25 abril 2009


Chances de recuperação de Dilma são “altíssimas”, dizem médicos
Colaboração para a Folha Online
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) tem chances “altíssimas” de se curar totalmente do linfoma detectado há cerca de um mês, segundo a equipe médica do hospital Sírio-Libanês. O otimismo da equipe se justifica pelo fato de o linfoma ter sido detectado no estágio mais inicial da doença.
Segundo o oncologista Paulo Hoff, que acompanha o tratamento de Dilma, as chances são de mais de 90%. “São altíssimas. São de mais de 90%”, afirmou.
Dilma faz tratamento contra linfoma e diz que não diminuirá ritmo de trabalho; ela chegou ao hospital acompanhada de Franklin Martins
A ministra deve ficar por quatro meses em tratamento com quimioterapia, para combater um linfoma (câncer no sistema linfático). Ela deve se submeter a sessões a cada três semanas, segundo a equipe médica do Hospital Sírio-Libanês.
Dilma anuncia tratamento contra câncer linfático
Médicos retiraram tumor de dois centímetros de axila; ministra diz que trabalho não será alterado.- A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou neste sábado em São Paulo que deve passar por um tratamento contra câncer no sistema linfático, depois que foi retirado um tumor de dois centímetros de sua axila. Em entrevista coletiva no Hospital Sírio Libanês, a ministra afirmou que foi detectado um nódulo, que já foi retirado. Exames posteriores detectaram que o nódulo era o único foco da doença em seu organismo. Segundo os médicos o tratamento de quimioterapia preventiva, para evitar o aparecimento de novos nódulos, deve durar quatro meses. A ministra passou por uma cirurgia de implantação de um cateter de longa permanência embaixo do braço, para facilitar o tratamento de quimioterapia. Durante a entrevista em São Paulo, Dilma afirmou que, apesar da quimioterapia, seu ritmo de trabalho seguirá inalterado. "Vou manter minhas atividades no mesmo ritmo. Não há uma incompatibilidade entre o trabalho e tratamento. Esse tratamento não implica que eu tenha que me retrair ao deixar de comparecer à minha atividade. Acredito até que vai ser um fator para me impulsionar." Agradecendo aos médicos e funcionários do hospital, a ministra afirmou que se sente "muito segura" em relação à sua recuperação, mas admitiu que o tratamento não será fácil. "A quimioterapia é sempre algo muito desagradável, mas como tantas mulheres e homens que enfrentam esse desafio e superam, tenho certeza que nesse caso vou ter um processo de superação dessa doença", afirmou. Os médicos afirmaram que como o linfoma está em estado inicial, o tratamento não é considerado agressivo. A perspectiva para o tratamento é a "melhor possível", mais de 90% de chances de recuperação segundo o médico Roberto Kalil Filho, cardiologista de Dilma. Dilma Rousseff está cotada para ser a candidata do PT nas eleições presidenciais de 2010, contando inclusive com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas, na entrevista coletiva deste sábado, a ministra preferiu não tocar no assunto repetindo a frase que já disse em entrevistas anteriores, de que não responde a perguntas sobre este assunto "nem amarrada". Tanto o governo quanto a oposição se mostraram surpresos com a notícia. O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana, disse que é "inapropriado" falar de política nesse momento. "Não é hora de falar de eleição. É um momento que exige solidariedade. Além disso, o diagnóstico foi precoce, o que aumenta muito as chances de cura", disse Fontana. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra, também afirmou ser "inadequada" uma discussão política e que ainda trabalha com a possibilidade de a ministra ser candidata em 2010. BBC Brasil
VALE TUDO NA CORRUPÇÃO DO CONGRESSO
Ex-diretor do Senado usou babá como laranja

Considerado um dos diretores mais poderosos do Senado até o mês passado, João Carlos Zoghbi usou uma empregada como laranja para receber R$ 2,3 milhões do Banco Cruzeiro do Sul, que faz negócios com a Casa. Segundo reportagem da revista "Época" deste fim de semana, Zoghbi usou o nome de Maria Izabel Gomes, uma senhora de 83 anos que foi sua babá e ama de leite, para embolsar o dinheiro, em 2007.
Mercado paralelo negociou passagens de deputado morto

Em meio as denúncias do mau uso da cota de passagens aéreas e de um esquema de venda clandestina de passagens, foi descoberto que a Câmara negociou até crédito de passagens aéreas de um deputado morto. Uma das vítimas foi o jornalistas do GLOBO Henrique Gomes Batista
CAPANGAS OU PISTOLEIROS?
Qual é a turma do Gilmar?
Por Raul Longo
Lembrando de minha avó, que ameaçava lavar nossa boca com sabão sempre que desconfiava estarmos escondendo o que fazíamos de errado e inventando mentiras, só ouço o noticiário de TV enquanto estou lavando louça. A boa velhinha nunca cumpriu com suas ameaças e, infelizmente, também não posso fazer nada. Daí que só ligo a TV enquanto estou na pia, pois desconto minha ira nas panelas: "- Me respeitem que vocês não estão falando com seus homer simpsons!" (Homer Simpson é o personagem meio idiota de um desenho animado, ao qual William Borner, o apresentador e editor do Jornal Nacional, comparou seus telespectadores).

Mais atento à sujeira das panelas do que à da Globo News, não peguei o nome da juíza convidada para comentar o pito do Ministro Joaquim Barbosa no presidente do Supremo, num programa da emissora, levado ao ar ontem (23 de abril) pela manhã; mas a afirmação da juíza tentando pôr panos quentes, acho que acabou por incendiar o palheiro. Ao menos na minha parca compreensão das coisas.

Naquela tentativa de especularem sobre a discussão, a juíza recusou a intenção dos jornalistas de culpabilizar o poder executivo pela desmoralização do judiciário, mas escorregou quanto à referência aos capangas do Gilmar Mendes, tentando minimizar com a sugestão de que Joaquim Barbosa provavelmente se referisse aos guarda-costas do Presidente do Judiciário.

A juíza resvalou lá na TV e aqui na pia a panela ensaboada escapou-me da mão, tamanho o susto! Porque o Presidente do Supremo do Tribunal Federal precisaria de guarda-costas?

Presidente, deputado, empresário, governador, prefeito, jogador, artista, gente famosa, vá lá! Sempre podem render algum resgate e nunca falta algum maluco querendo entrar pra história, além dos naturalmente revoltados por seus desmandos.

Já imaginaram o nefando George Bush sem guarda-costas? Morreria soterrado de sapatos!

Mas quem diabos se beneficiaria atacando um Presidente do Supremo Tribunal Federal?

Excelentemente relacionado com a UDR e os mais poderosos bandidos desse país aos quais sempre atende com habeas corpus e outros pauzinhos judiciariamente manipulados, a quem teme o Gilmar? Quem ameaçaria sua integridade?

Me refiro a integridade física, claro!, pois quanto a moral o Presidente do Supremo tem se demonstrado pouco cioso. Vai ver só exigiu o respeito do Ministro Joaquim por algum incontido preconceito. Aliás, só por aquela careta disfarçada de sorriso, já merecia ser enquadrado em qualquer lei anti-racista.

Eu lá ariando a gordura das panelas, e a pergunta insistindo em minha cabeça: "Quem teria interesses, condições e meios para ameaçar tão alto magistrado?"

Não posso acreditar que os Sem Terra, ou qualquer outro grupo de reivindicações populares, tenham acesso sequer aos ouvidos do Presidente do Supremo para poder xingar sua mãe. Se tivessem, a pobre senhora já estaria mais desqualificada do que as progenitoras de árbitro de futebol em decisão de campeonato na marcação de pênalti, no último minuto de placar empatado. É o que se deduz só do blog do Noblat, onde um corolário de centenas de mensagens de leitores entusiasmados, repete em coro o que afirma um deles: Joaquim Barbosa lavou a alma dos brasileiros!

E olhem que leitor do blog do Noblat sequer é de esquerda! Está longe de ser petista, ou lulista.

Continuei circundando a esponja ensaboada, perguntando aos pratos e talheres as razões de um presidente do Supremo Judiciário em manter um exército de guarda-costas? Se a juíza houvesse se referido aos seus empregados, até poderia entender: motorista, arrumadeira, cozinheira, secretária... Natural!

Um ou até dois guardas-costa que sejam, compreensível! Mas o dizer da juíza deixou claro que Gilmar Mendes deve ter mais guarda-costas do que o juiz Odilon, aquele de Ponta Porã, há décadas ameaçado por traficantes e contrabandistas da sempre violenta fronteira com o Paraguai.

O Gilmar! Lá em Brasília? Mesmo que seja em Mato Grosso, como afirmou o Barbosa: "... O senhor não está falando com seus capangas do Mato Grosso."

Sei não... Minhas panelas desconfiam que quem vai precisar de guarda-costas, a partir de agora, será o Joaquim Barbosa.

Raul Longo
www.sambaqui.com.br/pousodapoesia

SENADOR CONTRABANDISTA???

