09 maio 2009

KASSAB MENTIROSO
Kassab atrasa entrega de uniformes pela 4ª vez
Prefeitura não fez a distribuição para todos os alunos
DO "AGORA"
Quase três meses depois do início do ano letivo na rede municipal de São Paulo, ainda há alunos que não receberam o uniforme nem o material.São 44 escolas administradas pela gestão Gilberto Kassab (DEM), de um total de 1.026, onde as crianças ainda nem receberam as roupas de verão -em pleno outono.Ontem foi o último dia do prazo dado pela Secretaria Municipal da Educação para que a entrega dos uniformes terminasse. É o quarto atraso na entrega das roupas.A primeira data de distribuição da prefeitura foi 11 de fevereiro, início do ano letivo na rede. Depois, a entrega foi adiada para 2 de março e, posteriormente, para o dia 9 do mesmo mês, quando a distribuição começou pela zona leste.Naquela região ainda existem colégios que não receberam os kits, como o CEU Vila Formosa. A lentidão na entrega deve atrasar também a entrega das roupas de inverno: um conjunto de tactel, tênis e cinco pares de meia. A secretaria afirma que o prazo para esses uniformes está mantido.Mais regiõesAlém do atraso no CEU Vila Formosa (zona leste), falta uniforme em outras regiões da cidade. Na escola Celso Leite Ribeiro Filho, na Bela Vista (centro), pais contaram que a escola exige o uso do uniforme, mesmo sabendo que as crianças não os receberam."Pedem para vir com o do ano passado, apesar de saberem que as crianças sujam e rasgam. O jeito foi dar uma remendada na calça para ela poder usar, apesar de estar curta", conta Ronaldo Nascimento, 32, cuja filha, Renata Nascimento, 7 anos, cursa o segundo ano do ensino fundamental.Selma Correia, 25 anos, reclama que o sobrinho Marcus, 9, tem de ir à escola com a camiseta curta na barriga e esgarçada na gola. "Nem sei como vai ser quando esfriar, a roupa de frio não serve mais."A escola Brigadeiro Faria Lima, na Aclimação (zona sul), também não tinha recebido os uniformes. Os materiais começaram a ser entregues na última quinta-feira."Quando chega o material, nem temos mais o que fazer com eles", diz Claudia Maria de Souza Bento, 48 anos, mãe do aluno Lucas Souza, 12. Pai de uma estudante, o caseiro Leonildo Vieira, 62, não reclama mais. "Já me acostumei, todo ano é assim".

08 maio 2009


Brasil será dos primeiros a se recuperar, diz Phelps
Nobel de Economia diz que vê 'futuro brilhante' para o País e ressalta que a retomada global se dará aos poucos
da Agência Estado
SÃO PAULO - Há sinais de que o mundo pode estar no início de um processo de recuperação, conforme indicadores recentes têm mostrado, mas essa recuperação não levará o mundo de volta aos tempos de abundância de antes da crise, acredita o Prêmio Nobel de Economia Edmund Phelps, que concedeu nesta sexta-feira, 8, entrevista ao AE
Phelps esteve em São Paulo recentemente para participar do 2º Fórum Internacional de Comunicação e Sustentabilidade. Ele é professor de política econômica da Universidade de Columbia, Nova York e ganhou o Nobel em 2006 por seus trabalhos sobre a relação entre emprego e inflação.

Para o economista, a recuperação do mundo se dará "pouco a pouco" e ainda assim não será completa. "É errado pensar nesta recessão como sendo em forma de 'L' (recessão seguida de estagnação). Logo, não acho que a recuperação ocorrerá dessa forma. Tampouco será em forma de 'V' (recessão seguida de recuperação completa), porque não acredito que voltaremos para onde estávamos. Acho que teremos uma recuperação até metade do caminho, pensando nos Estados Unidos em particular. Imagino que será algo entre isso, uma recuperação em forma de 'J' ao contrário ou de um gancho", explicou.

Para Edmund Phelps, a China deve liderar essa retomada global, o Brasil também estará na linha de frente, enquanto a Europa, por sua vez, deve ser a região que mais sofrerá e levará mais tempo para se reerguer economicamente.

"Como o potencial de crescimento da China é tão alto, é quase certo que a China sairá desse processo de desaceleração primeiro. Pode ser que a Índia também. E acho que o Brasil está também entre os primeiros a dar a virada. Creio que os Estados Unidos não ficarão muito para trás também. Já a Europa será o pior caso. Eles sim estão bem distantes de uma virada", avaliou Phelps pouco antes de participar do seminário.

Desafio

Embora o mundo ainda esteja em plena crise, tentando se reerguer, pode não demorar muito para os bancos centrais terem de reavaliar o modo como estão conduzindo a política monetária de seus países, de acordo com Phelps.

"Os bancos centrais logo enfrentarão um desafio enorme de ter de subir os juros. Uma vez que o consumidor estiver convencido de que chegamos ao fundo do poço, creio que os juros deverão saltar para patamares mais elevados. Os bancos centrais estarão diante de um dilema: elevar os juros para prevenir a inflação ou manter juros baixos para encorajar a recuperação? E temo que alguns bancos centrais não terão coragem de aumentar os juros. E esses países terão que conviver com inflação bem alta", afirmou Phelps.

Além de avaliar que o Brasil pode ser uma das primeiras economias a sair da crise, Phelps disse que vê um "futuro brilhante" para o País. "As exportações estão começando a melhorar e os países latino-americanos, de um modo geral, estão se saindo muito bem. As taxas de juros estão caindo satisfatoriamente na América Latina e devemos ter um desempenho excelente na região nos próximos anos", acredita.

"Vocês têm sorte de terem vizinhos que estão indo bem. Vocês não iam querer estar próximos agora de países do Leste Europeu ou perto da África. Acho que o Brasil está bem localizado", acrescentou o professor Phelps, de maneira bem-humorada.
Crescimento da indústria sinaliza que o pior já passou, dizem petistas
Os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostraram crescimento em março frente a fevereiro em oito das 14 regiões pesquisadas, com destaque para Rio de Janeiro (5,4%), Pernambuco (5,1%) e Minas Gerais (3,4%).
Os números foram divulgados nesta quinta-feira (7) pelo IBGE.
O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (SP) analisou que os dados demonstram que o Brasil está retomando o ritmo de crescimento que vinha sendo desenvolvido antes da crise mundial chegar ao seu ápice.
“Esse é mais um passo no processo de recuperação do desenvolvimento do país e vamos chegar ao final do ano com uma situação muito positiva. Mesmo com a crise, que estamos enfrentando com sobriedade e cuidado, estamos conseguindo vencer, porque o governo Lula tem colocado o Brasil na rota do desenvolvimento econômico, da distribuição de renda e da geração de emprego”, ressaltou Vaccarezza.
Para o deputado Pedro Eugênio (PT-PE), os dados sinalizam que o pior da crise já passou. “É preciso analisar e acompanhar o comportamento do setor ao longo do tempo, mas já se configura uma recuperação consistente. A indústria cresceu em janeiro, fevereiro e março”, afirmou o petista que é o relator da comissão especial que acompanha os efeitos da crise internacional na indústria brasileira.
Pedro Eugênio ressaltou que a pesquisa divulgada, também hoje, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) também sinaliza para o crescimento consistente da indústria brasileira. Segundo a CNI, o uso da capacidade instalada da indústria brasileira (utilização do total de suas máquinas e equipamentos) voltou a crescer em março deste ano, após cinco meses seguidos de queda. Os dados revelam que a indústria trabalhou com 78,7% da sua capacidade, maior patamar deste ano. O indicador ainda está abaixo dos patamares recordes registrados em 2008, antes da crise. Em março do ano passado, por exemplo, a indústria operava com 83% da capacidade.
O deputado Pedro Eugênio disse também que os números verificados, tanto na produção, quanto no uso da capacidade da indústria, ainda que estejam distantes dos constatados antes da crise, são muito positivos. “A queda verificada logo depois da crise foi muito brusca, atingimos o piso de recuo muito rápido. Mais o importante é que estamos ladeira acima. O estímulo do mercado interno, somadas às ações adotadas pelo governo Lula, ajudou nesta recuperação que agora assistimos”, afirmou.
Pedro Eugênio destacou ainda o uso maior da capacidade da indústria, verificado pela CNI. “A redução da ociosidade do setor reflete no faturamento. E não estamos vendo só uma reposição de estoques. Está havendo encomendas. É um sinal positivo de que o setor está em aquecimento”, acrescentou.
Os indicadores da CNI mostram uma desaceleração na queda das vendas. O faturamento da indústria subiu 2,9% em relação a fevereiro, segunda alta seguida nesse tipo de comparação. Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve queda de 1,6%. Apesar de negativo, o resultado é o melhor desde outubro, último mês em que houve crescimento.
Liderança PT/Câmara
(
www.informes.org.br)

