28 março 2009

Dirceu defende Gilberto Carvalho para cargo de presidente do PT
Agencia Estado
RIO - O ex-ministro José Dirceu defendeu hoje, no Rio de Janeiro, que o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho, substitua o deputado federal (PT-SP) Ricardo Berzoini na presidência do Partido dos Trabalhadores nas eleições internas marcadas para outubro deste ano. Em discurso no seminário estadual da corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB), realizado em um clube da zona norte do Rio, Dirceu defendeu a união interna do partido com o nome de Carvalho e apelo para que o presidente Lula libere o auxiliar para que ele concorra na chapa da CNB, o antigo Campo Majoritário. "Insisto para que o presidente Lula libere Gilberto Carvalho para ser o presidente do PT", defendeu Dirceu. Aplaudido de pé pelos militantes antes de iniciar seu discurso, Dirceu defendeu a necessidade de fortalecer a união do partido em torno da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, à presidência em 2010. No entanto, ele ressaltou que a pré-candidata tem que "pactuar" com o partido e o programa de governo. Dirceu afirmou que o ponto de partida deve ser um balanço do governo Lula para chegar a um projeto do PT no poder "para a próxima década". Dirceu comparou Lula a líderes como os ex-presidentes Juscelino Kubitschek e Getúlio Vargas - "que só surgem a cada 50 anos" - e, referindo-se aos altos índices de popularidade de Lula, afirmou que o segundo turno em 2006 fez com que o partido saísse mais forte e chegar a 2010 "numa outra condição".
VIÑA DEL MAR, CHILE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que está interessado na eventual criação de um "Fundo de Petróleo" tal como o existente na Noruega. As declarações do presidente foram dadas segundos antes do início da reunião que ele manteve com o primeiro-ministro da Noruega, Jens Stoltenberg, no balneário chileno de Viña del Mar. Lula e Stoltenberg participaram da Cúpula de Líderes Progressistas, que reuniu chefes de governo e intelectuais de centro-esquerda de todo o mundo no Chile. Ali, os líderes e pensadores fizeram um apelo para uma maior participação do Estado na economia, como forma de enfrentar as borrascas financeiras internacionais atuais."Agora que encontramos muito petróleo no Brasil estamos interessados em conhecer o Fundo de Petróleo que existe na Noruega, para que a gente possa criar algo que tenha similaridade", disse Lula. "Esse (tipo de) fundo é importante para que utilizemos as riquezas do petróleo para ajudar nossa gente...e não apenas para queimar combustível", afirmou o presidente, que, na sequência, recordou que seus vínculos com a Noruega vêm de longa data, desde os tempos em que era um líder sindical no ABC.O modelo norueguês criado em 1990 pelo Storting (o parlamento em Oslo) para proteger o país de futuros déficits orçamentários consiste em um fundo estatal proveniente dos lucros obtidos pela empresa estatal Statoil (que em 2000 passou por um processo de privatização de 30% de sua composição). O Fundo, investido no exterior, é o resultado do fluxo de tesouraria líquido do governo norueguês proveniente das atividades petrolíferas e dos juros obtidos com esse capital.Antes do encontro com o premiê escandinavo, Lula reuniu-se com a presidente chilena Michelle Bachelet, anfitriã do encontro progressista de Viña del Mar.Oito chefes de governo participaram da reunião, entre eles o presidente Lula, o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Gordon Brown, o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, o primeiro-ministro da Espanha José Luis Zapatero, além do vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden.A cúpula reuniu líderes políticos e intelectuais das mais diversas partes do mundo para discutir uma ofensiva "progressista" ou de "centro-esquerda" para combater a atual crise mundial por intermédio de uma maior presença do Estado na economia. A cúpula progressista foi organizada pelo think tank britânico Policy Network, o chileno Instituto Igualdad e o governo da presidente Bachelet.
Charge do Bessinha
Caderno traz análise sobre crise financeira mundial
A edição de março de 2009 do cadernoDestaques, publicação mensal da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que traz informações sobre as principais ações e programas do Governo Federal, já está disponível nos sites www.presidencia.gov.br e www.brasil.gov.br .O caderno ganhou uma nova concepção editorial para facilitar o acesso e a leitura do seu conteúdo. Além de dados atualizados sobre importantes programas governamentais como o PAC, Territórios da Cidadania Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família, ProJovem, entre outros, esta edição traz uma análise minuciosa sobre a crise financeira mundial e as principais ações do governo Lula para enfrenta-la.Clique aqui para acessar diretamente o conteúdo
Camargo Corrêa: gravações sugerem distribuição de caixa dois às vésperas das eleições em SP
O Globo
SÃO PAULO - Conversas telefônicas interceptadas com a autorização da Justiça mostram que os diretores da empreiteira Camargo Corrêa distribuíram dinheiro "por fora" para abastecer campanhas de candidatos até dias antes da eleição municipal do ano passado. Os diálogos revelam tratativas para que os recursos não contabilizados chegassem às mãos de pessoas de diferentes campanhas.
Na operação Castelo de Areia, deflagrada na quarta-feira, a
Polícia Federal (PF) apreendeu uma lista de nomes de políticos e servidores públicos ao lado de valores que teriam sido doados pela empreiteira. A PF investiga se as doações foram feitas em troca de favorecimento em obras. A maioria das doações gira em torno de R$ 100 mil, e a polícia estima que pelo menos metade dos R$ 30 milhões que teriam sido desviados pela empreiteira em superfaturamento de obras abasteceu campanhas.
Dez pessoas foram presas, sendo quatro executivos e duas secretárias da empreiteira e mais quatro doleiros. Todos são suspeitos de terem praticada remessa ilegal de recursos para o exterior, lavagem de dinheiro e superfaturamento de obras públicas. Este último crime serviria para que o grupo conseguisse recursos para abastecer campanhas eleitorais.
Num diálogo de 23 de setembro de 2008 - 12 dias antes do primeiro turno - entre o diretor Pietro Giavina Bianchi, preso pela PF, e um homem chamado Marcelo, ficou claro que muitas das negociações ultrapassavam os limites legais. Segundo relatório da Justiça paulista, o seguinte diálogo aconteceu às 10h19:
Marcelo: "Eram coisas para acontecerem ontem".
Pietro: "Sim, mas o que é, campanha política?".
Marcelo: "É"
Pietro: "Por dentro?".
Marcelo: "Não".
O MPF não revelou a identidade de Marcelo, mas suspeita que se trata de um colaborador para a campanha política de um candidato a prefeitura de São Paulo. Uma semana antes, o mesmo diretor da empreiteira, em conversa com Fernando Botelho, vice-presidente da Camargo Corrêa, trata do repasse de recursos a políticos de Brasília, por intermédio do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Botelho é também vice-presidente da entidade.
Ao ser informado que o dinheiro "foi passado lá pro pessoal de Brasília", Botelho procura saber se foi feito diretamente de São Paulo. Pietro é claro: "Foi em Brasília que fizeram a divisão".
Em seguida, o vice-presidente da Camargo Corrêa faz a seguinte cobrança: "Eu falei agora com o Paulo Skaf e ele falou que (o repasse) não foi feito ainda".
O presidente da Fiesp, em nota oficial, negou uma relação com o esquema, mas disse que a federação promove relações entre empresas e partidos. "No exercício da missão institucional de defender os interesses da produção, em especial, e da sociedade, em geral, a Fiesp, que tem mantido um transparente diálogo com parlamentares de todas as correntes ideológicas, não está impedida de - num ato legal e legítimo -, observadas, rigorosamente, todas as exigências e formalidades jurídicas, promover relações institucionais entre empresas e partidos políticos".
Políticos de pelo menos sete partidos - PSDB, DEM, PMDB, PDT, PPS , PSB e PP - teriam sido beneficiados com o esquema. A direção de todos os partidos nega ilegalidades.
Um advogado do PPS esteve sexta-feira na 6 ªVara Federal Criminal para apresentar defesa ao juiz Fausto De Sanctis, responsável pelos pedidos de prisão, e também para ter acesso aos autos. Ainda nos diálogos interceptados, os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) também são citados. Os dois negam ter recebido recursos ilegais da empreiteira. A Justiça ainda detectou uma conversa entre o diretor da empreiteira, Fernando Dias Gomes, também preso na operação "Castelo de Areia", e Pietro. No diálogo, Dias Gomes diz ter ligado em nome do deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA), que queria "saber se foi pago alguma coisa no passado". A assessoria do deputado diz que ele não recebeu qualquer tipo de doação que não esteja contabilizada oficialmente.
Ainda nesta conversa, os dois falam sobre uma lista com os nomes de todos os partidos e políticos que teriam sido beneficiados com dinheiro da empreiteira, legal e ilegalmente.
Pietro: "Tem aquela pasta das eleições"
Gomes: "Ah, tá bom"
Pietro: "E lá tem todos os caras que foram pagos".
Gomes: "Eu procuro lá, então"
Pietro: "A relação, inclusive a oficial, colaboração oficial"
Gomes: "Tem as duas, né?"
Durante as buscas e apreensões, a Polícia Federal encontrou uma lista com os nomes de políticos e funcionários públicos que teriam sido beneficiados com dinheiro da Camargo Corrêa. A planilha teria informações sobre os repasses registrados na Justiça eleitoral e o "por fora". A maioria das doações seria de R$ 100 mil.