Senador usou assessor para levar compras particulares
Funcionário de Mozarildo transportou mercadorias de Manaus para Roraima Suspeita da Procuradoria é que produtos comprados na Zona Franca tenham sido contrabandeados; petebista é investigado pelo Supremo

O senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) usou um assessor de seu gabinete, pago pelo Senado, para transportar em sua Kombi particular produtos importados comprados na Zona Franca de Manaus, segundo o Ministério Público Federal. O veículo seguiu da capital amazonense até Roraima, Estado de origem do congressista.O fato só foi conhecido porque a Kombi foi parada no caminho e apreendida pela Polícia Federal, com o assessor ao volante, pela suspeita de que a mercadoria fosse contrabandeada. Por esse episódio, de abril de 2006, o senador é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) sob a suspeita de ter cometido crime de contrabando ou descaminho.
SENADO FEDERAL VERGONHA NACIONAL!
No Rio, Barbosa recebe apoio após bate-boca no STF
DA SUCURSAL DO RIO
Dois dias depois de discussão áspera com o presidente do STF, Gilmar Mendes, o ministro Joaquim Barbosa foi saudado ontem nas ruas do centro do Rio. Ao lado de quatro amigos, Barbosa almoçou no tradicional Bar Luiz. Na saída do restaurante, foi cumprimentado por clientes e recebeu acenos e frases de apoio, aos quais respondeu timidamente.Barbosa almoçou filé bem passado, acompanhado de salada de batata, uma das especialidades da casa, fundada em 1887 por um brasileiro filho de suíços.O ministro chegou ao local por volta das 13h e foi embora às 14h40. Nesse tempo, tomou duas tulipas de chope. Ao deixar o restaurante, caminhou por uma rua de comércio popular e tomou café no balcão de um bar.Na quarta-feira, durante o bate-boca no Supremo, Barbosa desafiou Mendes a ir às ruas e o acusou de estar destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro. Em resposta, Mendes disse que "está na rua". Barbosa voltou a atacar o presidente do STF. "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro."
Autenticidade de ficha de Dilma não é provada
Folha tratou como autêntico documento, recebido por e-mail, com lista de ações armadas atribuídas à ministra da Casa Civil Reportagem reconstituiu participação de Dilma em atos do grupo terrorista VAR-Palmares, que lutou contra a ditadura militar

A Folha cometeu dois erros na edição do dia 5 de abril, ao publicar a reprodução de uma ficha criminal relatando a participação da hoje ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no planejamento ou na execução de ações armadas contra a ditadura militar (1964-85).O primeiro erro foi afirmar na Primeira Página que a origem da ficha era o "arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebeu a imagem por e-mail. O segundo erro foi tratar como autêntica uma ficha cuja autenticidade, pelas informações hoje disponíveis, não pode ser assegurada -bem como não pode ser descartada.A ficha datilografada em papel em tom amarelo foi publicada na íntegra na página A10 e em parte na Primeira Página, acompanhada de texto intitulado "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".Internamente, foi editada junto com entrevista da ministra sobre sua militância na juventude. Sob a imagem, uma legenda ressaltou a incorreção dos crimes relacionados: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".O foco da reportagem não era a ficha, mas o plano de sequestro em 1969 do então ministro Delfim Netto (Fazenda) pela organização guerrilheira à qual a ministra pertencia, a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária Palmares). Ela afirma que desconhecia o plano.Em carta enviada ao ombudsman da Folha anteontem, Dilma escreve: "Apesar da minha negativa durante a entrevista telefônica de 30 de março (...) a matéria publicada tinha como título de capa "Grupo de Dilma planejou sequestro do Delfim". O título, que não levou em consideração a minha veemente negativa, tem características de "factóide", uma vez que o fato, que teria se dado há 40 anos, simplesmente não ocorreu. Tal procedimento não parece ser o padrão da Folha."A reportagem da Folha se baseou em entrevista gravada de Antonio Roberto Espinosa, ex-dirigente da VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) e da VAR-Palmares, que assumiu ter coordenado o plano do sequestro do ex-ministro e dito que a direção da organização tinha conhecimento dele.Três dias depois da publicação da reportagem, Dilma telefonou à Folha pedindo detalhes da ficha. Dizia desconfiar de que os arquivos oficiais da ditadura poderiam estar sendo manipulados ou falsificados.O jornal imediatamente destacou repórteres para esclarecer o caso. A reportagem voltou ao Arquivo Público do Estado de São Paulo, que guarda os documentos do Dops. O acervo, porém, foi fechado para consulta porque a Casa Civil havia encomendado uma varredura nas pastas. A Folha só teve acesso de novo aos papéis cinco dias depois.No dia 17, a ministra afirmou à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que a ficha é uma "manipulação recente".Na carta que enviou ao ombudsman, Dilma escreveu: "Solicitei formalmente os documentos sob a guarda do Arquivo Público de São Paulo que dizem respeito a minha pessoa e, em especial, cópia da referida ficha. Na pesquisa, não foi encontrada qualquer ficha com o rol de ações como a publicada na edição de 5.abr.2009. Cabe destacar que os assaltos e ações armadas que constam da ficha veiculada pela Folha de S. Paulo foram de responsabilidade de organizações revolucionárias nas quais não militei. Além disso, elas ocorreram em São Paulo em datas em que eu morava em Belo Horizonte ou no Rio de Janeiro. Ressalte-se que todas essas ações foram objeto de processos judiciais nos quais não fui indiciada e, portanto, não sofri qualquer condenação. Repito, sequer fui interrogada, sob tortura ou não, sobre aqueles fatos."A ministra escreveu ainda: "O mais grave é que o jornal Folha de S.Paulo estampou na página A10, acompanhando o texto da reportagem, uma ficha policial falsa sobre mim. Essa falsificação circula pelo menos desde 30 de novembro do ano passado na internet, postada no site
www.ternuma.com.br ("terrorismo nunca mais"), atribuindo-me diversas ações que não cometi e pelas quais nunca respondi, nem nos constantes interrogatórios, nem nas sessões de tortura a que fui submetida quando fui presa pela ditadura. Registre-se também que nunca fui denunciada ou processada pelos atos mencionados na ficha falsa."FontesDilma integrou organizações de oposição aos governos militares, entre as quais a VAR-Palmares, um dos principais grupos da luta armada. A ministra não participou, no entanto, das ações descritas na ficha. "Nunca fiz uma ação armada", disse na entrevista à Folha de 5 de abril. Devido à militância, foi presa e torturada.Na apuração da reportagem do dia 5, o jornal obteve centenas de documentos com fontes diversas: Superior Tribunal Militar, Arquivo Público do Estado de São Paulo, Arquivo Público Mineiro, ex-militantes da luta armada e ex-funcionários de órgãos de segurança que combateram a guerrilha.Ao classificar a origem de cada documento, o jornal cometeu um erro técnico: incluiu a reprodução digital da ficha em papel amarelo em uma pasta de nome "Arquivo de SP", quando era originária de e-mail enviado à repórter por uma fonte.No arquivo paulista está o acervo do antigo Dops, sigla que teve vários significados, dos quais o mais marcante foi Departamento de Ordem Política e Social. Na ditadura, era a polícia política estadual.Entre as imagens reproduzidas pelo arquivo, a pedido da Folha, não estava a ficha. "Essa ficha não existe no acervo", diz o coordenador do arquivo, Carlos de Almeida Prado Bacellar. "Nem essa ficha nem nenhuma outra ficha de outra pessoa com esse modelo. Esse modelo de ficha a gente não conhece."Pelo menos desde novembro a ficha está na internet, destacadamente em sites que se opõem à provável candidatura presidencial de Dilma.O Grupo Inconfidência, de Minas Gerais, mantém no ar uma reprodução da ficha. A entidade reúne militares e civis que defendem o regime instaurado em 1964. Seu criador, o tenente-coronel reformado do Exército Carlos Claudio Miguez, afirma que a ficha "está circulando na internet há mais de ano". Sobre a autenticidade, comentou: "Não posso garantir. Não fomos nós que a botamos na internet".Pesquisadores acadêmicos, opositores da ditadura e ex-agentes de segurança, se dividem. Há quem identifique indícios de fraude e quem aponte sinais de autenticidade da ficha. Apenas parte dos acervos dos velhos Dops está nos arquivos públicos. Muitos documentos foram desviados por funcionários e hoje constituem arquivos privados.

24 abril 2009


SERRA É CONTRA O PROGRAMA MINHA CASA MINHA VIDA

Habitação: Parlamentares do PT criticam posição do governo Serra
Parlamentares da bancada do PT na Câmara consideraram “muito negativo” o anúncio feito pelo governo do estado de São Paulo de que não deverá aderir ao programa “Minha casa, minha Vida”. Lançado pelo governo federal, o programa prevê a construção de um milhão de moradias em todo o País em parceria com estados e municípios.O governo paulista que têm à frente o tucano José Serra alega que quer mudança nas regras de participação de estados e municípios no programa. Ele não concorda que o estado só doe o terreno e cadastre as famílias. Quer participar também na construção dos imóveis e, para isso, quer o repasse de recursos diretamente à Companhia Estadual de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) essa é uma decisão política do governo Serra que vai prejudicar a população mais carente de São Paulo. “O projeto foi discutido com todos os governos estaduais e municipais das principais cidades do País. Em outros estados está havendo adesão e a decisão do governador é puramente política. A participação do estado seria fundamental conseguindo as áreas. Vai ser um problema político muito grande para o governador José Serra. A população vai se colocar contrária a essa decisão e vai cobrar do governo paulista”, previu Zarattini.O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA) afirmou que o governo Serra tenta desqualificar o programa, que é uma conquista. “Quando o governador José Serra toma uma posição neste sentido, ele está fazendo uso político do programa e isso é negativo. Em vez dele se associar ao Minha Casa, Minha Vida visando o bem estar da população, ele expõe a população mais carente do estado de São Paulo. O povo paulista e o paulistano tem que fazer pressão para que o governo Serra reverta essa decisão”, ressaltou Zezéu.
Liderança PT/Câmara
Enquanto a maioria dos estados busca formas de ampliar a participação no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, com o qual o governo federal pretende construir 1 milhão de moradias em todo o país, o governo de São Paulo, comandado por José Serra (PSDB), cria obstáculos para evitar que o programa seja adotado em São Paulo. É bom lembrar que São Paulo concentra o maior déficit habitacional do país e já tem mais de meio milhão de famílias inscritas à espera da casa própria.
http://www.vermelho.org.br/