Charge do Bessinha
Ex-senador Bornhausen voa na cota do Congresso
“Mesmo sem mandato, ex-ministro e familiares usaram 13 passagens oficiais entre 2007 e 2008. O ex-jogador do Grêmio Renato Sá foi um dos beneficiadosLúcio Lambranho, Edson Sardinha e Eduardo Militão / Congresso Em Foco
O ex-presidente do PFL (hoje DEM) Jorge Bornhausen utilizou a cota de passagens aéreas do Senado mesmo após ter deixado a Casa, em fevereiro de 2007. Registros de companhias aéreas aos quais o Congresso em Foco teve acesso revelam que o ex-senador usou o benefício para bancar 13 voos entre novembro de 2007 e outubro de 2008. Além dele, voaram a mulher, o genro e um funcionário do casal.Bornhausen voou sete vezes com a verba do Senado após concluir o mandato. As viagens foram feitas nos trechos Florianópolis-São Paulo, São Paulo-Florianópolis, Florianópolis-Brasília e Florianópolis-Chapecó (SC).Dulce Bornhausen, mulher do ex-senador, voou outras três vezes. Uma das viagens foi de Brasília a Florianópolis. O bilhete foi emitido no dia 20 de novembro de 2007. Os outros dois voos foram da capital federal à catarinense e de Guarulhos a Recife. Os bilhetes, nesses dois casos, saíram da cota do Senado no dia 7 de maio de 2008.”Matéria Completa, ::Aqui::
http://nogueirajr.blogspot.com/
Escândalos no Congresso projetam site
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Responsável por muitas das revelações sobre a farra das passagens no Congresso, o site Congresso em Foco planeja expandir-se na esteira da projeção alcançada.Criado em 2004, o site (
www.congressoemfoco.com.br)reúne nove jornalistas, em Brasília. Faz parte do grupo da assessoria de imprensa Oficina da Palavra, que tem como clientes a Brasil Telecom, a Eletronorte, o TCU e a Escola Superior do Ministério Público."Começamos de maneira modesta, com apenas dois repórteres", diz o diretor do site, Sylvio Costa.A primeira reportagem da série sobre passagens mostrou que a então líder do governo no Congresso e hoje governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), havia usado sua cota para trazer amigos a Brasília.Depois, o site mostrou que a apresentadora Adriane Galisteu viajou com passagem da cota de seu ex-namorado, o deputado Fábio Faria (PMN-RN). Com a reportagem, a audiência do blog subiu de uma média diária de 5.500 visitantes para 13.500.Antes da farra das passagens, segundo o site, o Congresso em Foco ganhara atenção ao divulgar a lista dos eleitos que tinham processo judicial na eleição de 2006. A reportagem valeu um convite para que o site passasse a ser hospedado no portal iG.O contrato com o iG é uma das fontes de financiamento, diz Costa, ao lado de patrocínios e anúncios. Ele afirma que já teve como anunciantes a Petrobras, a SAB (exportadora) e a Brasil Telecom -só a última aparece hoje com publicidade no site.Ele não entra em detalhes sobre as fontes de receita. "Não é interessante nos expormos nesse momento em que estamos contrariando interesses muito fortes."
STF livra Delúbio, Marcos Valério e Genoino de ação
Supremo decide que grupo, que inclui três sócios do empresário e sua ex-mulher, não praticou o crime de gestão fraudulentaAcusação era de que teriam simulado empréstimos irregulares do BMG para o PT; eles ainda respondem por falsidade ideológica
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) livrou ontem da acusação de praticar crime de gestão fraudulenta de instituição financeira o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, o ex-presidente do partido e hoje deputado federal José Genoino (SP), o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, sua ex-mulher Renilda, e três sócios do empresário.Eles continuarão a responder pelo crime de falsidade ideológica, para o qual a pena vai de 1 a 3 anos de prisão, contra os 3 a 12 anos de cadeia previstos para a prática de gestão fraudulenta.A decisão decorreu do julgamento de habeas corpus apresentado por Delúbio contra ação penal na qual o grupo, além de quatro gestores do BMG, era acusado de gestão fraudulenta e falsidade ideológica, porque, segundo o Ministério Público, teriam simulado a concessão de empréstimos irregulares do banco para o PT e empresas de Valério.Os gestores do BMG processados são Márcio Araújo, Ricardo Guimarães, João Batista de Abreu e Flávio Guimarães.Os procuradores alegam que os petistas tinham conhecimento de que o partido tinha passivo a descoberto e não tinham condições de honrar as dívidas contraídas.De sua parte, o BMG não teria observado as regras de garantia necessárias para conceder os créditos.Em troca da fraude, ainda conforme o Ministério Público, o BMG teria assumido a operação da carteira de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).Por 5 contra 3, os ministros do STF entenderam que Delúbio não tinha responsabilidade sobre a gestão do BMG. Não poderia, portanto, responder pelo crime de gestão fraudulenta.Como sua situação era a mesma de Genoino, Valério, sua ex-mulher e sócios, decidiu-se estender a decisão a eles.Acompanharam o relator Marco Aurélio Mello os ministros Carlos Alberto Menezes Direito, Eros Grau, Cármen Lúcia e Cezar Peluso.Foram contrários Ricardo Lewandowski, Carlos Ayres Britto e Ellen Gracie. O presidente, ministro Gilmar Mendes, não votou. Estavam ausentes os ministros Joaquim Barbosa e Celso de Mello.O PT e Valério contraíram oito empréstimos com os bancos BMG e Rural, entre fevereiro de 2003 e abril de 2004, num total de R$ 55 milhões. O dinheiro teria ajudado a irrigar o mensalão, a mesada paga a congressistas da base em troca de apoio ao governo, esquema revelado pela Folha em 2005.O primeiro empréstimo, de R$ 2,4 milhões, foi do BMG para o PT, tendo como avalistas Genoino, Delúbio e Valério.Tornou-se, assim, base da ação que motivou o habeas corpus apreciado ontem.
CASO BATTISTI
Novo advogado do ex ativista italiano apela a jurisprudência
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A troca do advogado do ex-ativista italiano Cesare Battisti, preso no Brasil desde 2007, gerou mudanças nos rumos de sua defesa no STF. Luís Roberto Barroso, que assumiu no lugar do petista e ex-deputado Luís Eduardo Greenhalgh, enviou nesta semana ao tribunal uma nova linha de argumentação.Um dos fundamentos, e que coincide com interpretação do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, fala sobre a "antiga e tradicional jurisprudência" do STF, nas palavras de Barroso, de não rever o mérito de decisão política.A concessão de refúgio a Battisti pelo Brasil foi política, como disse o ministro Tarso Genro (Justiça), responsável pela medida.O advogado cita duas decisões políticas recentes que não foram revistas pelo STF: o impeachment de Fernando Collor, em 1992, e a cassação do ex-ministro e então deputado José Dirceu, em 2005.Em parecer ao enviado ao STF nesta semana, o procurador-geral -que antes tinha se manifestado pela extradição- considerou legítimo o refúgio assinado por Tarso.

07 maio 2009


Charge do Bessinha
Relatora da CPI,deputada Irany Lopes, PT, pede indiciamento de Dantas
Agencia Estado
BRASÍLIA - A nova relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos, deputada Iriny Lopes (PT-ES), confirmou na manhã de hoje o pedido de indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, no relatório final da comissão. Dantas é indiciado por grampo ilegal. Iriny assumiu a relatoria da CPI na última terça-feira, um dia depois de o então relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), ter se licenciado da Câmara para assumir a Secretaria do Estado da Justiça do governo baiano.No relatório de Pellegrino, os personagens centrais da investigação da CPI, como Dantas e os delegados Protógenes Queiroz, ex-chefe da Operação Satiagraha, e Paulo Lacerda, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ficaram de fora. Pellegrino pediu apenas o indiciamento de quatro personagens periféricos, um deles o sargento da Aeronáutica Idalberto Araújo.Iriny mantém em seu texto os indiciamentos sugeridos por Pellegrino, mas em relação a Araújo alterou a argumentação do pedido de indiciamento. No relatório anterior, Pellegrino recomendou o indiciamento do sargento por posse de material sigiloso em sua residência. Já no entendimento da nova relatora, Araújo deve ter seu pedido de indiciamento sustentado por participação em vazamento de documentos sigilosos. Iriny lia seu relatório final durante a manhã. A discussão do texto final deve começar em seguida, mas dificilmente a votação será finalizada hoje. A CPI termina oficialmente na próxima quinta-feira.
Petrobras é a 4ª empresa mais respeitada do mundo.
A Petrobras saltou do vigésimo para o quarto lugar entre as companhias mais respeitadas do mundo, segundo pesquisa divulgada pelo Reputation Institute (RI), empresa privada de assessoria e pesquisa, com sede em Nova York. O ranking relaciona 200 grandes empresas do mundo e é realizado anualmente desde 2006. Com a quarta posição, a Petrobras superou empresas como Fedex, Google, Microsoft, 3M, Honda, Philips, General Electric e Walt Disney Co. O mesmo ranking internacional revela que, entre as brasileiras, a Petrobras aparece em primeiro lugar, à frente da Sadia (5º), Votorantim (20º) e Vale (28º). À frente da Petrobras, no ranking internacional, estão duas empresas europeias e uma norte-americana: Ferrero (Itália), Ikea (Suécia) e Johnson & Johnson (EUA).A Petrobras conquistou também a melhor posição entre as empresas de energia. O Reputation Institute criou um modelo de avaliação (Modelo RepTrak) que mede o nível de estima, confiança, respeito e admiração, por meio de pesquisas realizadas com consumidores do país de origem das empresas. Foram realizadas 75 mil avaliações, de janeiro a março de 2009, em 32 países.O Reputation Institute avalia sete dimensões que integram o modelo da instituição, com base em pesquisas qualitativas e quantitativas, e explicam a reputação de uma empresa no âmbito internacional: liderança, cidadania, performance, produtos/serviços, inovação, ambiente de trabalho e governança.
Agencia Estado
Ex-prefeito de Recife pede para fazer defesa de ex-tesoureiro em reunião do PT
De Fábio Zanini: Coordenador da pré-campanha presidencial de Dilma Rousseff (Casa Civil) no Nordeste, o ex-prefeito de Recife João Paulo Lima e Silva pediu para ser o principal defensor do ex-tesoureiro Delúbio Soares na reunião do PT que decidirá sua volta ao partido, prevista para amanhã. Antes da discussão do Diretório Nacional, porém, será votada proposta de duas correntes minoritárias, a Mensagem ao Partido e a Articulação de Esquerda, para retirar o tema da pauta. Ontem, a tendência era de aprovação do adiamento. A proposta agrada ao Planalto: um de seus defensores é o chefe da assessoria especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia. A volta de Delúbio, artífice do mensalão, rachou a cúpula do governo e praticamente todas as correntes. Enquanto o principal representante de Dilma no diretório o defende, palacianos trabalham contra. Chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho tem dito internamente que ficará difícil aceitar presidir o PT se Delúbio, que foi expulso em 2005, for anistiado. O diretório tem 84 integrantes. Havendo quórum mínimo de 43 petistas, uma maioria simples será suficiente para aceitar o retorno de Delúbio. A Mensagem, ligada ao ministro da Justiça, Tarso Genro, e a Articulação de Esquerda tendem a rejeitar sua volta.
O povo vai as ruas contra o pior presidente do STF. Gilmar Mendes, cobra criada e colocada no STF por FHC .Gilmar Mendes é mais uma herança maldita de FHC

