23 maio 2009



Charge do Bessinha
AÉCIO, SERRA, APOIAM E DEFENDEM YEDA CRUSIUS
Aécio articula e líderes do PSDB assinam nota pró-Yeda
Texto diz que trajetória de governadora foi traçada "com respeito a princípios éticos" Serra (SP), Teotonio Vilela (AL) e José de Anchieta (RR), também assinam texto, que afirma que gaúcha saberá responder às acusações

Sob articulação do mineiro Aécio Neves, os governadores e líderes do PSDB assinaram ontem nota em solidariedade à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, acusada de uso de caixa dois na campanha eleitoral de 2006.De acordo com o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), a iniciativa foi de Aécio, mas o governador de São Paulo, José Serra, com quem falara na véspera, não impôs resistência. Para serristas, a assinatura do paulista serve para encerrar dúvidas a respeito de sua solidariedade.Foi o mineiro, porém, quem telefonou para tucanos para que autorizassem o texto. Serra e Aécio disputam a preferência do PSDB para a corrida presidencial de 2010.Na nota, o comando do partido afirma que a trajetória de Yeda foi construída "com respeito a princípios éticos" e exalta sua atuação no governo."A Direção Nacional do PSDB, os governadores eleitos pelo PSDB e os líderes partidários vêm reiterar o enorme respeito que têm pela governadora Yeda Crusius e por toda a sua longa trajetória política, construída com competência e respeito a princípios éticos", diz o texto, assinado também pelos governadores de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, e de Roraima, José de Anchieta Júnior. Os tucanos atribuem a turbulência enfrentada pela governadora à "radicalização do quadro político" no Estado."Lamentamos ainda que a radicalização do quadro político no Rio Grande do Sul esteja colocando em segundo plano a importante obra administrativa do governo estadual, que vem buscando, com extrema seriedade, o equilíbrio das contas públicas e o resgate da credibilidade interna e externa do Estado", acrescenta.Ao se manifestar anteriormente sobre o assunto, Serra disse que a governadora saberia se defender das acusações. O argumento foi reproduzido na nota: "Estamos seguros de que a governadora saberá responder a cada uma das acusações que lhe são imputadas por seus opositores no Estado". Segundo tucanos, a governadora vinha se queixando da falta de manifestação pública de apoio da sigla. "Com este documento tornamos pública nossa total solidariedade à governadora Yeda Crusius, ao PSDB do Rio Grande do Sul e aos nossos aliados", conclui a nota.Além dos governadores e de Guerra, os líderes do PSDB na Câmara, José Aníbal (SP), e no Senado, Arthur Virgílio (AM), assinam o documento, divulgado em um momento em que integrantes do próprio DEM endossam o pedido de instalação de uma CPI na Assembleia Legislativa gaúcha."Não dá para entender o DEM como linha auxiliar do PT e do PSOL no Estado", queixou-se José Anibal, após receber telefonema de Aécio.A campanha de Yeda é alvo de denúncias de caixa dois e seu governo já enfrentou CPI que investigou suspeita de fraude de R$ 44 milhões no Detran. Yeda nega as irregularidades.


Serra ou Aécio podem convida-la para ser a vice em 2010, que tal? Seria a maior demonstração que eles estão, como sempre estiveram ao seu lado.
"Só Deus sabe", diz Lula sobre volta em 2014
Petista, que passou os últimos dias negando 3º mandato consecutivo, diz que voltar daqui a 5 anos é garantido pela Constituição Presidente, para quem "a única coisa que quer para 2014 é a Copa do Mundo no Brasil", diz que só pensará sobre futuro fora do Planalto

ANCARA (TURQUIA) Depois de passar os últimos dias negando a possibilidade de um terceiro mandato consecutivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi evasivo ontem, ao ser questionado sobre a hipótese de tentar uma nova candidatura em 2014.No último dia de sua visita à Turquia, Lula lembrou que a Constituição não lhe impede de disputar uma nova eleição presidencial, mas considerou prematuro pensar no que vai fazer após deixar o Planalto, no último dia de 2010."Isso não seria o terceiro mandato. Isso é da Constituição", disse o presidente, quando questionado sobre uma possível volta à disputa presidencial em 20014. "Eu não sei o que vai acontecer em 2010, como é que eu vou pensar em 2014? A única coisa que eu quero para 2014 é a Copa do Mundo no Brasil. Isso já está garantido. Eu agora estou trabalhando para que a gente tenha a Olimpíada no Brasil em 2016. Eu acho que nós temos chances de ganhar. O que vai acontecer na política só Deus sabe."Lula voltou a negar a hipótese de um terceiro mandato consecutivo nesta semana na China, diante da notícia de que o deputado Jackson Barreto (PMDB) defendera a mudança da lei para possibilitar uma nova reeleição. Na Turquia, o presidente reiterou que seu mandato terminará no dia 31 de dezembro de 2010.Possibilidades abertasOntem, indagado sobre seus planos depois que deixar a Presidência, preferiu deixar todas as possibilidades abertas."Eu vou começar a assistir ao que vocês [jornalistas] fazem para poder saber como vocês estão analisando o próximo governo. Tem muita gente preocupada com isso, muita gente me pergunta o que eu vou fazer, mas essa não é a minha preocupação", disse ele. "Um ano e meio de mandato é muito tempo de governo. Nós temos muita coisa para fazer. Se eu vacilar agora, se eu parar para ficar pensando no que eu vou fazer em 2011, não vou governar."O presidente afirmou que só começará a pensar no seu futuro fora do Palácio do Planalto, em 2011. Mas adiantou que quer descansar. "Eu vou começar a pensar em 2011 quando deixar a Presidência da República. Estou prometendo para a dona Marisa ficar em casa desde 1978", contou Lula.E completou: "Quando cumpri meu primeiro mandato na presidência do sindicato [dos Metalúrgicos do ABC], eu disse para dona Marisa: "Vou sair do sindicato e ficar em casa". Depois eu fundei o PT, depois foi a CUT, e eu ainda não voltei para casa. Agora é a chance de falar que eu vou voltar para casa, cuidar da vida e da família."
Dilma defende Petrobras e descarta cargo para PMDB
Ministra sugere que estatal "pode ter sido caixa-preta" durante governo tucano Na Turquia, Lula mostrou desconfiança com a CPI e afirmou que "ainda não está bem explicado qual o motivo" da investigação

SUCURSAL DE BRASÍLIA A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) incluiu um novo ingrediente à estratégia do governo de tachar o PSDB de inimigo da Petrobras ao sugerir, ontem, que a estatal "pode ter sido uma caixa-preta" entre 1997 e 2000 -durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, portanto-, ao contrário do que ocorre hoje. Ao retomar os trabalhos na Casa Civil após quase dois dias internada em São Paulo, Dilma classificou de "espantoso" o comportamento dos que levantam suspeição em torno da estatal, numa referência à oposição, que insistiu na criação de CPI para investigar a empresa. "Essa história de falar que a Petrobras é uma caixa-preta... pode ter sido uma caixa-preta em 97, 98, 99, 2000. A Petrobras de hoje é uma empresa com nível de contabilidade dos mais apurados do mundo. Caso contrário, os investidores não a procurariam como sendo um dos grandes objetos de investimento. Investidor não investe em caixa-preta", afirmou ela. Para levantar a tese de que, na gestão Lula, a Petrobras seria mais transparente, a ministra citou o fato de a estatal estar submetida à lei Sarbanes-Oxley, criada em 2002 para garantir mecanismos de auditoria confiáveis nas empresas, sobretudo as grandes, que tem operações financeiras no exterior. "É uma lei que é das mais rígidas no que se refere a demonstrações contábeis, a explicitação para controle do acionista e do investidor das contas estratégicas da empresa." Dilma voltou a dizer que a estatal "tem de ser preservada" por ser a maior empregadora e contratadora de bens e serviços, e pelo papel ainda maior que terá em virtude do pré-sal. E afirmou que as investigações a serem feitas pela CPI poderiam ser resolvidas no TCU (Tribunal de Contas da União) ou no Ministério Público. Durante a defesa da estatal, a ministra chegou a embargar a voz. Ela disse ter momentos em que fica "emocionada": "Além de eu achar a Petrobras estrategicamente muito importante, importante para o Brasil, um símbolo para nós, da nossa própria capacidade, tanto no que se refere à tecnologia... também é a empresa do meu coração". A ministra fez ainda uma veemente defesa do petista Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da Petrobras, um dos postos mais cobiçados. "Não há até agora por parte do governo [nenhum sinal de mudança], nem haverá, acredito. Não tem sinal de alguém ter nos pedido isso." Dilma se referiu a Estrella como "um dos melhores diretores da Petrobras". "É um homem íntegro, é um técnico competentíssimo, é um geólogo de primeira, é o responsável por essa determinação e pelo pré-sal e é um homem que a gente tem de honrar pelo tempo de trabalho. Meu apoio ao diretor Estrella é irrestrito. O meu [apoio] pessoal", destacou. Dilma tentou afastar especulações de que o cargo é alvo da barganha do PMDB, em troca do apoio ao governo na CPI da Petrobras. Questionada sobre as frequentes contrapartidas exigidas pelo partido, ela resumiu: "Isso é parte da história". Investigação

O presidente Lula voltou a manifestar desconfiança em relação às motivações para a abertura da CPI da Petrobras. Em entrevista conjunta com o presidente da Turquia, Abdullah Gül, ele não quis se aprofundar, mas prometeu falar sobre o assunto no Brasil. "Porque eu gostaria de saber qual é o fato determinado da CPI. Ou seja, no fundo, no fundo, no fundo, no fundo, ainda não está bem explicado qual o motivo dessa CPI", disse. O requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que cria a CPI, pede que sejam investigadas as obras da refinaria Abreu e Lima (PE), a manobra contábil feita pela estatal para pagar menos impostos e os patrocínios fechados com prefeituras em festas juninas.

