13 junho 2009


Senadores sabiam
Ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia afirma que parlamentares sabiam de atos secretos
O Globo

BRASÍLIA - Afastado há quatro meses da Diretoria Geral do Senado, cargo que ocupou por 14 anos - desde a primeira gestão de José Sarney (PMDB-AP) na presidência da Casa -, Agaciel Maia diz que está sendo perseguido e avisa que não admitirá ser responsabilizado por qualquer decisão administrativa que não tenha sido publicada ao longo dos últimos dez anos. Até porque, acrescenta o ex-diretor em tom de ameaça, a maioria desses atos secretos, que podem passar de 500, foi fruto de decisão colegiada da Mesa Diretora, como é o caso da criação de novos cargos, e nenhuma nomeação ou exoneração de servidor foi assinada por ele.
Reportagem de Adriana Vasconcelos publicada na edição deste sábado do GLOBO mostra que para Agaciel ninguém no Senado pode alegar que não sabia. Na terça-feira, quando os atos
secretos foram revelados, Sarney
disse que não tinha conhecimento desses procedimentos , apesar de um deles ter sido referente a um de seus netos. ( Os recentes escândalos do Congresso e as providências que foram tomadas )
Todo-poderoso da área administrativa no Senado até perder o posto este ano, Agaciel não perdeu a amizade dos poderosos. A cerimônia religiosa do casamento de sua filha, na última quarta-feira,
contou com a presença de vários senadores, sendo três ex-presidentes da Casa : Sarney, um dos padrinhos, Renan Calheiros (PMDB-AL) e Garibaldi Alves (PMDB-RN). Com um histórico de familiares empregados no Senado antes de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o fim do nepotismo , no ano passado, Agaciel nega que tenha favorecido seu atual genro, Rodrigo Cruz, com a nomeação, em 2002, por um ato secreto.
O senhor é mesmo o responsável pela não publicação de mais de 500 atos administrativos do Senado ao longo dos últimos dez anos?
" Estou sendo bode expiatório! Não tenho escudo e nem espada, pois não tenho foro privilegiado e nem tribuna "

12 junho 2009



Lula diz querer eleger alguém para fazer mais do que fez
- Agencia Estado
ARACAJU - Durante discurso hoje em solenidade de inauguração de obras na capital sergipana, sem citar o nome da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o presidente Lula declarou que quer eleger uma pessoa para fazer mais do ele fez. Depois de fazer um retrospecto das obras do governo, citando principalmente os investimentos em educação, o presidente disse que fez mais universidades do que muitos de seus antecessores e voltou a lamentar que não teve a oportunidade de se formar. "Mas formei meus quatro filhos", disse.Ele comentou ainda que os próximos presidentes vão olhar para trás e ver números. "Vão ver que um metalúrgico sem faculdade fez mais universidades do que os doutores que já governaram o país".Segundo Lula, a um ano e meio do fim do mandato, ainda há muita coisa para acontecer. "Fizemos muita coisa, não tudo que podia ser feito, mas mais do que imaginávamos que íamos fazer. Mas fizemos muito mais do que qualquer outro governo. E nesse um ano e meio ainda vai acontecer muito mais porque agora é que a máquina está engrenada. Agora que quebramos barreiras imensas", disse.Terceiro mandatoO presidente voltou a dizer que não tem discutido o terceiro mandato porque acha que o Brasil não precisa disso. "Precisa consolidar a democracia e a alternância de poder é muito importante e eu já cumpri minha obrigação. Quero terminar meu mandato feliz e torcer para quem vem depois de mim", completou.Ele atacou ainda a elite brasileira que, segundo ele, sempre foi subordinada aos estrangeiros, reiterando que precisava ser eleito porque "queria provar que tinha mais competência do que eles para governar o país".No discurso de improviso, Lula disse que a elite achava "que nordestino só gostava de ser pedreiro". "Não temos vergonha de ser pedreiro, mas também queremos ser engenheiro."Pouco antes do discurso de Lula, o governador de Sergipe, Marcelo Déda, fez discurso inflamado em que falou de seus adversários e disse que, no seu governo, acabou a política do ódio e agora era só política da parceria.O presidente Lula aproveitou para recomendar a Déda que não se preocupasse com a oposição ao seu governo. "Déda, não bata boca com eles. Deixe eles gritarem porque Sergipe foi governado durante anos por quem achava que o povo era rebanho. Não brigue. Não perca o sono, porque na política, a arte é ter paciência e, na hora certa, nós vamos contar os tijolinhos e ver quem fez mais", disse.Lula lembrou ainda, numa referência à oposição ao seu governo, que "está chegando o momento em que vocês vão ver ouvir falar muita bobagem na TV. Tudo que querem é que o outro se machuque para eles entrarem". E acrescentou: "Meus adversários achavam que meu governo ia ser um fracasso pelo fato de eu não ter estudado e que logo iam voltar". Em seguida, Lula pediu aos adversários de Deda que deixem ele governar. Distante do palanque, durante a cerimônia, havia uma manifestação de policiais militares contra o governo de Déda. A categoria reivindica aumento salarial.Lula já embarcou de volta para Brasília e, antes de seguir para o aeroporto, lembrou que viaja no final de semana para Genebra, Rússia e Casaquistão.
Atos secretos do Senado podem passar de 500
O Globo
Novos númerosBRASÍLIA - Já está em poder da Mesa Diretora do Senado relatório preliminar que constata que o novo escândalo no Senado é bem maior e indica a existência de mais de 500 atos administrativos secretos.


Reportagem de Gerson Camarotti publicada na edição desta sexta-feira do GLOBO mostra que o relatório final da comissão instalada para analisar esses atos que seria apresentado nesta sexta-feira foi adiado para a próxima semana. Isso porque a cúpula do Senado decidiu adotar a cautela para definir como será feita a divulgação deles.Numa primeira fase, a comissão instalada para analisar os atos secretos
identificou cerca de 300 deles . Mas agora o comando do Senado constatou que o problema deve ser ainda maior. A base e a oposição já defenderam a anulação dos atos . A Mesa Diretora ainda avalia como seria feita uma eventual anulação dessas decisões, que foram tomadas sem divulgação, como determina a lei. Os atos foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos, aumentar salários e até mesmo liberar hora extra sem limite para os servidores. ( Os recentes escândalos no Congresso e as providências que foram tomadas )Em outra frente, o Ministério Público pedirá ao Tribunal de Contas da União (TCU) a anulação de todos os atos e a devolução do dinheiro que teria sido pago indevidamente.Os atos secretos foram instituídos pelo ex-diretor geral do Senado, Agaciel Maia, e utilizados nos últimos dez anos por todos os ex-presidentes da instituição. Nesta quinta-feira, o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), informou que deve pedir a demissão de Agaciel dos quadros do Senado por improbidade administrativa. Ele já pediu as notas taquigráficas da audiência em que o ex-diretor do Senado teria negado a existência de atos secretos, no último dia 2. Na quarta-feira, Virgílio afirmou no plenário que Agaciel teria mentido sobre o tema ao ser questionado por integrantes da Mesa.Para juristas, atos ferem a Constituição" A não publicação é o caminho mais usado para a prática de improbidade administrativa
"Para juristas, atos sigilosos para nomear parentes, criar cargos e aumentar salários, sem publicação oficial, ferem a Constituição, resultam em crime de improbidade administrativa e estão passíveis de devolução do dinheiro. É o que mostra reportagem de Ricardo Galhardo publicada nesta sexta-feira no GLOBO.- Isso tudo é absolutamente ilegal, e por isso não pode ter efeito legal. Os responsáveis podem ser obrigados a devolver o dinheiro, e cabe punição - afirma o jurista Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP).Professor da Faculdade de Direito da Uerj, Gustavo Binenbojm corroborou:- A não publicação é o caminho mais usado para a prática de improbidade administrativa. Evita o conhecimento da sociedade e dos órgãos de controle. Provavelmente foi este o objetivo - disse.