Com velas acesas, manifestantes protestam contra Gilmar Mendes
Agência Brasil

Brasília - Cerca de 300 representantes de movimentos sociais e partidos políticos promoveram na noite de hoje (6), na Praça dos Três Poderes, uma manifestação pacífica pela saída do ministro Gilmar Mendes da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).O movimento recebeu o nome de “Gilmar Dantas: saia às ruas e não volte ao STF”, em alusão aos habeas corpus concedidos por Mendes ao banqueiro Daniel Dantas, quando este foi preso na Operação Satiagraha, e a uma frase usada pelo ministro Joaquim Barbosa em recente discussão com Mendes no plenário do tribunal.Os manifestantes acenderam milhares de velas ao redor de uma bandeira brasileira e em toda a extensão da praça, além de entoarem refrões contra o presidente do STF.“O Judiciário brasileiro ainda não é transparente e a gente acha que tem que ser iluminado. Para isso tem que ter novas figuras. O ministro Gilmar Mendes representa uma parcialidade que não se coaduna com o seu cargo”, afirmou o cientista político João Francisco Araújo, idealizador do movimento. “Fazemos um convite para que ele [Mendes] se retire [do STF]”, acrescentou Araújo.O P-SOL apoiou a manifestação, com parlamentares presentes e militantes segurando faixas com a inscrição “Xô Gilmar Mendes”. A deputada federal Luciana Genro (RS) ressaltou que a simbologia do protesto já seria significativa, mesmo que a saída de Mendes da presidência do STF não aconteça. “É muito importante essa consciência, que vem se desenvolvendo na sociedade, de que o Supremo não é intocável. De que aqueles homens e mulheres que lá estão têm que prestar contas à sociedade de seus atos e não podem ficar isolados numa redoma de vidro, distantes da opinião pública”, disse Luciana. No momento do protesto, Gilmar Mendes e vários outros ministros participavam no STF da cerimônia de lançamento do \ , publicação do site Consultor Jurídico. Do salão em que as autoridades se encontravam era possível avistar a manifestação, ouvir gritos e apitos. A assessoria de imprensa do STF informou que Mendes não iria se pronunciar novamente em relação ao protesto. Pela manhã, em evento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Mendes disse que não se incomodava com eventuais manifestações contrárias á sua gestão. No fim do ano passado, Mendes chegou a afirmar, em uma entrevista coletiva, que "os protestadores” contra a atuação dele “não enchem uma Kombi”
MP vê ilegalidade em doações a Kassab
46 dos 55 vereadores e 30 doadores de campanha também são investigados
Bruno Tavares e Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO - O Ministério Público Eleitoral vai pedir a impugnação das contas de campanha do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e de 46 dos 55 vereadores. A investigação aberta após as eleições de 2008 encontrou irregularidades - de doações proibidas pela lei ao uso de notas fiscais falsas em uma prestação de contas entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Se condenados, os envolvidos podem ficar inelegíveis.

"Estou surpreso. A Justiça Eleitoral já aprovou as contas do prefeito, seguindo o parecer do próprio Ministério Público Eleitoral", argumentou na quarta-feira, 6, o advogado do DEM Ricardo Penteado.

A investigação atinge ainda 30 doadores de campanha, entre empresas, concessionárias de serviços públicos e associações. Embora as contas do prefeito e dos 55 vereadores tenham sido aprovadas pelo TRE, o juiz eleitoral Marco Antonio Martins Vargas inseriu em seus despachos a possibilidade de reabertura das investigações. "Foi uma aprovação condicional", explica o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral. "Desde que começamos a apuração minuciosa, já identificamos empresas e entidades proibidas de fazer doações de campanhas", afirmou.

Os nomes dos vereadores e das empresas suspeitos de irregularidades são mantidos sob sigilo. O Estado apurou que entre os alvos do Ministério Público estão a Associação Imobiliária Brasileira (AIB), que representa os interesses do setor imobiliário, e os 27 parlamentares beneficiados por doações da entidade. Também devem fazer parte da lista os parlamentares Ushitaro Kamia (DEM), investigado por não incluir na declaração de bens uma mansão avaliada em R$ 2 milhões na Serra da Cantareira, e Wadih Mutran (PP), por ter recebido doações ilegais. "Eles confiaram na impunidade", disse o promotor eleitoral. "Recomendo aos parlamentares que usam barba que as coloquem de molho."

Tanto nas contas de Kassab quanto nas dos 46 vereadores há basicamente duas irregularidades, segundo o Ministério Público: doações feitas por empresas que controlam ou têm participação em concessionárias de serviços público e doações de associações. Ambas as formas de contribuição são vetadas pela legislação eleitoral (Lei 9.504/97), embora em 2006 ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tenham considerado válida a primeira prática. Até o momento, o Ministério Público encontrou um caso em que há indícios de crime eleitoral. No rastro de uma nota fiscal anexada à prestação de contas de um vereador, o promotor descobriu que a suposta prestadora do serviço jamais funcionou no endereço declarado à Junta Comercial.
KASSAB/SERRA
INCOMPETENTES.
OMISSOS ,
NEGLIGENTES, MENTIROSOS
ISTO A GLOBO, O JN NÃO MOSTRA

Hospital atende a crianças no corredor
Hospital Municipal do Campo Limpo ainda improvisa UTI na emergência e deixa idosos e gestantes horas em pé à espera de raio-XVistoria da Comissão da Saúde da Câmara flagrou cenas; este é o 2º hospital administrado pela gestão Gilberto Kassab a apresentar problemas

GABRIELA GASPARINDO "AGORA"

Crianças virando a noite em macas nos corredores, UTI (Unidade de Terapia Intensiva) improvisada na sala de emergência por falta de leitos, idosos, crianças e gestantes em pé por horas à espera de raio-X, equipamentos parados, quebrados há um ano.As cenas são do Hospital Municipal do Campo Limpo, referência na zona sul de São Paulo por ser a única unidade da prefeitura com atendimento 24 horas para uma população de pelo menos 1 milhão de pessoas -principalmente dos distritos de Capão Redondo, Campo Limpo, Jardim Ângela e Jardim São Luiz.O hospital, que também é o único com atendimento emergencial psiquiátrico na região, atende ainda pacientes das demais regiões da capital e até de outros municípios.A Comissão da Saúde da Câmara Municipal esteve ontem no local, em vistoria que permitiu à reportagem presenciar o cenário. É o segundo hospital que apresenta problemas nas inspeções. O primeiro foi o do Tatuapé, na zona leste.Ambos são administrados pela gestão Gilberto Kassab (DEM) -que, em sua campanha para reeleição, disse ter melhorado a saúde municipal e usou a inauguração de unidades de saúde como trunfo para bater Marta Suplicy (PT).Mães dizem ter passado a noite com os filhos em macas no corredor porque não havia leitos na pediatria. "Cheguei às 7h30 de ontem [anteontem]. Meu filho caiu na creche", disse Jamile dos Santos Silva, 19.Pacientes em estado grave, com quadro para estarem na UTI, permaneciam na sala de emergência. Um deles era Euclides Sebastião de Brito, 67.Até a tarde de ontem, o aposentado estava havia dois dias entubado e em coma na sala, como disse o filho Marcos Sebastião de Brito, 32. "Os médicos não me disseram por que ele não foi levado à UTI", disse.No pronto-socorro, pacientes reclamavam da falta de ortopedistas de plantão -a unidade é referência em traumas (ferimentos causados por acidentes). Na AMA (Assistência Médica Ambulatorial), pacientes que tinham chegado às 8h30 começavam a ser chamados para triagem às 10h30.EquipamentosNos últimos três anos, o hospital abriu mão de ter à disposição um aparelho de ressonância magnética, com valor estimado em US$ 700 mil (cerca de R$ 1,5 milhão), por não terminar a construção de uma sala para abrigá-lo. O contrato com a empresa de diagnóstico por imagem acabou no início do ano e a obra, que já consumiu R$ 500 mil, não ficou pronta.Além disso, um dos dois aparelhos de tomografia do hospital está quebrado há um ano.
Franklin critica Folha no caso da suposta ficha sobre Dilma
DA SUCURSAL DO RIO
O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, disse ontem, no Rio, que a Folha está em "posição insustentável", ao comentar a reprodução, na edição do dia 5 de abril, de suposta ficha criminal com informações sobre a participação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no planejamento ou execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-1985).A ministra contesta a veracidade do suposto documento. No último dia 25, em outra reportagem, a Folha relatou não ter encontrado meios de comprovar a veracidade da ficha e admitiu erro ao publicá-la como se fizesse parte do arquivo do extinto Dops (Departamento de Ordem Política e Social)."Eu acho, sinceramente, que a Folha está numa posição insustentável. Insustentável. Porque é perfeitamente possível saber se aquilo é verdadeiro ou falso. Vou dar um exemplo: do lado da foto da Dilma tem uma impressão digital. E de quem é aquela impressão digital? Se for da Dilma, está resolvido, é verdadeiro. Se não for a da Dilma ou se, como parece ser, estiver lixadinha, para não perceber, fica evidente a intenção de falsificação", declarou ontem o ministro durante um seminário sobre jornalismo na Faculdade de Economia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

