14 março 2009

WASHINGTON - Na chegada a Washington, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, comparou a trajetória do chefe de Estado americano, Barack Obama, com a do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. - A campanha do presidente Obama seguiu o mesmo clima da campanha de Lula: a esperança venceu o medo. Os dois têm trajetórias importantes e semelhantes - disse.Dilma integra a comitiva de Lula, que também conta com os ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, e da Comunicação Social, Franklin Martins, além do assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. O grupo chegou ao hotel Four Seasons, na capital americana, por volta das 22h30.Lula será o primeiro chefe de Estado a reunir-se com o recém-eleito presidente dos Estados Unidos. Ele se reunirá com Obama por 20 minutos neste sábado, a portas fechadas.- A relação pessoal é uma coisa importante e o presidente Lula tem facilidade em estabelecer esses vínculos - falou Dilma.Questionada sobre o que Lula e Obama vão discutir na reunião, a ministra afirmou que os líderes vão 'necessariamente tocar na questão da crise econômica internacional e da América Latina'.Ainda no Brasil, Lula disse que pedirá a Obama que se empenhe na retomada a Rodada de Doha. Ele explicou ainda que irá criticar as medidas protecionistas adotadas pelos Estados Unidos para conter os efeitos da crise.
O STF (Supremo Tribunal Federal) deve retomar na próxima quarta-feira (18) o julgamento da demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol. O julgamento foi suspenso em dezembro, após pedido de vista do ministro Marco Aurélio de Mello.Antes de o julgamento ser suspenso, oito ministros votaram favoravelmente à demarcação contínua da reserva, embora com algumas ressalvas. Além de Marco Aurélio, ainda faltam votar os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes.Para o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que concordou com a demarcação contínua, mas apresentou 18 restrições, é fundamental garantir a presença de militares na região como preservação da segurança e também determinar que explorações na reserva devam ser submetidas à decisão da União.Em seu voto, Menezes Direito também afirmou ser fundamental estabelecer normas para a preservação ambiental na região, proibição de cobrança de tarifas para a entrada de não-índios na área e a retirada dos produtores rurais.A reserva Raposa/Serra do Sol foi demarcada pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e homologada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Há, pelo menos, 17 mil indígenas de várias etnias que vivem na região.Indígenas e produtores rurais disputam espaço dentro da reserva. Se o julgamento confirmar a demarcação contínua de terra, os arrozeiros terão de deixar o local.
Nota gerou mar de denúncias e acusações (tb.colada ao final desta msg)
Uma nota que gerou um mar de denúncias e acusações”, e é sobre o próprio: aquele post que escrevi na última 2ª feira (09.03), relativo à reportagem da VEJA sobre a espionagem organizada pelo delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal.
No meu artigo semanal publicado desde a madrugada no Blog do Noblat - e a partir de hoje começa a ser publicado em jornais pelo Brasil afora - volto a falar sobre o assunto. Esse texto que quero compartilhar com vocês já está, também, no meu site, na seção Artigos do Zé.
Quero deixar claro o meu posicionamento quanto às ilegalidades que brotam em operações como a Satiagraha (da PF), porque um verdadeiro mar de comentários me acusou, entre outras coisas, de estar a serviço de Daniel Dantas, da revista, e até de ser realmente culpado e, por isso, “mereço” ser alvo de investigações.Como comento em meu artigo, o que a VEJA publicou nem vem ao caso. O fato é que houve toda a série de irregularidades e abusos e isso está documentado nos autos dos processos. Mas, quero destacar que o que saiu na revista levou o próprio delegado PF Protógenes Queiroz a vir a público, confirmar que investigou mesmo as pessoas citadas e, candidamente, dizer ao final de cada entrevista que todas são inocentes. Nada contra eles – e nem contra mim – foi encontrado.Tudo está documentado e provado a meu favorJá passei pela quebra ilegal de meu sigilo telefônico no caso MSI-Corinthians; pelo vazamento de informações e tentativas de me envolver no caso BNDES-deputado Paulinho Pereira; mais o caso do ex-prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani, com o Jornal Nacional me escrachando, divulgando uma gravação inverídica a meu respeito; e pela Operação Satiagraha.Daí, o que resultou disso é que tudo, tudo ficou documentado e provado a meu favor. Agora, insistem em me acusar, injustamente, de cúmplice de Daniel Dantas. Como se não bastasse, ainda sou mal interpretado no meu direito de defesa, direito de resposta. Mas, OK, sei que há muito grupo organizado na internet que se dispõe a isso.Não é por mim, meus amigos, que não abro mão de “denunciar e exigir uma apuração independente de toda atuação de Protógenes, do juiz Fausto De Sanctis e do procurador Rodrigo Grandis",. Deixo isso bem claro no artigo e para vocês. Não é possível abrir mão de denunciar e cobrar é porque “para mim o que está em jogo é a democracia, o Estado de Direito e os princípios pelos quais lutamos sempre: o respeito à presunção da inocência, ao devido processo legal, ao direito de defesa e à lei, igual para todos, mas lei”.
Uma nota que gerou um mar de denúncias e acusaçõesestá em Artigos do Zé - leiam, reflitam sobre meu artigo e enviem seus comentários.
"Uma nota que gerou um mar de denúncias e acusações
A nota que postei em meu blog sobre a matéria da VEJA do último final de semana desencadeou uma onda de comentários nos quais me acusam de estar a serviço de Daniel Dantas, da revista, de ser realmente culpado, e portanto, passível de investigações. Fui criticado até por não ouvir o delegado Protógenes Queiroz antes de escrever a nota e de não lhe conceder a presunção da inocência.Não é a primeira vez que isso acontece. Ao desencadearem a operação Satyagraha, também sofri essas mesmas acusações quando protestei duplamente: pelo vazamento de informações sigilosas de investigações que não tive conhecimento ou acesso legal; e contra declarações do delegado e de autoridades do governo, de que eu estava sendo investigado sim, e ainda tentavam me envolver com Daniel Dantas.Agora eu compreendo essas acusações: quem discorda dos métodos ou denuncia as ilegalidades cometidas nas investigações, inquéritos e processos, seja por delegados, seja juízes ou procuradores, é visto como alguém a serviço da corrupção ou de Daniel Dantas.Não vem ao caso se foi a VEJA que publicou os fatos. Eles aconteceram, estão no inquérito e agora nos autos. Foram admitidos pelo delegado Protógenes. Eu mesmo o ouvi em emissoras de rádio de Porto Alegre - onde me encontrava 2ª feira - declarando que investigou todos os citados pela reportagem da revista, para acrescentar candidamente ao final que todos eram inocentes e que contra eles nada foi encontrado.Assim, aos que me acusam e defendem o delegado, um alerta: ele mesmo declara que sou inocente. Segundo ele, portanto, não estou a serviço nem da corrupção e nem de Daniel Dantas.Também reitero que independem da divulgação desses fatos ou desses documentos atribuídos ao delegado as acusações e denúncias que faço sobre as ilegalidades cometidas contra mim, ou sobre as tentativas de me prender sem base legal, indícios ou provas.Não há nada que justifique tal propósito e muito menos o delírio persecutório às avessas que tomou conta do delegado no que diz respeito a mim.As provas de que meu sigilo telefônico foi quebrado sem base legal estão nos autos do processo MSI-Corinthians. As do vazamento ilegal de informações e das tentativas de me envolver em investigações e inquéritos (estão) nos processos do caso BNDES-deputado Paulinho Pereira (PDT-SP); do ex-prefeito de Juiz de Fora, Alberto Bejani; e na mídia, inclusive na edição do Jornal Nacional que divulgou - até hoje não sei porque - a gravação com afirmação inverídica do ex-prefeito a meu respeito.Tudo está documentado e provado a meu favor. No caso da Operação Satyagraha está tudo presente na memória de todos nós. Inclusive a divulgação ilegal da informação sigilosa relativa a um telefonena do ex-deputado e advogado Luiz Eduardo Greenhalg a respeito de um encontro entre nós dois no aeroporto de Brasília, o que bastou para parte da mídia, mais uma vez, acusar-me de cumplicidade com Daniel Dantas.Não vou abrir mão de denunciar e exigir uma apuração independente de toda atuação do delegado Protógenes Queiroz, do juiz Fausto De Sanctis e do procurador Rodrigo Grandis, ainda que correndo o risco de ser mal compreendido, e até mesmo de ser de novo acusado injustamente de cumplicidade com Daniel Dantas. Não abro porque, para mim o que está em jogo é a democracia, o Estado de Direito e os princípios pelos quais lutamos sempre: o respeito à presunção da inocência, ao devido processo legal, ao direito de defesa e à lei, igual para todos, mas lei.Faço-o, porque não podemos, em hipótese alguma, aceitar que os fins justificam os meios. Não podemos aceitar que para investigar, processar e condenar Daniel Dantas ou qualquer outro cidadão, tudo seja permitido, inclusive violar a lei e praticar todo tipo de ilegalidades.A quebra de sigilos sem base legal, o abuso de autoridade, a invasão de domicílio sem autorização judicial, o vazamento de informações sigilosas e o de investigações sem autorização judicial, a formação falsa de provas, como aconteceu no meu caso e consta do inquérito onde o delegado substitui nomes de funcionários de Daniel Dantas pelo nomes do secretário do presidente Lula, Gilberto Carvalho, da jornalista Andréa Michael, e o meu, na tentativa de nos envolver e prender.Não posso aceitar toda rede de espionagem montada ilegalmente e sem autorização judicial, para me espionar no Brasil e no exterior. Por isso a minha denúncia contra o delegado e contra aqueles que no judiciário tinham conhecimento de suas ações, e minha cobrança para que o governo se pronuncie - o que não ocorreu até agora - e para tudo o que acontece nesse rumoroso caso seja investigado, independe da revista VEJA. Tampouco, minha posição, o que defendo e cobro, se contrapõe ou se opõe ao necessário combate a corrupção e a ação seja da Policia Federal, seja do Judiciário, na investigação, perseguição e punição de quem quer seja que tenha violado a lei."