Charge do Bessinha

Joaquim Barbosa, o "cara" da vez)
O deputado federal Michel Temer (PMDB), presidente do Congresso Nacional, afirmou que a instituição precisa se "reconciliar com a opinião pública". Até aí tudo bem. Surpreendeu-me, no entanto, a frase seguinte: "e com a opinião publicada". O conceito de opinião publicada ganhou notoriedade a partir de 2006, quando se começou a perceber a diferença cada vez mais profunda entre o que pensa a sociedade, incluindo aí suas elites intelectuais, e a opinião de meia dúzia de colunistas e apresentadores de televisão. Há tempos que venho percebendo, por parte dos parlamentares de todos os matizes ideológicos, uma tomada de consciência sobre a hostilidade visceral da imprensa contra o parlamento brasileiro. Trata-se de um fenômeno anterior ao governo Lula e que reforça minha crença de que a imprensa vem se tornando, cada vez mais, um elemento nocivo ao espírito democrático.O deputado federal Ciro Gomes, do PSB, esclarece que há mais de 40 anos os parlamentares têm direito a passagens aéreas, para si e para terceiros. Não há restrição a parentes, amigos ou amantes. É um privilégio? Sim, é um privilégio, que dura 4 anos. É um gasto alto? Sim, é um gasto alto. Mas uma democracia custa caro. Na moderna e industrializada Inglaterra, os contribuintes pagam passagens aéreas para membros da família real viajarem para onde quiserem - não por 4 anos, mas pela vida inteira. Em todas as monarquias do mundo, sempre ocorreu a mesma coisa. Isso sim eu acho um absurdo, porque sou contra a monarquia. Sou partidário do regime democrático e republicano, onde elegemos 513 deputados federais, pagamos-lhes salários de 17 mil reais, damos-lhe passagens aéreas, ajuda de custo para residência, verba de gabinete, dentre outros privilégios. É muita coisa? Não sei. Talvez sim, talvez não. A sociedade lhes concede esses privilégios de boa vontade, democraticamente, para que eles tenham mobilidade e força para enfrentar os grandes inimigos da pátria. Se não o fazem, é outra história. Mas um deputado não é, pelo menos teoricamente, um adversário do povo - é antes seu aliado, seu representante! O que eu sei é que um deputado precisa de passagens aéreas para seu exercício parlamentar. Tanto é que todos os parlamentos do mundo oferecem passagens aéreas a seus membros. Nos Estados Unidos, segundo Ciro Gomes, os deputados têm um cartão de crédito de valor quase ilimitado exclusivamente para viagens aéreas. Fiquei sabendo ainda que os deputados de Alagoas custam muito mais, per capita, do que seus colegas federais. E aí? O interesse da mídia, todavia, é criar problema no âmbito federal; os estados que se danem.Existem abusos? Sim, mas é preciso não esquecer que a orientação da casa era de que as passagens aéreas estavam disponíveis para uso pessoal dos parlamentares. Como se fizesse parte do salário. Se eles usavam sem sabedoria, de forma deslumbrada, é um problema sério, mas não creio que justifique ataques midiáticos que causam uma virtual paralisia do Congresso Nacional, em plena crise econômica.O Nassif tem alertado continuamente: há escândalos muito mais graves no ar, envolvendo Daniel Dantas et caterva, e que remontam a um processo de privatização que, cada vez mais, exala um mau cheiro de algumas dezenas de bilhões de reais.O dinheiro dos parlamentares é, pelo menos, um privilégio legal, constitucional; o problema da corrupção está nos recursos desviados nas sombras da noite, na influência de grandes empresários sobre a consciência dos parlamentares, no conluio entre meios de comunicação e o crime organizado.*O escândalo anterior, sobre a quantidade enorme de diretores, foi mais ridículo ainda, porque se tratava, aparentemente, da estratégia de “patrão”, como se diz. Trabalhei numa gráfica que era assim. Todo mundo era diretor. Diretor de máquinas, diretor de informática. Diretor de diagramação. Era uma gráfica pequena, com poucos funcionários, mas tinha uns 10 diretores. A razão disso é dar auto-estima e senso de responsabilidade aos empregados. Se o número de empregados era excessivo é outra história. No entanto, criaram um factóide bombástico, como se os tais diretores fossem nababos ociosos, liderando hordas de funcionários incompetentes.*Enfim, a pergunta é: por que agora? Se os deputados usam passagens aéreas há décadas, e os jornalistas sempre tiveram acesso a essas informações, porque só agora transformaram isso num escândalo? A grande imprensa procura, mais uma vez, produzir instabilidade política. Alguém determinou que o papel da imprensa é atacar as instituições políticas, que passam a ser, sistematicamente, ridicularizadas. As informações relevantes sobre a economia brasileira - aumento ou redução da safra agrícola, projeções de receita de exportações, entrevistas sobre o pré-sal e sobre a construção das grandes refinarias, debates sobre as leis em trâmite no Congresso - tudo isso é omitido da população brasileira, para a qual é servida, diariamente, uma sopinha rala, de química altamente cancerígena, com toxinas ideológicas e mentiras deslavadas.*A imprensa, definitivamente, não respeita as instituições políticas ou o funcionalismo público. Venera quem ganha 1 milhão de reais no Big Brother, apresentadores de tv que faturam milhões por ano, mas um deputado federal, responsável pela execução de leis que mudarão a vida e o destino de várias gerações de brasileiros, não pode ganhar 17 mil reais por mês, não pode ganhar passagens aéreas e é um absurdo que receba auxílio moradia. A nossa imprensa, que na verdade é um partido político, gostaria de voltássemos à democracia censitária e aristocrática britânica do século XVII, quando parlamentares não recebiam salários e, portanto, tinham que ser muito ricos para financiar a sua atividade política. Como nossa elite aufere lucros astronômicos, fica óbvio que a gritaria contra os ganhos dos deputados visa hostilizá-los diante do populacho.As pessoas devem entender que o Brasil precisa de um parlamento confiante, bem remunerado, forte, que se sinta seguro para lutar a batalha ideológica contra os magnatas da comunicação e da indústria – e digo contra não no sentido de ser inimigo desses segmentos, e sim no de estabelecer um confronto democrático.*Torna-se, para mim, cada vez mais claro, que uma sociedade pós-industrial, com enorme concentração populacional e, portanto, convivendo com riscos colossais, como epidemias, crises econômias e instabilidades sociais, precisa criar regulamentação rígida para sua imprensa. Não no intuito de amordaçá-la, e sim no de instituir um verdadeiro regime de liberdade, que só ocorre quando há lei. O que vemos hoje é uma ditadura terrível de diretores de redação sobre a consciência e a ideologia de jornalistas.Por exemplo, o jornal O Globo publicou editoriais fortemente agressivos - embora disfarçados com o manto da ironia - contra instituição da hora extra em sua redação! Aliás, o fato do sindicato dos jornalistas do Globo, com apoio do sindicato municipal, ter obtido essa vitória, me deu uma grande alegria. Mostrou que ainda há vida, contradição e inquietude nas redações.
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Presidente do Banco Mundial elogia o Bolsa-Família no País
Para Robert Zoellick, projeto 'mostra que se pode fazer verdadeira diferença com programas modestos'
Agência Estado
WASHINGTON - O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, elogiou em discurso nesta quinta-feira, 23, o Bolsa-Família, implantado no Brasil, citando o programa como um dos exemplos de projetos de transferência de renda para suporte e segurança social. O México também foi lembrado por seus programas. Ele disse que este tipo de programa, com destinação de recursos equivalente a "menos de 1,5% ou 1% do PIB" do país em que é implementado, "mostra que se pode fazer verdadeira diferença com programas modestos".

Veja também:
As medidas do Brasil contra a crise
As medidas do emprego

De olho nos sintomas da crise econômica
Dicionário da crise
Lições de 29
Como o mundo reage à crise

Zoellick disse ainda que o Banco Mundial irá ampliar financiamento para o Brasil, mas não citou valores específicos que serão direcionados ao País. O chefe do Bird afirmou que a América Latina como um todo deve receber US$ 35 bilhões ao longo de dois anos.

Zoellick reconheceu que o Brasil começou a crise "em posição melhor, pois nos últimos 10 anos fez muito para desenvolver reservas internacionais, melhorou produtividade, tem o tipo de programa que mencionei (social), mas inevitavelmente será também atingido pela crise mundial". O País, continuou o executivo, "tem a vantagem de ter uma economia de dimensão continental, então pode depender mais da demanda doméstica".

No entanto, Zoellick observou que, mesmo com a população crescente de renda média, ainda há "muitas pessoas pobres. E, muito destes pobres, têm muito pouco ou nenhum amortecedor (proteção contra a crise)". Ele comparou os efeitos da crise nos países desenvolvidos, citando que nestas economias a população perde casas e carros.