Na coluna de Mônica Bergamo na Folha de São Paulo, ela disse que havia um "influente político de SP na lista" Diante dessas conversas reveladas pelo Globo, o político é: Kassab do DEM
Cupim Henrique Cardoso
Em boca fechada não entra mosca. Muito menos cupim. Fernando Henrique Cardoso podia ter ficado quieto no seu canto, mas quis tirar uma lasquinha na campanha de denúncias contra o Senado e quebrou a cara.Você recorda que FHC, numa entrevista recente, cheio de moral, disse que Senado não representa mais nada e está sendo comido por cupins, que é como ele chamou os funcionários fantasmas.A primeira parte da sentença é um exagero de viés autoritário. Mas que há cupins no Senado, ninguém pode negar.O problema com o ex-presidente é que, abrindo a boca, fez com que um dos cupins mais roliços fosse identificado com nome e sobrenome: Luciana Cardoso.Isso mesmo, a filha dele. Que, certíssima de que consigo não pega nada, ainda achou de confessar que é funcionária fantasma, mesmo, justificando que dedica seu talento a cuidar dos “negócios pessoais” do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), um que vive atacando o presidente Lula.Matéria de Mônica Bergamo, da Folha. Leia aqui.
Por Walter Rodrigues
Qual será a capa da Veja diante dos escândalo deste semana?
Vamos lá amigos e leitores façam a sua aposta. Qual será a capa da Veja diante dos escândalo deste semana?
1- O Senado e seus 181 ou 196 "diretores", as maracutaias, os conchavos, os apadrinhamento,o nepotismo disfarçado, o imenso desperdício do dinheiro público?

2-A prisão dos diretores da Camargo Correia, por lavagem de dinheiro, corrupção, operações com doleiros, grana "por fora" para políticos do PSDB/DEM/PPS/PP/PDT/PMDB. As ligações suspeitas de Paulo Skaf presidente da FIESP com caixa 2 para políticos do DEM/PSDB/PPS/PMDB/PP/PDT?

Se você disse que foi a número 1 errou.Se você disse que foi a número 2 errou também.
Foi a prisão da dona da Daslu,Eliana Tranchesi, que já está em liberdade como estava previsto, ela seu irmão e todos que foram presos.A chamada de capa é "A queda da casa de luxo" A notícia sobre a prisão já está velha, ultrapassada.Essa atitude da Veja em acobertar as maracutaias do PSDB/DEM/FIESP/Paulo Skaf, nos da a certeza que eles estão envolvidos até o pescoço. A Veja está protegendo o PSDB/DEM do Serra /Kassab, seus candidatos, amigos, e colaboradores.

Porque será que dessa vez não teve vazamento pela Veja da lista dos envolvidos?
Lula dirá no G20 que combate à crise passa por ações que beneficiem os pobres
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (27) que irá defender no G20 a tese de que o combate à crise econômica mundial não pode ficar centrado apenas nas ações de ajuda aos banqueiros e a grandes investidores.
Para o presidente, o auxílio dos governos destinado apenas aos ricos pode fazer com que o ônus da atual situação econômica mundial se desloque para o lado dos pobres.
“Se a gente ficar com medo, só tentando resolver apenas os problemas dos banqueiros que quebraram, a crise não vai acabar nunca. É preciso que se coloque aqueles títulos podres no arquivo morto, que se coloque dinheiro novo para fazer crédito e vamos tocar o barco para frente”, disse Lula, ao visitar a 17ª Feira Internacional da Indústria da Construção (Feicon Batimat 2009), em São Paulo.
O presidente ressaltou, ainda, que é no momento de crise que os países devem aumentar os investimentos para fazer com que continuem a gerar riquezas. Ele afirmou que foi por essa razão que o país não diminuiu o ritmo das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Petrobras. “Por isso que a Caixa contratou nos três primeiros meses de 2009 o triplo do mesmo período de 2008. E é isso que eu vou levar para o G20”, afirmou.
A reunião de chefes de Estado do G20, grupo das maiores economias do mundo, se realizará em Londres, no próximo dia 2.
ABr
Justiça Eleitoral ainda aguarda recibos apresentados por DEM-RN e PSDB-PA
Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande Norte ainda aguarda o recibo emitido pelo DEM sobre a doação de R$ 300 mil da Camargo Corrêa ao partido, presidido no Estado pelo senador José Agripino Maia. O mesmo ocorre com a prestação do PSDB-PA, que recebeu R$ 200 mil da construtora e é presidido pelo senador Flexa Ribeiro. O prazo para a entrega, segundo a lei, vai até 30 de abril. Por conta disso, as documentações ainda não foram apreciadas pela Justiça, que pode aprová-las ou rejeitá-las. Agripino apresentou o recibo, assinado pela tesoureira do DEM-RN, Maria de Fátima Mesquita, após seu nome ter sido citado pelos envolvidos na Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal. O senador afirma que a doação foi legal. O mesmo fez Flexa Ribeiro. "Já determinei que seja finalizada imediatamente a prestação e entregue ao TRE. Mas a peça fundamental desse processo, que é o recibo da doação, já está inclusive com a Mesa do Senado", disse Agripino. "Temos os recibos e vamos entregar a prestação de contas dentro do prazo", disse Flexa Ribeiro.
Filho de ministro de TCU foi intermediário de doações da Camargo Corrêa
Luiz Henrique Maia Bezerra, filho do ministro Valmir Campelo, do TCU, participou da repartição de dinheiro da empreiteira entre políticos. Campelo é responsável pela fiscalização de obras da empreiteiraRicardo AmaralLuiz Henrique Maia Bezerra, mencioado como intermediário de doações da Camargo Corrêa, é filho de Valmir Campelo Bezerra, ministro do TCU. O TCU é encarregado de fiscalizar contratos do governo federal com empreiteirasAs escutas telefônicas da Operação Castelo de Areia indicam mais que um suposto esquema de doações ilegais para partidos políticos. Elas também mostram as estreitas relações entre a empreiteira Camargo Corrêa – investigada por suspeita de evasão de divisas e lavagem de dinheiro –, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e pessoas com trânsito no Tribunal de Contas da União. Não é segredo para ninguém que Paulo Skaf quer disputar o governo de São Paulo em 2010 e tenta costurar uma base partidária forte. Um de seus contatos com o mundo político é o diretor de Relações Institucionais da Fiesp em Brasília, Luiz Henrique Maia Bezerra, mencionado nas interceptações telefônicas como intermediário de doações da Camargo Corrêa para campanhas políticas. Luiz Henrique é um dos três filhos do ex-senador Valmir Campelo Bezerra (DEM-DF). Campelo é ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), encarregado de fiscalizar contratos do governo federal com grandes empreiteiras, como a Camargo Corrêa, e empresas filiadas à Fiesp. Outro intermediário mencionado nas conversas entre diretores da empreiteira é Guilherme Cunha Costa, ex-diretor da Fiesp e atualmente representante da Camargo Corrêa nos contatos com o Congresso, Ministérios e o próprio TCU. Antes de trocar a Fiesp pela empreiteira, Guilherme Cunha Costa ajudou o ex-deputado Augusto Nardes (PP-RS) a ganhar a indicação da Câmara para ministro do TCU, em 2005. Na época, o presidente da Câmara e padrinho de Nardes era o ex-deputado Severino Cavalcanti (PP-PE). No TCU, Nardes será responsável por relatar um processo em que auditores do tribunal apontaram um superfaturamento de R$ 184 milhões nas obras do Rodoanel, a maior obra viária do Estado de São Paulo. A Camargo Corrêa faz parte do consórcio responsável pela construção do Rodoanel e está encarregada de um trecho cujas obras teriam sido superfaturadas em quase R$ 40 milhões. Em resposta a reportagem de ÉPOCA, e empresa enviou uma nota em que afirma que entregou esclarecimentos aos questionamentos do TCU sobre a obra. "Trata-se de um procedimento comum, que inclusive foi solicitado aos outros lotes dessa obra rodoviária", diz o texto.
Matéria Completa,
::Aqui::
Grampos indicam ação de doleiro em doação política
Ex-deputado teria participado de encontro para receber R$ 450 mil
Roberto Almeida, O Estado de São Paulo

Cinco grampos capturados pela Polícia Federal durante a Operação Castelo de Areia descrevem o que seria um encontro entre o ex-deputado Prisco Viana (PSDB-BA) e doleiros, viabilizado por executivos da Camargo Corrêa, para entrega de R$ 450 mil em dinheiro. As interceptações descrevem, passo a passo, como teria sido a reunião, a entrega e a confirmação da ação.Viana, que concorreu ao governo baiano em 2002 pelo PMDB - eleição vencida por Paulo Souto (DEM)-, negou o encontro. Ele afirmou apenas ter conhecido "o dono da construtora". "Não estive lá, absolutamente", disse. "Não tenho nenhuma ligação com eles, não conheço ninguém de lá."Segundo os federais, a movimentação para o encontro envolveu Pietro Bianchi e Fernando Gomes, executivos da empreiteira presos pela PF durante a operação, além de Bruno Ferla, conselheiro da companhia, e Kurt Pickel, suposto intermediário da Camargo Corrêa com doleiros, também preso pelos federais.O primeiro contato sobre a operação ocorreu em 9 de abril de 2008. Às 15h55, Bianchi e Gomes conversaram sobre valores que Pickel deveria entregar à empreiteira. De acordo com os federais, a cifra cogitada é de R$ 450 mil. "4-5-0 nacional", avisou Bianchi.”