José Dirceu de Oliveira e Silva . Ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República.
O futuro dos seres humanos é o que importa
Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida.
Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.
Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.
Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.
O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.
O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.
Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.
Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.
Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.
A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.
Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.
Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito.Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.
Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.
Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.
Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial.
Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.
Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.
Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.
Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.
Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.
Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.
Artigo publicado no jornal inglês Financial Times em 10/03/2009
A população de baixa renda em mudança
JOÃO CRESTANA
O DÉFICIT habitacional brasileiro de 8 milhões de moradias pode estar prestes a dar o primeiro passo rumo à solução. Com as medidas do governo federal que virão no pacote a ser anunciado brevemente, esperamos que o presidente Lula e os ministros da Casa Civil e da Fazenda honrem o compromisso de adotar ações de longo prazo, que permitam a produção de moradias populares para a baixa renda nos próximos 15 anos. Na verdade, os empresários querem que o pacote se transforme em política nacional de habitação e que o governo atenda, de imediato, duas reivindicações: a concessão de subsídios para as famílias de baixa renda, sobretudo as com renda familiar de zero a três salários mínimos -faixa que representa mais de 80% da população sem condições de moradia-, e a ampla desoneração tributária. Se considerarmos que o salário mínimo nacional é de R$ 465 e que muitas famílias sobrevivem com menos do que essa renda, para adquirirem uma moradia de R$ 35 mil, elas precisam de subsídios governamentais. A proposta do setor é que os subsídios sejam liberados, de preferência, em nome da mulher da família e que sejam inversamente proporcionais à renda familiar, ou seja, quem ganha menos recebe mais e vice-versa. A explicação é lógica e simples: uma família residente em Belo Horizonte, por exemplo, com dois membros (mulher e um filho em idade escolar) e renda de R$ 350, não pode assumir uma prestação habitacional de R$ 105, referente a 30% do valor do imóvel exemplificado, e ao mesmo tempo custear a alimentação, já que lá a cesta básica é de R$ 203,46. Como arcar com uma prestação habitacional se não há condições nem de comer? Já uma família com renda mensal de R$ 1.395 -o equivalente a três salários mínimos-, dependendo do número de pessoas, consegue assumir uma prestação, mesmo que mínima, e ao mesmo tempo arcar com as despesas de alimentação, água e luz. O ser humano tem de trabalhar, estudar, morar, comer, vestir, ou seja, viver dignamente. São direitos garantidos na Constituição Federal. Contudo, para que os empresários possam se aproximar da meta do governo de construir 1 milhão de moradias, é essencial, além de subsídios, desoneração tributária sobre o produto imobiliário. As lideranças do mercado que têm negociado com o governo nestes últimos três meses sugeriram a mudança da alíquota do RET (Regime Especial Tributário) de 7% para zero ou 1% na produção de habitação de interesse social. O RET é um benefício tributário para as empresas optantes do patrimônio de afetação, que dá maior segurança aos bancos e aos consumidores. O recolhimento de 7% compreende os seguintes tributos federais: IRPJ, PIS/Pasep, CSLL e Cofins. Essa é a forma mais direta de reduzir o preço final da habitação. Ora, o governo federal tem de fazer a sua parte. A redução do IPI dos materiais de construção e a do ICMS significam queda mínima no preço final de uma unidade habitacional. A desoneração tem de se refletir no bolso do comprador. Além disso, deve haver robusta previsão do Orçamento Geral da União para o financiamento de moradias populares. Apesar de o FGTS contar com a disponibilidade de R$ 80 bilhões e destinar, anualmente, volume expressivo para o financiamento à produção e à aquisição habitacional, não há como construir 1 milhão de imóveis contando com essa única fonte de recursos, sob risco de comprometer a saúde financeira do fundo e tirar a tranquilidade do trabalhador, que compulsoriamente dispõe de 8% de seu salário para alimentar o FGTS. Um mercado imobiliário atuante aquece a economia e tranquiliza consumidores em momentos de crise. Se o pacote do governo privilegiar medidas duradouras, sairemos dessa fase de desaceleração. Apesar de ainda hipotética, a meta de construir 1 milhão de moradias pode criar 300 mil empregos diretos e 230 mil indiretos em um ano, de acordo com estudos da Fundação Getulio Vargas. Logo, teríamos 530 mil novos postos. Investir em habitação não é gasto.
JOÃO CRESTANA , 54, engenheiro de produção com mestrado em engenharia industrial pela Universidade Stanford (EUA), é presidente do Secovi-SP e da Comissão da Indústria Imobiliária da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e titular da Torrear Incorporações e Planejamento Imobiliário.