Charge do Bessinha

Porque os blogs assustam
Uma campanha contra o blog Fatos e Dados, assunto dos mais explorados essa semana, mostrou que a pretensão da grande mídia não tem limites. Ela é capaz de tudo para manter o monopólio da informação que detém de fato, e das verbas de publicidade do governo federal das quais recebeu a maior fatia durante décadas
.
A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) elaborou uma nota de repúdio a iniciativa da PETROBRAS de divulgar no seu blog todas as informações pedidas pelos jornalistas e jornais a respeito da empresa. Nada surpreendente! Querem preservar o método do jornalismo de escândalo, que consiste em publicar uma reportagem como denúncia e a partir dela iniciar um processo de investigação seja por CPIs, seja pelo Ministério Público.Com seu blog, ao antecipar as informações, a PETROBRAS tira da mídia uma arma que tem sido usada quando interessa a esta e a seus aliados e apenas contra o governo Lula e o PT. Nunca contra a oposição.Basta ver como as acusações contra os tucanos, governador-presidenciável José Serra, governadora gaúcha Yeda Crusius, e contra o PSDB, em geral – e o de São Paulo, em particular – só aparecem escondidas em pequenos títulos e textos e desaparecem rapidamente da imprensa.Explica-se, aí, o medo que a grande imprensa tem dos blogs e da internet que dão a todos os cidadãos e cidadãs, e às empresas, a oportunidade democrática de prestar informações, e divulgarem a sua versão dos fatos com dados e elementos para a cidadania julgar. A tentativa da grande mídia e da ANJ de censurar a PETROBRAS é um ato de violência e uma ilegalidade flagrantes. A Associação derrama lágrimas de crocodilo ao acusar a Petrobrás de intimidar jornais e jornalistas com seu blog. A questão é outra: com este os veículos perdem um instrumento de luta política.O pavor da grande imprensa e de seus aliados da oposição é outro: é o da concorrência dos blogs e da internet, da democratização da mídia. Blogs que qualquer empresa ou cidadão podem ter colocam em xeque o monopólio da informação. Não vamos nos iludir: o que está em jogo é esse monopólio e a força que ele dá aos proprietários de órgãos de comunicação e a alguns jornalistas para tentar controlar o poder político e as verbas publicitárias das empresas e dos governos.É uma disputa pelo poder na sociedade. Essa ofensiva da grande imprensa contra os blogs e a internet não é de agora. Iniciou-se há tempos. Só intensificou-se nas duas últimas semanas com a criação do blog da Petrobrás. Seu surgimento desencadeou a publicação de editoriais e artigos irados sobre o assunto, com os quais pretenderam denunciar, também, um pretenso “Bolsa Mídia” que teria sido criado na gestão Lula. E que nada mais é do que a descentralização e regionalização das informações e das verbas publicitárias pelo atual governo.O "Bolsa Mídia" não passa da simples quebra da concentração de informações e das verbas da publicidade oficial apenas para os grandes veículos de comunicação. Nesse governo, notícias e verbas passaram a ser fornecidas à mídia de todo o país, o que desagradou aos jornalões e redes de TV. Estão aí as razões do choro e ranger de dentes. A partir dessa história do “Bolsa Mídia” passaram a atacar o blog da Petrobrás e os outros independentes como se fossem sucursais do Planalto.O próximo passo da ANJ e da Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV (ABERT), não tenham dúvidas será tentar controlar e censurar a internet. Nesse caminho, já têm o instrumento à mão, o substitutivo do deputado Bispo Gê Tenuta (DEM-SP) ao PL/29, em tramitação nas comissões da Câmara. A proposta trata da regulamentação da TV paga e exclui da normatização os conteúdos audiovisuais distribuídos por meio da rede mundial de computadores, mas impõe uma série de restrições à internet. Com elas pretendem impedir a democratização da informação proporcionada pela convergência das mídias.Aliás, é o que já vêm fazendo, a pretexto de defender a cultura nacional e o controle da mídia por brasileiros natos. O que não fizeram antes, nunca. Lembrem-se, não defenderam esse controle para nenhum setor de nossa economia. A começar pela Petrobras que todos pretendiam privatizada - PSDB, DEM, era FHC, e mídia à frente.

José Dirceu é ex-ministro-chefe da Casa Civil

Filme de Lula faz deputado chorar
Copião de 10 minutos é exibido na Câmara

Um copião de cerca de 10 minutos do filme Lula, o filho do Brasil está mexendo com a emoção dos políticos, a ponto de levar muitos deles ao choro durante a exibição feita em cópia DVD nos gabinetes das lideranças de partidos aliados, no Congresso. As cenas que mais chocam, de acordo com parlamentares que viram a fita, são as do menino-adolescente defendendo a mãe, Lindu, das surras que o marido tentava lhe dar, e a retirada da família do Nordeste para o sul, num pau de arara. O filme tem estreia prevista para o ano que vem, quando o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará empenhado em fazer o sucessor - ele já escolheu a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Os dois deverão passar parte do início de 2010 em inaugurações das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) até que a legislação eleitoral proíba Dilma, já candidata, de aparecer nas cerimônias. A produção de Lula, o filho do Brasil, a cargo de Luiz Carlos Barreto e da filha Paula, foi orçada em R$ 16 milhões, a maior de todo o cinema brasileiro. A direção é de Fábio Barreto, filho de Barretão. Mas, ao contrário do que ocorre com a quase totalidade dos filmes nacionais, não deverá entrar dinheiro público na produção. Os produtores conseguiram captar verba em grandes empresas como AmBev, Camargo Corrêa, Embraer, Suez, Nestlé, OAS, Odebrecht, Oi e Volkswagen.O empresário Eike Batista, do Grupo EBX, comprometeu-se com a cota de R$ 1 milhão, mas como pessoa física. Esse feito de não buscar dinheiro público nem da Lei Rouanet, que concede incentivos fiscais a quem ajuda as artes e a cultura, até agora era apenas dos filmes Casseta & Planeta, seus problemas acabaram, e Acredite, um espírito baixou em mim. Coube ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) levar o copião do filme sobre a vida do presidente Lula ao Congresso. "Realmente a parte que me foi entregue por um produtor é emocionante e fez com todos os que estavam na sala - entre eles, eu - chegassem às lágrimas", disse Cunha, que fez uma sessão privê no gabinete da liderança do PMDB. Outro que chorou muito, de acordo com testemunhas, foi o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN). Cunha disse que já devolveu o copião para os produtores. Eduardo Cunha é o padrinho da nomeação de Jorge Luiz Zelada para a diretoria internacional da Petrobrás, vaga destinada ao PMDB na estatal. Para conseguir o intento, fez dura pressão sobre o governo. O copião divulgado pelo peemedebista mostra ainda outras cenas tidas como emocionantes, como o momento em que a primeira mulher de Lula, vivida pela atriz Cléo Pires, morre num hospital, na hora do parto, ou uma segunda morte, agora da mãe Lindu (interpretada por Glória Pires), justamente quando o então sindicalista Lula estava preso no Dops, em 1980, acusado de liderar greves de metalúrgicos durante a ditadura militar.Logo no início, o filme sobrepõe imagens de Lula bebê, criança, adolescente, adulto e no momento em que é fotografado na prisão, com o número 12.712. A história emociona porque narra a vida de uma pessoa do povo, com seus problemas, sua vida miserável, seus amores possíveis e impossíveis, seus dramas, como a perda de pessoas queridas e a batalha para não sucumbir a tudo isso, explicou um dos parlamentares que viram o trecho da fita mostrado na Câmara. De certa forma, remete a Dois filhos de Francisco, drama que conta a vida da dupla sertaneja goiana Zezé di Camargo e Luciano e que levou 5,3 milhões de pessoas aos cinemas. A esperança dos produtores de Lula, o filho do Brasil é conseguir público maior do que o alcançado pela fita dos artistas sertanejos.No filme de Lula destacam-se ainda o instante em que ele perde o dedo mindinho da mão esquerda, num torno, o namoro com dona Marisa (vivida pela atriz Juliana Baroni), os grandes comícios realizados no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo, e as campanhas para presidente desde 1989. O ator novato Rui Ricardo Diaz faz o papel de Lula adulto.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090612/not_imp386258,0.php
Vergonha: ex-presidente da UNE manda PM invadir a USP
“Quem conhece bem o governador de São Paulo, José Serra, diz que ele nada tem de impulsivo. Cerebral e determinado, Serra agiu de caso pensado e escolheu o seu lado quando mandou a Polícia Militar jogar bombas e atirar balas de borracha nos grevistas da Universidade de São Paulo (USP). O ex-presidente da UNE, nos idos de 1964, e provável presidenciável tucano em 2010, quer provar a seu eleitorado conservador que aquilo foram pecadilhos de juventude.
Bernardo Joffily, Vermelho.org
Algum dia algum sociólogo ou politicólogo se debruçará sobre essa curiosa e muito brasileira peculiaridade camaleônica de nossa direita conservadora: apresentar candidatos viracasacas, egressos do campo da esquerda.Assim foi com o ex-presidente Fernando Henrique, que flertou com o marxismo, exilou-se durante a ditadura e colaborou com o semanário alternativo Opinião, antes de se tornar o presidente da privataria neoliberal. Assim é com o governador paulista, que presidiu a UNE como militante da AP (Ação Popular), discursou no célebre comício de 13 de março de 1964, pressionando pelas reformas de base de João Goulart, e também conheceu o exílio.A lista incluiria o vice de Serra no Palácio dos Bandeirantes, Alberto Goldman, ex-PCB, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). E seria longa – numa mistura de mimetismo esperto e confissão de que a direita no Brasil oculta sua verdadeira cara.Porém o hoje distante passado de Serra (como o de FHC e dos outros citados) não o impede de ''ter lado'', como diria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso, o lado da carcomida oligarquia que, no Brasil, sempre considerou a questão social como um caso de polícia.”
José Serra por Luc Gilberstein
Artigo Completo, ::Aqui::

