02 maio 2009

País faz 1 ano de grau de investimento e deve sair bem da crise, diz agência
O Brasil completou agora em 30 de abril um ano como país classificado na categoria de grau de investimento pela agência Standard & Poor's (S&P), o que significa que comprar papéis da dívida nacional deixou de ser considerado uma atividade meramente especulativa e passou a ser entendido como um investimento. No começo do mês, esse status foi mantido pela agência avaliadora.Segundo Sebastián Briozzo, diretor da S&P na área de Rating Soberano, e responsável pela avaliação do Brasil, a adoção de "políticas mais prudentes" ajuda o país a "atravessar a crise de maneira bastante boa".Embora, depois da crise global, agências de avaliação de risco sejam vistas com ceticismo por não terem previsto a quebradeira geral, o certificado ainda pode ter valor. A S&P admite problemas na avaliação do "subprime" (crédito duvidoso nos EUA, que detonou a crise), mas diz que as notas de risco em geral são boas e úteis.Leia abaixo trechos de entrevista com Sebastián Briozzo.
Briozzo durante evento na S&P: investidores estão olhando mais para o Brasil
UOL - A S&P reafirmou neste ano o grau de investimento do Brasil. A credibilidade dos papéis nacionais não foi afetada pela crise?
Sebastián Briozzo - Nossa avaliação sobre a qualidade creditícia do Brasil se manteve no mesmo nível. Nesse contexto internacional de crise de grandes dimensões, é uma notícia bastante boa para o Brasil. Só para comparar, de setembro de 2008 até agora, tivemos queda no rating de 20 países, e outros países tiveram mudança de perspectiva para "negativa".
UOL - Se a nota não mudou, é porque o Brasil não foi afetado ou porque medidas do governo teriam contrabalançado o peso da crise?
Briozzo - É difícil falar, nesse mundo em que a gente vive hoje, que algum país não tenha sido afetado. O Brasil também foi afetado. Mas o Brasil se desenvolveu e tem maiores ferramentas hoje para lidar com uma crise internacional. Nós pensamos, também, que o compromisso com políticas pragmáticas no âmbito macroeconômico continua. É por isso que o Brasil subiu para grau de investimento no ano passado e continua sendo agora. A combinação das ferramentas macroeconômicas com o fato de que o Brasil tem se envolvido com políticas mais prudentes vai ajudar o país a atravessar a crise de maneira bastante boa.
UOL - O governo reduziu a meta de superávit primário. Isso afeta a credibilidade dos papéis nacionais?
Briozzo - Nós trabalhamos com um cenário de que o superávit primário pode ser ainda um pouco menor do que o governo pensa para este ano. O governo ainda tem espaço de manobra. O importante, para nós, é a perspectiva para a política fiscal num período mais longo. Ao mesmo tempo em que o governo reduziu a meta para 2009, subiu a de 2010 e 2011. Este é um ano muito difícil, a atividade econômica está caindo no mundo todo. Se for só no curto prazo esse menor superávit primário, não será um problema.
UOL - Os mais pessimistas esperam para o PIB do Brasil um recuo maior que 4%. Se isso ocorrer mesmo, o país pode perder o grau de investimento?
Briozzo - É difícil falar sobre situações hipotéticas. Nós estimamos uma queda de 1% no PIB. Se o choque externo for mais forte, o importante vai ser como o governo reagirá.Um fator fundamental para a nossa análise é o compromisso que o governo tem mostrado ao longo de muitos anos, não só esse governo, como o anterior, no âmbito macroeconômico fiscal e monetário.
UOL - O que falta para o Brasil subir mais um degrau?
Briozzo - Não tem um fator só. Olhando outros países que têm o mesmo "rating", uma melhora na área fiscal seria claramente um fator que beneficiaria o "rating" do Brasil. Também seria o caso se viessem mudanças estruturais que permitissem ao Brasil crescer mais fortemente. Mas, nesse contexto internacional tão desfavorável, manter esse compromisso de políticas prudentes no âmbito macroeconômico é a condição inicial para manter o "rating".
UOL - Qual foi o impacto que a elevação do Brasil a grau de investimento teve sobre a economia do país?
Briozzo - Eu acho que o grau de investimento é uma confirmação de que o Brasil está andando no caminho correto. Em termos práticos, o grau de investimento permite uma ampliação bem significativa da população de investidores que o Brasil pode ter, e a gente tem evidências de que isso aconteceu no último ano. Nós conversamos com muitos investidores. Há investidores no mundo que não estavam no Brasil e agora estão comprando dívida do governo brasileiro.
UOL - As agências de risco deram notas altas a empresas que depois precisaram de socorro público para não quebrar. Que argumento que o sr. dá para as pessoas continuarem confiando nas agências?
Briozzo - Primeiro, a maior parte do "rating" continua sendo um bom fator explicador de risco de crédito. No meu âmbito de trabalho, que é o "rating" soberano, isso é bem claro. Na mudança de expectativas que tivemos com essa crise, em 2008, tivemos mudanças em quase 20 países, mas apenas um desceu mais de três degraus. A maioria das mudanças foi de um ou dois. Isso explica por que os "ratings" continuam sendo demandados e têm um papel muito importante no mercado internacional.O que acontece é que, quando tem uma crise internacional tão forte, o comportamento das pessoas muda. Nos EUA, o comportamento mudou com essa crise, e com isso ficou muito mais difícil explicar os fenômenos.
UOL - Se houvesse uma fiscalização global das agências de risco, a crise nos EUA poderia ter sido evitada?
Briozzo - A S&P tem um enorme número de classificações de risco, e a maioria tem funcionado bem. Em alguns setores poderia ter sido melhor, como é o caso do "subprime", nos Estados Unidos. Mas numa crise dessas dimensões, ninguém conseguiu enxergar bem. Seria mais preocupante se as agências estivessem dizendo uma coisa e todo mundo estivesse dizendo outra. Nós já trabalhamos com regulação forte em alguns mercados. Nos Estados Unidos há pouca regulação, mas em outros países há mais. A S&P não tem problema em trabalhar em mercados regulados.

As Olimpíadas não serão afectadas pela crise - autoridades defendem candidatura do Rio para Jogos de 2016
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, defenderam a candidatura do Rio de Janeiro para acolher as Olimpíadas em 2016 com o argumento de que os Jogos estão protegidos contra a crise económica.Dilma e Meirelles garantiram à comissão avaliadora do Comité Olímpico Internacional, que está no Rio esta semana, que os Jogos não serão afectados com as mudanças no quadro político e na crise financeira.No quesito infra-estrutura, a chefe da Casa Civil deixou claro que o Brasil não está a programar as obras apenas por causa dos Jogos.
ONU teme retrocesso em refúgios no Brasil
Órgão das Nações Unidas envia documento ao STF alertando que caso Battisti pode incentivar reabertura de processos até em outros países
Estadão
O caso do refúgio do ativista italiano de extrema esquerda Cesare Battisti, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), virou motivo de preocupação nas Nações Unidas. A ONU teme que o julgamento acabe por criar um retrocesso na política brasileira para os refugiados e sirva de exemplo para outros países reabrirem antigos processos de extradição.O alerta partiu inicialmente do Comitê Nacional para Refugiados (Conare), órgão do Ministério da Justiça, e agora foi reforçado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), em documento encaminhado aos ministros do Supremo.O receio é de que o governo descumpra a regra prevista na convenção da ONU de 1951, ratificada pelo Brasil, que impede a extradição de refugiados, e que isso sirva de precedente para ações similares em outros países. "O Acnur prevê que a decisão que vier a ser tomada neste caso pode influenciar a maneira pela qual as autoridades de outros países aplicam a definição de refugiado e lidam com casos de extradição que envolvam refugiados reconhecidos formalmente", afirmou o representante do órgão no Brasil, Javier López-Cifuentes, em documento encaminhado aos ministros do Supremo.

CONARE

No Comitê Nacional para Refugiados , o temor é de que uma decisão do Supremo estimule alguns países a recorrer ao Judiciário para pedir a extradição de outros refugiados. Hoje, os países deixam de apelar às Cortes Supremas porque a lei impede a entrega de refugiados e estabelece que os processos de extradição são arquivados quando há o reconhecimento do refúgio pelo Executivo.O presidente do Conare, Luiz Paulo Barreto, estima que, a depender do veredicto deste caso, o Supremo se tornará a última instância nos processos de refúgio, posição que cabe hoje ao Ministério da Justiça.A avaliação é de que o STF não terá competência para avaliar se esses refugiados sofrerão em seus países perseguição política ou motivada por fatores raciais, étnicos ou religiosos. Isso porque os ministros do Supremo, quando julgam um processo de extradição, analisam apenas as questões legais, não os fatos que levaram à concessão do refúgio."Nem sempre o Judiciário tem condições de avaliar todos os detalhes de um processo de refúgio", alegou. "Por exemplo, no caso do Sudão, da Eritreia, da República Democrática do Congo, o Supremo tem condições de saber que neste momento e nesses países há perseguição? Talvez não, porque o Supremo não é órgão especializado para dar refúgio", disse.Desde 1998, quando foi criado o Conare, 2.026 pessoas tiveram reconhecido o status de refugiado político. Desde 2003, foram 1.167 pedidos de refúgio deferidos pelo Executivo. Desse total, 23 casos - incluindo Battisti - foram decididos pelo ministro da Justiça, depois que o Conare negou o pedido de refúgio.

