25 julho 2009


OS ESCÂNDALOS DE ARTHUR VIRGÍLIO
-Que moral tem Arthur Virgílio do PSDB, para pedir no Conselho de Ética no Senado que se investigue, ou que se casse quem quer que seja? Ele tem que ser investigado e cassado .Ele diz em seus discurso que querem que ele se cale, ninguém quer calar o Arthur Virgílio. Queremos que ele fale porque mentiu que pagou o empréstimo que fez do Agaciel Maia. Mentiu porque disse que pagou com a devolução de IR de 2004, quando site da Receita que é público, mostrou que ele não teve devolução de IR em 2004. O blog Os Amigos do Presidente Lula, mostrou que ele mentiu. No ano de 2005, em que seria depositado o IR a restituir do ano base 2004, está lá no site da Recita Federal." Saldo inexistente de imposto a pagar ou restituir" Mentiu, na cara dura. Fala Senador ninguém quer lhe calar.

-Outro fato que chama a atenção. Arthur Virgilio pegou o empréstimo do Agaciel Maia em 2003. Agaciel depositou 10 mil na conta de Virgílio Durante viagem a Paris com a família, em 2003. Arthur Virgílio disse que: "Carlos Homero me disse que havia resolvido isso (os R$ 10 mil) via Agaciel. E perguntei: 'Mas, escute, não quero ficar com dívida nas mãos desse sujeito'", disse Virgílio. Porque em 2003 Arthur Virgílio disse que não queria ficar com dividas nas mão desse "sujeito"? O que Arthur Virgílio já sabia em 2003 sobre o Agaciel Maia, que era diretor do Senado e não denunciou, não investigou na época, e se limitou a dizer "dividas nas mão desse sujeito"? O que ele tinha contra o tal "sujeito" em 2003 que tão prontamente em um domingo resolve o problema financeiro dele em Paris? Fala senador, conta o que sabia sobre Agaciel Maia em 2003, e escondeu, omitiu? No mínimo o senador Arthur Virgílio sabia que ele emprestava dinheiro, e de onde vinha esse dinheiro, o senador nunca quis saber? Quem foram os bondosos amigos que pagaram sua dívida? Eles não tem nome? Fala Senador, ninguém quer lhe calar.


-O Carlos Alberto Nina Neto, filho do amigo e seu subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, resolve estudar no Exterior. Ele foi contratado em 21 de maio de 2003 como assistente técnico, com salário de cerca de R$ 10 mil. Em 2005, entre maio e julho, foi para Barcelona para um mestrado e continuou recebendo salário. Depois, passou mais de um ano fora, entre outubro de 2006 e novembro de 2007, fazendo pós-graduação, recebendo o salário, ou seja nós contribuintes pagamos para o filho do seu chefe da gabinete estudar no exterior. Dinheiro público, e o Arthur Virgilio diz: Esse é um equívoco do qual me penitencio, um erro pelo qual mereço ser, sim, criticado"? Como assim merece ser criticado, merece ser cassado, e deveria devolver o montante que foi pago em salários para o funcionário fantasma, com juro e correção monetária aos cofres públicos.

-Outra falácia, foi as despesas médicas de sua mãe pagas pelo Senado. Vítima de Alzheimer, teve as despesas médicas no valor de R$ 723 mil custeadas pelo Senado, quando o permitido pelo regimento interno era um ressarcimento de até R$ 30 mil por ano. Em seu discurso, ele preferiu jogar a responsabilidade pela autorização do pagamento nas costas de Agaciel??? Como assim, então ele teve tem uma despesa de R$ 723 mil paga com dinheiro público e não sabia quem pagava, e não sabia que não era permitido??? Ele senador velho de casa, não conhecia o regimento??? É pensar que somos idiotas. Fala senador Virgílio, quando é que vai ser devolvida toda essa dinheirama pública para os cofres públicos? Pode falar senador ninguém quer lhe calar, seremos todos bons ouvintes.

-Diante dessa avalanche de corrupção, de apropriação indébita do dinheiro público, cadê o PT, o PMDB, o PSOL, o senador Cristovam Buarque, o senador Suplicy, o senador Pedro Simon, o senador Mercadante para pedir a cassação do Arthur Virgílio?? Porque só o Sarney??
MATÉRIA DA ISTOÉ
O líder do PSDB no Senado reconhece ter recebido vantagens indevidas, como foi denunciado por ISTOÉ, e diz que vai devolver o dinheiro público

Na segunda-feira 29, o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) subiu à tribuna do Senado para responder às denúncias publicadas por ISTOÉ. Durante três horas e 20 minutos, fez um dos discursos mais longos da história da Casa. Mas tudo não passou de pura retórica. Sem nenhum documento, Virgílio esbravejou ao vento. Ele não rebateu as acusações e confirmou com mais detalhes os fatos trazidos à tona. Na verdade, o senador autoincriminou-se. A partir de seu relato inflamado, ficou claro que o líder do PSDB no Senado infringiu os artigos do Código de Ética que preveem sanções para casos de abuso de prerrogativa e obtenção de vantagens indevidas e doações.E mais: ao reconhecer os pecados cometidos no exercício do mandato, o senador demonstrou que, embora seja severo na hora de julgar adversários políticos, costuma adotar padrões éticos bem mais elásticos em relação às próprias atitudes.

Segundo reportagem de ISTOÉ, Virgílio manteve um servidor fantasma lotado em seu gabinete. No discurso, o senador, visivelmente alterado, admitiu que errou ao manter na folha de pagamento do Senado Carlos Alberto Nina Neto, filho do amigo e seu subchefe de gabinete, Carlos Homero Nina, mesmo quando ele resolveu estudar no Exterior. Nina Neto foi contratado em 21 de maio de 2003 como assistente técnico, com salário de cerca de R$ 10 mil. Em 2005, entre maio e julho, foi para Barcelona para um mestrado e continuou recebendo salário. Depois, passou mais de um ano fora, entre outubro de 2006 e novembro de 2007, fazendo pós-graduação. De volta ao Brasil, continuou no gabinete de Virgílio até ser exonerado em 22 de outubro de 2008. "Esse é um equívoco do qual me penitencio, um erro pelo qual mereço ser, sim, criticado", resignou-se. De acordo com o tucano, Carlos Homero chegou a aconselhar que ele pedisse à Mesa Diretora para "dar autorização" e ainda "pagar as diárias" do filho. Virgílio achou que as diárias "eram demais", mas por conta própria decidiu pagar os salários, "sem a noção clara do pecado".


O pecado que Virgílio cometeu está tipificado no artigo 5º do Código de Ética do Senado como abuso de prerrogativa. Não por acaso, dois dias depois, na quarta-feira 1º, ele anunciou que venderá imóveis da família para ressarcir o Senado pelo que pagou indevidamente, durante quase dois anos, ao ex-servidor do seu gabinete. "Era dinheiro da Nação brasileira que não poderia ter sido usado dessa forma", admitiu em novo discurso, mais cauteloso e comedido."Era dinheiro da Nação brasileira que não poderia ter sido usado dessa forma"Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado
DÍVIDA
Segundo o tucano,amigos o ajudaram a pagarAgaciel Maia
Não foi um súbito ato de arrependimento que o fez lançar mão dos bens de família. O senador, na prática, usou um expediente bastante conhecido.Com a decisão de repor o prejuízo do Tesouro, antecipou-se à ameaça de ser alvo de uma representação do PMDB no Conselho de Ética. Ou seja, mais uma vez lançou mão de seu estranho conceito de ética.Os discursos de Virgílio mudam ao sabor da hora. Há algum tempo ameaçou, na mesma tribuna do Senado, dar uma surra no presidente da República porque ele e sua família estariam sendo investigados a mando do PT. Meses depois, viajou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no avião presidencial. Seu padrão ético também é volúvel. Virgílio não titubeou ao recorrrer, por meio de Homero Nina, ao então diretor-geral do Senado Agaciel Maia, para resolver uma emergência de caixa. Conseguiu, num domingo, um empréstimo de US$ 10 mil. O dinheiro, revelou ISTOÉ, serviu para liberar seu cartão de crédito, que estava bloqueado durante viagem com a família a Paris. Candidamente, como se nada tivesse acontecido, admitiu na tribuna que três amigos se cotizaram para pagar a dívida por ele. "Carlos Homero me disse que havia resolvido isso (os R$ 10 mil) via Agaciel. E perguntei: 'Mas, escute, não quero ficar com dívida nas mãos desse sujeito'", disse Virgílio. Argumentou também que não recebeu US$ 10 mil, mas sim R$ 10 mil. Ou seja, pelos seus curiosos padrões, jamais receberia "desse sujeito" US$ 10 mil. Mas aceitou de bom grado R$ 10 mil. Trata-se, portanto, de uma ética que leva em conta o câmbio. Será que o senador, também nesse caso, não tinha "noção clara do pecado"? Afinal, foi pela suspeita de que um de seus colegas, Renan Calheiros (PMDB-AL), teria tido despesas pagas por terceiros que o tucano defendia a cassação do então presidente do Senado.Outra denúncia de ISTOÉ que Virgílio não contestou em plenário foi a de que sua mãe, falecida em 2006, vítima de Alzheimer, teve as despesas médicas no valor de R$ 723 mil custeadas pelo Senado, quando o permitido pelo regimento interno era um ressarcimento de até R$ 30 mil por ano. Em seu discurso, ele preferiu jogar a responsabilidade pela autorização do pagamento nas costas de Agaciel. Disse que sua mãe não era sua dependente, mas de seu pai, o ex-senador Arthur Virgílio Filho. E anunciou que pediria informações à Mesa para saber se houve autorização para gastos acima do limite. "Esse homem (Agaciel), até quando me acusa, não consegue fugir de dizer que praticou uma ilegalidade. Se liberou tratamento que não deveria ter liberado, ressarcimento que não deveria, da minha mãe, praticou uma ilegalidade. Ou seja, quer me transformar em seu cúmplice ou transformar meu pai, falecido, em seu cúmplice", disse. Mas estranhamente só protestou depois que o fato veio a público.