06 maio 2009


Charge do Bessinha
Paulo Henrique, Mino e Nassif venceram - com a ajuda dos internautas
por Luiz Carlos Azenha
Uma batalha completamente desigual. De um lado, o poder da TV Globo, da Folha, da Veja, do Estadão - da maior parte da mídia corporativa brasileira, em defesa de seu sócio e patrocinador, o banqueiro Daniel Dantas. De outro lado, um verdadeiro exército de Brancaleone: Paulo Henrique Amorim, Luís Nassif, Mino Carta e alguns milhares de internautas.
Lá em Bauru se diz que empate fora de casa é vitória. Pois não é que essa coalizão improvisada conseguiu equilibrar a disputa pela opinião pública?
Conheço os três jornalistas acima citados. Estou certo de que divergem em 70% de suas opiniões. Mas com jornalista é assim mesmo: é difícil encontrar dois que concordem. Em torno deles uma verdadeira "frente" eletrônica se formou para desmascarar as informações distorcidas ou mentirosas oferecidas ao público pela turma do banqueiro. Falta esclarecer, ainda, quais são exatamente as relações econômicas entre Dantas e os grupos midiáticos. Uma tarefa essencial para que os leitores, ouvintes e telespectadores entendam como funciona a "cozinha" do noticiário.
Leandro Fortes, Mauro Santayanna, o pessoal do Terra Magazine e dezenas de outros jornalistas se engajaram na tarefa de desmascarar os que estavam por trás dos interesses do banqueiro, alegando fazer isso contra um certo "estado policial".
Paulo Lacerda e Protógenes Queiroz pagaram um preço altíssimo por enfrentar os interesses de Dantas. Mas, no essencial, preservou-se a Operação Satiagraha e o juiz Fausto De Sanctis se manteve no cargo. O presidente do STF, Gilmar Mendes, foi completamente desmoralizado, especialmente depois da explosão de Joaquim Barbosa no tribunal.
Continua difícil de acreditar que Mendes tenha se deixado usar em duas farsas promovidas pela revista Veja: a da escuta ambiental no prédio do STF e a do grampo sem áudio. Nunca surgiram provas materiais das "denúncias" produzidas nos laboratórios da Abril com o objetivo de queimar Lacerda e Protógenes.
Amanhã, às 19 horas, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, manifestantes pretendem dar o pontapé inicial em uma campanha pelo impeachment de Gilmar Mendes.
Leia mais aqui
O passo seguinte e natural da campanha, em 2010, será trabalhar contra a reeleição dos deputados Marcelo Itagiba e Raul Jungmann, que prestaram ótimos serviços ao banqueiro no Congresso.
Ao longo dos últimos meses, em torno desse tema se cristalizou a importância da internet como fonte de informação no Brasil. Do Vermelho ao RS Urgente, do Idelber Avelar ao Rodrigo Vianna, do Mello ao Eduardo Guimarães, temos hoje dezenas de blogs e sites de altíssima qualidade, fazendo não só a crítica da mídia, mas oferecendo informação que não sai na "grande imprensa".
Hoje encontrei, por acaso, com o Paulo Henrique Amorim. Ele concorda com essa avaliação de que foi possível, graças à internet, enfiar uma bola nas costas dos barões da mídia. Mas, obviamente, isso não saiu de graça.
Luís Nassif, que com a sua série sobre a revista Veja explicou de forma didática as falcatruas da revista, gasta tempo e dinheiro se defendendo nos tribunais.
PHA responde a 8 processos de gente ligada direta ou indiretamente a Dantas.
E o Conversa Afiada tem estado sob constante ataque de crackers nas últimas semanas, razão pela qual o jornalista decidiu transferir o site para um novo servidor.
Ainda assim, estou certo de que ambos - e, sem dúvida o Mino Carta - acreditam que valeu a pena.

Documento derrubou versão inicial dos militares
Wilson Tosta
Estadão
O jornalista Marcelo Rubens Paiva, filho do ex-deputado Rubens Paiva, diz que a farsa para encobrir o assassinato de seu pai, evidenciada em papéis da Divisão de Segurança e Informações do Ministério da Justiça, foi montada devido a uma falha burocrática dos militares, que derrubou sua versão inicial.Eles não puderam sustentar o que disseram inicialmente - que o ex-parlamentar não fora preso - por causa de um documento, assinado por um oficial, em poder da mulher de Paiva, Eunice, que também fora presa, devolvendo-lhe seu carro. O ex-deputado, detido, seguira para a prisão dirigindo o veículo, convicto de que seria liberado. A pressa de criar uma nova versão explica as falhas que o dossiê evidencia."Quando minha mãe foi solta, 13 dias depois, viu o carro ali", conta o colunista do Estado, que compara a montagem em torno do assassinato do pai à que foi armada para tentar encobrir a morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975. "O oficial que entregou o carro deu um ofício, que assinava. O Exército negava, então, que meu pai tinha sido preso. Quando minha mãe apresentou esse documento para a imprensa, aí montou-se essa farsa."Outro motivo para a montagem, na opinião de Marcelo, foi a enorme repercussão, até internacional, que o caso Rubens Paiva teve na época. "Foi um ex-deputado federal assassinado", disse. "Ele foi assassinado depois de preso com a mulher e a filha de 15 anos. Até então, a sociedade civil tinha notícia de que os guerrilheiros, os terroristas, eram presos e tal, achavam que era uma luta armada, uma guerra. Mas, de repente, era um ex-deputado, civil, um socialista histórico."Rubens Paiva foi preso em sua casa, no Leblon, em 20 de janeiro de 1971, por homens armados que se diziam da Aeronáutica. O motivo foi a apreensão de correspondência que lhe fora enviada do Chile pela exilada Helena Bocayuva Cunha, acusada de envolvimento no sequestro do embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, em 1969. A mensagem levou a repressão a suspeitar que Paiva pudesse saber quem era "Adriano", contato do ex-capitão do Exército Carlos Lamarca, que aderira à guerrilha. Apesar das circunstâncias, o ex-deputado pelo PTB, cassado após o golpe de 64, agiu serenamente. Vestiu terno e gravata e seguiu os militares, dirigindo o carro no qual achava que voltaria para casa.Segundo informações posteriores, Paiva foi levado para a III Zona Aérea,onde foi torturado. De lá, foi transferido para o Destacamento de Operações de Informações-Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), comandado pelo Exército. Ali, novamente torturado, não resistiu e morreu.

05 maio 2009

No Piauí, Lula defende retirada definitiva de moradores das áreas alagadas

No Piauí, Lula defende retirada definitiva de moradores das áreas alagadas
Do UOL Notícias
Em São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (5), após sobrevoar áreas atingidas pelas chuvas no Piauí, que é preciso retirar os moradores dos locais onde ocorrem enchentes com frequência e criticou administrações que permitem moradias em áreas de risco.Lula visita áreas alagadas no Piauí e Maranhão nesta terça"É muito engraçado que o povo que mora na beira do rio não quer sair da beira do rio", afirmou Lula em encontro no PiauíDezenas de casas são tomadas pelas águas da cheia do rio Coreaú, em Granja, no CearáO presidente também visitou desabrigados e prometeu voltar para inaugurar suas novas casasSegundo Lula, "quem governa sabe que é difícil convencer a pessoa a sair do local onde mora". "Mesmo em São Paulo, Rio de Janeiro, tem que levar a polícia porque eles não querem sair. Teresina, por exemplo, tem boa parte da cidade construída na várzea. A várzea é o lugar onde dá água. É muito engraçado que o povo que mora na beira do rio não quer sair da beira do rio", completou.O presidente criticou também a atuação dos governos nessas áreas. "Todos nós em algum momento já vivemos situações de emergência nas cidades em que a gente mora e nos Estados. E elas servem para nos ensinar como é que a falta de planos diretores nesse país permitiu que a gente visse pessoas e administradores ao longo do século permitir que as pessoas morassem em lugares que nós sabemos serem inadequados para morar", disse o presidente.Lula pediu objetividade aos prefeitos ao apresentar as demandas relativas aos prejuízos das enchentes ao governo federal e defendeu a retirada definitiva dos moradores das áreas alagadas. No Piauí, 5.400 famílias estão desabrigadas ou desalojadas em 19 cidades."Nós sabemos onde enche d'água. O que é preciso é aproveitar essa enchente, pegar os lugares onde a água atingiu mais forte e tirar aquelas casas de lá. Mas não podemos tirar sem apresentar [a casa] nova, porque as pessoas ficam desconfiando. Então é preciso trabalhar com certa urgência", disse o presidente. "O que vai facilitar a liberação de recurso não é a emergência, é o projeto", afirmou.Ainda segundo Lula, as prioridades no momento devem ser, além da retirada dos atingidos, alimentação e saúde para as vítimas. "Porque outras coisas nós poderemos fazer quando a água baixar, fazer um levantamento real do estrago, da quantidade de dinheiro para consertar as estradas, das casas que nós vamos ter que mudar. O que não pode faltar é a prioridade zero: tirar as pessoas de onde elas estão correndo risco."Por fim, Lula reclamou das dificuldades encontradas, segundo ele, para colocar em prática projetos mais profundos de infraestrutura. "Como nós somos um país onde, durante 30 anos, a economia não cresceu, fomos criando regras de fiscalização. Criamos poucos instrumentos de execução. Se o ministro Geddel fizer alguma coisa que não estiver dentro da lei, o primeiro a vir pra cima dele é o adversário. Depois, é o TCU, que vai dizer que ele está totalmente errado e vai mandar suspender a obra, depois, o Ministério Público, que vai logo meter-lhe um processo."Lula ainda sobrevoa nesta terça o Maranhão, acompanhado pelo ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima. De acordo com a Secretaria Nacional de Defesa Civil, mais de 120 mil pessoas foram afetadas pela chuva em 41 municípios do Maranhão, sendo que 29 estão em situação de emergência.
Globo chama mendigos de “ratos”. Só falta jogá-los no rio da Guarda