22 maio 2009

COVARDIA E TRAIÇÃO
Como abafar um grande escândalo, uma grande safadeza, quando se é pego com a mão na cumbuca? Simples: inventa-se uma atração maior ainda, para desviar as atenções. O PSDB/DEM criou a CPI da Petrobras porque o Senado ultrapassou o fundo do poço, caiu na lama da corrupção, do desvio do dinheiro público. Mansões de diretores, pagamento de empregados domésticos pelo Congresso Nacional, farra das passagens aéreas, contratação de funcionários fantasmas (só o senador Efraim de Morais, do DEM, tinha 52 funcionários fantasmas). Até a filha de FHC era funcionária fantasma do Heráclito Fortes, do DEM. Contratação de terceirizados parentes e amigos dos senadores, tudo pago com o dinheiro publico. Senador recebendo auxílio-moradia sem necessidade, com casa própria em Brasília. Existem fantasmas bem vivos, como o servidor concursado no Senado, o consultor legislativo Renato Friedmann, funcionário-fantasma da liderança do PMDB há cinco meses. Desde dezembro, ele ganha R$ 15 mil mensais para dar expediente em Brasília no gabinete comandado por Renan Calheiros (PMDB-AL) – até janeiro, o líder foi Valdir Raupp (PMDB-RO). Mas sua ocupação tem sido administrar uma loja de móveis da família em Porto Alegre. Então tiveram a idéia genial, para abafar seus escândalos, de mexer com a maior empresa do país, de maior projeção internacional, a Petrobras. Conseguiram sair do foco da mídia, que agora só fala na CPI por eles criada. Juntaram a fome com a vontade comer, pois estão de olho em 2010, já contando com Serra eleito e, por isso, com a privatização da Petrobras. O lobby estrangeiro deve estar forte na promessa de propinas milionárias para os senadores do PSDB/DEM pela privatização da Petrobras, grande desejo do PSDB, Serra, FHC. Mas cometeram um grande erro, pois mobilizaram o povo, que agora está preocupado em defender, proteger o maior patrimônio do Brasil, a Petrobras, orgulho do Brasil, orgulho do povo brasileiro. Anotem, meus amigos leitores, os nomes dos senadores de seus estados que querem dilapidar o maior patrimônio do Brasil, a Petrobras. Anotem em suas agendas, em seus celulares, para não esquecer, para não mais os elegerem nem suportarem em qualquer cargo público. Eles são covardes e traidores da pátria.
Jussara Seixas

- Álvaro Dias (PSDB-PR)
- Sérgio Guerra (PSDB-PE)
- Marco Maciel (DEM-PE)
- Lúcia Vânia (PSDB-GO)
- Antonio Carlos Junior (DEM-BA)
- Agripino Maia (DEM-RN)
- Raimundo Colombo (DEM-SC)
- Efraim Morais (DEM-RN)
- Pedro Simon (PMDB-RS)
- Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE)
- Cícero Lucena (PSDB-PB)
- Demóstenes Torres (DEM-GO)
- Jayme Campos (DEM-MT)
- Heráclito Fortes (DEM-PI)
- Mário Couto (PSDB-PA)
- Eduardo Azeredo (PSDB-MG)
- Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
- Kátia Abreu (DEM-TO)
- Romeu Tuma (PTB-SP)
- Arthur Virgílio (PSDB-AM)
- Marconi Perillo (PSDB-GO)
- Mão Santa (PMDB-PI)
- João Tenório (PSDB-AL)
- Gilberto Goellner (DEM-MT)
- Marisa Serrano (PSDB-MS)
- Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
- Papaléo Paes (PSDB-AP)
- Tasso Jereissati (PSDB-CE)
- Geraldo Mesquita Junior (PMDB-AC)
- Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
'Economist': emergentes podem sair da crise antes que os EUA
Publicação britânica ressuscita a tese do 'descolamento', mas diz que agora ele será mais limitado.
- Um artigo na edição mais recente da revista britânica The Economist afirma que as grandes economias emergentes, principalmente Brasil, China e Índia, podem se recuperar mais rapidamente da crise econômica do que os Estados Unidos. A revista defende uma nova tese do "descolamento", teoria defendida no ano passado por alguns analistas (entre eles a própria Economist) que afirmavam que os emergentes estariam mais resistentes a uma recessão nos EUA. Admitindo que esta tese não se mostrou correta durante a crise, a Economist apresenta agora a tese do "descolamento 2.0" ("Decoupling 2.0", que dá nome ao artigo), que, segundo a publicação, seria "um fenômeno mais limitado, restrito a algumas das maiores e menos endividadas economias emergentes". "Mesmo se a economia americana continuar fraca, há sinais de que as algumas das maiores economias emergentes podem ter uma recuperação razoável", diz a publicação. A revista argumenta que esta nova teoria é baseada em dois fatores subestimados: que as grandes economias emergentes seriam menos dependentes dos gastos americanos do que se acredita e por elas terem se provado mais capazes e desejosas de responder à fragilidade econômica. Como prova desse "novo descolamento", a revista cita o exemplo da China, cuja economia começou a se acelerar novamente nos primeiros quatro meses deste ano. "Apesar dos debates sobre a precisão dos dados do PIB da China (...) o crescimento este ano pode ser perto de 8%. Este otimismo abasteceu os preços das commodities, o que, por sua vez, melhorou as previsões para o Brasil e outros exportadores de commodities". Novo descolamento Segundo a revista, durante a crise, países como o Brasil e a China não foram atingidos apenas pela queda na demanda dos EUA. O que talvez tenha afetado mais essas economias foi o quase colapso dos mercados de crédito globais e os cortes de estoques de companhias "traumatizadas". Além disso, muitos dos emergentes apertaram sua política monetária para combater a inflação antes da crise, o que fez a demanda doméstica cair ao mesmo tempo em que as exportações entravam em declínio."Mas os choques globais estão se acalmando agora. Empresas não podem reduzir estoques para sempre. O pânico dos investidores está recuando, o que faz os mercados de crédito começarem a funcionar. Isto pode não ser o suficiente para estimular uma recuperação vibrante nos EUA (...) mas remove um obstáculo para as grande economias emergentes, que soltaram as rédeas ficais e monetárias", diz a revista, citando os pacotes de estímulo da China e os cortes na taxa de juros do Brasil. Para a Economist, ações como essas por parte dos governos podem fazer as economias se recuperarem mais rapidamente, mas não criam uma resistência de longo prazo. A publicação afirma que, para ter uma recuperação sustentável, a China deve substituir mais investimentos estatais por consumo privado e outros países, como a Índia, devem administrar melhor as finanças do governo. "A ideia do descolamento continua viva, mas isso não significa que a prosperidade sustentável nas grandes economias emergentes seja uma conclusão necessária", diz a publicação. BBC Brasil

DILMA SUBIU 10 PONTOS, SERRA CAIU 10 PONTOS


Preocupado com a má repercussão da última internação hospitalar de Dilma Rousseff, o PT decidiu divulgar uma pesquisa que encomendara para consumo interno.

Foi feita pelo instituto Vox Populi. Considerou cinco cenários. No melhor, Dilma ostenta 25% das intenções de voto. No pior, 19%.

José Serra, o tucano mais bem posto na pesquisa amealha 36% no cenário menos auspicioso. No embate direto com Dilma, sem outros contendores, vai a 48%.

A sondagem é nacional. Ouviram-se 2 mil pessoas entre os dias os dias 02 e 07 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O trabalho de campo foi fechado 13 dias depois de Dilma ter anunciado, em 25 de abril, que estava às voltas com o tratamento de um câncer linfático.

Vão abaixo os resultados da pesquisa:


- Cenário 1: com Dilma (PT), Aécio (PSDB), Ciro (PSB) e Heloisa Helena (PSOL)
Ciro: 23%
Dilma: 21%
Aécio: 18%
HH: 10%
Brancos e nulos: 19%
Comparando-se com pesquisa realizada pelo Vox Populi há um ano, em maio de 2008, Dilma subiu 10 pontos, Serra despencou 10 pontos e Ciro caiu 6.

- Cenário 2: Com Dilma, Ciro, José Serra (PSDB) e Heloísa Helena
Serra: 36%
Dilma: 19%
Ciro: 17%
HH: 8%
Branco e nulos: 19%
Comparação com maio de 2008: Dilma subiu 10 pontos; Serra caiu 10 pontos; e Ciro caiu 6 pontos.

- Cenário 3: Com Dilma, Aécio e HH. Sem Ciro
Dilma: 25%
Aécio: 20%
HH: 16%
Brancos e nulos: 40%
Não há levantamento anterior para comparação.