Fonte: ISTOÉ
Dirceu deve voltar ao Diretório Nacional do PT
Nome do ex-ministro vai compor a chapa do presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra
Estadão
Escalado para ajudar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na campanha ao Palácio do Planalto, em 2010, o deputado cassado José Dirceu retornará formalmente à direção do PT. Seu nome compõe a chapa da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), grupo que inscreverá hoje a candidatura do presidente da BR Distribuidora, José Eduardo Dutra, ao comando do partido.Nos bastidores da política desde o escândalo do mensalão, em 2005, o ex-poderoso chefe da Casa Civil do governo Lula trabalha atualmente para apaziguar disputas entre o PT e o PMDB, construir palanques para Dilma nos Estados e defender o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), acusado de empregar parentes e favorecer amigos por meio de atos secretos na Casa.A inscrição das chapas que disputarão em novembro a eleição direta para a presidência do PT termina hoje e é considerada estratégica porque o vencedor vai dirigir a campanha de Dilma, em 2010. Cinco candidatos concorrem à cadeira que já foi de Dirceu entre 1995 e 2002: além de Dutra, estão no páreo os deputados José Eduardo Martins Cardozo (SP) - secretário-geral do PT -, Geraldo Magela (DF), Iriny Lopes (ES) e o integrante do Diretório Nacional Markus Sokol.O retorno de Dirceu à cúpula do PT passará pelo teste das urnas - já que a eleição na seara petista tem voto dos filiados -, mas a volta oficial é dada como certa porque a chapa do antigo Campo Majoritário, grupo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desponta como favorita."São Paulo e vários Estados indicaram José Dirceu para a chapa porque reconhecem sua importância para o PT", contou Francisco Rocha, coordenador da CNB. "Ele está na nossa chapa, sim, e com muito gosto", completou o secretário de Organização do PT, Paulo Frateschi. "Se alguém falar alguma coisa, vamos enfrentar o debate."A estimativa da corrente de Lula e Dirceu é que Dutra tenha cerca de 52% dos votos.
Relatório de farra aérea cita DEM, PTB e PP
Deputados Eugênio Rabelo (PP-CE), Márcio Junqueira (DEM-RR) e Paulo Roberto (PTB-RS) são suspeitos de vender bilhetes de cota
Ex-servidora envolve Rabelo, que rechaça participação; Roberto diz que não sabia de esquema em seu gabinete; Junqueira não é localizado
Os deputados Eugênio Rabelo (PP-CE), Márcio Junqueira (DEM-RR) e Paulo Roberto (PTB-RS) estão entre os parlamentares com indícios de participação no esquema de venda de passagens aéreas de suas cotas e podem ser investigados pela Corregedoria da Câmara.
Pelo menos mais um congressista está na mesma situação, mas a Folha não conseguiu identificá-lo até ontem.
Os nomes de Rabelo, Junqueira e Roberto constam do relatório finalizado anteontem pela comissão de sindicância formada por três funcionários da Câmara que investigou a chamada "farra das passagens". No total, 39 gabinetes se envolveram de alguma forma com a venda ilegal da cota aérea, segundo a comissão.
Na maioria dos casos, ficou constatado a participação apenas de funcionários.
São 44 servidores ou ex-servidores que responderão a processo administrativo. Mas as denúncias também chegaram a alguns parlamentares -como Junqueira, Rabelo e Roberto.
Segundo a Folha apurou, a situação de Rabelo é a mais séria. Ele foi acusado por uma ex-funcionária, de nome Fabiana, demitida após o escândalo. Ela disse à comissão que agia sob ordens do deputado. Ele nega.
FSP

24 julho 2009

LULA IRONIZA POSIÇÃO DE SUPLICY NO SENADO
Saiu na coluna de Mônica Bergamo publicada hoje na Folha de S. Paulo:
"Amigos e médicos que presenciaram a visita de Lula ao vice, José Alencar, no sábado, ficaram impressionados com o bom humor do presidente ao falar da crise no Senado. Entre causos e piadas, Lula detalhou a bronca que deu no senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que no auge da crise defendeu o afastamento de José Sarney (PMDB-AP) da presidência do Senado: ´Ô, Suplicy, você acha que alguém vai acreditar que você, há quase 18 anos no Senado, não tinha ideia do que acontecia?´ Médicos, presidente e paciente caíram na gargalhada
Enviado pelo do Grupo Beatrice
PT NO SENADO: TRAIÇÃO E DEBANDADA
Cristovam Buarque: alimenta fortes sentimentos de inveja e rancor por ter sido demitido pelo telefone do cargo de ministro da Educação, onde permaneceu 1 ano.
Aloísio Mercadante: alimenta fortes sentimentos de despeito e inveja porque acumulou sucessivos fracassos eleitorais e nunca foi convidado para integrar o ministério.
Eduardo Suplicy: alimenta fortes sentimentos de despeito e inveja porque acumulou sucessivos fracassos eleitorais e nunca foi convidado para integrar o ministério.
Heloísa Helena e o PSOL: alimentam fortes sentimentos de inveja, despeito e rancor porque desde 2002 ficou claro que não fariam parte do governo Lula por absoluta falta de competência.
Marina Silva: alimenta fortes sentimentos de rancor e despeito por ter sido preterida por Dilma Rousseff e demitida do cargo de ministra do Meio Ambiente, onde se notabilizou mais por suas manhas e birras do que por qualquer ação produtiva.
Paulo Paim: alimenta forte sentimento de rancor porque nunca foi convidado para integrar o ministério nem para qualquer cargo.
Tião Viana: alimenta forte sentimento de rancor porque nunca foi convidado para integrar o ministério nem para qualquer cargo, além de ter sido preterido na eleição para a presidência do Senado.
Delcídio Amaral, Ideli Salvatti e outros: seguem a manada.
Todos cujos mandatos vencem em 2011: Vivem forte insegurança e temem não ser reeleitos porque não aparecem na mídia. Assustados com o apoio de Lula a Ciro Gomes e outros aliados, buscam a misericórdia da imprensa.
Recebi por e-mail de um amigo.

Charge do Bessinha
Renúncia de Marconi Perillo
A cada vez que alguém da oposição pedir o afastamento de Sarney, que os senadores do PT respondam repetindo mil vezes se for preciso, que a solução passa por manter a presidência do Senado com a base governista para o governo Lula poder trabalhar, e só a renúncia do senador Marconi Perillo (PSDB/GO), que também tem denúncias pesadas contra si, viabiliza uma ampla negociação.
http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com/
Perfeita a colocação do blog Os Amigos do Presidente Lula. Marconi Perillo não tem condições morais, ética para presidir o Senado. A Ficha criminal dele no STF é imensa.

PF apreendeu áudios com ex-funcionário do Opportunity
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Polícia Federal (PF) apreendeu 21 áudios de interceptação telefônica em poder de Rodrigo Behring Andrade, ex-funcionário do Grupo Opportunity. A informação consta do relatório final da Operação Satiagraha, à página 290, onde começa o capítulo intitulado "Tentativa de manipulação de procedimentos judiciais". ?Além da corrupção, outro modus operandi da organização criminosa, nas hipóteses em que não consegue cooptar as autoridades policiais e judiciárias para agirem de acordo com seus interesses, é realizar a produção de documentos que podem ser usados para atingir a honra e a imagem do agente público?, diz o relatório, subscrito pelo delegado Ricardo Saadi.Os áudios, ?bem como degravações correspondentes?, revelam diálogos de pessoas que à época das ligações eram contrárias aos interesses do Opportunity, nas disputas societárias em que o mesmo estava envolvido. As gravações são relativas ao período entre 2000 e 2003. A denúncia do Ministério Público (MP) imputa a Rodrigo papel de figura secundária em um único crime, de gestão fraudulenta. O relatório me parece fantasioso, reagiu o criminalista Alberto Zacharias Toron, advogado de Behring.O relatório diz que a organização, liderada por Dantas, fez uso de uma série de outras ferramentas, dentre as quais a corrupção de agentes públicos, a utilização de lobistas e doleiros, a elaboração de dossiês contra seus inimigos e a tentativa de manipulação da Justiça. Na página 267, um destaque: Chama a atenção nos documentos a expressão ?contribuição para que um dos companheiros não fosse indiciado, cujo valor R$ 900 mil seria feito em cash. O relatório faz menção a uma anotação que teria sido encontrada em uma escrivaninha de trabalho no escritório particular de Dantas. Diz a anotação: Campanha de Fernando à Presidência, R$ 3 milhões. Forma: cash.''Cash'' não é expressão usualmente empregada por Dantas, afirmou seu advogado, Andrei Schmidt. Dantas não reconhece como dele tal anotação. Ele recebia muitas informações de que autoridades vinham sendo corrompidas em benefício dos adversários do Opportunity na disputa societária pela tomada do controle da Brasil Telecom. As informações vinham principalmente da disputa judicial nos Estados Unidos. Os relatos eram por ele anotados para verificação. As anotações representam possíveis registros de corrupção que não era praticada pelo Opportunity, mas talvez por seus adversários.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Diz a anotação: Campanha de Fernando à Presidência, R$ 3 milhões.Forma: cash. Quem seria o Fernando? Seria Fernando Henrique Cardoso? Mas só se isso foi na campanha de 1998, ou a grana estava em nome do FHC para a campanha de para Serra em 2002. PSDB, Daniel Dantas, privatização da teles, tudo a ver.
SÃO PAULO - As investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras devem ter efeito "insignificante" sobre a reputação da estatal, já que o governo tem maioria na CPI, afirmou a revista britânica "The Economist" na edição desta semana, que traz reportagem sobre possíveis problemas da empresa brasileira. "As conexões políticas são essenciais para a Petrobras", afirma a revista, lembrando que o governo federal é o acionista controlador e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, faz parte do conselho de administração.De acordo com a "The Economist", o fato de o ex-presidente Fernando Collor (PTB-AL) e o bispo Marcelo Crivella (PRB-RJ) fazerem parte da CPI "aumenta o espetáculo" da comissão. José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, afirma que a investigação é bem-vinda, pois representa uma chance de escrutínio público da maior empresa do País. Porém, de acordo com a publicação, ele se preocupa com a possibilidade de a CPI se transformar "em um circo político, como normalmente ocorre com as comissões do Congresso".

