07 Abril 2009

O E-MAIL DE ESPINOSA AO EDITOR DA FOLHA,
LUIS A. DEL TEDESCO

Data: Tue, 7 Apr 2009 09:54:59 -0300
Assunto: Re:ENC: Re:RES: Re:RES: Dilma planejou sequestro de Delfim
Caro senhor Tedesco,

A cada momento fica mais claro que a Folha não tem compromisso com a verdade, mas se guia pela intenção de fabricar a verdade. A sua verdade, ou seja, a versão da ditadura (ou ditabranda, como ela gosta de intitular o regime de terror que apoiou). Age sem respeito aos leitores e fontes, inventando, maculando, praticando arbitrariedades. Publica somente as cartas que lhe convêm. E, quando não as tem, inventa! Não checa a origem das correspondências recebidas e não respeita compromissos de honra. Ou seja, não tem palavra e carece de seriedade.
Em relação ao “caso Dilma”, na segunda-feira, 6, não publicou a minha carta, ou seja, a versão da única fonte da matéria de capa da véspera, sob a desculpa esfarrapada de que teria chegado após o fechamento, como se as razões burocráticas fossem superiores à importância e verdade dos fatos. Mas publicou uma carta apócrifa, de uma pessoa que dizia que não deixaria seu filho casar-se com uma ex-guerrilheira. E confessa isso covardemente, escondidinho, na seção erramos de hoje (6/4), onde está dito que a carta assinada por um tal de Raul Guilherme do Norte Lourenço, na verdade, foi escrita e remetida por um tal de Luis Felipe de Araújo Sousa.Então a criteriosa e burocrática Folha não checa as cartas que recebe e publica qualquer coisa que confirme sua linha editorial? E quem garante que esse Luis F. A. Sousa existe? Não será mais uma invenção da redação?
Eu já lhes enviei duas cartas. A segunda, de ontem, me foi solicitada pelo senhor às 17h13. Se tinha tanta urgência de fechar a seção, por que não entrou em contato antes? Apesar disso, enviei a carta na hora que combinamos. O senhor se recorda que me ligou cinco vezes? Recorda que lhe informei que o texto estava com 2.300 caracteres e o senhor me disse que não havia problema? Recorda que é o seu computador que não abre arquivos em doc.x e, por isso, me pediu para enviar novamente. Por esse motivo o texto chegou cinco minutos depois.Ora, sejamos francos ao menos uma vez: a Folha decidiu não publicar a carta não pelos motivos burocráticos alegados, mas pelo seu conteúdo. Não publicou porque quer ter o monopólio da verdade e manipular seus leitores, sem ética e sem princípios.É irônico e ofensivo que o senhor me peça hoje uma terceira carta. Não sou empregado da Folha e não tenho salário dela para trabalhar diariamente em cartas que não serão publicadas. No passado seu jornal divulgava propaganda dizendo que teria o rabo preso com o leitor. Com o leitor, está provado, não tem, mas que tem rabo lá isso tem. E é bem longo, a ponto de chegar aos porões sombrios da década de 70.Já lhe enviei duas cartas. Não escreverei uma terceira. Ponha as desculpas burocráticas de lado, pelo menos uma vez na vida, e escolha uma delas. Ou publique as duas, o que seria muito mais honesto. Além disso, fale com seus chefetes e peça a eles que aceitem o desafio que lhes fiz de publicar a íntegra da entrevista concedida à repórter Fernanda Odilla, ou me garantam um espaço equivalente às duas páginas, com chamada de capa, em que publicaram suas imundícies de domingo.
Áh! Estou enviando cópia desta também ao ombudsman (e a outros articulistas), para checar se ele também vai colocar panos quentes em cima da barbaridade praticada por este periódico contra uma ministra de Estado e a história de nosso país.
Até logo.
Antonio Roberto Espinosa
Charge do Bessinha
Justiça anula absolvição de acusado de mandar matar Dorothy Stang e determina prisão
UOL Notícias
Em São Paulo
A 1ª Câmara Criminal Isolada da Justiça do Pará decidiu nesta terça-feira (7) anular o júri de dois acusados pela morte da missionária Dorothy Stang, assassinada a tiros em uma estrada vicinal de Anapu (PA) em 2005.


No Brasil desde 1966, a missionária americana trabalhava com lideranças rurais, políticas e religiosas em busca de soluções para os conflitos relacionados à posse e exploração de terras na região Amazônica

Antes do júri que o absolveu, Vitalmiro Bastos de Moura havia sido condenado a 30 anos de prisão. A Câmara entendeu que o segundo júri foi influenciado por um vídeo considerado como prova ilegal nos autos, no qual outro acusado pelo assassinato, Amair Feijoli da Cunha, o Tato, o inocenta.Rayfran das Neves, o Fogoió, apontado como o executor do assassinato, também teve o júri anulado e deverá ser julgado pela quarta vez. Ele foi condenado a 27 anos de prisão no primeiro julgamento, teve a pena confirmada no segundo e aumentada para 28 anos, no terceiro.A Câmara entendeu que ficou comprovado que houve promessa de pagamento de recompensa em troca do assassinato, mas o fato não foi levado em conta pelo júri na terceira condenação, o que aumentaria sua pena.Outro acusado de ser mandante, Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, aguarda julgamento em liberdade desde fevereiro deste ano, por decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região. Ele é o único acusado que ainda não foi julgado no caso. Seu processo foi desaforado para Belém, e ele deve ir a júri ainda este ano.A missionária de 73 anos foi morta com seis tiros, perto de Anapu, oeste do Pará, em 12 de fevereiro de 2005. Naturalizada brasileira, ela morava havia mais de 20 anos na região, onde ganhou desafetos por ajudar agricultores ameaçados por fazendeiros e madeireiros ilegais.

Petrobras anuncia novo campo de petróleo leve e gás na Bacia de Santos
A Petrobras anunciou, no fim da noite dessa segunda-feira (6), a descoberta de um novo campo de petróleo leve e gás natural na Bacia de Santos . A comercialidade da área já foi comunicada à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo nota divulgada pela Petrobras, o campo é operado pela estatal brasileira (com 63% de participação), mas integra consórcio do qual faz parte a Repsol (com 37%).
Segundo a Declaração de Comercialidade, trata-se de reservatório localizado acima da camada de sal, no bloco BM-S-7.
A descoberta foi divulgada após a finalização do poço exploratório 6-SPS-53 em 26 de janeiro de 2009. Denominado de Piracucá, o novo campo está localizado em frente ao litoral do estado de São Paulo, a aproximadamente 200 quilômetros da cidade de Santos, em uma profundidade de 200 metros.
As informações indicam ainda que o volume da jazida está estimado em 88,5 milhões de metros cúbicos (cerca de 550 milhões de barris de óleo equivalente – petróleo e gás).
De acordo com a nota da Petrobras, a Declaração de Comercialidade foi feita em conformidade com o Contrato de Concessão do Bloco BM-S-7, com o prazo definido no Plano de Avaliação submetido à ANP, e é o resultado de intensa atividade exploratória realizada pelo consórcio no bloco. “Com o novo campo, será possível aumentar o potencial de produção de petróleo leve e gás em águas rasas”, conclui a nota.
ABr
Produção de grãos se recupera e poderá ser a segunda maior da história, diz Conab
O sétimo levantamento da safra de grãos 2008/2009, feito por técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no mês do março, apresenta um resultado melhor do que o anterior, que previu a primeira alta após cinco quedas consecutivas. De acordo com a estimativa, a produção será de 137,57 milhões de toneladas, crescimento de 1,7% em relação à da pesquisa anterior, que projetava a colheita de 135,32 milhões de toneladas.
Segundo a estatal, o resultado positivo deste levantamento se deve principalmente ao clima e à boa distribuição das chuvas nas regiões produtoras do país nos últimos meses.
Com esse resultado, a safra atual vai se consolidando como a segunda maior da história, perdendo apenas para a anterior, que produziu 144,13 milhões de toneladas. O aumento verificado neste levantamento foi influenciado, em grande parte, pelo milho, que passou de 50,37 milhões de toneladas em fevereiro para 51,91 milhões de toneladas em março. Soja e arroz também subiram. O primeiro, de 57,63 milhões para 58,14 milhões de toneladas. Já o cereal teve incremento de 12,52 milhões para 12,67 milhões de toneladas.
O principal destaque em relação ao ciclo anterior, entretanto, é o feijão, que, na contramão de outras culturas que registraram queda de produção, apresenta aumento de 8,2%. As três safras do grão (das águas, da seca e de inverno) ao longo do ciclo 2008/2009 deve atingir os 3,81 milhões de toneladas, suprindo o consumo interno, o que não ocorria há algumas safras.
O ciclo atual, que vai até julho, já teve mais de 65% dos grãos da safra de verão colhidos no Centro-Sul, como milho, feijão, arroz e soja. Em relação ao trigo, produto estratégico para o país que será colhido no segundo semestre, o levantamento de março apresenta um recuo de 13,1%, de 6,02 milhões para 5,23 milhões de toneladas. Na semana passada, o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse
que espera um aumento de 10% na produção.
A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de março, com a participação de 70 técnicos da Conab. Eles entrevistaram produtores rurais, agrônomos e técnicos de cooperativas, secretarias de Agricultura, órgãos de assistência técnica e extensão rural e agentes financeiros dos principais municípios produtores do país


Charge do Bessinha
O PiG em decadência: grandes jornais vendem cada vez menos
“O mercado de jornais diários assiste à decadência dos veículos da grande imprensa — ou PiG (Partido da Imprensa Golpista), na definição do jornalista Paulo Henrique Amorim. Tudo porque a circulação dos principais jornais do Brasil continua com tendência de queda, conforme números do Instituto Verificador de Circulação.Em fevereiro, a circulação média diária dos dez maiores veículos foi 1,3% menor que em janeiro. Quando comparado com o mesmo mês do ano anterior o resultado é ainda pior — queda de 6,45%. O resultado anualizado é pior que o obtido em janeiro, quando foi registrada queda de 4,7%.A Folha de S.Paulo, líder em circulação no país, apresentou queda de 1% em relação a janeiro, com média de 297.581 exemplares vendidos. O resultado foi 6,6% menor que em fevereiro de 2008. Já a circulação do mineiro Super Notícia, segundo do ranking, foi 3,3% menor que em janeiro. Comparando com fevereiro de 2008, a queda foi de 4,7%.O Globo conseguiu um leve aumento na circulação. Em relação a janeiro, o crescimento foi de 0,2%. Entretanto, o jornal não conseguiu reverter o resultado negativo obtido em janeiro, quando perdeu 11,1% da circulação em relação a dezembro. O resultado anualizado é de queda de 9,3%.”Vermelho.org / Comunique-se
Matéria Completa, ::Aqui::
“A desvalorização do real ante o dólar, que ultrapassou o índice de 30% desde o início da crise, tem animado empresas exportadoras, que veem nesse fato oportunidade para gerar mais receita em tempos de restrição de crédito. Um dos motivos é a retomada da competitividade dos produtos brasileiros no exterior, que mesmo com a queda do preço na moeda norte-americana, ajudou a sustentar o aumento da receita em reais. Esse é o caso da Suzano Papel e Celulose, que fechou o ano com R$ 2,2 bi em caixa e da fabricante de eletrodomésticos Mabe, que exportava cerca de 12% de sua produção em 2006, e que após forte retração sentiu a retomada e elevou esse percentual, mesmo com a expansão da produção total em cerca de 50%.Esses fatores se refletiram no desempenho da balança comercial de março, divulgada pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O saldo totalizou US$ 1,7 bi, valor 79,3% superior ao registrado em março de 2008 (US$ 988 milhões). Na primeira semana de abril, com apenas três dias úteis, a balança comercial apresentou superávit de US$ 588 milhões, crescimento de 8,7% em relação ao mês passado.”Matéria Completa, ::Aqui::
http://nogueirajr.blogspot.com/
Vamos combinar, a oposição está em uma maré de azar lascada!
SENADO VERGONHA NACIONAL
Número mágico
Enquanto o Senado ainda resiste a dar um mínimo de transparência aos gastos com verba indenizatória, em descompasso com o que começa a ocorrer na Câmara, a Secretaria de Controle Interno da Casa guarda notas fiscais reveladoras de uma impressionante coincidência. Há pelo menos 11 casos de senadores cujos gastos, nas diferentes rubricas, chegam repetidamente à soma dos R$ 15 mil mensais permitidos.Os valores declarados de gastos com aluguel, combustível, consultoria e divulgação do mandato se ajustam, centavo a centavo, até chegar ao teto mensal. São assim as notas de Alvaro Dias (PSDB-PR), Francisco DornelLes (PP-RJ), José Agripino (DEM-RN), Sérgio Guerra (PSDB-PE) e Demóstenes Torres (DEM-GO).
Decimais.
A turma do "número redondo" continua com Gilvam Borges (PMDB-AP), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Cícero Lucena (PSDB-PB), Raimundo Colombo (DEM-SC), Epitácio Cafeteira (PTB-MA) e Mário Couto (PSDB-PA).
Painel
RENATA LO PRETE
painel@uol.com.br