Quando o choque atinge as economias em desenvolvimento, "não há lugar para se ir, não tem comida, não tem proteção. Então este é um exemplo de onde precisamos trabalhar com as autoridades brasileiras", afirmou. Segundo o presidente do Banco Mundial, o País "tem boas estruturas em ação, mas precisa assegurar que haja o recurso necessário".

Protecionismo

Zoellick expressou preocupação com a contínua aplicação de medidas restritivas aos fluxos do comércio pelos países do G-20, apesar das promessas que fizeram de evitar políticas protecionistas. Desde o encontro do G-20 de 2 de abril, nove países já tomaram ou consideraram 23 medidas restritivas, disse em entrevista concedida em Washington, antes dos encontros de primavera do FMI neste fim de semana.

"Com o aprofundamento da recessão, os governos serão pressionados a proteger os mercados domésticos", disse Zoellick. "Tais retrocessos tornarão a crise econômica pior".

Ele também pediu aos líderes globais que ofereçam recursos adicionais para que os países em desenvolvimento possam enfrentar os problemas mais amplos causados pela crise financeira, incluindo apoio às redes de segurança social.
OAB conclui: STF não pode extraditar Cesare Battisti
Ordem dos Advogados do Brasil sustenta que decisão tomada por Tarso Genro em favor de esquerdista italiano tem base na Constituição
Celso Lungaretti (*)
Qualquer que seja a decisão do Supremo Tribunal Federal no processo da extradição do escritor italiano Cesare Battisti, "esta não pode mais ser executada, tendo em vista a concessão da condição de refugiado do extraditando". Foi o que concluiu a Comissão de Estudos Constitucionais do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), acatando o parecer
do jurista José Alonso da Silva, um dos maiores constitucionalistas brasileiros da atualidade.
Cesare Battisti está preso no Brasil há exatos 25 meses, por determinação do STF, que acolheu prontamente um pedido italiano neste sentido.
No entanto, sustenta a OAB, "a decisão do Ministro da Justiça, concedendo a condição de refugiado a Cesare Battisti, sob ser um ato da soberania do Estado brasileiro, está coberta pelos princípios da constitucionalidade e da legalidade".
E, o que é mais importante, "em face dessa decisão, e nos termos do art. 33 da Lei 9.474, de 1997, fica obstada a concessão da extradição, o que implica, de um lado, impedir que o Supremo Tribunal Federal defira o pedido em tramitação perante ele, assim como a entrega do extraditando ao Estado requerente, mesmo que o Supremo Tribunal Federal, apesar da vedação legal, entenda deferir o pedido" (grifo meu).
Foi o que afirmei quando, sabatinado pela Folha de S. Paulo, o presidente do STF Gilmar Mendes admitiu uma hipótese juridicamente indefensável: "Se for confirmada a extradição, ela será compulsória e o governo deverá extraditá-lo".
A imprensa propalara o boato (pois nenhuma fonte identificada o confirmava) de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria mandado ao STF o seguinte recado: se quisesse extraditar Battisti, deveria tornar sua decisão definitiva -- pois, cabendo a ele o papel de última instância, Lula se recusaria a arcar com o ônus dessa infâmia.
Mendes correu a sinalizar, na sabatina da Folha, que o Supremo quebraria o galho, mesmo que tivesse de incidir num aberrante casuísmo.
No mesmo dia, eu adverti:
"...nesse prato feito que Gilmar Mendes pretende enfiar pela goela dos brasileiros adentro, há dois ingredientes altamente indigestos, que implicam uma guinada de 180º nas regras do jogo até hoje seguidas e sacramentadas por decisões anteriores do próprio STF:
* a revogação, na prática, do artigo 33 da Lei nº 9.474, de 22/07/1997 (a chamada Lei do Refúgio), segundo o qual "o reconhecimento da condição de refugiado obstará o seguimento de qualquer pedido de extradição baseado nos fatos que fundamentaram a concessão de refúgio";
* a transformação do julgamento do STF em instância final, em detrimento do Executivo, ao qual sempre coube tal prerrogativa."
A OAB corroborou integralmente minha avaliação de leigo, vindo ao encontro da posição que sustento há meses: ao manter Battisti preso depois da concessão do refúgio humanitário, o STF extrapola suas atribuições e inspira fundados receios de que esteja colocando motivações de ordem política à frente do espírito de justiça e da letra da Lei.
É como muitos brasileiros percebem a atuação do ministro Gilmar Mendes. Será catastrófico para a imagem do Judiciário se o Supremo, como instituição, o acompanhar nessa faina reacionária.
Tortura na Itália
Segundo informou à revista IstoÉ, a defesa de Battisti anexará ao processo de extradição
documentos comprovando que "a tortura de presos políticos era uma prática recorrente na Itália dos anos 1970".
A Anistia Internacional, efetivamente, recebeu na época várias denúncias de que militantes das organizações de ultraesquerda italianas eram espancados, queimados com pontas de cigarro, obrigados a beber água salgada, expostos a jatos de água gelada, etc. Agora tudo isso constará do processo movido pela Itália contra Battisti, cujo julgamento ainda não foi marcado pelo STF.
O ministro da Justiça Tarso Genro, ao tomar a decisão de conceder refúgio humanitário a Battisti já apontara o fato de que os ultras haviam sido torturados nos escabrosos processos dos anos de chumbo na Itália.
Segundo Genro, também na Itália "ocorreram aqueles momentos da História em que o poder oculto aparece nas sombras e nos porões, e então supera e excede a própria exceção legal", daí resultando "flagrantes ilegitimidades em casos concretos".
Afora isso, houve também flagrantes aberrações jurídicas, conforme reconheceu um dos luminares do Direito, Norberto Bobbio, de quem Genro citou um parágrafo dos mais esclarecedores:
“A magistratura italiana foi então dotada de todo um arsenal de poderes de polícia e de leis de exceção: a invenção de novos delitos como a ‘associação criminal terrorista e de subversão da ordem constitucional’ (...) veio se somar e redobrar as numerosas infrações já existentes – ‘associação subversiva’, ‘quadrilha armada’, ‘insurreição armada contra os poderes do Estado’ etc. Ora, esta dilatação da qualificação penal dos fatos garantia toda uma estratégia de ‘arrastão judiciário’ a permitir o encarceramento com base em simples hipóteses, e isto para detenções preventivas, permitidas (...) por uma duração máxima de dez anos e oito meses".
Foi assim que muitos réus, como Cesare Battisti, sofreram verdadeiros linchamentos com verniz de legalidade durante o escabroso período do macartismo à italiana:
• com pesadas condenações lastreadas unicamente nos depoimentos interesseiros de outros réus, dispostos a tudo para colherem os benefícios da delação premiada;
• com o uso da tortura para extorquir confissões e para coagir militantes menos indignos a engrossarem as fileiras dos delatores premiados; e
• com processos que eram verdadeiros jogos de cartas marcadas, já que a Lei fora distorcida a ponto de admitir penas com efeito retroativo e prisões preventivas que duravam mais de dez anos.
A confirmação do refúgio concedido pelo Brasil a Cesare Battisti não só é a única decisão cabível à luz das leis de nosso país e da generosa tradição de acolhermos de braços abertos os perseguidos políticos de todas as nações e tendências ideológicas, como também um imperativo moral: o de, em nome da civilização, rejeitarmos de forma cabal e definitiva quaisquer procedimentos jurídicos contaminados pela prática hedionda da tortura.
Fonte: Congresso em Foco
VITÓRIA DE PALOCCI
O ex-ministro Antonio Palocci colheu uma vitória substancial ontem numa das mais rumorosas denúncias a que responde: a da "máfia do lixo". O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, recomendou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que ela seja rejeitada e arquivada porque "as provas até aqui colhidas não são suficientes para firmar sua participação nos fatos delituosos narrados", acolhendo os argumentos da defesa apresentados pelos advogados José Roberto e Guilherme Batochio. A decisão final é do Supremo.
Mônica Bergamo
bergamo@folhasp.com.br