13 março 2009

Parecer do vice-procurador-geral eleitoral, Francisco Xavier, encaminhado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) diz que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) não fizeram propaganda no encontro com prefeitos, realizado em fevereiro em Brasília (DF).
O parecer foi dado na representação movida pelo DEM, que acusou o presidente Lula de usa o encontro para promover a pré-candidatura de Dilma. Embora o prazo para propagada eleitoral ainda não tenha começado, os partidos governistas e de oposição já começam a se articular para a sucessão presidencial de 2010. Lula já disse publicamente que Dilma é sua favorita. Já o PSDB tem dois nomes fortes: os governadores José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais).No parecer encaminhado ao TSE, Xavier opinou pela improcedência da representação do DEM. Ele disse ainda que não viu no material apresentado pela oposição divulgação de ideias capazes de indicar futura candidatura nem mensagem que possa influenciar a opinião do eleitor com o objetivo de angariar voto. "Não há, nos discursos do presidente ou da ministra referência à eleição, candidatura ou pedido de voto".Xavier afirma ainda que Dilma não se apresentou como candidata no evento. "Os elogios de Lula à sua pessoa, por si sós, não configuram propaganda irregular. Esse encontro dos prefeitos, aliás, se constituiu em evento suprapartidário, no qual compareceram prefeitos de todas as legendas partidárias. Há nos autos, inclusive, a afirmação, não contestada pelos representantes, de que compareceram ao evento prefeitos das legendas do PSDB e do DEM".No encontro, Lula anunciou vários benefícios para as prefeituras, apelidado de pacote de bondades. "Realizado o primeiro dia do evento, já se pôde constatar que, a rigor, o seu objetivo principal não era outro senão vincular a criação e a gestão de programas públicos a possíveis candidatos a cargos eletivos do próximo pleito eleitoral", diz a ação da oposição.DefesaNa defesa de Lula e Dilma, a AGU (Advocacia Geral da União) saiu para o ataque contra os governadores de São Paulo, José Serra (PSDB), e do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM).O ministro José Antônio Dias Toffoli (AGU) afirmou que Serra também promoveu evento semelhante em São Paulo --e que o encontro em Brasília contou com o apoio do governador do DF, que é da oposição.Em seu parecer, Xavier cita esse episódio. "E, na realidade, não se pode ter como meramente eleitoreiro um evento dessa natureza. Até o governador José Serra, filiado ao PSDB, também realizou encontro com prefeitos paulistas sem sofrer os incômodos de uma representação".
Chora oposição, chora,enfia o dedo no nariz e rasga
Veja os pontos que Lula discutirá em encontro com Obama
Lula será o terceiro chefe de Estado a visitar a Casa Branca desde a posse do presidente americano
Estadão
SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne neste sábado com o presidente americano, Barack Obama, em um encontro cercado pela expectativa de que os dois líderes busquem uma estratégia de consenso para enfrentar a atual crise na economia mundial. É o primeiro encontro de Lula com Obama, desde que o americano assumiu a Presidência.

Há vários assuntos na pauta, como protecionismo, diplomacia e etanol. Os dois devem discutir ainda questões da próxima reunião do G-20, grupo que reúne países emergentes e as maiores potências econômicas do mundo, a ser realizada no próximo dia 2 de abril em Londres.

Lula será o terceiro chefe de Estado a visitar a Casa Branca desde a posse de Obama. O presidente chega logo atrás do primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, e do primeiro-ministro da Grã Bretanha, Gordon Brown. A visita marcada para as 11 horas (12 horas, horário de Brasília) deve durar cerca de uma hora. Depois de almoçar na casa do embaixador Antonio de Aguiar Patriota, Lula embarca para Nova York, onde participa de um painel para investidores na segunda-feira.

Veja os principais pontos em discussão:

G-20 e crise

A expectativa é de que o encontro do grupo em abril possa render acordos-chave para combater a atual crise financeira. Lula disse que falará com Obama sobre o restabelecimento do crédito internacional. Ele está otimista de que os Estados Unidos sairão logo da crise, assim como está otimista com a reunião do G-20. Mas, avisou: "Essa crise tem que acabar este ano, portanto, tem coisa que precisa se fazer urgentemente".

Como solução, Lula diz que defenderá que a prioridade para resolver a crise financeira internacional não é colocar dinheiro em bancos, mas "assumir a normalização do crédito internacional". Segundo Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Lula e Obama deverão se concentrar na discussão da crise e de uma possível ação coordenada entre EUA e Brasil para a reunião do G-20.

Energia

Depois de uma reunião com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, Obama declarou que preferiria comprar petróleo do Brasil do que da Venezuela. Em entrevista à BBC, o diretor do programa de Estudos Latino-Americanos da Universidade Johns Hopkins, Riordan Roett, diz que há um claro interesse em reduzir a dependência de petróleo da Venezuela e da Arábia Saudita, "que corre o risco de ter um novo governo radical no poder".

Segundo ele, as novas descobertas de petróleo no Brasil e os investimentos da China "fornecem um triângulo muito interessante para os americanos entre Estados Unidos, China e Brasil, e eles poderão se aproveitar dessa nova produção em cinco ou seis anos".

Etanol

Lula deve sugerir ao presidente americano uma ampliação do memorando de entendimento de biocombustíveis, assinado em março de 2007, para que os dois países promovam o uso do etanol e combatam o aquecimento global. Lula não deve pedir diretamente a redução da tarifa sobre o etanol brasileiro, o que depende do Congresso. Mas pode propor a ampliação do memorando para que o Brasil tenha acesso a uma cota livre de taxação, enquanto a tarifa em si não é rediscutida no Congresso em 2011.

Lula deve levantar o tema e dizer que, enquanto os Estados Unidos mantiverem o etanol brasileiro fora do território americano, não haverá uma parceria real. A indústria de etanol brasileira está de olho no mercado de créditos de carbono que será criado nos Estados Unidos.

Protecionismo

A preocupação com o sistema financeiro internacional deve levantar o tema do protecionismo americano, um dos temas que Lula diz ser "prioritário" para tratar com Obama. O Brasil deve "convocar os Estados Unidos a evitar o protecionismo e a garantir que seus mercados ficarão abertos e que não haverá restrição de capital", diz o presidente do centro de estudos Inter-American Dialogue, Peter Hakim, em entrevista à BBC.

Em entrevista recente ao Wall Street Journal, Lula criticou duramente as recentes medidas protecionistas tomadas por nações que normalmente promovem o livre comércio. Entre as medidas citadas por Lula está a cláusula "Buy America" do último pacote de estímulo aprovado no Congresso americano, apesar de ter sido modificada para garantir que os EUA cumpram as regras do comércio internacional."O Brasil é contra a volta do protecionismo e não é possível que, no primeiro calo que comece a doer, os países ricos achem que têm de trazer de volta o protecionismo", afirmou presidente.

Rodada Doha

Há duas semanas, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se reuniu com a secretária de Estado americana, Hilary Clinton, e disse que a melhor maneira de evitar o protecionismo é seguir adiante com a Rodada Doha de liberalização do comércio.