SENADO VERGONHA NACIONAL
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) propôs um plebiscito para saber se a população aprova ou não o fechamento do Congresso Nacional. Isso, para muitos, soou como absurdo, seria um golpe contra a democracia. Mas diante do Senado que temos, não acho uma medida extrema nem absurda. Esses senadores que gostam de decantar em alto e bom som que são senadores da República, guardiões da ética, da moral e dos bons costumes, estão desmoralizados por suas roubalheiras, maracutaias, conchavos espúrios, sempre em benefício próprio e de seus comparsas. O que os senadores estão fazendo de bom para o país e pelo país, pelos seus estados? Se alguém souber, me diga. O descaso com o dinheiro público já ultrapassou o limite do suportável. O povo brasileiro está pagando por mansões milionária, castelos, jatinhos alugados, funcionários fantasmas – até a filha de FHC é funcionária fantasma do Heráclito Fortes. Tem também a sogra assessor de imprensa do Renan Calheiros, que há seis anos recebe salário de R$ 4.900 sem nunca ter trabalhado. E todas as outras mazelas e jeitinhos para meter a mão gorda no dinheiro público. Esses senadores estão há décadas sentando suas bundas gordas nas cadeiras do Senado, estão viciados em falcatruas mirabolantes. Qual é a moral desses senadores? Que moral eles têm para dizer como a oposição vai fiscalizar o governo Lula? Quem, ali dentro, vai punir, afastar os que cometem abusos e roubalheiras se a oposição tem maioria no Senado? Seria melhor fechar o Senado, vergonha nacional, e convocar nova eleição para eleger novos senadores em outra estrutura, com um outro regimento interno, outros funcionários, leis claras e sem brechas contra o desperdício do dinheiro público. E se for da vontade do povo, que se feche para sempre o Senado!
Jussara Seixas



Palocci é melhor nome do PT para eleição em SP, diz Marta
FSP
Ao lado do deputado federal Antonio Palocci, um dos nomes petistas cotados para concorrer ao Palácio dos Bandeirantes em 2010, a ex-prefeita Marta Suplicy afirmou que será a coordenadora da pré-campanha de Dilma Rousseff no Estado e fez críticas ao tucano José Serra.Segundo Marta disse em evento na Assembleia paulista, ela percorrerá São Paulo, a pedido do presidente Lula, para engajar as bases do partido na pré-candidatura da ministra da Casa Civil ao Planalto e "apontar as falhas" do governo Serra no Estado. O tucano está à frente na corrida presidencial.Marta também afirmou que Palocci é o melhor nome do PT para a sucessão de Serra no Estado. Mas o ex-ministro da Fazenda, que evitou críticas ao tucano no evento, não quis confirmar a pré-candidatura: "Não vou liderar [o processo de escolha do nome]. O partido é totalmente livre para o debate. Acho que está muito cedo. Não estou me colocando essa questão neste momento."Questionado sobre se tem ou não "disposição" para concorrer, o deputado afirmou: "Não vou dizer que nunca passou pela cabeça, mas falta um ano e meio ainda, é muito tempo. A escolha de candidatos do PT será só no ano que vem".A ex-prefeita fez críticas às gestões tucanas e ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). "Onde está o bom governo em São Paulo? Veja a situação das Santas Casas, por exemplo", disse.Marta e Palocci participaram de um debate sobre a crise econômica organizado pelo deputado Rui Falcão, líder do PT na Assembleia.
TUCANOS A BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS
A oposição está em total desespero. Prevendo o imenso sucesso do programa Minha Casa, Minha Vida,eles entraram em parafuso. Aonde na propaganda ou na fala do presidente Lula, da ministra Dilma eles dão a entender que as moradias já estão prontas? A propaganda diz que o governo Federal vai investir 34 bilhões de reais na CONSTRUÇÃO de 1 milhão de moradias, é mais moradia para mais brasileiros. A propaganda de modo algum dá há entender que as casas estão construídas.

PSDB protocola ação contra governo por propaganda enganosa de programa habitacional

colaboração para a Folha Online
O PSDB protocolou nesta segunda-feira uma representação no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) contra a propaganda do governo federal sobre o programa
"Minha Casa, Minha Vida", que prevê a construção de um milhão de casas. Segundo o partido, a propaganda dá a entender que as moradias já estão construídas.
Por meio de nota, o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP) afirma que a publicidade do programa, veiculada desde o fim do mês passado, é "enganosa e desonesta". "A propaganda deveria ser de lançamento, mas o que vemos é uma prestação de contas onde subentende-se que as casas que ainda serão construídas já estão prontas", afirma o deputado.
O tucano afirma que o fato de as medidas previstas só entrarem em vigor a partir do dia 18 de abril também é mais uma contradição da propaganda institucional.
O programa habitacional, anunciado no fim do mês passado pelo governo, prevê um investimento estimado de R$ 34 bilhões, considerando o dinheiro do governo para subsídios e para o fundo garantidor das prestações. O programa é destinado a famílias com renda até dez salários mínimos (R$ 4.650).
A meta inicial do governo era de atingir a meta de um milhão de casas em dois anos. No entanto, segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a meta não depende somente do Executivo, como também de prefeitos e governadores, e ele não poderá garantir que a meta seja atingida nesse prazo. Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto afirmou que não vai se manifestar sobre a representação do PSDB






06 Abril 2009



SERRA FAZ PROPAGANDA ENGANOSA DA SABESP NO NORDESTE ENQUANTO ISSO .............
Marginal do Pinheiros é liberada após fim de protesto
Agencia Estado
SÃO PAULO - Os moradores do bairro Cidade Jardim, na zona oeste de São Paulo, encerraram o protesto e liberaram totalmente a pista local da Marginal do Pinheiros, sentido Interlagos, por volta das 15 horas de hoje. De acordo com a Polícia Militar (PM), o ato ocupou totalmente a via na altura da Ponte Engenheiro Ary Torres. Os cerca de 50 manifestantes queriam chamar a atenção da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em razão da falta de água no bairro. Procurada, a Sabesp não respondeu ao telefonema da reportagem.
Charge do Bessinha
BLOG DA DILMA NO


Bajo la sombra de Lula, Brasil ya vive clima de campaña
Cuando faltan 18 meses para las elecciones, los precandidatos calientan los motores en Internet
César González-Calero -
LA NACION


O jornal La Nación da Argentina publicou a entrevista dada pelos editores do blog da Dilma. Recebi as perguntas por e-mail, e respondi por e-mail. Foi publicado na íntegra o que foi informado ao jornalista César Calero.
Leia aqui:
ESPINOSA DESMENTE A FOLHA DE SÃO PAULO

O Conversa Afiada recebeu o e-mail que se segue
Urariano Mota
Prezados senhores,Chocado com a matéria publicada na edição de hoje (domingo, 5), páginas A8 a A10 deste jornal, a partir da chamada de capa “Grupo de Dilma planejou seqüestro de Delfim Neto”, e da repercussão da mesma nos blogs de vários de seus articulistas e no jornal Agora, do mesmo grupo, solicito a publicação desta carta na íntegra, sem edições ou cortes, na edição de amanhã, segunda-feira, 6 de abril, no “Painel do Leitor” (ou em espaço equivalente e com chamada de capa), para o restabelecimento da verdade, e sem prejuízo de outras medidas que vier a tomar. Esclareço preliminarmente que:
1) Não conheço pessoalmente a repórter Fernanda Odilla, pois fui entrevistado por ela somente por telefone. A propósito, estranho que um jornal do porte da Folha publique matérias dessa relevância com base somente em “investigações” telefônicas;
2) Nossa primeira conversa durou cerca de 3 horas e espero que tenha sido gravada. Desafio o jornal a publicar a entrevista na íntegra, para que o leitor a compare com o conteúdo da matéria editada. Esclareço que concedi a entrevista porque defendo a transparência e a clareza histórica, inclusive com a abertura dos arquivos da ditadura. Já concedi dezenas de entrevistas semelhantes a historiadores, jornalistas, estudantes e simples curiosos, e estou sempre disponível a todos os interessados;
3) Quem informou à Folha que o Superior Tribunal Militar (STM) guarda um precioso arquivo dos tempos da ditadura fui eu. A repórter, porém, não conseguiu acessar o arquivo, recorrendo novamente a mim, para que lhe fornecesse autorização pessoal por escrito, para investigar fatos relativos à minha participação na luta armada, não da ministra Dilma Rousseff. Posteriormente, por e-mail, fui novamente procurado pela repórter, que me enviou o croquis do trajeto para o sítio Gramadão, em Jundiaí, supostamente apreendido no aparelho em que eu residia, no bairro do Lins de Vasconcelos, Rio de Janeiro. Ela indagou se eu reconhecia o desenho como parte do levantamento para o seqüestro do então ministro da Fazenda Delfim Neto. Na oportunidade disse-lhe que era a primeira vez que via o croquis e, como jornalista que também sou, lhe sugeri que mostrasse o desenho ao próprio Delfim (co-signatário do Ato Institucional número 5, principal quadro civil do governo ditatorial e cúmplice das ilegalidades, assassinatos e torturas).Afirmo publicamente que os editores da Folha transformaram um não-fato de 40 anos atrás (o seqüestro que não houve de Delfim) num factóide do presente (iniciando uma forma sórdida de anticampanha contra a Ministra). A direção do jornal (ou a sua repórter, pouco importa) tomou como provas conclusivas somente o suposto croquis e a distorção grosseria de uma longa entrevista que concedi sobre a história da VAR-Palmares. Ou seja, praticou o pior tipo de jornalismo sensacionalista, algo que envergonha a profissão que também exerço há mais de 35 anos, entre os quais por dois meses na Última Hora, sob a direção de Samuel Wayner (demitido que fui pela intolerância do falecido Octávio Frias a pessoas com um passado político de lutas democráticas). A respeito da natureza tendenciosa da edição da referida matéria faço questão de esclarecer:
1) A VAR-Palmares não era o “grupo da Dilma”, mas uma organização política de resistência à infame ditadura que se alastrava sobre nosso país, que só era branda para os que se beneficiavam dela. Em virtude de sua defesa da democracia, da igualdade social e do socialismo, teve dezenas de seus militantes covardemente assassinados nos porões do regime, como Chael Charles Shreier, Yara Iavelberg, Carlos Roberto Zanirato, João Domingues da Silva, Fernando Ruivo e Carlos Alberto Soares de Freitas. O mais importante, hoje, não é saber se a estratégia e as táticas da organização estavam corretas ou não, mas que ela integrava a ampla resistência contra um regime ilegítimo, instaurado pela força bruta de um golpe militar;
2) Dilma Rousseff era militante da VAR-Palmares, sim, como é de conhecimento público, mas sempre teve uma militância somente política, ou seja, jamais participou de ações ou do planejamento de ações militares. O responsável nacional pelo setor militar da organização naquele período era eu, Antonio Roberto Espinosa. E assumo a responsabilidade moral e política por nossas iniciativas, denunciando como sórdidas as insinuações contra Dilma;
3) Dilma sequer teria como conhecer a idéia da ação, a menos que fosse informada por mim, o que, se ocorreu, foi para o conjunto do Comando Nacional e em termos rápidos e vagos. Isto porque a VAR-Palmares era uma organização clandestina e se preocupava com a segurança de seus quadros e planos, sem contar que “informação política” é algo completamente distinto de “informação factual”. Jamais eu diria a qualquer pessoa, mesmo do comando nacional, algo tão ingênuo, inútil e contraproducente como “vamos seqüestrar o Delfim, você concorda?”. O que disse à repórter é que informei politicamente ao nacional, que ficava no Rio de Janeiro, que o Regional de São Paulo estava fazendo um levantamento de um quadro importante do governo, talvez para seqüestro e resgate de companheiros então em precárias condições de saúde e em risco de morte pelas torturados sofridas. A esse propósito, convém lembrar que o próprio companheiro Carlos Marighela, comandante nacional da ALN, não ficou sabendo do seqüestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick. Por que, então, a Dilma deveria ser informada da ação contra o Delfim? É perfeitamente compreensível que ela não tivesse essa informação e totalmente crível que o próprio Carlos Araújo, seu então companheiro, diga hoje não se lembrar de nada;
4) A Folha, que errou a grafia de meu nome e uma de minhas ocupações atuais (não sou “doutorando em Relações Internacionais”, mas em Ciência Política), também informou na capa que havia um plano detalhado e que “a ação chegou a ter data e local definidos”. Se foi assim, qual era o local definido, o dia e a hora? Desafio que os editores mostrem a gravação em que eu teria informado isso à repórter;
5) Uma coisa elementar para quem viveu a época: qualquer plano de ação envolvia aspectos técnicos (ou seja, mais de caráter militar) e políticos. O levantamento (que é efetivamente o que estava sendo feito, não nego) seria apenas o começo do começo. Essa parte poderia ficar pronta em mais duas ou três semanas. Reiterando: o Comando Regional de São Paulo ainda não sabia com certeza sequer a freqüência e regularidade das visitas de Delfim a seu amigo no sítio. Depois disso seria preciso fazer o plano militar, ou seja, como a ação poderia ocorrer tecnicamente: planejamento logístico, armas, locais de esconderijo etc. Somente após o plano militar seria elaborado o plano político, a parte mais complicada e delicada de uma operação dessa natureza, que envolveria a estratégia de negociações, a definição das exigências para troca, a lista de companheiros a serem libertados, o manifesto ou declaração pública à nação etc. O comando nacional só participaria do planejamento , portanto, mais tarde, na sua fase política. Até pode ser que, no momento oportuno, viesse a delegar essa função a seus quadros mais experientes, possivelmente eu, o Carlos Araújo ou o Carlos Alberto, dificilmente a Dilma ou Mariano José da Silva, o Loiola, que haviam acabado de ser eleitos para a direção; no caso dela, sequer tinha vivência militar;
6) Chocou-me, portanto, a seleção arbitrária e edição de má-fé da entrevista, pois, em alguns dias e sem recursos sequer para uma entrevista pessoal – apelando para telefonemas e e-mails, e dependendo das orientações de um jornalista mais experiente, no caso o próprio entrevistado -, a repórter chegou a conclusões mais peremptórias do que a própria polícia da ditadura, amparada em torturas e num absurdo poder discricionário. Prova disso é que nenhum de nós foi incriminado por isso na época pelos oficiais militares e delegados dos famigerados Doi-Codi e Deops e eu não fui denunciado por qualquer um dos três promotores militares das auditorias onde respondi a processos, a Primeira e a Segunda auditorias de Guerra, de São Paulo, e a Segunda Auditoria da Marinha, do Rio de Janeiro.
Osasco, 5 de abril de 2009
Antonio Roberto Espinosa
Jornalista, professor de Política Internacional, doutorando em Ciência Política pela USP, autor de Abraços que sufocam – E outros ensaios sobre a liberdade e editor da Enciclopédia Contemporânea da América Latina e do Caribe