ALTERNATIVA

A nota do Acnur indica que o Supremo poderá autorizar a extradição de Battisti se cancelar o ato do ministro da Justiça, Tarso Genro, que reconheceu o status de refugiado.Para isso, os ministros do STF precisariam encontrar erros graves na decisão do ministro. Uma das possibilidades seria contestar o risco de perseguição que o governo brasileiro diz que Battisti sofrerá se retornar à Itália. Nesse caso, não haveria impedimento para a extradição do ativista.Ainda não há prazo para o Supremo julgar o processo de extradição de Battisti. Enquanto isso, o ativista italiano permanecerá preso na penitenciária da Papuda, em Brasília.
SP GOVERNADO PELO INCOMPETENTE SERRA
A PIG ESTÁ TIRIRICA
A PIG, está injuriada. Apesar do grande esforço diário em criticar o presidente Lula, nenhuma central sindical, e elas abrigam milhares de brasileiros, fez críticas ao governo Lula e ao presidente Lula. Como diz o presidente Lula e o povo entendeu, e sabe que ele diz a verdade, o Brasil não quebrou e nem vai quebrar.Todo o esforço do presidente Lula, para que a crise não arrase o Brasil como na era FHC está sendo reconhecido pelo povo. A PIG está tiririca com isso.


Festa do 1º de Maio poupa críticas ao governo Lula

Com discursos amenos, centrais apoiam medidas do Planalto no combate à crise Segundo a PM, evento da Força reuniu 1,5 milhão de pessoas na zona norte de SP, UGT levou 200 mil ao centro, e CUT, 100 mil à zona sul
Folha de São Paulo
Com o desemprego em alta e um cenário de crise econômica, as centrais sindicais pouparam as críticas ao governo federal nas comemorações do Dia do Trabalho. A data foi marcada por protestos no mundo inteiro. No Brasil, foi comemorada com shows e sorteio de carros.Nos eventos da Força Sindical, da CUT e da UGT (que unificou a comemoração deste ano com a CTB e a Nova Central), os discursos foram amenos e as reivindicações, genéricas."Aprendemos, ao longo da vida, que não se bate naquele com quem se está negociando, senão fechamos as portas", disse Paulo Pereira da Silva, presidente da Força, na festa na praça Campo de Bagatelle (zona norte de São Paulo). Pelo local, passou 1,5 milhão de pessoas, segundo a Polícia Militar.No palco da Força, os sindicalistas pediram nova prorrogação da redução do IPI para carros e incentivos fiscais para setores afetados pela crise -como os de carnes e máquinas."Estamos criticando os juros e a lentidão do governo em tomar ações no que se refere a determinadas cadeias produtivas que demitiram", afirmou Paulinho. Mas o sindicalista também reconheceu acertos no governo Lula para enfrentar a crise. " Fizemos pressão para garantia de emprego quando houvesse redução de impostos para as empresas, e isso ele fez."Críticas mais duras foram dirigidas às empresas que demitiram. E foram feitas pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi. "Não adianta algumas empresas tentarem se aproveitar da crise para ganhar dinheiro. Falo da demissão no setor automobilístico, e acho que a Embraer se precipitou [nas demissões], pois agora já está vendendo mais aviões."A ministra da Casa Civil, Dilma Rouseff, não compareceu à festa da Força, como havia sido anunciado, porque acompanhou evento do pré-sal no Rio. Uma carta escrita por ela foi lida durante o evento em SP.Na festa da CUT na Cidade Dutra (zona sul), por onde passaram 100 mil pessoas, segundo a PM. Sebastião Cardozo, presidente estadual da central, afirmou que "as medidas do governo estão indo no sentido correto" e "têm atendido uma série de reivindicações dos trabalhadores". Segundo ele, a central não abrirá mão de pleitos como redução da jornada e aumentos reais. Nem deixará de criticar lentidão na reforma agrária e no corte dos juros. "Saímos de uma agenda negativa para os trabalhadores, que vinha antes do governo Lula, para outra positiva, de geração de vagas e valorização do salário mínimo", disse Cardozo.
Crédito
Na festa da UGT, que reuniu 200 mil pessoas na avenida São João, segundo a PM, as principais reivindicações foram o aumento do crédito às pequenas empresas, cortes de juros e redução do "spread" [diferença entre a taxa de captação dos bancos e a cobrada de clientes]."Concordamos com a política de redução de IPI para preservar o emprego. Mas esse estímulo beneficia a indústria. Representamos os trabalhadores do comércio e dos serviços. Para eles, é o crédito que faz diferença", disse Ricardo Patah, presidente da UGT.Nos 26 minutos de ato político, os discursos foram amenos. Somente um dirigente criticou duramente empresas que demitem. Wagner Gomes, presidente da CTB, afirmou que as reivindicações são feitas diariamente pelas centrais ao governo e que o objetivo da festa era homenagear o trabalhador."O 1º de Maio perdeu o seu caráter de luta, de reflexão sobre as condições de trabalho e se transformou em um exercício midiático, com sorteios de carros", disse Ricardo Antunes, da Unicamp. Para Wilson Amorim, professor da FIA (Fundação Instituto de Administração), "as centrais estão cumprindo o papel delas e optaram, para comemorar o 1º de Maio, pela dobradinha entretenimento e discursos políticos".


BA vai abrir arquivos da ditadura militar
Agencia Estado
SALVADOR - Quase duas décadas depois de Estados como Pernambuco, que abriu seus arquivos sobre a ditadura há 19 anos, e São Paulo, que fez o mesmo há 18 anos, o governo baiano divulgou na edição de hoje do Diário Oficial o decreto de criação de um grupo de trabalho que tem como objetivo "localizar e tornar acessíveis" os arquivos sobre o regime militar, entre 1964 e 1985. O decreto também prevê a mobilização da sociedade para reunir acervos particulares sob a guarda de entidades privadas e pessoas físicas. Para o governador do Estado, Jaques Wagner (PT), militante estudantil na década de 1970, o decreto é histórico. "As sociedades baiana e brasileira têm o direito de conhecer seu passado."O projeto, chamado Memórias Reveladas das Lutas Políticas na Bahia, será coordenado pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e terá a participação de representantes das Polícias Militar (PM) e Civil e da Fundação Pedro Calmon, ligada à Secretaria da Cultura e responsável pela gestão do Arquivo Público Estadual. O grupo ainda deverá preparar a integração da Bahia à rede nacional de cooperação para divulgação e disponibilização de dados, imagens e informações de interesse sobre o período de repressão política. De acordo com o decreto, os trabalhos devem ser concluídos em 180 dias. Os primeiros documentos a figurar no projeto serão os reunidos nas sedes das Polícias Federal (PF), Militar e Civil, em Salvador. A expectativa é que os arquivos encontrados ajudem a esclarecer pontos controversos da atuação dos órgãos repressores durante a ditadura, mostrando os detalhes das operações. Na Bahia, há registro de 32 mortos e desaparecidos políticos. "Tememos que muitos documentos que existiam tenham sido destruídos, em ações como a ocorrida há quatro anos, quando uma grande quantidade de dados foi queimada na Base Aérea de Salvador", disse a presidente do Grupo Tortura Nunca Mais na Bahia, Diva Santana. "Apesar disso, temos a esperança que muitos outros arquivos surjam durante os trabalhos."

01 maio 2009


Lula: Fim da CPMF foi cretinice ideológica
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (1º), no Rio de Janeiro, que a votação que pôs fim à Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) foi a "maior cretinice ideológica do País".
Segundo o presidente, a CPMF foi derrubada porque muitos acreditavam que ele queria forçar um terceiro mandato.
"É uma coisa que quando eu deixar a presidência eu deixarei com mágoa".
Lula classificou a CPMF de PAC da saúde e admitiu que a derrota aconteceu por causa da "hipocrisia dos parlamentares".
O presidente participou nesta sexta-feira da cerimônia de inauguração do Centro Internacional Sarah de Neurorreabilitação e Neurociências, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. No final da tarde o presidente comparece a cerimônia alusiva à extração do primeiro barril de óleo na camada pré-sal do Campo de Tupi.
PT

Petrobras tira com sucesso primeiro óleo da camada pré-sal de Tupi
RIO DE JANEIRO (Reuters)