OS ESCÂNDALOS DE EFRAIM DE MORAIS DO DEM
Efraim Morais (DEM-PB): 52 funcionários fantasmas e carro oficial para uso particular
Fernando RodriguesColunista do UOL, Em Brasília

Data de Divulgação
16.05.2009
O escândalo

A revista Veja (aqui) do dia 20 de maio publicou texto relatando que o senador Efraim Moraes (DEM-PB) manteve 52 funcionários-fantasmas em seu gabinete nos últimos quatro anos. Eles seriam oficialmente contratados para trabalhar no Congresso mas trabalhariam como cabos eleitorais. Em salários, os fantasmas teriam custado R$ 6,7 milhões ao longo do tempo que o senador ocupou o cargo de primeiro-secretário (abrangendo os anos de 2005 a 2009).Efraim diz não ter feito nada fora da lei. Ele se defende invocando uma regra do Senado que permite aos funcionários lotados nos gabinetes dos senadores trabalharem em seus Estados.No dia 20 de maio, o Correio Braziliense (aqui) publicou que Efraim colocou à disposição da sua família o seu veículo oficial custeado por dinheiro público. Segundo jornal, ele teria transportado sua mulher a um luxuoso salão de beleza, buscado sobrinhas no aeroporto e até mesmo sendo usado pelo filho dele, o deputado Efraim Filho (DEM-PB), que não tem direito a veículo da Câmara dos Deputados.Pelas normas atuais, cada senador tem direito a uma cota de 25 litros de combustível por dia. Um ato de 2005 regula o uso dos carros oficiais pelos parlamentares e o texto não faz qualquer menção à utilização para algo que não seja ligado ao mandato parlamentar, como transporte de familiares


Efraim Moraes e o Trem da Alegria
O senador Efraim Moraes, vem se destacando negativamente no cenário nacional pela sua atuação parlamentar. Ou seria pela falta dela? O ano passado, mesmo sendo secretário do Senado foi considerado um dos mais ausentes do trabalho. Recentemente, o mesmo tentou barrar a entrada dos jornalistas do programa CQC da Band no Senado, sendo tachado até de “coronel” e agora para aumentar a sua má-fama, foi um dos coordenadores do mais novo trem da alegria do Senado, ou seja, a contratação sem concurso público de 90 cargos comissionados, recebendo cada feliz contratado a bagatela de R$ 10 mil reais por mês.
http://www.paraibanews.com/colunistas/efraim-moraes-e-o-trem-da-alegria/

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008
PF pede ao STF que investigue Efraim Morais
POLÍTICA: 09/09/2008 - Um documento da Polícia Federal até hoje mantido sob sigilo confirma o que o senador Efraim Morais (DEM-PB) sempre negou aos demais parlamentares: a suspeita por parte dos investigadores de seu envolvimento nas fraudes em licitações do Senado. O delegado Matheus Mela Rodrigues pediu para a Justiça enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) os indícios da ligação de Efraim com as irregularidades.Segundo a conclusão policial, é preciso “apurar as eventuais responsabilidades do senador Efraim Morais”. “O mesmo (Efraim) supostamente estaria envolvido na organização criminosa de fraudar os procedimentos licitatórios junto ao Senado Federal”, sustenta o delegado. Esse tipo de iniciativa da PF só ocorre quando a polícia tem convicção da participação de parlamentares em algo ilícito. Cabe ao STF autorizar a investigação. A Justiça Federal informou à reportagem que ainda não se manifestou sobre a solicitação da polícia.O pedido da PF consta no relatório final de 150 páginas da Operação Mão-de-Obra, ocorrida em julho de 2006 para desmontar uma quadrilha que fraudava licitações na Esplanada dos Ministérios. Até então desconhecido publicamente, o documento assinado por Rodrigues foi obtido ontem pelo Correio. Essa solicitação de investigação pelo Supremo está listada por ele entre as “diligências pendentes” do caso. Efraim é o primeiro-secretário do Senado, função responsável por esses contratos, que somam R$ 35 milhões. No primeiro semestre deste ano, o senador os prorrogou até 2009 sem licitação, apesar das suspeitas levantadas.A polícia avalia ainda que era clara a relação entre o parlamentar e o lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado pelo Ministério Público Federal de negociar os resultados dessas concorrências com as empresas Conservo e Ipanema, que conseguiram fechar contratos para fornecer mão-de-obra terceirizada ao Senado. “Resta nítido que Eduardo é o representante/direto do senador Efraim”, afirma o relatório final da polícia.Contradição - Há um mês, Efraim nega aos senadores que seu nome apareça em alguma investigação. Argumenta que não houve até hoje nenhum pedido para o Supremo entrar no caso. “O que eu posso adiantar e repito com todas as letras: no processo que envolve Ministério Público, Justiça Federal, Polícia Federal, o nome do senador Efraim Morais não é citado, conseqüentemente não tem nenhum inquérito”, afirmou o parlamentar em 27 de agosto passado.Os documentos o contradizem. Somente no relatório final, o delegado da PF escreveu o nome de Efraim por 14 vezes. Nas últimas semanas, o Correio revelou relatórios de inteligência policial que mostram imagens do lobista cumprindo expediente no gabinete do senador paraibano entre junho e julho de 2006, logo após a vitória das empresas suspeitas. Na época, ele não era funcionário do Senado. Ferreira aparece abrindo a sala com a própria chave e ocupando até uma mesa no local. Recentemente, a reportagem descobriu uma procuração em que o lobista transfere ao senador cotas de capital de uma empresa de consultoria.A procuradora da República Luciana Marcelino Martins, que cuida da parte criminal de uma investigação ainda em curso, optou por desconsiderar o conteúdo do relatório da PF que levanta suspeitas sobre Efraim, conforme nota à imprensa. A decisão dela será o argumento usado pelo parlamentar para que o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), enterre o caso no Senado. O petebista era o primeiro-secretário em 2004, quando as empresas suspeitas chegaram pela primeira vez à Casa.Depois da declaração em 27 de agosto, Efraim tem evitado comentar o assunto. Ontem, a reportagem voltou a procurá-lo. Mas o senador disse que vai esperar a decisão do corregedor Tuma antes de se manifestar.Entenda o caso - Disputas combinadas - No primeiro semestre, a Primeira-Secretaria do Senado, comandada por Efraim Morais (DEM-PB), prorrogou até 2009 três contratos, num total de R$ 35 milhões, com as empresas Conservo e Ipanema, investigadas pela Polícia Federal por suspeita de fraudes nas licitações. Segundo o inquérito policial e denúncia do Ministério Público Federal por improbidade administrativa, os empresários negociavam com servidores do alto escalão da Casa o resultado dessas concorrências.As suspeitas rondam o gabinete de Efraim — que nega envolvimento — por causa da atuação do lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, apontado como intermediário na suposta negociação. Ferreira foi flagrado por agentes federais entrando no gabinete então ocupado pelo parlamentar em seis ocasiões, entre junho e julho de 2006, em meio a processos de licitações vencidos pelas empresas investigadas. Segundo a PF, Ferreira usava a própria chave para abrir a porta e ter acesso à sala.Nessa época, havia mais de um ano que ele não trabalhava no Senado, onde ocupou de 2003 a 2005 um cargo comissionado na Liderança da Minoria. Em 2003, quem comandava a Liderança da Minoria era Efraim. A PF registrou pelo menos oito encontros entre Ferreira e os donos da Ipanema e da Conservo. Durante a Operação Mão-de-Obra, deflagrada em julho de 2006 contra o esquema de fraudes, a polícia encontrou um cartão de visita em que o lobista se apresentava como assessor de Efraim.O Correio descobriu num cartório de Brasília que Ferreira fez uma procuração a Efraim Morais, transferindo ao parlamentar cotas de capital na empresa Chemonics Brasil Consultoria Empresarial, que mudou o nome para Syngular Consultoria. Nos relatórios de inteligência, a PF levanta a suspeita que a empresa de consultoria seria de “fachada”.

