21 março 2009


Charge do Bessinha
A Saúde de SP nas mãos de Kassab- DEM/Serra- PSDB
Homem morre após esperar 120 h por UTI
Motorista de 48 anos havia dado entrada no PS de Perus (extremo norte de SP) no domingo como sintomas de infartoMenina com traumatismo craniano passou a noite com sacos plásticos nas orelhas para recolher o sangue que escorria-lhe dos ouvidos LAURA CAPRIGLIONEDA REPORTAGEM LOCAL
Ontem às 21h45, 120 horas depois de dar entrada no Pronto Socorro Municipal de Perus com sintomas de infarto, o motorista Luiz Emilio Bride, 48, morreu. Todas as suas últimas horas de vida, menos a final, ele passou em uma sala da emergência do PS, separada apenas por uma porta de vaivém do saguão do prédio, que está em obras. Os familiares do motorista pediam desde o domingo a transferência dele para uma UTI, em qualquer hospital.Bride, que foi levado ao PS depois de um desmaio, entrou falando. Foi piorando, acabou entubado, e só no início da tarde de ontem teve sua remoção autorizada para os cuidados intensivos do Hospital do Ipiranga. No caminho, ele começou a morrer. Ainda tentaram ressuscitá-lo no Pronto Socorro de Santana. Mas foi tarde demais.Na quinta-feira, às 15h, o PS de Perus autorizou a visita, "um por um" de todos os parentes de Bride que lá estavam aguardando providências. Por volta do meio-dia, ele sofrera uma parada cardiorrespiratória, da qual conseguiu voltar. Estava inconsciente. Como não era mais hora de visita, os familiares entenderam que o médico já estava providenciando a "despedida". Desesperada, a filha Gislaine pediu aos prantos a remoção para uma UTI. Ouviu do clínico: "Seu pai não tem mais jeito. Acabou.""Isso aqui é um matadouro", acusou a dona de casa Andressa Nanni, 33, mãe de uma menina de nove anos. A criança estava com dor de garganta e dor de cabeça. Saiu sem ser atendida porque não havia nem sequer um pediatra no plantão. "Esse PS é a única base de saúde que a gente tem no bairro, e ele é um lixo", afirmou ela.Na noite de quinta-feira, as cerca de 20 pessoas que esperavam ser atendidas no PS de Perus se comoviam com o caso da menina Vitória Açucena Sarambelli, 8. A criança caiu da bicicleta, fraturou o maxilar em três pontos, quebrou dentes. O acidente aconteceu às 14h. A menina foi levada para o PS, que a enviou ao Hospital Estadual do Mandaqui. Diagnóstico: traumatismo craniano.Mas o Hospital do Mandaqui, em vez de atender a menina, devolveu-a ao PS. Ela passou toda a noite em uma sala com a luz apagada, para ver se conseguia dormir. Como cuidados, apenas dois sacos plásticos colados nas orelhas (para recolher o sangue que escorria-lhe dos dois ouvidos) e analgésico por via venosa.Ontem, desfigurada pelo inchaço total da cabeça que a impedia até de abrir os olhos, Vitoria foi de novo enviada ao Mandaqui. Às 22h, ela chorava de dor. Não conseguia se alimentar por causa dos ferimentos. Sua última refeição foi no almoço de quinta-feira.Quando a reportagem da Folha chegou ao Pronto Socorro, na noite de quinta-feira, oito pais e mães carregando seus filhos no colo estavam parados na frente do prédio. Discutiam o que fazer, já que o médico que estava no local, um clínico, recusara-se a atender as crianças doentes. Não havia pediatra no PS. Vivian Cunha Lacerda, mãe de Leonardo, 4, 38C de febre, sem comer desde a véspera, pediu ao médico: "Pelo menos olha a garganta dele." "Ele me disse que não ia pôr a mão no Leonardo porque não é pediatra", disse a mãe. Depois de 40 minutos de espera pelo ônibus, ela voltou para casa. "Olha como ele está quentinho", pediu.

20 março 2009

Lula mantém a melhor aprovação de um presidente desde a redemocratização

A mídia da direita se assanhou toda. Queria cravar nas manchetes “Popularidade de Lula despenca”. Mas não deu. A pesquisa Datafolha registra que a aprovação do presidente Lula está em 65%. Mesmo com a queda de 5% (antes era 70% de aprovação) o presidente Lula garante a mais alta aprovação de um presidente desde a redemocratização. Ele volta para a posição que tinha antes do início da crise mundial.

Lula é um fenômeno. Sua popularidade caiu apenas 5% mesmo com a crise mundial que provocou desemprego, queda do PIB, aperto no crédito. A pesquisa Datafolha lembra que Fernando Henrique Cardoso chegou a apenas 47% no primeiro mandato e 31% no segundo.

Até a Folha de S. Paulo, que torce contra Lula, comenta:

1) “Apesar disso, a queda na aprovação a Lula não é proporcional á gravidade da crise. Esse descolamento parcial entre a piora no cenário econômico e a avaliação do governo federal já tinha ficado evidente na pesquisa de novembro - quando a redução da atividade econômica já provocava um recuo de 7,2% na produção industrial somente naquele mes”.

2) “Isso acontece porque a avaliação do presidente Lula diante da crise continua positiva, ainda que em um grau menor do que antes”.

A pesquisa mostra que 71% dos brasileiros continuam otimistas, pois acham que a situação econômica do país vai melhorar ou ficar como está e só 24% acreditam que vai piorar (4% não sabem).

Os urubus não estão tendo repasto.

Charge sábia do Bessinha
Lula anunciará pacote da habitação no dia 25
Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula Silva confirmou hoje que o pacote de habitação com o objetivo de construir um milhão de casas para famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4.650,00) será anunciado na próxima quarta-feira, dia 25 de março. Lula não deu detalhes sobre como o programa irá funcionar e quando as obras terão início."Na quarta-feira, vamos anunciar um grande programa de habitação no Brasil para construir um milhão de casas", disse ele, no encerramento do seminário "Oportunidades de Comércio, Negócios e Investimentos entre Argentina e Brasil", ao lado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista."Esperamos ser um desafio extraordinário para a indústria da construção civil brasileira, que passou 50 anos reclamando e agora vai ter um milhão de casas para serem construídas, casas para pessoas de zero a dez salários mínimos", acrescentou.O presidente afirmou que essa não será a única medida do governo com o objetivo de combater os efeitos da crise internacional no País, mas não entrou em detalhes sobre quais seriam as demais ações. "Certamente outras medidas vão ser anunciadas na medida em que vá sendo necessário a gente fazer o ajuste da economia."O presidente disse que o crédito no País já está sendo retomado, diferentemente do que está ocorrendo nos países desenvolvidos, "onde o crédito desapareceu". "Trabalho com a confiança de que nós teremos um segundo trimestre melhor que o primeiro, e um terceiro trimestre melhor, e a partir daí a economia brasileira, argentina e da América do Sul e no mundo inteiro comece a se recuperar", declarou.Lula admitiu que a economia brasileira teve um "problema sério" nos meses de outubro, novembro e dezembro, mas ponderou que ela já começa a dar sinais de recuperação. "Certamente, nós não cresceremos o tanto que queríamos crescer, mas com o passar do tempo nós vamos perceber que o Brasil estará entre os países que tiveram crescimento positivo no PIB, diferentemente dos países que estão em recessão, economias fortes como Estados Unidos, países europeus e Japão", afirmou.Como exemplo, ele citou o caso da indústria automotiva brasileira, que passou por uma "crise medonha" no último trimestre de 2008. "Algumas empresas já estão convocando os trabalhadores para fazer hora extra no sábado. Eu acho isso importante", exemplificou.Lula disse ainda que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) vão gerar muitos empregos no País. "Portanto iremos recuperar parte dos empregos, no mês de fevereiro. Já tivemos crescimento positivo dos empregos formais criados em fevereiro", destacou.
CNI/Ibope: confiança no presidente Lula recua para 74%
Agencia Estado
BRASÍLIA - A confiança no presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou de 80% em dezembro de 2008 para 74% em março, segundo revelou a pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje. Por outro lado, subiu de 18% para 23% os entrevistados que afirmaram não confiar no presidente Lula. A pesquisa também indicou uma redução na percepção de que o atual mandato do presidente está sendo melhor do que o primeiro - caiu de 49% em dezembro para 41% este mês o número de pessoas que tem essa percepção. Os entrevistados que consideram o atual mandato pior do que o anterior subiram de 11% para 18% enquanto que aqueles que consideram igual as duas gestões passaram de 39% em dezembro para 40% em março. A pesquisa foi realizada de 11 a 15 de março e ouviu 2.002 pessoas em 144 municípios. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.
Estou me divertindo com a queda da popularidade do presidente Lula. Ele é o único presidente que em uma pesquisa cai 5%, na outra cai 9% e continua com a popularidade nas alturas. Os urubus de plantão devem estar inconformados, estão arrancando as penas. Como diz o presidente Lula, nunca antes neste país!