- O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, comemorou a extração com sucesso do primeiro óleo do campo de Tupi, no pré-sal da bacia de Santos, nesta sexta-feira.
"Começou a produção e está muito bem, fluindo como o esperado, é um óleo muito bom, de 28 graus API", disse Gabrielli, que entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um barril contendo o primeiro óleo extraído, que marca a primeira exploração em águas ultra-profundas da região.
Lula não foi à plataforma Cidade de São Vicente para a extração, como estava previsto, por questão de segurança.
O campo de Tupi, o primeiro que será desenvolvido dos 10 blocos já descoberto na bacia de Santos, vai produzir durante o Teste de Longa Duração entre 14 e 15 mil barris diários, e não mais 30 mil barris diários como planejado anteriormente.
"O teste deve chegar a 14, 15 mil, porque temos a limitação do 'flair' (queima de gás)", informou o executivo. O preço de extração, segundo ele, é inferior ao preço do petróleo no mercado internacional atualmente.
A Agência Nacional do Petróleo limita o volume de gás natural que uma empresa pode queimar durante a operação.
Gabrielli informou que o teste vai durar 15 meses em dois poços, e o resultado vai "depender da evolução dos poços, vamos testar 3 meses um, 6 meses outro, tudo como o planejado", afirmou.
"Estamos iniciando realmente uma nova etapa, a descoberta foi feita em 2006, nenhuma outra descoberta desse tamanho teve o primeiro óleo em 3 anos", destacou.
"É uma demonstração da capacidade da Petrobras de realmente desenvolver essa área", afirmou Gabrielli.
A Petrobras prevê produzir 100 mil barris diários de petróleo em Tupi no Plano Piloto, que será iniciado em 2010, e projeta para 2020 cerca de 1,8 milhão de barris diários em Tupi e outros blocos que serão desenvolvidos, praticamente o mesmo volume produzido atualmente pela companhia


Charge do Bessinha
Serra não está eleito. Muito menos no 1º turno
Carlos Augusto Montenegro, diretor do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), botafoguense fanático – foi até presidente do seu time – tem feito análises sobre a sucessão presidencial em 2010, que tem sido publicadas, mas que absolutamente não me convencem.
Já o contestei no meu blog e vou fazê-lo também, aqui, nessa espaço que o Ricardo Noblat gentilmente me concede todas as semanas. Vou contestar o Montenegro como um flamenguista, time pelo qual torci na infância ainda em minha cidade natal, Passa Quatro, nas Minas Gerais. E analisar ponto por ponto suas previsões e também avisá-lo que, pelas minhas, o Flamengo derrota o Botafogo e se sagra mais uma vez campeão.
Espero não errar em nenhuma das duas previsões, nem quanto a Serra-Dilma, nem quanto à vitória do Flamengo sobre o Botafogo.
Montenegro diz que na disputa pelo Palácio do Planalto no ano que vem, para a ministra-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Rousseff, ou para qualquer outro candidato petista, será difícil conquistar cada ponto depois que passar do patamar de 15%, teto de transferência do presidente Lula e do PT.
Pode ser difícil, mas temos condições de ultrapassar isso sim e chegar até os 25%. Vejam, só o PT tem 17% da preferência do eleitorado nas pesquisas para a Câmara dos Deputados. Lula pode ter até 50% dos votos. Tem, no mínimo, mais de 40%, e nada nos impede de conquistar isso com a Dilma, já que ela é candidata de Lula, do governo e do partido. Não há dúvidas de que o clima no país sustenta essa previsão porque o governo e o partido tem atos, ação governamental e realizações para isso.
Concordo com o Montenegro quando ele diz que dificilmente a ex-senadora Heloisa Helena, hoje vereadora do PSOL em Maceió (AL) e o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) teriam espaço para crescer e que Ciro Gomes só seria candidato com apoio de Lula. Analisar o fator Ciro é um pouco mais complexo porque, veja, aí os palanques estaduais do PSB para eleger e reeleger governadores, senadores e deputados, além das afinidades políticas e de programa, é que levam seu partido a uma aliança com o PT e Lula, e o apoio dos socialistas à candidatura de Dilma Rousseff.
Também a previsão do Montenegro de que o governador de São Paulo, José Serra, um dos pré-presidenciáveis tucanos é favorito e pode vencer no 1º turno, não convence. Por que o país iria mudar de rumo, entregar o governo de novo para os tucanos, para o Serra? Ser favorito nas pesquisas agora, abril de 2009, não quer dizer nada. Lula o era nesse mesmo mês em 1994 e o plano real e a candidatura FHC, além dos erros do PT, mudaram tudo.
Serra pode ser o favorito, mas ganhar no 1º turno, acho improvável. Diria mesmo, com base na análise do quadro hoje, e em precedentes, impossível. Do jeito que o Montenegro fala, é como se não existisse a crise e a luta política, como se Lula não fizesse a diferença e o PT, as alianças, os palanques não contassem. É como se a população, o eleitorado não fosse comparar os oito anos tucanos aos oito de Lula.
Montenegro compara 2010 a 2002 - naquele ano era a vez de Lula, no ano que vem, a de Serra, diz o diretor do IBOPE. Esquece que Lula podia ter perdido as eleições, o que não aconteceu por vários fatores, tais como a própria campanha, as alianças, as respostas durante o embate eleitoral, etc. Para Montenegro, a crise de 2005, o chamado mensalão, encerrou a “Era PT” e no PSDB resta ao outro pré-presidenciável tucano, o governador mineiro, Aécio Neves, apenas escolher entre ser vice de Serra ou senador por Minas.
Para concluir: da parte do diretor do IBOPE, eu vejo muita certeza e pouca explicação. Como Lula se reelegeu em 2006 e o PT foi o partido mais votado para a Câmara dos Deputados, ainda que eu não subestime os efeitos daquela crise, é evidente que tanto Lula como o PT tem força agora para levar o pleito do ano que vem para o 2º turno sim. Evidentemente fazendo política bem e levando em conta dois pontos da realidade - a força da candidatura Serra e, principalmente, sem medo de fazer as alianças regionais que levem à construção de palanques fortes nos Estados.
Ao opinar sobre dados e pesquisas, Montenegro precisa levar em conta, também, o fator político, que ele tão bem conhece e, particularmente, a atuação dos tucanos e demos, suas propostas e alianças. Não pode desconsiderar a força de Lula, que não tem comparação com a situação de FHC em 2002. Fernando Henrique naquele ano não fez campanha para Serra, não porque não quisesse que o companheiro ganhasse, mas porque não tinha condições políticas. Seu governo era rejeitado. Ou seja, era o oposto de Lula que, como o próprio Montenegro afirma, sairá festejado do governo, popular, e nos braços do povo. E aí, em suas análises, é exatamente isso que Montenegro se esquece de acrescentar: que o presidente fará de tudo para eleger sua sucessora, inclusive comandando uma campanha como se fosse para ele próprio se eleger.
José Dirceu é ex-ministro da Casa Civil
Bovespa tem melhor mês em 4 anos e sobe 15,55%
Impulsionada pela entrada de capital externo, a Bovespa cravou alta de 15,55% em abril, o que representou seu mês mais rentável desde fevereiro de 2005. Na outra ponta, o dólar registrou baixa mensal de 5,91%, vendido a R$ 2,181.As aplicações financeiras que pagam juros renderam menos de 0,90% no mês. Com mais uma redução da taxa básica de juros -e a esperada continuidade no ciclo de queda-, essas aplicações vão render ainda menos daqui para o fim do ano.Os fundos DI, que são os que acompanham mais de perto a oscilação da taxa básica Selic, que na quarta caiu de 11,25% para 10,25% anuais, deram retorno médio de 0,84% no mês. Para o CDB, a rentabilidade média ficou em 0,81%. A poupança pagou 0,55%.Ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo chegou a romper os 48 mil pontos. Mas perdeu fôlego no fim do dia, para encerrar aos 47.289 pontos, em alta moderada de 0,13%.José Augusto Miranda, chefe da mesa de operações da HSBC Corretora, lembra que a Bolsa brasileira tem se destacado neste ano, com resultado superior ao de outros mercados.”Só para assinantes
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Injustiça ataca. Colunão sai do ar
Acabo de receber mais uma ordem judicial, transmitida com um urgência por uma (In) Justiça que nunca foi tão célere. Desta vez é para tirar do ar todas as matérias, com respectivos títulos e comentários, que se refiram ao juiz Abraham Lincoln Sauaia, da 6a vara cível, inclusive a que resume informações constantes de relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e da própria Corregedoria de Justiça do Maranhão. Mais: até uma carta do desembargador Stélio Muniz ao Colunãodeve ser escondida dos olhos dos leitores, apenas porque seu teor aborrece aos dois magistrados, o que requereu e o que deferiu a borracha.Hoje de manhã, acatei a censura da matéria “Sauaia e o escândalo da Caema”, determinada, no chamado Plantão Civil, pelo juiz Raimundo Sampaio Silva. Acerca do qual não se pode esquecer que já passou cerca de três anos suspenso das funções, em consequência de relatório de correição extraordinária de conteúdo arrasador.Pensei no momento que era muita falta de sorte minha que o pedido de Sauaia fosse formulado justamente quando Sampaio se achava no Plantão. Mas, tranquilo, deixei para cuidar na segunda-feira das providências cabíveis junto ao Tribunal de Justiça.Agora não foi mais o plantonista. Foi a chamada “distribuição automática”, imagino, que fez cair o processo nas mãos do juiz Douglas Amorim. Amorim é o mesmo que, em fevereiro, veja só que coincidência, foi sorteado pelo destino para apreciar e conceder um pedido de censura do Colunão, apresentado pelo juiz Luiz Gonzaga, da 8a vara cível. Na época, mesmo discordando, acatei a ordem e interpus agravo no TJ, que até hoje não foi julgado.Anote também que Amorim e Gonzaga e Sauaia são parceiros não somente no ofício, mas também nos procedimentos duramente criticados tanto no relatório do CNJ, quanto na correição do TJ. Visto os autos etc, estamos num impasse. Não dá para submeter oColunão ao capricho de juízes cujo poder não parece ter limite e que tratam os direitos constitucionais do cidadão e do jornalista como vaga referência ao que devia ser, mas não é.Também não dá para simplesmente ignorá-los, porque não há certeza de que o Estado de Direito esteja em vigor no Maranhão.Minha resposta então é que impetrarei mandado de segurança com pedido de liminar contra esses desmandos. Por mais otimista que pareça, estou confiante. Enquanto aguardo, pedirei à Elo Internet que tire o saite do ar. Antes isso que mutilá-lo ao gosto da ditadura forense, permitindo que vire moda o que devemos rejeitar como anomalia.Voltarei assim que o TJ restabelecer a ordem. Meu e-mail é
wr.walter@uol.com.br.