23 abril 2009

Desmonte do Estado promovido pelos governos tucanos será debatido no RS
Deputados do PT e sindicalistas de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul promovem o seminário intitulado “Desmonte do Estado: o modelo tucano de governar”, na segunda-feira (27), no Sindicato dos Bancários, em Porto Alegre.
A atividade terá início às 9h da manhã e encerra às 18h e é dividida em duas partes.
O painel da manhã,“Choque de Gestão: o funcionalismo como vilão” , terá a participação de parlamentares e sindicalistas dos três estados, tendo como foco da discussão o plano de carreira dos servidores.
No turno da tarde, deputados e sindicalistas analisarão “Estratégia de superação: a Luta Política do Parlamento e dos Movimentos Sociais”. ProgramaçãoDesmonte do Estado: o modelo tucano de governar
Abertura – 9h
Primeira Parte – Choque de Gestão: o funcionalismo como vilão
Deputados e Sindicatos
Debates
13h – Intervalo para almoço
Segunda parte – Estratégia de superação: a Luta Política do Parlamento e dos Movimentos SociaisDeputados e sindicatos
18h – Encerramento e aprovação da Carta de Porto Alegre
Berzoini anuncia ação contra propaganda alarmista e mentirosa do PPS na TV
O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), repudiou nesta quinta-feira (23) o boato que vem sendo espalhado pelo PPS, em inserções na televisão e no rádio, de que o governo Lula vai mexer na caderneta de poupança, como fez o governo Collor em 1990, confiscando depósitos. “Ao manipular informações com o objetivo de alarmar as pessoas, o PPS age como uma sublegenda dos neoliberais tucanos e a serviço do governador de São Paulo, José Serra. O PPS utiliza de forma indevida o horário partidário no rádio e televisão para espalhar o pânico”, disse Berzoini.A assessoria jurídica do PT vai encaminhar um questionamento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as inserções do PPS. “A utilização do horário eleitoral de modo indevido prejudica uma conquista democrática. É inadmissível que o PPS utilize o espaço reservado aos partidos como está fazendo, manipulando informações”, disse o presidente do PT.Segundo ele, o PPS, sob a gestão do ex-senador Roberto Freire (PE) está “cada vez mais alinhado à direita brasileira, servindo de instrumento de ataque a um governo de enorme popularidade, especialmente em Pernambuco”, de onde é o dirigente do PPS. Berzoini também estranhou o fato de Freire ser conselheiro da Sabesp (empresa de saneamento do estado de São Paulo), “sem ter nenhuma relação histórica com a empresa ou o próprio estado”.Constituição
O deputado Fernando Ferro (PT-PE) aconselhou aos membros do PPS lerem a Constituição Federal que, no artigo 62, parágrafo primeiro, inciso II, proíbe claramente qualquer tipo de confisco financeiro, como fez o Governo Collor em 1990. “Por má-fé, o PPS , no afã de se mostrar simpático ao governador José Serra (possível candidato tucano à presidência da República em 2010) está propagando uma calúnia”.Ele observou que a propaganda do PPS é feita pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que “está agindo como um ventríloquo tucano. É uma enorme irresponsabilidade espalhar um boato que mexe com todos os brasileiros.” Para Ferro, o PPS também é agremiação que age como instrumento do PSDB, com o qual atua como sublegenda.O deputado EduardoValverde (PT-RO) analisa que o boato espalhado faz “terrorismo com a população brasileira”, ao incutir na mente das pessoas que poderia haver “um sequestro da poupança, como fez o governo Collor. Ele também frisou que a Constituição brasileira é clara na proibição a este tipo de medida. “Podemos tranquilizar a população de que o presidente Lula não vai mudar as regras da poupança para causar prejuízos aos pequenos poupadores”, disse Valverde.
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Charge do Bessinha
Antonio Corrêa de Lacerda
De São Paulo
O FMI (Fundo Monetário Internacional) acaba de divulgar novos prognósticos para o desempenho da economia mundial em 2009, com uma estimativa de queda de 1,3 % na economia mundial e o mesmo para o Brasil. O mais recente Boletim Focus, publicado pelo Banco Central brasileiro com base na estimativa de quase uma centena de analistas aponta para uma queda de 0,5%. Ou seja, há um quase consenso no que se refere à recessão de curto prazo para a economia brasileira.No entanto, apesar desse aparente consenso, ainda há chances concretas de o Brasil evitar a recessão em 2009, a depender do ritmo de recuperação da economia mundial, mas também e principalmente das ações de ordem interna.Houve queda de 3,6% do PIB no 4º trimestre de 2008, face ao 3º trimestre de 2008, resultado da diminuição abrupta no ritmo das exportações brasileiras e da atividade do mercado doméstico. Estes efeitos se fazem sentir, principalmente, nos setores industriais, afetados pela contração da demanda do mercado externo e interno, além da carência de crédito e investimentos.Estimamos crescimento do PIB em mais ou menos 0% em 2009, com uma margem de 0,5 p.p. para cima ou para baixo. A previsão de crescimento de +-0% em 2009, tem como referência as seguintes taxas de crescimento trimestrais ao longo de 2009: -1,0% no 1º trimestre, +1,0% no 2º trimestre, +1,0% no 3º trimestre, e +1,5% no 4º trimestre.Para 2010 conta-se com uma recuperação de 2,5% em 2010. Este cenário deve refletir uma trajetória de recuperação, principalmente do nível de atividade da indústria, recuperação do crédito e dos investimentos ao longo do ano de 2009. Sendo assim, criam-se as condições para que o PIB cresça a taxas mais expressivas a partir de 2010.Com a melhora esperada no cenário internacional, assim como a adoção das mudanças nas políticas econômicas domésticas, como cortes mais substanciais nos juros básicos e maior agilidade na implementação de investimentos por parte do Governo, viabiliza-se um crescimento em 2010.Com a melhora esperada no cenário internacional, assim como a adoção das mudanças nas políticas econômicas domésticas, como cortes mais substanciais nos juros básicos e maior agilidade na implementação de investimentos por parte do Governo, viabiliza-se um crescimento próximo de 2,5% em 2010.Em suma, o cenário apontado para 2009 e a recuperação da economia brasileira a partir de 2010, estão condicionados as seguintes premissas:a) Recuperação da dinâmica de crescimento do nível de atividade e do comércio internacional;b) Cortes adicionais na taxa básica de juros (Selic), com a ampliação do crédito e redução dos spreads bancários, com a finalidade de reduzir o custo de financiamento;c) Ampliação dos créditos direcionados a setores mais dinâmicos na criação de empregos como, por exemplo, setores industriais e de infraestrutura, concedidos por instituições financeiras públicas; d) Maior agilidade na implementação de projetos e nos desembolsos às obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento);e) Implementação ainda no primeiro semestre de 2009 do Programa Habitacional do governo federal, lançado em março de 2009;f) Aumento consistente dos gastos das famílias no decorrer de 2009 e 2010, em virtude da criação de duas novas alíquotas do imposto de renda de pessoa física (IRPF), promovida pelo governo em dezembro de 2008;g) Ampliação do número de famílias beneficiadas no programa Bolsa-Família.O fundamental na definição das políticas macroeconômicas por parte do Governo, especialmente em face do cenário de crise, é estabelecer prioridades e, a principal delas, é fazer com que o quadro recessivo da economia brasileira seja revertido e transformado em desempenho positivo para garantir a retomado do crescimento.A retomada da economia brasileira a partir de 2010 estará condicionada à recuperação da dinâmica da economia mundial, mas também e, principalmente, das necessárias mudanças nas políticas econômicas domésticas, com a redução das taxas de juros e a maior promoção de investimentos produtivos.
Antonio Corrêa de Lacerda é professor-doutor do departamento de economia da PUC-SP e autor, entre outros livros, de "Globalização e Investimento Estrangeiro no Brasil" (Saraiva). Foi presidente do Cofecon e da SOBEET.Fale com Antonio Corrêa de Lacerda: alacerda@terra.com.br
Terra Magazine
PARABÉNS MINISTRO JOAQUIM BARBOSA
Ministros do STF batem boca; Barbosa diz que Mendes destrói credibilidade da Justiça
Folha Online, em Brasília
Atualizado às 19h46.
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, e o ministro Joaquim Barbosa bateram boca nesta quarta-feira no plenário do tribunal. Barbosa acusou o presidente da Corte de estar "destruindo a credibilidade da Justiça brasileira" durante o julgamento de duas ações --referentes ao pagamento de previdência a servidores do Paraná e à prerrogativa de foro privilegiado. Veja o vídeo da discussão.



"Vossa excelência me respeite. Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim. Saia à rua, ministro Gilmar. Faça o que eu faço", afirmou Barbosa.
Em resposta, Mendes disse que "está na rua". Barbosa, por sua vez, voltou a atacar o presidente do STF. "Vossa Excelência não está na rua, está na mídia destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro."
Irritado, Mendes também pediu "respeito" a Barbosa. "Vossa Excelência me respeite", afirmou. "Eu digo a mesma coisa", respondeu o ministro.
Os ministros Carlos Ayres Britto e Marco Aurélio Mello atuaram como "bombeiros" para tentar encerrar o bate boca. "A discussão está descambando para um campo que não coaduna com a disciplina do Supremo", disse Marco Aurélio ao pedir o encerramento da sessão.
Barbosa chegou a afirmar que Mendes não estava falando com os seus "capangas de Mato Grosso". O ministro disse que decidiu reagir depois que Mendes tomou decisões incorretas sobre os dois processos analisados pela Corte.
"É uma intervenção normal regular. A reação brutal, como sempre, veio de Vossa Excelência. Eu simplesmente chamei a atenção da Corte para as consequências dessa decisão", afirmou Barbosa.
Mas Mendes reagiu: "Não, não. Vossa Excelência disse que faltei aos fatos. Não é verdade."
Em tom irônico, o Barbosa disse que o presidente do STF agiu com a sua tradicional "gentileza" e "lhaneza". Mendes reagiu ao afirmar que Barbosa é quem deu "lição de lhaneza (lisura)" ao tribunal. "Vamos encerrar a sessão", disse Mendes para encerrar o bate-boca.
A discussão ocorreu enquanto o plenário do STF analisava dois recursos apresentados ao tribunal contra leis julgadas inconstitucionais pela Corte. Uma das ações questiona a lei que criou o Sistema de Seguridade Funcional do Paraná, em 1999. O segundo recurso questiona lei, considerada inconstitucional pelo STF, que definiu que processos contra autoridades com foro privilegiado continuam sob análise do tribunal mesmo após o réu não estar mais na vida política.
Após o fim da sessão, os ministros se reuniram para discutir o episódio.
Outros desentendimentos
Não foi a primeira vez que ministros do STF discutiram. Em agosto de 2007, Mendes e Barbosa bateram boca por uma lei que beneficiava servidores de Minas
No dia seguinte, Mendes minimizou a discussão. "Quem acompanha as sessões do STF sabe que há debates mais exacerbados, falas mais enfáticas."