Correio Braziliense
OPERAÇÃO MÃO-DE-OBRA
Mesmo com a cobrança de aliados de Efraim Morais para abafar o escândalo, o corregedor do Senado se reunirá com os agentes federais que investigaram fraudes milionárias na Casa em licitações com serviços terceirizadosLeandro Colon e Marcelo RochaDa equipe do Correio Pressionado a enterrar o assunto, o corregedor do Senado, Romeu Tuma (PTB-SP), avisou ontem ao diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, que pretende se reunir nos próximos dias com os delegados Matheus Mela Rodrigues e Simone Azuaga para discutir as suspeitas envolvendo o senador Efraim Morais (DEM-PB). “Já conversei com o diretor e ele me autorizou a falar com os dois”, disse Tuma. Os delegados conduziram o inquérito da Operação Mão-de-Obra, realizada em julho 2006 para desmontar uma quadrilha que fraudava licitações em órgãos públicos, incluindo o Senado. Tuma quer saber por que a PF, em seu relatório final, pediu para a Justiça enviar ao Supremo Tribunal Federal (STF) os indícios de envolvimento de Efraim nas irregularidades nos contratos de R$ 35 milhões, fechados com as empresas Ipanema e Conservo para fornecimento de mão-de-obra terceirizada. Primeiro-secretário do Senado, Efraim os prorrogou no início deste ano até 2009 sem licitação, apesar das suspeitas levantadas. Seus aliados pressionam Tuma a arquivar o caso no Senado. Isso porque o senador paulista era o primeiro-secretário em 2004, quando essas empresas assinaram contratos emergenciais com a Casa. Em suas entrevistas, Tuma se mostra disposto a ceder à pressão de Efraim e aliados com o argumento de que a procuradora da República Luciana Marcelino Martins tem se negado a levar adiante a investigação contra o senador paraibano. Ontem, no entanto, o corregedor tentou transparecer o contrário ao anunciar que pretende se reunir com os delegados. Para a polícia, o lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado de negociar os resultados das licitações no Senado com os empresários, agiu em nome de Efraim. “Resta nítido que Eduardo é o representante/assessor direto do senador Efraim”, diz o relatório final assinado pelo delegado Matheus Rodrigues. Para o policial, o STF precisa apurar “eventuais responsabilidades” do primeiro-secretário, já que, segundo ele, o mesmo “supostamente estaria envolvido na organização criminosa”. A delegada Simone Azuaga foi quem coordenou a equipe do serviço de inteligência da PF que monitorou os passos de Eduardo Ferreira entre junho e julho de 2006, logo após a vitória das empresas Conservo e Ipanema nas concorrências públicas. O lobista foi flagrado pela polícia cumprindo expediente no gabinete de Efraim e abrindo uma porta reservada do gabinete dele com uma chave pessoal. Encontros Oficialmente, Ferreira não era funcionário do Senado naquela época. No mesmo período, a polícia registrou encontros dele com os empresários da Conservo e da Ipanema, alguns nas imediações do próprio Senado e outros em restaurantes no Parque da Cidade e no Sudoeste. No mês passado, o Correio revelou ainda que o lobista fez uma procuração registrada em cartório transferindo ao parlamentar cotas de capital numa empresa de consultoria. E mais: Ferreira foi nomeado por Efraim para trabalhar na Liderança da Minoria do Senado entre 2003 e 2005. O senador até hoje não explicou qual sua relação com o lobista, embora tenha enviado à PF um ofício confirmando conhecê-lo desde 1996, quando era deputado federal. Efraim reluta em justificar por que Ferreira cumpria expediente em seu gabinete e qual é ou era a relação financeira entre eles. Entenda o casoContratos suspeitosA Primeira-Secretaria do Senado, comandada por Efraim Morais (DEM-PB), prorrogou até 2009 três contratos, num total de R$ 35 milhões, com as empresas Conservo e Ipanema, investigadas pela Polícia Federal durante a Operação Mão-de-Obra por suspeita de fraudes nas licitações. O inquérito policial e a denúncia por improbidade administrativa do Ministério Público Federal acusa os empresários de negociar com servidores do alto escalão da Casa o resultado dessas concorrências. Há três semanas, o presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), prometeu substituir os contratos até o fim do ano. O chefe de gabinete do presidente, Florian Madruga, cuidará das novas concorrências. Enquanto isso, as empresas continuam recebendo dinheiro da Casa. As suspeitas rondam o gabinete de Efraim, que nega envolvimento no esquema, por causa da atuação do lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, apontado como intermediário na suposta negociação. Assim como o Senado, o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) e o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), ligado à pasta de Minas e Energia, mantiveram os contratos suspeitos com as empresas denunciadas. A primeira pasta rompeu a licitação vencida pela Conservo, e uma nova concorrência foi feita. Resultado: a mesma empresa venceu. A assessoria do MCT alegou que não teve como impedir a participação da Conservo, que, além desse, mantém, ao menos, mais três contratos com o ministério. O DNPM prorrogou até o ano que vem um contrato suspeito de fraude.


E tem gente que acha, a mídia acha que com a saída do Sarney do Senado toda a corrupção estará resolvida, que o Senado deixará de ser um mar de lama, que a crise deixará de existir.Cadê o senador Cristovam Buarque o paladino da ética?




Confiança do consumidor cresce e volta ao índice anterior à crise
O Índice de Confiança do Consumidor subiu 2,8% em julho, passando de 108,4 pontos, registrados em junho, para 111,4 pontos. De acordo com o levantamento divulgado hoje (23) pela Fundação Getulio Vargas, o índice praticamente retoma o patamar de setembro de 2008 (pré-crise), quando o indicador havia atingido 111,7 pontos.
Realizada com base em uma amostra de mais de 2 mil domicílios em sete capitais, a pesquisa mostra que tanto as avaliações sobre a situação atual quanto as expectativas para os próximos meses tornaram-se mais favoráveis. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 2,8%, passando de 107,9 para 110,9 pontos. No caso do Índice de Expectativas, o crescimento foi de 2,9%, alcançando 111,8 pontos, o maior patamar desde maio de 2008 (112,7 pontos).
A parcela de consumidores que avaliaram, em julho, a situação econômica local presente como boa foi de 11,5%. Já a proporção dos que a consideram ruim ficou em 34,9%. Em setembro do ano passado, estas parcelas haviam sido de 16,6% e 35,1% respectivamente.
Ainda de acordo com o levantamento, a maior contribuição para o resultado do ICC no mês partiu do indicador que mede as expectativas em relação à situação financeira das famílias nos próximos seis meses. Entre junho e julho, a proporção de consumidores que preveem melhora aumentou de 32,7% para 35,7%. A parcela daqueles que projetam piora diminuiu de 5,4% para 4,8%.
O Índice de Confiança do Consumidor é composto por cinco quesitos registrados pela FGV na Sondagem de Expectativas do Consumidor. Para realizar a análise, foram coletados dados entre os dias 1º e 20 de junho
A oposição está espumando de ódio. O Brasil não quebrou!
Protesto fecha Paulista contra restrição a fretado em SP
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - Um protesto de empresários e passageiros de ônibus fretados fechou ontem, no fim da tarde, a Avenida Paulista, em pleno horário de pico, em São Paulo. Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 300 pessoas, muitas delas com nariz de palhaço e faixas com ofensas ao prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM), invadiram as pistas na frente do Museu de Arte de São Paulo (Masp), parando toda a via e provocando reflexos em outros importantes corredores, como as Avenidas 23 de Maio e Doutor Arnaldo.O grupo reivindicava a suspensão da portaria publicada ontem no Diário Oficial que restringe a circulação dos fretados na cidade e proíbe em algumas avenidas, como a Paulista. A partir de segunda-feira, esses veículos não poderão parar em uma área de 70 quilômetros quadrados dentro do centro expandido, das 5 horas às 21 horas. Somente será aberta exceção para os fretados que tiverem pontos dentro de empresas para o embarque e desembarque. O grupo de manifestantes começou a se reunir por volta das 17h30 no vão do Masp. Não somos criminosos. Só estamos reivindicando o direito de trabalhar?, argumentava Renata Rebizzi, dona de uma empresa com frota de 11 veículos. Ela afirma que costuma transportar 530 passageiros, e a metade já cancelou os contratos.O número de manifestantes aumentava a cada ônibus fretado que parava nos semáforos. Por volta das 19h30, o grupo começou a caminhar no sentido Paraíso, ocupando duas faixas da via e entoando gritos como
Fora, Kassab e Fretado é trabalho. O protesto terminou uma hora depois, quase na esquina da Alameda Joaquim Eugênio de Lima. Ninguém foi detido pela polícia.