- Cenário 4: Com Dilma, Serra e HH. Sem Ciro
Serra: 43%
Dilma: 22%
HH: 11%
Brancoa e nulos: 24%

- Cenário 5: Só Dilma e Serra
Serra: 48%
Dilma, 25%
Brancos e nulos: 37%


O petismo ficou exultante. Estimava-se que Dilma só fosse roçar a casa dos 20% mais perto do fim do ano.

Decidiu-se divulgar os dados para acalmar os ânimos dos potenciais aliados e esfriar o diz-que-diz sobre "Plano B".

Na próxima semana, a cúpula do PT reúne-se em Brasília para trocar idéias sobre a pesquisa.

O otimismo é atenuado pelas incertezas que rondam o quadro de saúde de Dilma. Algo que vai perdurar pelo menos até o final de agosto.

Embora neguem, dirigentes do PT analisam alternativas à candidata oficial.

Dois nomes frequentam com maior intensidade os diálogos feitos a portas fechadas: o do ex-ministro Antonio Palocci e o do governador baiano Jaques Wagner.


Analistas: Colar no Bolsa-Família terá efeito 'zero' para PSDB
De olho nas eleições 2010, os tucanos vão adotar a estratégia de defender a principal marca social de Lula
Andréia Sadi, do estadao.com.br
SÃO PAULO - O presidente Lula é o principal obstáculo do PSDB na estratégia de defender o Bolsa-Família como bandeira eleitoral em 2010. O partido quer reivindicar a criação do programa, mas a ideia tem efeito "zero" em termos de voto já que, para a população, o único pai do programa é o presidente petista. " Não adianta vir com essa história de que verdadeiro pai do Bolsa-Família são eles(PSDB), isso não tem efeito nenhum para a população, é zero. Elas atribuem credito ao Lula, ao governo que estava ali no momento em que a vida delas melhoraram. Pegar bandeira emprestada não funciona", analisa o cientista político da UnB Leonardo Barreto.

Na semana passada, líderes tucanos fizeram um seminário na Paraíba onde o foco foi iniciar uma mobilização para desfazer a imagem de que o partido é contra políticas de transferência de renda, a principal marca social do atual governo. Um dos discursos é de que o Bolsa-Escola, idealizado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, "foi a mãe do Bolsa-Família". "O que você tinha no FHC era um conjunto de projetos e que Lula centralizou todos esses planos em um único marketing, numa única política. O criador é o Lula, foi o governo dele que fez. A filosofia da transferência de renda pode até ter nascido com FHC, mas quem centralizou foi o Lula", rebate o cientista político.

Para José Alvares Moisés, da USP, o PSDB, como oposição, não soube demonstrar claramente, não soube fazer a batalha para indicar que isso era uma política que tinha sido feito por um governo anterior e defende que o partido estabeleça limites para o programa, mesmo com fins eleitorais. "Precisa mostrar seu alcance e seu limite.

Oposição tem de ter coragem de dizer que 'sim, vamos manter o Bolsa-Família' até que alcancemos um tal nível de desenvolvimento. Ninguém vai perder votos por colocar metas, não é pecado. Governo Lula acabou de colocar metas, no caso da poupança. Adotar isso como política permanente, não mostrar o seu limite e sua insuficiência, é uma irresponsabilidade, seja do PT ou do PSDB", explicou.

Uma das principais críticas do programa é a de que ele não oferece "porta de saída" para os seus beneficiários. E, para o analista da USP, a falta de oportunidades cria uma clientela que depende do programa. "É visível por toda nossa experiência e tradição que isso rende votos. Pode ser a base de um novo clientelismo, você cria uma clientela que passa a depender do BF, que se alimenta melhor, renda melhor mas como não tem oportunidade, nem estimulado a entrar no mercado de trabalho não é cobrado acaba se acomodando a essa situação e recebe e em troca de receber dá voto. É clientelismo clássico. Como escapar disso? Se você admitir publicamente que o programa é provisório", defende.

O Bolsa-Família, quando do seu lançamento,em 2003, estava longe de ser uma unanimidade.Dos 27 governadores, apenas quatro além de 2 interinos, compareceram à solenidade. Nem mesmo os então governadores petistas de Mato Grosso do Sul, José Orcírio dos Santos, o Zeca do PT, e de Roraima, Flamarion Portela, compareceram ao evento.

Entre os principais críticos do programa, embora em tom moderado, estavam os tucanos, como Aécio Neves, José Serra e Tasso Jereissati, então presidente do PSDB. No entanto, a mais de um ano da eleição presidencial de 2010, o discurso amenizou e os ataques de "falsa caridade, assistencialismo" deram espaço à intenção do partido de defender o Bolsa-Família e propor, inclusive, a sua ampliação.
Novo advogado de Battisti diz que STF não deve rever refúgio
O advogado Luís Roberto Barroso, que há duas semanas passou a conduzir a equipe de defesa do ex-ativista Cesare Battisti, disse em entrevista à agência Ansa que a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder o refúgio político ao italiano não deve ser revista pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, ele reiterou que Battisti cometeu crimes políticos e não pode ser definido, sob critérios técnicos, como um terrorista.
Julgado por quatro assassinatos ocorridos no fim da década de 1970, quando era membro da organização de esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Cesare Battisti recebeu o refúgio político no dia 13 de janeiro. O episódio deu origem a uma crise diplomática entre Brasil e Itália, que pede a extradição do ex-ativista. O processo está no STF, e Barroso acredita que uma decisão possa ser anunciada no mês de junho.
Para Barroso, ao analisar o caso, o STF não poderia revogar a concessão do benefício, que Tarso tem competência, como membro do Poder Executivo, para tomar tal decisão. "Não acho que haja dúvida sobre a competência (de Tarso). Está fora de cogitação questioná-la. O mérito de uma decisão tomada por um poder (o Executivo) não deve ser revisto pelo Judiciário", ponderou o advogado.
Ele enfatizou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ratificou a orientação do Ministério da Justiça. "A decisão foi endossada pelo presidente da República, que deu entrevistas dizendo que a Itália tem o direito de divergir, mas deve respeitar uma decisão soberana do Estado brasileiro".
TerrorismoNa opinião do advogado, o uso da palavra "terrorista" para definir o perfil do italiano é equivocado. Segundo ele, terrorismo é um crime hediondo, e Battisti cometeu ações políticas, em uma época de enfrentamentos entre grupos de esquerda e outros que buscavam reagir à sua militância.
"No caso dele, a palavra terrorista é totalmente imprópria. Terrorista é quem coloca bomba em estação de trem. Eu acho que você pode qualificar seus atos como ações de extrema esquerda ou até de intolerância política, mas certamente não é terrorismo", indicou.
Battisti, explicou Barroso, "foi condenado por crimes políticos puros, por participar de uma organização subversiva, tentar derrubar um regime e promover ações armadas contra este regime". O advogado lembrou ainda que o Brasil tem uma tradição de conceder refúgio em casos de crime político, medida que é resguardada pela Constituição.
"O principal argumento contra a extradição é o crime político. A Constituição proíbe a extradição por crime político, e a condenação de Battisti se refere a um contexto de criminalidade política", enfatizou.
Redação Terra

Manifestantes pedem impeachment de Yeda no centro da Capital

Professores, estudantes e integrantes da Via Campesina marcharam com velas

Marciele Brum, Zero Hora
"Estudantes e sindicalistas carregaram nesta quinta-feira 860 velas acesas para simbolizar o que consideram o período de "agonia para o Rio Grande do Sul", ou seja, a gestão da governadora Yeda Crusius desde o início de 2007. Por volta das 19h40min, os manifestantes partiram da Rua Alberto Bins, no Centro da Capital, e se dirigiram a pé até o Palácio Piratini. No local, dezenas de policiais militares impediam eventual acesso ao palácio que ficou praticamente cercado.”

Foto: Zero Hora
Matéria Completa, ::Aqui::

http://nogueirajr.blogspot.com/




O PSDB do Serra de FHC, querem sim privatizar a Petrobras. O povo não é bobo, não vai eleger quem pretende cometer esse crime. Petrobras é orgulho do Brasil, orgulho dos brasileiros, é patrimonio do povo brasileiro. PSDB nunca mais.