11 junho 2009

Economia do Brasil está pronta para crescer de novo, diz "Economist"
da Folha Online
Entre os últimos países do mundo a cair em recessão devido à crise econômica global em curso, o Brasil pode estar entre os primeiros a sair dela, segundo reportagem na versão eletrônica da revista britânica "The Economist".
Na reportagem, intitulada "Ready to Roll Again" ("Pronta para Rodar de Novo", em tradução livre), a "Economist" diz que uma série de indicadores, do valor do mercado acionário à criação de crédito, já estão quase onde estavam antes da quebra do banco americano Lehman Brothers, em setembro do ano passado, que agravou a crise financeira e acabou por afetar a economia mundial como um todo.
A revista ainda destaca o corte feito pelo Banco Central na taxa Selic, feito ontem, para 9,25% ao ano --"a primeira vez que a taxa fica em um dígito desde os anos 60"--, a queda de apenas 0,8% no
PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro no primeiro trimestre deste ano na comparação com o último de 2008.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2008, por sua vez, o PIB brasileiro teve retração de 1,8%, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta terça-feira (9). Trata-se da segunda taxa negativa consecutiva do PIB (Produto Interno Bruto) nessa comparação --houve queda de 3,6% no quarto trimestre--, o que configura um quadro de recessão técnica, a primeira desde 2003.
A queda de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2008 é a mais forte desde o quarto trimestre de 1998, quando a retração foi de 1,9%. Apesar da esperada queda, a retração é menor que a esperada pelo mercado e economistas ouvidos pela Folha Online.
"Muitos analistas acreditam que o Brasil está começando agora a crescer de novo, e vai voltar a um crescimento anual de 3,5% a 4% no próximo ano. Se for assim, isso significará que o país escapou [da crise] após uma breve recessão", diz o texto.
A reportagem, no entanto, destaca alguns problemas "familiares", como a valorização do real frente ao dólar. "Para os exportadores o câmbio está mais uma vez dolorosamente forte, como antes de setembro", diz o texto.
Próximo trimestre
O economista espanhol Ricardo Lago, que já fez parte do alto escalão do Banco Mundial e do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), disse hoje em Miami que o Brasil
sairá da crise econômica no terceiro trimestre de 2009 como consequência da recuperação dos países asiáticos.
Ele destacou, durante palestra em Miami para investidores americanos e latino-americanos, que os primeiros sinais de recuperação já são reais em países como China, Índia, Coreia do Sul e Cingapura, entre outros, e que Peru, Chile e Colômbia também devem deixar a crise junto com o Brasil.

Charge doBessinha

10 junho 2009

Dilma manteria pilares econômicos, diz Lula
REUTERS
BRASÍLIA - Pré-candidata do governo à sucessão, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) manterá os pilares macroeconômicos praticados pela atual administração caso seja eleita, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista exclusiva à Reuters nesta quarta-feira. Segundo o presidente, Dilma foi escolhida por ele para concorrer às eleições de 2010 pelas afinidades compartilhadas. "O fato de eu escolher a Dilma como minha sucessora é que ela tem muito a ver comigo. É mais pela semelhança que pela diferença." Um eventual governo da ministra não faria aventuras, garante Lula. "A seriedade da política econômica vai continuar." "Afinal de contas, se ela for eleita, vai ser eleita pelo sucesso (deste governo)", argumentou. Sobre as diferenças entre os dois, porém, ele brinca: "Eu espero que seja diferente, porque se for para ser igual, fico eu." A frase, apesar do que aparenta, não remete a um polêmico terceiro mandato. O futuro presidente, diz Lula, deve herdar um "novo PAC" (Programa de Aceleração do Crescimento) já com recursos previstos para 2011. Ele quer deixar para o sucessor uma "garantia de obra muito bem demarcada no Orçamento". Perto de terminar seu segundo mandato como um dos presidentes mais populares da história, ele admitiu que deixará o governo com a frustração de não ter implementado uma lei que desburocratize a execução de obras de infraestrutura. "Nós fizemos tanta exigência nos marcos regulatórios... que hoje eu acho que deveria, logo no primeiro ano (de governo), se soubesse que era assim, ter feito um projeto de lei para facilitar as coisas."
IPI PERMANENTE
Lula disse querer uma política permanente de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a indústria automotiva até que a crise financeira internacional seja superada. "A minha posição é de que nós precisamos transformar isso em uma política permanente até você ter sinais totais de que a crise está debelada." O presidente afirmou ainda não ter conversado com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o assunto, mas considera a medida um importante antídoto contra os efeitos da crise no Brasil. A medida foi tomada em dezembro, após o auge da crise mundial, e prorrogada até o final deste mês. A redução do imposto ajudou a sustentar as vendas internas das montadoras. Mantega verbalizou no início desta semana que não tem intenção de prorrogar pela segunda vez a redução do imposto. Segundo o presidente, o governo está preparado para tomar medidas adicionais de estímulo à economia e defendeu de forma vigorosa a autonomia do Banco Central na definição do juro básico. "Não quero que número seja político", enfatizou. Quanto ao desempenho da economia, que experimenta recessão técnica por ter apresentado contração por dois trimestres sucessivos, o presidente voltou a dizer que não foi o resultado que ele queria, mas acredita que o desempenho foi melhor do que seus adversários projetavam.
BRICs: COMÉRCIO EM REAL
Às vésperas de uma viagem internacional para encontrar os chefes de Estado de China, Índia e Rússia, os chamados Brics, Lula disse que tem interesse em implementar trocas comerciais em moeda local, substituindo o dólar, não só com essas mas com outras economias do mundo. "O que queremos fazer com alguns parceiros comerciais, inclusive com o próprio Estados Unidos, é fazer com que a nossa moeda possa ser utilizada pelos nossos empresários. Ter que comprar dólar para pagar um produto que comprou dos Estados Unidos, eu quero pagar em real sem precisar comprar dólar", comentou. Apesar da importância e da repercussão que o mero debate de uma alternativa ao dólar entre os emergentes gera, Lula afirmou que "isso não é uma coisa que você faz um acordo e começa a funcionar no dia seguinte".
Sobre os Brics --conceito formulado no mercado financeiro para descrever as principais economias emergentes--, o presidente defendeu uma ação conjunta das quatro nações para reformar o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e outros organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Mudou a geografia do mundo", ressaltou. "Os países ricos não são mais os únicos que decidem a capacidade produtiva e de consumo do mundo." Lula antecipou à Reuters a decisão de emprestar 10 bilhões de dólares para capitalizar o FMI no atual cenário de crise. "A novidade boa é que os ricos entraram em crise e que os que eram emergentes estão dando uma contribuição enorme para salvar a economia e, consequentemente, salvar os países ricos."