A administração Obama defende uma reabertura do pacote que foi negociado até agora na OMC. Em seu primeiro relatório sobre comércio, o governo Obama ressaltou a necessidade de corrigir os "desequilíbrios" da negociação multilateral de comércio. O tom mais crítico em relação a Doha e outros acordos comerciais é uma ruptura em relação ao governo Bush.

A Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) foi lançada em novembro de 2001, na capital do Catar, com o objetivo de obter maior liberalização do comércio mundial. Quase sete anos depois, os países envolvidos nas discussões ainda não conseguiram chegar a um acordo. Até agora, as discussões têm esbarrado principalmente no tamanho dos cortes de subsídios à agricultura por parte dos países desenvolvidos e no quanto o comércio de serviços pode ser liberalizado.

Em meados de 2008, os principais atores da OMC chegaram perto de um acordo. Mas o tratado acabou fracassando diante de divergências entre Estados Unidos e Índia. Agora, a Casa Branca alerta que as concessões dos países em desenvolvimento precisam ser maiores, insistindo em garantir um maior acesso aos mercados dos países emergentes para suas exportações.

Cúpula das Américas

A cúpula será realizada em Trinidad e Tobago no dia 17 de abril. O encontro "será a primeira vez que Obama vai interagir com presidentes como Rafael Correa (Equador), Evo Morales (Bolívia) e Hugo Chávez (Venezuela), e ele deve levar uma mensagem de cooperação para a região". Já que Lula encontrará Obama antes, ele pode propor ao americano maior flexibilidade na relação com Cuba e Venezuela.

A agenda aberta dos dois presidentes permitirá que a questão da reaproximação entre Cuba e EUA seja exposta a Obama por Lula, mesmo sem que o assunto tenha sido previamente discutido com Havana. Essa disposição está embasada no interesse já expresso por Washington de flexibilizar sua relação com o governo cubano.

No caso da Venezuela, o presidente brasileiro recebeu de seu colega Hugo Chávez a missão de apresentar a Obama sua intenção de distender as relações. Amorim advertiu, porém, que o Brasil não quer negociar em nome de outros países.

O que é o G-20?

Criado em 1999, quando o mundo vinha de uma sequência de crises financeiras, o G-20 é composto, na verdade, por 19 países: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Rússia, Turquia, Reino Unido e EUA. Esse grupo responde por 90% do PIB, 80% do comércio mundial e dois terços da população do planeta.

Site oficial:
http://www.g20.org/G20/
Central de catadores pode ser expulsa de bairro nobre em SP
Os catadores de materiais recicláveis da Cooperativa de Catadores Granja Julieta Nossos Valores denunciam pressão da prefeitura e de comerciantes para retirar a central de coleta da região. A movimentação se acentuou a partir de 12 de dezembro de 2008, quando o local foi destruído por um incêndio que, segundo os integrantes da cooperativa, pode ter sido criminoso.
Por Joelma do Couto, para a Revista Fórum
Criada em 2003, o projeto chegou a ter 80 cooperados trabalhando na Granja Julieta, um dos bairros mais valorizados da cidade de São Paulo. Ao lado de empreendimentos imobiliários de alto padrão, existem planos de construção de avenidas, parques e centros esportivos, incluido a da Ponte Burle Marx (para ligar o parque Burle Marx à avenida Professor Alceu Maynard de Araújo). Grupos imobiliários usam as possíveis intervenções futuras em seus anúncios para indicar que a região "também promete muita valorização" para seu novo investimento. Comerciantes e grupos políticos estariam pressionando a prefeitura a retirar definitivamente a central da região. A sede, cedida pela subprefeitura de Santo Amaro, fica dentro de um terreno onde também funciona o almoxarifado da subprefeitura, na Avenida Professor Alceu Maynard de Araújo, 292. Mesmo sem ter esteiras e nem sobrepiso, a cooperativa é citada na página eletrônica da subprefeitura como exemplo de bons resultados. "O trabalho silencioso realizado pelos catadores da Cooperativa da Granja Julieta trazia benefícios para o bairro que vão além da economia causada pelos materiais retirados do lixo e enviados para reciclagem", sustenta Ana Maria Domingues Luz, presidente do Instituto GEA - Ética e Meio Ambiente "A cooperativa retirou muitas pessoas da rua e lhes deu oportunidade de trabalho e de inclusão na sociedade. Oportunidade de poder pagar por sua moradia, de manter seus filhos na escola". O subprefeito Geraldo Mantovani Filho (ex-prefeito de Águas de Lindóia) disse ser solidário a causa dos cooperados, mas sustenta ter sua ação limitada diante de grupos políticos que estariam atuando para impedir a reabertura da central, ainda que provisória. Ana Maria Domingues Luz lamenta "Tudo isso está suspenso e correndo o risco de se perder totalmente, porque o governo municipal não concorda em emprestar um galpão sem uso para que os catadores possam voltar a trabalhar. Essa posição é absurda e cruel." Mara Lúcia Sobral Santos, que assumiu a presidência da cooperativa após o incêndio protesta: "Hoje, estamos aqui, mas já viemos de outro lugar, amanhã não sabemos, não temos direitos, principalmente se somos negros e negras. É um sentimento de dor e revolta, sinto-me como um bicho acuado, não um ser humano". Incêndio e desencontros Os cooperados da Granja Julieta que já estavam desde setembro sem salário em dia por causa da redução do valor pago pelos materiais recolhidos. Depois do incêndio, que segundo os cooperados, teve origem criminosa, a situação ficou pior. A Secretaria de Assistência Social não teria prestado apoio adequado, e as cestas básicas que deveriam ter sido oferecidas não foram liberadas. Segundo informações de funcionários da subprefeitura de Santo Amaro, a falha foi no sistema de planejamento de compras que levou a secretaria ao desabastecimento. A cooperativa funciona vinculada à Secretaria de Serviços, o que acarreta alguns problemas. "A Coleta Seletiva é vista pela Secretaria de Serviços/Limpurb como um problema e não como uma solução", lamenta Nina Orlow, da Agenda 21. Segundo ela, as subprefeituras que se envolvem e tentam ajudar esbarram na "estrutura de competências", já que a Secretaria de Serviços promove ações de Educação Ambiental, consideradas precárias, desarticuladas e sem investimentos. "E a Educação Ambiental é o ponto fundamental na base para o sucesso dessa atividade", pondera. Todas as tentativas feitas pela subprefeitura de Santo Amaro para resolver o problema foram em vão. A transferência destes trabalhadores para outras centrais foram uma a uma abrindo outras feridas e deixando exposta toda a fragilidade e desrespeito com que é tratada educação Ambiental e a Inclusão Social na cidade de São Paulo. Um dos destinos foi a central Miguel Yunes, que trabalha há cinco anos sem energia elétrica própria. A força vem "emprestada" pela Eco-urbis, pois a Limpurb e a subprefeitura impedem uma definição sobre em nome de quem a concessionária deve instalar a energia no local. Outro problema encontrado pelos cooperados de Miguel Yunes é ao esgoto que chega a se espalhar na área. Alguns cooperados estão trabalhando na central da Capela do Socorro, mas, no local não existe espaço para todos. A transferência de associados para centrais mais distantes mostrou-se inviável também, já que não há dinheiro para o transporte. Fábio Luiz Cardoso sócio educador ,membro do Instituto GEA Ética e Meio Ambiente e da coordenação do Projeto de Coleta Seletiva Brasil Canadá está acompanhando o caso da cooperativa da Granja Julieta afirma que "Políticas de incentivo por parte do governo, municipal, federal e estadual as cooperativas de reciclagem são mais que necessárias a fim de manter um serviço essencial a população que é a coleta seletiva, a manutenção dos empregos gerados e o reconhecimento desta categoria no país".
Revista Fórum
Ex-ouvidor denuncia espionagem e chantagem no governo gaúcho
O ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Adão Paiani, denunciou na manhã desta sexta-feira (13) o uso ilegal do sistema Guardião (utilizado para escutas telefônicas autorizadas judicialmente) pelo governo de Yeda Crusius (PSDB) para pressionar e chantagear políticos no Estado. O esquema teria sido articulado dentro da própria Secretaria de Segurança. Após um encontro com o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel, o ex-ouvidor relatou que pelo menos duas pessoas foram alvo de espionagem. Paiani disse ainda que recebeu provas da espionagem ilegal logo depois do carnaval e que elas serão divulgadas no balanço de sua gestão.O sistema Guardião, utilizado pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) para escutas telefônicas autorizadas judicialmente, é usado para "chantagem e pressão política" dentro do governo estadual. As declarações foram dadas à imprensa na manhã desta sexta-feira (13) pelo ex-ouvidor da Segurança Adão Paiani, após encontro que ele teve com o chefe da Casa Civil, José Alberto Wenzel."Sem dúvida nenhuma. O Guardião hoje está sendo usado de forma totalmente indevida e ilegal. Isso as pessoas há muito tempo sabem, mesmo que neguem publicamente, mas têm medo ou não têm condição de provar isso, coisa que agora eu tenho", disse.Paiani relatou que pelo menos duas pessoas foram alvo de espionagem, mas não ele. O ex-ouvidor, que ficou dois anos e meio no cargo, explicou não ter feito antes a denúncia porque lhe faltavam provas. Ele as teria recebido em fevereiro, logo depois do Carnaval. Conforme Paiani, o sistema de escutas ilegais foi articulado na SSP.Ao ser indagado se tinha atritos na pasta, o ex-ouvidor confirmou que sim, citando o próprio secretário da Segurança Pública, coronel Edson Goularte, e o coronel Paulo Renato Biacchi, ex-titular do Comando Rodoviário da Brigada Militar. Paiani garantiu que vai à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do RS e avaliará como divulgar o relatório mais tarde. As provas, segundo o ex-ouvidor, aparecem em balanço sobre a sua gestão, dividido em três partes: estatística, propostas e a denúncia.Depois do encontro, realizado a partir das 9h40min no Palácio Piratini, em Porto Alegre, Wenzel negou que a reunião tenha sido uma espécie de negociação para que o relatório não seja divulgado. O secretário afirmou que o documento não foi apresentado a ele por Paiani.
Com informações do Zero Hora