27 março 2009

Charge do Bessinha
Bancada do PT quer revisão do processo de demissões na Embraer
Parlamentares da bancada do PT na Câmara consideraram inconsistentes as explicações datas na quarta-feira (25) pelo vice-presidente da Embraer, Horacio Forjaz, sobre a demissão de 4.200 funcionários. De acordo com os parlamentares, que participaram de audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara para tratar do tema, a alegação de que a crise financeira mundial seja a principal responsável pelas demissões não foi convincente. “Estamos questionando a responsabilidade social que uma empresa do porte da Embraer tem que assumir. Entendemos que a empresa agiu intempestivamente. É uma empresa que recebe recursos do governo brasileiro devendo assumir postura de maior responsabilidade”, afirmou o deputado Fernando Nascimento (PT-PE).
O petista adiantou que os membros da comissão já elaboraram um recurso para ser encaminhado ao presidente da Câmara e em seguida para o presidente Lula pedindo que a empresa recue nas demissões em massa.
O deputado Vicentinho (PT-SP), também participou da audiência e disse que irá propor a criação de uma comissão externa da Câmara para investigar as "reais causas" das demissões anunciadas pela Embraer.
Para o deputado Paulo Rocha (PT-PA), a Embraer cometeu uma grande falha ao anunciar as demissões sem propor nenhum acordo com os funcionários ou mesmo negociar com o sindicado da categoria. “Temos que fazer pressão sobre a empresa. Foram demissões em massa que não foram precedidas de negociações com os funcionários e nem com o sindicato. A decisão foi tomada de forma autoritária e não pode ser acatada”, afirmou o parlamentar. Na audiência, Horacio Forjaz afirmou que a Embraer é uma empresa que depende exclusivamente do mercado consumidor internacional, que está em crise. Para justificar as demissões, ele explicou que as alternativas sugeridas na audiência (redução da jornada de trabalho, férias coletivas, programas de aposentadoria voluntária e a não-renovação de contratos temporários) são viáveis apenas em um cenário de retomada do crescimento em curto prazo. Ele afirmou, porém, que a previsão da Embraer é de crise nos próximos dois a três anos.
Liderança PT/Câmara
Noblat perde a "credibilidade" e entra em desespero!
O mais engraçado ainda é ver vários petistas, alvos principais dos seus ataques chulos e grosseiros, assistirem de camarote o naufrágio do blogueiro da direita, com direito a enviarem mensagens de solidariedade...
- por André Lux, jornalista sem credibilidade

(http://tudo-em-cima.blogspot.com/)
Caiu a casa para mais um pena de aluguel da direita tupiniquim. Ricardo Noblat, que usava suas "notícias" e seu poder de penetração no Congresso como moeda de troca para chantagear políticos e ficar sempre em evidência (ganhou até um empreguinho na rede Globo assim), acabou de perder a tão almejada "credibilidade" que todo jornalista que finge ser sério precisa ter para poder atacar os inimigos de seus patrões livremente. Vítima de denúncias sérias (clique aqui para saber quais são elas), Noblat não conseguiu se explicar de maneira convincente e perdeu sua suposta "credibilidade". Note bem: credibilidade uma vez perdida nunca mais se recupera. Lembro até de um diálogo do filme "O Informante", quando o jornalista feito por Christopher Plummer é pego de calças curtas traindo seu produtor para agradar a indústria do tabaco. Ao que seu chefe diz: "Ah, grande coisa! Isso vai durar quanto, 15 minutos?". E o jornalista, constrangido, responde: "Não, 15 minutos é quanto dura a fama. Já a infâmia dura muito mais..." Agora que o barco está afundando, Noblat entrou em desespero e, de arrogante dono da verdade, passou para o papel de coitadinho e vítima, inclusive mendigando depoimentos de políticos e "celebridades" (como Paulo Coelho!) para demonstrar o quanto ele é legal e seu blog importante! O mais engraçado ainda é ver vários petistas, alvos principais dos seus ataques chulos e grosseiros, assistirem de camarote o naufrágio do blogueiro da direita, com direito a enviarem mensagens de solidariedade... Chega a ser hilariante! Pena que algumas pessoas, como meu amigo Eduardo Guimarães, não percebem essa realidade e acham ruim que os petistas ofereçam a "outra face" ao blogueiro-Titanic nos momentos de seus últimos suspiros... Bem que dizem: "Em terra de cego, quem tem um olho o pessoal acha que é louco!".
http://desabafopais.blogspot.com/
SÃO PAULO - A Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, aponta para possível envolvimento pessoal do empresário Fernando de Arruda Botelho, um dos sócios do grupo Camargo Corrêa, no suposto esquema de distribuição de dinheiro para partidos políticos apontado pela PF. Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Botelho foi grampeado pela PF discutindo uma aparente confusão com recursos que a empreiteira teria mandado para Brasília. Nesse diálogo aparece o nome de Paulo Skaf, presidente da Fiesp: ?Eu falei com o Paulo Skaf agora e ele falou que não foi feito ainda?, teria afirmado Botelho.Do outro lado da linha estava Pietro Bianchi, diretor da Camargo Corrêa preso na quarta pela Polícia Federal. Botelho queria saber dele o que havia acontecido com o dinheiro enviado pela empreiteira para Brasília, já que Skaf teria indagado sobre o destino da verba. ?Foi passado lá pro pessoal de Brasília... contactaram o menino da Fiesp e eles dividiram?, disse Pietro a Botelho. ?Mandaram uma parte pro PSDB, outra pro PS...?. A PF não sabe o que PS significa.De acordo com pessoas próximas à empresa e à Fiesp, Botelho estaria levantando dinheiro na construtora para distribuir entre políticos e partidos escolhidos por Skaf. Além de contribuir com políticos da confiança da Fiesp, Skaf mantém o projeto de construir uma carreira política própria já nas próximas eleições. Isso explicaria a ausência de menções ao PT nas conversas entre os executivos da empreiteira. Os relatórios da PF citam PPS, PSB, PDT, DEM, PP, PMDB e PSDB, embora a Camargo Corrêa seja grande doadora eleitoral também para o PT. Nos grampos da PF, no entanto, as discussões giravam em torno de recursos que a empresa entregaria a políticos indicados por Skaf - e não escolhidos por ela própria.O criminalista José Roberto Batochio, advogado de Skaf, reagiu às suspeitas sobre o presidente da Fiesp. ?São doações realizadas por empresas filiadas à Fiesp e que contribuem para campanhas de políticos afinados com o ideário da cadeia produtiva. Assim como existe a bancada da saúde, por exemplo, há a bancada da cadeia produtiva. Ninguém pode impedir que as empresas contribuam dentro dos limites legais.? Formalmente, Fernando Botelho está afastado das funções executivas da Camargo Corrêa há cerca de cinco anos. Procurado, Botelho não se manifestou.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Está mais do que óbvio que PS não é um partido, é Paulo Sakf
NÃO SOMOS IDIOTAS
A oposição está desesperada. Foi pega com a boca na botija, com a mão grande na cumbuca. PSDB/DEM/PPS/FHC e PS (Paulo Skaf) afinaram o discurso: "essa ação da PF é política, só pegou partidos de oposição ao governo Lula". Não é verdade, pois o PMDB, PP, PSB, PDT, são da base aliada do governo. Há no governo ministros desses partidos. Só que nas gravações não consta o PT. Se não consta nas gravações o nome PT, como é que a PF vai vazar para a mídia o nome do PT? Vai inventar? A oposição vai dizer que a PF escondeu o nome do PT? E tem outro porém: a Camargo Correia, e seus diretores que foram presos pela PF do governo Lula poderiam chutar o pau da barraca, jogar merda no ventilador e ligar. Já que a casa caiu, poderiam falar e provar, se tivessem passado dinheiro "por fora "ao PT, se o PT ou algum petista também tivesse recebido, e entregar os nomes do PT. Francamente! Jornalistas abestalhados, políticos da oposição e simpatizantes da oposição pensam que somos idiotas.
Jussara Seixas
NÃO PASSOU NO JN. NEM VAI PASSAR. YEDA CRUSIUS É DO PSDB PARTIDO DO SERRA, CANDIDATO DA MÍDIA. E O MEDO QUE ISSO ATINJA O SERRA, E ATRAPALHE A SUA ELEIÇÃO EM 2010.
Caras-Pintadas gaúchos exigem Fora Yeda no aniversário de Porto Alegre
Blog: Caras Pintadas do Rio Grande do Sul “O movimento dos “Caras-pintadas” gaúchos, formado por diversas entidades estudantis do RS, reuniu na manhã desta quinta cerca de mil estudantes em Porto Alegre para reivindicar a saída de Yeda Crusius do governo estadual. Com os rostos pintados nas cores da bandeira do Rio Grande do Sul, os manifestantes protestaram contra o desmonte da educação no Estado e cobraram a apuração das denúncias de corrupção. Apresentaram o “Fora Yeda” como solução para a crise do Rio Grande
Grampos indicam doações ‘por fora’ de empreiteira
Diretores da Camargo Corrêa citam ‘pasta de eleições’ com lista de ‘todos os caras que foram pagos’
O Estado de S.Paulo


SÃO PAULO - "Tem aquela pasta de eleições", diz Pietro Bianchi.