CAFÉ COM O PRESIDENTE

Para Lula, estancar a crise deve ser a prioridade do G20
Agência Brasil
Ao comentar a reunião do G20 realizada em Londres na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira que há "vontade política" e "disposição extraordinária" por parte dos líderes e que a prioridade, a partir de agora, é "estancar a crise". Em seu programa de rádio semanal, Café com o Presidente, ele elogiou ainda a decisão do grupo de retomar as discussões da Rodada Doha.
Lula ressaltou que houve consenso em relação às medidas a serem adotadas para reduzir os reflexos da crise financeira internacional e que, "pela primeira vez", os presidentes demonstraram "maturidade" para lidar com o problema.
"Eu disse que os países emergentes não estavam precisando apenas da ajuda dos países ricos e que o que nós queríamos era que os países ricos resolvessesm suas próprias crises para que a gente pudesse voltar à normalidade", disse.
Lula lembrou que a crise nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia é de "grande profundidade" e que, por serem as economias com maior quantidade de crédito, "na medida em que páram, pára a economia mundial".
"Penso que foi um passo extramamente importante para que os países que estão em piores situações possam voltar a crescer em 2010."
Para o presidente, medidas anunciadas durante o encontro - como a decisão de fortalecer instituições multilaterais de financiamento - irão trazer resultados para os mais afetados pela crise, uma vez que as "condicionalidades da década de 80" para a concessão de financiamento não existirão mais.
Os líderes mundiais, segundo ele, estão "convencidos" de que é preciso retomar o crédito para facilitar o fluxo na balança comercial e que as economias precisam voltar a gerar empregos. Para Lula, esse é o sinal de que o Brasil está "totalmente correto" ao tomar medidas como fortalecer obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
"Anunciamos um programa habitacional, um novo programa de redução de impostos para o carro e para a construção civil. Se todos os países fizerem isso, temos uma grande possibilidade de ver o emprego voltar a acontecer na vida das pessoas."
VÍDEOS DO BLOG DA DILMA
O BLOG DA DILMA já produziu 7 vídeos para homenagear a ministra Dilma Rousseff e ao presidente Lula. Divulgue nossos vídeos na internet, envie para seus familiares e amigos.


OPTEI POR DILMA
http://www.youtube.com/watch?v=4J-O81kDD2k
HOMENAGEM A DILMA ROUSSEFF
http://www.youtube.com/watch?v=eXzeSb-q5kk
DILMA ROUSSEFF E O RECADO DO POVO
http://www.youtube.com/watch?v=Ec4jCoyNPaM
DILMA ROUSSEFF E O POVO PARTE 2
http://www.youtube.com/watch?v=0AX4Nj2LGVw
DILMA ROUSSEFF E O POVO
http://www.youtube.com/watch?v=aX692YgZkZ8
SOU LULA E DILMA
http://www.youtube.com/watch?v=jdQJuP-YIX8
DILMA ROUSSEFF
http://www.youtube.com/watch?v=gJqkGQTG6GI

@-O “Caso Camargo Correia” desapareceu do noticiário, mas não tem jeito! Segundo fontes Samburisticas (nada confiáveis) o material apreendido sobre o “por fora” ainda vai causar estragos no PSDB/DEM/PPS/PP/PMDB. A conferir


@-Sobre a tirinha de cima: cadê a indignação da mídia corporativa sobre o suposto uso do caixa2? Cadê a pressão da mídia corporativa por uma CPI das Construtoras? O nosso grande jornalismo virou piada de salão!
Jornal cúmplice da ditadura apóia Serra contra Dilma
A Folha de São Paulo está fazendo o seu papel, como sempre fez.
Quer eleger o seu candidato, o eterno candidato Serra, que tudo faz para as elites, para os ricos, que é autoritário e contra a democracia. A Folha de São Paulo foi entrevistar ex-guerrilheiros que conheciam a ministra Dilma, que com ela dividiram o horror da tortura na OBAN. Eles foram remexer o passado da ministra Dilma para tentar denegrir a sua imagem. O mundo todo sabe o que aconteceu em 64: um governo legítimo, eleito pelo povo nas urnas, foi derrubado pelos militares e pela parte abastada e rica da sociedade, com ajuda “técnica” e financeira dos EUA. Instalaram-se o caos, o horror, a censura, as perseguições, a tortura, as mortes nos porões da ditadura. Diante dessa ação houve a reação de verdadeiros brasileiros, de verdadeiros heróis, diante de um poderio militar e econômico imenso, para restabelecer a democracia, a liberdade, a justiça social. O que eles queriam? Que assistíssemos a tudo sem reagir? Que mantivéssemos até os dias de hoje a censura, o horror das torturas, a imensa desigualdade social, a perda da liberdade? A Folha de São Paulo, que agora tenta denegrir a imagem da ministra Dilma em prol seu candidato Serra, participou ativamente dos horrores da ditadura, como revela o jornalista Mino Carta. Leiam o que ele escreveu:
Mino Carta: “Em cima da destruição da memória, alguns jornais inventam que sofreram censura. O Jornal do Brasil nunca foi censurado. A Folha de São Paulo nunca foi censurada“. E Mino Carta diz mais: “A Folha de São Paulo não só nunca foi censurada, como emprestava a sua C-14 [carro tipo perua, usado para transportar o jornal] para recolher torturados ou pessoas que iriam ser torturadas na Oban [Operação Bandeirante]. Isso está mais do que provado. É uma das obras-primas da Folha, porque o senhor Caldeira [Carlos Caldeira Filho], que era sócio do senhor Frias [Octavio Frias de Oliveira], tinha relações muito íntimas com os militares. E hoje você vê esses anúncios da Folha – o jornal desse menino idiota chamado Otavinho [Otavio Frias Filho] –, esses anúncios contam de um jeito que parece que a Folha, nos anos de chumbo, sofreu muito, mas não sofreu nada. Quando houve uma mínima pressão, o sr. Frias afastou o Cláudio Abramo da direção do jornal. Digo que foi a "mínima pressão" porque o sr. Frias estava envolvido na pior das candidaturas possíveis, na sucessão do general Geisel. A Folha estava envolvida com o pior, apoiava o Frota [general Sílvio Frota, ministro do Exército no governo Geisel]. O Claudio Abramo foi afastado por isso. O jornal O Globo também não foi censurado. “Isso é uma piada”. [Entrevista com Mino Carta. por Adriana Souza Silva, da Redação AOL, abril de 2004]
A Folha de São Paulo está como sempre, desempenhando o seu triste papel, torcendo para que a elite, os poderosos, incluindo seu próprio dono, voltem a mandar no Brasil, a ditar regras e leis que beneficiem os ricos e poderosos. O Povo, os pobres, os mais necessitados, que se danem. Esse é jornal que faz campanha para o eterno candidato Serra, e esse é o pensamento do PSDB/DEM.
Jussara Seixas

Revista Veja perde ação contra Nassif
Publicado no site da Carta Maior
“O maior fenômeno de antijornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico”, é o que se lê logo no primeiro parágrafo do visualmente simples blog de Luis Nassif.A fundamentação do jornalista contra a revista baseia-se em três afirmativas. Segundo ele, é necessário juntar um conjunto de peças. “O primeiro conjunto são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo. O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, a partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década. A terceira, as características específicas da revista Veja, e as mudanças pelas quais passou nos últimos anos”.
NACIONAIS:
- Economia do país pode reagir neste trimestre. Parte do governo e do setor produtivo acredita que o país dará sinais claros de reação entre abril e junho, evitando estagnação em 2009. Mas, para analistas mais céticos, a retomada definitiva virá no 2º semestre. Essas correntes concordam que o Brasil pode chegar ao fim do ano crescendo a um ritmo de 2%. Para o ministro Miguel Jorge, "o pior já passou"; (1)
- Reinício da construção. Duramente atingidas pela crise, as ações de construtoras mostram uma recuperação desde o início do ano, com a expectativa do pacote habitacional anunciado recentemente pelo governo. O índice do setor já subiu quase 30%, mas analistas destacam o quadro, ainda incerto da economia e a oportunidade de realização de lucros; (1)
- Venda de veículos tem melhor março da história, diz Fenabrave. Crescimento de 16,89% na comparação com 2008 mostra impacto positivo de desoneração fiscal no setor; (1)
- 'GM do Brasil tem muita liberdade'. “Estamos absolutamente tranquilos", garantiu o presidente da General Motors no Brasil, Jaime Ardila, sobre a crise na matriz da empresa, nos Estados Unidos. Em entrevista a Sonia Racy, ele diz que "leis brasileiras não permitem que uma concordata lá fora tenha impacto por aqui."; (1)
- Múltis se preparam para a megalicitação do trem-bala. Pelo menos seis grupos estrangeiros já se preparam para participar daquela que pode ser a maior concorrência federal da década, a do trem-bala que vai ligar São Paulo ao Rio de Janeiro. O contrato, cujo valor é estimado em US$ 11 bilhões, pode dar grande impulso à indústria da construção civil e ao setor de transportes no país; (1)
- 170 mil aprovados na fila para o serviço público. Candidatos selecionados em concursos conseguem notas exigidas mas não são chamados devido ao corte de verbas no orçamento da União. Na Câmara dos Deputados, 212 cargos foram liberados para nomeação, mas só 32 servidores tomaram posse; (2)
- Brasileiro está entre vítimas de massacre nos EUA. O brasileiro Almir Olímpio Alves, de 42 anos, foi uma das 14 vítimas do massacre de Binghamton, no Estado de Nova York. Ele assistia a uma aula na Associação Cívica Americana quando o vietnamita Jiverly A Wong entrou atirando. (1)