Charge do Bessinha
MALUF GRANDE CARA DE PAU!
STF nega recurso de Maluf que pedia destruição de provas
Provas enviadas pela Suíça possibilitarão ao Ministério Público Federal usar ações penais futurasda RedaçãoSÃO PAULO - O Supremo Tribunal Federal negou nesta quinta-feira recurso do ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) em que pedia a destruição de provas enviadas pela Suíça que possibilitam ao Ministério Público Federal usar como provas em ações penais futuras, segundo o site do MPF.A decisão de encaminhar os documentos ao MPF é do ministro Ricardo Lewandowski. Ele havia acolhidos recurso anterior de Maluf, mas o órgão solicitou cópia dos arquivos que estavam sendo arquivados e o ministro então decidiu pelo encaminhamento para que o MP tomasse as decisões cabíveis.O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, informou que o Ministério Público já definiu para que fim utilizará a documentação, ou seja, "dentro, precisamente, dos termos do acordo e com as observações encaminhadas pelo governo suíço".
Ipea acredita em crescimento econômico em 2009 e descarta recessão
O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, não acredita na possibilidade de que o país feche 2009 em recessão, apesar da queda no Produto Interno Bruto (PIB), no último trimestre do ano passado e da crise financeira internacional.
Para o economista, há um grupo do instituto trabalhando nas projeções para este ano e deverá ter uma posição mais precisa até o fim do mês quanto às projeções para 2009.
“Nós continuamos trabalhando com a perspectiva de crescimento. Agora, o tamanho deste crescimento é que nós não temos ainda uma condição de avaliar. O diferencial brasileiro é exatamente este: que a discussão se dê em torno exatamente do tamanho do crescimento e não sobre a possibilidade de recessão como no resto do mundo”, disse.
Para o presidente do Ipea, a situação vivida pela economia brasileira neste primeiro trimestre do ano diferencia em muito do que ocorreu no último trimestre do ano passado, “que não apenas sofreu os efeitos da crise, mas também do ajuste dos estoques por parte das empresas e do impacto tardio da elevação dos juros no primeiro semestre do ano passado”.
Segundo Pochmann, embora neste início do ano ainda haja o efeito da crise, há também reações em termos de política econômica para fazer com que a crise não se manifeste de forma intensa na economia do país.
O economista avaliou positivamente a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 1,5 ponto percentual a taxa básica de juros (Selic).
Para o presidente do Ipea, o comportamento dos juros, seguindo a trajetória de queda, tende a evitar uma piora nas expectativas da economia em geral, “porque nos permite compreender que há uma convergência das ações governamentais para evitar o agravamento da crise no Brasil”.
As declarações do presidente do Ipea foram dadas durante a divulgação dos dados de março do Sensor Econômico , no Rio de Janeiro, pelo instituto. O indicador, lançado em fevereiro deste ano pelo Ipea, revela que o setor produtivo se mantém apreensivo quanto à expectativa socioeconômica do país para 2009.
Agência Brasil
Vendas do comércio surpreendem e voltam a crescer após três meses de queda
As vendas do comércio varejista brasileiro voltaram a crescer em janeiro, surpreendendo muitos analistas e interrompendo uma sequência de três meses de queda. A alta foi de 1,4% em janeiro sobre dezembro, puxada pelo mercado de automóveis. Em relação a janeiro do ano passado, as vendas no primeiro mês deste foram 6% maiores; nesse tipo de comparação, o setor de "hipermercados, supermercados, bebidas e fumo" deu a maior contribuição para o aumento, subindo 7% no período.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A previsão de analistas consultados pela agência de informações Reuters era de queda de 0,2% na comparação com o mês anterior e de alta de 3,9% sobre o mesmo período do ano passado.Nos 12 meses encerrados em janeiro, o crescimento foi de 8,7% em relação ao período imediatamente anterior.
Veículos: vendas saltam 11%
O volume de vendas cresceu em sete dos dez grupos de produtos pesquisados. O de "veículos e motos, partes e peças" teve um aumento de 11,1% nas vendas em janeiro. O de "livros, jornais, revistas e papelaria" obteve alta de 7,6%, seguido por "móveis e eletrodomésticos" (7,1%). Tiveram desempenho negativo os setores de "equipamentos e material para escritório, informática e comunicação" (queda de 12,5%), "material e construção" (recuo de 2,8%) e combustíveis e lubrificantes (de 0,7%). Na comparação com janeiro do ano passado, apenas um setor teve queda das vendas, o de Tecidos, vestuário e calçados. Entre as altas, destacaram-se Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo e Móveis e eletrodomésticos. O IBGE acrescentou que a receita nominal do comércio varejista avançou 2,1% em janeiro sobre dezembro e 11,9% na comparação com igual mês do ano passado. (Com informações da Reuters)

BLOG DA DILMA NO ESTADÃO
'Blog da Dilma' dribla TSE e antecipa corrida para 2010 na web
Não oficial e criado por blogueiros simpatizantes da ministra, blog contém slogans como 'Sou PT, sou Dilma 13'
Andréia Sadi, do estadao.com.br

Reprodução
Blog da Dilma é atualizado diariamente

SÃO PAULO - A campanha da ministra Dilma Rousseff (PT), candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a eleição de 2010 só não começou oficialmente pelo obstáculo da legislação eleitoral - que proíbe propaganda antes de julho do ano da eleição, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mas em espaços como a internet, a corrida eleitoral já está antecipada - e muito acessada.