O BRASIL VAI AS RUAS NO DIA 30
A sede da Central Única dos Trabalhadores foi palco na tarde destaquinta-feira (19) de uma reunião histórica das centrais sindicais e dosmovimentos sociais. De forma unitária, 40 lideranças representantes de 19entidades nacionais decidiram atuar coletivamente no combate à crise,levando às ruas de todo o país no dia 30 de março uma resposta contundentedo povo brasileiro em defesa da redução dos juros e da jornada de trabalhosem redução de salário, de investimentos na reforma agrária, na geração deempregos, valorização dos salários e garantia de direitos.Durante mais de três horas dirigentes da CUT, Força Sindical, CGTB, CTB,NCST, UGT, Intersindical, Conlutas, MST, UNE, UBES, Marcha Mundial deMulheres, representações do movimento negro e comunitário dialogaram sobre anecessidade de responder à crise com unidade e mobilização em uma grandejornada pelo desenvolvimento. As linhas gerais de atuação já vinham sendodebatidas desde a Cumbre Sindical dos Trabalhadores das Américas, realizadaem Salvador, mas a convocação ganhou peso após o Fórum Social Mundial, com opleno assumimento pela Confederação Sindical Internacional (CSI),Confederação dos Trabalhadores das Américas (CSA), Federação SindicalMundial (FSM) e a Coordenadora das Centrais Sindicais do Cone Sul. Na mesmadata, serão feitos atos e mobilizações em vários países das Américas,África, Ásia e Europa, denunciando a globalização neoliberal, que fomentou adesregulação dos mercados, as privatizações e a desnacionalização daseconomias como a responsável pela crise.No Brasil, explicou Antonio Carlos Spis, da executiva nacional da CUT e daCoordenação dos Movimentos Sociais, "estamos construindo esta jornada commuita maturidade e compromisso com o presente e o futuro do país, com osinteresses da classe trabalhadora e do nosso povo". No final de semana, naescola do MST em Guararema, contou, a CMS e a Assembléia Popular estiveramreunidas para debater os pontos em comum das duas articulações e aconvocação para uma data unificada. "Esse também foi o espírito que norteoua reunião de hoje e que vai se refletir positivamente nas lutas que teremosdaqui por diante, porque as tarefas que temos pela frente vão exigir muitaorganização, muita mobilização e, acima de tudo, muita unidade", enfatizou.O presidente nacional da CUT, Artur Henrique, acredita que a complexidadedo momento vai exigir da direção das entidades uma aproximação cada vezmaior, citando o exemplo da luta contra as demissões na Empresa Brasileirade Aeronáutica (Embraer). Para Artur, entre as prioridades do dia 30, quetambém é o Dia de luta pela terra na Palestina, estão a defesa da paz, aaceleração da reforma agrária, a defesa dos empregos e o combate aos jurosmais altos do mundo. Entre as propostas apresentadas pelo líder cutista estáa de conformar a mais ampla unidade contra as demissões: "A partir de agoratemos de atuar de forma rápida e conjunta. Se uma empresa demitir, vamostodos para lá. Nossa resposta precisa ser contundente, pois a classetrabalhadora não pode pagar pela crise dos especuladores", enfatizou.Representando a Via Campesina e o MST, o companheiro Joaquim defendeu que oprotesto do dia 30 seja bem dirigido contra o Banco Central, contra amanutenção da política de juros altos; contra os banqueiros, que queremampliar seus lucros com a crise e a Fiesp, que quer arrochar salários eretirar direitos. Joaquim elogiou a construção da ação unitária e lembrouque o dia 30 também é de solidariedade à Palestina, pois é inaceitável apolítica de segregação imposta pelo terrorismo de Estado de Israel.Elogiando a maturidade das intervenções, a presidenta da União Nacional dosEstudantes (UNE), Lúcia Stumpf frisou que esta articulação deve terconseqüência para além do ato do dia 30, para que tenhamos um leque deforças realmente amplo, em condições de enfrentar e derrotar a política dotucano Henrique Meirelles.Meirelles também foi o alvo principal da intervenção do presidente da UniãoBrasileira ds Estudantes Secundaristas (UBES), Ismael Cardoso. Ele lembrouque "o argumento da inflação usado pelo presidente do BC é a felicidade dosrentistas, parasitas e especuladores. O BC é um agente nefasto da políticaeconômica que precisamos enfrentar e mudar".Para o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna),ficou evidenciado que "os trabalhadores não aceitam pagar pela crise e que aredução das taxas de juros é uma questão essencial neste momento". Jurunatambém propôs que o movimento unitário se reproduza nas comemorações do 1ºde Maio, com as lideranças das centrais fazendo uso da palavra em todas asmobilizações a serem realizadas.Em nome da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), CarlosRogério saudou a realização do dia 30, lembrando que "a unificação doconjunto das categorias, somada aos movimentos sociais, aponta desde já parauma jornada vitoriosa, que deve pautar as demais ações daqui para frente".Na avaliação de Aparecido Pires de Morais, da Central Geral dosTrabalhadores do Brasil (CGTB), "a questão central é a redução dos juros,pois com os patamares indecentes em que está a taxa selic, acaba drenando asnossas riquezas para os especuladores internacionais". Aparecido citou oexemplo das mobilizações contra os juros altos, em frente ao BC, e ressaltouque este é o caminho para pressionar por mais investimentos públicos.Segundo Canindé Pegado, da União Geral dos Trabalhadores, a jornada deveainda priorizar o fortalecimento das políticas públicas e a garantia derecursos para a área social, pois representam um investimento contra acrise, dialogando com a garantia de bem-estar e a qualidade de vida dapopulação.Representando o Conlutas, Geraldinho avaliou a reunião como um salto dequalidade em benefício do conjunto da classe, pois se estabeleceu uma lutacomum contra o desemprego, fortalecendo a ação de base para enfrentar opatronato e exigir do governo medidas mais efetivas contra a crise, quesaiam do campo das declarações formais de apoio, como uma lei que proíba asdemissões.O secretário geral da CUT São Paulo, Adi dos Santos Lima, saudou aresponsabilidade de todos os presentes com a construção da mobilização esublinhou que isso potencializará o poder de convocação individual de cadaum, sensibilizando os companheiros nas escolas, fábricas e bancos para estaatuação unitária.De acordo com o secretário geral da CUT Nacional, Quintino Severo, aorientação é que os estados reproduzam o formato da reunião, ampliando aconvocatória para que tenhamos uma jornada efetivamente nacional e de lutasno dia 30: "Precisamos ter ainda mais compromisso e responsabilidade,convocando nossa militância e a sociedade a enfrentar a política deflexibilização, de redução de salários, de retirada de direitos. A soluçãopara a crise passa pelo fortalecimento do mercado interno, por mais emprego,mais salário e mais direitos. É isso o que nós vamos dizer nas ruas no dia30", declarou.
Informação recebida por e-mail do PT- DN
Encontro Lula-Obama destaca o Brasil no pódium mundial
Um balanço sereno e objetivo feito uma semana depois do encontro dos presidentes Lula e Barack Obama em washington sábado pp já nos permite dimensionar com relativa segurança os seus desdobramentos. A reunião realçou a importância que o Brasil tem hoje no mundo, no novo cenário mundial, não apenas por sua liderança na América do Sul mas, também, como membro dos BRICs e do G-20 e pelo papel que desempenha como uma das maiores economias do mundo.
O tamanho continental de nosso país e suas expressivas população e economia não explicam sozinhos porque em recente pesquisa o Brasil foi classificado pelos europeus em sexto lugar no ranking mundial, logo após, os Estados Unidos, Grã Bretanha, Alemanha, Japão e Franca.
A classificação nesse patamar só pode ser explicada pela nossa política externa, pela ação nos organismos e acordos internacionais, pela predsença e pelos investimentos, exportações e políticas de integração seja via MERCOSUL, seja mediando e buscando saídas pacificas nos conflitos regionais, seja liderando a UNASUL.
É por essa posição singular do Brasil que a crise internacional ocupou um lugar de destaque na agenda dos dois presidentes. Não foi apenas pela sua gravidade, mas em correspondência mesmo ao papel que o Brasil - ao lado dos outros três BRICs, Rússia, Índia e China - pode jogar no G-20, na busca de saídas e de reformas nos sistemas financeiro e de comércio mundial.
O Brasil tem posição e liderança na rodada de Doha. Na crise internacional defende uma forte regulação do sistema financeiro que ponha um fim nos instrumentos e na falta de regulação que possibilitaram desencadeá-la. Isso leva à necessidade de estatização dos bancos para se obter uma retomada imediata do crédito e uma solução para os chamados ativos podres.
Essa autoridade que temos vem da nossa situação em geral e das medidas que tomamos para enfrentar a desaceleração econômica, mudar o modelo energético mundial com base no etanol e no biodiesel, e na prioridade que conferimos às pesquisas de novas fontes de energia, não apenas eólica e solar, mas também nuclear.
Para o Brasil a saída da crise exige a democratização dos organismos de poder e decisão em nível mundial - ONU, FMI, BIRD e OMC - a ampliação do G-7 para G-20 e medidas que devem ir além do enfrentamento da crise financeira e econômica para evitar que a recessão mundial, a falta de crédito e a queda dos investimentos e do comércio represente mais fome e desemprego para os países pobres.
Daí a importância da retomada das negociações de Doha para eliminar o protecionismo, e da reforma do FMI e do BIRD para dar sustentação aos países emergentes com políticas novas de crédito e de comércio.
Sem a mudança de governo nos Estados Unidos, sem a nova política da Casa Branca não seria possível esse encontro entre os presidentes dos dois países e nem teria surgido a agenda comum de reuniões preparatórias para o G-20.
A administração democrata mudou a agenda dos Estados Unidos, não apenas no enfrentamento da crise mas, também, com a anunciada retirada das tropas do Iraque, a mudança da política ambiental e, esperamos, uma nova política para a América Latina começando por Cuba e pelo abandono de políticas falidas como a de combate ao narcotráfico, cujo maior exemplo é o Plano Colômbia.
Não devemos subestimar a gravidade da crise financeira, a falência dos bancos americanos e europeus, e suas conseqüências não só econômicas, como a recessão e o desemprego, mas também políticas, representadas pela perda do apoio popular dos governos da Grã Bretanha, Franca, Espanha, Alemanha e Itália, e a crise social na Europa do Leste.
O ajuste será duro e prolongado e trará mudanças drásticas no mundo, começando pelo mapa político da Europa como aconteceu nos Estados Unidos com a vitória de Barack Obama. Um novo mapa de poder surgirá no mundo pós-crise. De nossa capacidade de enfrentar no Brasil a turbulência econômica internacional e influenciar as reformas mundiais, depende nosso papel nesse novo mundo que surgirá das ruínas do neoliberalismo.