Na foto, os ratos que o Globo quer matar e afogar


. “When the cat is away the mice play.”
. Diz o ditado inglês.
. Quando o gato sai, os ratos se divertem.
. Para o Globo, que passou a competir com a Veja para saber qual o periódico brasileiro mais fascista, mendigos são ratos.
. Diz a primeira página do Globo de ontem: “A desordem nas noites cariocas. Mendigos ocupam à noite o acesso de pedestres a túnel em Copacabana. Nem a extensão do horário da Guarda ajudou a evitar desordem (sic) urbana noturna.”
. Chama para a pág. 8 e, lá, na pág. 8, o título “Quando os gatos saem …”
. O Globo já conseguiu que o prefeito Eduardo Paes aderisse à causa Suprema da ideologia da elite branca carioca: a remoção de favelas.
. A causa subsequente, que da anterior deriva, na mesma arquitetura ideológica, é matar os mendigos e jogá-los no rio da Guarda.
. As duas obras – remover favelas e matar mendigos foram características do Governo Carlos Lacerda, o cânone por que a elite branca carioca julga os governantes do Rio.
. Para se ilustrar sobre o que acontece no Rio “when the cat is away …”, leia esse trecho referente às memórias de Samuel Wainer sobre Carlos Lacerdda.
. Note, amigo navegante, que, a certa altura, Paulo Francis foi trotskysta e colunista da Última Hora, quando deu a Lacerda o apelido de “mata-mendigos”.
. Depois, como se sabe, Francis e seus seguidores foram se abrigar no regaço gordo da elite.
“Outro acontecimento que ilustra a relação conflituosa entre Wainer e Lacerda é o caso do assassinato de mendigos no Rio de Janeiro. Amado Ribeiro, jornalista do Última Hora, ao investigar a morte de alguns mendigos jogados na água do rio da Guarda conseguiu revelações de uma sobrevivente que remetiam a imagem de Carlos de Lacerda ao crime. Lacerda, então, perde o antigo apelido de “O Corvo” para “Mata-mendigos” - Paulo Francis foi responsável por isso. O acusado com sua boa retórica não foi penalizado, mas seu sonho de alcançar a presidência acabara-se, principalmente depois que Última Hora provou sua ligação com o esquadrão da morte montado por Cecil Bohrer.”
Paulo Henrique Amorim

Charge do Bessinha
Relator da OAB vota pela legalidade da concessão de refúgio a Battisti
da Folha Online
O conselheiro da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Reginaldo Santos Furtado votou pela legalidade da concessão de refúgio político ao italiano Cesare Battisti. O pleno do Conselho Federal da OAB discute hoje a situação de Battisti, preso no Brasil em março de 2007. Battisti recebeu status de refugiado político em janeiro deste ano.
O governo da Itália requereu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a extradição de Battisti. O italiano é condenado na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 70. Battisti nega os crimes.
A defesa de Battisti, por sua vez, tenta relaxar a prisão de Battisti com o argumento de que ele recebeu refúgio político no Brasil.
O pleno do Conselho Federal da OAB deve emitir um posicionamento sobre a situação de Battisti no Brasil. A Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da OAB já emitiu parecer considerando acertada a concessão de refúgio político ao italiano.
Luz para a democratização do Judiciário
O recente desabafo do Ministro Joaquim Barbosa, ao acusar o ministro Gilmar Mendes de colocar em marcha um processo de “destruição do Judiciário”, encontra ressonância em todo o país. A sociedade brasileira há muito convive com um profundo desconforto com os valores autoritários e elitistas defendidos pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. É para canalizar essa insatisfação que nasceu o Movimento Saia às Ruas: um movimento amplo e apartidário, que busca unir cidadãos comuns e organizações sociais diversas, para iluminar o Judiciário com valores democráticos que impõem a saída do ministro Gilmar Mendes do STF.
Ouvimos freqüentemente que o povo brasileiro não se mobiliza nem reage aos abusos cometidos pelos agentes do Estado. Porém, saímos às ruas nas Diretas Já e no impeachment do presidente Collor, retirando do poder quem rompeu com nossa confiança. Sair às ruas revigora nossa democracia por reconectá-la com a fonte de sua soberania e, por isso, os grandes homens públicos estavam próximos do pulsar das ruas.
Gilmar Mendes é o símbolo de um judiciário que não se democratizou. Há 30 anos o Brasil iniciou um processo árduo de transição democrática. O símbolo de nossa vitória foi a Constituição de 1988 que estabeleceu as bases de um novo país, que valoriza a participação social e condena toda forma de discriminação e parcialidade. Você se lembra de algum partido político, em outro momento desse país, lançar nota em apoio a algum presidente do Supremo como fez o DEM? Ou de alguma manifestação na Praça dos Três Poderes contra um presidente do STF no Brasil? Gostaria de chamar a atenção para o inusitado de um presidente do STF gerar tantos posicionamentos a favor e contra sua postura.
Gilmar Mendes conseguiu colocar a Suprema Corte do país contra o sentimento que está nas ruas. Ao libertar o banqueiro Daniel Dantas e mostrar que pobres e ricos ainda recebem tratamento desigual neste País, ele estampa no peito a falha radical da nossa Justiça. Ao criminalizar os movimentos sociais que tentam mostrar ao país as feridas de nossa democracia inacabada, ele desafia nossas conquistas históricas. Acabamos nos sentimos traídos por quem deveria zelar – e não destruir – (por) nossa democracia: o Presidente do Supremo Tribunal Federal que, por isso, perdeu as condições mínimas de legitimidade que o cargo exige.

João Francisco Araújo Maria é coordenador do Movimento Saia às Ruas, Mestrando em Ciência Política pela UFPE e professor de Ciência Política.

Editora Fundação Perseu Abramo publica “O abc da crise”
A Editora Fundação Perseu Abramo lança nos próximos dias o livro “O abc da crise”, organizado pelo jornalista Sérgio Sister.
As implicações econômicas, sociais e políticas da crise são tratadas na obra por Maria da Conceição Tavares, Paul Singer, Márcio Pochmann, Paul Krugman, Guido Mantega, Luiz Gonzaga Belluzzo, Chico de Oliveira, Cézar Manoel de Medeiros, Carlos Eduardo Carvalho, Sérgio Sister e Ricardo Berzoini.
Segundo informações da editora, a obra pode ser adquirida na loja virtual da EFPA a partir da próxima semana. E, a partir do dia 25/5, chega às principais livrarias. Segundo Nilmário Miranda, presidente da FPA, o livro resultou de entendimento com os dirigentes do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), como uma forma de “contribuir com o debate amplo e qualificado, voltado à preparação dos militantes dos partidos de esquerda, da CUT e outras centrais sindicais, dos movimentos sociais e da juventude engajada. Uma contribuição para o entendimento do que ocorreu, em direção às possíveis alternativas".Conteúdo
Os artigos e seus respectivos autores são: “O abc da crise, por Jefferson José da Conceição; “A crise do dinheiro solto', por Sérgio Sister; “Entupiu o sistema circulatório do capitalismo”, por Maria da Conceição Tavares; “O mistério do inter-relacionamento entre finanças e a economia da produção e produção”, por Paul Singer; “O dia depois de anteontem”, por Ricardo Berzoini; “O papel do setor público na crise”, por Cézar Manoel de Medeiros; “Revolução no embate de ideias e projeto de sociedade”, por Marcio Pochmann, e “A intervenção estatal na crise e a crise do neoliberalismo”, por Carlos Eduardo Carvalho.
Paul Krugman responde pelos artigos “Uma catástrofe anunciada”, “Roleta-russa financeira”, “A depressão econômica está de volta”, e “Para não esquecer”. E Luiz Gonzaga Belluzzo assina os artigos “O problema está aqui”, “Sobre a natureza da economia de mercado”, “O insaciável Moloch”, e “Não se pode brincar com o sistema”.
Também integram o livro as entrevistas com o sociólogo Chico de Oliveira (“Criar cinco Embraer por ano”), e com o ministro Guido Mantega (“Excesso de desequilíbrios”).
Boletim da FPA
PT-BA: Emiliano José assumirá vaga de Nelson Pelegrino na Câmara
O jornalista Emiliano José (PT-BA) vai assumir nos próximos dias a vaga de deputado federal no lugar de Nelson Pelegrino (PT), que a partir desta segunda-feira (4) licenciou-se da Câmara dos Deputados para ocupar o cargo de secretário de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Estado da Bahia, a convite do governador Jaques Wagner.
Emiliano José é jornalista e professor licenciado da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), onde, em 1999, defendeu a tese “A Constituição de 1988, as reformas e o jornalismo de campanha”, tornando-se doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas. Ex-deputado estadual, assessor especial do governador da Bahia, é também escritor e articulista da revista Carta Capital e do Jornal Feira Hoje. Já foi vice-presidente do PT da Bahia, exerceu a presidência em 2005 e integrou o Diretório Nacional do PT.
O novo deputado da bancada do PT-- cuja posse ainda não tem data marcada-- é membro do Conselho de Redação da revista Teoria e Debate, da Fundação Perseu Abramo.
Liderança PT/Câmara
Funcionários da USP iniciam greve nesta terça
Os funcionários da USP (Universidade de São Paulo) iniciam nesta terça-feira (5) uma greve por tempo indeterminado. O Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP) realizou uma assembléia no auditório do Departamento de História, no último dia 23, que decidiu pela paralisação.
Os trabalhadores programaram para esta terça uma assembléia geral no Departamento de História e, posteriormente, um churrasco de protesto na frente da reitoria da instituição, com a participação dos estudantes e da Adusp (Associação dos docentes da USP), segundo nota publicada no site do Sintusp.Em assembleia realizada em 24 de abril, os alunos decidiram realizar paralisação hoje, mas não decidiram se irão aderir à greve dos funcionários.