TUDO MENOS CIRO
Louco para arrumar uma alternativa para Ciro Gomes (PSB-CE), já que pretende marchar com Dilma Rousseff (PT-RS) na campanha presidencial, o PSB recebeu um petardo do governador José Serra, de São Paulo. Com palavras ríspidas, o tucano avisou ao partido, que o apoia no Estado, que não se conforma com a possibilidade de Ciro ser lançado candidato ao governo de SP. Ciro aparece com 18% em algumas pesquisas.
SÓ FALTA VOCÊ
De acordo com um interlocutor de Ciro no PT paulista, ele só aguarda uma "conversa firme" com o presidente Lula para decidir se sai ou não candidato por São Paulo.
Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br
Charge do Bessinha
MP condena contrato do governo Serra com a Fundação Vitor Civita
O Ministério Público de São Paulo propôs ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita. A denúncia foi feita pelo mandato do deputado Ivan Valente, em conjunto com nossos deputados estaduais, em março deste ano. Além do cancelamento imediato do contrato, o MP pede que, caso as irregularidades sejam comprovadas e os atos praticados pelos agentes públicos julgados como improbidade administrativa, os réus da ação sejam condenados ao ressarcimento integral dos danos causados aos cofres públicos em função do contrato irregular; à perda da função pública; suspensão dos direitos políticos, de três a cinco anos; pagamento de multa e proibição de contratar com o poder público, por cinco anos.Leia abaixo matéria do Observatório da Educação sobre o assunto. O Ministério Público de São Paulo propôs, em 26 de maio, ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o Presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação, a Diretora e o Supervisor de Projetos Especiais, ambos da FDE, bem como contra a Fundação Vitor Civita.A Ação, que tem como fundamento possíveis irregularidades no contrato firmado sem licitação entre a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) e a Fundação Victor Civita, requer a responsabilização dos agentes públicos por condutas que podem ser caracterizadas como improbidade administrativa.Trata-se do desdobramento do Inquérito Civil Nº. 249/2009, que apura possíveis irregularidades na aquisição de 220 mil assinaturas da revista Nova Escola pela Secretaria de Estado da Educação de São Paulo. Em 1/10/2008, a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) do governo estadual firmou contrato com a Editora Abril no valor de R$ 3,74 milhões, para a compra. Não houve licitação. A inexigibilidade da licitação foi justificada por “inviabilidade de competição”. Alega-se que o material adquirido possui especificidades e, por isso, não seria possível realizar a concorrência. Pela existência de outras publicações na área, e pela SEE não ter feito consulta ao professorado da rede, os deputados federal Ivan Valente (PSOL) e estaduais Carlos Giannazi (PSOL) e Raul Marcelo (PSOL) entraram com Representação no MPE questionando a legalidade da dispensa de licitação.
Número estratosférico
O Promotor Antonio Celso Campos de Oliveira Faria, designado para o caso, solicitou à FDE esclarecimentos dos motivos da contratação. Na ação civil, ele destaca o apontamento, pelo professorado, da existência de outras revistas que poderiam cumprir com a função pedagógica proposta pela Nova Escola. Diz ainda que “causa estranheza o próprio volume de assinaturas contratado, já que as revistas poderiam perfeitamente ser encaminhadas à biblioteca das escolas públicas ou sala de professores”.Ele acrescenta que “em período anterior a este contrato, eram feitas 18.000 assinaturas e não o número estratosférico de 220.000”. O promotor afirma ser possível concluir que “houve a imposição de um único título aos professores da Rede Estadual de Ensino, beneficiando de forma inequívoca uma determinada instituição privada”, e afirma ainda que “os fatos são contundentes no sentido de que o Estado, através da FDE, gastou mal seus recursos, a partir de critérios pouco claros, realizando uma compra questionável do ponto de vista da pertinência e da necessidade, sem falar no aspecto jurídico principal que é o descumprimento da norma constitucional que exige a licitação para a compra de bens e serviços”.Para suspender os efeitos do contrato, a ação propõe medida liminar, pela “necessidade de intervenção imediata para cessar imediatamente as práticas delituosas”. Caso as irregularidades sejam comprovadas e os atos praticados pelos agentes públicos julgados como improbidade administrativa, os réus da ação poderão ser condenados a (i) ressarcimento integral dos danos causados aos cofres públicos em função do contrato irregular; (ii) perda da função pública; (iii) suspensão dos direitos políticos, de três a cinco anos; (iv) pagamento de multa e (v) proibição de contratar com o poder público, por cinco anos.Recentemente, o Observatório da Educação apurou, em reportagem sobre o caso, que a contratação de revistas e outros materiais sem licitação é prática recorrente do governo de São Paulo.
Fonte PT
PAC: a mídia continua sem entender do que se trata
Por José Augusto Valente
A apresentação do sétimo balanço quadrimestral do PAC, em 3/6/2009, despertou diferentes leituras, pelo Governo Federal, pela mídia e pela Oposição. Este é o primeiro grande mérito do PAC, a transparência. Experiências anteriores do governo Fernando Henrique, levemente similares ao PAC, como o Brasil em Ação e Avança Brasil, nem de longe tiveram a mesma divulgação, para crítica pela sociedade.Artigo de minha autoria, publicado neste blog, em 17/02/09, falava do desconhecimento da mídia sobre o PAC. Hoje, quase quatro meses depois, reitero o que escrevi naquela ocasião. Intencionalmente ou não a mídia desconhece o que é o PAC. Uma das (falsas) polêmicas é sobre a quantidade de ações.1. Um dos acertos, na condução da apresentação do balanço, foi separar o monitoramento das ações relativas a Saneamento e Habitação das relativas às de Infra-Estrutura Logística, Energética, bem como as demais relativas à Infra-Estrutura Urbana e Social, como o Luz para Todos, Metrô e Recursos Hídricos. Foi acertada porque, naquelas ações, é muito baixa a governabilidade do Governo Federal. Elas dependem, fundamentalmente, dos Estados e Municípios.E porque separar? Porque a avaliação do PAC – que é muito mais do que investimentos em infra-estrutura – tornou-se, para a mídia, um instrumento de avaliação negativa do Governo Lula e da gestão da ministra Dilma Rousseff, através de informação editada.Se não é isso, qual a explicação para que o Contas Abertas/Uol publicasse, no dia 28 de maio passado, matéria com o título “PAC 2 anos: apenas 3% das obras estão concluídas”? e com a seguinte introdução:Levantamento inédito realizado pelo Contas Abertas, com base nos relatórios estaduais divulgados pelo comitê gestor do programa, aponta que de um total de 10.914 empreendimentos distribuídos nas 27 unidades federativas do país, apenas 3% foram concluídos e 74% sequer saíram do papel nos dois primeiros anos do PAC.As informações englobam investimentos previstos pela União, empresas estatais e iniciativa privada - período 2007-2010 e pós 2010 - atualizados até dezembro de 2008.Não é verdade que os 10.914 empreendimentos (sic) englobam investimentos previstos pela União, empresas estatais e iniciativa privada. Pelo menos mais de oito mil ações destas são de responsabilidade quase exclusiva dos governos de estado e prefeituras. Parte da frase “... sequer saíram do papel” refere-se exatamente a esses milhares de casos. Mas isso não aparece com a devida explicação, dando a entender que o governo federal é incompetente.No caso dessas milhares de ações relativas à Saneamento e Habitação, cabe à União, tão somente, viabilizar os recursos e aprovar projetos. Se esses governos não conseguirem elaborar projetos adequados para aprovação, a obra não acontecerá.Logo, se a mídia mistura tudo para passar a idéia de que o governo federal e, em especial, a ministra Dilma Rousseff é incompetente, é correto que este governo separe o monitoramento desses dois conjuntos para mostrar à sociedade a parte de responsabilidade que lhe cabe, onde tem média ou alta governabilidade para fazer as coisas acontecerem, da parte em que tem baixa governabilidade.2. Outro acerto na apresentação do balanço é distinguir obras e serviços concluídos das com andamento adequado, as que merecem atenção e as que preocupam.Essa distinção é importante porque a mídia confunde seus leitores com manchetes do tipo “PAC 2 anos: apenas 3% das obras estão concluídas”. Quando escreve “apenas”, sem explicar quanto deveria estar concluída, em função do cronograma disponível desde o lançamento do PAC e permanentemente atualizado, acaba passando a idéia de incompetência do governo e da ministra, por só ter concluído x%, quando na verdade, segundo o cronograma, seria esse percentual mesmo que teria que estar concluído e nada além .3. Penso que o governo, utilizando seus meios disponíveis, deveria destacar as principais ações concluídas (ou com bom andamento), de alto impacto para o desenvolvimento nacional e/ou regional. O Trem de Alta Velocidade é muito importante do ponto de vista estratégico – embora ainda não percebido por grande parte dos especialistas em transportes – mas há outras obras igualmente relevantes, que merecem um destaque permanente.Na apresentação, disponível na Internet, isso ocorre. Entretanto, o governo deveria divulgá-las, com maior frequência, para que a sociedade percebesse, com mais clareza, as intervenções estruturantes, concluídas ou com bom andamento.Cito algumas na área de logística:concessões rodoviárias, com baixo valor de pedágio; expansão da Ferrovia Norte-Sul; duplicação da BR-101 Nordeste (RN, PB e PE); duplicação da BR-101 Sul (SC e RS); Arco Rodoviário do Rio de Janeiro; Rodoanel de São Paulo (um terço dos recursos é da União); 17 mil quilômetros de CREMA (restauração e manutenção permanente das rodovias) contratados; Ferrovia Nova Transnordestina e Ferronorte Rondonópolis.4. Finalmente, sempre que possível, o governo deve destacar as medidas institucionais relevantes – uma das pernas importantes do PAC - que estimulam/induzem os investimentos privados.Citaria, como exemplo, algumas medidas de desoneração tributária e de estímulo ao crédito e ao financiamento:



Clique para ampliar

José Augusto Valente é consultor em Logística e Transportes.

Publicado originalmente no blog do Zé Dirceu

Senado criou cargos por meio de 300 atos secretos
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - Levantamento feito por técnicos do Senado nos últimos 45 dias, a pedido da Primeira-Secretaria, detectou cerca de 300 decisões que não foram publicadas, muitas delas adotadas há mais de 10 anos. Atos administrativos secretos foram usados para nomear parentes, amigos, criar cargos e aumentar salários. Essas medidas entraram em vigor, produzindo gastos desnecessários e suspeitas da existência de funcionários fantasmas. O jornal O Estado de S. Paulo teve acesso a esses atos secretos, que, após o início da investigação interna, começaram a sair como "boletins suplementares", inseridos nos respectivos meses a que se referem, com data da época. Na relação, aparecem as nomeações da ex-mulher do deputado Eliseu Padilha (PMDB-RS) na Advocacia-Geral e da ex-presidente da Câmara Municipal de Murici, cidade cujo prefeito é filho do hoje líder do PMDB, Renan Calheiros (AL). Entre os atos secretos está também o que exonerou um neto do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), então lotado no gabinete de Epitácio Cafeteira (PTB-MA). A exoneração, pelo modo secreto, ocorreu para não dar visibilidade à existência de um parente não concursado de Sarney nos quadros da instituição no momento em que o Senado se via obrigado a cumprir a súmula antinepotismo do Supremo Tribunal Federal (STF).O Senado publica diariamente um boletim acessado pelos servidores com as nomeações e mudanças administrativas internas. Ao assumir a Primeira-Secretaria em fevereiro, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) foi avisado de que muitas decisões não saíram na Diretoria-Geral, então comandada por Agaciel Maia, por tratarem de medidas questionáveis, a maioria para agradar ao grupo do ex-diretor e também do alto comando político. Entre eles estão Sarney, Renan e demais ex-presidentes, como Jader Barbalho (PMDB-PA) e Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), morto em 2007.Sarney afirmou ontem ao Estado desconhecer a existência desses atos secretos. Ele disse apoiar a divulgação desse tipo de documento. "É claro que eu apoio. A Constituição manda que todos os atos públicos sejam divulgados." Ele ressaltou ainda que, como parlamentar, cuida mais da parte política do que da administrativa. Procurado, por meio de sua assessoria, Renan não se pronunciou. Eliseu Padilha confirmou que a ex-mulher, Maria Eliane, trabalhou no Senado de março de 2006 a dezembro de 2008. Disse que foi requisitada para dar pareceres jurídicos. "Deveriam ter publicado isso (não em ato secreto). Essa pergunta deve ser feita ao Senado." ComissãoA descoberta desses boletins obrigou o primeiro-secretário a oficializar uma comissão para cuidar do assunto. Em 28 de maio, Heráclito nomeou três servidores para cuidar oficialmente do tema e entregar uma conclusão até sexta-feira. "Não tenho compromisso com o erro", afirma o senador. "Qualquer irregularidade que chegue ao meu conhecimento, eu tomo providência. Não existirão mais atos secretos no Senado. A não ser aqueles de caráter estritamente pessoal." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Vamos mandar e-mail aos nobres e ilibados senadores que querem prejudicar a imagem da Petrobras, do Brasil, e exigir que se faça uma CPI do Senado. Eu sei não vai dar certo, eles não tem moral para isso. Imagina moral para investigar a Petrobras? Fala sério!!!
Eles ainda não entenderam. Mas não se preocupem, pouca gente entendeu

Identifique acima a "porteirinha" guardada pelo Ali Kamel e pelos outros patrulheiros da mídia