"Ah, tá bom", responde Fernando Dias Gomes.

"E lá tem todos os caras que foram pagos", emenda Bianchi.

Grampos telefônicos da Castelo de Areia, operação integrada da Polícia Federal com a Procuradoria da República, revelam intensa movimentação da cúpula da empreiteira Camargo Corrêa em suposto esquema de doações "por fora" para políticos e legendas.

Veja também:
Entenda a operação que atingiu a Camargo Corrêa
Leia trechos de grampos da Operação Castelo de Areia
Tarso nega conotação política na ação que atingiu empreiteira
Camargo Corrêa é suspeita de doações ilegais a sete partidos
PF prende diretores da Camargo Corrêa por crimes financeiros; construtora repudia ação
Sete partidos (PSDB, PDT, DEM, PP, PPS, PMDB e PSB) - além dos senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e deputados, entre eles José Carlos Aleluia (DEM-BA) - são citados como beneficiários de recursos que a PF supõe terem sido desviados de obras superfaturadas.

Diálogos interceptados pela Inteligência da PF revelam passo a passo como agiam os principais executivos da empreiteira, que faturou R$ 16 bilhões em 2008. As escutas fazem a PF supor que a Camargo Corrêa mantinha duas contabilidades para repasses a políticos - uma oficial e outra paralela, sem comunicação à Justiça Eleitoral.

O alvo maior da operação é um pen drive com relação de políticos que teriam recebido propinas da empreiteira. O arquivo digital foi revelado naquela conversa que a PF interceptou, entre Bianchi e Gomes, executivos da empreiteira presos na quarta-feira. Os dois falam de José Carlos Aleluia e de um suposto pagamento a ele. "Não sou candidato e não é primeira vez que bandidos falam nomes de pessoas", reagiu o deputado do DEM. "Não tenho absolutamente contato, nem oficial nem extraoficial, com a Camargo Corrêa. O governo começa a espalhar coisas para cobrir o drama que está vivendo. Não recebo doação que não seja legal."

Os grampos são o fundamento mais contundente dos decretos judiciais de prisão de quatro dirigentes da construtora - Dárcio Brunato, Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes e Raggi Badra - e quatro doleiros, entre eles Kurt Pickel, apontado como articulador de um esquema de remessas ilegais para paraísos fiscais e lavagem de valores.

Além de políticos e siglas, os grampos citam frequentemente a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e seu presidente, Paulo Skaf. Também é mencionado em vários contatos Luiz Henrique, diretor da Fiesp baseado em Brasília e cuja missão seria fazer a ponte da entidade com o Congresso.

Fernando Dias Gomes, segundo a PF, "se coloca em constante comunicação e contato pessoal com o doleiro Kurt". Em diálogo de 10 de outubro, Gomes fala sobre "umas contribuições". Para a PF, ele se refere a doações para campanhas políticas, indicando uma empresa do grupo como doadora de R$ 50 mil e contribuição de R$ 100 mil "para o Mendonça Filho, de Recife (candidato a prefeito em 2008)", além de citar repasse de R$ 300 mil para o PMDB do Pará, "aprovado por fora". Os investigadores dizem que esse grampo "indica a ausência de contabilização oficial de tais doações". Procurado, Mendonça Filho (DEM) afirmou em nota que as doações da Camargo Corrêa para sua campanha foram legais. O valor, segundo ele, foi de R$ 300 mil.

Em outra conversa, 21 de janeiro, Gomes afirma que Dárcio Brunato "tem um pen drive com todas as contribuições eleitorais". Um grampo indica que Bianchi também teria cópia das planilhas com nomes de políticos que podem ter recebido propinas. Relatório da PF assinala: "Pietro diz que possui uma pasta com tais contribuições, constando duas formas de contribuições, a oficial e a ‘por fora’".

Segundo a PF, diálogo de 23 de setembro entre Bianchi e um certo Marcelo "deixa claro a realização de doações por fora, irregularmente, por parte da Camargo Corrêa, a partidos políticos em campanha".

A PF destaca diálogo de 3 de julho de 2008, por meio do qual Dárcio Brunato comenta sobre um cheque destinado a campanha eleitoral e instrui seu interlocutor para que encaminhe o dinheiro a Raggi Badra,"fato que confirma as doações a políticos em campanha".

Para a PF, Bianchi "destaca-se como principal articulador" do esquema político. Em conversa gravada, ele confirma a Fernando Botelho, sócio da Camargo Corrêa e vice-presidente da Fiesp, o repasse de dinheiro a um representante da entidade, em Brasília. O dinheiro seria destinado a "PSDB e PS, 200 para um e 200 para outro".

"Fernando se mostra insatisfeito pela ausência de detalhes de tal repasse e teria sido cobrado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, quanto à sua não-realização", assinala a PF.

Bianchi, após ser cobrado por Botelho, questionou Brunato sobre remessa de R$ 550 mil para Brasília e sua real destinação. Brunato esclarece que o dinheiro fora repassado para a Fiesp em Brasília.
Diálogos interceptados pela PF indicam doações ilegais
Executivos da Camargo Corrêa falam sobre repasses "por fora"; empresa não comentou
Segundo a interpretação dos investigadores, nomes de animais eram usados em referência aos países das remessas internacionais
A transcrição de conversas telefônicas de diretores da Camargo Corrêa aponta que a empreiteira fez doações ilegais a partidos políticos, segundo interpretação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Há mais de 30 conversas em que os executivos falam de contribuições a partidos "por dentro" e "por fora" e de entrega de dinheiro "em espécie".Em setembro do ano passado, às vésperas das eleições municipais, um diretor da empreiteira, Pietro Giavina Bianchi, trava o seguinte diálogo com uma pessoa chamada Marcelo:Pietro: "Sim... mas o que que é, campanha política?"Marcelo: "É..."Pietro: "Por dentro?"Marcelo: "Não...".Noutra conversa, de janeiro deste ano, o mesmo Pietro conversa com um diretor da empreiteira chamado Fernando Dias Gomes. Ele explica que a lista com as doações está "numa pasta de eleições": "E lá tem todos os caras que foram pagos" (...), "inclusive a colaboração oficial". E conclui: "Tem as duas, né? Tem as duas, tá?".A procuradora Karen Kahn diz que as conversas revelam "indícios robustos" da existência de doações legais e ilegais.Quatro diretores da Camargo Corrêa foram presos anteontem pela PF na Operação Castelo de Areia, sob a suspeita de terem praticado os seguintes crimes: remessa ilegal de dólares, superfaturamento de obras públicas e lavagem de dinheiro.A PF encontrou menções de doações a PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB.No diálogo sobre as duas listas, o diretor Dias Gomes diz que ligou porque o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) quer "saber se foi pago alguma coisa no passado". "Mas pagamos, não?", pergunta Pietro. Não há doação oficial da empreiteira para Aleluia. O deputado diz jamais ter recebido qualquer doação ilegal.A Camargo Corrêa não quis comentar os diálogos ontem.Pietro é o mais frequente interlocutor nas conversas sobre doações. Em janeiro deste ano, ele diz a Dias Gomes: "(...) porque tudo isso é por dentro, né, não tem nenhum problema de poder falar isso no telefone".O grupo não prima pela organização, como nota o próprio Pietro. Ao relatar para Dárcio Brunato, também diretor da Camargo Corrêa, que o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, teria afirmado "que não recebeu dinheiro nenhum", Pietro desabafa: "(...) puta zona tá isso lá".Pietro detalha a Fernando Arruda Botelho, diretor da empreiteira, a doação via Fiesp: "Foi dado o dinheiro"?, pergunta Arruda Botelho. "Foi... foi passado lá pro pessoal de Brasília... contataram com o menino lá da Fiesp... e eles dividiram lá... mandaram uma parte para o PSDB, outra parte para o PS... tem uma distribuição que fizeram em Brasília..."A Fiesp diz que é uma entidade apolítica, que não intermedeia doações a políticos.Num diálogo sobre o envio de dinheiro para Recife, onde a empreiteira integra o consórcio que constrói a Refinaria do Nordeste para a Petrobras, os executivos reclamam da dificuldade de mandar "dinheiro em espécie" para lá. O Tribunal de Contas da União apontou superfaturamento na obra.Segurança com as conversas é uma obsessão entre os diretores da Camargo Corrêa. Eles recorrem a telefones públicos, usam Skype (telefonia via internet), telefone criptografado (com códigos que impediria escutas), associado a "roaming" (fora da área original).Os códigos usados para as remessas internacionais remetem a um zoológico. Em vez de citar nomes dos que vão receber as remessas, os executivos e doleiros falam em nomes de animais. Arruda Botelho pergunta, em setembro, ao suposto doleiro Kurt Paul Pickel: "Tá bom, e você recebeu o negócio do canguru?". Noutra conversa, falam de "Austrália" e "1.200 milhas" -possível referência a valores. Também são citados camelo, cachorro e vaca.Kurt parece brincar com o código numa conversa com Pietro em que parece pedir dinheiro à empreiteira: "Professor, o canarinho aqui está precisando de alpiste".
Folha de São Paulo
Protesto contra governo de Yeda reúne mais de 1.000 Estudantes queimaram boneco que representava tucana, a quem acusam de corrupçãoAto faz parte de campanha deflagrada por diretórios de estudantes, mas PSOL, PT e PDT estavam presentes; Estado se nega a comentar