PS — Tanto o mandado de Sampaio, quanto o de Amorim, determinam que eu retire as matérias também de “outros blogues” que as estejam reproduzindo... Sem comentários, já que nenhum comentário educado é possível.
Charge do Bessinha
COM SERRA GOVERNADOR..............
SP tem epidemia de homicídios dolosos, de acordo com OMS
Crescimento dos registros de homicídios elevou a taxa de São Paulo de 10,6 para 11 casos por 100 mil habitantes Túlio Kahn diz que resultado não é preocupante porque o Estado já está próximo do seu limite mínimo, após as reduções recentes
DA REPORTAGEM LOCAL
O crescimento dos registros de homicídios dolosos no interior (11,6%) fez com que a taxa no Estado de São Paulo subisse de 10,6 para 11 casos por 100 mil habitantes ao ano. Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), quando esse índice é superior a 10 casos para cada 100 mil habitantes, considera-se como "zona epidêmica".Para o sociólogo Túlio Kahn, apesar dessa inversão na curva de queda -que vinha até setembro passado com 29 trimestres consecutivos de redução-, o resultado não é preocupante porque o Estado está próximo do seu limite mínimo."Eu acho que nós estamos perto do nosso limite mesmo, que é de 10, 9 [casos por 100 mil habitantes]. Nova York tem 7", disse. "Um dia esse ciclo iria se esgotar. Não dá para cair indefinidamente", afirmou, lembrando que em 1999 foram registrados 12.818 assassinatos (14,1 por 100 mil habitantes) contra os 4.426 do ano passado.Kahn é o porta-voz do governo José Serra (PSDB) na divulgação de dados de violência. Ele é o responsável pela CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento) da Secretaria da Segurança Pública. "Vai chegar uma hora em que vai estabilizar. Não é possível uma cidade subdesenvolvida, do Terceiro Mundo, com 10 milhões de habitantes e todos os problemas de São Paulo, ter 3 ou 4 homicídios por 100 mil, como países desenvolvidos", completou.Na capital, apesar da queda de 6,44%, as expectativas não foram atingidas. "É uma queda, mas também é uma redução da velocidade da queda", afirmou.

Roubos, estupros e mortes crescem em todo o Estado de SP
Assalto seguido de morte aumentou 36,23% nos primeiros três meses deste ano Porta-voz do governo Serra para o assunto, Túlio Kahn atribui o aumento da violência a uma série de circunstâncias, incluindo a crise econômica
A criminalidade aumentou nos três primeiros meses do ano em todo o Estado de São Paulo. Números divulgados ontem pela Secretaria da Segurança mostram o crescimento significativo dos casos de roubo, estupro e latrocínio (roubo seguido de morte).Os homicídios, que até setembro seguiam tendência de queda, voltaram a aumentar."Não estamos nos nossos melhores momentos", disse o sociólogo Túlio Kahn, coordenador da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento, da Secretaria da Segurança) e porta-voz do governo José Serra (PSDB) para essa divulgação.Ele atribuiu o crescimento da violência a "uma série de fatores", entre eles o aumento da circulação de armas de fogo (subiu 4,5% a apreensão de armas) e a crise econômica.Pelo menos 63.729 casos de roubo foram registrados no período -recorde histórico no Estado. Em comparação aos três primeiros meses do ano passado, o crescimento foi de 19,13%. O aumento foi praticamente em todo o Estado.Os latrocínios, que já haviam crescido no último trimestre de 2008, voltaram a aumentar: 36,23% -94 pessoas foram assassinadas durante assaltos.Já os casos de homicídio doloso (quando há intenção de matar) subiram em relação ao 1º trimestre do ano passado -o quarto trimestre de 2008 havia interrompido um ciclo de 29 trimestres seguidos de queda.O aumento foi de 0,7% em todo o Estado em comparação ao mesmo período de 2008. Nos municípios do interior, o crescimento foi de 11,06%. Na capital, houve uma queda de 6,44%, mas abaixo da expectativa do governo (de mais de 10%).Túlio Kahn afirma não ter explicação única para o crescimento da violência. Para ele, a crise econômica pode ter ajudado a "amplificar" o problema, mas não é a causa. Isso porque, diz, desde janeiro de 2008 iniciou-se a tendência de alta.Já em relação ao aumento dos casos de estupro (foram 1.050 ocorrências registradas no Estado), ele admitiu não ter explicação. "Seria algum fenômeno social?", questionou. "A mudança [dos índices] é muito brusca. Nem para pior a polícia consegue mudar tão rápido."De acordo com o sociólogo, a mudança do comando da secretaria e da polícia podem ajudar a melhorar os índices. Ronaldo Marzagão deixou o cargo em 17 de março. Foi substituído por Antonio Ferreira Pinto. "A gente sabe que, sempre quando entra uma nova equipe, retomam-se com mais intensidade as atividades", disse.Kahn disse que só o governador pode dizer se a saída de Marzagão está ligada a esses números. "Esses dados ainda estão refletindo a administração anterior", afirmou. Serra, por meio de sua assessoria, negou haver uma vinculação. Marzagão não foi localizado pela Folha ontem.

30 abril 2009

Revista denuncia privilégios de atual ministro do STF
A revista ISTOÉ antecipou sua edição que circularia a partir do próximo sábado por causa de reportagem do jornalista Mino Pedrosa sob o título "O esquema VIP no Judiciário".Está dito abaixo do título: "Documentos do STJ mostram como o ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Alberto Direito solicitava à Receita Federal e a companhias aéreas privilégios para a mulher, filhos, nora e amigos". Tais privilégios eram concedidos nos embarques e desembarques no aeroporto internacional do Rio. A revista conseguiu cópias de 12 ofícios do STJ emitidos entre fevereiro e dezembro do ano passado. Era possível a familiares e amigos do ministro viajarem a Paris "numa classe superior à determinada pela passagem e voltar de Miami sem passar pelos trâmites impostos pela Receita Federal aos cidadãos comuns".
(Fonte: Blog do Noblat)
Que governinho de m... esse do Lula
Vejam só a notícia que está em todos os jornais eletrônicos e blogs pelo país afora:
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu na noite desta quarta-feira reduzir a taxa básica de juros (a Selic), em 1 ponto percentual, passando de 11,25% para 10,25% ao ano. É a menor taxa desde que a Selic passou a ser usada como meta da política monetária, em 5 de março de 1999. Foi a terceira redução consecutiva.
Leiam o texto na íntegra aqui:
Em primeira instância, a Justiça de São Paulo acaba de condenar a empresa "Folha da Manhã S.S." a pagar 18 mil reais de indenização a Dulce Maia, ex-militante da VPR durante a ditadura militar.O motivo: o "colunista" Elio Gaspari informou que Dulce estava entre os militantes (o jornalista prefere chamá-los de "terroristas", colocando-se assim ao lado da extrema-direita militar) que explodiram uma bomba contra o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo, em 1968.

No atentado, um jovem que passava pela rua teve parte da perna amputada.Pois bem: Dulce (foto), que hoje é ambientalista e vive no interior de São Paulo, não participou da ação.Dias depois do artigo ter sido publicado, Gaspari e a "Folha" assumiram o erro. O jornal poderia ter usado aquela frase lapidar, utilizada no caso da "ficha" de Dilma: "a participação de Dulce no atentado não pode ser provada, mas também não pode ser descartada". Mas, não! Preferiu um "ERRAMOS" simples. Um ano atrás (quando os artigos saíram) a família Frias mostrava-se ainda mais comedida na hora de torturar os fatos.

Artigo Completo, ::Aqui::

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EXEMPLO DE FÉ E DETERMINAÇÃO A SER SEGUIDO ...
EM VERDADE,
"Nada é empecilho quando se tem a convicção do que se quer, assim como tudo se torna um empecilho quando não se quer fazer algo."