O "
Blog da Dilma" é um exemplo. Embora não seja oficial, o (e)leitor encontra nele notícias atualizadas sobre a agenda da ministra, comentários sobre os principais temas do momento, como efeitos da crise internacional e grampos telefônicos, além de críticas ao provável concorrente tucano, o governador de São Paulo, José Serra. Slogans como "Sou PT, sou Dilma 13" e Dilma é PT. Dilma é Nordeste" também aparecem. O blog se autodenomina o maior portal de Dilma Rousseff na internet.

Criado por Daniel Bezerra, que trabalha no Palácio do Governo do Ceará, o blog entrou no ar em novembro do ano passado e conta com a colaboração de mais seis editores - que se conheceram via outros blogs na internet, mas nunca se viram - tendo inclusive a participação de uma escritora (Glória Leite) que mora na Alemanha, segundo o editor-geral Daniel (Pearl) Bezerra de Oliveira. O "Pearl" no seu nome é uma homenagem e referência ao jornalista Daniel Pearl, que foi sequestrado e morto no Paquistão.

A ideia do espaço da ministra na internet surgiu do próprio Daniel Bezerra, que já tinha seu blog. Ele entrou em contato com outros blogueiros para convida-los a participar do projeto. "Eu já tinha o meu blog, cada um já tinha o seu. É um blog de blogueiros. Acho que só o Saraiva (o juiz) é filiado ao PT, o resto não. Cada um mora em um lugar, uma região. A gente se fala pela internet. Tem juiz de direito aposentado, estudante e bancário na produção - mas nenhum jornalista ", diverte-se a enfermeira de São Paulo Jussara Seixas, umas das responsáveis pelo conteúdo.

Jussara se diz "assustada" com a repercussão do site na mídia e com o número de acessos. Daniel afirma que o maior pico por dia foi de 7 mil acessos, "que vinha variando entre 4 a 5 mil". "Por mês atinge mais de 160 mil acessos", conta.

Assim que o blog ganhou proporções maiores, Daniel tentou contato com a ministra e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Daniel, quando fez o blog, e as reportagens começaram a citá-lo, mandou as principais para a Casa Civil porque ele quis. Mas não tivemos nenhuma resposta, nem da Casa Civil nem do Planalto", lembra Jussara.

O estadao.com.br apurou que o gabinete do presidente Lula recebeu o ofício encaminhado pelo editor. Procurada pela reportagem, no entanto, a assessoria do Planalto e da Casa Civil não comentaram o conteúdo do blog.

O blog é atualizado diariamente, de acordo com a intensidade da agenda da ministra: "Tem dias que chegamos a atualizar 15 vezes". A equipe também controla os comentários - alguns "impublicáveis" - a que Jussara atribui aos "não-simpatizantes de Dilma. "A oposição costuma entrar no blog e deixar comentários. São muitos, mas tem uns que não dá", conta.

Jussara aposta na vitória de Dilma em 2010, pela "proximidade com o presidente Lula". "Eu estou achando que ela ganha. Uma pessoa, que é ligada ao Lula como ela, que tem essa popularidade recorde em plena crise, acho que ganha", finalizou.