MAIS FOTOS

De acordo com o diretor de imprensa do sindicato, Aníbal Cavali, a principal reivindicação é a incorporação de uma parcela de R$ 200 aos salários e reajuste de 17% na remuneração. "Essa reivindicação engloba os funcionários e professores da USP, Unesp [Universidade Estadual Paulista] e Unicamp [Universidade Estadual de Campinas]", disse.A pauta de reivindicações dos funcionários é mais ampla e contempla pedidos como a readmissão de Claudionor Brandão, ex-diretor do Sintusp que foi demitido após a ocupação da reitoria da USP (Universidade de São Paulo), ocorrida em 2007; a contratação de mais professores e funcionários para a universidade; a incorporação de funcionários e professores da Faenquil (Faculdade de Engenharia Química de Lorena) à USP; e mais verbas para a educação.
Ocupação do DCECerca de 300 estudantes da USP ocuparam no dia 23 o espaço do DCE (Diretório Central de Estudantes) da universidade. Os alunos reivindicam a administração do espaço, que era realizada por eles antes de reforma realizada pela reitoria.Segundo os estudantes, com o final das obras, a reitoria passou a ser responsável pela administração dos aluguéis cobrados de estabelecimentos comerciais que funcionam no local, que antes iam para o diretório dos estudantes. O DCE obteve o uso de algumas salas do prédio.
Operação José Serra
da revista Caros Amigos 11/08

Com alguma paciência para escarafunchar notícias antigas, o leitor curioso estabelece a trilha que leva Daniel Dantas ao Palácio dos Bandeirantes. A viagem começa em 1994, quando Ricardo Sérgio de Oliveira atuou como arrecadador da campanha de José Serra para o Senado, que depois o indicaria para diretor do Banco do Brasil.Através dos fundos de pensão, Ricardo Sérgio financiou os consórcios de Dantas nos leilões da telefonia, das estatais elétricas e da Vale do Rio Doce. Ele também arquitetou o caixa dois da campanha reeleitoral de FHC. Participaram do esquema o Opportunity (via Marcos Valério) e o grupo francês Alstom, hoje investigado pelo suborno de altos funcionários tucanos em licitações do Metrô paulista. Andréa Matarazzo, amigo de Serra, aparece com freqüência nesses episódios.O delegado que investigava Ricardo Sérgio foi afastado em 1998 por Marcelo Itagiba, então superintendente da Polícia Federal. Itagiba, casado com uma prima de Matarazzo, virou assessor de Serra no Ministério da Saúde.Hoje, deputado federal, Itagiba preside a CPI dos Grampos, que tenta desqualificar a atuação do delegado Protógenes Queiroz na operação Satiagraha. Queiroz teria omitido informações de seus superiores. Um deles, o diretor de Inteligência Daniel Lorenz, coordenara as investigações sobre o extinto dossiê que apontava ligações de Serra com a máfia das ambulâncias.Dantas não ficou preso graças a Gilmar Mendes, defensor do governo FHC na Advocacia-Geral da União. Já ministro do STF, Mendes arquivou uma ação de improbidade administrativa contra Serra. Depois, afirmou ter sido espionado quando falava ao telefone com o senador Heráclito Fortes. Este possui ligações com as empresas de Dantas e é amigo de sua irmã, Verônica, ex-sócia da filha de Serra.
Restam dúvidas sobre os motivos da blindagem em torno de Daniel Dantas?
Guilherme Scalzilli, historiador e escritor. Autor do romance Crisálida (editora Casa Amarela).www. guilhermescalzilli.blogspot.com
http://esquerdopata.blogspot.com/
MAIS LAMBANÇAS NO SENADO
Quem assistiu o Jornal das Dez ontem 04/05, ouviu a notícia de mais uma lambança no Senado. Lambança envolvendo o Efraim de Morais do DEM, e o Romeu Tuma ex DEM, atual PTB. Segundo a jornalista Cristiana Lôbo , foi pedido até o afastamento do Romeu Tuma da corregedoria da casa. Hoje nenhum jornalão de SP trás a noticia, apenas o Correio Braziliense trás a matéria, mas não cita o suposto envolvimento do Tuma, citado pelo Jornal das Dez. O Senado na figura do Heráclito Fortes do DEM, não quer nem pensar em uma investigação feita pela PF, porque será?

Correio Braziliense

Uma investigação interna do Senado coloca ainda mais sob suspeita os contratos terceirizados fechados na gestão de Agaciel Maia na Diretoria-Geral e Efraim Morais (DEM-PB) na Primeira-Secretaria. A sindicância criada pelo atual primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), entregou ontem quatro relatórios referentes a contratos que somam R$ 13 milhões. O Correio teve acesso a essas informações.
Os auditores recomendam a redução dos valores, a não prorrogação dos serviços, apontam a falta de justificativa para as contratações e revelam indícios de que o Senado pode ter desperdiçado milhões de reais. Os primeiros alvos foram os contratos com as empresas Aval, Fiança, Delta Engenharia e Ágil.
A auditoria foi entregue em meio às recentes denúncias do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi sobre um esquema de corrupção envolvendo Agaciel, empresas terceirizadas e a Primeira-Secretaria. O principal levantamento diz respeito a um contrato assinado por Efraim em 2006 de R$ 2,3 milhões por ano com a empresa Aval para limpeza da Secretária de Informática (Prodasen) e do Interlegis. O valor pago anualmente pode ser reduzido em 57%, segundo os auditores.
O preço cairia, de acordo com estimativa deles, para R$ 996 mil. Ou seja, em três anos, R$ 3,9 milhões podem ter saído dos cofres do Senado sem necessidade. E mais: o relatório sugere a redução pela metade do quadro de contratados: de 95 para 46. O argumento é o de que há excesso de terceirizados por metro quadrado. Foram detectados ainda salários acima do estabelecido pelo acordo coletivo da categoria.
Esse contrato foi prorrogado em julho do ano passado por Efraim por 12 meses. A comissão sugere a Heráclito uma nova licitação ou a unificação de todos os contratos de limpeza numa outra concorrência. Quem assina o aditivo pela Aval até 25 de julho, como diretor comercial, é José Carvalho de Araújo, dono da Ipanema Serviços Gerais Ltda.
Em 2006, Araújo foi preso na Operação Mão-de-Obra da Polícia Federal que desmontou um esquema de fraudes em licitações no Senado e na Esplanada. No ano passado, o Correio revelou detalhes da investigação em que Araújo cita Efraim em conversas telefônicas. O lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado de negociar as licitações com as empresas, foi flagrado pela PF cumprindo expediente na sala do senador, possuindo até mesmo a chave do seu gabinete.
Golpe sujo
Comitê Rio 2016 levanta suspeita de espionagem

RIO - A suspeita de uma estratégia de espionagem por parte da cidade "rival" Madri fez com que o comitê da candidatura do Rio para os Jogos de 2016 partisse para o ataque: cassou a credencial do jornalista Simon Walsh, que se apresentara como correspondente da agência espanhola EFE durante a visita da comissão de avaliação do COI ao Rio - mas que, na verdade, estaria a serviço da candidatura de Madri. O secretário-geral do Comitê Rio 2016, Carlos Roberto Osório, estuda agora se leva a denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI). Madri nega que tenha enviado um espião.
O comitê Rio 2016 afirma ter checado com a própria agência EFE, que negou ter Walsh no seu quadro de colaboradores. Outro agravante: o comitê está de posse de um press release sobre a candidatura oficial de Madri assinado pelo jornalista e que traz ainda seus telefones.
Segundo a assessoria de imprensa do Comitê Rio 2016, Walsh chegou a participar de eventos junto com os outros jornalistas credenciados durante a visita do COI e não teve acesso a qualquer informação privilegiada. Ainda de acordo com a assessoria, é normal os países concorrentes enviarem observadores aos eventos dos concorrentes. O problema foi o jornalista ter mentido para obter a credencial. O Comitê Rio 2016 afirma ter informado ao COI sobre a cassação da credencial. O órgão teria concordado com a medida.
Leia a íntegra desta reportagem em
O Globo Digital (somente para assinantes)