História de Sucesso
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o doutor da Universidade da Sorbonne e procurador do Ministério Público Federal Joaquim Benedito Barbosa Gomes, 48 anos, para ocupar uma vaga entre os Ministros do Supremo Tribunal Federal. No dia 7 de maio de 2003, o abismo social brasileiro simbolicamente ficou um pouco menor. O jovem negro que cuidava da limpeza do Tribunal Regional Eleitoral de Brasília está prestes a chegar ao topo da carreira da Justiça após quatro décadas de vitórias contra desigualdades sociais e raciais. A primeira foi em Paracatu, interior de Minas, onde nasceu numa família de sete irmãos, com a mãe dona-de-casa e o pai pedreiro e, mais tarde, dono de uma olaria. Lá, percebeu que só o estudo poderia mudar a sua história. Já aos 10 anos dividia o tempo entre o trabalho na microempresa da família e a escola. O saber era quase uma obsessão. "Uma das piores lembranças da minha infância foi o ano em que fiquei longe da escola porque a diretora baixou uma norma cobrando mensalidade. No ano seguinte, a exigência caiu e voltei à sala de aula. Estudar era a minha vida e conhecer o mundo o meu sonho. Adorava aprender outras línguas". O domínio de línguas estrangeiras foi a engrenagem para mobilidade social de Joaquim Barbosa. Aos 16 anos, deixou a família e a infância em Minas e foi atrás de emprego e educação em Brasília.
Dividia o tempo entre os bancos escolares e a faxina no TRE do Distrito Federal. Um dia, o mineiro, na certeza da solidão, cantava uma canção em inglês enquanto limpava o banheiro do TRE. Naquele momento, um diretor do tribunal entrou e achou curioso uma pessoa da faxina ter fluência em outro idioma. A estranheza se transformou em admiração e, na prática, abriu caminho para outras funções. Primeiro como contínuo e, mais tarde, como compositor de máquina off set da gráfica do Correio Brasiliense.

A conquista não sairia barato

"Lembro de uma chefe que me humilhava na frente dos companheiros de trabalho e questionava minha capacidade. No início, foi difícil, mas acabei me estabilizando no emprego e mostrando o quanto era profissional. A renda aumentou, mas ainda era pouca para ele e a família lá em Minas". Foi trabalhar também no Jornal de Brasília acumulando dois empregos e jornada de 12 horas. Mais tarde, trocou os dois por um. Foi para Gráfica do Senado trabalhar das 23h às 6h da manhã. Depois do trabalho, a Universidade de Brasília. O único aluno negro do curso de direito da UnB tinha que brigar contra o sono e a intolerância. "Havia um professor que, ao me ver cochilando, me tirava da sala". Joaquim Barbosa continuava sonhando acordado. Prestou prova para oficial da chancelaria do Itamaraty e passou. Trocou o bem remunerado emprego do Senado por um, que pagava bem menos. Mas o novo trabalho tinha uma vantagem incalculável: poder viajar para a Europa. Durante seis meses, conheceu países como Finlândia e Inglaterra. De volta ao Brasil, prestou concurso para carreira diplomática. Foi aprovado em todas as etapas e ficou na entrevista: a única na qual a cor de sua pele era identificada. Após esse episódio, a consciência racial de Joaquim Barbosa, que começou a ser desenhada na adolescência, ganhou contornos mais fortes. Ganhou novas cores, quando, já como jurista do Serpro, conheceu o país, especialmente o Nordeste e, em particular, Salvador. Bahia foi uma paixão a primeira vista do mineiro. Foi lá onde Joaquim Barbosa teve um contato maior com o que ele chama de "Negritude". A percepção de ser minoria entre as elites ficou ainda mais nítida fora do país. O jurista explica que o sentimento de isolamento e solidão é muito forte num "ambiente branco" da Europa. Ser uma exceção aqui e no além mar ficou ainda mais forte após o doutorado na Universidade de Sorbonne. Nessa época já acumulava títulos pouco comuns para maioria das pessoas com a mesma cor de pele: Procurador do Ministério Público e professor universitário. Antes, já tinha passado pela assessoria jurídica do Ministério da Saúde.O exercício de vencer barreira, de alguma forma, está em sua tese de doutorado, publicada em francês. O doutor explica que o seu objeto de estudo foi o direito público em diferentes países, como os EUA e a França. "A minha intenção foi ultrapassar limites geográficos, políticos e culturais. Quero um conhecimento que vá além da fronteiras dos países".

É autor das obras: "La Cour Suprême dans le Système Politique Brésilien", publicada na França em 1994 pela Librairie Générale de Droit et de Jurisprudence (LGDJ), na coleção "Bibliothèque Constitutionnelle et de Science Politique"; "Ação Afirmativa & Princípio Constitucional da Igualdade. O Direito como Instrumento de Transformação Social. A Experiência dos EUA", publicado pela Editora Renovar, Rio de Janeiro, 2001; e de inúmeros artigos de doutrina. Fez também estudos complementares de línguas estrangeiras no Brasil, na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Áustria e na Alemanha.

O que mais???? Doutor e Mestre na arte de ensinar que não existem barreiras intransponíveis. Olá Excelência, tenha um bom dia! Obrigado por existir.

Enviado por e-mail pelo amigo Jardins Y.
PT decide reforçar o apoio à candidatura de Dilma
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - O PT vai preparar uma resolução política para reafirmar com todas as letras o apoio à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto, em 2010. Na tentativa de conter rumores sobre a troca de candidato após a descoberta de que Dilma está se tratando de um câncer no sistema linfático, os petistas decidiram ontem, em reunião da Executiva Nacional, reforçar o aval à ministra. Não é só: a cúpula do PT está preocupada em dar um rumo à base aliada para segurar os mais rebeldes, que têm pressa em montar palanques nos Estados.A resolução que mencionará Dilma será divulgada na próxima reunião do Diretório Nacional do PT, marcada para os dias 8 e 9 de maio. No encontro de ontem da Executiva, um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacar que a ministra continua sendo sua favorita para disputar a eleição de 2010, petistas ponderaram que é preciso agir rápido para evitar a dispersão dos aliados mais afoitos.Mesmo antes da divulgação da doença de Dilma, o PT e o PMDB já enfrentavam problemas para fechar alianças em vários Estados. As cotoveladas mais fortes entre os dois partidos ocorrem em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Distrito Federal. Para os dirigentes do PT, a situação pode prejudicar a candidatura de Dilma se o partido não tomar as rédeas do processo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Carta aberta à Folha
DR. ROSINHA, CLÁUDIO DIAZ, PEDRO SIMON e ALOIZIO MERCADANTE
Os "mercocéticos" talvez considerem que o Mercosul e seu Parlamento não têm relevância. Discordamos
ESTE JORNAL , em editorial de 14/4, com o agressivo título "Cabide parlamentar", acusa o Congresso de "ilimitada desfaçatez" por estar estudando a implantação de quatro vagas para a representação dos brasileiros que vivem no exterior e de 75 vagas, a partir de 2014, para o Parlamento do Mercosul.Lamentamos que a Folha se refira ao Congresso Nacional em termos tão ofensivos. Ademais, como a proposta de criação da representação direta para o Parlamento do Mercosul vem sendo discutida em conjunto com políticos da Argentina, do Paraguai e do Uruguai, a ofensa se estende aos legisladores desses países.Os parlamentares do Mercosul não estão agindo com desfaçatez. Na realidade, estão só tentando cumprir o previsto no Protocolo Constitutivo do Parlamento do Mercosul. Esse protocolo, assinado pelos Poderes Executivos, é um compromisso internacional ratificado pelos Estados-partes do Mercosul. Ele prevê, em seu artigo 6º, que "os parlamentares serão eleitos pelos cidadãos dos respectivos Estados-partes, por meio de sufrágio direto, universal e secreto".Assim, a atual fase do Parlamento do Mercosul, na qual os parlamentares são designados a partir de seus Legislativos nacionais, representa uma "primeira etapa de transição", que terá de terminar, conforme o protocolo, em 31/12/10.Agregue-se que o protocolo também determinou que a proposta com o número de parlamentares por país para que se estabeleça a representação direta teria de ser aprovada no Parlamento até 31/12/07. O Paraguai, inclusive, já realizou eleições diretas para eleger seus representantes.Portanto, essa discussão, longe de ser oportunista, está muito atrasada. E está atrasada por um motivo: havia resistências a que o Brasil tivesse um número maior de representantes. Essas resistências estavam sendo duramente negociadas. Elas só foram vencidas na reunião do último dia 28, na qual acordou-se que, no período entre 2010 e 2014, o Brasil, em consonância com a austeridade que a crise demanda, terá só 37 parlamentares.Os "mercocéticos" talvez considerem que o Mercosul e seu Parlamento não têm relevância. Discordamos. Hoje, o Mercosul tem grande importância para todos os países do bloco. Se incluirmos também os Estados que participam de sua área de livre comércio, veremos que o Mercosul foi responsável, em 2008, por cerca de 19% das exportações brasileiras, ao passo que os EUA responderam por 14%. Saliente-se que essa corrente de comércio regional é fortemente superavitária para o Brasil, tendo gerado, no ano passado, US$ 14,4 bilhões de saldo positivo, mais da metade do saldo total (US$ 24,8 bilhões).Mas a importância maior do Mercosul é estratégica, política e social, o que implica paciente criação de cidadania comum, a qual consolidará o bloco. Para tanto, o Parlamento do Mercosul é fundamental.Esse jovem Legislativo regional vem elaborando propostas relativas ao enfrentamento conjunto da crise, ao reconhecimento de títulos e diplomas, à livre circulação de trabalhadores, à harmonização da legislação trabalhista e previdenciária, bem como a outros temas substanciais. O Parlamento já é também um relevante órgão mediador de conflitos bilaterais, como o relativo a Itaipu.O fato de haver conflitos comerciais no Mercosul não obsta a criação de um Parlamento regional inspirado no Parlamento Europeu. Pelo contrário: a experiência europeia mostra que a criação de instituições supranacionais contribui para a superação dos conflitos.Considere-se, além disso, que os processos de integração regionais não podem prescindir de instituições democráticas multilaterais que os consolidem no interesse do cidadão comum. Assim, a construção do Parlamento do Mercosul faz parte de uma tendência de paulatina implantação de cidadanias multinacionais.Por último, lamentamos que a Folha se oponha aos avanços democráticos regionais com base em mensuração precipitada e exagerada dos seus custos financeiros. O funcionamento das instituições democráticas infelizmente gera custos. Ditaduras, não. Ditaduras são, desse ponto de vista estreito, baratas. Basta um ditador com desfaçatez absoluta. Não são necessários os Legislativos. Não precisa nem de imprensa livre.É claro que, nesse caso, somos forçados a renunciar a certos "luxos democráticos". Como poder escrever editoriais ofensivos ao Congresso Nacional e aos Legislativos de países vizinhos. Essa liberdade, a Folha certamente concordará, não tem preço.
FLORISVALDO FIER , o Dr. Rosinha, 58, médico e servidor público, é deputado federal (PT-PR).
CLÁUDIO DIAZ , 55, veterinário e pecuarista, é deputado federal (PSDB-RS). PEDRO SIMON , 79, advogado e professor, é senador da República (PMDB-RS). ALOIZIO MERCADANTE , 54, economista e professor, é senador da República (PT-SP). Os autores assinam o texto em nome dos congressistas integrantes da Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul.