José Dirceu de Oliveira e Silva . Ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.

Piores escolas do governo Serra reduzem aula por falta de água
Alunos perdem até três aulas ao dia porque as unidades suspendem atividades devido a falta de banheiros e de professoresSecretaria da Educação diz que novos banheiros ficarão prontos na próxima semana e que irá chamar mais professores para o local
Folha de São Paulo
Alunos chegam para aula na escola estadual Renato de Arruda Penteado (Brasilândia), a pior escola de ensino médio da capital

Os alunos das piores escolas de 1ª a 4ª série e do ensino médio na cidade de São Paulo perdem de duas a três aulas por dia (de um total de cinco) porque as unidades enfrentam uma série de problemas, que vão da falta d'água -que provoca a interdição dos banheiros- à ausência de professores. A situação ocorre desde o início do ano letivo, em 16 de fevereiro. As duas escolas ficam no mesmo lugar: a Vila Brasilândia (zona norte), distrito que recebeu a pior avaliação dos moradores no caderno DNA Paulistano, publicado pela Folha em 2008. É ali onde também fica a escola Deputado Luiz Sergio Claudino dos Santos, instituição de 1ª a 4ª série que mais piorou, segundo o Idesp (instrumento de avaliação das escolas estaduais criado em 2007), divulgado anteontem. Na pior escola de 1ª a 4ª série, a Dr. Genésio de Almeida Moura, que teve 1,08 no Idesp -o máximo é dez-, a situação relatada por alunos e pais é crítica: ratos no local, pombos no refeitório e uso de drogas. Segundo os pais, o problema se arrasta desde 2008, quando o Idesp da escola caiu 47,8%. Os pais também se queixam da falta de dedicação de professores. "Transferi minha filha de escola neste ano", diz a dona de casa Francisca Batista. Segundo ela, uma das professoras da filha chegou a escrever carroça com dois "s". A Folha entrou ontem na escola e viu três banheiros interditados. Na saída, um aluno pediu para usar um deles e uma funcionária disse que não poderia. As salas estavam sujas. Nesta semana, houve uma reunião com pais e a nova diretora. "Vamos ver no que dá agora", diz Luciane Nunes, mãe de uma aluna. A diretora não quis dar entrevista. Na escola Professor Renato de Arruda Penteado, a pior no ensino médio, a situação não é diferente: banheiros sem água e é comum não ter aula. Em 2008, a escola caiu 37,5% e atingiu o índice de 0,4 (também de uma escala de 0 a 10) -o pior das 573 escolas da cidade no ensino médio.
Plano de habitação é apresentado a sindicalistas
Da Agência Brasil
Brasília - Os ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, Márcio Fortes, das Cidades, e Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presidência da República, apresentam hoje (20) às centrais sindicais o plano de habitação que deverá ser lançado no próximo dia 25. A apresentação será feita às 10h30 no Palácio do Planalto.
O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de São Paulo, Antonio de Sousa Ramalho, vão participar. A proposta do governo é construir 1 milhão de moradias até 2010.'
Supremo aprova retirada de não índios de reserva em RR
Desocupação da Raposa será em "curto" período, diz relator, que deve decidir prazo hojeDecisão pela demarcação contínua baliza outros 22 processos que tramitam no STF sobre demarcação de terras indígenas no país
Alan Marques/Folha Imagem
Índia tira fotos durante julgamento no Supremo, que decidiu pela demarcação contínua da Raposa
FOLHA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) confirmaram ontem, por 10 votos a 1, que a demarcação da terra indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima, deve ser contínua, com a consequente saída dos não índios da área. Apesar de o Supremo ter declarado que o cumprimento da decisão será "imediato", ficará a cargo do relator da ação, Carlos Ayres Britto, definir os prazos para a retirada dos arrozeiros. Considerada histórica pelos próprios ministros, a decisão põe fim a uma polêmica iniciada durante o governo FHC (1994-2002), quando a área foi demarcada. A reivindicação dos índios, do uso exclusivo da terra, durava há quase 30 anos. A saída dos não índios não deverá ser imediata, apesar de Britto ter dito que a medida será "a curto prazo". Durante o julgamento, ele chegou a propor 15 dias. Ele disse que pretende definir a data ainda hoje, após falar com o ministro Tarso Genro (Justiça) e o presidente do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) -que tem jurisdição em vários Estados, entre eles Roraima. Ficará a cargo da Justiça Federal, sob supervisão de Britto, monitorar o cumprimento da decisão. Não se sabe o número exato de não índios na reserva. O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), responsável por reassentar as famílias em outro local, afirma que já foram removidas 264 famílias, das quais 105 foram reassentadas. Restariam 47. A Fundação Nacional do Índio, que cuida das indenizações, afirma que 285 propriedades já foram restituídas. O órgão diz que a mesma família pode ser dona de uma ou mais propriedades. Os rizicultores, no entanto, são cinco, donos de seis fazendas que ocupam 1,5% da reserva, localizada na fronteira entre Venezuela e Guiana. O julgamento sobre a demarcação da Raposa começou em agosto de 2008, quando foi interrompido pelo ministro Carlos Alberto Direito. Na ocasião, o relator propôs manter a demarcação, conforme decreto do presidente Lula de 2005.Ao retomar o debate, em dezembro, Direito acompanhou Britto, mas apresentou 18 condicionantes que deverão ser observadas em Roraima e demais reservas indígenas. Ontem, o ministro propôs outra condição, acatada pelos colegas: que Estados e municípios envolvidos sejam ouvidos durante o processo de demarcação. Até então, segundo o ministro Gilmar Mendes, eles eram ouvidos só uma vez. O TRF-1 terá de averiguar o cumprimento das condições. Esses pontos devem ser observados pelo governo para demais processos de demarcação - há outras 22 ações sobre o tema que tramitam no STF. O presidente da Funai, Márcio Meira, comemorou a decisão, "histórica", segundo ele, e uma vitória dos índios do país. Um dos líderes dos rizicultores, Paulo César Quartiero disse estar "desnorteado". "Acabaram com a possibilidade de Roraima ser produtiva." Segundo ele, ficou inviável produzir no Estado. "Só se for no céu. Teríamos de fazer um segundo piso, o primeiro já foi."
Dilma única que sobe
O crescimento dela é contínuo desde março de 2008", diz Mauro Paulino, diretor do Datafolha. "À medida que vai se tornando mais conhecida e associada como candidata do presidente a tendência é que cresça."

No principal cenário para eleição de 2010, tucano tem 41%, e petista, 11%; Ciro, com 16%, oscilou 1 ponto, e Heloísa foi de 14% para 11%
Quando Aécio é o nome do PSDB, Ciro, que se mantém com 25%, lidera; o tucano, empatado com Heloísa, tem 17%, e Dilma vai a 12%
DA REPORTAGEM LOCAL
O governador paulista, José Serra (PSDB), mantém ampla liderança em todos os cenários em que aparece na mais recente pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial de 2010, com taxas que variam de 41% a 47%, conforme o questionário. Mas a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), voltou a crescer, de 3 a 4 pontos percentuais, dependendo da situação. No primeiro cenário do Datafolha são apontados como candidatos, além de Serra (41% das intenções de voto) e Dilma (11%), o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que oscilou um ponto e teria hoje 16%, e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), que perdeu três pontos e aparece com 11%. Há um ano, nesse mesmo levantamento, Dilma tinha apenas 3% das intenções. Em novembro de 2008, ela subiu para 8% e agora atinge 11%. Serra tinha 38% em março de 2008 e ficou estável, com 41%, nos dois mais recentes levantamentos. Hoje, Serra seria mais bem votado no Sudeste (45%) e no Sul (44%) e menos votado no Nordeste (34%). Já Dilma tem melhor desempenho no Nordeste (14%) e no Centro-Oeste (13%) e o pior no Sudeste (9%). "Heloísa Helena é a única que perde pontos agora e Dilma é a única que sobe. O crescimento dela é contínuo desde março de 2008", diz Mauro Paulino, diretor do Datafolha. "À medida que vai se tornando mais conhecida e associada como candidata do presidente a tendência é que cresça." Desde o começo do ano, Dilma intensificou viagens e agendas. Sua candidatura é defendida pela maior parte do PT. No PSDB, apesar da proposta de prévias, reportagem da Folha mostrou que a candidatura Serra também é a mais forte até o momento. No cenário em que a campanha ficaria polarizada entre Serra e Dilma, com apenas Heloísa Helena como terceira candidata, o tucano permaneceu com 47%. Dilma subiu três pontos, chegando a 13%, enquanto Heloísa Helena oscilou de 17% para 15%. Elas estão empatadas tecnicamente. Entre aqueles que podem concorrer em 2010, Serra é o mais lembrado de forma espontânea pelos eleitores, com 6%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citado por 25%. Dilma e o governador mineiro, Aécio Neves (PSDB), são citados por 3%. Para 1% dos entrevistados, o voto irá "para quem o Lula apoiar/indicar". AécioEm dois cenários, o candidato tucano é o governador Aécio Neves (MG). Ele defende prévias para a escolha do candidato do PSDB e sugeriu viagens pelo país para discutir o assunto. No primeiro cenário com Aécio quem lidera é Ciro Gomes, que manteve os 25% apurados no último levantamento. Heloísa Helena oscilou de 19% para 17% agora, empatando com o governador mineiro, que já tinha atingido esse percentual em novembro. Dilma se aproximou dos dois e atingiu 12% _contra 9% em novembro e 4% em março de 2008. Outro cenário apresenta Heloísa Helena (26%), Aécio (22%) e Dilma (16%). Esse foi o caso em que a ministra apresentou sua maior subida, de quatro pontos, já que tinha 12% em novembro passado. A última hipótese apresenta todos os candidatos, inclusive Serra e Aécio, o que não seria possível a menos que um deles mudasse de partido. O governador paulista lidera com 35%. Os outros estão tecnicamente empatados: Ciro (14%), Aécio e Heloísa (12%) e Dilma (11%). A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Aprovação a Lula cai pela 1ª vez no segundo mandato
Taxa diminui de 70% para 65%, índice semelhante ao existente no início da crise