POLITICAS:

- Novos benefícios às exportações. O presidente Lula assina hoje decreto de criação das Zonas de Processamento de Exportação, áreas em que as empresas instaladas terão benefícios cambiais e fiscais. Já foram apresentados 15 pedidos de instalação de ZPEs, inclusive no município de Duque de Caxias; (1)
- MEC deve antecipar fim do vestibular. O ministro da Educação, Fernando Haddad, deve anunciar hoje aos reitores de universidades federais que ainda este ano será aplicado o novo Enem, que substituirá o vestibular. O ministério já conta com a adesão de 35 das 55 instituições federais de ensino superior; (1)
- Assembléia mantém mordomias e cria cargos. Apesar da crise, a Assembléia paulista ampliou o quadro de cargos e mantiveram mordomias como gabinetes especiais para ex-presidente e ex-secretários da Mesa. Quem usa as salas pode nomear de 4 a 5 funcionários. (1)
O amigo Honorato colabora com blog da Dilma, Desabafo o Brasil, e Por Um Novo Brasil, fornecento as sinopse das notícias veiculadas nos principais meios de comunicação do Brasil.
AONDE TEM LAVAGEM DE DINHEIRO, ROUBALHEIRA, MARACUTAIAS TEM PSDB/DEM

Empresa ligada a doleiro na Suíça é suspeita de lavagem
Operação da PF aponta Kurt Paul Pickel como elo entre a Camargo Corrêa e doleirosPartimar Bâle, na Basileia, foi incluída em lista dos grupos sob supervisão em dezembro; advogado de Kurt não comentou o caso


Uma empresa suíça que foi ligada ao executivo Kurt Paul Pickel está sob investigação naquele país sob suspeita de lavagem de dinheiro.Kurt, um suíço naturalizado brasileiro, é apontado pela Polícia Federal, na Operação Castelo de Areia, como o elo entre a Camargo Corrêa e doleiros que faziam remessas ilegais para o exterior por ordem da empreiteira, na interpretação dos policiais.

A empresa investigada na Suíça chama-se Partimar Bâle S/A, tem sede na Basileia e foi incluída em dezembro de 2008 numa lista dos grupos que estão sob supervisão da Comissão Federal dos Bancos Suíços sob suspeita de lavagem de dinheiro. Essa comissão é responsável pela fiscalização do mercado financeiro suíço e tem um papel similar ao da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no Brasil. Alegando razões de sigilo bancário, a comissão não explica por que a Partimar foi parar nessa lista.Mas a legislação suíça dá algumas pistas: o país considera lavagem de dinheiro o processo que envolve fundos oriundos de corrupção pública, de negócios com recursos de origem duvidosa, tráfico de drogas e terrorismo. Como a legislação suíça é extremamente liberal, a inclusão de uma empresa numa lista de suspeitos indica que ela pode ter cometido irregularidades graves.Kurt, que chegou a ser preso pela operação da PF, representou a Partimar no Brasil até 2007. Policiais dizem que o executivo não é um simples doleiro: ele seria uma espécie de câmera de compensação de doleiros menores. Ele veio do mercado financeiro e foi executivo do UBS, banco suíço acusado de participar de várias operações de lavagem.

SUJOU PARA O PSDB!!
Promotoria move ação contra 4 ex-diretores da Nossa Caixa
Banco teria operado sem contrato formal com agências de publicidade na gestão AlckminMinistério Público pede que todos façam ressarcimento de R$ 49,2 milhões aos cofres públicos; empresas também são alvo da ação

A Promotoria de Justiça do Estado de São Paulo moveu ação de improbidade contra quatro ex-diretores da Nossa Caixa, entre os quais dois ex-presidentes do banco, e duas agências de propaganda contratadas em 2002 para promover ações de marketing e de patrocínio do banco no governo Geraldo Alckmin (PSDB).As irregularidades foram reveladas pela Folha numa série de reportagens publicadas a partir de dezembro de 2005.Segundo a acusação, durante um ano e oito meses, a Nossa Caixa operou sem contrato formal com as agências Full Jazz Comunicação e Propaganda Ltda. e Colucci & Associados Propaganda Ltda. O Ministério Público também sustenta que as agências prestaram serviços por valores que superam os limites da Lei de Licitações.A ação, distribuída à 12ª Vara da Fazenda Pública, foi proposta contra Valdery Frota de Albuquerque, presidente do banco à época dos fatos; Waldin Rosa de Lima, seu assessor informal; Carlos Eduardo da Silva Monteiro, ex-diretor jurídico e ex-presidente; Jaime de Castro Junior, ex-gerente de marketing do banco, e contra as empresas de propaganda.O Ministério Público pede que todos façam o ressarcimento de R$ 49,2 milhões, além do pagamento de multa de R$ 98,5 milhões, perdas de eventuais funções públicas e suspensão de direitos políticos.Denúncia anônima enviada à Promotoria em setembro de 2005 apontava duas suspeitas: a operação sem contrato, e o fato de que deputados da base aliada do governo tucano teriam sido beneficiados na distribuição de recursos para publicidade do banco. A ação trata apenas da primeira suspeita.
ALCEU VALENÇA ESCULACHA MIRIAM LEITÃOCaríssimos,
vejam aí a msg que recebi nesta madrugada, de um amigo que mora em Brasília.
Não preciso dizer que ganhei o dia, ou melhor a noite com este causo, rsrsrsr.
Bem feito pro jornalistinha inseguro não pensar que a porca da mãe dele tá com essa bola toda, que as pessoas são bestas e engolem os impropérios que a tal vomita contra o governo do nosso Presidente todos os santos dias nos microfones,nos jornais e nas câmeras da Globo. Se não tivesse pensado em se aproveitar do suposto prestígio da mãe, ele teria dormido sem passar pelo vexame de ouvir o que ouviu e, pior, de ter que confessar que não concorda com ela, que apóia o nosso Lula e reconhece que ele trouxe felicidade pros brasileiros.
Ela deve ter ficado tiririca da vida! E,cá pra nós, saber que nem em casa a porca torce o rabo é bom demais, dá um prazer danado.hahahahahaha.
Dalva


From: Jose Zunga Alves de Lima
Date: 2009/4/4
Subject: Alceu com LULA
To: Dalva

Amiga Dalva,

Acompanhei na tarde de hoje o meu amigo Alceu Valença, que está em Brasília para um show na cidade satélite do Gama. Enquanto Alceu passava o som com a banda o jornalista Wladimir Neto, que faria uma entrada ao vivo para o jornal local das 19 hs, da Globo, (DF TV), muito solícito não perdeu tempo e se apresentou como filho da Miriam Leitão, certamente pensando agilizar o estabelecimento de empatia e intimidade com o músico. De pronto Alceu mandou o recado: Diga à sua mãe para ela parar de falar mal do Brasil e do Presidente LULA. O Brasil está muito bem e o povo está satisfeito, um absurdo uma jornalista como sua mãe insistir em querer atingir ao LULA falando mal do Brasil...
Não preciso dizer o quanto foi constrangedora a situação e somente restou ao jornalista dizer que concorda com o Alceu, porque ele também apóia Lula e sabe que o Brasil está melhor com ele, e que tem falado isso para sua mãe.
A mim não me restou mais nada a não ser dar uma boa gargalhada e imaginar a cara da infeliz ao receber o recado do Alceu Valença. Depois, foi só curtir, gratificado e feliz, o tremendo som que rolou! Vc. ia adorar!
Abração,
Zunga

05 Abril 2009

ANÁLISE/POLÍTICA E CINEMA
OS FILHOS DAS “MÃES’:LULA E OBAMA
*Aparecida Torneros

A brincadeira feita pelo presidente americano Barak Obama, na do reunião do G20, na Inglaterra, quando ele apontou o presidente brasileiro Lula da Silva dizendo: - “esse é o cara, o político mais popular do mundo!”, na verdade, deixa transparecer que os interesses mundiais se voltam para um gigante que acorda e põe de sobreaviso todos que ouvem seus barulhos espreguiçando-se no horizonte da Terra.
Tanto o gigante chamado Brasil, em cujo berço explêndido, deitam-se riquezas naturais ainda inexploradas, como o outro gigante que tenta se recuperar da violenta crise existencial por que passa o seu way of life capitalista,os Estados Unidos da América, ambos, ostentam em suas histórias as eleições presidenciais de figuras carismáticas, que ascenderam aos postos máximos das duas maiores democracias do continente, trazendo um passado pessoal que os liga a figuras maternas fortes e decisivas em suas trajetórias.
Dona Lindu, a pernambucana que fugiu da seca num pau de arara sozinha com seus oito filhos e morreu em 1980, sem ver Luiz Inácio botar a faixa de presidente do Brasil, constantemente reverenciade pelo filho presidente, agora é personagem de filme, interpretada pela atriz brasileira Gloria Pirez.
O jornalista belga, Christian Dutilleux, autor de uma briografia de Lula, foi atraído por esta história fascinante, e pesquisou profundamente as origens do presidente brasileiro, indo ao sertão, ao lugar do seu nascimento. Grande parte da biografia escrita por Dutilleux se concentra em Dona Lindu, espécie de «mãe coragem» forte e digna. «Lula considera sua mãe como um modelo, na mesma proporção que considera o pai, Aristides, um anti-modelo», observa Dutilleux. Seu pai, tirânico, bígamo e no fim da vida alcoólatra, foi praticamente ausente de sua vida, desde o nascimento.
Vejamos Obama, sua formação junto à mãe e aos avós maternos, em contraponto à ausência praticamente total do pai nigeriano, que ele viu poucas vezes na vida e em quem faz questão de não se espelhar. Sua referência masculina divulgada é mundialmente conhecida através de uma foto em que aparece com o pai da sua mãe, numa praia, num abraço feliz entre um carinhoso avô branco e um neto mestiço, alheios à segregação racial da época, demonstrando que seu caminho de glória deve ter começado ali, nas praias do Hawai,quando sua mãe também corajosa, o entregara aos cuidados de pessoas fortes emocioalmente que o iniciaram na vida.
A avó materna, que Obama chamava afetivamente de “Toot” - termo originado de “tutu”, a palavra havaiana para avó - foi frequentemente mencionada por ele durante sua campanha.
Conta-se que a mãe de Obama também deu-lhe muitos exemplos de dignidade e solidariedade por ter sido ela própria uma defensora e ativista de causas humanitárias às quais se dedicou viajando por muitos países em trabalho abnegado, com isenção de preconceitos, com altivez de comportamentos.
“Eu creio que se eu soubesse que a minha mãe não iria sobreviver à doença, eu escreveria um livro diferente – menos meditação sobre o pai ausente, mais celebração da mãe que era a única coisa constante em minha vida”, escreveu no prefácio de suas memórias, “Sonhos De Meu Pai”.
E acrescentou “Eu sei que ela era a mais gentil, o espírito mais generoso que já conheci e o que existe de melhor em mim eu devo a ela”. Para essa Ann, mulher estranha para os valores dominantes, delicada e rebelde, na campanha eleitoral Obama chamava de a sua “mãe solteira”.
Assim, quando os dois chefes de governo, brincam, e Obama, que é na verdade o mais popular político vivo da Terra, confere o segundo lugar no ranking dessa corrida de popularidade ao seu colega brasileiro, percebe-se que eles tem um ponto em comum extremamente catalizador: suas mães deram-lhes a passagem necessária para a auto-confiança e a busca de realização de ideais em defesa do que acreditam e do que podem construir em seus caminhos.
Se buscássemos Freud, quem sabe o pensador da psicanálise não os classificaria como figuras edipianas sólidas, homens cuja liderança e masculinidade se dá de forma mais feminina, mais aconchegante, sorridente, conciliadora e amiga. Características herdadas das figuras maternas inegavelmente mais presentes em suas vidas do que as dos seus pais biológicos, ausentes, fracos, esmaecidos e até esquecidos.
Para Lula e Obama, esposas presentes e atentas, D. Marisa e Michele, refletindo suas culturas e costumes.
Com Lula e Obama, a condução de um processo árduo de costurar crise e interesses vários, buscando liderar G8 e G20, encontrar atalhos possíveis, criar expectativas positivas em torno do comércio internacional, e dar de comer a filhos desconhecidos que habitam o mundo moderno em busca de verdadeiras “mães” de gravata e paletó, que os dois começam a encarnar nestes novos tempos em que é preciso dar colo aos que lamentam e castigo aos que exorbitam, atitudes de genitoras atentas, ou de pais presentes. Talvez seja este o lugar dos dois homens políticos mais populares do mundo: paternidade consciente!

