que deve se manifestar em breve sobre o assunto. A governadora está na cidade de Canela, na serra gaúcha.A reportagem está tentando contato com os outros acusados. A crise no RSA crise do governo Yeda começou em novembro de 2007, quando a PF deflagrou a Operação Rodin com a missão de investigar um rombo superior a R$ 44 milhões operado a partir do Detran. Vários membros do governo foram envolvidos nas investigações e 13 pessoas acabaram presas, entre elas Lair Ferst, que se transformaria no personagem principal do caso.A investigação, solicitada pelo MPF, deu origem a um processo criminal que corre em segredo de Justiça na comarca gaúcha de Santa Maria, sede das empresas acusadas de favorecimento. Foram denunciadas 44 pessoas no caso, das quais 33 estão respondendo ao processo criminal.Em 2008, uma CPI na Assembleia Legislativa gaúcha ampliou as investigações e comprometeu membros do governo em denúncias de caixa 2 durante a campanha de 2006. Além disso, colocou em dúvida o processo de compra da atual casa da governadora. A compra foi sacramentada logo depois da eleição e teria sido paga em parte com sobras de campanha.A apuração resultou na Operação Solidária, também comandada pela PF e que investiga fraude em licitações públicas no Rio Grande do Sul com a participação de membros do governo. A operação acabou desdobrada em 13 inquéritos policiais. Os inquéritos também correm em segredo de Justiça.
PMDB denuncia Arthur Virgílio ao Conselho de ÉticaREUTERS
BRASÍLIA, 5 DE AGOSTO
SEGUNDA ENTREVISTA: GLÓRIA LEITETínhamos nos proposto a publicar uma entrevista por semana, mas nesta semana, serão publicadas três, na sexta tem nova entrevista. Segue a segunda entrevista do blog, da escritora brasileira Glória Leite que reside na Alemanha.
1- Como você está vendo o momento atual no Senado Federal?
*Glória Leite é a editora do blog Brasil, Mostra a Tua Cara
http://brasilmostraatuacara.blogspot.com/
Postado no blog da Dilma
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - O marco regulatório para a exploração de petróleo na camada do pré-sal será o principal alvo da atenção do general Jim Jones, assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, que inicia hoje visita oficial ao Brasil. Jones se mostra especialmente interessado em dimensionar a possível participação de companhias americanas nesse projeto. Em conversa, hoje, com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, Jones também pretende comparar dados divulgados pela imprensa sobre as reservas de petróleo do pré-sal com as estatísticas oficiais. Nesse encontro, Jones espera dar um novo impulso à cooperação energética entre os dois países - a única área da relação bilateral na qual houve avanços efetivos nos últimos seis anos. Jones reservou duas horas para essa audiência. Em princípio, deverá tratar da cooperação na área de biocombustíveis, com o cuidado de não adiantar promessas de redução das tarifas de importação para o álcool brasileiro, e da evolução do programa nuclear do País. Também deverá receber uma espécie de aula sobre a interligação do sistema energético do País, que permite o escoamento de eletricidade de uma região a outra. Trata-se de uma abrangência que os Estados Unidos, até o momento, não conseguiram alcançar. O assessor de Segurança Nacional do presidente Barack Obama chegou ontem a Brasília acompanhado por dois funcionários dedicados à questão da não-proliferação nuclear, Gary Seymour e Ellen Tauscher, que deverão manter contatos com o Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Ainda hoje, deverá se encontrar com o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, e com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Amanhã, será recebido pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.