Em novo protesto para pedir a renúncia da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), a quem acusam de corrupção, estudantes percorreram ontem ruas do centro de Porto Alegre e fizeram um comício em frente ao Palácio Piratini (sede do governo), onde queimaram um boneco que representava a tucana.A manifestação faz parte da campanha "A volta dos Caras-Pintadas - Ella não pode continuar", deflagrada por diretórios de estudantes das universidades e por grêmios estudantis, e reuniu entre 1.000 e 1.500 manifestantes, de acordo com os organizadores e a Brigada Militar. Anteontem, manifestações anti-Yeda ocorreram em Pelotas e Santa Maria.No meio do protesto, havia bandeiras e cartazes do PSOL, do PDT e do PT, legendas oposicionistas. A deputada federal Luciana Genro (PSOL-RS) também esteve na manifestação. Os organizadores, entretanto, negaram o caráter partidário da ação."Há estudantes que são militantes de partidos, mas o movimento estudantil é autônomo", disse o estudante de jornalismo Rodolfo Mohr, coordenador do DCE da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e filiado ao PSOL."Aqui os escândalos de corrupção estão brotando como água nos Lençóis Maranhenses. É só cavar um pouco na superfície que aparece", ironizou.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2703200917.htm

26 março 2009


YEDA CRUSIUS E MALUF
QUÃO LINDO É A SOLIDARIEDADE...DE ARREPIAR....É muito cinismo, cara de pau, indecência, enfim, resvala ao pornográfico e outros quetais do submundo das elites.... De um amigo

RSURGENTEYeda recebe solidariedade de Maluf: "Confio 100% na honestidade da governadora"
Comentário do deputado federal Paulo Maluf (PP), acusado de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro, sobre a governadora Yeda Crusius (PSDB), em entrevista ao jornal O Pioneiro:“Vou ser muito claro: confio 100% na honestidade da governadora Yeda. Eu também fui governador e sei que quem chega a ser governador ou presidente está escrevendo a sua biografia. Ninguém chega num cargo desses pretendendo fazer irregularidades. Se as pessoas não têm defeito quando chegam num cargo público, a oposição inventa. Eu acredito na honestidade da governadora, foi uma boa ministra do Planejamento no governo do Itamar, e tenho certeza de que ela tem uma história de luta. A mulher gaúcha é muito valorosa, e acho que ela vai vencer com uma administração correta, competente como está fazendo, sem as acusações mentirosas que a oposição faz a ela”.
Corrêa: PF investigará indícios de corrupção eleitoral
Agencia Estado
BRASÍLIA - A Polícia Federal (PF) vai analisar os indícios de corrupção eleitoral encontrados no material apreendido na operação Castelo de Areia para propor, se for o caso, a abertura de inquérito específico na Justiça Eleitoral. "Essa operação não nasceu do nada, ela nasceu de outra, com foco em crime financeiro, mas se as investigações apontarem para crime político, será apurado, seja contra que partido for", afirmou hoje o diretor-geral da instituição, delegado Luiz Fernando Corrêa. "O próximo passo é uma análise criteriosa de todo o material colhido", avisou.Alguns partidos alcançados pela operação, sobretudo o DEM e o PPS, alegam que a investigação foi direcionada pelo governo para atingir a oposição. O inquérito relaciona sete partidos que teriam recebido da empreiteira doações de dinheiro desviado de obras públicas por meio fraudulento. "Se houver algum indício forte de crime, com o devido crivo do juiz e do Ministério Público (MP), será instaurado procedimento específico na instância devida", disse Corrêa, após participar da solenidade de comemoração dos 65 anos da PF, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Justiça, Tarso Genro, em Brasília.
Dona da Daslu não pode recorrer em liberdade, diz MPF
Agencia Estado
O procurador do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) Matheus Baraldi Magnani afirmou, em coletiva de imprensa, que a dona da butique Daslu, Eliana Tranchesi, e os outros envolvidos na Operação Narciso, presos novamente hoje pela Polícia Federal (PF), não poderão recorrer em liberdade. Na avaliação do MPF, a sentença da juíza da 2ª Vara Federal de Guarulhos, Maria Isabel do Prado, imputa o reconhecimento da existência de uma organização criminosa e a reiteração dos crimes já cometidos, o que impede o recurso em liberdade.Entretanto, na entrevista coletiva que concedida hoje, o procurador do MPF-SP reconheceu que os habeas-corpus foram rejeitados antes que a sentença fosse dada e prevê que a defesa deve entrar com uma série de novos habeas-corpus na Justiça, agora que a sentença já foi expedida. Segundo o procurador, essa quadrilha atuava de forma muito confiante pelo poder social e político que tinha

Charge do Bessinha
Paulo Skaf pediu doações para políticos em períodos eleitorais, mas diz ter sido sempre “dentro da lei”
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, lembra-se de em períodos eleitorais ter sido procurado por políticos que considera “sérios” e que “defendem bons projetos para o país e para a indústria”. Em alguns casos, esses políticos pedem a ele que interceda “para dar um toque, uma força” junto a empresas que podem fazer doações de campanha.
Blog do Fernando Rodrigues
Ibama multa fazendas na Raposa/Serra do Sol em R$ 42 milhões
da Folha de S.Paulo, em Brasília
Três fazendas na reserva Raposa/Serra do Sol (RR) serão autuadas por explorar áreas não licenciadas e de proteção ambiental. O Ibama detectou 8.578 hectares de terras usadas ilegalmente por arrozeiros. A multa será de ao menos R$ 42 milhões.
A fazenda Providência, de Paulo César Quartiero, um dos principais líderes dos arrozeiros, receberá a maior multa --de no mínimo R$ 21 milhões--, por degradar área sem licença, de reserva ambiental e de proteção permanente. Quartiero responde a mais oito processos referentes a desmatamento.
As duas outras fazendas em que o Ibama detectou irregularidades são a Canadá e a Tatu. Ivo Barili, proprietário da Tatu, cuja multa está avaliada em, no mínimo, R$ 3,5 milhões, disse que só plantou em área licenciada e deve recorrer. "A única saída que tem agora é me prenderem, para eu comer às custas do governo", disse ele.
O dono da Canadá, Genor Luiz Faccio, e Quartiero não foram encontrados para comentar o parecer.
Dona da Daslu pega pena total de 94 anos e meio de prisão
UOL Notícias
Em São Paulo
A juíza Maria Isabel do Prado, da 2ª Vara da Justiça Federal, em Guarulhos (Grande SP), por entender que a butique Daslu e importadores ligados à empresa faziam parte de uma organização criminosa, determinou em sentença condenatória pena total de 94 anos e 6 meses de prisão, por crimes como formação de quadrilha, descaminho (importação fraudulenta de produto lícito) e falsidade ideológica.
Eliana Piva de Albuquerque Tranchesi, 53, herdou loja Daslu da mãe e gastou R$ 200 milhões com templo de luxo em São Paulo
A condenação é em primeira instância e cabe recurso. No total, sete pessoas foram condenadas à prisão pela Justiça Federal envolvidas com irregularidades na Daslu. As informações sobre a sentenção foram divulgadas pelo Ministério Público Federal.O irmão de Eliana e ex-diretor financeiro da loja Antonio Carlos Piva de Albuquerque também pegou um total de 94 anos e 6 meses de prisão na sentença. No Brasil, o réu só pode cumprir no máximo 30 anos de prisão, de acordo com a legislação.Eliana Tranchesi, seu irmão e o empresário Celso de Lima, da importadora Multimport, foram presos na manhã de hoje pela Polícia Federal, em cumprimento da sentença condenatória da Justiça Federal. A sentença tem cerca de 500 páginas.As outras quatro pessoas condenadas no mesmo caso são André de Moura Beukers, da importadora Kinsberg, Christian Polo, da importadora By Brasil, Roberto Fakhouri Júnior e Rodrigo Nardy Figueiredo (ambos da importadora Todos os Santos). Também foram expedidos mandados de prisão contra eles.
Crise foi causada por 'gente branca e de olhos azuis', diz Lula
Presidente fez a afirmação ao lado do primeiro-ministro britânico e compara crise a febre que atinge todos
Leonencio Nossa, da Agência Estado