FALTA DE VERGONHA NA CARA
A gana dos deputados e senadores por benefícios e mais benefícios para eles, suas excelências,é algo nojento, indecoros, imoral. A gritaria de alguns ontem no Congresso mostrou claramente porque o desespero pelo poder. Eles vem mantendo essas regalias, mordomias, desperdício do dinheiro publico, farra com o dinheiro do contribuinte a décadas. Se pensarmos que em 2002, na era FHC, o Brasil tinha 54 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza, enquanto os deputados e senadores estavam proporcionando viagens e mais viagens aéreas, estadias a seus familiares, amigos, namoradas, amantes, com o dinheiro público é nauseante. Assisti a revolta do Papaleo Paes,PSDB senador por AP, confesso que fiquei pasma. Ele diz que ganha pouco, R$ 16,5 mil, mais auxilio paletó, mais auxilio moradia, mais despesa de saúde pagas pelo Senado, mias carros, mais combustível, mas verba indenizatória de R$ 15 mil, mas cotas de passagens aéreas é pouco. Diz ele que com as restrições das passagens aéreas para os seus familiares, ele está "ferrado". Tenha vergonha na cara senador, tenha um mínimo de decência, olhe em sua volta pare de olhar para o seu umbigo. Veja como vive a grande maioria dos brasileiros, o básico que está faltando para povo está no seu bolso no bolso da maioria do parlamentares que sugam o país com a voracidade de gafanhotos devastando as plantações.Esse Congresso é vergonhoso, é indecoroso, funcionários fantasmas, até a filha de FHC é um fantasma, contratos com terceirizados parentes dos parlamentares, superfaturamento de serviços, notas frias.Com todas essas maravilhosas benesses, ainda recebem por fora de, empreitaras, construtoras, como o caso da Camargo Correia. Não é a toa que constroem mansões, castelos, comem nos melhores e mais caro restaurantes, e estão sempre cercados de seguranças. Levam um vida nababesca, fazer algo de bom para o povo e para o país, nem pensar, e ainda se dão ao luxo de criticar quem faz, se dão ao luxo de tentar impedir o presidente Lula de governar para os que realmente necessitam, para melhorar a vida do povo e do país. "Ferrado" senador Papaleo Paes, está o povo brasileiro com esses senadores e deputados que não satisfeito com toda a grana, mordomias, farra das passagens aéreas, ainda querem aumentar o salário para R$ 24,5 mil. É indecoroso, é muita falta de vergonha na cara!

Jussara Seixas

22 abril 2009

Lula está construindo um gigante regional único, diz 'Newsweek'
O Brasil vem se transformando na última década em uma potência regional única, ao se tornar uma sólida democracia de livre mercado, uma rara ilha de estabilidade em uma região conturbada e governada pelo Estado de direito ao invés dos caprichos dos autocratas. A afirmação é feita em artigo publicado na última edição internacional da revista americana Newsweek."Contando com a cobertura da proteção de segurança americana, e um hemisfério sem nenhum inimigo crível, o Brasil tem ficado livre para utilizar sua vasta vantagem econômica de seu tamanho dentro da América do Sul para auxiliar, influenciar ou cooptar vizinhos, ao mesmo tempo conseguindo conter seu rival regional problemático, a Venezuela", afirma o artigo.
UOL Notícias
Segundo a revista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "preside uma superpotência astuta como nenhum outro gigante emergente".O artigo foi publicado menos de um mês após Lula ter aparecido na capa da Newsweek, com uma entrevista exclusiva à revista após seu encontro com o presidente americano, Barack Obama, na Casa Branca.
Poderio militar
A Newsweek observa em seu último artigo que enquanto outros países emergentes e mesmo os Estados Unidos contam com seu poderio militar como forma de afirmação, o Brasil "expressou suas ambições internacionais sem agitar um sabre".A revista observa que quando há algum conflito na região, o Brasil envia "diplomatas e advogados para as zonas quentes ao invés de flotilhas ou tanques".O artigo também comenta que o Brasil tem se tornado uma voz mais assertiva para os países emergentes nos temas internacionais, contestando por exemplo os subsídios agrícolas dos países ricos."Nenhum governo foi tão determinado como o de Lula em estender o alcance internacional do Brasil. Apesar de ter começado sua carreira política na esquerda, Lula surpreendeu os investidores nacionais e estrangeiros ao preservar as políticas amigáveis ao mercado de Fernando Henrique Cardoso internamente, para a frustração dos militantes de seu Partido dos Trabalhadores. Para a esquerda, ele ofereceu uma política externa vitaminada", diz a Newsweek.
Influência americana
A revista diz que os esforços brasileiros advêm da estratégia "não-declarada" de se contrapor à influência dos Estados Unidos e de dissipar as expectativas de que exerça um papel de representante de Washington", mas que nem por isso o país embarcou na "revolução bolivariana"."Pelo contrário, Lula tem controlado a região ao cooptar os vizinhos com comércio, transformando todo o continente em um mercado cativo para os bens brasileiros", diz o artigo. "No fim das contas, o poder do Brasil vem não de armas, mas de seu imenso estoque de recursos, incluindo petróleo e gás, metais, soja e carne."A revista afirma que isso também tem servido para conter a Venezuela e que a provável aprovação próxima da entrada do país de Hugo Chávez ao Mercosul não é "um endosso aos desejos imperiais de Chávez, mas uma forma de contê-lo por meio das obrigações do bloco comercial, como o respeito à democracia e a proteção à propriedade"."Isso pode ser política de risco. Mas as apostas estão nos brasileiros. Sem um manual para se tornar uma potência global, o Brasil de Lula parece estar escrevendo o seu próprio manual", conclui a Newsweek.
ESSE É O NOSSO CONGRESSO
ESSE É O NOSSO CONGRESSO,ESSES SÃO OS NOSSOS DEPUTADOS E SENADORES
1-"É preciso saber que tipo de Parlamento a sociedade brasileira quer: um deputado bem remunerado, para ser incorruptível, ou um que ganhe pouco e vá para o Congresso defender o interesse de grandes grupos", disse o líder do PP, deputado Mário Negromonte (BA)."
2-"O líder do PTB, Jovair Arantes (GO), também defende a proposta: "Acho a ideia muito boa". Só não concorda com a contrapartida de divulgar os gastos na internet. "É péssimo. Não gostaria de ser patrulhado. Não quero ser obrigado a colocar minhas coisas na internet."
3-Deputados querem aumentar os salários.A idéia mais explosiva levada à mesa do jantar sevido por Temer envolve o reajuste salarial dos deputados.Passaria dos atuais R$ 16,5 mil para R$ 24,5 mil, o teto da administração pública, pago aos ministros do STF.
Blog do Josias de Souza
Além de auxilio moradia, auxilio paletó, passagens aéreas, combustível, carros, seguro saúde, despesas médicas pagas pelo Congresso, auxilio de $R 4.000,00 para selos, celulares, contas de telefones, refeições,estadias tudo pago pelo Congresso, com dinheiro público, eles ainda querem aumento da salário. Ou como diz o deputado Mário Negromonte (BA). vão agir na corrupção com grandes grupos, entenda-se empreiteiras, como a Camargo Correia.
A lenda do Estado inchado
CÂNDIDO VACCAREZZA
Nossa máquina pode padecer de outros males, mas não está inchada em comparação com países ricos como Suécia e França