BRASÍLIA - Depois de quase um ano de debates no governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve receber hoje a proposta de mudanças no marco regulatório da exploração de petróleo no Brasil para o aproveitamento das reservas descobertas na camada pré-sal.A proposta inclui a criação de uma nova estatal, já batizada informalmente de Petro-sal, para administrar a exploração dessas áreas, sempre pelo regime de partilha, diferente do sistema de concessões hoje em vigor. A Petrobras será a única ou a principal operadora nessa e em outras áreas com alto potencial econômico de óleo e gás natural. Mas outras empresas poderão se associar à Petrobras, desde que apresentem propostas mais vantajosas para o governo nos leilões dos blocos.A chamada camada pré-sal é uma faixa que se estende, abaixo do leito do oceano, ao longo de 800 km entre os Estados do Espírito Santo e de Santa Catarina, englobando as Bacias de Campos e de Santos, em São Paulo. O petróleo está a mais de 7 mil metros, abaixo de uma extensa camada de sal. Vários campos e poços já foram descobertos no pré-sal, entre eles o de Tupi, o principal. Há também os conhecidos como Guará, Bem-te-vi, Carioca, Júpiter e Iara, entre outros.Costurada pela ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia), a proposta está dividida em três projetos de lei: um deles cria uma nova estatal para gerenciar as reservas do pré-sal; outro, estabelece o sistema de contratos de partilha (é mantido também o atual sistema de concessões); e o terceiro cria o fundo social para investimentos em educação e infraestrutura.Os detalhes finais da proposta foram fechados ontem, na Casa Civil, durante reunião entre os dois ministros e assessores da Petrobras. A nova estatal será 100% nacional e deverá ser o modelo de empresa semelhante criada na Noruega, com um quadro enxuto de cerca de 80 funcionários.No Congresso, a criação de uma nova estatal deve acirrar os debates sobre privatização. Políticos ligados aos sindicatos de petroleiros afirmam que o DEM e o PSDB são contra a ideia porque querem privatizar o pré-sal e entregá-lo às multinacionais.Os partidos de oposição alegam que a nova estatal será mais um cabide de empregos para abrigar aliados do governo. A fim de evitar acusações de empreguismo e influências partidárias na escolha dos dirigentes da empresa, o ministro Lobão defende que a cúpula da nova estatal seja preenchida por indicação do próprio presidente Lula. A seleção deverá recair sobre cientistas e especialistas renomados.Lobão quer também que os projetos sejam enviados ao Congresso em caráter de urgência, com prazo de 90 dias para serem votados. Mas ainda não há prazo para o envio dos projetos ao Congresso.Segundo o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, Lula irá demorar cerca de dez dias a avaliar o documento: no dia 12, fará as "afinações finais" e entre os dias 17 e 18 reunirá os ministros para apresentar os detalhes da proposta.Haverá ainda uma reunião ampliada do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social - integrado também por representantes do setor privado e da sociedade civil - para discutir o novo marco.
"Depois do baião e da carne de bode em Exu, só falta a campanha do governador José Serra pedir perdão aos nordestinos por tê-los culpado pelo mau desempenho da educação em São Paulo."De RUI FALCÃO , líder da bancada do PT na Assembleia paulista, sobre a recente visita do tucano, pré-candidato ao Planalto, a Pernambuco
Ele diz que pediu um estudo sobre custo de paralisação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar a paralisação de obras de infraestrutura por conta de fiscalizações do TCU (Tribunal de Contas da União), Ministério Público e de empresas perdedoras de licitação que vão à Justiça.Lula disse que pediu aos seus auxiliares que façam um levantamento do gasto efetivo com o atraso das obras públicas, com o objetivo de saber quanto custa ter um projeto paralisado por um ou dois anos."Estou pedindo para a minha assessoria apresentar um custo efetivo dessas obras [paralisadas]. O metrô da Bahia, quando para, quanto aumenta no custo desse metrô quando terminar de construir a obra? Ou o metrô de Belo Horizonte quando é paralisado, ou uma rodovia, uma ferrovia, o que isso implicou de custo efetivo para a União."Segundo o presidente, há pessoas, não nominadas por ele, interessadas na paralisação e demora no andamento de obras: "O Brasil tem um tipo de gente que deve ganhar muito dinheiro com a morosidade das coisas. Esses estão sempre achando que a gente não pode modernizar nada".Ao discursar em evento de criação de novas 230 varas judiciais, Lula reclamou das críticas ao governo federal por conta do aumento de gastos com a contratação de servidores.Segundo ele, novos funcionários são necessários para a máquina pública funcionar bem para a população."Cada vez que a gente tem que dar um aumento há sempre alguns pares de pessoas que fazem duras críticas de que o Estado está inchando, que é preciso que tenha choque de gestão no país. O que as pessoas não se dão conta é que, se tudo funcionar corretamente como um relógio, o custo do país será infinitamente menor", disse.Lula anunciou a criação de 230 varas e de 8.510 cargos e funções comissionadas, implantados gradativamente pelos tribunais regionais federais, de acordo com a disponibilidade orçamentária.Dos cargos criados, 230 são de juízes federais; 230 de juízes substitutos; 2.070 de analistas judiciários e 2.530 de técnicos. Além disso, serão criados 230 cargos em comissão e 3.220 funções comissionadas.Ontem, o presidente elogiou mais uma vez o Congresso pela votação de projetos de interesse do governo."O esforço do Congresso Nacional é digno de grande destaque ao conferir prioridade à tramitação das propostas selecionadas e voltadas à prestação de uma Justiça mais rápida, eficiente e próxima da população", disse. Anteontem, Lula disse que o Congresso faz mais coisas boas do que ruins, ao sancionar a Lei da Adoção.
04 Agosto 2009
Cielo será recebido com festa e se encontrará com LulaAtleta brasileiro chega a São Paulo na próxima sexta-feira e participará de festa no clube Pinheiros
César Cielo passeia com os pais na Itália
Ao comentar o empréstimo de US$ 10 bilhões que o Brasil fez ao Fundo Monetário Internacional (FMI), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o país passou a ser ouvido pela instituição. “Hoje, nós é que estamos dizendo o que o FMI deve fazer e não o contrário, como sempre acontecia”. A afirmação foi feita em resposta a um leitor na coluna O Presidente Responde, publicada semanalmente em 132 jornais.Lula explicou que o empréstimo ao FMI foi feito com a condição de que o dinheiro seja usado para ajudar a economia dos países mais pobres e em desenvolvimento. “Enquanto os demais países não emergirem da crise, nós não estaremos totalmente a salvo porque dependemos da saúde econômica de todos para normalizar o fluxo do comércio internacional”, completou.Em responta a uma pergunta sobre economia e crise financeira internacional, o presidente reafirmou que o Brasil foi o último país a entrar na crise e está sendo o primeiro a sair. De acordo com ele, o Brasil está saindo da crise fortalecido e com maior poder de negociação nas relações diplomáticas e comerciais.Outro assunto abordado foi a cultura. Lula lembrou que o Plano Nacional de Cultura está em votação no Congresso Nacional e, uma vez aprovado, se tornará uma política de Estado que vai traçar as diretrizes da política setorial nos próximos dez anos, garantindo a continuidade das ações na área. Na coluna semanal, o presidente responde a três perguntas enviadas por leitores a jornais que se cadastraram para publicar o texto.
Desigualdade e pobreza caíram no Brasil durante a crise, mostra estudo do IpeaO Brasil conseguiu diminuir a pobreza e a desigualdade nas principais metrópoles, apesar dos reflexos da crise financeira internacional na economia. A constatação faz parte do estudo Desigualdade e Pobreza no Brasil Metropolitano Durante a Crise Internacional: Primeiros Resultados, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
O estudo analisou a evolução dos índices de desigualdade e pobreza no Brasil em seis regiões metropolitanas: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A expectativa de que a queda na produção e no emprego se repetiria em variáveis sociais, como ocorreu em outros períodos de crise, no entanto, não se confirmou.
Diferentemente do que aconteceu nos períodos de crise considerados no estudo – 1982 a 1983; 1989 a 1990; e 1998 a 1999, quando a inflexão econômica implicou aumento da pobreza nas regiões metropolitanas nacionais – não se observou crescimento na taxa de pobreza nem mesmo após o último trimestre de 2008, período em que os efeitos da crise internacional começaram a atingir o país.