*Aparecida Torneros , jornalista e escritora, vive no
Rio de
Janeiro
E-mail:cidatorneros@yahoo.com.br


Charge do Bessinha
Lula é o cara
*Marcelo Carneiro da Cunha
É dura a vida de colunista e escritor. Não adianta eu falar, insistir, berrar aqui nesse espaço ou onde mais me deixarem à solta. Tem que vir o Obama pra dizer em alto e bom inglês que o Lula é o cara, Lula is the man, e aí sim, a imprensa repete aos milhões, o Fernando Henrique tem um choque anafilático de tanta inveja e todo mundo cai na real.

Isso não significa que eu não tenha críticas ao Lula ou ao partido. Minha relação com eles é mais ou menos a que eu mantenho com as mulheres: gostaria que fossem muito diferentes, mas, olhem só as alternativas! Vivemos em um mundo real, com defeitos reais, consequências infelizes da nossa humanidade. Compreender esse mundo e governar para ele, tentando ao mesmo tempo torná-lo melhor, com direito a alguma quantidade de sonho, é o que diferencia um político competente de um estadista. E Lula é um estadista, o maior que já tivemos.

Eu acho que boa parte desse preconceito contra o Lula é preconceito mesmo, do ruim. Olhem o que eu ouvi ontem mesmo de uma moradora de um bairro nobre daqui. Ela explicou que não torce para o Corinthians, porque, afinal “tenho todos os meus dentes e conheço o meu pai”. Uffff.

Lula, por exemplo, que mal conheceu o pai, na infância, e não sei quanto aos dentes, mas sei quanto aos dedos, torce para o Corinthians. E eleger o Lula foi um momento sublime para os brasileiros porque ele representou a nossa aceitação de nós mesmos por nós mesmos, condição essencial para uma nação ser algo maior do que um mero país. Eleito, Lula nos libertou e o Brasil deu o salto que todos vivem, mesmo que não queiram ver.

Na América Latina, e eu leio a imprensa dos nossos vizinhos, Lula é idolatrado como um grande líder nacional, que ama seu povo e se dedica a defender os seus interesses, ao mesmo tempo em que tenta sinceramente ajudar e integrar os que nos rodeiam. Somos admirados por que passamos a nos levar a sério e deixamos de puxar o saco do primeiro mundo, como fazia o nosso pomposo FHC. Barramos espanhóis (inocentes, claro) na fronteira exigindo tratamento decente aos nossos viajantes que entram na Europa. Lula não tem medo de ninguém e exige estar no G-20, mas junto com o G-8, ou onde quer que se decida alguma coisa.

Lula ajudou Chávez a sobreviver e hoje o enche de elogios, enquanto sabota seus piores planos e ajuda o Brasil a vender e ganhar muito com a Venezuela. Garantiu o empate na quase guerra de araque entre Colômbia e Equador, fazendo o Brasil atuar como o líder que tem que ser. Lula abriu agências da Embrapa em países africanos, onde nossa biotecnologia tropical vai ajudar a combater a fome e criar uma agricultura moderna. Ele também decidiu que não vamos exportar petróleo do pré-sal, coisa de país atrasado, e sim derivados com alto valor agregado. Isso não é lá visão geopolítica e estratégica? Viajou aos países árabes, nunca antes assunto para nossos governantes e criou laços que hoje se transformam em comércio, bom para todos.

Aqui dentro, já que o Brasil também é assunto, manteve sim a política econômica anterior, mas lhe deu a direção social que faltava. E se alguém acha que isso foi coisa pouca, imaginem as pressões que Lula sofreu, às quais teve que resistir, enquanto a Argentina, aqui ao lado, experimentava heterodoxias com o Kirchner e crescia 10% ao ano. Imaginem o que foi para um ex-torneiro mecânico peitar toda a suposta elite econômica instalada nos principais veículos de comunicação, que tentavam dizer a ele para onde apontar o nariz e que aprendesse a obedecer ou o mundo iria cair, culpa dele. Quem resiste a tudo e segue firme no caminho em que acredita é um líder. L-Í-D-E-R. Acerta e erra, mas lidera.

O maior mérito do Brasil de hoje é nosso, do povo brasileiro. Fomos nós que soubemos mudar, acabar com o PFL, optar pelo moderno e, por isso, hoje nosso destino se divide entre dois partidos e projetos viáveis, PSDB e PT. Se os dois são viáveis, o PT é mais generoso, e por isso a minha escolha.

Provavelmente seguiremos crescendo e nos afirmando como nação moderna e emergente, capaz de alimentar a si e ao mundo, o que para mim já está uma beleza, obrigado. Mas, alguém aí ousa comparar o Lula a gente um tanto insípida, inodora e incolor, como Aécio, Serra e mesmo a Dilma? Vamos talvez seguir rumo à prosperidade, mas de um jeito tão mais sem graça. Vocês conseguem imaginar algum desses nomes acima fazendo a frase sobre “banqueiros brancos e de olhos azuis, que achavam que sabiam tudo de economia” que hoje é repetida no mundo inteiro?

Lula, para mim, representa o fim do enorme desperdício que nosso país sempre praticou, ao ignorar a humanidade e inteligência do seu povo, acusando-o de ser pouco escolarizado. Eu tenho o privilégio de, de tempos em tempos, encontrar com leitores de grupos de EJA (Educação de Jovens e Adultos), na prática turmas de pedreiros, domésticas, carpinteiros, eletricistas; gente que deixou a escola quando criança e voltou agora, para aprender, inclusive, a ler. E ser lido por essas pessoas é uma enorme honra para um escritor que gosta de ser lido. E eles leem como ninguém, minha gente. Com uma garra e encantamento de arrepiar. E raramente têm a chance de trazer essa visão absoluta do mundo, essa experiência toda a para vida do nosso país. Lula, prezados leitores, fez e faz exatamente isso.

Eu conheço meu ilustre pai, para o bem ou para o mal, tenho praticamente todos os dentes e certamente todos os dedos, o que me coloca em uma camada, digamos, privilegiada, no Brasil. Mas, mesmo que não seja exatamente a minha cara, Lula consegue ser a cara brasileira da minha alma, de tantas outras almas de nosso país e, por isso mesmo, ele é, tem sido e vai ser o cara. O Cara, a nossa cara.

Pelo que eu conheço do mundo, essa coluna vai atrair toda uma desgraceira pra cima desse colunista. Pois, muito bem, que venha. Esperar menos do que isso, estar menos preparado do que estou para combater o que vier, seria um desrespeito desse cidadão agradecido aqui, ao seu presidente, a quem tanto admiro e por quem tenho mais é que brigar mesmo. Podem vir, serão todos bem recebidos, e vamos em frente, nós e o Cara, fazer o debate e o país de que tanto precisamos.

Dizer “Esse é o cara” afirma a negritude do Obama e sua admiração por Lula. Vivemos melhor em um mundo assim, de aceitações, reconhecimentos, sinceridades. Se eles, que são políticos, podem, então a gente pode tudo, até mesmo torcer para o Corinthians, imagino, nesse admirável mundo novo que o século 21 nos traz.



Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem “O Branco”, premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos “Simples” e o romance “O Nosso Juiz”, pela editora Record. Acaba de escrever o romance “Depois do Sexo”, que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances “Insônia” e “Antes que o Mundo Acabe”.
Fale com Marcelo Carneiro da Cunha:

Mais um vídeo produzido pelo BLOG DA DILMA: "OPTEI POR DILMA" - quadro comparativo entre os governo LULA x FHC e onde o PT governa dar certo. Assista e espalhe pelo Brasil:

http://dilma13.blogspot.com/

Aos 19, 20 anos, achava que eu estava salvando o mundo
A Folha de São Paulo finalmente resolveu publicar que a ditadura militar não foi uma "ditabranda". Foi um ato criminoso, cruel, que torturou pessoas com requintes de crueldade. A ministra Dilma fala nessa entrevista do horror que passou na OBAN.
O aumento da popularidade da ministra Dilma está incomodando a mídia. Eles estão buscando atribuir à ministra Dilma ações do passado das quais ela não participou. Leiam a entrevista dada pela ministra Dilma Rousseff à Folha de São Paulo
no blog da Dilma
''PT precisa de juízo nas alianças'', diz Carvalho
Ex-seminarista, chefe de gabinete de Lula reza todo dia pelo governo e é o nome mais cotado para presidir o PT e coordenar a campanha de Dilma
Estadão
Vera Rosa
Todo dia bem cedo, antes do expediente, o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, lê uma oração e um trecho da Bíblia. Ex-seminarista, o homem de estilo conciliador que é pressionado por petistas a disputar o comando do PT, em novembro, pede proteção ao governo desde o primeiro mandato. Testemunha privilegiada dos bastidores do Planalto, Carvalho vive um momento de transição: um dos principais auxiliares de Lula, ele já ajuda a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, a articular a campanha à Presidência, em 2010, mas diz que o PT precisa de "juízo", se quiser continuar no poder."O PT deve ter juízo e clareza para compreender, na hora de fechar alianças, que os interesses nacionais prevalecem sobre os regionais", afirma ele, numa referência à necessidade de sacrificar candidatos-lanterninha em nome de palanques fortes para Dilma. A prioridade é a coligação com os partidos que integram a aliança governista, embora haja Estados, como o Rio Grande do Sul, onde o PT e o PMDB são inimigos históricos.Apesar de suas articulações e conselhos ao PT, Carvalho ainda espera autorização de Lula para deixar o cargo e mantém a discrição ao falar do assunto. "Por mim eu ficaria onde estou, mas não posso me negar a atender a um pedido do partido, caso o presidente me libere. Devo tudo o que sou ao PT", insiste o chefe de gabinete.Antes de sua viagem internacional, porém, Lula embaralhou o jogo: garantiu ao assessor que a corrente de ambos no PT - o antigo Campo Majoritário, rebatizado de Construindo um Novo Brasil - deveria arrumar outro nome para dirigir o partido. "Baixinho, fique tranquilo! Você vai ficar comigo", assegurou o presidente. Inconformados, ministros, senadores e deputados já preparam um abaixo-assinado para pedir a Lula que reveja sua posição.Amigo de Carvalho há três décadas, Lula o apelidou de "Baixinho" por causa de sua estatura: 1,60 metro de altura. Dono de fala mansa e gestos calmos, esse aquariano de 57 anos é, por sua vez, um dos poucos que chamam o presidente de "Lula" e tem paciência para negociar com o emaranhado de tendências do PT. Foi secretário-geral do partido nos anos 90 e era braço direito do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002, quando se preparava para coordenar o programa de Lula.No escândalo do mensalão - o terremoto político que abalou o Planalto e dizimou a cúpula do PT, em 2005 -, Carvalho redobrou não apenas as orações como as atividades: cumprindo uma rotina de 14 horas diárias, conseguiu organizar uma frente de apoio ao governo nos movimentos sociais e em setores da Igreja. Em dezembro de 2006, com Lula já reeleito, ele respirou aliviado. Ao entrar no gabinete do presidente, não se conteve e desabafou: "Hoje é o último dia útil desse governo. Deus seja louvado!"