Apesar da queda, aprovação permanece mais alta que as taxas obtidas por todos os demais presidentes desde a redemocratização do país
DA REDAÇÃO
Com a crise econômica, a avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sofreu a primeira queda desde o início do segundo mandato. A taxa de aprovação caiu de 70%, em novembro do ano passado, para 65%, em pesquisa concluída ontem pelo Datafolha. Até então, a aprovação ao governo seguia uma trajetória ascendente: 48% em março de 2007, 50% em novembro, 55% em março de 2008, 64% em setembro até chegar a 70% de ótimo/bom em novembro _patamar que nenhum outro presidente brasileiro alcançou desde a redemocratização do país. Para efeito de comparação, o então presidente Fernando Henrique Cardoso atingiu no máximo 47% de ótimo/bom em 1996, no auge da popularidade trazida pelo Plano Real. De 0 a 10, a nota média atribuída ao governo Lula também caiu _de 7,6, em novembro, para 7,4, índice que ainda supera os 7,0 da pesquisa de setembro. O presidente permanece com grande aprovação entre os eleitores que tem a escolaridade fundamental _68% de ótimo/bom (quatro pontos a menos que na pesquisa anterior. No estrato com escolaridade superior, a taxa permaneceu rigorosamente estável em 64%. Entre os brasileiros de menor renda, a avaliação positiva caiu de 71% para 66%. Também houve queda na faixa superior de renda _de 63% para 58%. Em termos regionais, o Nordeste continua sendo a principal área de apoio a Lula, com 77% de aprovação _quatro pontos a menos que no levantamento anterior. A região concentra, como afirmou recentemente a ministra Dilma Rousseff, 52% dos beneficiários do Bolsa Família e 40% dos atendidos pelo Luz para Todos. A seguir aparecem as regiões Norte/Centro-Oeste, com 64% de aprovação (nove pontos a menos); o Sudeste, com 60% (seis pontos a menos); e o Sul, com 57% (dois pontos a menos que na pesquisa de novembro). A pesquisa reflete o aprofundamento da crise econômica no Brasil. Em janeiro deste ano, a produção industrial caiu 17,2% em relação a igual mês de 2008. Já os gastos do governo federal com o seguro-desemprego subiram 25% no primeiro bimestre de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado. Crise
O Datafolha revela que, desde novembro, o percentual de brasileiros que tomaram conhecimento da crise aumentou de 72% para 81%. Destes últimos, porém, somente 19% dizem estar bem informados a respeito. A taxa dos que não tomaram conhecimento da crise recuou de 27% para 19%. Também cresceu bastante a percepção de que o Brasil de um modo geral será muito prejudicado pela crise financeira mundial, que subiu de 20% para 31%. Ainda predomina, porém, a opinião de que o país será um pouco prejudicado pela crise, embora essa taxa tenha se reduzido de 58% para 55%. Apesar disso, a queda na aprovação de Lula não é proporcional à gravidade da crise. Esse descolamento parcial entre a piora no cenário econômica e a avaliação do governo federal já tinha ficado evidente na pesquisa de novembro _quando a redução da atividade econômica já provocava um recuo de 7,2% na produção industrial somente naquele mês. Isso acontece porque a avaliação do desempenho do presidente Lula diante da crise continua positiva, ainda que em um grau menor que antes. Em novembro, 49% aprovavam a atuação de Lula no combate aos efeitos da crise. Agora, essa taxa diminuiu para 43%. Já a taxa de reprovação ao seu desempenho subiu de 9% para 13%, assim como a avaliação regular, que passou de 30% para 36%. A pesquisa Datafolha é um levantamento por amostragem com abordagem em pontos de fluxo populacional, com cotas de sexo e idade e sorteio aleatório dos entrevistados. Nesta pesquisa, realizada de 16 a 19 de março, foram ouvidos 11.204 brasileiros com 16 anos ou mais em 371 municípios de 25 unidades da Federação. A margem de erro desse tipo de levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

19 março 2009

Delúbio Soares pede para se refiliar ao PT
O ex-dirigente petista Delúbio Soares esteve ontem (18) na sede nacional do PT, em Brasília, com o presidente Ricardo Berzoini.Delúbio entregou uma carta onde solicita a sua refiliação ao partido.
Segundo Berzoini, o pedido de refiliação será avaliado pelo Diretório Nacional do PT, em sua próxima reunião.
Leia a íntegra do documento:


Ao Presidente Nacional do PT
Deputado Ricardo Berzoini
Cada dia da minha vida foi dedicado ao PT e à causa de construção de um país mais justo e solidário. São públicos os fatos que levaram ao meu afastamento do Partido dos Trabalhadores, Partido que ajudei a fundar e ao qual dediquei minha vida, desde sua fundação. Relembro que todos os meus atos sempre foram pautados pela vontade política da transformação social e econômica deste país. Notório também é do conhecimento de todos que sempre apoiei e contribuí com o Partido, sempre ao lado de meus companheiros e comprometido com a causa coletiva, nos momentos bons e nos momentos de dificuldades.
Exilado, cumpro meu degredo doloroso há mais de 3 anos, afastado do Partido dos Trabalhadores, sem que a essência de nossa causa deixasse de pulsar em meu coração e permanecer em minha mente. Com minha vida investigada e virada do avesso, não pesam sobre mim acusações de qualquer alcance de dinheiro público e não sou acusado de um único ato que visasse meu benefício, seja político, financeiro ou pessoal. Sinto-me cumprindo a pena capital, o que não é – nem nunca foi – compatível com nossos ideais.
Por isso, venho como cidadão, eleitor e principalmente como militante que viveu e vive essa causa como sua própria, pedir minha reintegração ao PT, onde quero ser mais um militante de base, com ideais e compromissos intactos, firmes e sólidos.
Saudações,
Delúbio Soares de Castro


EU APÓIO A REFILIAÇÃO DO COMPANHEIRO DELÚBIO


Caros amigos, companheiros,
Como filiada-fundadora do PT e como cidadã militante pela causa da democracia, eu apóio o pedido de refiliação do Delubio Soares ao nosso PT.
Nossa legislação penal não admite a pena capital nem a prisão perpétua. Até os homicídas, penalizados com a pena máxima, têm direitos à progressão continuada e a outros benefícios por bom comportamento. Pq não teria o Delúbio todo o direito de pleitear e ter aprovada a sua refiliação ao PT, partido que ele fundou, militou e ao qual sempre foi leal? Se alguma infração ele cometeu, já está paga pelos mais de tres anos passados do seu banimento da vida partidária.
Delúbio precisa, como petista, voltar à nossa convivência e militância; e como cidadão voltar a fazer política pelo partido que ajudou a criar e que elegeu o Presidente da República.
Qualquer que seja o entendimento de cada um sobre o mérito desse caso, considero um despropósito, e contrário às regras da nossa democracia, negar ao companheiro Delúbio Soares o pedido de refiliação ao PT. Honestidade de propósitos, altruísmo e muita reflexão são necessários para que não se lhe joguemos mais pedras.
Dalva Oliveira

Eu assino em baixo

Jussara Seixas

VITÓRIA DO POVO INDÍGENA
Raposa/Serra do Sol
UOL Notícias
Em Brasília
Por dez votos a um, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quinta-feira (19) manter a demarcação contínua da reserva indígena Raposa/Serra do Sol, em Roraima.
O resultado do julgamento deverá servir como parâmetro para outros processos demarcatórios no país.A decisão, que considerou parcialmente procedente a ação popular que pretendia anular a demarcação, deverá ser executada imediatamente, com a retirada dos não-índios da região. A retirada será decidida caso a caso pelo relator do processo no STF, ministro Carlos Ayres Britto. Os ministros também consideraram liminar que impedia a ação da Polícia Federal na região cassada, desse modo, os agentes poderão intervir novamente.