por Luiz Carlos Azenha
Em alguns minutos o
blog da Petrobras terá mil seguidores no Twitter.
Se metade deles "repercutir" as manchetes enviadas pela empresa para sua própria rede de seguidores, esse número se multiplica em segundos.
Ou seja, a mensagem que a Petrobras manda para mil pessoas tem o potencial de chegar a 10 mil. Ou mais.
Se dessas 10 mil pessoas, 5 mil passarem a frequentar o blog da Petrobras diariamente, a empresa poderá vender anúncios no blog.
Ou seja: terá construído uma ferramenta de qualidade para se comunicar com o público, pode reduzir os custos com propaganda e ainda faz um dinheiro.
Uma excelente notícia para os acionistas da Petrobras.
Uma péssima notícia para os donos de jornais, de redes de TV e de emissoras de rádio.
Eles perdem dinheiro e autoridade.
Qual é a vantagem de você ter uma rede de TV se não pode extrair DINHEIRO E PODER dela?
Em tese, os empresários do ramo poderiam argumentar que "prestam um serviço público". Mas é preciso combinar com o público.
Isso me faz lembrar dos donos de jornais de antigamente, especialmente no interior. Que costumavam ameaçar com manchetes destruidoras quem não aceitasse pagar pedágio.
Quem diria que os Marinho, os Mesquita e os Frias chegariam a esse ponto?
Tenho 37 anos de Jornalismo, 29 de televisão. De todas as reclamações que li sobre o blog da Petrobras, só uma faz algum sentido: se a empresa tem ou não o direito de divulgar as perguntas e respostas feitas por jornalistas ANTES da publicação das reportagens pelos jornais que fizeram as perguntas.
A relação entre entrevistado-entrevistador é de confiança. Se o entrevistado não tem plena confiança de que será tratado de maneira correta pelo entrevistador, acho justíssimo que divulgue as respostas. Antes ou depois, já que considero que as respostas pertencem ao entrevistado.
Mas, sinceramente, acredito que isso é acessório. O essencial é a mudança de qualidade no relacionamento entre a mídia e as fontes, que vai pelo mesmo caminho da relação entre a mídia e os leitores/ouvintes/telespectadores.
Estou na internet desde o distante 2003. Aprendi muito com vocês, caros leitores. Aprendi que essa relação que travamos é, essencialmente, uma relação de respeito, mesmo quando há profunda diferença de opiniões.
Aprendi que o texto que publico às 6 da manhã será completamente distinto às 10 da noite, quando acrescido dos comentários dos leitores.
Serei corrigido. Contestado. Um leitor sugerirá novos links. Outro agregará argumentos. Um terceiro apontará para outro texto, dizendo algo muito distinto do que acabei de escrever. É da natureza da rede.
Que é exatamente o meu ponto: os Marinho, os Frias e os Mesquita ainda não entenderam a natureza da internet, nem do jornalismo colaborativo.
Eles acreditam que é possível preservar, no mundo digital, o mesmo tipo de relação de autoridade que existe na "mídia tradicional".
De um lado, as "otoridades": os donos da mídia e os jornalistas devidamente diplomados e com registro no Ministério do Trabalho.
Do outro lado, os pobres coitados: leitores, telespectadores e ouvintes cuja única tarefa no mundo é ouvir, acreditar e obedecer.
Sinceramente, não estranho que isso escape aos barões da mídia. Sou jornalista e convivo com jornalistas. E diria, sem medo de errar, que 90% dos jornalistas acreditam que farão Jornalismo amanhã da mesma forma que fizeram ontem. Eles não tem a mínima noção do que está mudando e do que virá.
Da importância do jornalismo colaborativo, do jornalismo feito para as redes de relacionamento, do poder propagador do twitter e das novas ferramentas que surgem todo dia.
Costumo contar duas histórias quando dou palestras sobre esse tema.
Numa, comparo preços. Quando fui para Nova York como correspondente da TV Manchete, em 1985, o preço de dez minutos de transmissão de satélite era de mil e quinhentos dólares. Hoje, essa mesma transmissão de imagens pode ser feita pela internet, de graça.
Na outra, pergunto a profissão de alguns dos presentes. Em geral há professores, médicos, engenheiros, pedreiros, marceneiros, bibliotecários e muitos outros profissionais na platéia. Depois de listar as profissões, interesses e aptidões de todos, faço uma pergunta simples: imaginem o blog do Azenha feito apenas pelo Azenha. Agora imaginem o blog do Azenha feito pelo Azenha e mais todos os presentes na platéia.
Qual será mais rico? Mais variado? Melhor informado? Qual vai errar menos?
Mas é mais do que isso. Se eu conseguir juntar todas essas pessoas em um blog E desenvolver uma relação de respeito mútuo e de parceria, temos um salto de qualidade, que vocês podem chamar de jornalismo colaborativo.
Que a Petrobras tenha aprendido a fazer isso ANTES que os jornalões é sintoma de que há algo de muito errado com nossos jornais. Ou de muito certo com a Petrobras. Ou ambos.
Ouça a palestra mais recente do professor Sergio Amadeu, quando falamos sobre internet para trabalhadores do setor de educação.
PS: O Jornalismo não acabou. Simplesmente ficou mais dificil enganar os incautos.
PS2: O blog da Petrobras só deu certo por penetrar no fosso que existe entre os jornais e os leitores. Quem cavou o fosso?
PS3: O blog obriga a Petrobras a assumir um compromisso de transparência não só com os jornais, mas diretamente com todos os leitores do blog. É um passo que poucas empresas são capazes de assumir. Vocês já imaginaram um blog da Folha em que a Folha responda sobre seu envolvimento com a ditadura militar? Ou o blog do Globo em que o jornal discuta seu apoio ao golpe de 64?
MÍDIA MANIPULA FATOS E DADOS
A mídia está esperneando contra o blog da Petrobras. Um blog que divulga fatos e dados com transparência, presta um grande serviço a toda a sociedade nacional e internacional. E o que é mais importante: sem manipulação, sem filtragem das informações, sem as distorções produzidas pela mídia.
Aliás, para dar um exemplo claro de como a mídia distorce as informações a seu bel prazer, conforme seus interesses, para sua conveniência – leia-se para conveniência da oposição Serra/PSDB –, vejam a divulgação da pesquisa CNI/IBOPE. E notem que a pesquisa é clara, de fácil entendimento.

A avaliação positiva do governo Lula subiu de 64% em março para 68% em junho.

A avaliação positiva do presidente Lula subiu de 78% para 80% em junho

Então ficamos assim segundo a pesquisa CNI/IBOPE

Governo Lula 68% de aprovação

Presidente Lula 80% de aprovação.

Simples, não tem nada mais simples e claro do que o resultado dessa pesquisa. Mas a mídia faz questão de distorcer até isso. Agem como se os leitores e telespectadores fossem idiotas, ou homers. Ontem, no JN, a apresentadora Fátima Bernardes disse em alto e bom som:- ‘A aprovação do governo Lula sobe de 78% para 80%’. Disse e repetiu. Hoje a Folha de São Paulo publica: ‘Aprovação a Lula sobe para 68%, diz Ibope’. Isso tem nome, é enganação, é tentar ludibriar o povo, é maracutaia. Distorcer a informação dessa forma grosseira é manipulação dos fatos e dados. O blog da Petrobras é contra isso, é contra essa manipulação dos fatos e dados reais.

Jussara Seixas






Anos de chumbo?


Ditadura militar?


Combate a violência,
a criminalidade,
a assassinos, a assaltantes, bandidos, traficantes?


Não, nada disso.
São estudantes da USP recebendo o tratamento vip do governo de SP, do Serra.
É assim que Serra negocia com estudantes, funcionários e professores. Estamos em 2009, século XXI, mas Serra governador de SP está trazendo de volta os anos de chumbo, os anos que envergonharam o Brasil. Você deseja isso novamente para o Brasil?





Jornal da Band (05/06/2009): Serra, kassab e precatórios

http://nogueirajr.blogspot.com/

Esse é governo Serra em SP. Você deseja isso para o Brasil?

09 junho 2009

Confronto entre policiais e estudantes na USP deixa um ferido
O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO -Foto: Márcio Fernandes/A
EPoliciais militares entraram em choque com estudantes e funcionários em greve no campus Butantã da Universidade de São Paulo (USP) na zona oeste da capital paulista nesta terça-feira, 9. Há , ao menos, um estudante ferido, atingido por uma bala de borracha. Ele foi encaminhado ao hospital universitário. Três funcionários foram presos, entre eles um dirigente sindical. Participam do protesto cerca de 300 alunos, professores e funcionários das três principais universidades públicas do Estado - USP, Unesp e Unicamp.O tumulto começou durante manifestação pacífica que se iniciou na tarde desta terça na frente do portão principal da cidade universitária. Um estudante pegou um cone de trânsito. Em seguida, quatro PMs se aproximaram e os cerca de 300 alunos que estavam no local encurralaram os policiais. O reforço da PM foi acionado e, quando chegou à Faculdade de Educação, o confronto ficou mais intenso. Policiais jogaram bombas de gás lacrimogêneo e os estudantes responderam jogando pedaços de tijolos.Segundo a versão da PM, um grupo de cinco ou seis estudantes provocou policiais motociclistas, o que deu início ao confronto. A Força Tática entrou em ação jogando bombas de dispersão contra os manifestantes, na frente da Escola de Educação, onde estudam crianças e adolescentes. O ex-funcionário Claudionor Brandão, dirigente do sindicato de trabalhadores da USP (Sintusp), foi preso por incentivo à violência e desacato a autoridade. Os ânimos ficaram exaltados, com manifestantes provocando os policiais, que revidam com ataques verbais. A USP está tomada por viaturas de polícia. Os alunos e funcionários estão neste momento entrincheirados no prédio da História, enquanto a polícia cerca a reitoria.O protestoPor volta das 16 horas, cerca de mil pessoas, entre funcionários e estudantes da USP, fecharam a entrada principal da universidade hoje. Quando chegaram ao portão 1, havia 40 policias militares e cinco guardas de trânsito. A PM já havia interrompido o trânsito da Rua Afrânio Peixoto e os manifestantes fecharam as pistas da Rua Alvarenga. Os policiais estavam recuados, em fila, no estacionamento de uma loja do lado de fora do campus. Os alunos cercaram o tenente-coronel da PM que comandava a operação e começaram a gritar "fora PM". Em seguida, perguntaram ao policial, que se identificou apenas como tenente Lombo, por que a polícia estava presente na universidade. Ele respondeu que há um mandato de reintegração de posse expedido pela 13ª Vara de Justiça, que a PM tem que executar. "Se vocês são contra a polícia no campus precisam entrar na Justiça", completou.O objetivo da corporação, segundo a PM, é garantir o acesso dos universitários que não aderiram à greve e querem assistir às aulas. Pouco antes das 18h, vários carros e motos da PM chegavam ao campus para aumentar o efetivo da operação.GreveOs manifestantes bloquearam por quase duas horas a Rua Alvarenga, próximo à portaria 1 da USP. O protesto faz parte da série de manifestações programadas pelo Diretório Central Estudantil (DCE) da USP e pelo Sintusp contra a presença da PM no campus da universidade. Um carro de som com manifestantes bloqueou a rua até as 16h41, quando uma marcha de cerca de 2 mil pessoas retornou ao prédio da reitoria.Durante o ato na Rua Alvarenga, estudantes e funcionários gritavam palavras de ordem a 20 policiais militares, que se concentravam na portaria 1 da universidade. Antes de bloquear a rua nas proximidades da universidade, estudantes e funcionários participaram de ato em frente à reitoria, exigindo a retomada de negociações da direção da USP com os funcionários e professores.Desde o final de maio, o Sintusp reivindica reajuste salarial de 16% para os professores e servidores das três universidades. O DCE é contrário a mudanças implementadas nos vestibulares das universidades estaduais. Os alunos da USP também protestam contra o curso a distância criado este ano com foco na formação de professores da rede pública.