CICATRIZES

Agora, se Lula der sinal verde para sua candidatura, ninguém no PT duvida que ele vencerá. A eleição na seara petista tem importância estratégica porque o novo presidente do PT coordenará a campanha de Dilma. Uma disputa pelo comando do PT, no fim deste ano, escancararia a divisão no partido e deixaria cicatrizes às vésperas da corrida ao Planalto, a primeira sem Lula na chapa."Todos gostaram quando souberam que Gilberto Carvalho pode ser candidato", atestou o ministro da Justiça, Tarso Genro, do grupo Mensagem ao Partido. Tarso apóia o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), atual secretário-geral do PT, que se inscreveu para a sucessão do colega Ricardo Berzoini (SP). O grupo admite, no entanto, retirar Cardozo do páreo e fechar acordo em torno de uma chapa única liderada por Carvalho."Ele é quase uma unanimidade", resume o ex-governador do Acre Jorge Viana (PT), que preside a Helibrás e também teve o nome lembrado para a cadeira de Berzoini. "É próximo de Lula, tem militância partidária, acumulou enorme vivência no governo e é um grande articulador político.??Sem alarde, Carvalho tem apagado incêndios nas fileiras petistas. Na queda-de-braço com o PMDB pelo comando do Senado, por exemplo, ele chamou o senador Tião Viana (PT-AC) ao Planalto e ordenou o cessar fogo: pediu ao petista que parasse de bombardear o colega José Sarney (PMDB-AP) e o ministro das Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. "Gilberto me fez um apelo e vou cumprir o prometido", disse Tião à época. A trégua, porém, durou pouco.Longe dos holofotes, as atribuições de Carvalho passam pelas mais variadas missões: ele não apenas participa de todas as audiências com o presidente como cuida de sua agenda, do cerimonial, das viagens, faz o meio de campo com o PT e outros partidos da base aliada no Congresso e conversa até com políticos da oposição. "Ele já me recebeu muito bem e foi muito educado comigo", conta o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).Alvo de escutas telefônicas, Carvalho teve conversas grampeadas em investigações da Polícia Federal, mas diz nada ter a temer. Ainda assim, considera "gravíssima" a bisbilhotagem de seus diálogos. "Não por mim, mas porque estou na antessala do presidente", argumenta. "Eu não tenho tanto importância assim", emenda, com seu jeito humilde. Pai de três jovens, Carvalho só tem um plano fora da política: adotar uma criança. De olho nesse objetivo, está há mais de três anos na fila. À espera do novo filho.
Dossiê pode comprovar doações ''por fora''
Tabelas e planilhas têm nomes de instituições, obras, siglas e políticos
Fausto Macedo, Marcelo Godoy e Roberto Almeida / O Estado de São Paulo

Na residência de Pietro Francesco Giavina Bianchi, executivo da Camargo Corrêa, a Operação Castelo de Areia encontrou dossiê que pode comprovar esquema de doações eleitorais "por fora". São 142 folhas de papel sulfite, 54 delas "contendo impressões de tabelas e planilhas com nomes de instituições, obras, partidos políticos e deputados, relacionados a valores respectivos em dólares e reais". A informação consta de relatório secreto de buscas da Polícia Federal.No dia 25 de março, quando a operação foi deflagrada por ordem judicial, os federais sitiaram a empreiteira e vasculharam todos os gabinetes, mesas e armários da diretoria. O arrastão da PF teve início às 6 horas e incluiu os endereços domiciliares de quatro executivos - Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato, Raggi Badra Neto e Pietro Bianchi. Todos foram capturados pela Castelo de Areia, mas três dias depois ganharam a liberdade por decisão do Tribunal Regional Federal.A delegada da PF Karina Murakami Souza relacionou e lacrou todos os itens recolhidos na casa de Bianchi, apontado como um dos integrantes de suposta organização criminosa para lavagem de dinheiro, evasão de divisas e crimes financeiros.Foi anexada ao relatório anotação a mão feita por um escrivão que participou da varredura: "No início dos trabalhos foram selecionados alguns documentos, os quais foram colocados em cima da mesa. Um pouco depois disso, o sr. Pietro, que estava naquele cômodo, foi surpreendido pelo EPF (escrivão policial federal) Toscano tentando ocultar o documento que foi arrecadado no item 01."A papelada com nomes e repasses foi encontrada na Rua Ribeiro Lisboa, Jardim Morumbi, onde mora Pietro Bianchi. Em seu escritório pessoal, os federais recolheram o que tanto procuravam. Havia pelo menos dois meses que a PF mirava esses documentos, sobre os quais tinha apenas referências esparsas - captadas em diálogos que o grampo pegou.”Matéria Completa, ::Aqui::
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04 Abril 2009

DEUS NOS LIVRE DO MALÉFICO!
Até as pedras da rua e os peixinhos no mar sabem que o presidente dos EUA, Barack Obama, teceu vários elogios ao presidente Lula. "Ele (Lula) é o cara, adoro esse cara". E acrescentou: "Ele é o político mais popular da Terra". A mídia de todo o mundo publicou, jornais e revistas deram destaque para a notícia. Todas as redes de TV noticiaram, vários jornalista e analista políticos nacionais e internacionais comentaram. Todos os blogs de política, até os da oposição, noticiaram e comentaram. Mas ele, o eterno candidato, um dos piores governadores de SP, o Serra, disse que "não viu, não. não sabe, não leu", conforme texto da Folha de São Paulo de hoje, 4/4. Uma demonstração de pura inveja, de ignorancia, pois ele sabe que jamais terá elogios assim por parte de governantes de outras nações. Serra é sem noção, está demonstrando que não se interessou pelo grande acontecimento que foi a reunião do G20. Um encontro de lideres de 2/3 da humanidade para firmar acordos para ajudar o mundo a combater a crise econômica mundial. Em especial, estava lá o Brasil, representado por Lula. Ele está dizendo que isso não interessa a ele, que ele não tem intenção de que a crise não atinja o Brasil, para ele tem que atingir e muito, porque só assim ele teria uma remota chance de se eleger presidente em 2010, dizendo que Lula fracassou no combate à crise. Serra é um néscio, para ele não interessa quantos serão desempregados, quanto serão prejudicados economicamente, quantos irão a falência, quantos passam e passarão fome, a menos que os presidentes das várias Nações que compõem o G20, em especial os EUA e o presidente Lula, firmem acordos e parcerias para encontrar uma saída para a crise econômica mundial. Para ele, Serra, e para o PSDB, só interessa o poder, o poder de afundar o país, como fez FHC. Esse néscio sonha em ser presidente do Brasil, Deus nos livre do maléfico!
Jussara Seixas

Oposição planeja portal de fiscalização da gestão Lula
PSDB, DEM e PPS preparam uma “ofensiva” contra o governo. Planejam usar munição tradicional e armamento tecnológico.

Programam a abertura de um portal oposicionista na web. A idéia é que funcione como uma plataforma virtual de fiscalização da gestão Lula.
Blog do Josias de Souza

Essaé a idéia genial da oposição. Vão dar um tiro no pé de novo. Eles estã perdidos, sem rumo, sem discurso, sem projetos, sem ter o que apresentar de bom ao país. Como diz o Oni, "bobo custa a criar , mas quando cria .........da gosto"!

Obama elogia Lula, FHC esperneia, Chico Caruso capta
Em quatro dias Bovespa dispara 9% e dólar perde mais de 5%
A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) subiu 1,5% nesta sexta-feira, aos 44.390,98 pontos, completando o quarto dia consecutivo de valorização. Em quatro dias, o mercado de ações acumulou alta de 9,19%. No ano, a valorização é de 18,22%.O dólar comercial caiu em quatro dias mais de 5,4%, fechando esta sexta em R$ 2,206.