Agradeço a jornalista Andréia Sadi pela entrevista. Uma pessoa muito simpática. A entrevista está na íntegra e tudo corresponde com o que foi relatado.
Lula diz que para destruir, tem muitos, e para fazer, poucos
O Globo
PORTO VELHO (RO) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que as obras das usinas hidrelétricas de Jirau e de Santo Antonio passaram quase por um parto para poderem ter início. De acordo com ele, é mais fácil destruir do que construir algo no país.
- (A obra) foi um parto que quase foi abortado muitas vezes. Porque no Brasil, muitas vezes, para fazer tem poucos, para destruir tem muitos. No Brasil, muitas vezes, e vocês sabem na vida pessoal de vocês que é mais fácil destruir do que construir - disse.
- Para construir um prédio, leva dois anos, três anos, quatro anos, cinco anos. E aí, com meia dúzia de dinamites a gente vai e derruba em dois minutos, vira pó aquilo que a gente construiu. Na vida política é assim. Esta é uma obra que foi muito difícil. Muito difícil ela sair do projeto, sair da vontade do governo que precisava fazer, e mesmo do governo anterior, do nosso governo e dos empresários.
Lula afirmou que é preciso produzir mais durante a crise, não basta ficar em casa.
- Esta crise, se a gente se amofinar e for para dentro de casa, assistir à televisão, ler jornal ou ver revista e a gente ficar ouvindo discurso da oposição, a gente fica amofinado e não faz nada - discursou.
INFORMAÇÃO
O General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, acaba de ser transferido do Comando da Amazônia para o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, sediado em Brasília. Ele desmente a suspeita de motivações políticas na medida.Aos 61 anos, faltando apenas dois para entrar na reserva, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira acaba de ser transferido do Comando da Amazônia para o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, sediado em Brasília. Ele desmente a suspeita de motivações políticas na medida, mas reafirma nesta entrevista a necessidade de o País lançar um olhar mais atento para a região.
Diário do Comércio - O senhor, como chefe do Comando da Amazônia, levantou no ano passado importante debate sobre problemas essenciais da região, inclusive a polêmica demarcação da Reserva Raposa Serra do Sol, com críticas à política indigenista oficial, que teve grande repercussão. A transferência para um posto em Brasília teria a ver com essas manifestações?
General Augusto Heleno - A transferência faz parte dos movimentos naturais dentro do Exército. Já são dois anos de Amazônia. No entanto, quero ressaltar que a Reserva Raposa do Sol é apenas uma das preocupações. Nossa preocupação principal é uma presença maior do Estado Brasileiro na Amazônia. Não que não tenham ocorrido ações nesse sentido. Mas no nosso entender foram em um grau modesto. Elas deveriam ser mais freqüentes, mais intensas e de maior vulto.
Fonte: Diário do Comércio
O General Heleno é contra a demarcação das terras indígenas da Reserva Raposa Serra do Sol. Ele é a favor dos arrozeiros que estão ilegalmente em terras da União, que pertence aos índios. Foi uma boa medida o afastamento dele. Dia 18 o STF deve concluir o julgamento da Raposa Serra do Sol, pedindo que os arrozeiros deixem as terras indígenas, para que a demarcação seja contínua, e as terras devolvidas aos índios.
Justiça absolve acusados de beneficiar Telemar em leilão
Ação apontava suposta irregularidade na privatização do Sistema Telebrás, em 1998Procuradoria vai recorrer; ação acusava o ex-ministro Mendonça de Barros, entre outros, de ter praticado improbidade administrativa
A Justiça absolveu Luiz Carlos Mendonça de Barros (ex-ministro das Comunicações), André Lara Resende (ex-presidente do BNDES), José Pio Borges (ex-vice-presidente do BNDES) e Renato Guerreiro (ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações) ao arquivar, após dez anos, ação em que eram acusados de improbidade administrativa por supostamente terem favorecido a Telemar na privatização do Sistema Telebrás, em 1998.
FSP
Depois do Gilmar Mendes presidente da mais alta corte de justiça do país, conceder liberdade ao mafioso Daniel Dantas, e a todos seus amigos, depois da justiça do Pará dar liberdade aos assassinos da missionária Dorothy Stang nada mais me surpreende.
Lula diz que Brasil terá uma "teia de aranha" de energia elétrica
da Agência Folha, em Porto Velho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, durante visita ao canteiro de obras da usina de Jirau (120 km de Porto Velho), que o investimento em plantas geradoras e linhas de transmissão levará o país a contar, no futuro, com uma "rede comunista de
transmissão de energia elétrica".
Segundo ele, o Brasil será interligado como uma "teia de aranha". "Se faltar energia aqui [Rondônia], você transporta energia do Nordeste, do Amazonas, do Sul para cá. Faltou lá, você transporta para lá. E assim, o Brasil vira quase que uma cooperativa. Uma rede comunista de transmissão de energia elétrica".
O presidente usou a definição em uma tentativa de responder aos questionamentos sobre o destino da maior parte da energia a ser gerada em Rondônia: a região Sudeste. Para o presidente, Rondônia terá "quanta energia necessitar".
"Vai levar um tempo para Rondônia utilizar todo o potencial de energia que nós vamos produzir aqui. Enquanto o Estado de Rondônia não estiver utilizando essa energia, obviamente que se tem de vender para São Paulo, Minas Gerais e para quem mais tiver dinheiro para comprar", afirmou.
O presidente disse ser "muito importante" que as obras utilizem o máximo de mão de obra e matérias-primas do próprio Estado. "Precisamos utilizar tudo o que for possível do Estado de Rondônia, para gerar mais oportunidade de trabalho aqui para o Estado."
Sobre o controvertido processo de licenciamento das usinas, Lula o comparou a um parto difícil. "Este projeto do rio madeira é para mim como se fosse um filho deste país. Passou nove meses e não nasceu e era problema para desgraça. O médico dizia que tinha problema do Ibama, que tinha problema do peixe. Ou seja era um parto daqueles. Graças a Deus, saiu", disse o presidente.
"Ronaldão"
Falando a uma plateia formada em sua maioria por operários da usina de Jirau, Lula disse que o enfrentamento da crise econômica exigirá que o país trabalhe "três turnos, 24 horas por dia". O presidente não estava acompanhado da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
"Eu estou convencido de que, se a gente fizer as coisas acontecerem [...] trabalhando em três turnos em todas as obras de rodovias, em todas as hidrelétricas, em todas as ferrovias, em todos os projetos habitacionais [...], eu tenho certeza de que essa crise vai deixar o Brasil em paz", disse o presidente.
Segundo Lula, Brasil é "o último país afetado pela crise" e será "o primeiro a sair dela". "Passamos muito tempo esperando crescer, passamos muito tempo esperando gerar empregos para o povo e, agora que as coisas estavam andando maravilhosamente bem, vem a crise dos países ricos afetar os países emergentes", disse.
Lula disse que somente o investimento em obras poderá fazer o país voltar a crescer. "[Precisamos] Fazer a máquina rodar 24 horas por dia. Porque isso vai gerar mais empregos, o emprego gera salário, o salário gera consumo e essas três coisas juntas farão com que a economia brasileira volte a rodar."
Ao chegar à usina, Lula brincou com os jornalistas sobre o gol marcado anteontem pelo atacante Ronaldo, do Corinthians. "Vocês viram o gol do Ronaldão. Para compensar a crise, o Ronaldão está aí."
DEM diz agora que tanto pode apoiar Serra como Aécio para presidente
O Globo
SÃO PAULO - O DEM recuou em seu apoio preferencial à pré-candidatura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), a presidente da República, decidindo na noite desta quinta que o partido pode apoiar também o nome do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, caso ele se torne o candidato tucano a presidente. Logo depois de uma reunião do Conselho Político do DEM em São Paulo, o próprio pesidente do colegiado, prefeito Gilberto Kassab (DEM) admitiu que o governador Aécio está no páreo e que, portanto, o DEM poderá apoiar qualquer um dos dois governadores para a disputa pela Presidência da República em 2010. Kassab jusrtificou que a opção por Serra era sua "posição pessoal".
Já o presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia, afirmou que se "equivocou" na avaliação de que Serra seria o melhor candidato para a aliança do DEM com o PSDB para 2010.Por isso, nestas quinta, ao fim da reunião, todo o comando nacional do DEM foi jantar com o governador Serra no Palácio dos Bandeirantes e a cupula partidária deve repetir o gesto com Aécio, em outro jantar em Belo Horizonte.
- Kassab ligou para Aécio informando que o DEM fará reunião semelhante à de São Paulo nos próximos dias em Belo Horizonte. - A realidade que eu tinha naquele momento (quando disse que apoiará Serra para presidente) era uma. A que eu tenho hoje é outra. Aécio Neves de fato é candidato a presidente.