Charge do Bessinha
BRASÍLIA - A avaliação do governo Lula, segundo a Pesquisa CNI/Ibope de junho, continua sendo a mais positiva entre os entrevistados de menor escolaridade e na região Nordeste. Considerando a avaliação da maneira como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva administra o País, a aprovação chega a 92% no Nordeste, acima da média nacional, que é de 80%.Entre os entrevistados que cursaram até a quarta série, 77% disseram que o governo é "ótimo" ou "bom", caindo para 66% na opinião dos que cursaram entre a quinta e a oitava série, 64% entre os entrevistados com o ensino médio completo e 60% entre os que têm nível superior de escolaridade. No Nordeste, 78% consideram o governo Lula "ótimo" ou "bom", contra 70% no Norte, 63% no Sudeste e 60% no Sul.No total nacional, o porcentual de entrevistados que disseram que o governo Lula é "ótimo" ou "bom" subiu de 64%, na pesquisa anterior de março, para 68%, em junho. Já o porcentual dos que consideram o governo "ruim ou péssimo" caiu de 10% para 8% nos últimos três meses.

Coligação de Marta pede ao TSE cassação de Kassab
Agencia Estado
SÃO PAULO - A coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT, PCdoB, PSB, PDT, PTN), que apoiou a petista Marta Suplicy nas eleições municipais de 2008 à prefeitura de São Paulo, entrou ontem com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo a cassação do prefeito Gilberto Kassab (DEM). A coligação também solicita a aplicação de multa, ainda de valor indefinido, contra o democrata e a perda do mandato da peemedebista Alda Marco Antônio, vice-prefeita de São Paulo. O pedido de cassação já foi rejeitado na primeira e segunda instâncias da Justiça Eleitoral.A coligação acusa Kassab e Alda de terem promovido durante a campanha evento que representaria uso indevido da máquina pública e compra de votos. Segundo o recurso, o prefeito reeleito teria convocado funcionários públicos para um encontro de campanha no clube Espéria, na zona norte da capital paulista, sob a promessa de pagamento de horas extras. Os servidores teriam sido transportados por ônibus disponibilizados pela equipe do prefeito. O recurso impetrado pela oposição também pede a inelegibilidade de Kassab e de Alda por três anos, contados a partir de 2008.Nas instâncias inferiores, a defesa do prefeito negou que o evento tenha sido patrocinado pela prefeitura e o avaliou como "um encontro de sua equipe de campanha com pessoas da área da saúde". Procurada pela reportagem, a defesa do prefeito disse que ainda não foi notificada sobre o recurso. O advogado Ricardo Penteado disse acreditar que a coligação sofrerá mais uma perda na Justiça Eleitoral. "Ela (Marta) já perdeu duas vezes com louvor. Provavelmente o recurso não será reconhecido pelo TSE."
IBOPE - DILMA SOBE - SERRA CAI

Pela primeira vez, a pesquisa CNI/Ibope quis saber dos entrevistados em quem eles votariam para suceder Lula em 2010. E fez algumas simulações.Na primeira lista, com disputa entre José Serra, Dilma Rousseff, Ciro Gmes e Heloísa Helena, dá:
* Serra - 38%;

* Rousseff - 18%;

* Gomes - 12%;

* Helena - 7%;

* Não sabe - 12%.

Se o confronto é entre Ciro, Dilma, Aécio e Heloísa, dá:

* Ciro Gomes - 22%;

* Dilma Rousseff - 21%;

* Aécio - 12%;

* Heloísa - 11%;

* Não sabe - 12%.A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Ibope - Confiança em Lula continua alta
O Ibope perguntou aos 2,2 mil entrevistados se confiavam ou não em Lula.
Nessa rodada, 76% disseram confiar em Lula. Contra 21%, que não confiam.
Em março último, o índice de confiança era de 74% e o de desconfiança, 23%.
Os entrevistados também tiveram que comparar o primeiro e o segundo mandatos de Lula. Nessa edição da pesquisa, 45% das pessoas responderam que acham queo segundo mandato está sendo melhor que o primeiro; 40%, que está igual; e 14%, pior.
Em março último, 41% achavam que o segundo mandato estava melhor; 40% acreditavam que nada havia mudado; e 18% consideravam que estava pior.
A pesquisa, que acaba de ser divulgada em Brasília, ouviu 2,2 mil brasileiros com mais de 16 anos em 24 estados entre os 29 de maio e 1º de junho último. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Aprovação de Lula sobe para 80% em junho, aponta CNI/Ibope
SÃO PAULO - A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 78% em março para 80% em junho, apontam os dados da pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, 9. Além disso, o porcentual de entrevistados que consideram o governo ótimo ou bom subiu de 64% para 68%.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,aprovacao-de-lula-sobe-para-80-em-junho-aponta-cniibope,384746,0.htm


Chora oposição, chora, esperneia, bate o cabeção na parede.
Avenida Paulista começa a ganhar cores da Parada Gay
Evento ocorre no domingo (14) e deve atrair 3,5 milhões de pessoas. Trios elétricos saem do Masp e descem a Rua da Consolação



Palco da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, a Avenida Paulista já começou a ganhar as cores do arco-íris. O evento acontece no domingo (14) e deve atrair cerca de 3,5 milhões de pessoas, segundo a Associação da Parada e do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (APOGLBT). A Parada sairá do Masp, seguirá pela Avenida Paulista e descerá a Rua da Consolação até a Praça Roosevelt, onde deve ocorrer a dispersão (Foto: Thiago Fenolio/ Futura Press )


SP ganha ambulatório exclusivo para travestis e transexuais
Segundo secretaria, centro terá profissionais especializados. Para presidente de associação, espaço é “pontapé inicial”.
Do G1, em São Paulo
Ambulatório exclusivo para travestis e transexuais fica na Vila Mariana (Foto: Marcelo Mora/G1)

Às vésperas da 13ª edição da Parada do Orgulho
LGBT, que será realizada no domingo (14), em
São Paulo, a cidade ganha um ambulatório dedicado exclusivamente a travestis e transexuais.
A inauguração está prevista para o início da tarde desta terça-feira (9) e, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, este é o primeiro ambulatório do Brasil que vai contar com profissionais especializados e preparados para lidar com a saúde e demandas desses grupos. “A gente recebeu a chegada desse ambulatório com muita felicidade. É um pontapé inicial para que outras cidades façam o mesmo”, diz Alexandre Santos, presidente da Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Travestis e Transexuais.
saiba mais