AP
Gordon Brown encontra Lula em visita oficialBRASÍLIA - Ao lado do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 29, que as decisões políticas neste momento de crise são mais importantes que as econômicas. "Ele (Gordon Brown), outros líderes mundiais e eu sabemos que o momento exige decisões políticas profundas mais fortes que decisões econômicas que viermos a tomar", afirmou. Lula reforçou que a crise financeira internacional foi causada e fomentada por "gente branca, e de olhos azuis", numa referência a especuladores estrangeiros, de países do primeiro mundo.
Lula rebateu afirmações de que haveria questões ideológicas nas suas avaliações sobre a crise financeira mundial. "Não existe questão ideológica, existe um fato que mais uma vez percebe-se que a maior parte dos pobres que sequer participava da globalização estava sendo uma das primeiras vítimas da crise. O preconceito que vejo é contra os imigrantes nos países desenvolvidos", afirmou o presidente ao lado de Brown.

Lula citou que no Brasil o governo decidiu regulamentar a permanência dos bolivianos. "Porque não se pode jogar nas costas deles a responsabilidade de uma crise que foi causada por poucos". E completou: Não conheço nenhum banqueiro negro ou índio. Só posso dizer que as pessoas desta parte da humanidade foram as maiores vítimas do mundo e elas não podem pagar por isso".

Em declaração à imprensa, no Palácio da Alvorada, o presidente voltou a defender a regulação do sistema financeiro internacional. "Não é possível uma sociedade em que você entra no shopping ou no aeroporto e é filmado, sempre vigiado, e o sistema financeiro não ser vigiado e não ter uma regulação", afirmou.

Para o presidente, a crise financeira é uma febre que atinge todos os países. Ele defendeu maior participação do Estado na busca de melhorias para a sociedade. "É preciso que o sistema financeiro se reeduque e trabalhemos para incentivar o setor produtivo", afirmou. "Temos consciência de que é preciso fortalecer as instituições de financiamento", acrescentou.

Lula disse que Gordon Brown já é um "amigo" do Brasil e de seu governo, desde 2003, quando o britânico era ministro da Economia. "Recordo sempre dos momentos mais difíceis, quando tomamos posse em 2003. Gordon Brown, como ministro da economia, foi um parceiro para ajudar o Brasil naqueles momento difíceis e de incertezas, sobretudo para ajudar o Brasil a ganhar credibilidade internacional", disse.

Brown defendeu a mudança na lógica do sistema financeiro internacional. "O antigo consenso de Washington morreu e não podemos voltar ao modelo de sistema bancário passado", disse Brown, ao lado de Lula. "Temos de mudar a lógica financeira para permitir que pessoas e empresas se sintam seguras em usar os bancos", acrescentou.

Plano anticrise dos EUA

Lula não demonstrou ânimo em relação à eficácia do pacote econômico apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que prevê um aporte de US$ 1 trilhão para compra de ativos considerados "tóxicos". "Se o Obama tomou a decisão pensando no melhor para os Estados Unidos, ótimo. Espero que dê certo", disse. "Mas acho que não podemos usar o pouco dinheiro que nos resta para comprar títulos que aqui chamamos de podres", completou.

Lula afirmou ainda que entre os problemas que precisam ser enfrentados no mercado interno é o spread bancário. "Subiu demais", disse.

O primeiro-ministro Gordon Brown evitou críticas ao plano de Obama e fez comentários num tom amistoso. "É um bom sinal que, uma semana antes do G-20, o governo Obama tenha se posicionado sobre os ativos tóxicos", disse.
Governo anuncia nesta quinta medidas para reduzir spread
Ministro do Planejamento confirma que CMN vai discutir e divulgar diversas ações ainda nesta quintaCélia Froufe, da Agência EstadoBRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, confirmou nesta quinta-feira, 26, que o Conselho Monetário Nacional (CMN) discutirá e anunciará várias medidas, ainda hoje, para reduzir o spread bancário.
Ele informou, no entanto, que medidas sobre a possibilidade de mudanças na forma de cálculo do rendimento da poupança ainda não estão no radar. "Precisamos primeiro decidir se haverá mudança", afirmou, ao chegar no Ministério da Fazenda para participar da reunião do CMN.Bernardo comentou também com os jornalistas que a pauta de discussões da reunião é extensa. Questionado sobre se haverá redução da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6,25% ao ano, o ministro desconversou: "Vai ter isso também?".
NOTÍCIAS QUE A OPOSIÇÃO ODEIA
Atividade industrial de SP sobe, humor do setor melhora
REUTERS
SÃO PAULO - A atividade da indústria paulista cresceu em fevereiro na comparação mensal, mas caiu fortemente em relação ao patamar de igual período do ano passado, enquanto o humor do empresário do setor apresentou ligeira melhora em março. Os dados são de pesquisas divulgadas nesta quinta-feira pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O Índice de Nível de Atividade subiu 1,1 por cento no mês passado ante janeiro, segundo dados com ajuste sazonal. Em relação a fevereiro de 2008, o INA caiu 15,4 por cento. Sem ajuste sazonal, a atividade subiu 0,8 por cento em fevereiro sobre janeiro.
Supermercados têm alta de 4% nas vendas em fevereiro
Agencia Estado
SÃO PAULO - As vendas reais nos supermercados cresceram 4,16% em fevereiro sobre o mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a janeiro, as vendas em fevereiro apresentaram queda de 5,37%. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas tiveram aumento de 5,37%. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).Em nota, a Abras destaca que o setor apresenta um resultado "expressivo", mesmo com os efeitos da crise financeira internacional. Na avaliação da entidade, "isso corrobora a tese de que o varejo de alimentos é o último a sentir os efeitos da crise". Sobre a queda em fevereiro ante janeiro, o documento ressalta ser efeito calendário, por fevereiro ter menos dias.