Manifestantes atacam tucanos em ato contra CPI da Petrobras
DA SUCURSAL DO RIO
Cerca de 2.500 integrantes de movimentos sociais ligados à base governista realizaram ontem uma passeata contra a CPI da Petrobras no centro do Rio. A manifestação, que contou ainda com a participação de políticos do PT, terminou com um abraço simbólico ao prédio da empresa. A avenida Rio Branco, uma das principais da cidade, chegou a ser interditada ao trânsito de veículos.Afinados com o discurso do presidente Lula, que, na semana passada, chamou o PSDB de "pouco patriota" por criar a CPI, manifestantes empunharam faixas e entoaram palavras de ordem acusando a oposição de querer deixar a estatal em uma situação vulnerável para então privatizá-la.De cima de um carro de som, sindicalistas gritavam: "Sai seu tucano, sai seu ladrão, larga a Petrobras, que é patrimônio da nação". Depois, a expressão "seu tucano" foi substituída pelo nome do governador de São Paulo, José Serra, possível candidato do PSDB nas eleições presidenciais de 2010.Um dos deputados petistas presentes, Antonio Carlos Biscaia (RJ), disse que a CPI é "irresponsável" e "desnecessária". "Se há fato concreto, vamos investigar através do Ministério Público e do Tribunal de Contas", defendeu.A presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf, criticou o uso político da comissão e disse que ela vai "contra os interesses do povo". Segundo Stumpf, a entidade decidiu participar do protesto porque "sempre se mobilizou em defesa de um projeto nacional capaz de sustentar a educação do país"."Esse projeto de desenvolvimento passa pelo petróleo brasileiro", disse. elaJá o coordenador-geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), João Antonio de Moraes, afirmou que a criação da CPI é "uma reação de setores que não querem que o Brasil tenha o controle sobre o pré-sal"."A CPI é obra de quem quer entregar nosso petróleo a multinacionais. Ela cria embaraço para a empresa justamente no momento em que ela busca recursos para o pré-sal", disse.Ele afirmou que a ideia da entidade, que organizou a passeata ao lado da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da CTB (Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), da CNQ (Confederação Nacional do Ramo Químico), da UNE e do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), é fazer novas manifestações em defesa da empresa e da mudança da lei do petróleo."Vamos fazer uma reedição da campanha "O Petróleo é Nosso", que tomou as ruas do país no fim da década de 40", disse ele, referindo-se à mobilização que culminou na criação da Petrobras na década de 50.

21 maio 2009


Não reclame depois que você não foi avisado
por Luiz Carlos Azenha
A Vale do Rio Doce foi privatizada, em 1997, por pouco mais de U$ 3,3 bilhões de dólares. Dez anos depois, em 2007, teve faturamento quase dez vezes maior, ou seja, de cerca de U$ 33 bilhões.
Em retrospectiva, alegam os privatistas, era impossível prever que o preço internacional do minério de ferro subiria tanto, aumento causado especialmente pelo crescimento espetacular da China!
A história da Vale é ilustrativa: a Itabira Iron Ore, da qual ela se originou, só foi nacionalizada pelo governo de Getúlio Vargas depois de um acordo entre o Brasil, a Grã Bretanha e os Estados Unidos, pelo qual recebemos financiamento externo para a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia Vale do Rio Doce em troca da garantia de suprimento de minério de ferro e borracha para o esforço de guerra dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.
Getúlio tinha visão de estadista: ficou em cima do muro, entre americanos e nazistas, até arrancar de Washington as concessões indispensáveis ao início da industrialização do Brasil.
Foi o legado de Getúlio que Fernando Henrique Cardoso - ele ainda não está preso? - prometeu pulverizar. Pulverizou, em parte, ao vender a Vale a preço de banana.
Mas esse não é o meu ponto. O que quero destacar é que os Estados Unidos, para obter o que queriam do Brasil - minério de ferro e borracha -, aceitaram até mesmo a nacionalização de uma empresa americana.
Os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) foram um gesto simbólico -- sem desfazer do esforço e da dedicação deles -- e a base aérea de Natal serviu à guerra no Norte da África. Mas o ESSENCIAL foi a matéria prima: minério de ferro e borracha.
Por que haveria de ser diferente agora?
Por que as matérias primas perderiam importância agora, que o Brasil se descobre sentado sobre uma enormidade de petróleo em sua costa?
Recentemente o ministro da Defesa, Nelson Jobim, trouxe a público o debate sobre a mineração em alto mar. Falou da necessidade de o Brasil se juntar com os vizinhos e com países da África para discutir o controle da navegação no Atlântico Sul.
Leia aqui sobre a mineração no mar
Outro dia, a bordo de um navio da Marinha, descobri surpreso que a Amazônia azul -- o mar territorial brasileiro -- é quase tão grande quanto a Amazônia verde. E, com certeza, tão rico quanto.
Essas são as questões essenciais para o futuro do Brasil, que deveriam ocupar boa parte da agenda do Parlamento brasileiro. No entanto, um dos maiores partidos do país decide concentrar esforços em uma CPI eleitoreira, que desvia a atenção da opinião pública do debate realmente necessário: como explorar o pré-sal? Onde investir o dinheiro? Quais são as perspectivas da mineração em águas profundas? Como o Brasil pode controlar a sua costa e projetar seu poder no Atlântico Sul?
Dizem, hoje, para justificar o preço de venda da Vale, que era impossível prever o preço internacional do minério de ferro.
Mas, como se isso fosse realmente necessário, que fique o alerta: o petróleo que está na costa brasileira vale muito e valerá cada vez mais. Será uma vergonha se nós, brasileiros, desperdiçarmos essa oportunidade de fazer do Brasil um país decente. E, acreditem, como já aconteceu muitas vezes no passado, existem milhares de brasileiros dispostos a entregar o ouro ao bandido em troca de migalhas.
O POVO BRASILEIRO EM DEFESA DA PETROBRAS, CONTRA A PRIVATIZAÇÃO QUE DEFENDE O PSDB DE SERRA/FHC



O dia em que a PETROBRAS deixou de ser BRASileira
Prof Emir Sader
Dia 26 de dezembro de 2000, um dia depois do Natal, o povo brasileiro foi surpreendido por mais uma medida antinacional do governo FHC. Coerente com a máxima de FHC de que “ia virar a página do getulismo no Brasil” – sem o que o neoliberalismo não seria possível – o presidente da Petrobrás, Henri Philippe Reichstul, anunciou que a empresa estava mudando seu nome comercial para PetroBrax. Segundo ele, o objetivo seria “unificar a marca e facilitar seu processo de internacionalização” (sic) (FSP, 27/12/2000). Afirmou ele que “a medida ganhou na semana passada o aval do presidente Fernando Henrique Cardoso”.
Segundo Alexandre Machado, consultor da presidência da Petrobras, a operação custaria à empresa 50 milhões de dólares, para realizar um projeto da agência paulista de design Und SC Litda, “contratada sem licitação”, segundo o presidente da Petrobras. “Um dos argumentos favoráveis – relata a FSP – foi que o sufixo “bras” estaria, internamente, associado à ineficiência estatal.” “No front externo, um dos argumentos para a mudança da marca é de tirar a associação excessiva que o nome Petrobras tem com o Brasil . Segundo Norberto Chamma, diretor da Und, que apresentou a nova marca ontem para jornalistas, a desvinculação é importante para que a empresa não seja obrigada a arcar com os ônus dessa ligação.” (sic)
A direita subestimou a capacidade de resistência do povo brasileiro, submetido a tantas afrontas no governo tucano, que este pensou que ele estava anestesiado. (Uma coluna do próprio jornal FSP diz que o jornal subestimou a reação popular contra a medida.) Mas a operação durou apenas algumas horas. Apesar da tentativa de pegar o povo distraído pelo período entre Natal e Ano Novo, em dois dias o governo teve que retroceder da sua vergonhosa tentativa de preparar a maior empresa brasileira para “facilitar seu processo de internacionalização” – não há melhor confissão da intenção de privatizá-la, de que a venda de ações na Bolsa de Nova York foi um passo concreto. O país estava submetido à nova Carta de Intenções do FMI, depois da terceira vez que o governo tucano de FMC e de Serra havia quebrado nossa economia e havia indícios claros que a privatização da Petrobras, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil faziam parte das contrapartidas dos novos empréstimos que o FMI concedia ao governo de FHC.
26 de dezembro foi um dia da vergonha nacional, com essa tentativa fracassada de tirar o nome do Brasil da Petrobras, para tirar a Petrobras do Brasil. Sabemos que FHC estava totalmente de acordo. Seria bom saber onde andavam e que atitude tomaram os que agora dizem se preocupar com a Petrobras. Que posição teve, por exemplo, José Serra diante dessa ignominiosa atitude do governo a que ele pertenceu? E as empresas da mídia e seus funcionários colunistas?
E que atitude tomaram os senadores, agora tão interessados nos destinos da Petrobras, ao subscrever o pedido da CPI, quando a existência mesma da empresa estava em jogo?
O senador Álvaro Dias talvez estivesse ocupado com a defesa dos processos por uso da cavalaria da PM contra professores ou preparando algum dossiê falso contra adversários políticos, ou tentando se defender das acusações de crime contra a administração pública, movidas pelo SupremoTribunalFederal.
Já o senador Artur Virgilio talvez estivesse tentando organizar sua defesa da acusação de envolvimento com prostituição infantil de que foi acusado ou preocupado em libertar o filho, preso por desacato e pornografia .
O senador Cicero Lucena talvez estivesse preocupado com o processo do Supremo Tribunal Federal por formação de quadrilha e desvio de verba.
O senador Eduardo Azeredo, fundador do mensalão mineiro, poderia estar preparando já seu projeto de lei que quer censurar a internet.
O senador Flexa Ribeiro talvez estivesse às voltas com o que depois foi revelado como sendo a inclusão do seu nome na “folha de pagamento” das empreiteiras.
Já o senador Marconi Perillo poderia estar preocupando-se pelo que o Ministério Publico Federal encontraria como irregularidades em seu governo, pedindo sua cassação.
O senador Tasso Jereissatti poderia estar às voltas com viagens em um do seus jatinhos, por conta das verbas do Senado, que ele consideraria “legais”.
O senador Efraim Morais poderia estar ocupado com a nomeação de algum dos seus 52 parentes que tem no seu gabinete.
Ou com a investigação do Ministério Público Federal sobre o que, uma vez apurado, se tornaria seu envolvimento em esquema de propinas no Senado, junto com o senador Romeu Tuma.
O senador Heraclio Fortes poderia estar preocupado com o caso de corrupção do Zoghibi, tentando esconder sem envolvimento.
Já o senador Jayme Campos poderia estar às voltas com o que viria a ser denunciado como sua participação no inquérito sobre sanguessugas.
O senador José Agripino poderia estar em contato com empreiteiras, segundo acusações de doações “por fora” de que foi objeto.
A senadora Katia Abreu poderia estar manifestando seu apoio aos escravagistas do Pará.
A senadora Maria do Carlo Alves poderia estar envolvida com o que se configurou depois como acusações de caixa dois.
Já o senador Jarbas Vasconcelos poderia estar gozando dos 17,3 mil reais mensais desde 1992, sem trabalhar.
O senador Pedro Simon poderia estar tomando a mesma atitude que tomaria diante da corrupção do governo de Yeda Crusius: silêncio total.
O senador Geraldo Mesquita poderia estar utilizando os salários que os seus funcionários lhe acusam de que lhes roubou.
O senador Mão Santa poderia estar ocupado em algum contato com Camargo Correa, da qual foi acusado de receber propinas.
O senador Romeu Tuma poderia estar preocupado com aquilo de que mais tarde foi acusado, de participação em esquema do Senado.
O senador Mozarildo Cavalcanti poderia estar ocupado em atividades que mais tarde seriam denunciadas como crimes contra a administração pública.
Poderiam os senadores que convocaram a CPI estar ocupados nisso. Mas o certo é que estavam centralmente ocupados em apoiar o governo que tentou privatizar a Petrobrás, que fez um balão de ensaio no dia 26 de dezembro de 2000, teve que recuar, e agora tenta voltar à carga, no momento em que se discute a nova regulamentação da exploração do petróleo e todo o processo do pré-sal. Une suas atuações um profundo sentimento de desprezo pelo que é brasileiro, pela que a Petrobrás representou e representa para o país.
Por isso precisam ser repudiados, na mesma lista dos políticos que resistiram à fundação da Petrobras, aos que quebraram o monopólio do petróleo e aos que desprezam o que representa a Petrobras para o Brasil. Defender hoje a Petrobras é defender o Brasil, de hoje e de amanhã.