Senado exonera 50 diretores, recolhe carros oficiais e estuda redução de terceirizados
Folha Online, em Brasília
Em meio à onda de denúncias que arranhou a imagem do Senado nas últimas semanas, o primeiro-secretário da instituição, Heráclito Fortes (DEM-PI), determinou nesta quinta-feira a exoneração imediata de 50 dos 181 diretores que integram o comando da Casa Legislativa.
No ato assinado por Heráclito, o senador pede que o diretor-geral da instituição, Alexandre Gazineo, adote as "providências necessárias" para a imediata exoneração de ocupantes de 50 cargos de direção ou função equivalente.
"Estamos procurando desde o primeiro momento tomar medidas para que os ajustes sejam feitos, inclusive tendo em vista a crise econômica que o país passa e o Senado tem por obrigação, numa hora como essa, dar o exemplo. Evidentemente que a sucessão de fatos, o interesse da opinião pública através da imprensa em querer resultados dos fatos ocorridos, tem nos tirado do foco dos nossos objetivos", afirmou.
No ato, que entra em vigor amanhã, Heráclito também determina que o diretor-geral recolha os carros oficiais utilizados pelos diretores da Casa --com exceção da diretoria-geral e da Secretaria Geral da Mesa.

Magistrados defendem punição de torturadores
O ministro da Justiça, Tarso Genro, recebeu ontem do presidente da AMB (Associação dos Magistrados do Brasil), Mozart Pires, moção em defesa da punição dos agentes do Estado que praticaram tortura durante o regime militar (1964-1985). O presidente da Comissão de Anistia, que é ligada ao Ministério da Justiça, Paulo Abrão, disse que essa reação é fundamental para buscar a responsabilização dos crimes de tortura ocorridos na ditadura.Em um dos trechos do documento, a associação diz que "não concebemos uma leitura da Lei de Anistia que abrigue excludentes de responsabilidade dos agentes que praticaram crimes contra a humanidade no período da ditadura militar". Segundo Pires, a legislação não pode ser uma espécie de "guarda-chuva para os torturadores"."Ao meu juízo, esta é uma das mais importantes manifestações ocorridas até agora sobre o tema. Nós, juristas, sabemos o quanto é raro os advogados e juízes criarem consenso em torno de uma tese, o que reforça que, do ponto de visto eminentemente jurídico e técnico, que está correta a interpretação de que a Lei de Anistia não anistiou torturadores", disse Abrão.”
Tribuna da Imprensa
Matéria Completa, ::Aqui::
Britto: data para arrozeiro deixar Raposa deve sair hoje
Agencia Estado
BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Carlos Ayres Britto, disse hoje que deve ser decidido hoje no plenário a data de saída dos arrozeiros da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Em entrevista no Palácio do Planalto, onde se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Ayres Britto informou que os ministros do STF vão analisar também cada ressalva apresentada no voto do ministro Carlos Alberto Direito que, como a maioria, votou pela demarcação contínua do território.Na entrevista, Ayres Britto disse que o STF poderá dar um prazo para a retirada dos invasores ou estipular a saída deles a partir da publicação do acórdão com a decisão do Supremo. Já o processo de indenizações para os invasores que construíram em território indígena, Ayres Britto disse que será desencadeado pelo poder Executivo. Ele avaliou que, "teoricamente", é possível que hoje os ministros modifiquem o seu voto. "No campo das possibilidades, isso é possível. Mas, no campo da probabilidade, acho isso difícil", disse.Ayres Britto, que fez um relatório favorável à criação da reserva, minimizou a discussão que teve no plenário, ontem, com o ministro Marco Aurélio, único até agora a votar contra a demarcação da reserva. "Isso faz parte do nosso tipo de discussão. Cada ministro dá o melhor de si. Nesse embate de ideias, nos resvalamos para palavras mais duras e ácidas", explicou. Até agora, o placar está 9 a 1 para a demarcação da reserva.

MOMENTO HUMOR
Bornhausen defende Serra como 'candidatura natural'
AE - Agencia Estado
BRASÍLIA - Enquanto o PSDB discute prévias para escolher o candidato a presidente, o DEM declara preferência pelo governador paulista José Serra e prega o respeito dos tucanos a uma velha regra da política: a candidatura natural. O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, é um bom nome e merece o maior respeito, mas, como ex-presidente do DEM, membro da Executiva e do Conselho Político, sou obrigado a dizer que há uma candidatura natural e sua tradução é José Serra, diz Jorge Bornhausen, em entrevista ao Estado.A despeito dos elogios a Aécio na reunião do Conselho Político do DEM, semana passada, em São Paulo, a preferência por Serra vem desde 2006, quando o PSDB optou pela candidatura de Geraldo Alckmin. Erro não se repete, adverte. Por isso mesmo, a aposta agora é em Serra. Bornhausen pede bom senso ao tucanato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Bornhausen quer dizer que Alckmin e Aécio são dois estorvos, e diz que o PSDB é sem noção.Hilário
Faltam piscinões para evitar grandes enchentes em SP
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - A bacia do Rio Tamanduateí em São Paulo deveria ter em operação hoje 46 piscinões, de acordo com o Plano Diretor de Macrodrenagem. Até hoje, no entanto, foram construídos 17 reservatórios, segundo o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) - autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Saneamento e Energia. Há também outros dois piscinões em execução. Os equipamentos de contenção represariam a água da chuva e evitariam grandes enchentes, como as que provocaram o caos na capital e no ABC paulista anteontem. A comparação entre os picos de vazão ao longo do tempo revela o nível de saturação do rio. A calha atual, projetada nos anos 1970, tem vazão de 480 m³ de água por segundo. Atualmente, chegam ao Rio Tietê pela foz do Tamanduateí 800 m³/s. Por isso, toda vez que chove o que sobra transborda, diz Julio Cerqueira Cesar Neto, engenheiro da área sanitária e ambiental e ex-presidente da Agência da Bacia do Alto Tietê. Técnicos do DAEE calculam também que o pico de vazão poderá aumentar a níveis alarmantes caso não sejam implementadas intervenções rápidas. Se os piscinões do Programa de Combate às Inundações estivessem construídos, a situação melhoraria. Estamos fazendo a revisão antecipada do plano de drenagem e, em breve, vamos apresentar aos prefeitos um novo plano diretor. O projeto é construir novos reservatórios para quase 7 milhões de m³ de água. Hoje, 2 milhões de m³ são necessidade urgente. Mas as áreas disponíveis para essas obras estão cada vez mais difíceis, explicou Ubirajara Tannuri Félix, superintendente do DAEE.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Como falta ? Serra e Kassab já não tinham construídos todos, a cidade não estava uma beleza?
Cadê o Serra , o Kassab para falar sobre o assunto? Para explicar porque não fizeram os piscinões? O Kassab no dia da enchente estava em Brasília, visitando os parlamentares, enquanto o povo estava morrendo em SP, perdendo carro, casa,na enchente. Serra deve estar viajando pelo Brasil com o Aécio, antecipando a eleição, ou está encastelado no Palácio do Bandeirantes para não ter que explicar, os mapas e livros de história errado, as enchentes, o caos.
Governo vai ampliar Bolsa Família em área metropolitana
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O governo vai concentrar a ampliação do Bolsa Família em áreas metropolitanas e reduzir o foco no Nordeste. Este ano, o governo vai expandir os benefícios a 1,3 milhão de novas famílias e insiste em que a medida é parte da resposta à crise econômica. A secretária nacional de Renda e Cidadania, Lúcia Modesto, disse que há um potencial de expansão na cidade de São Paulo, mas indicou que isso dependeria da atuação da prefeitura. Já um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) destaca que o Brasil precisará de 28 anos para atingir as taxas de igualdade social que existem hoje no Chile.Vemos que, num momento de crise, a pobreza migra para as cidades. A crise é industrial, afirmou a secretária. Segundo ela, o Nordeste terá um crescimento modesto nessa ampliação do Bolsa-Família. Observou que apenas em abril se saberá quanto cada região terá de recursos. Admitiu, porém, que há espaço para ampliação do programa na cidade de São Paulo. Achamos que São Paulo teria o potencial de ter 120 mil famílias beneficiadas. Hoje, tem 90 mil, disse. Indagada por que isso ainda não ocorre, alegou que ?depende da priorização feita pela Prefeitura. E negou qualquer interferência do calendário eleitoral na escolha dos beneficiados.Esse também foi o discurso do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, ao apresentar o Bolsa-Família à Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ele assegurou que as pessoas atendidas serão escolhidas por critérios técnicos. Patrus confirmou a estratégia de dar prioridade às grandes cidades e à população de rua. Outro foco é a Amazônia, com suas comunidades indígenas e ribeirinhas. Com a ampliação, 12,4 milhões de famílias vão receber o benefício. Outra estratégia é aproveitar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para inserir beneficiários do Bolsa-Família no mercado de trabalho.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

STF retoma hoje, às 14 horas, julgamento sobre Raposa Serra do Sol
AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, será retomado hoje, com a manifestação do presidente Gilmar Mendes. Ontem, o ministro Celso de Mello se posicionou a favor da demarcação contínua e a saída dos arrozeiros e o placar, com os votos dados no ano passado, está em 9 a 1.
MAIS LIVROS ERRADOS DO SERRA
Livro de história da rede estadual de SP também tem erro