29 abril 2009


BC corta Selic em 1,0 ponto, para menor nível histórico
REUTERS
BRASÍLIA - O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu em 1,0 ponto percentual a taxa básica de juro brasileira, para 10,25 por cento ao ano, em decisão unânime e em linha com as expectativas do mercado. O terceiro corte sucessivo da taxa foi inferior ao promovido em março, de 1,5 ponto, mas levou a Selic ao menor patamar da história. A decisão se deu "avaliando o cenário macroeconômico e visando ampliar o processo de distensão monetária", afirmou o Copom em breve comunicado nesta quarta-feira. Pesquisa da Reuters feita na última semana mostrou que 19 de 30 instituições já previam corte de 1,0 ponto. Oito previam um novo corte de 1,5 ponto e três acreditavam em redução de 1,25 ponto. A avaliação predominante de analistas era de que sinais recentes de recuperação da economia brasileira, ainda que tênues, justificariam um corte menor da taxa básica de juros. "O mais importante sobre a decisão do Copom é a sinalização contida no comunicado, e o comentário enxuto mostra que o BC quer deixar as portas abertas para fazer o que tiver que ser feito na próxima reunião", afirmou Roberto Padovani, economista-chefe do WestLB. A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 9 e 10 de junho. O segundo dia de reunião do Copom durou pouco mais de duas horas. Quando assessores do Banco Central já se preparavam para ler o comunicado com a decisão a jornalistas reunidos em Brasília, um telefonema interno acabou provocando atraso na divulgação. Mais tarde, a assessoria esclareceu que a área de logística do BC quis se assegurar que a divulgação seria feita concomitantemente no site da instituição. BANCOS SEGUEM REDUÇÃO Após a decisão do BC, alguns bancos --como Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco-- anunciaram leve redução nas taxas de empréstimos. A produção industrial brasileira cresceu ligeiramente em janeiro e fevereiro frente aos meses anteriores, após sofrer queda de 12,7 por cento em dezembro, segundo dados do IBGE. As vendas no varejo também apontam leve recuperação na margem. A inflação de curto prazo, por outro lado, segue comportada. Em março, o IPCA, usado como parâmetro para as metas de inflação do governo, subiu 0,2 por cento --a menor variação em mais de um ano e meio. Na semana passada, contudo, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse considerar "intrigante" que as expectativas de inflação não estejam caindo na mesma velocidade das do crescimento do PIB. O mercado prevê que a inflação ficará em 4,25 por cento este ano e em 4,42 por cento em 2010, segundo a última sondagem do BC. Nos dois casos, o indicador estará abaixo do centro da meta, de 4,5 por cento.
Os bons negócio$ entre o Serra e a editora Abril continuam
É inacreditável! É dinheiro, milhões, no bolso dos donos da Editora Abril.
Eles estão rindo atoa de felicidade.O dinheiro dos nossos impostos estão sendo DESPERDIÇADOS com eles. Quando você abre uma revista do grupo Abril é só elogio ao José Serra: competente, capaz, vitorioso... O novo negócio entre ele$ é o seguinte:- Contrato: 15/0149/09/04- Empresa: Editora Abril S/A.- Objeto: Aquisição de 25.702 assinaturas da Revista Recreio queserão destinadas às escolas da Rede de Ensino da COGSP e daCEI. - Prazo: 608 dias- Valor: R$ 12.963.060,72 quase R$ 13 MILHÕES- Data de Assinatura: 09/04/2009.- Extratos de convênios - Convênio: 54/0443/09/06Esta revista Recreio é dirigida às crianças. Ela custa CARO, porque junto vem um brinquedinho. Custa R$ 10,00, nas bancas de jornal. O valor da compra SEM LICITAÇÃO é equivalente ao preço do exemplar na banca, sem descontos. No site você pode assinar com 10% de desconto, e uma segunda assinatura dá direito a 35%.O governo Serra compra 25.702 assinaturas SEM O DESCONTO dado para qualquer um que fizer a assinatura? É demais. Não é incompetência, é planejamento político.E mais. O brinquedinho que vem junto vai ser usado como? Vai ficar para quem? É o brinquedinho que torna a revista TÃO CARA.Vale a pena perguntar:Qual a relevância curricular para tais compras?Como será O TRABALHO PEDAGÓGICO com as revistas?Se é para estimular a leitura, como será feito? Quais livros vão usar? Porque não compram outras revistas de melhor qualidade, como a Ciência Hoje para Crianças?Perguntei para duas professoras de escolas estaduais de SP sobre estes constantes negócios entre o Serra e a Abril. Elas relataram desperdício de dinheiro e falta de planejamento pedagógico.A editora Abril ainda tem um ganho indireto de marketing: a revista será apresentada para um público que não costuma compra-la. As crianças, vendo o brinquedinho, que não ficará com ela, pedirão para os pais comprar a revista por causa do brinquedo. Se 5% dos pais fizerem isto, será uma aumento monstruoso de vendas da revista.Será mais dinheiro no bolso dos donos da editora. Eles ficam felizes, eles agem pensando em dinheiro e poder. Enquanto isto bons livros NÃO SÃO COMPRADOS. Bons projetos pedagógicos são desconsiderados.Boas idéias são destruídas, pois o foco é agir de modo a ajudar os donos da editora Abril.
Leia também:
Educação em São Paulo: o mal da politicagem
Serra e a editora Abril, milhões em negócios e proteção política 1
Esta série vai de um a cinco.
Leia todos os textos
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Sai pela porta dos fundos a secretária de educação de São Paulo
Educação em São Paulo
Observação: vá no ícone pesquisar blog (no topo da página) e digite educação. Vai aparacer muitos textos sobre educação.
BLOG DO CHICÃO
http://chicaodoispassos.blogspot.com/