04 maio 2009

MEC propõe reforma curricular e pedagógica do ensino médio público
Um projeto apresentado ao Conselho Nacional de Educação (CNE) pretende mudar a organização curricular do ensino médio público do país. O documento base, desenvolvido pelo Ministério da Educação (MEC), foi discutido hoje pela primeira vez pelos membros do conselho.
Uma das propostas é que os alunos tenham no mínimo 20% de disciplinas optativas dentro do currículo. O projeto, que está sendo chamado de "ensino médio inovador", pode começar a funcionar já em 2010. A mudança vale só para o ensino público.
Desde o ano passado, o ministério discute em grupos de trabalho a reforma do ensino médio, etapa considerada como a mais frágil de todo o sistema. Pesquisas apontam que o atual modelo é desinteressante para os jovens, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares.
Como o ensino médio é responsabilidade das redes estaduais de ensino, a intenção do MEC é incentivar as secretarias a promoverem mudanças no currículo e na organização dessa etapa, a partir de apoio técnico e financeiro. Antes, a proposta precisa ser aprovada pelo CNE.
“O MEC tem o papel indutor, mas não de definição do currículo. Os estados já estão tentando fazer isso porque o currículo do ensino médio não pode ser endurecido, o ministério agora está dando os instrumentos para essa mudança”, explicou o coordenador-geral do ensino médio, Carlos Artexes.
A partir das orientações que vão constar nesse projeto, cada rede de ensino vai definir o seu modelo de currículo e organização das escolas. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas complementares às básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado.
“A escola deixa de ser um auditório da informação e passa a ser um laboratório de aprendizagem”, compara o conselheiro Francisco Aparecido Cordão, relator do projeto no CNE. Para ele, o atual modelo curricular aprisiona as escolas. O projeto do MEC sugere ainda que programas de incentivo à leitura estejam previstos na nova organização pedagógica. Outra orientação é valorizar as atividades artísticas e culturais dentro do currículo.
A presidente do CNE, Clélia Brandão, afirma que é preciso mudar o atual modelo da escola para que ela atenda à essa geração. “De acordo com a Constituição, o ensino médio tem que ser universalizado, mas os jovens ou não vão para escola ou a abandonam porque ela não é interessante para eles. O formato do ensino médio precisa atender à esse perfil do aluno”, defendeu.
O CNE vai realizar audiências públicas para discutir o novo modelo de ensino médio. O processo deve ser concluído até julho. Depois dessa etapa, o ministério começará as negociações com os estados. Serão firmados acordos de cooperação a partir das mudanças propostas pelas secretarias, com a previsão de apoio técnico e financeiro do governo federal para a implantação dos novos modelos.
Segundo o coordenador do ensino médio, ainda não foi definido o montante dos recursos que o MEC irá repassar aos estados para a reforma do ensino médio.
ABr

GOVERNO LULA
Comércio exterior tem melhor resultado desde maio de 2008
As exportações brasileiras superaram as importações em US$ 3,7 bilhões no mês de abril, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (4) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O resultado é o melhor desde maio de 2008, quando o superávit da balança comercial ficou em US$ 4,075 bilhões.
O dado também representa o terceiro mês de recuperação do comércio exterior brasileiro, desde o déficit de US$ 524 milhões registrado em janeiro deste ano.
Considerando o critério da média diária, o superávit de abril também significa uma alta de 130,4% sobre o dado de março e de 124,4% sobre abril de 2008.
Em abril, as exportações somaram US$ 12,3 bilhões (média diária de US$ 616 milhões), enquanto as importações ficaram em US$ 8,6 bilhões (média diária de US$ 430 milhões).
Somente na semana de 27 a 30 de abril, com quatro dias úteis, o superávit comercial foi de US$ 1,167 bilhão em razão de exportações de US$ 2,828 bilhões e importações de US$ 1,661 bilhão.
Acumulado
De janeiro até abril, a balança comercial do país somou US$ 6,722 bilhões. No período, as exportações corresponderam a US$ 43,499 bilhões e as importações situaram-se em US$ 36,777 bilhões.
O início de 2009 foi marcado por déficit comercial, de US$ 527 milhões. No segundo mês do ano, porém, houve saldo comercial positivo de US$ 1,765 bilhão, Em março, o resultado subiu para US$ 1,772 bilhão. No mês seguinte, o superávit comercial alcançou US$ 3,712 bilhões.
Entre janeiro e abril do ano passado, a balança comercial acabou superavitária em US$ 4,498 bilhões.
G1
Delegação do Foro de São Paulo visita a Palestina
Uma delegação do Foro de São Paulo chega nesta segunda-feira à Palestina para uma visita de três dias. Estão na delegação os brasileiros Valter Pomar, secretario de Relações Internacionais do PT; e José Reinaldo de Carvalho, do PCdoB.
A programação, organizada pela Autoridade Palestina, prevê reuniões com autoridades do governo, parlamentares, partidos políticos e organizações sociais. O retorno está previsto para quarta-feira (6).

SÃO PAULO - Um rapaz foi denunciado à Justiça paulista no último dia 30 por ser membro da comunidade do Orkut "Mate um negro e ganhe um brinde", em que eram divulgadas mensagens racistas e nazistas. Num tópico da comunidade no qual era discutido o "brinde", R.C., de 21 anos, teria inserido a seguinte mensagem: "deveria ser a eliminação de todos eles". Para o Ministério Público Federal (MPF), ele pode ter praticado, induzido e incitado a discriminação e o preconceito de raça, cor, etnia, religião e procedência nacional. Os outros 15 membros da comunidade, todos de fora de São Paulo, também estão sob investigação. O Google identificou o internauta e a Justiça autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa dele. De acordo com o MPF, no imóvel, foram recolhidos materiais de cunho nazista, como desenhos remetendo à suástica, folhas com imagens de Adolf Hitler, o DVD "Skinheads - Força Branca" e o livro "Diário de um Skinhead".

Charge do Bessinha
ABSURDO
A FOLHA TAMBÉM NÃO ENTENDEU O ESPÍRITO DA COISA
A Folha acaba de proibir a gente de mostrar as charges do Angeli, do Glauco e do Jean. Exigem o pagamento de "royalties" (sic. É a crise?). Não percebem que a nossa galeria é uma atividade cultural, sem fins lucrativos, de que todos participam voluntariamente, visando produzir uma referência para o próprio trabalho, e um importante registro da nossa história para a cultura.Nosso site é uma exposição virtual. Não estamos republicando nada, estamos apenas fazendo uma citação. Mostrando o que cada chargista produz, evidentemente no jornal em que trabalha (com os devidos créditos e link).Esse serviço é disponibilizado gratuitamente. O que nos move não é o dinheiro. E nem temos ou movimentamos dinheiro. Ninguém recebe nada para participar, nem eu sou pago por organizar e manter.
Fazer o que, né?Apesar da antipática medida do jornal, não vamos deixar o excelente trabalho do Angeli, do Glauco e do Jean passar em branco.
Clique
aqui para ver as charges deles direto no site da Folha. Depois é só fechar a janela para voltar.
P.S.: Clique
aqui se quiser mais detalhes.
Índios da Raposa negociam parceria com MST
Sem-terra propõem aumentar o plantio de arroz, sem a utilização de agrotóxicos, na reserva em Roraima