“CPI da Petrobras não dará em nada”
Para petroleiros, comissão, “seja a formação que for”, funcionará apenas como “palanque eleitoral” da direita

Eduardo Sales de Lima
da Redação
“A atitude do bloco da minoria será de investigar sem politizar”, afirmou o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), após manifestações de movimentos sociais, ocorridas no Rio de Janeiro (RJ), contra a realização da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. Não é isso, entretanto, o que pensam representantes de trabalhadores da Petrobras e boa parte da base aliada do governo. Para eles, a intenção da direita política do país é, sobretudo, politizar.“Esta CPI é só palanque eleitoral”, destaca Emanuel Cancella, da coordenação da Frente Nacional Petroleiros (FNP). A CPI da Petrobras foi instalada no dia 14 e terá a sua primeira reunião em agosto, após o recesso parlamentar. O governo conta com oito dos 11 membros da comissão. “Não vejo nenhum resultado prático, seja a formação que for”, afirma Cancella.No requerimento encaminhado pelo senador Álvaro Dias (PSDB/AM) e que a comissão terá que apurar, destacam-se os seguintes pontos a ser investigados: irregularidades em contratos de construção de plataformas, supostos desvios de dinheiro dos royalties do petróleo e denúncias de irregularidades no uso de verbas de patrocínio da estatal.Mas, diante de todas essas denúncias imprimidas por tucanos e democratas, o deputado federal Dr. Rosinha (PT/PR) reforça a opinião de Cancella. “Sou muito cético em relação à qualquer CPI”, pontua. Segundo ele, desde que a direita política nacional se tornou oposição no governo federal, “as CPIs não investigam, de fato, nada”.O deputado federal explica que as comissões “nos últimos sete anos foram perdendo o papel de investigação”, porque “a direita, junto com as grandes empresas de comunicação, têm o interesse em promover alguns deputados e senadores”. Ele conclui que a instauração da CPI da Petrobras reflete, mais uma vez, nesse tipo de movimento.AntinacionalSemelhante ao que pensa Dr. Rosinha, a realização da CPI da Petrobras dificilmente trará algo novo porque, segundo argumenta Emanuel Cancella, da FNP. “A Petrobras é bastante investigada, e isso é bom”, pondera.Em recente artigo, a socióloga e jornalista Débora Lerrer reforça o argumento de Cancella, informando que a estatal é alvo constante de auditorias. “Será justamente os holofotes de uma CPI o melhor lugar para se investigar eventuais irregularidades que possam ter ocorrido na empresa?”, questiona Lerrer. Fato é que, além de se tornar um palanque que dá visibilidade a figuras como Álvaro Dias e Agripino Maia, a recém instaurada CPI desvela objetivos de uma elite antinacional e com projetos descolados da sociedade em geral. O que os representantes de organizações sindicais apontam, como Cancella, é que o que está por trás da CPI, além da tentativa de promover os atores da direita do Congresso Nacional, a manobra política, em última instância, intenciona facilitar a transferência das riquezas em petróleo para mãos privadas e dificultar a governabilidade federal.“Eles querem dificultar as mudanças da Lei de Petróleo e facilitar a privatização”, pontua João Antônio de Moraes, da coordenação da Frente Única dos Petroleiros (FUP). Cancella inclui, dentro dos objetivos da direita, a criação de entraves em relação à governabilidade, “tendo em vista que a Petrobras é responsável por 40% dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento [PAC]”. Também desconfiada, Lerrer, escreve que “justamente quando a Petrobras está indo atrás de recursos no exterior para investir na exploração da camada pré-sal e setores da sociedade brasileira estão querendo revisar a Lei do Petróleo, tirando as empresas estrangeiras da exploração das reservas nacionais e garantindo que o destino dessa riqueza beneficie o conjunto do povo brasileiro”.Para Moraes, como a CPI já está constituída, o grande desafio dos movimentos sociais é “não permitir que a direita, junto com seus jornalões, a transformem num palco político”. A CPI vai ter 180 dias para realizar seus trabalhos, podendo ser prorrogada por igual período.
Boletim Brasil de Fato
FGTS injetou R$ 33 bi na economia no 1º semestre de 2009
Os Fundos de Garantia e de Amparo ao Trabalhador fecharam o semestre com saldos de arrecadação positivos de R$ 2,3 bilhões e R$ 1,7 bilhão, respectivamente. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aportou no primeiro semestre de 2009 R$ 32,9 bilhões na economia brasileira. É o maior valor semestral desde 2003
(leia a íntegra)
Desemprego recua em junho
O contingente de pessoas sem emprego no País em junho caiu, em relação a maio, 8,8%, e manteve-se estatisticamente estável em relação ao mesmo junho de 2008 (7,9%). Os dados foram divulgados ontem pelo IBGE, que aponta que em junho havia 21,1 milhões de ocupados nas regiões pesquisadas
(leia a íntegra)
Brasil deve produzir vacina contra Gripe A
As ações para prevenir e tratar os pacientes vítimas da Gripe A (H1N1) entraram no debate da entrevista concedida nesta quinta-feira (23) pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, para âncoras de emissoras de rádio de todo País. Durante o programa Bom Dia Ministro, nos estúdios da EBC Serviços, Temporão reforçou que o Brasil receberá mais 800 mil tratamentos
(leia a íntegra)

OEA diz que não aceitará nem governo eleito em Honduras se Zelaya não retornar
da Folha Online
O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), José Miguel Insulza, disse nesta quinta-feira que a entidade não reconhecerá o governo que for eleito nas eleições marcadas para novembro em Honduras se antes disso o presidente deposto, Manuel Zelaya, não for restituído.


O governo interino formado após a deposição de Zelaya, em 28 de junho, promete transferir o poder ao vencedor das eleições de novembro --que estavam marcadas antes da crise--, apostando que uma sucessão pacífica aliviaria as sanções econômicas e o isolamento internacional contra o país centro-americano, mas a manifestação de Insulza, no dia seguinte ao fracasso das negociações mediadas pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e no momento em que Zelaya ameaça voltar para Honduras mesmo sem acordo, aumenta a pressão sobre o governo de fato do país.
"Alguns jogam com os prazos. Eu acho que é difícil que, sem serem levantadas as sanções, seja possível reconhecer posteriormente um governo democrático depois das eleições do fim do ano", disse Insulza a jornalistas em Washington. "Nenhum governo de Honduras será reconhecido se Honduras continuar suspensa [...] e as suspensões não serão levantadas enquanto a Assembleia Geral [da OEA] não considerar que está restabelecida a ordem constitucional."
A OEA suspendeu Honduras de seus quadros depois da deposição de Zelaya. O secretário-geral acrescentou que o organismo avaliará novas ações contra o governo interino presidido por Roberto Micheletti, que se nega a aceitar as propostas feitas pelo mediador Oscar Arias, presidente da Costa Rica, inclusive a volta de Zelaya ao poder.
Cercado de artistas, Lula lança Vale Cultura em São Paulo em busca de "revolução"
SÃO PAULO – Um grande espetáculo serviu como plataforma para o lançamento do Vale Cultura na noite desta quinta-feira (23), no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, na presença do presidente Lula, que assinou o documento que oficializa o envio do projeto de lei ao Congresso Nacional. O benefício, no valor de R$ 50, vai funcionar nos mesmos moldes dos vales-transporte e refeição e conta com apoio maciço da classe artística: Fafá de Belém, a coreógrafa Deborah Colker, Bruna Lombardi, Claudia Abreu, o cineasta Cacá Diegues e o clã Barreto – Luiz Carlos, Lucy e o filho, o diretor Bruno Barreto – foram apenas alguns dos presentes na cerimônia.AE
Lula observa apresentação no Teatro Raul Cortez e defende "acesso do povo à cultura"


Tanto entusiasmo se deve ao possível impacto econômico que a medida terá no setor. A previsão do Ministério da Cultura (MinC) é que a adoção do vale injete na indústria cultural cerca de R$ 600 milhões por mês, o equivalente a estrondosos R$ 7,2 bilhões por ano, utilizados na compra de livros, CDs, DVDs, ingressos de cinema, teatro, museus e shows. Conforme o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o benefício não só deve trazer um incremento à renda dos artistas, como vai gerar um aumento nos postos de trabalho na área cultural. “Onde houver trabalhadores demandando cultura, haverá uma ampliação da oferta de emprego, gerando microeconomias nessas regiões”, apontou.Esforçando-se para ser plural, a cerimônia reuniu artistas de diversas etnias e regiões do Brasil. Chico César, Roberta Sá, Tetê Espíndola, Vitor Ramil e Pinduca se apresentaram acompanhados e sozinhos, além de ter a companhia de um coral indígena, dançarinos e um grupo folclórico do Espírito Santo. Isso sem contar a participação do cineasta Eryk Rocha (filho de Gláuber), no palco para filmar ao vivo as apresentações. No encerramento, todos cantaram juntos a música “Comida”, dos Titãs – os versos “a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e arte” têm sido usados à exaustão para ilustrar como a cultura é um “bem fundamental na cesta básica do brasileiro”, como diz Ferreira.O Vale Cultura será concedido através de um cartão magnético, em um mecanismo similar aos outros vales, e será aceito apenas em redes credenciadas, cadastradas junto ao MinC. Se não utilizar todo o crédito de uma vez, o trabalhador pode usar o saldo restante no mês seguinte. O foco do programa são funcionários que ganham até cinco salários mínimos, o que, segundo dados da Receita Federal, deve abranger 12 milhões de pessoas. O empregado contribui com 10% do valor do vale, o equivalente a R$ 5 por mês. Os 90% restantes ficam por conta da empresa, que terá o benefício fiscal de abater com este gasto até 1% do imposto de renda.Emocionado, Ferreira destacou o lançamento do programa como um “momento histórico”, uma “revolução” para colocar a cultura no centro do desenvolvimento do País. O ministro fez questão de reconhecer os pioneiros do projeto – o diplomata Sérgio Paulo Rouanet e o ex-ministro Gilberto Gil –, que primeiro pensaram nas vantagens da novidade. “Investir no consumo doméstico da família significa que serão gestados novos agentes culturais, novos artistas, criadores e poetas. Em pouco tempo, veremos que o espaço doméstico, até então conectado quase que exclusivamente à televisão, passará a ter também em seu interior outros atrativos.”Um “cineminha” para ver “Lula, Filho do Brasil”Acompanhado de perto pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, Lula até fez graça com o fato da mestre-de-cerimônias, a atriz Zezé Motta, citar mais de uma vez no protocolo a presença da possível candidata à presidência em 2010. “Eu não vou ler a nominata porque a Zezé Motta leu tantas vezes o nome da Dilma Rousseff que se tivesse um juiz eleitoral aqui, a Dilma já estava prejudicada”, brincou.
AE
Lula abraça o cantor Chico César no palcodo Teatro Raul Cortez, em São Paulo