Charge do Bessinha

Charge do Bessinha
Lula diz que "pior da crise passou" e espera fim de ano "confortável"
DA AGÊNCIA FOLHA, EM MANAUS
"Olhando pelos números do Brasil, eu acho que o pior já passou." Foi dessa forma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu, em Manaus, a questionamentos sobre o impacto da crise no Brasil.O presidente afirmou que a crise é originária de um país rico e que nem o próprio presidente Barack Obama sabia de sua dimensão."Acho que o povo brasileiro não tem motivo para ter medo", declarou. "Olhando pelos números do Brasil, eu acho que o pior já passou, nós estamos vendo vários setores da economia se recuperarem."Apesar de falar em reaquecimento da economia, Lula reconheceu que o ritmo ainda é lento. "Óbvio que essas coisas começam lentamente. Espero um final do ano com uma situação mais confortável. As medidas que o governo tomou têm surtido efeito. A indústria automobilística e sua cadeia produtiva já começaram a se recuperar, a Zona Franca já está se recuperando", discursou.
Lula promete apoio aos municípios do Amazonas inundados pela cheia dos rios
Amanda Mota Repórter da Agência Brasil
Manaus - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado com as inundações provocadas pelas cheias dos rios no estado do Amazonas. Hoje (28), em Manaus, o presidente informou que obteve mais detalhes sobre a situação em relatório entregue pelo governador Eduardo Braga.
Lula informou que encaminhará a questão ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira. “Vou orientar o ministro Geddel Vieira para que sejam tomadas as medidas necessárias para auxiliar os municípios vítimas dessa cheia”, disseA ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reforçou as palavras do presidente, afirmando que o apoio ao Amazonas, neste momento de cheia dos rios, é um compromisso do presidente Lula e uma lei para a pasta que dirige. “O governo federal não faltará ao Amazonas e aos seus municípios. Vamos tomar todas as medidas necessárias para garantir qualidade a esse povo”, disse. Dilma.A cheia dos rios no Amazonas pode ser a maior dos últimos 107 anos. Milhares de pessoas estão desabrigadas e, ainda, não há um levantamento completo sobre os danos, mas levantamento preliminar informa algumas cidades sofreram grandes prejuízos e milhares de agricultores familiares perderam suas plantações. O estado está em situação de emergência.Como forma de amenizar a situação dos desabrigados, o governo estadual anunciou no último dia 16 a liberação de R$ 300 para cada família prejudicada e identificada pela Defesa Civil. A idéia é que o recurso possa auxiliar, sobretudo, as famílias que perderam a moradia e a sua produção. Cerca de 20 mil famílias serão beneficiadas. O governo do Amazonas destinou R$ 6 milhões.O dinheiro poderá ser sacado em agências do banco Bradesco, após o cadastramento das famílias pela Defesa Civil do Amazonas. A ação já está sendo realizada e 18 municípios terão prioridade, por serem os mais prejudicados pelas enchentes. Entre eles estão Anamã, Atalaia do Norte, Itamarati e Benjamin Constant.
A entrega dos cartões está prevista para a próxima sexta-feira (1º ). O Comando Militar da Amazônia também vai ajudar na distribuição dos cartões, por meio do fornecimento de pessoal e logística de transporte.

28 abril 2009

Dilma faz balanço do PAC no AM
Agencia Estado
MANAUS - Na apresentação do balanço de dois anos do Plano de Aceleração de Crescimento (PAC) no Amazonas a prefeitos dos 62 municípios do Estado, o clima foi de palanque rumo às eleições de 2010. Políticos e autoridades louvaram ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, como a "sucessora natural de Lula" e a "grande realizadora das obras do PAC". "Essa mulher trabalha 18 a 20 horas por dia, ela ter de fazer um PAC ao contrário na vida dela e desacelerar", brincou o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Aplaudida pelos prefeitos, a ministra prometeu empenho pessoal no cumprimento das metas do plano no Amazonas. "É aqui e no Nordeste que a visão do presidente é mais prioritária", disse. A ministra recebeu do governador Eduardo Braga (PMDB) um projeto de parceria dos governos federal, estadual e iniciativa privada no programa Minha Casa, Minha Vida. O programa pretende construir 7 mil casas e apartamentos para famílias que ganhem de 0 a 3 salários mínimos até julho de 2010. "Esse é o projeto mais completo e ousado que já recebi no País".Em coletiva após a apresentação, Dilma irritou-se com uma pergunta sobre as poucas obras do PAC concluídas nesses dois anos. No item da infraestrutura logística, por exemplo, das 37 obras, apenas sete foram concluídas. "Você esquece que o Brasil passou 25 (anos) sem investir em obras e terminou em apagão. Nós estamos construindo as obras do PAC dentro da lei, com as burocracias existentes e necessárias, como as de relatórios de impacto ambiental, por exemplo", defendeu.Ela também ficou irritada ao ouvir que as críticas da oposição são de que as obras estão desaceleradas, para serem apressadas mais perto do período eleitoral. "Se alguém acha isso, problema de quem acha. A forma com que estamos fazendo é a possível, em meio a uma crise econômica mundial. E não somos um governo desdentado, temos política fiscal para enfrentar essa crise e tocar as obras," justificou.Ao ser questionada sobre a solidariedade recebida no Amazonas, a ministra afirmou que teve aproximações que a emocionaram - no sábado, a ministra informou em coletiva que está fazendo tratamento de quimioterapia como parte do tratamento contra as consequências de um linfoma, câncer no sistema linfático, detectado há poucas semanas na axila esquerda. "A solidariedade é muito grande, é reconfortante receber gestos como estes. Representa para mim uma energia muito boa. Só confirma o que já sabemos, que o brasileiro é um povo generoso". Dilma disse ainda que não teme que sua doença seja explorada politicamente. "Seria de muito mau gosto explorar. Doença é doença igual para todo mundo, para mostrar que não somos onipotentes".
BB vai lançar linha de financiamento para linha branca com juros de 1,99%
O Banco do Brasil vai lançar, nesta quinta-feira (30), uma linha de financiamento para produtos que tiveram redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) – geladeiras, fogões e máquinas de lavar –, anunciou hoje (28) o presidente da instituição, Aldemir Bendine. A taxa de juros será a partir de 1,99% ao mês, e o prazo de pagamento vai até 60 meses. A primeira parcela pode ser paga em até 180 dias, mas nesse casos os juros serão maiores.A taxa de 1,99% é a menor já oferecida pelo banco para o financiamento direcionado. Antes, a menor era de 2,66%. De acordo com Bendine, 18 grandes varejistas já fecharam contrato com o BB para oferecer esse financiamento.Segundo o presidente do BB, a idéia de lançar esse nova linha surgiu porque deve haver uma procura maior por esses produtos, por causa da decisão do governo de reduzir o IPI. “A gente estava percebendo que havia uma demanda porque havia uma reprimida.”
ABr
Charge do Bessinha
Brasil está entre maiores da economia mundial, diz FMI
O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, acredita que o Brasil caminha para ser ''um dos maiores nomes da economia mundial'', e que o papel brasileiro junto à comunidade internacional é mais importante do que o fato de o país ainda contar com uma representação dentro do Fundo aquém do peso de sua economia.
Os comentários de Strauss-Kahn foram feitos neste domingo (26), durante a entrevista coletiva realizada por ele e o presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, para marcar o encerramento da reunião de primavera do Fundo e do Bird.
''O Brasil está se tornando um dos maiores nomes da economia mundial. E a importância do Brasil na cena internacional, o papel desempenhado pelo presidente Lula, são o que fazem do Brasil mais importante do que o tamanho das cotas'', afirmou Strauss-Kahn.
As cotas destinadas aos países que integram o fundo determinam o poder de voto de cada nação dentro do FMI. Inicialmente, as cotas visavam ser condizentes com o peso econômico de cada país, mas atualmente elas não refletem mais o crescente peso econômico das nações emergentes.
No início deste ano, o tamanho da cota brasileira aumentou de 1,4% para 1,7%.
''Isso não mudou muita coisa'', reconheceu o diretor do Fundo. Mas acrescentou: ''Não estou dizendo que as mudanças de cotas não sejam importantes, porque a cota tem que estar alinhada com a realidade da vida econômica, mas China, Índia e Brasil não estão esperando por uma nova mudança de cotas para ser ouvidas dentro do FMI''.
BRICs
Entres demais países que constituem o chamado bloco dos BRICs (formado pelas iniciais de Brasil, Rússia, Índia e China), os russos contam com 2,7%; os chineses, com 3,7%; e a Índia, 1,9%.
Em contrapartida, os Estados Unidos possuem 17,1% dos votos, e um país como a Suíça possui 1,6%.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou, em Washington, que os BRICs concordaram que não fariam novos aportes financeiros ao FMI a não ser que o fundo ofereça instrumentos flexíveis que confiram maior poder aos emergentes.
Entre as mudanças que Mantega disse ter surgido da negociação com os BRICs estava a de permitir que as nações que fizerem doações possam determinar que países ou regiões possam receber os novos empréstimos.
Ampliação
No sábado (25), o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, disse que os Estados Unidos defendem a ampliação do papel dos emergentes dentro do FMI, através da revisão do sistema de cotas até 2011 - o mesmo prazo pretendido pelos BRICs.
Mas, neste domingo, o ministro das Finanças da Rússia, Alexei Kudrin, disse, em Washington, durante a reunião do Fundo e o Bird, que os países ricos ainda resistem à ideia de ampliar a representação das economias ascendentes.
''Nós temos encontrado uma atitude fria e até de resistência. Os países que lideram não estão com pressa. Essa foi a principal discussão da reunião do FMI'', comentou Kudrin.
BBC Brasil
FANTASMA PEGA COM A MÃO NA CUMBUCA PEDE PARA SAIR
Filha de FHC pede demissão do gabinete de Heráclito
José Cruz/ABr

Em carta endereçada a Heráclito Fortes (DEM-PI), primeiro-secretário do Senado, Luciana Cardoso pediu demissão.

Luciana é filha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Recebia contracheque do Senado desde 2003. Coisa de R$ 7,6 mensais.

Deveria despachar no gabinete do senador. Mas não dava as caras. Pilhada pela coluna da repórter Mônica Bergamo, Luciana vocalizou emendas que pioraram o soneto.