UMA DAS recorrentes acusações da oposição contra o governo Lula refere-se ao suposto aparelhamento e inchamento do Estado. A distorção é motivada pela guerra política, em que a verdade é a primeira vítima. O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) acaba de publicar pesquisa comparativa sobre as dimensões das máquinas públicas de diferentes países. Os resultados desmentem a lenda de que o Estado nacional tem excesso de pessoal.O governo entende como essencial o resgate do papel do Estado na promoção do desenvolvimento social e econômico do país. A prática faz ainda mais sentido agora, com o ressurgimento do neokeynesianismo. A defesa do Estado mínimo soa totalmente antiquada, sobretudo depois das decisões tomadas na reunião do G20.O dados do Ipea desmontam as teses de quem defende o desmonte do Estado brasileiro.No trabalho "Emprego Público no Brasil: Comparação Internacional e Evolução Recente", do Ipea, usou-se metodologia em que se define o conceito de emprego público na sua forma mais ampla, consagrada pelas publicações da OCDE. Isto é, no estoque do emprego público, incluem-se não apenas os trabalhadores da administração direta em todas as esferas de governo, mas também as ocupações da administração indireta e os empregados de empresas estatais.Por esse critério, em 2005, o total da mão de obra empregada no serviço público era 39,2% na Dinamarca, 30,9% na Suécia, 24,9% na França, 14,8% nos EUA, 14,7% na Alemanha e apenas 10,7% no Brasil. Nossa máquina pode padecer de outros males, mas não está inchada em comparação com esses países ricos. Tampouco em relação aos nossos vizinhos da América Latina podemos ser considerados um Estado inchado: estamos atrás de países como Costa Rica, Venezuela, Uruguai, Argentina e Paraguai.O governo FHC levou à demissão milhares de funcionários de estatais, principalmente por meio da privatização, e não recuperou vagas. Em seus oito anos de governo, por exemplo, as escolas técnicas federais foram reduzidas e levadas ao sucateamento.O governo Lula as resgatou, a educação passou a ser prioridade. Até 2002, o Brasil tinha 140 escolas técnicas, instaladas ao longo de 93 anos. Desde a posse de Lula, foram implantadas 75 novas escolas técnicas e, até o fim de 2010, terão saltado para 354 unidades, expansão de 150%. Ninguém pode discordar de que é preciso contratar professores e funcionários.O Brasil contava, em agosto de 2008, com 1.007.226 servidores ativos civis e militares da União, pelo critério da OCDE. Quando contabilizados apenas os servidores civis do Poder Executivo federal na ativa, chegava-se a 533.434 servidores. É verdade que a curva de redução de servidores federais ativos, iniciada em 1990, foi interrompida em 2003. Mas o quantitativo de 2008 é semelhante ao total de servidores civis do Poder Executivo federal ativos em 1997 (531.725) e consideravelmente inferior aos 705.548 ativos de 1988.Os gastos com pessoal ativo e inativo da União de 1995 a 2008 (dados referentes apenas ao orçamento fiscal e da seguridade social, ou seja, excluídas as despesas das estatais federais) mostram que as variações foram pequenas e as despesas estão em queda.Com efeito, a União gastava, em 1995, 5,34% do PIB. Em 2002, esse gasto representou 5,08% do PIB e, no ano passado, 4,66% do PIB. Há uma tendência declinante, ainda mais significativa ao considerar que o governo Lula restabeleceu a prática da realização de concursos públicos, com substituição de terceirizados por servidores efetivos, a fim de dar eficiência ao serviço público e transparência aos métodos de contratação.O quadro positivo não demonstra, porém, inexistirem problemas no serviço público. Pelo contrário. Muito tem que ser feito em matéria de aumento da eficiência dos serviços prestados e de aumento da sua oferta. Em setores vitais como saúde, educação e segurança novas contratações precisam ser feitas com urgência.É necessário ressaltar que o esgotamento do modelo neoliberal em todo o mundo impõe uma maior presença do Estado na economia, desde que sejam evitadas as práticas do patrimonialismo e da privatização do Estado, como ocorreu no governo do PSDB e PFL (atual DEM). No período FHC, a máquina pública era extensão dos interesses privados, tanto de membros do governo como de seus apoiadores.O Brasil conseguiu sobreviver, pelo menos em parte, à ofensiva da era Thatcher-Reagan. A sociedade reagiu e evitou que o neoliberalismo nos levasse ao desastre completo. Por isso, o país tem hoje instrumentos para enfrentar a crise internacional. O desafio foi dar um salto do período em que o Estado mínimo era a ideologia dominante para outro modelo, em que se busca recuperar a estrutura, com mais eficiência à máquina pública.
CÂNDIDO VACCAREZZA , 53, médico, é deputado federal pelo PT-SP e líder do partido na Câmara dos Deputados.

CONGRESSO NACIONAL VERGONHA NO EXTERIOR

Dinero y lágrimas en el Congreso brasileño
El escándalo de los viajes pagados con dinero público para familiares, amigos y amantes de los parlamentarios indigna a la opinión pública
JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 22/04/2009


Algunos diputados brasileños reconocen su error y hasta su muerte política, como Fernando Gabeira, del Partido Verde, considerado la voz de la ética del Parlamento y que fue candidato el año pasado a la alcaldía de Río de Janeiro enarbolando la bandera de la lucha contra la corrupción política. Otros, como el senador Gerson Camata, del Partido del Movimiento Democrático (PMDB), lloran amargamente en el plenario y rechazan las acusaciones de corrupción, lanzadas, en su caso, por su propio asesor, Marcos Andrade. Todos ellos, desde el presidente de la Cámara de Diputados, Michel Temer, hasta los 11 líderes de los grupos parlamentarios, han reconocido su participación en uno de los escándalos políticos de mayor impacto y que ha suscitado de nuevo la indignación de la opinión pública: el del pago con dinero público de viajes de amantes, amigos, suegras, nueras y otros familiares al interior y exterior del país en concepto de vacaciones y recreo.

Un ejemplo: el diputado Dagoberto Nogheira Filho, del Partido del Trabajo (PDT), que durante dos años viajó al exterior 40 veces; de ellas, en 22 ocasiones lo hizo con familiares que le acompañaron con los gastos totalmente pagados.
El escándalo está zarandeando a los parlamentarios tanto del Gobierno como de la oposición, incluso a respetados diputados como Chico Alencar, del P-SOL (Partido del Socialismo y la Libertad), un partido de izquierdas nacido en protesta por las presuntas prácticas poco éticas del gobernante Partido de los Trabajadores (PT).
La media de los viajes sufragados por estos diputados y senadores al exterior, generalmente a Estados Unidos (buena parte a Nueva York) y Europa (sobre todo, a París), es de 24 traslados anuales.
Los diputados y senadores tienen pagados por ley un cierto número de viajes a sus ciudades de origen, pero tienen que ser autorizados para viajar por trabajo al exterior. Ahora se ha descubierto que esa práctica se había prostituido y estaba dando lugar a un notable despilfarro del dinero público.
Temer ha admitido que tambien él ha hecho uso de ese dinero para pagar viajes a sus familiares y afirma que es necesario que se regule dicha práctica, ya que la actual legislación "no es clara" al respecto y da lugar a abusos.
Algunos alegan que se trata de pasajes que ellos no habían utilizado y los habían pasado a terceros. Otros diputados se han defendido aduciendo que también con el presidente de la República, Luiz Inácio Lula da Silva, viajan familiares y que algunos de sus hijos han usado aviones de las Fuerzas Aéreas para ir de vacaciones.
Las cartas de los lectores son sangrantes. Carlos G. de Faria escribía ayer en el diario O Globo: "Mientras millones de brasileños mueren de inanición, la maldita costumbre nacional, siempre protegida por brechas en la ley, hace que la clase política -con raras excepciones-, descaradamente y en afrenta a la población, promueva un verdadero saqueo de las arcas públicas. Todo eso tiene que acabar. Los pasajes aéreos son sólo la punta de un iceberg".
El primer ciudadano que ha presentado ante la Cámara de Diputados una demanda de responsabilidad civil contra un diputado es el enfermero Ivan Rocha, que trabaja en la UVI de un hospital público de Brasilia. "Me siento indignado cuando entro en el hospital y falta un respirador para mantener vivo a un paciente terminal y mientras tanto diputados y senadores despilfarran nuestro dinero como agua", escribía ayer.
Su acción se dirige contra el diputado Fábio Faría, que pagó viajes para su ex novia Adriane Gaslisteu, su suegra y algunas celebridades. "Nos están tratando como payasos", se queja Rocha.