CHICO SIQUEIRA - Agencia Estado
ARAÇATUBA - Além dos mapas de geografia, os erros nos materiais didáticos distribuídos pelo Governo de São Paulo também aparecem nas apostilas de história dos estudantes da 6ª série de escolas estaduais do Estado. Em São José do Rio Preto e Araçatuba, o Caderno do Aluno para a matéria de história tem 14 de suas 40 páginas com conteúdo irregular, que deveria constar nos cadernos para estudantes da sétima série. O erro foi causado por falha de encadernação das apostilas. Com isso, as páginas 3,4,5,6,7 e 8 do caderno da sexta série, por exemplo, deveriam formar um capítulo sobre feudalismo, mas mostram um capítulo sobre o Iluminismo, que seria destinado aos estudantes da série seguinte. O mesmo erro também é constatado nas últimas oito páginas do caderno. Mas segundo professores e alunos ouvidos pela reportagem, os cadernos da sétima série também têm erros. "Neste caso, as matérias estão misturadas", disse um professor que não quis se identificar. "Além disso, há muitas erratas para serem cumpridas, é um festival de erratas destinadas para quase todas as disciplinas", disse o mesmo professor.O problema com o material didático ocorre em pelo menos três escolas de Rio Preto e em uma de Araçatuba. Na escola Oscar de Barros Serra Dória, de Rio Preto, os professores estão passando o conteúdo na lousa para alunos copiarem num caderno separado. Hoje, a Secretaria de Estado da Educação informou que se trata de um "problema pontual" que está sendo resolvido com a troca das apostilas erradas por outras, corretas. A troca é feita por meio da reserva técnica pelas diretorias regionais. De acordo com a assessoria, até agora nenhum professor havia reclamado dos erros à secretaria.
Impressionante a incompetência do governo Serra.Ninguém do governo, da secretária de Educação, conferiu os livros antes de distribuir. Se com a educação é assim imagina em outras áreas do desastroso governo Serra. A Segurança, digo a insegurança, não me deixa mentir.
COBERTOS DE TEIA DE ARANHA
Os dogmas da Igreja católica estão velhos e são obsoletos. Estão cobertos de teia de aranha. Três membros da Igreja católica, em menos de quinze dias, reafirmaram os tempos das trevas, os tempos medievais dos quais nunca se afastaram: o reabilitado bispo britânico Richard Williamson, para quem não existiram câmaras de gás, e somente cerca de 300 mil judeus pereceram nos campos de concentração nazistas, ao invés de 6 milhões; o bispo José Cardoso Sobrinho, que é contra o aborto em uma criança, uma menina de 9 anos vítima de abusos sexual; e o papa Bento XVI, que é contra a distribuição e uso de camisinha como forma de prevenção da contaminação pelo HIV, e prega abstinência sexual. A camisinha é único modo seguro para evitar as DSTs, o HIV e a gravidez indesejada. Isso é orientação médica comprovada na prática. Dizer que a distribuição da camisinha estimula o sexo, e que os preservativos passam uma falsa sensação de segurança, revela que a Igreja católica está totalmente desorientada no tempo e no espaço, distante dos avanços da ciência médica. O papa Bento XVI precisa ler mais que a bíblia, deve ler bons livros de trabalhos e pesquisas sobre o sexo, sexualidade, preconceitos, tabus, mitos, prevenção das DSTs, sexo seguro. Se ele, chefe da Igreja não sair da era medieval, vai acabar desejando transformar a maioria dos homens em eunucos e preservar uma casta selecionada para procriação como uma forma de acabar com a AIDS e garantir um mundo só seres humanos superiores, segundo os preceitos e dogmas da Igreja, todos adeptos do Opus Dei. A Igreja católica já foi responsável por muitas tragédias, muitas atrocidades, sempre em nome de Deus, da fé. A Santa Inquisição queimava mulheres consideradas bruxas, hereges e judeus. A conivência da Igreja do papa Pio XII com o holocausto de milhões de judeus (o papa Pio XII foi responsável pela Concordata, acordo de cooperação e divisão de tarefas entre a Igreja Católica e o Terceiro Reich) foi a mais recente atrocidade patrocinada pela Igreja católica. Não contente com tantas atrocidades já cometidas pela Igreja, o papa Bento XVI quer agora que a humanidade padeça com o HIV, sendo contra o uso do único método seguro para conter a disseminação da doença, a camisinha. Esses dogmas cobertos do pó negro da história, em um mundo globalizado no qual todos têm acesso a informações, estão afastando a cada dia mais e mais fiéis da Igreja católica.
Jussara Seixas

Bolsa Família reduz impacto da crise e serve de modelo a outros países, diz OIT
Um relatório produzido pela OIT (Organização Internacional do Trabalho) indica que a ampliação do programa Bolsa Família pode contribuir para estimular o consumo interno e amortecer o impacto da crise mundial entre as camadas mais pobres da população no Brasil.
O documento, que está sendo discutido nesta quarta-feira durante reunião da Comissão de Emprego e Política Social da organização, apresenta uma análise do programa social brasileiro, com base em dados fornecidos pelo governo e outros estudos independentes.
"Como a população de baixa renda têm forte propensão ao consumo para suprir necessidades básicas, acreditamos que a extensão do programa vai contribuir para aumentar a demanda de alimentos e produtos de primeira necessidade, além de promover o desenvolvimento local", afirmou à BBC Brasil um dos autores do estudo, Vinícius Pinheiro.
No final de janeiro, o governo brasileiro anunciou a extensão dos benefícios a 1,3 milhões de novas famílias. Estudos citados pela OIT apontam que o dinheiro recebido pelas famílias contempladas pela ajuda social é utilizado principalmente na compra de alimentos, roupas e material escolar.
"O Bolsa Família tem um papel anticíclico", diz Pinheiro. "Por um lado, representa um fluxo de renda estável e regular, ajudando a população de baixa renda a manter ou mesmo a melhorar o nível de vida. Por outro, estimula a demanda, promovendo o comércio e o desenvolvimento local."
Segundo o pesquisador, os recursos do Bolsa Família, que representam 0,4% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, acabam sendo "reinjetados" na economia.
Modelo brasileiro
O documento, intitulado Bolsa Família no Brasil: análise, conceito e impactos, também indica que o programa pode servir de exemplo para políticas de inserção social em outros países do mundo.
"O modelo brasileiro é um exemplo brilhante de que é possível realizar um processo de integração social maciço, em um curto espaço de tempo e a custos relativamente baixos", diz o relatório.
A OIT considera, entretanto, que o programa não pode ser incondicionalmente "exportado" a todos os países do mundo.
"Algumas condições fundamentais devem ser respeitadas", avalia Pinheiro. "Um modelo similar somente tem sentido onde já existe uma estrutura de saúde e educação. Por isso, países mais pobres da América Latina ou da África têm mais limitações."
Os dados analisados indicam ainda que o Bolsa Família é o maior programa de distribuição de renda do mundo, contribuindo "consideravelmente" para a diminuição da pobreza no Brasil. Cerca de 25% da redução da pobreza extrema no Brasil podem ser atribuídos ao programa, segundo a OIT. Mortalidade
A OIT também enumera o que considera ser uma série de efeitos positivos indiretos do programa, entre eles a queda da mortalidade e desnutrição infantis, a emancipação da mulher e a diminuição da violência conjugal.
A organização ressalta, no entanto, que a transferência de recursos não parece capaz de eliminar o trabalho infantil.
"Uma das razões poderia estar ligada ao fato de que os recursos do programa ainda são insuficientes para manter as crianças longe do mercado de trabalho", diz o documento. "Estudos indicam que uma criança pode receber, com o trabalho, quase 12 vezes mais do que o valor da parcela de ajuda social transferida pelo programa."
O relatório da OIT também contesta as críticas recorrentes de que o Bolsa Família poderia contribuir para desencorajar o trabalho.
"O que constatamos é justamente o contrário", afirma Pinheiro. "Achamos que a transferência de recursos pode ajudar a superar muitas das barreiras à entrada no mercado de trabalho da população de baixa renda, como a falta de acesso a uma conta no banco."
Dados analisados pela OIT indicam que a taxa de emprego entre as mulheres é 4,3% maior nas famílias que se beneficiam do programa do que em famílias de mesma condição social que não recebem os benefícios do governo.
Para a elaboração do relatório, a OIT se limitou a analisar dados fornecidos pelo governo brasileiro e a avaliar estudos independentes.
O documento, que segundo a organização poderá servir de base para um estudo mais aprofundado, seria apresentado nesta quarta-feira, em Genebra, na presença do ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social)
Conferência dos Direitos do Idoso vai lançar Pacto pelo Envelhecimento Ativo e Saudável
Mariana Jungmann
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Um Pacto Nacional pelo Envelhecimento Ativo e Saudável, que terá a participação de nove ministérios, será lançado hoje (19) durante a 2ª Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, que está sendo realizada em Brasília. O pacto, anunciado ontem (18) na abertura da conferência pelo ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), Paulo Vannuchi, vai articular ações de pastas como a da Cultura, Previdência e Saúde, por exemplo, para promoção dos direitos e do bem-estar dos idosos. De acordo com o subsecretário de Promoção dos Direitos Humanos, Perly Cipriano, entre as ações previstas no pacto está o empenho do Brasil em sediar a Conferência Mundial dos Direitos da Pessoa Idosa. Além disso, a coordenação de políticas do setor foi transferida nessa quarta-feira, por meio da assinatura de um decreto, para a SEDH. “Essas são demandas antigas que serão executadas com o pacto”, explicou Cipriano. Segundo ele, “a conferência vai apontar avanços e desafios, e o pacto dará os próximos passos”. Durante a abertura da conferência – que teve muitas reclamações dos presentes em função da ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – também estiveram presentes os ministros da Saúde, José Gomes Temporão, e da Previdência Social, José Pimentel. Temporão defendeu a regulamentação da Emenda 29, que prevê que a União deve investir 10% da arrecadação de impostos na saúde. Segundo a lei que cria a emenda, os estados e municípios têm que investir 20% e 15%, respectivamente. Atualmente existem dois projetos de lei, na Câmara e no Senado, para regulamentar a emenda. “Ela é um fator fundamental para dar base financeira para garantir nossos direitos”, alegou Temporão à platéia de delegados que assistiu à abertura da conferência. Já o ministro José Pimentel lembrou que “o processo de expansão da rede de previdência foi feito a partir de reivindicações da luta social e das conferências”. Segundo ele, em 1988, quando a nova Constituição foi criada, cerca de 4 milhões de pessoas eram assistidas pela Previdência Social. Atualmente são mais de 26 milhões de benefícios para aposentados e pensionistas. Paulo Vannuchi, que fez o discurso final da abertura do evento, lembrou a responsabilidade que o setor privado tem de valorizar o trabalho e a experiência dos funcionários com mais de 60 anos. Segundo ele, muitas empresas preferem trocar seus diretores quando eles ultrapassam os 45 anos e essa é uma atitude condenável. “Nós lembramos nesta conferência as grandes empresas que ainda têm na presidência de seus conselhos de administração pessoas com mais de 80 anos, que são a âncora da memória e da sabedoria”, disse Vannuchi. O ministro ressaltou que “a luta de defesa dos direitos do idoso é a mesma dos direitos da criança, da igualdade entre homens e mulheres e dos direitos humanos em geral”. A conferência vai até amanhã (20), com plenária entre os delegados eleitos em prévias nos estados e municípios para definir as políticas a serem propostas para o Pacto Nacional pelo Envelhecimento Ativo e Saudável e para o plano de ação da secretaria sobre o assunto.