CPI da Petrobras atrasa pré-sal
Para iniciativa privada, comissão dificulta a aprovação de novas regras para exploraçãoRicardo Rego MonteiroNo varejo, as petroleiras privadas negam qualquer impacto da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o futuro do setor no Brasil. No atacado, no entanto, a sinceridade dos executivos não deixa margem para dúvidas: a CPI deve atrasar não só alguns dos principais investimentos da Petrobras, mas também a definição do marco regulatório para o pré-sal, previsto para o segundo semestre deste ano. Para os executivos, a indefinição representa um golpe nos investimentos previstos pelas companhias no país. Empresas como a anglo-holandesa Shell, por exemplo, aguardam a definição do pré-sal para definir quanto vai investir, nos próximos anos, nos mercados brasileiro, africano ou russo.Para consumo externo, no entanto, os principais executivos do setor fogem do assunto, com receio de ferir a soberania do país. O presidente da Shell Brasil, Vasco Dias, admite apenas aguardar a definição das novas regras exploratórias do pré-sal para saber quanto vai destinar para o segmento de Exploração e Produção do Brasil.– Nós temos três concessões no pré-sal do Brasil, que é prioridade para a companhia – afirmou ontem o executivo, ao participar do 21º Fórum Nacional, promovido no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo ex-ministro João Paulo dos Reis Velloso. – O planejamento para o pré-sal vai depender muito do que vier no marco regulatório. Nós estamos junto com o IBP (Instituto Brasileiro do Petróleo, entidade que defende os interesses das petroleiras privadas, embora também tenha a Petrobras como membro) na defesa da nossa posição.Na prática, o IBP defende a manutenção das atuais regras de exploração de petróleo no país, previstas pela lei 9.478/97. A lei prevê a exploração por meio de contratos de concessão, licitados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). As petroleiras privadas defendem a manutenção das regras, com ajustes apenas nas alíquotas de royalties e participações especiais – contribuições que incidem sobre a produção dos campos e cuja arrecadação é dividida entre União, estados e municípios.– Se mexer nas regras atuais de forma mais ampla, haverá necessidade de mudar a lei 9.478. Isso vai levar muito tempo, pois vai demandar o envolvimento do Congresso Nacional em uma discussão que ninguém sabe quanto tempo vai levar – argumenta um executivo com trânsito entre as petroleiras privadas, ao lembrar que a mudança nas alíquotas atende aos interesses do governo, com o aumento da arrecadação. A proposta do governo prevê não só a adoção de contratos de partilha para regular a produção do pré-sal, mas também a criação de uma estatal para administrar os contratos da nova província petrolífera.Impacto sobre investimentosO mesmo executivo adverte que o governo não terá condições de definir o novo marco regulatório com um ambiente político conturbado por uma CPI, seja qual forem as mudanças definidas pela comissão interministerial que estuda o assunto. O novo modelo terá que ser aprovado no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE, órgão que reúne ministros e a Agência Nacional do Petróleo). O impacto, de acordo com esse mesmo executivo – que falou sob a condição de não ter a identidade divulgada –, se dará tanto sobre os investimentos no pré-sal quanto nos desembolsos para áreas acima da camada de sal.– Essa CPI é tudo o que não queríamos; é tudo o que o país não precisa agora. Tudo vai parar no setor – lamentou o executivo.
JB
Em blog, Dirceu 'lança' slogan para campanha de Dilma em 2010
Ex-ministro da Casa Civil diz que 'Dilma 2010, é Lula de novo' é uma 'boa sacada' e deve pegar nas eleições
Andréia Sadi, do estadao.com.br
SÃO PAULO - No mesmo dia em que a ministra Dilma Rousseff recebeu alta do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, o seu antecessor na Casa Civil divulgou uma ideia de "slogan" para a sua eventual campanha em 2010: "Dilma 2010, é Lula de novo". "Vejam que boa sacada para a campanha de Dilma Rousseff, a pré-candidata do presidente Lula e do PT para as eleições do próximo ano", defende Dirceu, em seu
blog. Ele credita a criação a um outro site e diz apostar que a "ideia vai pegar - agora e em 2010!". A ministra é a candidata do presidente Lula para a disputa em 2010.

Reprodução do Blog do Dirceu

Para o presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, a ideia está dentro das técnicas do marketing político e casa "claramente" com uma ideia de terceiro mandato para o presidente, "mas sem a sua presença". "Está dentro do raciocínio de mais um mandato para o Lula. Ele que lançou (a candidata), não tem como afastar a sua imagem. Ela é a continuidade, mas precisa ver se um eventual slogan desses servirá em 2010", disse.

Ontem, Dilma foi liberada do hospital após ter sido internada na terça-feira com dores fortes nas pernas, efeitos do tratamento de quimioterapia a que ela vem se submetendo para cuidar de um câncer no sistema linfático.

Lula descartou afastamento de Dilma por conta da saúde, e com isso, a possibilidade de disputar um terceiro mandato. No entanto, boa parte da base aliada ao Planalto que defende mais uma reeleição para o presidente não se desarmou no Congresso. Ele (mandato) termina no dia 31 de dezembro de 2010", reiterou o presidente, em Pequim.

Líder do PR propõe estender mandatos de Lula, governadores, senadores e deputados até 2012
Do UOL Notícias
Em Brasília
Atualizada às 11h35
O deputado Sandro Mabel (PR-GO), líder do seu partido na Câmara, propôs um referendo para ampliar em dois anos os mandatos dos atuais deputados, senadores, governadores e do presidente da República.
Tenho defendido a prorrogação por dois anos, com plebiscito, para fazer a coincidência de eleições em 2012. Não podemos mais ter eleições de dois em dois anos", disse Mabel. Assim, em 2012, ocorreriam eleições gerais, para vereadores, prefeitos, deputados estaduais, federais, governadores, senadores e presidente.O deputado também argumenta que não se pode mudar a equipe econômica num momento de crise, como o atual. "Como estamos num momento de crise e a equipe está indo bem, poderíamos mantê-la." Para ele, mudar a equipe agora pode trazer problemas. O PR integra a base de sustentação do governo Lula.Os líderes do PMDB, PT e DEM se mostraram contrários à proposta de Mabel. "Fico até constrangido de ouvir que um deputado tenha coragem de fazer uma proposta dessas", disse Ronaldo Caiado (DEM-GO). Segundo Mabel, há tempo hábil para aprovar o projeto de plebiscito ou referendo até setembro deste ano, limite para a alteração das regras eleitorais.
Mabel fez a proposta na reunião de líderes que acontece na casa do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). A intenção da reunião é estabelecer um calendário de votações da reforma política.Atualmente, têm sido discutidos na Câmara dois pontos principais: a adoção do voto em lista fechada e o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais. Mesmo essas propostas, que encontram consenso entre lideranças de vários partidos e que, em tese, poderiam ser aprovadas por maioria simples, enfrentam grandes dificuldades para avançar. Na reunião de hoje, só foi definido que o requerimento de urgência será votado na quarta-feira.
RS:Servidores e estudantes realizam caminhada pelo impeachment de Yeda
O Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE) promove nesta quinta-feira (21) mais uma atividade da campanha pelo impeachment da governadora Yeda Crusius. Uma caminhada luminosa, a partir das 19h, será realizada pelas ruas do Centro de Porto Alegre. A concentração será em frente ao CPERS/Sindicato - Av. Alberto Bins, 480. A quinta-feira marca 860 dias de agonia para o Rio Grande do Sul.
Novas denúncias de corrupção e de caixa dois envolvendo a campanha da governadora, em 2006, foram divulgadas nesta semana. Para as entidades que integram o FSPE, o governo Yeda não tem mais legitimidade para continuar, muito menos para encaminhar qualquer projeto voltado a retirar direitos dos servidores públicos.
Na quarta-feira (19), ao meio-dia e às 17 horas, panfletos pedindo o impeachment da governadora e chamando a atenção da população para a atividade de quinta-feira (21) foram entregues à população na Esquina Democrática, no centro da capital gaúcha. Um banner com a casa de Yeda foi levado até o local.
CUT