21 abril 2009

A FARSA DO CHOQUE DE GESTÃO
Mais de 30 entidades do funcionalismo se reúnem, em Ouro Preto, para manifestar descontentamento com o governo de Minas
Mais de 30 entidades representativas do funcionalismo estadual e associações estudantis se reúnem na terça-feira, 21 de abril, a partir das 9h, em Ouro Preto, para manifestar seu descontentamento com o governo do Estado. O ato público tem o objetivo de chamar a atenção para a farsa do “choque de gestão”, modelo implementado em Minas e principal bandeira eleitoral do governo Aécio. Os servidores também vão denunciar a mordaça contra a imprensa mineira imposta pelo governo.As entidades sindicais alertam para o fato de que os resultados alcançados com o “choque de gestão” são obtidos às custas do sacrifício dos servidores que, além de perderem vários direitos com a reforma administrativa iniciada em 2003, estão com os salários bastante defasados. As entidades ressaltam, ainda, que os interesses públicos não são contemplados nas ações do governo e que os serviços essenciais como saúde, educação, saneamento, energia e segurança não atendem às necessidades da população.O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco-MG) participará do ato e pretende denunciar as desonerações tributárias autorizadas pelo governo do Estado. São consideradas desonerações tributárias todas e quaisquer situações que promovam presunções creditícias, isenções, anistias, reduções de alíquotas, deduções ou abatimentos e adiamentos de obrigações de natureza tributária. O presidente do Sindifisco, Matias Bakir, explica que as desonerações representam um prejuízo para o Estado e, conseqüentemente, para a sociedade, equivalente a 25% da receita tributária. “Com as desonerações, o Estado dispensa ¼ do que é arrecadado”, observa.Durante o ato público, será realizada a entrega da “Medalha da Conjuração” a personalidades, escolhidas pelos servidores, que se destacaram na defesa dos direitos humanos.Estão confirmadas homenagens ao professor Edgar da Mata Machado, dona Helena Grecco e Ondina Pedrosa Nahas, do Comitê Brasileiro pela Anistia.
POR QUE OS HONESTOS NÃO DENUNCIARAM?
O Congresso Nacional é imoral, corrupto, cínico. Muitos dirão que não se pode generalizar, que há políticos honestos no Congresso, políticos que não participaram da farra das passagens, da farra do nepotismo, da farra dos funcionários fantasmas -- como a filha de FHC, funcionária fantasma pretensamente a serviço do Heráclito Fortes --, da farra do pagamento de empregados domésticos com o dinheiro publico. Da farra de compras de carros luxuosos, da farra de contratos milionários com terceirizados parentes dos deputados e senadores. Mas por que os "honestos" não denunciaram há mais tempo o que ocorre no Congresso? Por que se calaram, fingindo que de nada sabiam? Por que esse corporativismo asqueroso de deputados e senadores? Esse Congresso é uma inutilidade, nada está fazendo pelo povo brasileiro e para o país. Está é sugando o dinheiro suado dos impostos, como uma alucinada tribo de vampiros sedentos, em beneficio próprio e de seus familiares. Uma hora pregam seus bundões nas cadeiras do Congresso para CPIs que não resultam em nada de bom para o país, armam um circo de horrores e palhaçadas para terem os holofotes da mídia, para serem lembrados nas eleições. Outra hora pregam os seus bundões nas poltronas dos aviões com suas famílias e namoradas, rumo a Paris, Miami, NY, Tóquio, Suíça, para seus deleites. Tudo pago com o dinheiro suado dos impostos. Os projetos, as leis, a votação de Medidas Provisórias de interesse do povo, que iriam beneficiar o povo, ficam nas gavetas, sentam em cima. Votam com rapidez só projetos de aumento de seus benefícios. Só usam a tribuna das casas para xingar, ofender e achincalhar os programas do Governo Lula, criticar as medidas tomadas pelo Governo Lula para enfrentar -- com sucesso -- a crise econômica mundial. Tentam impedir o Presidente Lula de governar. Que moral tem esse Congresso para fiscalizar o governo Lula, fiscalizar o PAC, fiscalizar as obras do PAC? O Congresso Nacional pode ser chamado de Congresso da Farra Cínica, vergonha nacional. Se fechasse, seria uma bênção para o país, tanto do ponto de vista financeiro como do ponto de vista moral.
Jussara Seixas
ProUni faz taxa de alunos com emprego subir para 80%
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - Alunos recém-formados por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni) estão saindo do ensino superior empregados e dizem que tanto a renda familiar como sua vida melhoraram após iniciar o curso. Essas são conclusões de pesquisa inédita realizada com 1,2 mil recém-formados. Uma das principais bandeiras do governo Lula usadas na campanha da reeleição em 2006, o ProUni começou a formar os primeiros estudantes em janeiro deste ano.O levantamento, feito por telefone no mês passado pelo Instituto Ibope a pedido do Ministério da Educação, apontou que 80% dos entrevistados disseram estar saindo da universidade com emprego garantido. Esse índice era de 56% antes de os estudantes entrarem no programa. Além disso, 68% afirmaram que a renda familiar aumentou desde a entrada na faculdade, sendo que a maioria, 40%, diz que a melhoria foi pequena. Outros 28% afirmam que sua renda melhorou muito.

Diferenças

Há, no entanto, diferenças significativas entre as regiões pesquisadas. No Norte e Centro-Oeste - onde é registrada a menor oferta de cursos superiores no País - 36% informaram que sua renda aumentou muito. Já no Sul, 69% afirmaram que houve melhoria, mas apenas 23% disseram ter registrado um aumento significativo.Criado em 2004, o ProUni selecionou sua primeira turma de beneficiados no ano seguinte. Estudantes que cursaram o ensino médio em escola pública e com renda familiar per capita de até 3 salários mínimos podem concorrer a bolsas integrais ou parciais em instituições particulares de ensino superior usando a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As instituições filantrópicas concedem as bolsas para cumprir a exigência legal, já que elas têm isenção de impostos. As outras instituições particulares têm abatimento de alguns impostos federais em troca das bolsas.A cada semestre são oferecidas entre 100 mil e 150 mil bolsas integrais e parciais. Atualmente, o programa atende cerca de 450 mil alunos. No início deste ano, cerca de 156 mil jovens formaram o primeiro grupo graduado totalmente dentro do ProUni.
Cearenses lideram farra das passagens
O Ceará é o estado com maior representação na lista dos deputados federais que mais usaram a cota de passagens da Câmara dos Deputados para viagens ao Exterior. Entre os principais destinos, cidades turísticas como Miami, Paris e Nova York
Hébely Rebouças e Giselle Dutra da Redação
O POVO
Na farra das passagens aéreas pagas pela Câmara dos Deputados, cinco parlamentares cearenses estão entre os que mais utilizaram a cota para fazer ou dar de presente viagens ao Exterior. Levantamento realizado pelo portal Congresso em Foco mostra que o Ceará é o estado com maior número de deputados na lista dos campeões de viagens internacionais. Além dos cinco cearenses, apenas outros 13 deputados, de todos os estados brasileiros, usaram o dinheiro da Câmara dos Deputados para custear 20 viagens internacionais ou mais. Dois dos cearenses ainda dividem a segunda colocação no ranking dos que mais viajaram ou liberaram viagens a terceiros: Léo Alcântara e Marcelo Teixeira, ambos do PR, com 35 voos internacionais cada. Eles ficaram atrás apenas do deputado Dagoberto Nogueira (PDT), do Mato Grosso do Sul. O balanço identificou passeios no período de 2007 a 2008. Os principais destinos das viagens na cota dos cearenses foram Miami - 45 viagens - e Paris - 42. Em seguida, aparecem Nova York - 18 voos -e Madri - 16. A maioria das passagens creditadas na cota de Léo Alcântara foi utilizada por ele e por familiares, como a esposa, Ane Alcântara, e os filhos Lucas e Lúcio Neto. O destino favorito? A turística Miami. Com o mesmo número de voos, aparece o colega de partido, Marcelo Teixeira. A diferença é que, de acordo com o levantamento, apenas quatro dos 35 voos registrados em seu nome foram desfrutados por ele. Ainda pelo levantamento do Congresso em Foco, os deputados Anibal Gomes (PMDB), Eugênio Rabelo (PP) e Paulo Henrique Lustosa (PMDB) têm 24 viagens, cada. Entretanto, o nome dos dois primeiros não constam em nenhum dos voos - outras pessoas usufruíram. Já na lista atribuída a Paulo Henrique Lustosa, apenas uma viagem foi feita por ele próprio, tendo como destino a capital da Argentina, Buenos Aires. Na cota de Aníbal Gomes, foram contabilizadas duas passagens, de ida e volta, com destino a Paris, já no dia seguinte à posse do deputado no atual mandato, em 1º de fevereiro de 2007. O POVO tentou contato ontem com os cinco deputados cearenses, das 15 às 18h30min de ontem. No gabinete de Aníbal Gomes, uma funcionária, chamada Ana, atendeu e disse que seria “difícil encontrar” o parlamentar, mas anotou os telefones para retorno, caso o deputado entrasse em contato. O deputado Léo Alcântara não atendeu aos celulares. Em seu gabinete em Brasília, ninguém também atendeu às ligações. Da mesma forma, nos gabinetes de Paulo Henrique Lustosa e Eugênio Rabelo, ninguém atendeu às chamadas. No contato com o gabinete do deputado Marcelo Teixeira, foi deixado recado com uma funcionária. Os dois celulares disponíveis do deputado estavam desligados. Ao Congresso em Foco, Eugênio Rabelo prometeu providências, alegando não reconhecer nenhuma das viagens. “Ele não deu essas viagens para ninguém e não viajou”, declarou a assessoria de Rabelo ao portal.
Superávit em abril sinaliza retomada
Acumulado no mês soma US$ 1,665 bilhão, rumo ao melhor resultado mensal do ano
Viviane Monteiro

BRASÍLIA

O superávit da balança comercial deve superar US$ 2 bilhões no fechamento de abril. Esse seria o melhor resultado mensal deste ano. Especialistas já notam uma retomada da corrente de comércio mundial e acreditam que o saldo comercial deste mês deve superar a cifra obtida em abril do ano passado, de US$ 1,738 bilhão, quando foi prejudicada pela greve dos auditores fiscais da Receita Federal.O início da safra da soja e a redução das importações, em relação às exportações, devem contribuir para alavancar o superávit da balança comercial deste mês, acredita o vice presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro. No mês passado, o saldo havia ficado superavitário em US$ 1,771 bilhão.No acumulado de abril, até a terceira semana, o superávit da balança comercial somou US$ 1,665 bilhão, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Apenas na terceira semana, entre os dias 13 e 19, o saldo comercial ficou superavitário em US$ 328 milhões, resultado das exportações de US$ 2,756 bilhões e importações de US$ 2,428 bilhões.No acumulado de abril, as exportações somam US$ 7 bilhões e as importações, US$ 5,336 bilhões. Tal resultado representa uma corrente de comércio de US$ 12,337 bilhões. Em razão da crise mundial, a previsão do governo é de que as exportações brasileiras neste ano alcancem US$ 160 bilhões, valor 20% menor que o registrado no ano passado.O economista da LCA Consultores, Francisco Pessoa Faria, vê uma retomada modesta da corrente de comércio mundial. Calcula um saldo comercial de US$ 2,1 bilhões para o fechamento deste mês. Pelas estimativas do economista, as exportações devem somar US$ 11,2 bilhões e as importações, US$ 9,10 bilhões. Em abril do ano passado, as vendas tinham somado US$ 14,1 bilhões e as compras, US$ 12,3 bilhões, o que resultou em superávit acima de US$ 1,7 bilhão.Roberto Troster, economista da Consultoria Integral, concorda que a economia mundial mostra pequenos sinais de recuperação, mas prefere esperar mais tempo para confirmar a tese.– Tanto no Brasil como no exterior já existem indicadores com dados positivos – disse Troster.