Depois de ter aumentado entre agosto de 2002 e abril de 2003, a taxa de pobreza do Brasil metropolitano apresentou tendência de queda. Em março de 2002, 18,5 milhões de brasileiros estavam em situação de pobreza. Em junho de 2009 esse número havia baixado para 14,4 milhões. A diferença, de 4 milhões de pessoas, configura queda de 26,8% da taxa de pobreza, que passou de 42,5% para 31,1% no período.
Entre março de 2002 e junho de 2009, a região metropolitana que registrou maior queda no número de pobres (1,4 milhão) foi a do Rio de Janeiro, seguida por São Paulo (1,3 milhão) e Belo Horizonte (600 mil pessoas). Recife e de Salvador, que detêm as maiores taxas, retiraram da condição de pobreza 100 mil e 200 mil pessoas, respectivamente.
As regiões metropolitanas que diminuíram mais rapidamente a taxa de pobreza foram Belo Horizonte (35,5%), Porto Alegre (33,6%) e Rio de Janeiro (31,2%). Quedas menos intensas do que as da média nacional no período (26,8%) foram registradas em São Paulo (25,2%), Salvador (23,9%) e Recife (14,1%). Recife, por sinal, foi a região metropolitana com a mais alta taxa de pobreza em junho de 2009 (51,1%). Na outra ponta, está Porto Alegre, com a menor taxa (25,7%).
No conjunto das regiões analisadas, a taxa de pobreza caiu 2,8%, passando de 31,9% para 31%, na comparação entre outubro de 2007 a junho de 2008 e outubro de 2008 a junho de 2009. A maior queda ocorreu na região metropolitana de São Paulo (-3,9%), e a menor, na do Rio de Janeiro (-1,3%).Recife teve queda de 1,9%, Salvador e Porto Alegre, de 3,3%, e Belo Horizonte, de 3,5%.
Segundo o Ipea, as trajetórias convergentes de redução da desigualdade também não foram interrompidas nesse período, para o conjunto das seis regiões metropolitanas antes e durante a crise internacional. Se for feita uma comparação da média da desigualdade no período de outubro de 2007 a junho de 2008 com o de outubro de 2008 a junho de 2009, o índice de Gini [que mede o grau de distribuição da renda] apresentou queda de 0,4%, passando de 0,5044 para 0,5026. O índice é adotado pelo Ipea e varia de zero a 1, indicando maior desigualdade à medida que o valor se aproxima de 1.
Em junho de 2009, o índice de Gini ficou em 0,493, com o menor patamar nas seis regiões metropolitanas. Entre janeiro (0,514) e junho de 2009, o índice de Gini caiu 4,1%, a mais alta queda registrada desde o ano de 2002. Se o período analisado for de março de 2002 (0,534) até junho de 2009, a queda foi de 7,6%. Se for considerado o mês de mais alta medida de desigualdade, que foi dezembro de 2002 (0,545), a queda do índice até junho de 2009 foi de 9,5%.
Ipea (http://www.ipea.gov.br/ )

Felipe Pereira, 25 anos, programador de TV de Paulínia (SP) – Com a crise econômica aparentemente controlada, o Brasil saiu mais fortalecido do que quando ela começou?
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=659545

Ação contra Maluf pede repatriamento de US$ 166 milhõesSegundo Ministério Público estadual, verba foi desviada dos cofres municipais de SP na gestão do ex-prefeito e remetida ao exteriorAção pede o congelamento de bens no Brasil e na ilha de Jersey e envolve a Eucatex e familiares do deputado federal, que nega acusação

Beijo do gordo.
http://nogueirajr.blogspot.com/
Emir Sader *, Jornal do Brasil
RIO - A inquestionável crise da mídia brasileira se choca com um processo de maior democratização da sociedade brasileira o que, por si só, deveria levar a pensar o caráter tanto da imprensa no Brasil, quanto da própria democracia entre nós.