Juros para empresas e consumidores caem em fevereiro
da Agência Estado
BRASÍLIA - A taxa de juros média das operações de crédito com recursos livres recuou de 42,4% ao ano em janeiro para 41,3% ao ano em fevereiro, segundo informou nesta quinta-feira, 26, o Banco Central. A taxa de juros para pessoas jurídicas recuou de 31% para 30,8% na mesma comparação, enquanto que, para pessoas físicas, passou de 55,1% para 52,7% ao ano. Parte dessa queda da taxa de juros se deveu ao recuo dos spreads.
Bancada do PT destaca importância do programa habitacional do governo
Parlamentares da bancada do PT acompanharam nesta quarta-feira o lançamento do programa habitacional do governo “Minha Casa Minha Vida”, que vai investir R$ 34 bilhões e construir 1 milhão de casas.
Eles foram unânimes em elogiar a iniciativa do governo Lula que, além de solucionar o problema de moradia, especialmente para a classe menos favorecida, vai gerar emprego e renda, minimizando os efeitos da crise financeira internacional no País. “Esse programa é muito positivo, primeiro porque começa a equacionar o déficit habitacional no Brasil, que é de 7 milhões de habitações. Segundo, porque é uma política de criação de empregos num momento em que estamos precisando criar empregos. E, em terceiro lugar, é uma política de desenvolvimento econômico porque faz girar alguns bilhões na economia em toda a cadeia produtiva”, afirmou o líder da bancada do PT, deputado Cândido Vacarrezza (SP). O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), considerou a iniciativa “arrojada e oportuna”, já que atende às necessidades sociais por meio da construção de um milhão de moradias”. Fontana destacou que, além de ajudar na redução do déficit habitacional, o programa vai gerar 1,5 milhão de empregos em todo o País. “A criação de empregos é fundamental neste momento, para enfrentarmos a crise que vem de fora e causa impacto na nossa economia”, destacou.Novidade
O deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA) destacou que a grande novidade do programa é a criação do Comitê Gestor, com a preocupação do governo Lula de não apenas construir casas, mas de construir cidades, com toda infraestrutura necessária. “O governo Lula está corrigindo equívocos de governos passados, que nunca se preocupou com a infraestrutura, com a malha urbana. Eles apenas construíam depósitos de gente. O programa Minha Casa Minha Vida se preocupou em resolver o problema habitacional com qualidade de vida, com a valorização dos espaços urbanos e com a função social da terra”. Zezéu também destacou a geração de empregos que o programa vai incentivar em toda cadeia produtiva da construção civil.
Zezéu Ribeiro é autor da Lei 11888/08 que assegura o direito das famílias de baixa renda à assistência técnica pública e gratuita para o projeto e a construção de habitação de interesse social. Ele contou que, na cerimônia de lançamento do Minha Casa Minha Vida, o presidente Lula citou a lei, como um instrumento importante para ajudar na implantação do programa.
O deputado Pedro Wilson (PT-GO) afirmou que este é o maior programa já lançando até hoje em relação à construção da casa própria. “Como sabemos do déficit da habitação no País, principalmente para a classe pobre, quero me congratular com o presidente Lula que priorizou esta camada da população no projeto”.
O deputado Eduardo Valverde (PT-RO) ressaltou a importância do subsídio que o governo vai conceder para as famílias que ganham até três salários mínimos. “A grande maioria das famílias que precisam de moradia não pagarão praticamente nada pela sua casa por este programa do governo Lula”, acrescentou.
Liderança PT/Câmara
BURRO E MAU - CARÁTER
O desespero e o despreparo da oposição, até para ser oposição, são imensos. Chegam às raias do absurdo. O presidente Lula e a ministra Dilma lançaram ontem o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. É um programa grandioso, arrojado, que prevê a construção de 1 milhão de casas para a população de baixa renda. Um programa em que o governo aporta R$34 bilhões de reais. Um programa que vai gerar mais de 500 mil empregos diretos e indiretos, um investimento que vai aquecer a economia no momento que vários países estão enfrentando a recessão por conta da crise econômica mundial. O programa conta com a participação e com a parceria de prefeituras e governos estaduais, independentemente de esses governos serem da oposição. O que interessa para o presidente Lula e para a ministra Dilma, para o governo Lula, é suprir a falta de habitações para a população de baixa renda, a um custo que ela pode pagar. Trata-se, além disso, de diminuir o impacto negativo da crise mundial no Brasil. De diminuir o desemprego, gerar emprego e renda, aquecer a economia interna, atrair investimentos. Mas a oposição, ansiando pelo poder em 2010, diz que o programa é eleitoreiro. Justo eles, que não têm programa de governo, que não têm o que apresentar para o povo... O governador Serra, PSDB, reuniu-se com a ministra Dilma no Palácio do Planalto para discutir esse programa de habitação, que prevê a construção de 1 milhão de casas populares, há 15 dias, quando ela até pediu a colaboração do Estado para agilizar as medidas. Dilma sugeriu ao Serra, por exemplo, que reduza o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), principal tributo estadual, sobre o material de construção, para diminuir custos. Ontem Serra não compareceu ao lançamento do programa habitacional do governo Lula, apesar de ter sido convidado. E em entrevista ao jornal Estado, disse que não "falaria sobre o programa", "que desconhecia o programa", "que não viu qual é o plano". Das duas uma, ou Serra é um débil mental ou está agindo de má fé para dificultar a construção de casas em SP. Ou das duas duas. Eles mostram quanto são despreparados, porque essa atitude, mesmo como oposição, é um tiro no próprio pé: o candidato a presidente em 2010 está atrasando a vida dos mais pobres. O povo vai saber que ele está boicotando a construção de casas em SP, vai descobrir que eles são contra o crescimento do país e a geração de empregos. Deixar de colaborar com o governo Lula no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que vai beneficiar milhões de pessoas, é passar atestado de que é burro e mau-caráter. Não se elege nem para síndico, quanto mais para presidente.
Jussara Seixas
Polícia Federal prende dona da Daslu em São Paulo
da Folha Online
A empresária Eliana Tranchesi, sócia da butique Daslu, foi presa no início da manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal em cumprimento de sentença judicial condenatória da 2ª Vara da Justiça Federal, em Guarulhos (Grande SP). Ela é acusada pelos crimes de descaminho ou contrabando.O IML (Instituto Médico Legal) confirmou que ela fez exame de corpo de delito na manhã desta quinta-feira, mas não informou outros detalhes. Depois disso, ela foi conduzida a um presídio feminino na zona norte da capital paulista.A crise da loja mais luxuosa do país começou em julho de 2005 com uma megaoperação (chamada Narciso) da Polícia Federal e da Receita Federal, que resultou na detenção, por 12 horas, de Eliana Tranchesi e na apreensão de documentos. À época, Antonio Carlos Piva de Albuquerque, irmão de Eliana, ficou preso por cinco dias, sendo liberado e preso novamente em 2006.A maior butique de luxo do país é acusada de importação irregular. A empresa teria construído um esquema para subfaturar importações com o objetivo de sonegar impostos.No esquema, a Daslu seria a responsável pela negociação, compra, escolha e pagamento de mercadorias no exterior e, após tais atos, entravam em cena as importadoras ("tradings"), que eram responsáveis pela falsificação de documentos e faturas destinados a permitir o subfaturamento do valor das mercadorias.Em dezembro de 2005, na esteira da investigação, a Receita apreendeu R$ 1,7 milhão em bolsas das marcas Chanel e Gucci importadas pela Columbia. Etiquetas da trading estariam sobrepostas às da Daslu no contêiner que foi fiscalizado pela Receita. Ao ocultar o nome da Daslu, a loja deixaria de ser contribuinte de IPI (Impostos sobre Produtos Industrializados) de 10% sobre o valor da venda do produto ao consumidor. Só esta suposta sonegação alcança ao menos R$ 330 mil.Durante o processo, a defesa de Eliana e Piva de Albuquerque jogou a responsabilidade pelo esquema para as importadoras, alegando que os irmãos nada sabiam.Autoridades americanas, porém, obtiveram das empresas Marc Jacobs, Donna Karan e Ralph Lauren as faturas originais de venda de mercadorias à Daslu, atestando inúmeras negociações realizadas por tais grifes diretamente com a butique brasileira, além dos preços reais praticados.
ENCAMINHADA AO CARANDIRU
AG ESTADO
A dona do butique de luxo Daslu, Eliana Tranchesi, foi presa na manhã de hoje, em sua casa, na zona sul de São Paulo, por ordem da 2º Vara da Justiça Federal de Guarulhos, na Grande São Paulo. Eliana foi levada para o Presídio Feminino do Carandiru, na zona norte de São Paulo, segundo a Polícia Federal (PF).


A prisão está relacionada à Operação Narciso da Polícia Federal, que investiga crime de sonegação fiscal e contrabando, realizada em 2005. Segundo a PF, outras pessoas também serão presas, mas o número exato de mandados de prisão não foi divulgado.

As prisões desta quinta foram determinadas pela juiza Maria Isabel do Prado da 2ª Vara da Justiça Federal de Guarulhos e fazem parte de uma continuação da Operação Narciso, deflagrada em julho de 2005. Mais uma pessoa foi presa, mas não teve seu nome divulgado.

Em 2005, a Operação Narciso cumpriu 33 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão contra sonegação fiscal e contrabando em São Paulo, Santa Catarina, Espirito Santo e Paraná. Nesta quinta, os agentes da Polícia Federal devem cumprir sete mandados de prisão.

As investigações sobre o suposto esquema de contrabando e de fraude fiscal envolvendo a Daslu começaram em outubro de 2004, com a apreensão de uma nota fiscal da Gucci que estava em um contêiner no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica.

A nota mostrava a venda direta da grife italiana para a Daslu enquanto outra nota, a que foi apresentada à Receita Federal, dizia que a mercadoria havia sido exportada por uma de Miami (EUA) para uma importadora no Brasil.

Na época, escutas telefônicas demonstraram que acusados no caso estavam planejando a queima de documentos sobre a fraude. Policiais federais revistaram a Daslu, apreenderam documentos e prenderam a proprietária da loja, Eliana Tranchesi, e seu irmão, além de dois outros acusados.

Vixe! Pelo jeito Gilmar Mendes vai ter bastante habeas corpus para fornecer. Será que já estão prontos?

Senado aprova acordo para construção de ponte entre Brasil e Uruguai
BRASÍLIA - Não há mais empecilhos legais para a construção da segunda ponte entre Brasil e Uruguai, sobre o Rio Jaguarão. O Senado aprovou hoje (25) o acordo para a realização da obra, assinado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Uruguai, em fevereiro de 2007. A ponte ligará as cidades de Jaguarão, no Rio Grande do Sul, e Rio Branco, no país vizinho. Pelo acordo, Brasil e Uruguai dividirão os custos relativos aos estudos, ao projeto e à construção da segunda ponte. Cada país ficará responsável pelas despesas referentes aos respectivos acessos à ponte e às desapropriações necessárias à implantação das obras em cada território nacional. O texto do acordo, aprovado pelo Congresso, ainda prevê estudos para análise da possibilidade de se estabelecer um sistema integrado de passo de fronteira, reservando a atual ponte internacional Barão de Mauá para o trânsito de veículos leves. A ponte foi construída em 1930, com capacidade para uma carga diária de 30 mil toneladas a 40 mil toneladas, mas todos os dias trafegam pela Barão de Mauá, em média, cerca de 80 mil toneladas.As restauração da ponte antiga e a construção de uma nova visam ao desenvolvimento sócio-econômico dos dois países e a integração física da América do Sul. O decreto legislativo que aprova o acordo bilateral já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e segue, agora, para promulgação pelo presidente Lula. (Agência Brasil)
PF investiga doações ilegais da Camargo Corrêa a políticos
Quatro diretores da empresa são presos; há suspeita de superfaturamento de obrasEm grampo, executivo diz que presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se queixava da demora de pagamentos a senadores de DEM e PSDB
Divulgação/PF
Objetos da Camargo Corrêa separados por agentes da Polícia Federal em São Paulo para serem analisados