Protesto contra CPI da Petrobras reúne 2,5 mil no Rio
Ato organizado pela Federação Única dos Petroleiros acusa a oposição de tentar desmoralizar a empresa
Agencia Estado
RIO - Cerca de 2.500 pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participam na manhã desta quinta-feira, 21, de um protesto no centro do Rio de Janeiro organizado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e entidades de movimentos sociais, em defesa da Petrobras e contra a CPI aberta no Senado para investigar a estatal.

- Federação Única dos Petroleiros protesta contra CPI da PetrobrasOs manifestantes acusam a oposição de tentar desmoralizar a empresa para privatizá-la. O trânsito foi interrompido em toda a Avenida Rio Branco, uma das principais do centro do Rio. A manifestação conta com apoio de sindicalistas e estudantes. O grupo planeja fazer um abraço ao prédio da sede Petrobras no final do ato.

Governo amplia Bolsa Família para mais 500 mil famílias
O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) iniciou nesta semana o pagamento do Bolsa Família com a inclusão de novos beneficiados. As 382 mil famílias fazem parte da primeira etapa da expansão do programa de transferência de renda que atendia, até abril deste ano, 11,1 milhões de domicílios em todas as cidades brasileiras. Além do grupo de beneficiários incluídos em maio, mais 500 mil famílias entrarão no programa em agosto, e outras 500 mil, em outubro. Ao todo, a ampliação será de cerca de 1,3 milhão de famílias em 2009.
A ampliação se deve à mudança no critério de renda para ingresso no programa, que, a partir de agora, atenderá famílias com renda per capita mensal de até R$ 137,00 (o limite anterior era de R$ 120,00). O objetivo é garantir acesso de toda população pobre à renda e aos serviços de educação e saúde. Os valores dos benefícios não foram alterados: variam entre R$ 20 e R$ 182 de acordo com a composição e o perfil econômico da família. As novas concessões vão priorizar as regiões metropolitanas para combater a pobreza nos grandes centros urbanos, mas o crescimento ocorrerá em todas as regiões. A estimativa do MDS é chegar a 12,9 milhões de domicílios em 2010. Uma reserva de 600 mil benefícios será usada para inclusão de famílias identificadas pelos Municípios em bolsões de pobreza e grupos específicos, como população de rua, acampados da reforma agrária, moradores de áreas remanescentes de quilombos e indígenas. Contingente
A secretária nacional de Renda de Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, explica que a ampliação tem como finalidade atender toda a população brasileira em situação de extrema pobreza e pobreza. “Isso significa que o número de famílias beneficiadas pelo programa varia de acordo com o tamanho desse contingente”. Segundo a secretária, a tendência de redução da pobreza nos últimos anos, impulsionada pelo crescimento da renda dos mais pobres, indica que, no futuro, o número de pessoas que necessitam do programa poderá ser reduzido gradativamente.
A atuação das prefeituras é fundamental para garantir a inclusão da população mais vulnerável, já que são elas que identificam e cadastram moradores que vivem em bolsões de pobreza e áreas de difícil acesso. A atualização permanente dos dados cadastrais também é um instrumento capaz de permitir que o benefício chegue, de fato, a quem precisa. Estimativa
A mudança no critério de renda para ingresso no programa seguiu a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre abril de 2006 e dezembro de 2008. Duas novidades foram adotadas no desenho do Bolsa Família para o cálculo das novas estimativas: a metodologia denominada Mapas de Pobreza, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que reflete de maneira mais fiel alterações socioeconômicas ocorridas nos municípios, e o cenário de pobreza em cada cidade.
Antes, o parâmetro de população atendida era definido com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), de 2004. Além dos Mapas de Pobreza, o governo federal incorporou um coeficiente de instabilidade de renda da população pobre – calculado pela Fundação Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base na pesquisa mensal de emprego.
Assessoria do MDS
TRAIDOR DO BRASIL
http://desabafopais.blogspot.com/

Dilma diz que não reduzirá seu ritmo de trabalho
Segundo ministra, dores têm a ver com medicamento

REPORTAGEM LOCAL

Após 35 horas de internação, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) deixou ontem o hospital Sírio Libanês, em São Paulo, anunciando que não diminuirá o ritmo de trabalho. Ela criticou aqueles que se utilizam da doença para questionar sua capacidade política -tanto de permanecer no cargo quanto de se candidatar à Presidência."Acho de muito mau gosto misturar uma doença que é hoje curável com questões políticas. E acho que a própria população vai entender que isso não é adequado", disse ela.Dilma trata um câncer linfático. Há uma semana, realizou a segunda sessão de quimioterapia. Na madrugada de terça-feira, foi transferida para São Paulo com fortes dores nas pernas.Os médicos recomendaram que ela diminua a carga de trabalho. Pedido semelhante foi feito por Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula.Dilma afirmou que as dores que a levaram à internação "não têm nada a ver com o ritmo de trabalho". Segundo ela, seu mal-estar foi consequência da retirada brusca dos corticoides, medicamento que recebeu nos dias posteriores à quimioterapia. Mas ela reconheceu que terá de planejar repousos após as próximas aplicações.A ministra teve alta por volta das 11h. Deixou o hospital às 14h pela porta principal, demonstrando bom humor. Disse estar muito bem, apesar das dores fortes nos dias anteriores.Pela primeira vez, Dilma afirmou em público que está usando peruca. A queda de cabelo é um efeito da quimioterapia.A ministra conversou pelo telefone com Lula, que está no exterior. "Nós fizemos um despacho básico", disse.Foram cancelados compromissos até amanhã. Dilma avaliava desmarcar a agenda no final de semana. Segundo Carvalho, ela não deve ir a almoço na casa da ex-ministra Marta Suplicy, marcado para sábado em São Paulo, nem a um evento do PT, previsto para o mesmo dia.Pela manhã, em Brasília, a situação política da ministra entrou na pauta de reunião de Carvalho com ministros e congressistas do PT.Na ocasião, segundo a Folha apurou, foram discutidos resultados de uma pesquisa Vox Populi encomendada pelo PT que apontaria um crescimento da ministra na intenção de voto e um índice elevado de entrevistados que não sabem que ela é a candidata de Lula.
Servidor do Senado dá expediente em loja
A FARRA NO SENADO NÃO TEM FIM
Concursado, Renato Friedmann está lotado na liderança do PMDB e ganha R$ 15 mil, mas trabalha no RS
SUCURSAL DE BRASÍLIA
Servidor concursado no Senado, o consultor legislativo Renato Friedmann é funcionário-fantasma da liderança do PMDB há cinco meses. Desde dezembro, ele ganha R$ 15 mil mensais para dar expediente em Brasília no gabinete comandado por Renan Calheiros (PMDB-AL) -até janeiro, o líder foi Valdir Raupp (PMDB-RO). Mas sua ocupação tem sido administrar uma loja de móveis da família em Porto Alegre.Em abril, Friedmann chegou a receber hora extra, o que elevou seu salário bruto para R$ 17 mil em maio. Tido por colegas como economista talentoso, ele se dedica a comandar a "Friedmann Móveis", que herdou após a morte do pai.Durante as últimas duas semanas, a Folha telefonou diariamente para a loja. Funcionários informaram que Friedmann dava expediente todos os dias no local e que ele é o dono e administrador do negócio. As conversas foram gravadas. Ao mesmo tempo, a reportagem o procurou na liderança do PMDB. No local, servidores disseram desconhecê-lo.Ontem, após a Folha procurar Renan e Friedmann, o servidor entrou com pedido de férias e licença não remunerada. Já Renan decidiu devolver o funcionário para a Consultoria Legislativa do Senado, onde estava até novembro de 2008.A lei 8.112/1990, que trata do regime jurídico dos servidores, proíbe funcionário público de "participar de gerência ou administração de sociedade privada" e de "exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista, cotista ou comanditário".Além disso, decisão da Mesa Diretora de março de 1997 determina que "servidor efetivo do Senado, lotado no gabinete do senador, só poderá ter exercício em Brasília". É autorizado apenas que "funcionários comissionados", sem concurso, possam atuar fora da capital. A Folha apurou que a Casa pode abrir processo administrativo.Friedmann ocupava o posto de consultor-geral adjunto da consultoria, setor responsável pela elaboração de projetos de leis, pareceres e discursos dos congressistas. O órgão é comandado por Bruno Dantas, consultor-geral, indicado por Renan para o cargo. Foi ele quem autorizou a cessão de Friedmann ao gabinete. "Aqui [consultoria] ia me dar problema. Lá na liderança é menos rigoroso", disse Dantas.Questionado, Raupp confirmou que pediu para Friedmann fazer parte do gabinete, mas que não sabia que ele não trabalhava. Renan afirmou que sua função é política e que não lhe cabe monitorar a presença dos servidores, mas que, assim que soube da ausência do servidor, pediu para que ele assumisse suas funções ou retornasse à consultoria.O chefe de gabinete de Renan, Francisco Chaves, que atestou a presença do servidor, disse que não tem autorização para comentar o assunto.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/