O que está em crise é a forma de produzir notícias, a forma de construção da opinião pública. Seria grave se a dimensão da crise que afeta a mídia refletisse, nas mesmas dimensões, a democracia no Brasil. Ao ler alguns órgãos da imprensa, pode-se ter a impressão que a democracia retrocede e não avança entre nós, que estamos à beira de uma ditadura, ao invés de um processo – lento, mas claro – de democratização da sociedade brasileira.
Cada classe social toma sua decadência como a decadência de toda a sociedade, quando não de toda a humanidade. Neste caso, é uma casta que controlou a formação da opinião pública, de forma monopólica e que, com isso, se considerou depositária dos interesses do país. Derrubou a Getúlio, contribuiu decisivamente para o golpe militar de 1964 e para o apoio a este, uma parte dela tentou desconhecer a campanha pelas eleições diretas, tentou impedir a vitória de Brizola nas primeiras eleições diretas para governador do Rio de Janeiro, apoiou a Collor, esteve a favor de FHC, a ponto de desconhecer a evidente corrupção presente nos escandalosos processos de privatização, na compra de votos para a reeleição, entre tantos outros casos. Agora, se coloca, em bloco, contra o governo Lula, o de maior popularidade na história do Brasil, chocando-se assim flagrantemente com a opinião do povo brasileiro.
A mídia tradicional está em crise, a democracia brasileira, não. Porque se amplia significativamente o circulo de produção de opinião, de difusão de noticias, se democratiza a informação e os que são afetados pelo enfraquecimento do seu monopólio oligárquico – em que umas poucas famílias controlavam a mídia – esbravejam. Tentam impedir a realização da Conferência Nacional de Comunicação, convocada para novembro, porque detestam que se debata o tema da democracia e a mídia.
A crise do Poder Legislativo é parte do velho poder oligárquico, que sobreviveu na passagem da ditadura à democracia, que se vale do fisiologismo para vender seu apoio aos governos de turno. Não por acaso, os mesmos personagens envolvidos nas acusações atuais no Congresso apoiariam ao governo FHC e, com o beneplácito da mídia, foram poupados das acusações agora dirigidas contra eles, na tentativa de enfraquecer a base de apoio parlamentar do governo. Enquanto o Brasil se torna mais democrático, com a promoção social de dezenas de milhões de famílias, a estrutura parlamentar reflete o velho mundo oligárquico, similar ao da propriedade da mídia privada.
No momento em que o Brasil precisa de uma nova mídia, uma nova forma de difundir notícias, de promover o debate econômico, político, cultural, a velha mídia resiste em morrer, em dar lugar à democratização que o Brasil precisa. Sabem que a continuidade do governo atual e o aprofundamento dos processos de saída do modelo herdado do governo FHC sepultarão toda uma geração de políticos opositores – derrotados pelas urnas e/ou pela senilidade. Daí seu desespero na luta contra o governo – que conta com 6% de rejeição a Lula, contra 80% de apoio.
A crise da mídia é outro reflexo do velho mundo que desmorona, para dar lugar à construção de um Brasil para todos e não para as elites minoritárias que historicamente o dirigiram.
* Cientista político

“Para parentes de mortos, documento obtido pelo Estado indica que tortura era política oficial

No dia que de fato Dilma estiver solta para expor politicamente seus desejos de fazer, que apresentar para todas as mulheres seus projetos, falando de mulher para mulher, aí então, sua candidatura estará mais solidificada. Vários são os dons de convencimento da mulher dentre eles é que ela, mulher, convencerá seus maridos, seus filhos e demais se juntarem à Dilma. Muitos estarão com Dilma, desde que ela se dirija para a mulher. Fui curto e para terminar: DILMA, peixe morre pela boca então FALE COM AS MULHERES!!!