"Trabalho mais em casa, na casa do senador. Como faço coisas particulares e aquele Senado é uma bagunça e o gabinete é mínimo, eu vou lá de vez em quando”.

Perguntou-se a Luciana se já havia entrado no gabinete de Heráclito. E ela: “Cabe não, meu filho! É um trem mínimo e a bagunça, eterna”.

Na carta a Heráclito, Luciana anotou que decidiu se demitir para “evitar constrangimentos” ao pseudochefe. A certa altura do texto, a filha de FHC escreve:

“Sou testemunha de seus esforços para aprimorar a administração do Senado...”

“...Por isso mesmo, não quero que pairem dúvidas sobre seus propósitos nem sobre minha conduta”.

Em verdade, o afastamento de Luciana livra de “constrangimentos”, além do senador, o pai da demissionária.

Dias antes de Luciana ganhar o noticiário na condição de servidora fantasma, FHC discursara na Associação Comercial de São Paulo.

Discorrera sobre um fenômeno que, na opinião dele, alastra-se sob Lula: a “cupinização” do Estado brasileiro.

Pela lógica, nada poderia deixar FHC mais contrafeito do que ver uma Cardoso na condição de xilófaga, a roer a bolsa da Viúva sem a contrapartida do suor.

Corre no TCU uma representação em que o representante do Ministério Público no Tribunal, Marinus Eduardo Marcico, pede a devolução do dinheiro que o Senado borrifou na conta bancária de Luciana Cardoso.
Blog do Josias de Souza

27 abril 2009

SÃO PAULO - O sócio-fundador do Banco Opportunity, Daniel Dantas, foi indiciado hoje pela Polícia Federal (PF) pelos supostos crimes de gestão fraudulenta, formação de quadrilha, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e empréstimo vedado. Ao longo das investigações, a PF encontrou indícios de crimes antecedentes, supostamente praticados pelo Grupo Opportunity: contra a administração pública, delitos praticados por organização criminosa e contra o sistema financeiro nacional. Esses três últimos sustentam o indiciamento por lavagem de dinheiro.Dantas, preso por duas vezes em 2008, durante as investigações da Operação Satiagraha, prestou depoimento hoje na sede da PF em São Paulo, entre 7h55 e 8h25. Ele deixou o local acompanhado do advogado, Andrei Zenkner Schmidt. "Houve indiciamento formal dele (Dantas) e nós nos colocamos à disposição. O indiciamento já estava noticiado, e não há exercício de defesa com indiciamento já pronto", disse Schmidt.Segundo a defesa, Dantas manteve-se em silêncio diante das perguntas do delegado que comanda atualmente a operação, Ricardo Saadi, e do procurador do Ministério Público Federal (MPF) Rodrigo de Grandis. "O STF (Supremo Tribunal Federal) nos assegurou acesso irrestrito aos autos. Enquanto essa documentação não for juntada, eu determinei a ele que não falasse", afirmou, provavelmente referindo-se aos documentos apreendidos pela PF pouco antes da Páscoa, que, supostamente, contêm indícios de contratos ilegais e transferências e remessas ao exterior não declaradas."É direito da defesa ter conhecimento integral da investigação. Ele se prontificou a falar, desde que sejam juntadas todas as provas", acrescentou. Também devem depor à PF entre hoje e amanhã o presidente do Banco Opportunity, Dório Ferman, o vice-presidente Carlos Rodenburg, a irmã de Dantas, Verônica Dantas, e os executivos Daniele Ninio, Arthur Joaquim de Carvalho, Eduardo Penido Monteiro, Norberto Aguiar, Maria Amália Delfim de Melo Coutrim e Rodrigo Bering de Andrade.
Com esses crimes, sendo indiciado pela PF , ele que tinha sido preso pela PF, foi generosamente colocado em liberdade pelo Gilmar Mendes, ou Gilmar Dantas como foi chamado pelo Noblat. Esse é o presidente da mais alta corte de justiça do país nomeado por FHC. Verônica Dantas irmã do Daniel Dantas tinha como sócia a filha do Serra.
Auditores processam Congresso por caso de passagens
AE - Agencia Estado
ARACAJU - Os auditores filiados ao Sindicato dos Auditores Tributários de
Sergipe (Sindat) Marcos Correia Lima e Antonio Carlos Mangueira ingressaram na Justiça Federal com duas ações populares contra a Câmara dos Deputados e o Senado para acabar com a farra das passagens. Segundo Correia Lima, o objetivo é inibir a concessão de passagens aéreas pagas com o dinheiro público a pessoas que não têm ligação funcional com a atividade parlamentar.As ações foram apresentadas na 1ª e 2ª Varas Federais em Aracaju. O auditor afirmou que o Congresso é pilar da democracia e senadores e deputados merecem o respeito da sociedade?. É ela que espera, torce e cobra o bom exemplo e o fiel cumprimento dos desígnios para os quais eles foram investidos, disse Correia. O tipo de ação popular impetrada é previsto no artigo 5.º da Constituição. Por ele, qualquer cidadão em dia com suas obrigações eleitorais pode tentar coibir, na Justiça, atos lesivos ao patrimônio público e que firam princípios como o da moralidade, previstos no artigo 37 da Constituição, que devem ser expressamente observado pelos Três Poderes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Ministério Público investiga contrato entre Serra e Abril
“O Ministério Público Estadual (MPE) abriu o inquérito civil para apurar irregularidades no contrato firmado, sem licitação, entre a Secretaria de Educação de São Paulo e a Fundação Victor Civita – do Grupo Abril. O contrato trata da aquisição de 220 mil assinaturas anuais da revista Nova Escola, no valor de R$ 3,7 milhões.A representação ao MPE foi proposta por três parlamentares Psol-SP — o deputado federal Ivan Valente e os deputados estaduais Carlos Giannazi e Raul Marcelo. Segundo ele, a Secretaria da Educação desconsiderou a existência de outras publicações da área, beneficiando a editora contratada.Além disso, o governo Serra não consultou os educadores e passou para a fundação privada os endereços pessoais dos professores, sem qualquer comunicado ou pedido de autorização. Essa irregularidade permite outras destinações comerciais aos seus dados particulares.O promotor Antonio Celso Campos de Oliveira Faria, designado para ocaso, oficiou a FDE — órgão do governo estadual responsável pela contratação —, solicitando que esclareça os motivos da contratação ecogitando a suspensão do contrato. A diretora de projeto especiais da FDE foi intimada a prestar depoimento nos próximos dias.”Vermelho.org
Matéria Completa
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SERRA NÃO QUER PARTICIPAR DO PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

Está foto não é dos rincões do Brasil, essa foto é de SP a cidade mais rica do país. Assim vivem centenas de famílias em SP. Mas o Serra/Kassab, não querem aderir, não querem participar do programa do governo Lula, Minha Casa, Minha Vida. Eles acham que com isso, Lula faria sua sucessora a ministra Dilma, responsável pelo PAC, pelo programa de moradias. O povo que está vivendo nessas condições degradantes, que continuem assim, são pobres estão acostumados. Eles não fazem as moradias necessárias, e não querem permitir que o presidente Lula faça.
Leia a matéria do jornal Agora:
500 famílias estão vivendo há anos em alojamentos provisórios
Folha de S.Paulo
Quando o aposentado Manoel Soares da Silva, 64 anos, foi retirado da favela onde morava --porque no local seria construída uma rua-- teve a esperança de ganhar um teto.
Silva continua a viver no mesmo local onde foi colocado pela prefeitura, na promessa de um novo lar: um alojamento provisório. Passaram-se 16 anos. Eram previstos seis meses.
Assim como ele, cerca de 500 famílias, de acordo com a Secretaria Municipal de Habitação, vivem em abrigos provisórios da prefeitura --são pessoas que perderam seus barracos em incêndios, viviam em área de risco de desabamento ou moravam em local que deveria virar uma rua ou área verde.
Como os alojamentos deveriam ser provisórios, cada família teve direito a um espaço de cerca de 20 metros quadrados. Segundo vistorias feitas pela própria prefeitura, os abrigos estão em situação crítica: telhados desgastados, rede de esgoto entupida, ligações elétricas irregulares, paredes com rachaduras e falta de escoamento da água da chuva são alguns dos problemas.
A Secretaria Municipal de Habitação afirma que as alternativas de moradias oferecidas não foram aceitas pelas famílias e que até o final da gestão Gilberto Kassab (DEM), em 2012, nenhum desses locais deverá mais existir. Silva afirma que nunca teve proposta.
Um dos abrigos de situação mais crítica é o Jardim Celeste (zona sul), que abriga 42 famílias. Elas viviam em uma área de risco e, para retirá-las de lá, a prefeitura ofereceu um terreno para que fizessem, provisoriamente, barracos.
Os moradores não puderam construir casas de alvenaria, já que ficariam no local por apenas seis meses. Até hoje, estão em barracos de madeira. "Todo ano a prefeitura fala que vai nos levar daqui para um prédio da CDHU e se construirmos em concreto vamos perder o dinheiro que investimos", conta a diarista Raquel Leonardo, 44 anos.