Entidades fazem ato em defesa da Petrobras
DA SUCURSAL DO RIO
Movimentos sociais e sindicatos afinaram o discurso com o governo e articulam para hoje ato de protesto contra a criação da CPI da Petrobras -que, segundo seus líderes, atrapalhará a gestão e os investimentos da companhia justamente no momento em que a estatal trabalha para viabilizar a produção de petróleo do pré-sal.Principal líder da ação, o coordenador-geral da FUP (Federação Única dos Petroleiros), João Antonio de Moraes, disse que a motivação da passeata é a ação da oposição para "facilitar a privatização da Petrobras e permitir uma eventual volta do PSDB ao poder e a entrega do pré-sal às multinacionais".Com base nesse discurso, Moraes diz que a CPI foi criada para "tumultuar e criar um espetáculo televisivo" que leve à "desmobilização da sociedade no momento em que ela começa a apoiar com mais força uma mudança na lei do petróleo".Ele afirmou que vários setores da sociedade apoiam novas regras para a exploração do pré-sal -cujo governo do PT defende um controle maior do Estado e o fim do regime de concessões. Ou seja, a propriedade do óleo produzido no pré-sal será, se a lei for alterada conforme a visão dominante no governo, da União e não mais dos concessionários, como vigora atualmente.Questionado se a FUP atua em consonância com os interesses do governo ou dos partidos da situação, afirmou: "Não somos um braço sindical do governo. Há menos de dois meses fomos contra a posição da Petrobras e fizemos uma greve que parou a companhia".Além da FUP, também apoiam o movimento CUT, MST e ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Será realizada, a partir das 10h de hoje, uma passeata, que sairá da Candelária em direção à sede da Petrobras (ambos no centro do Rio).

DILMA JÁ ULTRAPASSA OS 20%
Confirmando a AE, a coluna da Renata Lo Prete da a notícia que está irritando a oposição

Na tentativa de afastar a incógnita introduzida pela doença de Dilma Rousseff na equação de 2010, lideranças petistas discutem desde o início da semana dados preliminares de pesquisa feita pelo instituto Vox Populi para o partido, na qual a ministra da Casa Civil ultrapassa pela primeira vez a barreira dos 20% de intenção de voto. Levantamentos encomendados pela oposição teriam chegado a número semelhante. Como o discurso oficial sempre foi o de que essa marca deveria ser atingida até o final do ano, o resultado é apresentado como superior à expectativa.Duas outras conclusões preliminares animam o PT: a) menos de metade dos entrevistados já entendem Dilma como "a candidata do Lula"; b) a liderança folgada do próprio presidente na pergunta espontânea.
Painel
FSP

20 maio 2009

Senador Inácio Arruda defende a Petrobras
De olho nas eleições de 2010, os tucanos procuram, na criação de uma CPI para investigar a Petrobrás no Senado, uma forma de desgastar o Governo Lula. Nada mais é do que uma CPI contra a Petrobrás, a maior e mais respeitada empresa brasileira no cenário internacional.
O senador Inácio Arruda vê na manobra oposicionista a tentativa de campanha prévia das eleições presidenciais: "O que está por trás disso, é que querem destruir a Petrobras, transformando essa questão numa disputa política eleitoral", afirmou. "Tenho opinião de que a Petrobras é uma empresa emblemática, que o Governo FHC fez o que pôde para tentar liquidá-la", avalia o senador Inácio.
Ele sugere tranquilidade do governo e mobilização da sociedade para se contrapor à manobra oposicionista: "É preciso, nessa hora, tranquilidade por parte do governo, mas ao mesmo tempo firmeza. Não podemos ter medo, esse é o jogo da direita. Precisamos mobilizar a sociedade brasileira, os movimentos sindicais, estudantil e de trabalhadores, que têm consciência do papel estratégico da Petrobras para economia brasileira. É hora de uma grande mobilização nacional em defesa do patrimônio do povo brasileiro, que é a Petrobrás."
Fonte: Assessoria de imprensa do senador Inácio Arruda
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
Câmara aprova compra de terreno pelo "Minha Casa, Minha Vida" e com o FGTS
Claudia Andrade
Do UOL Notícias

Em Brasília
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) o texto base da MP (medida provisória) 459/09 que cria o programa habitacional "Minha Casa, Minha Vida" para atender a famílias com renda de até dez salários mínimos. Os parlamentares ainda vão avaliar os destaques à matéria. Em seguida o texto será encaminhado para análise no Senado Federal.O relator, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), fez alterações no texto, incluindo a possibilidade de se comprar lotes urbanos por meio do programa. Outro artigo da MP permite também o saque do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para o pagamento total ou parcial de lote urbanizado. Nos dois casos, apenas famílias com renda mensal de até seis salários mínimos poderão ser beneficiadas.
LEIA MAIS
Para Dilma, programa habitacional do governo surpreende e terá resultados rápidos
Minha Casa, Minha Vida deve aumentar número de visitantes de feirões da Caixa
Fila por casa de programa do governo federal dobra em São Paulo
Programa Habitacional: com adesão, São Paulo beneficiará 110 mil famílias
UOL Notícias