A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) previu, em entrevista, que a Selic (taxa básica de juros da economia) recuará para a casa de um dígito até o final de 2009.

“É o que está sendo desenhado e tem margem para acontecer”, disse a presidenciável de Lula aos repórteres Carolina Bahia e Klécio Santos.

Sobre o PIB, afirmou que o governo persegue “um crescimento [anual] positivo”. Não mencionou um percentual.

Atribuiu o desaquecimento da economia no último trimestre de 2008 ao “excesso de medo” do empresariado.

Quanto a 2010, declarou que “ainda” não está em campanha.

À sua maneira, explica a “superexposição” que a faz freqüentar o noticiário dia sim e outro também.

“A minha superexposição estará atrelada ao fato de que atualmente estamos colhendo o que plantamos. São as obras que estão em andamento no governo”.


Vão abaixo trechos da entrevista da ministra-‘não’-candidata:

- Selic de um dígito em 2009: O tamanho e o timing é uma questão afeta ao Banco Central. Acredito que se a gente for seguir a expectativa de mercado, sem dúvida chega a um dígito. É o que está sendo desenhado e tem margem para acontecer.- Tombo do PIB no último trimestre de 2008: Estávamos crescendo a 6,8% até o terceiro trimestre do ano passado. Tivemos uma queda no quarto trimestre, mas é absurdo comparar a queda num trimestre, no Brasil, com a queda anual de outros países. É inequívoco que estamos em melhores condições e que o governo é solução.

- Previsões para o PIB de 2009: Estamos buscando um crescimento positivo. Tem cardápio para todos os gostos. Mas temos condições de sustentar crescimento produtivo mais forte no segundo semestre, neutralizando o efeito do último trimestre. Sabemos que houve excesso de medo no Brasil. O pessoal se antecipou e fez férias coletivas e demissões.

- As crises, sob FHC e Lula: No passado, o governo sempre fazia parte do problema, porque vinha a crise e, no dia seguinte, o governo quebrava. Hoje temos espaço fiscal, monetário e uma grande oportunidade de fazer a redução dos juros da economia sem comprometer a estabilidade.

- Programa habitacional: Até o final de março ele sai. Vai ser um mix de crédito e subsídio. Não posso dizer o valor do programa ainda, mas não faltarão recursos. Já negociamos com todas as empresas umas cinco vezes para avaliar nossas condições de fazer um milhão de casas. Chamamos todos os governadores, prefeitos, movimentos sociais.

- Campanha eleitoral antecipada: Não me sinto pré-candidata porque eu não estou ainda em campanha. O governo não está fazendo campanha. O que a oposição quer é que não façamos atos de governo, porque nós temos uma política de enfrentamento da crise.

- Superexposição na mídia: A minha superexposição estará atrelada ao fato de que atualmente estamos colhendo o que plantamos. São as obras que estão em andamento no governo. É um momento de exposição do governo. Para nós, não interessa fazer campanha eleitoral antes do ano que vem, independentemente de quem seja o candidato.

- Corrupção e PMDB: O PMDB é um partido importante no cenário nacional. Quem tem experiência política e jornalística deve saber que corrupção não é monopólio de ninguém. A necessidade de uma reforma política é algo institucional. Não existe ninguém acima de qualquer suspeita. Todos nós temos que ser fiscalizados. Eu não acho que se resolve um problema fazendo a estigmatização de ninguém, nem dizendo que uma instituição é pior do que a outra.
- Aliança com o PMDB: O PMDB é fundamental para a governabilidade do país. Ele é um dos grandes partidos, é um partido centro, que tem uma grande trajetória de lutas democráticas importantes. Acho que essa aliança entre todos os partidos que integram a base, formam uma aliança fundamental. Um país com a nossa diversidade e complexidade não pode ser dirigido por uma única força política.- O vice virá do PMDB? Não sei, acho que não é hora de discutir isso.

- Relações com o PT: Ninguém é unanimidade. Tenho uma boa relação com o PT. Acho o partido muito tranquilo no que se refere à discussão com o governo, à participação conosco. Tenho tido uma convivência bastante estreita com a legenda.

- A oposição aposta no quanto pior melhor? Segmentos dela sim, mas há segmentos lúcidos, que não fazem isso porque sabem que serão afetados.

- A vida amorosa no laptop de Protógenes: É visível um preconceito contra a mulher. Estou desconfiada de que homem não tem vida amorosa. O que me intrigou é o seguinte: eu não tive vida amorosa nesse período do grampo. Então o grampo não tinha base real. Acho que tem um problema sério de preconceito.

18 março 2009

Ontem o blog publicou após receber informação, um comentário na matéria:
Livro de geografia do Serra, distribuído na rede estadual de SP tem dois Paraguais e esquece o Equador
Comentário meu:A Fundação Vanzolini trabalha com pessoas contratas pelo governo Serra. Gente do PSDB .



Leiam esse texto sobre os livros do mapa errado do Serra que foi publicado hoje na Veja.com. Confirma exatemente o que este blog publicou desde ontem. Não inventamos factóides, nem manipulamos informação, aqui publicamos informações corretas.
Educação
Livros didáticos têm erros no mapa da América do Sul
Os livros didáticos de geografia distribuídos pelo governo do estado de São Paulo aos alunos da 6ª série do ensino fundamental apresentam erros no mapa da América do Sul. Paraguai e Uruguai foram invertidos e o nome do Paraguai aparece também dentro da Bolívia. Outra incorreção é a não inclusão do Equador no mapa "Fronteiras Permeáveis".

Em nota, o governo responsabilizou a empresa que produziu o material, a Fundação Vanzolini, que por sua vez garantiu que o material foi produzido por professores indicados pelo governo. A Secretaria de Educação disse que os 500.000 livros entregues aos alunos serão recolhidos.

PF já tem plano para retirada de arrozeiros da Raposa
Segundo superintendente da Polícia Federal, desinstrusão da reserva será feira de acordo com decisão do STF
Agência Brasil
BOA VISTA - O superintendente da Polícia Federal (PF) em Roraima, José Maria Fonseca, informou que a corporação já tem um plano operacional definido para
iniciar imediatamente a retirada de produtores de arroz da reserva indígena
Raposa Serra do Sol caso o Supremo Tribunal Federal (STF) decida nesta quarta-feira, 18, pela manutenção da demarcação contínua da reserva de cerca de 1,7 milhão de hectares. "A desintrusão será feita de acordo com a decisão do tribunal", afirmou.
Blog: acompanhe ao vivo o julgamento
Segundo Fonseca, o deslocamento de pessoal e a movimentação de recursos e apoio logístico para a retomada da operação, conhecida como Upatakon 3, começará imediatamente após o anúncio de uma possível decisão contra a permanência dos rizicultores. No entanto, a retirada efetiva poderá levar até 45 dias, de acordo com as previsões do superintendente.

"Não há como fazer isso da noite para o dia. Para a execução da desintrusão nós temos um planejamento operacional, esse planejamento tem etapas e nós vamos cumpri-las. Além das pessoas, haverá retirada de bens, que precisam ser resguardados", detalhou.

Além do efetivo policial, que deverá chegar a 500 homens somente da PF, agentes da Força Nacional de Segurança, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também vão participar da retirada.

Fonseca garantiu que a decisão do STF será cumprida mesmo que a retirada tenha que ser feita antes da colheita do arroz já plantado, prevista para maio. Dos seis grandes produtores que ocupam a terra indígena, apenas dois plantaram arroz recentemente, um deles o polêmico líder Paulo César Quartiero.

"O que estava acertado é que não haveria mais plantio, eles colheriam o remanescente em janeiro e deixariam a terra. Eu não posso manter esse efetivo (policial) aqui até maio simplesmente porque ele tem uma colheita a fazer. A minha ação vai ser de acordo com a decisão do STF. Se houver algum questionamento quanto a isso, terão que recorrer à Justiça", disse.

Apesar das divergências claras entre indígenas e arrozeiros, o superintendente espera um "desfecho pacífico" para o impasse. Fonseca acredita que as lideranças indígenas deverão respeitar a operação oficial de desintrusão, sem partir para conflito direto com os rizicultores.