HOMENAGEM A DILMA ROUSSEFF A MINISTRA QUE ESTÁ AJUDANDO LULA A MUDAR O BRASIL PARA MUITO MELHOR

Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a jornalistas brasileiros e estrangeiros na Embaixada do Brasil em Londres
Londres-Inglaterra, 02 de abril de 2009
Presidente: Primeiro, dizer para vocês que nós tivemos hoje um momento muito importante na história do mundo. Eu, que estou há seis anos participando de reuniões de chefes de Estado, e que há muito tempo vínhamos tentando construir alguma coisa que pudesse significar uma maior harmonia e um maior entendimento entre os países, disse ao meu companheiro Guido Mantega que, na verdade, é quem trabalhou muito mais tempo, articulando o documento final, que hoje aconteceram coisas que eu considero importantes para a história dos países e para o futuro da humanidade, se a gente não se apequenar a partir desse documento.
Foi a primeira reunião de que eu participei em que os chamados “países desenvolvidos” estavam em igualdade de condições com os países em desenvolvimento. Foi a primeira reunião de que eu participei em que não tinha ninguém sabendo de tudo, como se nós não soubéssemos de nada.
E isso se deve ao fato de que a crise é muito grande. Os países que são causadores da crise ainda não têm noção do tamanho dessa crise, porque ainda não mediram a totalidade dos prejuízos que essa crise pode dar em cada país, e também porque as pessoas estão muito sem saber o que fazer. Ninguém tem a certeza absoluta que tinha há dez anos.
Vocês estão lembrados que quando nós tivemos a crise russa, a crise asiática, a crise mexicana, o FMI chegava no Brasil achando que sabia o que todo mundo tinha que fazer. Agora, ninguém sabe. A única coisa que nós sabemos é que houve uma irresponsabilidade, e isso com concordância total do sistema financeiro internacional. O mercado não tinha a competência que as pessoas pensavam que tinha para cuidar com responsabilidade do fluxo de capitais no mundo. E todo mundo se convenceu, então, de que é preciso que haja uma regulação do sistema financeiro mundial, para que ele esteja mais voltado ao setor produtivo e menos ao setor especulativo.
Também todo mundo se colocou de acordo que não é possível a co-existência de um mundo moral e ético, um mundo desenvolvimentista, um mundo produtivo com os paraísos fiscais que, no fundo, no fundo, é por onde se lava o dinheiro do narcotráfico e do crime organizado. Ao mesmo tempo, todo mundo compreendeu que a Rodada de Doha é um sinal muito forte para que a gente possa começar a minorar os efeitos da crise, na medida em que façamos acordos que permitam o não-protecionismo dos produtos agrícolas na Europa e o fim do subsídio nos Estados Unidos. Uma coisa que eu venho tentando há quatro anos, aconteceu hoje: passar a discussão da Rodada de Doha para os líderes políticos, e não mais para os técnicos. Até porque os técnicos trabalharam de forma incansável nesses últimos anos, e chegou ao final do ano passado, fracassou porque você tinha eleições nos Estados Unidos e porque você tem eleições agora na Índia, não houve possibilidade de acordo. Ao mesmo tempo, se chegou à conclusão de que o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e outros órgãos, outras instituições financeiras multilaterais precisam ter mais recursos para socorrer os países mais necessitados e os países mais pobres. O que é extremamente importante para o momento histórico que nós estamos vivendo é que é a primeira reunião de que eu participo em que – e eu fiz questão de dizer isso duas vezes, ontem e hoje – que é a primeira reunião que nós fazemos em que a única coisa que eu peço para os países ricos é que eles recuperem as suas economias. A coisa mais importante, eu disse ontem no jantar e disse hoje: para mim, já seria suficiente se os Estados Unidos recuperassem a sua economia, se a Alemanha recuperasse, se o Reino Unido recuperasse. Porque aí, na medida em que eles recuperam a sua economia, eles vão ajudar para que o fluxo na balança comercial volte a crescer e é tudo o que nós queremos.
Nós não estamos precisando de dinheiro emprestado, não estamos precisando de alavancagem, de nada. Nós temos apenas 1,5% de déficit fiscal, nós temos 36% de dívida pública, nós temos investimentos, entre o PAC, entre o programa habitacional e entre a ajuda à agricultura familiar com o Mais Alimentos, nós temos mais de US$ 350 bilhões previstos em investimentos, até 2012. Portanto, a única coisa que nós queremos é a seguinte: criar as condições para que o fluxo da balança comercial volte a funcionar corretamente, para que os chineses voltem a vender e a comprar, para que os Estados Unidos voltem a vender e a comprar, para que o Reino Unido volte a vender e a comprar. Se isso for normalizado, nós já teremos muito, muito, muito da crise resolvida, e o problema mais sério, que é a questão de crédito. Daí, sim, a importância de se aportar mais recursos, porque o dinheiro desapareceu. Antes, você conversava com qualquer especialista em economia, ele dizia: “Tem US$ 5 trilhões voando entre os oceanos, tem não sei quanto...” Desapareceu. Ou seja, o crédito desapareceu no mundo.
Então, eu penso que essa reunião tem um sinal extremamente positivo. Se nós vamos ter competência de fazer com que os princípios determinados nessa reunião se transformem em políticas ativas a partir de amanhã, de depois de amanhã, porque sempre leva um tempo para maturar, é uma outra questão. As decisões foram tomadas, as discussões foram feitas, e vocês sabem que as discussões foram calorosas, houve momentos de tensão na reunião. Mas foi a primeira vez também que eu senti, no conjunto de líderes dos países mais importantes do mundo, todos humildemente querendo encontrar uma solução, ninguém queria acusar ninguém, ninguém queria fazer uma profissão de fé ideológica.
O que todo mundo estava percebendo era que nós estávamos em um barco, esse barco está vazando água e se a gente não cuidar de tirar a água e arrumar o casco, o barco afunda e é prejudicial para todo mundo.
Eu fiz questão de pedir que nas próximas reuniões cada um se apresente colocando a realidade do seu país. É importante que a gente saiba o que está sendo feito em cada país, qual é a dívida pública de cada país, qual é o déficit fiscal de cada país, qual é o investimento público que o Estado está fazendo em cada país, qual é a quantidade de geração de emprego em cada país, qual é o índice de desemprego em cada país, porque aí a gente vai ter uma noção exata de quem está fazendo a lição de casa, quem não está fazendo a lição de casa, quem está fazendo as coisas corretas, não está fazendo as coisas corretas.
De forma que eu quero terminar dizendo para vocês que eu já participei de muitas reuniões. Não foram poucas as que eu participei nesses seis anos de mandato. E essa foi a reunião da qual eu saí mais gratificado pela compreensão das lideranças políticas de cada país de que o momento é de prudência e ao mesmo tempo de ousadia política. Ou seja, nós temos que fazer as coisas importantes que precisam ser feitas no mundo, nós temos que cuidar melhor da economia, o mercado não é o senhor da razão, o mercado é um componente da política de um país e não o fator decisivo, que ele pode tudo. Porque na hora em que aperta, o que sobra? O Estado como indutor. O Estado como salvador. Eu acho que essa compreensão todo mundo tem. Todos que participaram falaram a mesma linguagem e eu acho que isso foi extremamente importante.
Se o governador do Rio de Janeiro quiser nos fazer companhia, alguém arruma uma cadeirinha para ele sentar aqui, já que ele veio aqui para conquistar a Olimpíada para o Brasil e eu acho que é um passo extremamente importante. Depois... A Olimpíada para o Brasil, em 2016, em que o Ronaldão vai jogar na seleção, nas Olimpíadas, naquela escala de jogadores com mais de 23 anos. Marcou um gol ontem. Você viu? Já é artilheiro do Corinthians.
Jornalista: (incompreensível)
Presidente: Ele está bem. Ele está bem.
Serginho, vem para cá, querido.
Bem, eu agora abro a palavra ao companheiro Guido. É o cara que tem mais expertise com essa coisa do G-20, porque o G-20, antes de ser dos políticos era dos ministros da Fazenda, então eu acho que estamos aí à disposição de vocês para as perguntas.
Deixa o Guido dar uma palavrinha.
Jornalista: (incompreensível)
Presidente: Posso sair e o Guido fica aqui.
Jornalista: Presidente, alguns jornalistas aqui, britânicos, comparam o senhor como uma espécie de líder dos emergentes nessa reunião do G-20. E disseram isso, principalmente, pela maneira dura com que o senhor se referiu aos países desenvolvidos na questão da crise ser criada por brancos de olhos azuis e tal.
Eu queria saber do senhor se, entre os países, o senhor sentiu que houve essa posição de liderança do Brasil, e uma curiosidade: eu queria saber o que senhor achou, o que o senhor respondeu ao presidente Obama quando ele disse a frase, apontando para o senhor: “Ele é o cara. É o político mais popular do mundo.”
Presidente: Primeiro, dizer para vocês que essa questão de liderança internacional é apenas uma bobagem teórica. Nenhum país passa o bastão para o outro ser líder dele, todos querem ser líder, esse é o dado concreto. Até porque liderança, você só é se você tiver liderados.
Eu, quando era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos era líder, porque os metalúrgicos me escolhiam como líder. Eu, no Brasil, sou líder porque o povo me escolheu para ser o Presidente da República. Mas não existe a possibilidade de ser líder na América do Sul, no Mercosul. Muitas pessoas, às vezes, entendem que o Brasil é líder porque o Brasil é grande, é a maior economia da América do Sul. Não existe isso. Cada um de nós vale pelo que representa, vale pelo que faz.
Eu sei que eu tenho uma coisa importante, nessa minha relação, que eu trato as pessoas muito bem, eu gosto de ser companheiro. Eu não vejo as pessoas apenas como presidente de um outro país, eu vejo como companheiro. Afinal de contas, são seis anos de relações que eu tenho com as pessoas, então já virou uma amizade pessoal, e eu gosto de tratar todo mundo bem. Mas ninguém me elegeu líder de nada, ou seja, eu continuo aqui falando em nome do Brasil, pura e simplesmente, quero que o Hu Jintao fale em nome da China, que o Singh fale em nome da Índia, que o Calderón fale em nome do México, que a Cristina fale em nome da Argentina, porque mexer nisso, é um centro nervoso.
Segundo, eu acho que a frase do Obama deve ter sido um gesto de gentileza ou uma brincadeira dele, porque eu tenho consciência do meu tamanho, da minha importância, e tenho consciência do tamanho e da importância de cada companheiro que estava aí.
Obviamente que eu não consigo entender a fala do Obama senão como uma brincadeira com uma pessoa que trata ele bem. Eu sou torcedor do Obama quando ele era candidato do Partido Democrata, virei mais torcedor quando ele ganhou da Hillary, mais torcedor quando ele disputou com o McCain, mais torcedor quando ele ganhou do McCain. E agora sou torcedor, porque eu disse para o Obama: Obama, eu rezo mais para você do que eu rezava na minha campanha e quando fui eleito Presidente. Porque o tamanho do pepino em que você está é infinitamente maior do que o meu. Então, Deus te ajude.
E o Obama, eu disse para ele, o Obama tem uma coisa fantástica, que é o seguinte: é o primeiro presidente latino-americano, que tem... dos Estados Unidos, que tem a cara da gente. Ele tem a cara da gente. Se você encontra ele na Bahia, você pensa que ele é baiano. Se você encontrar ele no Rio de Janeiro, vai pensar que ele é um carioca. Ele é o primeiro parecido com todo mundo, tranquilo, humilde. Não é fácil você ver um presidente dos Estados Unidos chegar em uma reunião e dizer: “Olha, eu sei que sou o mais novo. Eu estou com pouco tempo no mandato, eu vim aqui para ouvir, para aprender”. Você acha que é fácil um americano dizer isso? Eu acho que é uma coisa extraordinária. Então, é uma oportunidade que a América Latina tem, de estabelecer uma nova relação com os Estados Unidos, que a gente não tinha antes.
Então, eu sou torcedor do Obama, eu quero que ele dê certo. Dele e do Ronaldão, no Corinthians. Porque, pensa: eu torço para o Ronaldo acertar porque eu acho tão gostoso quando vejo as pessoas caírem e levantarem, cai outra vez e levanta. Eu acho uma coisa tão nobre o ser humano não desistir nunca. Então, eu sou assim. Então, acho que foi uma gentileza do Obama, só isso.
Jornalista: Presidente, os governos fizeram hoje a sua lição de casa, com mais uma derrama de 1,1 trilhão de dólares, cada dia tem um pacote desse tamanho, para tentar reanimar a economia. E o setor privado? Que, enfim, a crise nasceu no setor privado, a crise é de responsabilidade do setor privado, dessa vez não dá para acusar os governos de terem cometido irresponsabilidade, populismo, o diabo, como sempre se acusou. A crise é do setor privado, nasceu no setor privado. O governo hoje dá mais um tremendo aporte para tentar ressuscitar a economia. O que o setor privado vai fazer... o que o G-20 vai... os líderes do G-20 vão, de alguma maneira, forçar o setor privado a desencavar esse dinheiro, que (incompreensível).
Presidente: Olhe, uma novidade importante é que esse dinheiro que está sendo discutido para ser colocado como aporte ao FMI, ao Banco Mundial, ao Banco Interamericano, ao Banco Asiático, ao Banco Africano, ou seja, é um dinheiro para fazer fluir o crédito internacional e ajudar os países mais necessitados. Essa é uma coisa extremamente importante, porque todo mundo sabe que nos Estados Unidos e em Botsuana o principal problema é o crédito. Hoje eu ouvi de um presidente, ou seja, Botsuana ... de um representante africano aí, Botsuana vive de vender diamantes. Com essa crise, desde dezembro que não vende um diamante, por quê? Porque não tem crédito para os maridos darem um presente para as mulheres, um diamante, então as pessoas não compram. Então o crédito passou a ser uma palavra quase que chave na retomada do desenvolvimento e nós estamos discutindo exatamente esses aportes de recursos para fazer com que volte a fluir o crédito.
Eu acho, Clóvis, que a iniciativa privada, sobretudo o setor financeiro, precisa compreender de uma vez por todas que o fato de os países ricos, na sua grande maioria, ao longo dos últimos 20 anos, terem se descuidado da fiscalização, de regulamentar, fez com que as pessoas se assenhoreassem de direitos que não eram delas. Ou seja, enquanto no Brasil você tem um sistema financeiro que alavanca, no máximo, dez vezes o seu patrimônio líquido, você teve nos Estados Unidos bancos que alavancavam 35 vezes, ou seja, é você emprestar o que você não tem.
Ademais, eu acho que todo mundo está se convencendo, e disso falou o presidente Obama, disso falou o presidente Sarkozy, de que as pessoas podem ganhar dinheiro gerando coisas, produzindo coisas, ou seja, o cara produz um terno, financia um terno, ganha dinheiro porque financiou um terno, agora, o que as pessoas não podem é fazer uma quantidade de papéis, trocando entre banqueiros, entre especuladores, e ainda os caras ganhando bônus, imagina o que eles ganharam de bônus levando o sistema à falência.