Preservativos e testes rápidos de HIV são oferecidos antes da Parada Gay
Prefeitura espera 400 mil turistas em SP durante a Parada Gay
SP prepara executivos de hotéis para receber público da Parada Gay
Segundo ele, a vantagem do ambulatório exclusivo para travestis e transexuais começa na recepção. “Em outros ambulatórios, alguns funcionários não sabem lidar com detalhes, como a questão do nome”. Mas é no atendimento médico que está o principal benefício, pois, segundo Santos, haverá urologista e endocrinologista especializado, por exemplo.
Serviço : Endereço do ambulatório: Rua Santa Cruz, 81, Vila Mariana
Horário: De segunda a sexta-feira, das 14h às 20h.
Comitê Estadual de Defesa da Petrobras será lançado em Pernambuco
A Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), o Sindicato dos Petroleiros e o PT vão reforçar as críticas à CPI da Petrobras, viabilizada no Senado pela bancada de oposição ao governo Lula.Na próxima terça-feira (9), será instalado o Comitê Estadual de Defesa da Petrobras.
"Queremos colocar a importância da Petrobras e dos seus projetos para o Brasil no centro do debate", disse o presidente da CUT-PE, Sérgio Goiana. Ele acredita que o objetivo de instalar uma CPI não é discutir o papel da Petrobras, mas fragilizá-la e facilitar a entrada de empresas estrangeiras para explorar petróleo no país.
A proposta do comitê é realizar atos públicos e debates em todas as regiões do estado. Assim como na audiência pública realizada em 25 de maio, na Câmara de Vereadores do Recife, o comitê deve reunir os partidos políticos que compõem a base do governo Lula e os movimentos sociais, a exemplo do MST.
CUT
Em ato, PT volta a atacar CPI e "sanha privatista"
DA REPORTAGEM LOCAL
A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo realizou ontem um ato de apoio à Petrobras que contou com a participação de aproximadamente 300 pessoas. Nos discursos, não faltaram ataques à CPI instalada no Congresso para investigar a empresa.Além dos deputados petistas -federais e estaduais-, estiveram presentes sindicalistas, representantes de movimentos sociais e trabalhadores do setor petroleiro. O evento aconteceu em um dos plenários da Casa."O foco da CPI não é bem a Petrobras, é a soberania nacional. O povo brasileiro precisa ser informado das reais intenções dos que querem privatizar o petróleo brasileiro", afirmou Antonio Carlos Spis, presidente da Federação Única dos Petroleiros."A Petrobras é uma importante empresa para o Brasil porque os recursos do pré-sal podem garantir um bom futuro ao país, com mais investimentos e melhorias na saúde, educação e nos programas sociais. Nós não podemos entregar a exploração da empresa a grupos estrangeiros. O Petróleo é nosso", afirmou o líder da bancada do PT, Rui Falcão, principal organizador do ato.Segundo ele, o PT e os movimentos organizados devem lutar contra a "sanha dos privatistas, tucanos e demos, que não perdem a oportunidade de entregar as maiores riquezas do país à iniciativa privada".O evento serviu também para o partido e os sindicatos aglutinarem forças em torno de um outro ato em favor da Petrobras, marcado para o dia 19 deste mês, em frente ao prédio da empresa, na avenida Paulista.O deputado federal José Genoino (SP), ex-presidente nacional do PT, também atacou a oposição e a CPI. "É uma disputa política", disse. Edinho Silva, presidente do PT paulista, seguiu a mesma linha: "O que está em disputa com a CPI é o projeto político partidário que define para onde vai o Brasil".

Gabrielli diz que divulgação "veio pra ficar"
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, defendeu ontem a divulgação de e-mails de jornalistas no blog Fatos e Dados, da estatal, antes mesmo de as reportagens serem publicadas pelos meios de comunicação. Segundo afirmou, a prática "veio para ficar".O "Manual de Redação" da Folha tem como regra sempre ouvir o outro lado dos alvos de uma reportagem antes da publicação. Ao divulgar os e-mails, o blog torna público um material exclusivo, ainda em apuração, que seria publicado nos veículos de comunicação.Para Gabrielli, no entanto, a medida é um "avanço na transparência" e também uma defesa contra "matérias insinuadoras, matérias criando problemas", porque o blog divulga todos os dados na íntegra."Acho que isso vai ser generalizado. Empresas, instituições passarão a usar isso porque é fato da democracia da informação que a internet traz."Gabrielli, que participou do "Roda Viva", da TV Cultura, disse no programa que nos últimos dez dias a empresa tem sido "bombardeada" com "denúncias infundadas".O presidente da Petrobras chamou de "barriga" (termo jornalístico para erro) a manchete da Folha de ontem, que revelou um aumento de 84% nos custos da construção de um gasoduto. Ele atribuiu a alta a mudanças no método de construção, aperfeiçoado durante o andamento da obra, como o jornal informou em texto com o outro lado da estatal.Gabrielli criticou ainda reportagem da Folha que apontava contratos com uma ONG da qual ele faz parte do conselho e também textos de outros meios de comunicação.Ele negou que a criação do blog seja uma política de "confronto" com a mídia, num momento em que a empresa é alvo de uma CPI no Senado."Se o objetivo fosse como tática para esvaziar a matéria tudo bem, mas não é esse", disse Gabrielli, que comparou a comissão e as reportagens "infundadas" a "socos no fígado" de um lutador de boxe: não derrubam na hora, mas vão minando de pouco em pouco.Segundo ele, a Petrobras apenas divulga "a informação que o jornalista recebeu privadamente", que, "em 90%" dos casos, "foi extraída de nossos sites, de nossas informações".A ideia de criação do site partiu "da Petrobras", disse Gabrielli, não dele próprio, tampouco da CDN, contratada para "gerenciar a crise".
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0906200908.htm
Charge do Bessinha
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à residência oficial da presidência da Câmara, pouco depois das 21h de hoje (8) para o jantar de confraternização com parlamentares, presidentes de tribunais superiores, ministros do Poder Executivo e representantes de empresas do setor de comunicações.Além de Lula, já chegaram para o jantar, os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, do Superior Tribunal de Justiça, César Asfor Rocha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ayres Britto, os ministros de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e da Comunicação Social, Franklin Martins, além de líderes partidários, entre outros.O jantar, oferecido pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), é uma prévia para a 4ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Imprensa, que será realizada amanhã (9), a partir das 9h, no auditório Freitas Nobre, na Câmara.”

08 junho 2009

Lula: aproximação com América Central abre portas para produtos brasileiros nos EUA
Agência Brasil


Brasília - Depois de visitar três países da América Central na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (8) que o objetivo do governo é utilizar a estratégia de aproximação com El Salvador, Guatemala e Costa Rica para que produtos brasileiros cheguem aos Estados Unidos.“Todos esses países têm tratado de livre comércio com os Estados Unidos e é importante que a gente construa parceria, sobretudo na área do biocombustível, para, por meio deles, vender o etanol brasileiro aos Estados Unidos”, disse em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.Ele avaliou a eleição do presidente de El Salvador, Mauricio Funes, como “uma conquista dos setores progressistas da sociedade latino-americana”. Para Lula, a posse de Funes representa um avanço da democracia em toda a América Latina.Sobre a Guatemala, o presidente destacou o que considera “uma parceria extraordinária” na construção de política públicas, principalmente na área social. O país, segundo ele, reproduz estratégias brasileiras adotadas pelo atual governo como o Bolsa Família, o Restaurante Popular e o Escola Aberta.
Em relação à Costa Rica, Lula disse que o país apresenta “uma imensa possibilidade” de exportação de engenharia brasileira como serviços para construção de estradas, de aeroportos e de hidrelétricas.
“Tudo isso interessa ao Brasil: não só financiar para ajudar o desenvolvimento desses países, mas porque são sempre uma porta aberta para que o Brasil possa entrar nos Estados Unidos com produtos que são taxados se forem vendidos diretamente.