Índios da terra indígena Raposa/Serra do Sol, no nordeste de Roraima, negociam uma parceria com o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) para aumentar a produção agrícola da área.O CIR (Conselho Indígena de Roraima) afirmou que foi procurado por representantes dos sem-terra no final do ano passado, logo após a primeira fase do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal), que confirmou a demarcação contínua da reserva e determinou a saída dos não índios. A operação de retirada começou na semana passada e deve durar 30 dias.Segundo Dionito de Souza e Djacir Melquior, do CIR, os sem-terra propõem dar assistência técnica gratuita para desenvolver o plantio de arroz orgânico -sem uso de agrotóxicos e sementes transgênicas.No mês passado, dois técnicos do MST do Rio Grande do Sul foram até a Raposa, onde avaliaram as condições para desenvolver esse tipo de cultura, já praticada em larga escala pelos sem-terra gaúchos.Também deram uma espécie de palestra para alunos de uma escola técnica indígena, dentro da reserva, e se ofereceram para doar sementes de arroz. Souza disse serem mil sacas. Melquior falou em 500.O próximo passo do acordo, cuja data ainda não foi marcada, deve ser a visita de uma comissão de índios a assentamentos. Se as sementes forem doadas, um técnico irá até Roraima para assessorar sua utilização.Os líderes do CIR disseram que a relação com os sem-terra não será política e que o único objetivo é ajudá-los a desenvolver economicamente a reserva, que tem 1,7 milhão de hectares. "Nunca nos deixamos levar por ninguém", afirmou Souza. "Não estamos dando terra", disse Melquior. A presença do MST em Roraima é pequena.A capacidade de os cerca de 20 mil índios sobreviverem sozinhos na área foi um dos principais argumentos usados para a permanência dos arrozeiros. Eles dizem ser os responsáveis pela renda e infraestrutura do território.O governador do Estado, José de Anchieta Júnior (PSDB), disse na semana passada que a região se transformará em um "zoológico humano". Para Paulo César Quartiero, principal líder dos fazendeiros, os índios voltarão à "Idade da Pedra".Os indígenas discordam e dizem já ter começado um planejamento para se sustentarem e terem lucro com a terra. Para isso apostam na união e em recursos públicos. Recentemente, criaram uma federação para congregar as principais entidades. Quanto ao dinheiro, afirmam ter obtido a promessa de repasses de R$ 2,4 milhões, até 2010, por meio do programa Territórios da Cidadania, do governo federal.
Lula: exploração do pré-sal é 'nova era' da história
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o começo da exploração da camada do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho, significa "uma nova era" da história do petróleo do Brasil. No programa semanal de rádio "Café com o Presidente", Lula falou sobre a visita que fez na última sexta-feira (dia 1) ao Campo de Tupi, na Bacia de Santos, no Rio de Janeiro.Segundo a Agência Brasil, Lula afirmou que não se tem conhecimento, até agora, da quantidade de óleo em toda a extensão da camada. Mas o governo promete se empenhar na realização de exames nos próximos 15 meses e, só após esse tempo, o pré-sal será usado comercialmente. O pré-sal é uma camada de reservatórios que se encontram no subsolo do litoral do Espírito Santo a Santa Catarina, ao longo de 800 quilômetros, em lâmina d''água que varia entre 1,5 mil e 3 mil metros de profundidade e soterramento (área do subsolo marinho que terá de ser perfurada) entre 3 mil e 4 mil metros. Tupi é considerado um megacampo de petróleo, com um volume estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris. Lula mencionou também a necessidade de se regulamentar a Lei do Petróleo. "Quando descobre petróleo na camada pré-sal, o Brasil tem chance de transformar-se em um país com potencial extraordinário e aí a gente pode resolver parte dos nossos problemas econômicos", afirmou, citando o achado como "uma quase segunda independência" do País.O presidente disse que o Brasil prosseguirá com os investimentos em biocombustíveis, mesmo com a exploração da camada, pois, de acordo com ele, é necessário mudar a matriz de energia. Parte dos 400 milhões de hectares disponíveis para o cultivo da terra, conforme Lula, pode ser empregada na plantação de mamona, dendê, pinhão manso e girassol - opções para uma nova fonte energética.

03 maio 2009

Dilma Rousseff: ‘A solidariedade me emociona’
As manifestações de apoio que vem recebendo desde que tornou pública a sua doença deixaram a ministra Dilma Rousseff extremamente comovidaAlfredo Junqueira e Rachel VitaRio - As manifestações de apoio que vem recebendo desde que tornou pública a sua doença deixaram a ministra Dilma Rousseff extremamente comovida. Na primeira entrevista exclusiva desde que anunciou seu problema de saúde, ela demonstrou otimismo, mas admitiu que poderá diminuir o ritmo de suas atividades.A ministra confirmou novos investimentos para o Rio e garantiu que o pequeno poupador não tem o que temer com as mudanças que o governo federal fará na caderneta de poupança. Dilma afirma também que está satisfeita com o andamento do PAC no Rio. Dados obtidos por O DIA mostram, no entanto, que iniciativas como o Arco Metropolitano, por exemplo, tiveram apenas 5,13% de seu orçamento liberados no ano passado.
ODIA: Desde que a senhora descobriu a sua doença e a tornou pública, qual a manifestação que mais a emocionou até agora?

Dilma: O que mais emociona é a forma como as pessoas se aproximam, de maneira muito protetora. É um gesto. Geralmente a pessoa chega, me aperta a mão, olha no meu olho. E naquele olhar tem um nível de solidariedade imensa, que me deixa estarrecida. Às vezes, a pessoa me diz que já passou por isso e superou. Sempre uma mensagem de otimismo. Tem quem fale que vai rezar por mim. Não são pessoas que me olham com pena. O sentimento é ‘você vai conseguir, você vai conseguir’. É mais que cumplicidade. Eles se colocam como companheiros meus nessa jornada. É extremamente comovente. São as mais variadas pessoas, de todas as classes sociais.A senhora já começou a fazer quimioterapia?

Eu não vou discutir meu tratamento. Pretendo, ao longo do tratamento, fazer algumas manifestações. Agora, eu preciso de uma certa tranquilidade para fazer o tratamento. E também... eu tenho família, né?

Tenho filha e mãe.Já houve pedido de sua família para a senhora diminuir o ritmo de suas atividades para se dedicar ao tratamento?

Não é necessário. Estou fazendo aquilo que posso. Se for necessário em algum momento futuro, eu faço isso (diminuo o ritmo). Mas nada indica que será. Agora, tenho que ter cuidado. É sempre bom que as pessoas levem em conta que eu não sou eu sozinha.Em relação ao Rio, existe alguma previsão de novo investimento no estado, além das obras do PAC?

Vamos conversar com os governos dos estados e os municípios assim que saírem as cidades escolhidas para a Copa de 2014. Sei que o estado e o município do Rio já têm projetos. Vamos soltar um projeto de mobilidade urbana específico para as cidades escolhidas para a Copa do Mundo. Além disso, no (programa de habitação popular) ‘Minha casa, minha vida’, sei que aqui já há uma cadastramento significativo de pessoas. Este será um programa muito forte no Rio. Nossa expectativa é a de uma grande realização de obras aqui.Aqui no Rio, a gente vê que algumas iniciativas do PAC estão com problemas de execução. Isso a preocupa?

O PAC deu grandes passos aqui. O problema é que o Estado brasileiro – União, estados e municípios – parou de investir durante 25 anos. Ou investia a conta-gotas. Uma obrinha ali, uma obrinha aqui. O PAC é um projeto ambicioso porque ele concentra o investimento naquilo que é estruturante. Ou seja, aquilo que melhora a vida do povo. Até agora, consideramos que o governo do estado vem cumprindo todos os acordos que fizemos no Complexo do Alemão, Rocinha, Manguinhos e no Arco Rodoviário. Nós detectamos que, em obras complexas, ter atraso de alguns meses é normal.A senhora acha que isso estará solucionado até 2010?

Vamos ter desempenho razoável no Rio. O governo do estado tem boa equipe. E o (prefeito) Eduardo (Paes) entrou com todo vapor. Acredito que sai.Os modelos de reurbanização do Alemão, Manguinhos e Rocinha poderão ser levados para outras favelas?

Sim, podem. Há grande característica aqui no projeto. Ele não é segmentado. O projeto tenta construir condições integradas para melhorar a vida dentro do Alemão. É essa a grande contribuição que ele pode dar para os outros projetos.E em relação à poupança. Como está a discussão sobre a mudança no cálculo do rendimento?

O que está sendo de fato estudado?

Primeiro, o governo tem clareza de que poupança e investimento são coisas distintas. A poupança do pequeno é um dinheiro que a pessoa separou ali para uma eventualidade, uma doença ou uma escola de filho. Ele não tem a função de investimento, mas de proteção. O investimento, em volumes maiores, é garantia de rentabilidade e que tem um lado de especulação. Buscamos formas de tornar mais neutras possíveis, eu diria assim, em termos dos seus efeitos, as consequências de qualquer medida. Não chegamos ainda ao que faremos. Agora, uma coisa eu posso garantir como princípio do que faremos: nós, em momento algum, afetaremos a poupança da população brasileira. Essa poupança feita com esforço, feita com o chamado sangue e suor do próprio rosto.Mas o que é o ‘pequeno poupador’?

92% da caderneta de poupança, em termos de pessoas, têm aplicações de até R$ 30 mil, se não me engano (o dado correto é até R$ 5 mil). Então, a pequena poupança domina a caderneta. Isso não significa a mesma coisa se você pegar valores. Porque você tem hoje um deslocamento para a poupança de gente aplicando R$ 1 bilhão.Então a mudança vai ser a partir de R$ 30 mil?

Não. Não sei se vai até R$ 30 mil. Citei como exemplo. Ainda não concluímos a discussão.Em termos políticos, como está a relação com o PMDB para 2010 e qual a possibilidade para uma eventual chapa Dilma-Cabral?

Vou falar uma coisa para vocês: tenho sido, do Oiapoque ao Chuí, indagada sobre essa questão. Entendo as razões da indagação. Mas eu tenho respondido que nem amarrada eu respondo isso agora.O COI tem feito vistorias verificando as instalações do Rio como concorrente para os Jogos de 2016. Apesar dos problemas de infraestrutura, o que, na opinião da senhora, torna o Rio um candidato forte numa disputa com cidades consideradas de Primeiro Mundo?

Acho que ficou muito claro na exposição que fizemos para o COI o imenso potencial do Brasil, do Rio, e o comprometimento do governo federal com a construção de infraestrutura, tanto de transporte quanto social e urbana. Alguns deles vão beneficiar diretamente a população. Por exemplo, todos os equipamentos esportivos que vão permitir que os Jogos Olímpicos ocorram. Eles têm a ver tanto com a melhoria da qualidade de vida na cidade como também têm a ver diretamente com o jovem, o grande beneficiário de uma política de esporte do governo: tirar o jovem da droga, do crime, da rua, significa dar oportunidade a ele.