Se referindo ao Vale Cultura como uma “briga antiga”, Lula afirmou que o projeto é o primeiro passo para que “o povo brasileiro tenha acesso à cultura”. O presidente, no entanto, defendeu outras iniciativas para que o impacto seja mais efetivo. Como exemplo, elegeu a falta de salas de cinema e de teatro nas periferias como opção de entretenimento. “Cada vez fica mais difícil ir para o cinema por causa do transporte, segurança. O cidadão prefere sentar na frente da televisão e ver o que nós vemos, um misto de coisas boas com uma maioria de coisas ruins.”A solução, na opinião de Lula, não seria estatizar os cinemas ou construir salas públicas, mas iniciar o debate em busca de uma política que inclua definitivamente os habitantes das áreas mais pobres e afastadas, onde está a maioria da população, através de uma combinação dos poderes das prefeituras, governo federal e estadual.“Imaginar que um cidadão vai levantar lá nos confins do Judas, pegar um ônibus e levar duas horas para ir até o centro de São Paulo ver um filme é no mínimo não saber o conforto que é ficar na frente da televisão sem fazer nada.” E fez questão de citar “Lula, o Filho do Brasil”, filme biográfico de Fábio Barreto sobre anos de sua vida antes da presidência. “Um cineminha, Barreto, pelo menos para quando você terminar meu filme a gente ter esse prazer.”O carro-chefe do Vale Cultura são as estatísticas do IBGE, datadas de 2006, de que apenas 14% da população brasileira vão mensalmente aos cinemas, 96% não frequentam museus, 93% nunca foram a uma exposição de arte e 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Por isso, a ideia é que o projeto de lei chegue à Câmara dos Deputados em caráter de “urgência urgentíssima”, seja votado daqui a 45 dias e depois siga para o Senado em busca de uma aprovação em tempo recorde.“Espero que a gente consiga começar o ano com isso aprovado, porque depois também tem o processo cultural, que vai ter que ser trabalhado com os empresários, com os sindicalistas, na divulgação”, afirmou Lula. “É um trabalho que não é só do governo, mas dos artistas, da sociedade como um todo, para que as coisas possam acontecer.”
IG

Zelaya faz primeira escala da caravana de regresso a Honduras
“Presidente deposto pretende ingressar no país na noite desta sexta, mas pode ser preso se o fizerEfe, AP e ReutersO presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, chegou no fim da noite de quinta-feira, 23, à cidade de Estelí, no norte da Nicarágua, em sua primeira parada da caravana de retorno ao país. De lá, ele conclamou seus seguidores a ingressarem na marcha até a fronteira."Quanto mais o povo for reprimido (pelo governo interino), maior o repúdio que terão da comunidade internacional", disse Zelaya, que além de acompanhado, era esperado por um grande número de jornalistas na cidade, a 129 km de Manágua.Segundo o ex-presidente, a caravana que lidera pretende ultrapassar a fronteira entre Honduras e Nicarágua no fim da noite desta sexta-feira, 24 ou início da manhã do sábado, apesar das ameaças de que será preso - e pode até ser assassinado - assim que ingressar em solo hondurenho.Não tenho nenhum temor. Sei que estou em perigo, que corro risco, mas estou disposto a fazer o sacrifício, porque Honduras necessita de transformações pacíficas, não a base de baionetas", discursou.É a segunda vez que Zelaya tenta retornar ao país do qual foi destituído do cargo de presidente da república, o qual pretende retomar, depois de ter sido destituído e substituído por Roberto Micheletti, em 28 de junho.”O Estado de São Paulo
http://www.nogueirajr.blogspot.com/
REVOLUÇÃO"
economist.com
Depois do
"Financial Times", a "Economist" sai em defesa da Petrobras. Em longo perfil de José Sérgio Gabrielli, sublinha que ela "tem vastas reservas de petróleo, poder comercial e excelentes vínculos chineses, mas encara incerteza política".Abre relatando o engajamento de Gabrielli aos 15 e a prisão pela ditadura, "mas desde 2005 ele comanda a mais ambiciosa companhia de petróleo no mundo", que descreve como "parte pública, parte privada", não estatal. E por aí vai a revista, sobre EUA, China, o pré-sal. Quanto à CPI, avalia que, "embora possa trazer algum dano à reputação da Petrobras, ele deve ser desprezível".
BOOM
E não é só a "Economist". A nova edição da texana "Oil & Gas Journal", que saiu ontem na internet, traz longa entrevista com o presidente da Petrobras feita por dois americanos que estão preparando um livro sobre o "boom" que vive o petróleo brasileiro "no contexto mundial"
Enquanto isso a oposição,PSDB/DEM os que odeiam o Brasil, os que querem privatizar a Petrobras a qualquer custo, vão tentar desmoraliza-la com a CPI. Podem apostar, esses do PSDB/DEM vão virar chacota na imprensa internacional.
Toda Mídia
NELSON DE SÁ - nelsondesa@folhasp.com.br
Não para de cair
Folha Online e outros abriram o dia com o menor desemprego no ano, 8,1%, que seguiu nas manchetes até o "Jornal Nacional", "Desemprego cai no Brasil pelo terceiro mês seguido".No fim do dia, no topo do noticiário internacional de Brasil, "Wall Street Journal" e Bloomberg davam a queda no desemprego como razão maior para o salto na Bolsa. A agência notou que a taxa veio bem abaixo do que calculavam os "economistas" que pesquisou. Eles previam alta no desemprego.Segundo o "WSJ", foi todo um carregamento de "dados positivos", ontem. Por exemplo, na home page do UOL, "CNI indica que a grande indústria reinicia expansão". Até a indústria.
Enquanto isso a oposição chora, lamenta, bate o cabeção na parede. O presidente Lula avisou, o país não quebrou e não vai quebrar. Vai quebrar a cara quem desejar que o país quebre. Lula como sempre estava certíssimo.
De Sanctis nega devolução de gado a Quércia
DA REPORTAGEM LOCAL
A Justiça Federal negou ao ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB) a restituição de 201 cabeças de gado que foram apreendidas em uma fazenda da Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, em uma das ações da Operação Satiagraha, em julho do ano passado.Para o juiz federal Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, Quércia não comprovou a propriedade do rebanho no pedido judicial de devolução.Segundo o ex-governador, o gado foi obtido por meio de uma permuta de animais realizada com a Santa Bárbara Xinguara no início de 2008, e estava na fazenda da agropecuária em Amparo (SP), para a realização de inseminações artificiais incluídas no negócio. O lote é formado por 165 vacas mestiças prenhas de nelore PO (Puro de Origem), 31 vacas mestiças e 15 vacas nelore PO doadoras de embriões.Na decisão, De Sanctis afirma que os documentos apresentados no processo -memorandos de entendimento, notas fiscais, relatórios de movimentação de gado e planilhas de estoque- não foram suficientes para comprovar a aquisição."As notas fiscais indicariam, tão-somente, a contratação de prestação de serviço, nada dispondo sobre seu proprietário, menos ainda a forma e o modo de aquisição", afirmou De Sanctis.O advogado de Quércia, Eduardo Simões, disse que comprovou à Justiça que o ex-governador é o dono do lote e adotará as medidas cabíveis para reverter a decisão do juiz federal.
Vejam as coincidência: Quércia é ligado ao Serra, tem gado nas fazendas de DD. Quércia vai cair de cabeça na campanha de Serra para presidente. A filha do Serra tinha uma sociedade em uma finaceira com a irmã do Daniel Dantas em Miami. Pura coincidência.
PF investiga fazendeiros ligados a Dantas
Polícia pede novo inquérito sobre clientes de agropecuária do Opportunity para apurar se eles usaram a empresa para crimes Governo do Pará estuda entrar com mais ações para que a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara devolva propriedades para o Estado
REPORTAGEM LOCAL
A Polícia Federal pediu à Justiça a abertura de novo inquérito na Operação Satiagraha, no Pará, para investigar clientes e terceiros ligados à Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, braço agropecuário do Opportunity, além de aprofundar investigações sobre o uso da empresa rural por Daniel Dantas para a suposta prática de crimes financeiros. Para a PF, as apurações da Operação Satiagraha já reuniram provas suficientes de que grande parte das propriedades e do gado da agropecuária teve origem em operações ilícitas. Agora, o objetivo do novo inquérito, pedido pelo delegado Ricardo Saadi, chefe da Delegacia de Combate a Crimes Financeiros da Superintendência da PF em São Paulo, é descobrir ilegalidades nas operações comerciais da Santa Bárbara Xingura com terceiros. Entre os alvos das novas apurações estão fazendeiros locais que podem ter se aproveitado de um suposto esquema de lavagem de dinheiro. As fazendas no Pará concentram a maior parte da criação de gado da empresa rural. Ao todo, a Santa Bárbara Xinguara possui 500 mil hectares. O pedido de abertura de investigação será avaliado pelo juiz Fausto De Sanctis. Carlos Rodenburg, administrador da agropecuária e ex-cunhado de Dantas, será alvo de outro inquérito já autorizado pelo juiz, relativo a crimes financeiros. A defesa da agropecuária apresentou ontem a De Sanctis um pedido de liberação de 425 mil cabeças de gado- rebanho da empresa em junho. No dia 16, após pedido de Saadi, o juiz determinou o sequestro dos animais e das fazendas da Santa Bárbara Xinguara. Segundo a defesa, a comercialização do gado é essencial à atividade econômica da empresa. DevoluçãoO governo do Pará estuda entrar com novas ações pedindo a devolução ao Estado de fazendas compradas pela agropecuária. Em setembro, a gestão de Ana Júlia Carepa (PT) já tinha feito o mesmo pedido em relação a duas propriedades da empresa na região de Marabá. As novas ações devem seguir a mesma argumentação daquela, segundo a qual a Santa Bárbara adquiriu terras "aforadas" -áreas estaduais cedidas para colonização e extrativismo vegetal, no caso, de castanhas. São ao menos cinco propriedades da empresa nesta situação, contando com as que já foram contestadas. Elas foram adquiridas pela Santa Bárbara a partir de 2005, por um valor total R$ 53,7 milhões, e somam cerca de 23,5 mil hectares.