Então, eu acho que a responsabilidade é de todos. Nos Estados Unidos, pelo que tenho acompanhado pela imprensa, o Obama está tentando partilhar parte daquilo que nós no Brasil chamamos de títulos podres, e eles mais sofisticadamente chamam de tóxicos, de títulos, como chamam? De papéis... sei lá. Ou seja, isso que eles modernizaram a palavra de tóxico, no fundo, no fundo, no fundo, o Obama está tentando criar uma coisa nova, fazer com que os empresários passem a comprar uma parte desses títulos até ver se recupera.
A minha posição é clara, isso eu já disse publicamente, dezenas de vezes, que não dá neste momento para você ficar dando dinheiro para banco que quebrou, ou seja, é melhor pegar esses títulos podres, colocar em um arquivo morto e dizer: “Olha, isso aqui existe, está ali, vamos ver o que vamos fazer depois”, mas todo dinheiro que você colocar novo tem que ser com o objetivo de gerar um crédito ou um financiamento para alguma coisa produtiva. Eu acho que nós demos um passo importante hoje, um passo muito importante. Deus queira que a gente não perca a lucidez. E esse passo seja o primeiro passo de uma longa caminhada e que a gente possa apresentar daqui a alguns anos uma economia, mais sólida, mais responsável e mais produtiva.
Jornalista: Presidente, durante a entrevista do presidente Sarkozy, houve uma pergunta meio fora do... totalmente... do bolso, o cara tirou da cartola, que o Brasil teria feito algum tipo de ressalva à proposta de abrir o vespeiro, lá, dos paraísos fiscais. Na verdade o Brasil teria se mostrado um pouco reticente à essa exposição total de quem não está de acordo com a cartilha. Só uma coisa que obviamente foi mencionada e a gente ficou com a pulga mordendo aqui, o senhor me desculpe.
Presidente: Não sei se... Como o Sarkozy não entende português e eu não entendo francês, possivelmente tenha faltado uma vírgula. Não, veja o que aconteceu: primeiro o Brasil é favorável que se publique a lista dos paraísos dos países que foram considerados paraísos fiscais pela OCDE. Agora, o que eu disse: é que ao divulgar a lista, digam quantos países foram investigados pela OCDE, porque o Brasil não faz parte da OCDE e não foi investigado. Então, o Brasil não consta na lista nem de bom, nem de ruim porque o Brasil não foi investigado. Então que se diga claramente que foram investigados 84 países, e desses 84, tem tantos que são considerados paraísos fiscais. Apenas isso.
Mas, eu era favorável a colocar a lista. Aliás, defendi lá que era favorável a publicar a lista, apenas com essa responsabilidade. Porque nós somos quase 200 países no mundo, só 84 foram investigados, você não pode colocar uma lista porque aparece mais de cem que não foram investigados e as pessoas perguntam, onde estão os outros? Sabe, apenas isso. Mas sou totalmente favorável, tanto é que nós aprovamos uma decisão de que fosse apresentada pela OCDE a lista hoje.
A disputa, na verdade, era mais entre Sarkozy e o coordenador, que era o Gordon Brown, porque o Gordon Brown não queria colocar no documento final uma coisa que era só da OCDE. Não queria colocar como peça do G-20. Ele queria colocar dizendo que a OCDE vai divulgar hoje, e prometeu ao Sarkozi divulgar antes de ele dar entrevista, que é para ele não ter dúvida que iria ser divulgada. Só isso.
O Sarkozy é parceiro estratégico do Brasil.
Jornalista: Presidente, parte do 1 trilhão que foi anunciado hoje, diz respeito aos direitos especiais de saque do FMI, são 250 bilhões. Para elevar esse montante, para que o FMI receba esses 250 bilhões, os países membros do FMI precisam desembolsar parte desse valor. O Brasil tem 1,7% das quotas, o que equivale a 4 bilhões e 250 milhões. É isso mesmo, é isso que o Brasil vai investir no FMI?
E segundo, qual é o valor total do esforço financeiro que o Brasil está disposto a fazer em toda a crise?
Presidente: Você não acha chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI? Não é uma coisa soberana? Eu passei parte da minha juventude carregando faixa no centro de São Paulo: “Fora FMI! fora FMI!”. Ou seja, agora... Veja, o Brasil é um país que tem solidez hoje e obviamente que o Brasil não quer se portar como um país pequeno.
Eu digo sempre o seguinte: nenhum país e nenhum ser humano do mundo é respeitado se ele não se respeita. E hoje o Brasil, se o Brasil defende que é preciso que tenha mais aporte de capital para o FMI, o Brasil tem condições de dizer que vai dar o equivalente a tanto. Vamos discutir o quanto que nós vamos dar. Não é apenas uma questão de quota, vamos dar aquilo que nós entendemos que podemos dar.
O que nós dissemos aos companheiros na reunião? Que o Brasil gostaria de dar, como empréstimo, para que não diminuíssem as nossas reservas, e que esse dinheiro, que nós e outros países emergentes déssemos, fosse emprestado para os países pobres, para os países da América Latina, sobretudo. Mas isso é uma coisa que o Guido vai discutir com os companheiros da área econômica. Eu sou da tese de que o Brasil deve participar.
O Brasil tem uma cabeça tão colonizada que o Brasil ainda, ao discutir financiamento para ajudar a Guiné Bissau ou para ajudar São Tomé e Príncipe, que tem 150 mil habitantes, o Brasil fica precisando que alguém doe dinheiro para o Brasil dar. Nós temos que entender que o Brasil, embora tenha problemas, o Brasil tem competência hoje para ajudar os países mais pobres, na medida em que aquele dinheiro não vá acabar com a economia brasileira, mas nós temos condições de contribuir. Nós temos condições de exigir e, ao mesmo tempo, de contribuir com a parcela que nós entendemos que seja razoável. Se cada um contribuir com um pouco, esse pouco... A gente não aprendeu, desde pequeno, que de grão em grão a galinha enche o papo? Depois a gente se queixa que os países ricos querem mandar no FMI, querem mandar no Banco Mundial. Lógico. Nós só entramos como pedintes, nós só estamos lá para pedir, para pedir, para pedir.
Nós temos que colocar a nossa fatia, para a gente poder exigir. Vocês sabem, quando vocês vão comprar um produto fiado em uma loja, e não têm emprego garantido, a dificuldade, e quando você chega com o dinheiro na mão para comprar, como é que vocês são bem tratados. É isso. O Brasil hoje tem credencial, é respeitado, e de forma muito humilde o Brasil precisa chegar lá para você ver que o Brasil vai contribuir. Não me perguntem o quanto, porque quem toma conta do dinheiro é o meu companheiro Guido e ele vai discutir com os parceiros [com] quanto nós vamos ter que contribuir. A verdade é essa: eu gostaria que o Brasil... Aliás, eu gostaria de passar para a história como o presidente que emprestou alguns reais ao FMI. Além de pagar a conta dos outros, ainda emprestei um pouquinho. Eu acho isso importante. Depois do Ronaldão no Corinthians, eu estou...
Jornalista: Presidente, sobre a decisão de o México dividir o empréstimo da nova linha de crédito flexível do Fundo Monetário, o senhor acha que pode ser visto com maus olhos pelo mercado ou pode levar, ainda, a algum estigma por parte dos investidores brasileiros, estrangeiros ou por todo o mundo? O que acha dessa decisão do México?
Presidente: Olhe, o dinheiro está sendo disponibilizado para quem precisa. A única coisa que eu posso dizer, com muito orgulho, é que neste momento o Brasil não precisa de dinheiro do FMI. Graças a Deus. Não falo isso por soberba, porque se um dia tivermos que precisar e for a única fonte que empreste, nós vamos atrás. Mas eu penso que o México tem uma economia muito, muito, muito... umbilicalmente ligada à economia norte-americana, e eu penso que se o México entende que deve pedir, é um direito do México e o mercado tem que dar graças a Deus porque o FMI não vai impor as condições que colocava cinco anos atrás para emprestar dinheiro para um país. É um direito líquido e certo do México, portanto o mercado tem que encarar como normalidade.
Jornalista: Presidente, pouco antes dessa reunião histórica, como o senhor definiu, a OCDE publicou a estimativa de que o Brasil vai ter uma contração de 0,3% este ano. A minha questão é: com base no que foi decidido hoje, o senhor diria que isso teria algum impacto, este ano, na economia brasileira para, eventualmente, por exemplo, reverter esse quadro de contração da economia brasileira? Que impacto concreto, o que foi decidido aqui, pode ter para uma recuperação da economia brasileira este ano?
Presidente: Vai ficar um pouco a minha palavra contra a palavra da OCDE, ou o otimismo do meu Ministro da Fazenda contra os economistas da OCDE.
Veja, obviamente que eu acho que se o mundo empresarial, se o mundo financeiro entendeu o recado de Londres como uma coisa positiva, isso pode ajudar muito. Agora, o que me dá a credibilidade para entender que o Brasil não vai atender aos prognósticos da OCDE é pelos investimentos que nós estamos fazendo no Brasil.
Eu vou repetir para vocês alguns números importantes: primeiro, o Brasil é um país que tem apenas 1,5% de déficit fiscal, um dos menores do mundo; segundo, o Brasil é um país que tem apenas 36% do PIB de dívida pública, é uma das menores do mundo; terceiro, o Brasil, só no PAC, tem US$ 300 bilhões para investir, até 2012, muitas obras em andamento, e vocês sabem que obras, a cada ano que passa, elas vão crescendo mais. Todas as dificuldades que o Governador do Rio de Janeiro teve, entre elaborar projeto executivo, projeto de prefeitura, licença ambiental, coisas que demoraram um ano, um ano e meio, este ano explode. Então, obviamente que isso vai gerar muitos empregos.
Nós... só para você ter idéia, aquele programa que nós criamos, chamado Mais Alimentos, em que colocamos à disposição R$ 25 bilhões do BNDES, para financiar tratores e implementos agrícolas para a agricultura familiar, hoje já é responsável por 40% da venda de indústrias de máquinas agrícolas no Brasil.
Com o programa habitacional... O programa habitacional envolve o equivalente a US$ 30 bilhões. Agora, você imagina, com as medidas que o Guido anunciou na última segunda-feira, de manter a redução do IPI do carro... O que mais você anunciou? Da construção civil. Ou seja, essas coisas vão gerar um dinamismo na economia. Será uma coisa importante para nós. Por isso que eu sou mais otimista do que os números da OCDE.
Jornalista: E o impacto (incompreensível)
Presidente: Eu acho que o impacto pode ser importante, porque eu tenho uma tese que parte dessa crise é a crise da desconfiança. Possivelmente, muitos de vocês deixaram de comprar alguma coisa que vocês iam comprar este ano, para ver o que vai acontecer, não é isso?
Vocês estão lembrados o que eu disse no dia 22 de dezembro: se a sociedade ficar com medo de consumir, o comércio não vai vender, a indústria não vai produzir. Então, o trabalhador que não estava consumindo, com medo de perder o emprego, ele vai perder o emprego exatamente porque ele não consumiu, porque é a lógica da economia. Nós não temos que esperar que os outros comprem, nós temos que comprar. Ou seja, nós somos os outros aos olhos dos outros, portanto nós temos que fazer a nossa parte. Gostou dessa frase? “Nós somos os outros aos olhos dos outros”.
Então, eu acho que a OCDE exagerou na visão do Brasil. Acho que o Brasil vive um momento... o Guido sabe do meu otimismo, o Guido sabe da minha crença, o Guido sabe que eu sei que nós temos dificuldades, mas eu vou continuar passando otimismo. Vocês nunca vão me ver dizendo uma coisa para baixo. Crise a gente enfrenta é lutando. Imaginem se o Cassius Clay tivesse medo de cara feia, o Foreman teria nocauteado ele naquela luta que ele fez no Zaire. Entretanto, depois de apanhar, com 11 assaltos, ele meteu a (muqueca) e derrubou o cara. Eu me considero o Cassius Clay dessa crise. Eu quero dar uma (muqueca) nessa crise e nocauteá-la nem que seja no último assalto.
Bom, acabou? Agora é o Guido. Mais uma.
Jornalista: Boa noite, já. Boa tarde, presidente Lula. Presidente, o senhor pode pontuar, efetivamente, se na reunião, você pode dizer que alguma coisa vai beneficiar diretamente o Brasil, ou a reunião ficou em termos gerais?
Presidente: Veja, não tem atitude para beneficiar esse ou aquele país. A atitude é para beneficiar todos os países, porque na medida em que você coloca mais dinheiro disponível para ajudar os países mais pobres, para facilitar o crédito, você está ajudando todos os países. O Brasil é um país competitivo. O que nós precisamos não é de nenhum favor de nenhum país rico. O que nós precisamos é que a economia desses países volte a ter um mínimo de solidez e que eles possam comprar aquilo que nós temos condições de produzir. Obviamente que nós sempre temos que ter um olhar para os mais pobres, os que mais precisam.
Então, o documento visa a ajudar todos os países e os países ricos jogam um papel importante porque eles têm mais responsabilidade, não só porque a crise nasceu neles – não é só por isso – mas porque eles têm mais reservas para fazer os investimentos de que o mundo precisa.
Dito isso, eu queria deixar o companheiro Guido aqui com vocês, para vocês questionarem à vontade. Ele sabe de tudo, está bem-humorado.
Jornalista: Queria perguntar... Na reunião de hoje, acordou-se que a OMC, a Organização Mundial do Comércio, (incompreensível) um segmento dos países que rompem as diretrizes contra ao protecionismo. Considera, senhor Lula, suficiente esta medida contra o protecionismo?
Presidente: Duas coisas que eu achei importantes nessa reunião. Primeiro, que todo mundo tem consciência de que o protecionismo é como se fosse uma droga. O viciado em droga, ao ingerir a droga, ele tem alguns momentos de êxtase e depois cai numa depressão profunda, não se sabe o que vai acontecer com ele depois. Nós estamos dizendo que o protecionismo pode parecer importante no começo, mas, a médio e longo prazo, é um desastre para a economia mundial. Se cada um resolver construir um muro em torno de si, será um desastre para a economia mundial. Isso é uma coisa de que todo mundo tem consciência. Ao mesmo tempo, nós nos convencemos de que quando os líderes políticos assumem a responsabilidade de decidir a Rodada de Doha, é porque nós estamos dando um sinal: o comércio, finalmente, vai ser livre. Qual era o meu medo? O meu medo era que, há 20 anos, quando os países desenvolvidos falavam em livre comércio, é porque eles tinham muito mais facilidade de colocar os seus produtos nos países mais pobres, sobretudo produtos com muito valor agregado. Na hora em que vem a crise, eles começam a perceber que o livre comércio é a única solução. A Alemanha diminuiu muito as exportações dela. Não adianta tentar se autorregular. É preciso que a gente libere o comércio para vender e comprar.
Eu acho que essa foi uma vitória que talvez uma pessoa comum não tenha noção do significado de os líderes políticos assumirem decidir o G-8. Porque eu, nesses últimos cinco anos, ligava para o Bush pessoalmente, ligava para o Chirac pessoalmente, ligava para o Tony Blair pessoalmente, ligava para o Schroeder, depois para a Angela Merkel pessoalmente: vamos assumir, vamos assumir, vamos assumir. Ninguém queria assumir. Hoje, sem dor nenhuma, nós assumimos, e eu acho que vai melhorar. Não melhora amanhã, nem depois de amanhã. É um processo, mas é uma esperança que eu acredito que vai dar bons resultados para o Brasil e para o mundo.
Companheiros e companheiras, isso aqui é uma assembléia permanente de entrevista coletiva e o Guido Mantega assume a presidência.
Amanhã vocês estão convidados a ver a visita que nós vamos fazer no lugar onde vão ser as Olimpíadas aqui em Londres, porque nosotros estamos querendo levar as Olimpíadas de 2016 para o Brasil, para o Rio de Janeiro.