Sessenta homens da PF e cerca de 80 da Força Nacional de Segurança estarão nesta quarta dentro da terra indígena para garantir a segurança durante o julgamento do STF. De acordo com o superintendente, outros 150 policiais federais e homens do Exército e da Polícia Militar estarão de sobreaviso e posicionados em pontos estratégicos para agir em caso de conflito na área.
LIVRO DE GEOGRAFIA DO SERRA
"Pela geografia da cartilha tucana, muito em breve Buenos Aires será a capital do Brasil."

Do deputado RUI FALCÃO , líder do PT na Assembleia paulista, sobre livro distribuído pelo governo Serra a alunos da rede estadual; nele há um mapa da América do Sul em que falta o Equador, e as localizações do Uruguai e do Paraguai estão invertidas.
Painel
FSP
STF retoma hoje julgamento sobre a reserva Raposa/Serra do Sol
Claudia Andrade

Do UOL Notícias
Em Brasília
O STF (Supremo Tribunal Federal) retoma na manhã de hoje, a partir das 9h, o julgamento sobre a reserva indígena Raposa/Serra do Sol, área de 1,7 milhão de hectares localizada em Roraima. O julgamento já foi interrompido duas vezes por pedidos de vista, que ocorrem quando algum ministro solicita mais tempo para analisar a questão. A discussão em torno da reserva refere-se à sua demarcação de forma contínua ou à autorização para permanência de não-índios no território.
Indígenas preparam atos para acompanhar julgamento no STF
O julgamento será retomado com o voto-vista do ministro Marco Aurélio Mello. Também faltam os votos dos ministros Celso de Mello e do presidente do STF, Gilmar Mendes. Os demais ministros já pronunciaram seu voto favorável à manutenção da portaria do Ministério da Justiça, que determina a demarcação da área de forma contínua. É exatamente um pedido de anulação da portaria 534, editada em 2005, que está em julgamento.
Vamos torcer para os ministros do STF não postergarem mais a saída dos arrozeiros, das terras indígenas.
Ronaldo Marzagão deixa o cargo de Secretário da Segurança Pública de São Paulo
da Folha Online
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, pediu demissão do cargo na noite desta terça-feira.
A informação é do Painel da Folha
(
íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

O governador José Serra (PSDB), que tinha Marzagão como secretário de Segurança Pública desde o início de sua gestão, aceitou o pedido, ressalvando que considera Marzagão "um exemplo de integridade, lealdade e dedicação".


Apesar de Marzagão ter alegado "motivos estritamente pessoais", o desgaste provocado pelas acusações de corrupção contra seu ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto contribuiu para sua saída.


Malheiros deixou o cargo em maio de 2008, mesmo mês em que o policial civil Augusto Peña foi preso sob suspeita de extorsão de dinheiro.
O novo secretário ainda não foi escolhido.
A forte chuva que caiu em SP ontem à tarde causou o caos na cidade. Os bueiros estão entupidos, as ruas esburacadas, os transformadores velhos, sem manutenção explodem, deixando ruas e residências sem energia.Os semáforos apagados pioram o caos no transito, e não aparece um funcionário da CET para por ordem da bagunça. Foi o que ocorreu ontem na Av. Politécnica, dois semáforas apagados em local de grande movimentação, e não tinha nenhum funcionário da CET, para organizar o transito. A cidade de SP está abandonada, Serra/Kassab só pensam naquilo, na eleição 2010. O povo que se dane, e a mídia, bem, essa finge que é tudo normal. Não vai cobrar providencias do Kassab nem com o povo se afogando nas enchentes. Tudo para não prejudicar o candidato Serra e seu aliado o DEM.

Fiscais fazem resgate de 280 trabalhadores
DA AGÊNCIA FOLHA
Fiscais do Ministério do Trabalho resgataram 280 trabalhadores em condições consideradas análogas à escravidão em fazenda de produção de biodiesel no Tocantins. Segundo eles, não havia condição adequada de alimentação e alojamento nem equipamentos de proteção.

O resgate é o maior do ano e é quase o dobro dos trabalhadores resgatados nos dois primeiros meses (149). A ação ocorreu em Caseara na semana passada e só foi divulgada ontem. A fazenda é da empresa Saudibras. Segundo o ministério, dos 280, 153 trabalhadores não tinham carteira assinada. Os donos devem responder a ação civil pública.A Saudibras nega que houvesse trabalho análogo à escravidão e contesta o uso do termo "resgate" na operação. Também afirma que a propriedade foi vistoriada e nenhuma irregularidade foi encontrada.Segundo o advogado Ari José Santana, a comida tinha qualidade e os alojamentos eram de alvenaria. Ele diz que os trabalhadores não tinham carteira assinada porque haviam sido contratados dias antes, o que é permitido pela lei.

Foi vistoriada por quem? Pela senadora Kátia Abreu do DEM, Tocantis, que agora é a presidente da CNA - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil?

PF investiga se Dantas doou R$ 30,4 milhões "ao partido"
Documento de apreensão não cita a legenda; banqueiro diz que "não reconhece" papéisPF fez apreensão durante a Satiagraha; em 2008 foi divulgado um documento que citava "contribuições ao clube" no valor de R$ 36 mi

A Operação Satiagraha apreendeu, no apartamento do banqueiro Daniel Dantas, no Rio, dois papéis descritos como "extratos" e intitulados "contribuições ao partido", num total de R$ 30,44 milhões, segundo o auto de apreensão assinado pelo delegado federal responsável pelas buscas.O material é periciado pela Polícia Federal e deverá constar do relatório final do inquérito. Dantas e o banco Opportunity não têm doações oficiais para campanhas eleitorais desde 2002, diretamente em seus nomes, embora um alto executivo do banco, Dório Ferman, tenha feito doações que somam R$ 14 mil aos deputados Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) e Raul Jungmann (PPS-PE).Os papéis integram o inquérito aberto pela PF para apurar supostas gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro por Dantas e Opportunity. Em 2008, à época da segunda prisão de Dantas, foi revelada a apreensão, no apartamento, do documento "contribuições ao clube", no valor de R$ 36 milhões.A íntegra do auto de apreensão revela que havia três documentos sobre "contribuições": "Ao partido" teriam sido destinados dois pagamentos, um de R$ 36 mil e outro de R$ 30,4 milhões. O auto não esclarece a sigla partidária e os detalhes dos supostos pagamentos.Os papéis foram encontrados em 8 de julho passado pela equipe do delegado da PF Carlos Eduardo Pellegrini, encarregado do cumprimento da ordem, emitida pelo juiz Fausto De Sanctis, de busca e apreensão no endereço em que Dantas reside, em Ipanema, no Rio.O auto revela que a PF arrecadou 72 itens, dos quais 14 HDs (discos rígidos) externos, dois internos, cinco notebooks, dois pen drives, um palm top, uma agenda eletrônica e sete CDs. Os HDs externos estão protegidos por complexa criptografia que a PF disse não poder decifrar, o que levou o juiz De Sanctis a enviá-los aos EUA para tentar desbloqueá-los.Quatro notebooks, 11 HDs externos e os dois internos estavam no quarto de Dantas, onde o delegado Protógenes Queiroz descreveu haver uma "parede falsa", embora Dantas tenha dito, em depoimento à CPI dos Grampos, tratar-se de "armário com porta de correr".A polícia apreendeu ainda um saco plástico com 52 cartas "a destinatários diversos", um documento intitulado "operacione corriere" e outro saco plástico contendo "22 manuscritos diversos". Numa bolsa azul, o banqueiro guardava outros 13 "manuscritos diversos".O auto cita ainda a apreensão de uma "transcrição de uma conversa" da qual teria participado uma ex-consultora contratada pela Brasil Telecom. Com Dantas havia ainda uma cópia de sua declaração de bens e rendimentos do exercício de 2006 -de 201 páginas.

"Corrupção"
Os papéis de Dantas sobre "contribuições" não foram descritos no relatório parcial de 242 páginas entregue em novembro à Justiça pelo delegado Ricardo Saadi, que assumiu a Satiagraha no lugar de Protógenes. Saadi promete no texto, de forma genérica, que haverá novidades no trabalho final.A formulação da denúncia é de responsabilidade do procurador Rodrigo de Grandis. "A análise preliminar em alguns documentos apreendidos durante a deflagração da Operação Satiagraha trouxe indícios de corrupção. Uma análise mais aprofundada dos documentos encontrados constará do relatório final", disse Saadi.Em nota enviada ontem à Folha, o Opportunity diz que Dantas "não reconhece" os papéis: "No auto de apreensão foi feita a ressalva que o delegado não quis mostrar os documentos apreendidos". Segundo a assessoria, "não foi feita qualquer contribuição a qualquer partido político" e, "em relação a "Contribuições a Clube" ou "Contribuições ao Partido", o melhor é averiguar os beneficiados dessas "contribuições" e não os perseguidos em duas operações da Polícia Federal no espaço de quatro anos".O banco diz que "a criptografia de documentos se fez necessária porque havia a suspeita de que arquivos e e-mails entre os advogados brasileiros e norte-americanos do Opportunity estavam sendo "interceptados" durante o processo que acontecia em Nova York. Ou seja, as estratégias dos advogados do Opportunity no caso estavam sendo "desvendadas" pela outra parte (no caso o Citigroup) envolvida na disputa societária".
Informação da Folha de São Paulo
Uma pequena dúvida: O Marcelo Itagiba é o presidente da CPI dos grampos. Quem é que vai investigar o Marcelo Itagiba para saber se ele recebeu essa contribuição? Ele mesmo vai se investigar? Vai quebrar o seu sigilo bancário?