23 julho 2009



TENHAM CONSCIÊNCIA
Os senadores da oposição, a mídia, estão pedindo para o senador Sarney renunciar, é um direito deles. Dizem que desejam moralizar o Senado que está em um mar de lama. Mas eu pergunto quem ficará no lugar do Sarney? O vice Marconi Perillo com essa vasta ficha criminal? Vão tirar o ruim para colocar o pior? Isso é o que sabemos por enquanto, o que foi revelado até agora sobre o Marconi Perillo, e o que está ainda para vir a tona? Não só o Sarney que tem renunciar para que ocorra o mínimo de decência no Senado. O Arthur Virgílio, confessou que pegou grana emprestada com o Agaciel Maia, que pagou conta hospitalar para mãe com grana do Senado. O Arthur Virgílio pagou estudo na Espanha, com a grana do Senado para um aspone. De novo, isso é o que foi revelado até o momento e o resto que virá a tona? O Heráclito Fortes empregava a filha de FHC, como uma funcionária fantasma, fora a estreita ligação com Daniel Dantas. O Efraim de Morais mantinha mais 50 funcionários, entre amigos e parentes, e foi primeiro 1ºsecretário ligado ao Agaciel Maia, e ainda fez vários contratos escusos com terceirizados. Novamente , isso é o que sabemos até o momento, e o que ainda virá a tona? Gente ponham a mão na consciência, não dá para somente um pagar a conta desse mar de lama que está o Senado, nepotismo, atos secretos, ou cai todos os corruptos comprovados, ou o Senado mesmo com a renuncia do Sarney vai continuar a ser um mar de lama. Vocês vão querer o Marconi Perillo na presidência do Senado com essa ficha criminal, então do que irá adiantar a saída do Sarney?
FICHA DO MARCONI PERILLO
Marconi Perillo (PSDB-GO), 1º vice-presidente do Senado pode assumir o lugar do atual presidente, José Sarney (PMDB-AP), caso ocorra a renúncia ao cargo.Marconi é do PSDB. Foi governador de Goiás duas vezes e exerce seu mandato como senador até 2015.
Veja abaixo a lista de inqueritos de Marconi:
Inquérito 2504 – Crimes contra a administração pública e licitação pública.
Inquérito 2481 – Concussão, corrupção passiva, prevaricação, tráfico de influência, corrupção ativa e abuso de autoridade
Inquérito 2714 – Crimes contra a administração pública. Corrupção passiva (corre em segredo de Justiça).
Inquérito 2751 – Investigação penal (corre em segredo de Justiça).
Ministério Público denuncia Perillo e Alcides por Caixa 2.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou o senador e o governardor de Goiás por fraude na campanha eleitoral de 2006.Da
Revista Época – Por Matheus Leitão e Rodrigo RangelAté quinze dias atrás, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), formavam uma dupla de sucesso no mundo político. Depois de governar o estado por dois mandatos, acabando com o domínio do PMDB local, Perillo elegeu-se senador, em outubro de 2006, com 75% dos votos, e ainda transformou seu vice, o então desconhecido Alcides Filho, o “Cidinho”, em seu sucessor no governo.Na manhã de 28 de março, o Ministério Público Federal finalizou uma denúncia devastadora contra os dois. Num processo que tramita em segredo de Justiça, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou os políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, uso da máquina pública e utilização de notas frias e laranjas para fraudar a eleição de 2006. Se for aceita pelo plenário do STF, a denúncia vai desafinar o sucesso da dupla goiana.No documento de 16 páginas, ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, o procurador-geral descreve uma investigação da Polícia Federal que produziu cinco CDs com escutas telefônicas de uma dezena de pessoas, relacionadas em seis volumes.A denúncia foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowsky, que será o relator no plenário do STF. Por meio das escutas, a Polícia Federal detectou um esquema para transferir recursos da campanha de Cidinho para a de Perillo, e depois tentar encobrir essa manobra ilegal por meio de notas frias.As acusações mais graves são contra Perillo, suspeito de ter voado durante a campanha em aviões do governo do estado e ter utilizado policiais militares como seguranças pessoais. Por isso, o senador é acusado do crime de peculato (apropriação ilegal de recursos públicos), com pena de até 12 anos de prisão.“O senador Marconi Perillo e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, foram os mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas frias, pagamentos de despesa de campanha por meio de ‘laranjas’ e outras fraudes eleitorais”, escreveu o procurador-geral Antonio Fernando. O advogado de Perillo, Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, diz que o procurador errou ao basear a denúncia nas escutas telefônicas sem ter ouvido antes os dois políticos.“Só lamento que eu não tenha sido ouvido pelo Ministério Público, porque já teria esclarecido o que fosse necessário”, afirmou Marconi Perillo, por meio de sua assessoria. “Estou absolutamente tranqüilo porque chequei, rechequei e fui muito exigente com a minha prestação de contas”, disse o senador. De acordo com a defesa, Perillo utilizou apenas aviões particulares na campanha. ÉPOCA procurou a assessoria e os advogados do governador Rodrigues, mas não obteve comentários sobre a denúncia até a noite desta quinta.

Charge do Bessinha
Poupança da Caixa cresce 19,7% e ultrapassa R$ 100 bilhões em 2009
da Folha Online, em Brasília
O saldo dos depósitos na caderneta de poupança da Caixa Econômica Federal alcançou a marca de R$ 101 bilhões no último dia 16. De acordo com o banco estatal, isso representa um crescimento de 19,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o saldo chegou a R$ 84,4 bilhões.
A caixa é responsável por cerca de 35% do dinheiro depositado na caderneta de poupança em todo o sistema bancário.
Somente neste ano, o banco registrou uma captação líquida de R$ 5,2 bilhões (diferença entre saques e depósitos). Desse valor, 61% dos recursos são provenientes de clientes com renda até dois salários mínimos.
De janeiro até a primeira quinzena de julho, foram abertas 1,8 milhão de novas cadernetas na Caixa, passando para 37,9 milhões de contas.
Segundo a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, o que torna a poupança atrativa, além da tradição e segurança, é a remuneração dos saldos (TR + 6% a.a.), que não sofre tributação.
Somente com recursos da sua carteira de poupança, a Caixa já emprestou nesse ano R$ 10,46 bilhões para habitação, dentro da modalidade Carta de Crédito SBPE. O montante foi o suficiente para atender mais de 239 mil famílias.