Folha de São Paulo

A Polícia Federal deflagrou ontem a Operação Castelo de Areia, que atingiu a direção da empreiteira Camargo Corrêa, investigada por supostos crimes de remessa ilegal de dólares, superfaturamento de obras públicas e doações ilegais para partidos políticos. O relatório da PF cita o PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT e PP.Foram presos quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa. Cerca de 40 policiais federais fizeram buscas na sede da empresa, na Vila Olímpia (zona sul de São Paulo), e levaram documentos, computadores e um cofre. A busca durou cerca de dez horas. Três supostos doleiros e um suspeito de ser o articulador das remessas ilegais também foram detidos. Todos continuam presos até ontem à noite.Na casa de um dos diretores presos, chamado Dárcio Brunato, delegados da PF afirmam ter encontrado uma lista com os nomes de políticos e funcionários públicos que teriam recebido valores da empreiteira.Na mencionada lista, há referências ainda ao Tribunal de Contas da União, o que criou um constrangimento durante a operação, já que membros do tribunal acompanharam as prisões e buscas. A presença deles foi solicitada pela própria PF, diante dos indícios de superfaturamento de obras públicas.A obra citada na investigação é a Refinaria Abreu de Lima, conhecida também como Refinaria do Nordeste. O TCU apontou em 2008 um superfaturamento de cerca de R$ 72 milhões na obra da Petrobras, feita por um consórcio que inclui a Camargo Corrêa.As conversas gravadas pela PF sobre remessas ilegais aconteceram na mesma época do ano passado em que TCU apontava problemas de superfaturamento na construção da refinaria. Por isso os policiais federais suspeitam que o superfaturamento e as remessas tenham alguma ligação.Foram presos os diretores da construtora Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes, Dárcio Brunato e Raggi Badra Neto, além das secretárias Darcy Flores Alvarenga e Marisa Berti Iaquinto.SkafDurante as interceptações telefônicas, a polícia gravou uma conversa entre o vice-presidente da Camargo Corrêa, Fernando Botelho, com um dos diretores presos, Bianchi.No diálogo, de setembro do ano passado, Botelho afirma ter sido procurado pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que se queixava da demora do repasse de verbas da empreiteira.Por causa do contexto, Skaf é apresentado pela PF como o suposto intermediário da Camargo Corrêa com os partidos políticos. Ele é apontado como eventual candidato ao governo de São Paulo em 2010.Noutra conversa, Bianchi telefona para outro diretor, Brunato, e diz, segundo a transcrição do diálogo, que o pagamento já havia sido feito. "Foram R$ 300 mil para Agripino e partido", diz, e "outros 200 para Flexa Ribeiro". Agripino seria o senador José Agripino Maia (DEM-RN); Ribeiro é senador paraense do PSDB.Botelho também relata numa conversa telefônica a remessa de R$ 300 mil para o PMDB do Pará.A PF encontrou ainda indícios de que a empreiteira enviava dólares em notas para o Peru. A empresa faz duas estradas no Peru, uma das quais parte do Acre -a Transoceânica.Durante as conversas, os diretores demonstraram preocupação com eventual escuta telefônica. Um dos diretores só usava telefone criptografado -com códigos que evitariam as gravações. Outro, só falava de telefone público. Houve orientação ainda para "limpeza" dos HDs (discos de memória) de computadores.Um dos motivos da busca e apreensão realizada ontem era o aprofundamento das investigações sobre essas supostas doações aos partidos.ExteriorA investigação da PF começou em janeiro do ano passado, após uma denúncia anônima que apontou o suposto doleiro suíço Kurt Paul Pickel, naturalizado brasileiro, como suspeito de ser intermediador de ações ilícitas praticadas pela empresa.A PF obteve autorização judicial para realizar escutas telefônicas e interceptações de e-mails. Na casa de Pickel, foi colocada uma escuta ambiental. Ele passou a ser vigiado por agentes, que fotografaram dezenas de idas dele à sede da construtora, em São Paulo.A polícia aponta que as remessas eram feitas por empresas fantasmas brasileiras e passavam por "offshores" no Uruguai, nas Ilhas Cayman e na Suíça. Duas empresas fantasmas de Saquarema, no interior do Rio de Janeiro, fizeram remessas de US$ 810 mil, US$ 600 mil e US$ 200 mil.O Ministério Público Federal diz que foram realizadas remessas que somam R$ 20 milhões no período de um ano.As sedes dessas empresas, chamadas Admaster Serviços e Instituto Pirâmides, ficam em ruas de terra num bairro de baixa renda. Segundo a PF, as empresas não têm negócio algum.José Alberto Iegas, delegado regional da PF de Combate ao Crime Organizado, diz que não há comprovação de que o dinheiro retornava ao Brasil -um dos caminhos já conhecidos pela PF para o pagamento de comissões a políticos.
Empresa doou R$ 30 mi a partidos desde 2002
Repasses foram feitos indiretamente a candidatos e comitês; PSDB, DEM e PT receberam mais verba
Folha de São Paulo
A Camargo Corrêa é uma das grandes doadoras legais de partidos, políticos e comitês eleitorais, especialmente de PSDB, DEM e PT. Desde 2002, foram ao menos R$ 30 milhões.Nas eleições municipais de 2008, as empresas do grupo doaram R$ 5,96 milhões. O campeão foi o comitê financeiro municipal único do DEM de São Paulo, que tinha o prefeito Gilberto Kassab concorrendo à reeleição. Foram R$ 3 milhões.No caso de doações diretas para os candidatos, os que mais receberam foram o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), com R$ 300 mil; sua adversária na campanha do ano passado, Gleisi Hoffmann (PT), mulher do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, com R$ 500 mil; e o também petista João da Costa (PE), com R$ 200 mil.A Camargo Corrêa já havia sido a maior doadora individual da campanha à Prefeitura de São Paulo de José Serra (PSDB) em 2004, com R$ 1,016 milhão. Kassab era o vice de Serra.Levantamento do site Às Claras mostra que a Camargo Corrêa doou, ao todo, R$ 4,18 milhões em 2004. Dos 10 candidatos que mais receberam, 5 eram do PT, 3, do PSDB e 1, do então PFL (hoje DEM).Os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) mostram que, na corrida presidencial de 2006, empresas do grupo doaram R$ 3,54 milhões para o comitê de reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu R$ 400 mil. Em 2006, foram mais de R$ 13 milhões doados. O senador Garibaldi Alves (PMDB) recebeu R$ 400 mil, o governador Aécio Neves (PSDB-MG) e a senadora Roseana Sarney (PMDB), R$ 300 mil, cada um. O senador Aloizio Mercadante (PT), R$ 200 mil, assim como o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT).Doações ocultasAlém de doações eleitorais, a Camargo Corrêa utilizou o expediente da "contribuição oculta" no pleito de 2006. Foram R$ 6,35 milhões a PT, PSDB e DEM. Trata-se de um drible na lei eleitoral: a doação é feita aos partidos, que distribuem o recurso aos candidatos. Assim, perde-se o vínculo direto entre doador e beneficiário.Além disso, as empresas podem doar quanto quiserem. Se doarem aos candidatos, o limite legal é de 2% do faturamento bruto no ano anterior à eleição.Em 2006, a empreiteira doou R$ 2,85 milhões ao Diretório Nacional do PSDB, o que fez dela a segunda maior contribuinte do partido no ano.O PT veio em segundo lugar, recebendo R$ 2 milhões, sua quarta maior empresa doadora. O DEM foi o destinatário de mais R$ 1,5 milhão.
Estudantes protestam em 2 cidades pela saída de Yeda
DA AGÊNCIA FOLHA, EM PORTO ALEGRE
Estudantes fizeram protestos pedindo a renúncia da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), a quem acusam de envolvimento com corrupção.As manifestações ocorreram em Santa Maria e Pelotas, duas das principais cidades do interior gaúcho, e reuniram entre 350 e 1.200 pessoas, conforme o cálculo da Brigada Militar ou dos organizadores, respectivamente.Aos gritos de "Fora Yeda", e com os rostos pintados, os estudantes foram apoiados por sindicalistas. As manifestações fazem parte da campanha "A volta dos Caras-Pintadas - Ella não pode continuar", deflagrada por diretórios de estudantes.Em Santa Maria, eles entregaram uma carta à Justiça Federal em que pediam celeridade na punição dos réus da ação penal sobre fraude no Detran. O processo é decorrência da Operação Rodin, que prendeu 13 suspeitos de participarem do desvio de R$ 44 milhões.Até o fechamento desta edição, o governo não se pronunciara sobre os protestos.