Antes da votação, o relator havia admitido a dificuldade para se incluir a compra de lotes em seu parecer. "A princípio havia certa resistência porque desfocava um pouco da questão principal do projeto que é a moradia. Nós mostramos que o lote urbanizado também pode oferecer uma moradia, já que muitos têm condição de fazer sua casa, mas não têm condições de adquirir o terreno, que é a parte mais cara neste processo", afirmou Alves.O texto aprovado também destina R$ 1 bilhão para beneficiários com renda familiar mensal de até três salários mínimos que morem em municípios com menos de 50 mil habitantes. Inicialmente, o governo federal havia restringido o pacote habitacional para cidades com mais de 100 mil habitantes, por conta da concentração do déficit habitacional. Contudo, a pressão política de parlamentares fez com que o governo cedesse e ampliasse o pacote para todos os municípios, como anunciado pelo Ministério das Cidades no dia 13 de abril, quando o programa entrou em operação. Das mais de 300 emendas apresentadas por parlamentares, aproximadamente 60 tratavam da extensão do programa para localidades menores. Com a ampliação do programa, verificou-se um problema de estrutura da Caixa Econômica Federal para atender a todos os municípios. Por isso, o relator também descentralizou o "Minha Casa, Minha Vida", permitindo que outras instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central e agentes financeiros do SFH (Sistema Financeiro da Habitação) possam operar o programa onde não houver estrutura da CEF. Também foram incluídos no relatório requisitos de acessibilidade para deficientes e idosos. Os projetos apresentados no âmbito do "Minha Casa, Minha Vida" deverão prever imóveis adaptados a esse público. Foi acordada ainda a opção de readequação de imóveis desocupados para serem incluídos no pacote habitacional.
Charge do Bessinha
Número de pobres caiu no Brasil apesar de crise, diz Ipea
RIO DE JANEIRO (Reuters) - Apesar da atual crise econômica global, cerca de 316 mil brasileiros saíram da linha da pobreza entre outubro do ano passado e março deste ano, segundo estudo divulgado nesta terça-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo a pesquisa, nesses seis meses, 315.921 brasileiros deixaram a condição de pobreza nas seis maiores regiões metropolitanas do país --São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.
Pelos critérios do Ipea, órgão ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, está abaixo da linha da pobreza quem tem rendimento domiciliar per capita menor que meio salário mínimo.
Segundo o Ipea, a taxa de pobreza nessas seis regiões em março deste ano ficou em 30,7 por cento, 1,7 por cento menor que a registrada em março do ano passado, o que representa uma redução de 670 mil pessoas na condição de pobreza.
"Pela primeira vez na história do país, o pobre não está pagando a conta numa crise", disse o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, que participou da divulgação do estudo.
Para o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a redução da pobreza durante a atual crise se deve à adoção de políticas anticíclicas pelo governo. Como exemplos, ele citou a ampliação de programas de transferência de renda e o reajuste neste ano de 12 por cento no salário mínimo, referência para a maior parte dos benefícios concedidos pela Previdência Social.
"De 1980 para cá essa é a primeira vez que estamos enfrentado a crise com políticas keynesianas", disse Pochmann a jornalistas.
"Nas crises anteriores em vez de se ter políticas anticíclicas, nós aumentávamos os juros, reduzíamos os gastos, reduzíamos os investimentos e o salário mínimo não crescia", acrescentou ao ressaltar que 35 por cento da população brasileira tem renda garantida independente do mercado de trabalho.
De acordo com o levantamento de outros períodos de crise, o contingente de pobres aumentava substancialmente no país.
Entre 1998 e 1999, por exemplo, o número de pobres avançou no Brasil em 1,9 milhão. De 1982 a 1983 a estimativa do Ipea é que a quantidade de pobres expandiu-se em 7,7 milhões nas seis maiores regiões metropolitanas e, na crise de 1989 e 1990, o número de pobres teve incremento de 3,8 milhões de pessoas.
AS FORÇAS DO MAL
Ontem um amigo me perguntou se eu achava natural o que está ocorrendo com a ministra Dilma. A ministra estava bem de saúde e, não mais que de repente, aparece um tumor linfático neoplásico com 2,5 cm de tamanho. Segundo ele, as forças do mal existem e são utilizadas por alguns políticos contra seus opositores. Sou cética nesse assunto, não creio em forças ocultas espirituais malignas, em trabalhos satânicos. Sei que a maldade existe, sei que há pessoas que cultuam o satanismo em cruéis rituais de sacrifício, com animais e até com crianças. Mas só o que vi foi essas pessoas serem processadas e irem para a cadeia. Acredito, isto sim, na força do pensamento, tanto para o bem quanto para o mal. Acredito na força do pensamento positivo para afastar o mal, e nas ações positivas. Assim como acredito na força do pensamento negativo e nas consequências funestas das ações negativas. Nada acontece por mero acaso, tudo tem um motivo, bom ou ruim, e desses acontecimentos sempre se tira uma lição de vida, um ensinamento, um alerta para o futuro. O nosso destino não está traçado, nós construímos o nosso destino travando uma batalha diária contra os maus pensamentos, contra as moléstias, contra os inimigos e, muitas vezes, contra a morte. Já lutei muito contra a morte na minha profissão, tive êxitos e derrotas, graças a Deus mais êxito que derrotas. Sempre cuidei da vida das pessoas que estavam sob meus cuidados como se fosse a minha vida, cuidei como eu gostaria de ser cuidada. Uma pessoa por quem eu tenho grande admiração profissional, o Dr. Prof. Adib Jatene, disse-me um dia, após o término de uma longa cirurgia cardíaca, nos idos de 1977: - "O que mata as pessoas não é o trabalho, é a raiva". Nunca mais me esqueci disso, e pude comprovar ao longo dos anos que ele disse a mais pura verdade. Já foi provado cientificamente que o estresse emocional, uma grande tristeza, uma imensa raiva, podem ser fatores responsáveis pelo aparecimento de células neoplásicas. A ministra Dilma enfrentou todo o ódio e a maldade da oposição e passou por muita tristeza e raiva ao ser acusada de algo que não fez, o tal dossiê contra os gastos de FHC: informações confidenciais que foram parar nas páginas da Veja pelas mãos do senador Álvaro Dias, do PSDB. Ele mesmo disse ao jornalista Noblat, e o Noblat publicou, que repassou a informação para a revista Veja. Outra grande tristeza que a ministra Dilma enfrentou foi a divulgação de uma ficha forjada, fraudada, falsa, do DOPS, nas páginas da Folha de São Paulo. A ministra Dilma tem uma vida honrada, de luta pela democracia, pela justiça social, é uma sobrevivente das torturas, das atrocidades cometidas pela ditadura militar, é uma mulher com imenso potencial de trabalho, de comando, de gerenciamento, de visão de um futuro melhor para o país e para o povo brasileiro. Não foi por acaso que ela foi escolhida pelo presidente Lula para sucedê-lo. Mas essa escolha suscitou as forças vivas do mal contra a ministra Dilma. Não são forças ocultas, elas têm nome, cara, partido, o PSDB. Serra, FHC e seus aliados farão todas as maldades possíveis e imagináveis para voltar ao poder. Está aí o absurdo da criação da CPI da Petrobras, que pode acarretar enormes perdas para o país, para a empresa que é o orgulho dos brasileiros. Mas o PSDB está se lixando para isso, pois a real intenção deles é privatizar a Petrobras, se um dia retomarem o poder.
O próprio FHC disse que defende a privatização da Petrobras: está disponível na Folha de São Paulo de 17/10/2006 - 12h12FHC defende privatizações e diz que não é contra venda da Petrobras
da Folha Online
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu nesta terça-feira os resultados dos processos de privatização realizados durante o seu governo e afirmou não ser contra a privatização da Petrobras.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u85308.shtml
Por isso tudo, digo ao meu amigo que as forças do mal não são maus espíritos de mortos, nem rituais satânicos de maldade. São forças malignas cultivadas em gente viva, bem viva, sedenta de poder, com muito ódio de quem está fazendo tudo de bom para o país e para o povo brasileiro – principalmente para o povo pobre, antes os excluídos da sociedade. Gente maligna da pior espécie, verdadeiros demônios que desejam o poder para retomar seus privilégios e encher seus bolsos com as propinas pelas privatizações das riquezas do país, riquezas que são do povo brasileiro.
Jussara Seixas
Barreto: Dilma não motiva meu pedido de 3º mandato
Marcela Rocha
O deputado federal Jackson Barreto (PMDB-SE) pretende apresentar até o fim do mês a proposta de emenda constitucional para que o presidente Lula concorra ao terceiro mandato. Em entrevista a Terra Magazine, o peemedebista afirma que seu pedido não está relacionado aos problemas de saúde da ministra Dilma Rousseff, internada ontem.
O peemedebista alega que sua motivação foi "sua base". Ou seja, seu eleitorado:
- Foi a certeza de que a continuidade das políticas do presidente Lula melhoraram a condição de vida da população nordestina. Hoje o sentimento da população em relação ao Lula é de alguém que olhou para os pobres e para o nordeste. Então eu, como intérprete do pensamento das minhas bases, fiz o que achei preciso.
A proposta de Barreto é permitir duas reeleições para presidente, governador e prefeito. A emenda prevê também a realização de um referendo em setembro, assim, faz valer para a eleição de 2010. Para Barreto, esta é uma maneira de assegurar "o jogo democrático".
Barreto já tem 178 assinaturas, o mínimo pedido é de 171 para protocolar a proposta. Contudo, ressalta que "é evidente que vai aparecer jogo de pressão e alguns vão pedir para retirar os nomes", lamenta.
Leia a entrevista com o deputado federal Jackson Barreto:
Terra Magazine - É uma estratégia da base aliada, tendo em vista que a ministra Dilma Rousseff, por motivos de saúde, possa não concorrer à presidência?
Jackson Barreto - Muito pelo contrário. Minha formação ética me proibiu de apresentar minha proposta ao Congresso, à Câmara. Não dei a entrada porque quando terminei de coletar as assinaturas, foi anunciada a internação da ministra. Então eu recuei e não dei entrada em função do anúncio de ontem. Vou aguardar mais um pouco. Coletamos cerca de 178 assinaturas. É evidente que vai aparecer jogo de pressão e alguns vão pedir para retirar os nomes. Mas quero deixar uma coisa bem clara...
O quê?
Eu não sou um parlamentar que detenha qualquer cargo de mando no governo do presidente Lula. Não faço parte de nenhum grupo que indicou diretor de empresas, nem ministérios, não sou pecuaristas, não tenho concessão de rádio, nem televisão. Sou funcionário público aposentado.
É uma estratégia para manter o PT no governo, tendo em vista que a ministra Dilma pode não ter condições de suceder o presidente Lula?
Eu não discuto esse tipo de questão. Quando eu tomei essa iniciativa de propor essa emenda constitucional fiz baseado naquilo que acho ser correto. O parlamentar representa o pensamento de suas bases. Eu sou nordestino, sergipano e as minhas bases reconhecem o trabalho imenso que Lula fez neste país, particularmente no Nordeste. Ele elevou a qualidade de vida das populações mais pobres. Os índices de desenvolvimento humano melhoraram muito na região e não falo apenas do Programa Bolsa Família.
A que se deve sua proposta? O que o motivou?
Foi a certeza de que a continuidade das políticas do presidente Lula melhoraram a condição de vida da população nordestina. Hoje o sentimento da população em relação ao Lula é de alguém que olhou para os pobres e para o nordeste. Então eu, como intérprete do pensamento das minhas bases, fiz o que achei preciso.
Não seria trocar as regras do jogo no meio do jogo?
Cada um interpreta da forma que achar politicamente correto. Na medida em que submeto a um referendo popular, as pessoas têm direito de expor suas idéias nas emissoras. Assim, eu acho que o jogo democrático está assegurado. Aí, se o povo manifestar sua vontade, através do voto, pelo terceiro mandato, a proposta está correta.
Na época em que o FHC apresentou sua emenda pela reeleição o PT foi bastante crítico. O senhor tem respaldo do próprio PT para apresentar a sua emenda?
Eu não me preocupei em trabalhar direção de partido algum. Eu estive por um tempo afastado da Câmara, fui militante do antigo MDB, fui fundador do PMDB, fui preso político na ditadura militar, participei na campanha das diretas, da anistia, fui militante do PCB... Não tenho nenhum interesse de ordem fisiológica. Não sou pecuarista, não tenho concessão, cheguei nessa casa licenciado como carteiro do Correio. Não tenho amarras, faço o que as minhas bases falam. Eu acho que Lula está sendo, sem dúvida alguma, um cidadão que transformou a região nordestina.
Terra Magazine
http://terramagazine.terra.com.br/