CADÊ AQUELE DEPUTADO TERRORISTA DO PPS,QUE DISSE QUE O LULA IRIA ACABAR COM A POUPANÇA, O RAUL JUNGMANN PARA COMENTAR A MATÉRIA? ELE ANDA SUMIDO
E como será que foi acertado o "emprego" da filha do FHC no gabinete do senador Heraclito Fortes?
Foi o próprio FHC que pediu?
Quando é que esse grampo vai vazar???
Um escândalo de araque
O novo “escândalo Sarney”, divulgado nesta quarta-feira (22) por O Estado de S.Paulo e repercutido acriticamente pela grande mídia em geral, não muda nada. Permanece injustificável que problemas institucionais sejam fulanizados a esse ponto, apenas porque uma associação de quatro ou mais jornais e revistas decidiu derrubar o presidente do Senado, desestabilizar o governo Lula e enfraquecer a candidatura Dilma Roussef. De que se trata agora? Da publicação de conversas gravadas em que uma filha de Fernando Sarney pede emprego para o namorado dela, Fernando aciona o pai, e Sarney e o próprio Fernando tratam do assunto com o famigerado diretor-geral Agaciel Maia. A nomeação é feita com autorização do senador Garibaldi Alves (PMDB), então presidente da casa.A vaga tinha sido aberta pela auto-exoneração de outro protegido do senador, que conseguira um emprego melhor.Que é que prova isso? 1) Que no Senado, como na Câmara dos Deputados, nas Assembleias e nas Câmaras municipais, assim como em muitos setores do Serviço Público, há uma enorme e exagerada quantidade de “cargos de confiança”, preenchidos sem concurso. Isso já se sabia.2) Que os beneficiários são indicadas por políticos ou altos funcionários ou por amigos de uns e de outros. Também já era sabido.3) Que a família José Sarney, como a família Jackson Lago e a família João Castelo Ribeiro Gonçalves, entre outras no Maranhão e alhures, adora um emprego público, especialmente se não for necessário trabalhar. Tampouco isso é novidade.4) Que Fernando é o sogro putativo que todo malandro sonharia ter. Aqui só os íntimos podiam saber.FoquismoImpossível é não ver que a grande imprensa do Sudeste lidera uma escandalosa articulação midiática que tenta demonizar o senador Sarney como único responsável pelas mazelas tradicionais do Senado. Focando as denúncias exclusivamente nele, passando de leve pelo que atinge adversários como o líder tucano Artur Virgílio e ignorando também o que se passa na Câmara e noutras casas legislativas. Até o ouvidor da Folha de S.Paulo já condenou esse "foquismo".É assim que um casinho sem maior importância como esse — nomeação do apadrinhado de um senador para cargo público — é alçado à condição de escândalo nacional e assim recebido até por blogueiros que se imaginam alternativos. Os quais blogueiros acham normal a violação dos direitos constitucionais de quem teve o telefone grampeado pela Justiça porque supostamente se envolveu em trambicagens licitatórias e outros delitos graves (caso de Fernando Sarney) e de repente vê as conversas com a filha sobre emprego, celulares e até sobre o velório da mãe de um amigo exibidas sem o mínimo escrúpulo, nos maiores saites de notícia do país. Arranjar emprego público para o namorado da filha ou da neta, por mais feio que se possa achar, não é crime nem falta de decoro. Crime é violar o sigilo das comunicações.
Confira aqui.
Walter Rodrigues
http://www.walter-rodrigues.jor.br/default.asp
Presidente deposto promete voltar hoje a Honduras por terra
Zelaya e governo de facto não chegam a acordo em negociações mediadas pela Costa Rica e apoiadas pelos EUA
Associated Press
Reuters
Zelaya deixa hotel em Manágua

MANÁGUA - O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pretende ir nesta quinta-feira, 23, à fronteira da Nicarágua com seu país para voltar por terra a Tegucigalpa. Ele foi derrubado em um golpe de Estado no dia 28 de junho. Representantes de Zelaya e do governo de facto de Roberto Micheletti não chegaram a um acordo nas negociações mediadas pela Costa Rica e Apoiadas pelos EUA.

"Voltarei a Honduras desarmado e pacificamente para que Honduras retorne à paz e à tranquilidade", disse Zelaya em Manágua. "Estarei com minha mulher e meus filhos. O Exército será responsável por qualquer violência contra nós". No último dia 5, Zelaya tentou voltar ao país em um avião, mas o Exército bloqueou a pista do aeroporto de Tegucigalpa. Na Costa Rica, as negociações mediadas pelo presidente Oscar Arias caminhavam para o fracasso com a recusa do governo de Micheletti em aceitar o retorno de Zelaya. Arias apresentou um plano com 11 pontos que incluía a volta de Zelaya e anistia aos golpistas. O presidente costa-riquenho disse que era sua última tentativa de arrumar uma solução pacífica para a crise. Segundo Arias, as duas partes devem buscar um novo mediador se não houver acordo.Mauricio Villeda, representante do gabinete de Micheletti nas negociações, disse que levaria a proposta ao presidente para apreciação. Já o ministro das relações Exteriores do governo de facto, Carlos Lopez, rejeitou a volta de Zelaya, com o argumento de que a Suprema Corte proíbe o retorno do presidente deposto. A resistência de Micheletti em aceitar a volta de Zelaya acontece em meio a pressão dos EUA e outros países, que ameaçam Honduras com mais sanções caso Zelaya não seja reempossado. Nenhum governo internacional reconhece a presidência de Micheletti.

Tem uns abestalhados pensando que é simples derrubar um governo legítimo, eleito democraticamente pelo povo, nas urnas. Tem uns abestalhados defendendo o golpe dado em Honduras, achando que o mundo vai reconhecer o golpe como um governo legítimo, e que vai ficar tudo bem. Que não vai ter, punição, sanções, recusa de ajuda aos golpistas. Os tempos mudaram o mundo mudou, aprendeu que golpe é golpe, e não merece apoio, reconhecimento de nenhum governo do mundo. Bom como eu disse tem uns abestalhados......

Desemprego no país cai para 8,1% e atinge menor taxa do ano, diz IBGE
Folha Online, no Rio
A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou em 8,1% em junho, o que indica queda em relação a maio (quando a taxa ficou em 8,8%). Trata-se da menor taxa desde dezembro, que havia sido de 6,8%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em relação a junho do ano passado (7,9%), o índice aumentou em 0,2 p.p. (ponto percentual). Segundo o IBGE, essa variação, estatisticamente, indica estabilidade. Desde o início da série em 2002, trata-se da segunda menor taxa para o mês de junho --a menor taxa para junho foi a do ano passado, de 7,9%.
O rendimento médio real dos trabalhadores ocupados ficou estável em relação a maio, ficando em R$ 1.312,30. Na comparação com igual período em 2008, foi constatada alta de 3%.
O contingente de desocupados totalizou 1,9 milhão de pessoas no total das regiões pesquisadas. Na comparação com maio deste ano houve queda de 8,3%; já em relação ao junho de 2008, verificou-se alta de 3,3%.
A população ocupada somou 21,1 milhões de pessoas, aumento de 0,8% em relação a maio. Na comparação com junho do ano passado, houve queda de 0,1%.
Vixe!! A oposição está ganindo de ódio.
Carlista condenado na Bahia
Justiça condena governo César Borges (ex-PFL) a indenizar jornal A TardeEm uma decisão histórica, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) proferiu ontem (21/07/09) sentença favorável ao jornal A Tarde, de Salvador.Na ação de indenização, o governo do Estado da Bahia foi condenado a pagar R$ 10.754.172,08 mais juros e correção monetária pela discriminação sofrida pelo veículo de comunicação em maio de 1999, quando o governador era o atual senador César Borges (PR).Naquele mês, toda a publicidade oficial de secretarias, fundações, autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista do poder público estadual foi suspensa integralmente.O ato foi em represália às denúncias veiculadas no jornal sobre desmandos e ilicitudes praticados no comando da Polícia Militar e a emissão de documentos falsos pelos Serviços de Atendimento ao Cidadão (SACs).De acordo com o advogado do jornal, João Carlos Teles, a tese sustentada foi de discriminação e lesão ao direito de exercer atividade empresarial. Os dados comprovaram a discriminação. Apesar de ser o maior veículo de comunicação impresso do Norte e Nordeste, o jornal, repentinamente, em maio de 1999, passou a receber zero por cento da verba destinada pelo governo do estado para a propaganda oficial.(Fonte: site Bahia Notícias).
FOI UMA VITÓRIA DA IMPRENSA LIVRE CONTRA O ARBÍTRIO CARLISTALEIA EDITORIAL DO JORNAL A TARDE E SITE BAHIA NOTÍCIAS ASSINADO PELO JORNALISTA SAMUEL CELESTINO

“A vitória do jornal A Tarde na Justiça baiana é uma vitória da imprensa livre sobre o uso da administração pública, dos impostos pagos pelos contribuintes, pelos governantes contra a democracia. Contra a liberdade de imprensa.O jornal sofreu um cerco publicitário do governo quando a Bahia era administrada por César Borges por expressa determinação do então senador ACM.O mesmo ele fizera, com êxito, nos anos 70, na ditadura militar, quando governador, asfixiando o "Jornal da Bahia", que lhe fizera oposição. O JBa não aguentou o jejum publicitário.No caso de A Tarde, atingindo também a este jornalista, o comandante das forças carlistas errou ao imaginar que um jornal quase centenário, que acompanha as mudanças da Bahia em quase todo o século XX (foi fundado em 1912) e ainda continua na sua trajetória de sucesso, pudesse ceder e se dobrasse à força política então reunida em torno de um grupo hegemônico, controlado com mão de ferro.Errou, também, quando imaginou que eu fosse retroceder do meu jornalismo livre e independente, que eu não fosse ao enfrentamento. Mesmo vilipendiado, mantive-me em combate de cabeça erguida. Tinha como objetivo diminuir o medo de setores baianos à força do chefe, do carlismo na sua pior fase.A Tarde cresceu e se impôs lastreada na concepção da liberdade, da independência jornalística. Foi o grande legado do seu fundador, Ernesto Simões Filho, à terra que amou. Fizemos o enfrentamento e, agora, a Justiça condena o Estado a pagar mais de R$10 milhões pela censura publicitária.Mantenho na Justiça processos envolvendo as ações do grupo, comandadas então pelo seu jornal, Correio da Bahia, sob a batuta do senador, executada pelo então redator-chefe, pena remunerada do veículo.A vitória é da liberdade de imprensa, é de todos os homens livres, democratas e independentes desta terra. É pena que os processos tramitem com lentidão na Justiça baiana. Antes, o judiciário era aprisionado, manipulado pelo poder político, mas esta estranha situação ficou no passado, rompida pela revolução democrática experimentada com a gestão Dultra Cintra.O TJ se tornou politicamente independente, soberano na suas ações, mas ainda não conseguiu a agilidade que persegue, e que a cidadania reclama. Enfim, esta é outra questão. A Bahia livre se sente, a partir da decisão do Tribunal, mais Bahia, mais cidadã. O tempo da mordaça, definitivamente está sepultado”.(Samuel Celestino)