Pacote habitacional sai em até dez dias, diz Lula
Pacote traz medidas para incentivar o setor da construção civil e incentivar a construção de até 1 mi de casasda Agência EstadoAELula discursa durante visita a obras de Jirau PORTO VELHO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira, 12, que anunciará em até dez dias o pacote de medidas para incentivar o setor da construção civil e incentivar a construção de até 1 milhão de moradias. "Estou indo para os Estados Unidos na semana que vem, mas, na sexta-feira da próxima semana ou, no máximo, na outra segunda-feira, anunciaremos o programa, que será o mais ousado e corajoso programa habitacional do Brasil".Ele lembrou que um mutuário da sua idade (63 anos) paga o equivalente a 37% da prestação a título de seguro de vida e os até 40 anos pagam 10%. "Vamos acabar com isso".Lula também confirmou que os beneficiados que estão hoje pagando aluguel não vão acumular o gasto do aluguel com a prestação do imóvel. "Enquanto a pessoa paga aluguel e a chave não for entregue, pagará apenas taxa simbólica, de R$ 20 a R$ 30", disse Lula em discurso em um bairro da periferia de Porto Velho, no qual entregou a escritura definitiva para moradores que tinham regularização de seu imóvel pendente.Bancos públicosLula disse que, na reunião que terá com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no sábado, e com os líderes do G-20 em abril defenderá que a prioridade para resolver a crise não é colocar dinheiro em bancos, mas "assumir a normalização do crédito internacional".Em entrevista após participar de entrega de escrituras de residências em Porto Velho, disse que para que o crédito internacional seja normalizado "alguns países vão ter de assumir a criação de bancos públicos". Lula afirmou, inclusive, que vai mostrar aos líderes internacionais como funcionam os bancos estatais brasileiros, como o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).Lula evitou fazer comentários obre a decisão do Copom, que ontem reduziu a taxa de juro em 1,5 ponto porcentual, para 11,25% ao ano. Mas disse que o problema não é se o Copom vai baixar o juro em 1 ponto ou 1,5 ponto. "A questão é a escassez de crédito. O dinheiro desapareceu no mercado internacional", disse.Ele voltou a dizer que o governo não vai reduzir gastos em saúde, ou com o Bolsa Família, nem vai mandar funcionários embora. "Vou anunciar mais obras e mais projetos sociais", afirmou. O presidente lembrou que vai anunciar nos próximos dias um pacote para a habitação e também um programa de renovação da frotas de caminhões e ônibus, sem no entanto, dar mais detalhes. "O Brasil foi o último país a ser atingido pela crise e será o primeiro a sair".
GILMAR SE JUNTA A GILMAR PARA ACUSAR JUIZ DE ATENTAR CONTRA GILMAR
"O STF, com a vigência da súmula vinculante, passou a ter um enorme controle sobre as decisões das instâncias inferiores da Justiça. Faz parte do jogo, mas esse é um poderoso instrumento de centralização do Judiciário. Paralelamente, o CNJ [Conselho Nacional de Justiça], a partir da presidência de Gilmar Mendes, tem atuado como força auxiliar do Supremo. Mendes deu dimensão a isso, por exemplo, quando usou os cargos cumulativos na presidência do STF e do CNJ para pedir, em nome das duas instituições, ao corregedor-geral do Tribunal Regional Federal da 3a. região, desembargador André Nabarrete, que acionasse o juiz Fausto De Sanctis, que decretou a prisão de Dantas duas vezes. A acusação é de que De Sanctis teria afrontado todo o STF, na figura de Gilmar Mendes. Gilmar Mendes, presidente do Supremo, e Gilmar Mendes, presidente do CNJ, reclamam oficialmente contra um juiz que teria atentado contra todo o Supremo, na figura de Gilmar Mendes".
De Maria Inês Nassif, no Valor Econômico, sugerindo que também haja controle externo do Judiciário.

12 março 2009

Lula lamenta agravamento do impacto da crise no Brasil
Presidente voltou a defender a ampliação dos turnos das obras do PAC como forma de aquecer a economia
REUTERS
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou nesta quinta-feira,12, o aumento do impacto da crise financeira global no Brasil. Na terça-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou queda de 3,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008, demonstrando o recrudescimento dos efeitos da crise no País.

"Essa crise, na verdade, era para ter chegado no Brasil com muito menos intensidade", afirmou o presidente em discurso ao visitar as obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho (RO). "O Brasil está sendo o último país a ser afetado pela crise, e eu tenho certeza de que nós seremos o primeiro país a sair dessa crise", assegurou, lembrando que "2009 é o ano mais delicado". Lula voltou a defender a ampliação dos turnos das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) como forma de aquecer a economia doméstica. "Eu tenho certeza de que esta crise vai voltar rapidinho para onde ela nasceu e vai deixar o Brasil em paz, porque nós passamos muito tempo esperando crescer, passamos muito tempo esperando gerar emprego para o povo deste país", acrescentou. Ele lamentou que a crise tenha chegado ao Brasil em um momento de expansão da economia. "E agora que as coisas estavam andando maravilhosamente bem, vem a crise dos países ricos afetar os países emergentes."

Lula: obras de refinaria no Maranhão começam este ano
Agencia Estado
PORTO VELHO - O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, disse hoje que começarão neste ano os trabalhos de terraplanagem para a construção da refinaria do Maranhão, investimento de aproximadamente US$ 19 bilhões. Em discurso durante visita aos projetos da Odebrecht para formação de mão de obra para a construção da hidrelétrica de Santo Antonio, em Rondônia, o presidente reiterou seu discurso de que o Brasil combaterá a crise econômica investindo. "Quanto mais o mundo tiver crise mais nós faremos investimentos. Essa crise se combate investindo. Se eu ouvisse o discurso da oposição ficaria amofinado e não investiria", disse.Em seu discurso, o presidente lembrou das dificuldades para aprovar o projeto e conseguir as licenças ambientais para as hidrelétricas do Rio Madeira. "O processo é um verdadeiro inferno", disse o presidente, afirmando também que "no Brasil às vezes tem muita gente para destruir e poucos para construir". Lula também fez um apelo ao presidente da Bolívia, Evo Morales, para que o país aprove o projeto, que já vem sendo discutido pelo dois países, de construir uma hidrelétrica binacional, no Rio Madeira, na divisa com Brasil e Bolívia. A usina ficaria rio acima de Santo Antonio e Jirau e teria capacidade para gerar 3 mil megawatts (MW).
Lula desmente notícia de que teria irmão em Rondônia
'Foi uma irresponsabilidade. Acharam isso só porque ele tinha Inácio no nome', disse o presidente
Agência Estado
PORTO VELHO - O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta quinta-feira, 12, uma notícia, no mínimo curiosa, publicada pela imprensa local de Rondônia. Segundo a edição do jornal Folha de Rondônia, o presidente teria um irmão no Estado que teria morrido sem que ele conhecesse. Em discurso feito durante sua visita a um curso profissionalizante, em Porto Velho, Lula tomou a iniciativa de desmentir a reportagem. "Não era meu irmão. Foi uma irresponsabilidade. Acharam isso só porque ele tinha Inácio no nome. Nem meu pai nem minha mãe jamais vieram a Rondônia", afirmou.A uma plateia de trabalhadores que estão sendo formados pelo curso, o presidente usou uma nova técnica para lidar com o público. Ele leu textos produzidos por jornalistas que trabalham para a presidência da República, que estiveram antes na cidade, levantando perfis das pessoas que vão trabalhar na obra. Assim, Lula chamou nominalmente três trabalhadores, que se levantaram para ouvi-lo. O presidente contou a história de cada um deles e deu a eles conselhos.Algumas das pessoas citadas eram beneficiárias do programa Bolsa-Família antes de conseguir o emprego na obra da usina hidrelétrica de Santo Antonio, no Rio Madeira. Lula deu exemplo de uma mulher que estuda e trabalha e disse: "E ainda dizem que o Bolsa-Família deixa as pessoas preguiçosas".
Nordeste faz Dia Nacional do Boicote à Globo nesta 6ª
Está agendado para acontecer nesta sexta-feira (13), o Dia Nacional do Boicote à Rede Globo. A ideia do protesto nasceu após a emissora tirar do ar “a voz que vinha do Nordeste brasileiro — a TV Diário”, apelidada de TV do Nordeste. Na prática, o boicote é mais um movimento nordestino, ou, no caso, cearense.
“Por ordem da Globo, a TV Diário, (situada em Fortaleza, Ceará) afiliada que transmite programação regional e policialesca, não é mais sintonizada em todo o país por parabólicas”, informou há duas semanas o colunista Daniel Castro, da Folha de S.Paulo. A emissora pertence à TV Verdes Mares, afiliada da Globo no estado.

A Globo alegou que, "como cabeça-de-rede da rede, formada por 121 emissoras, procura harmonizar os sinais de VHF e UHF de forma a que estes fiquem circunscritos a seus territórios de cobertura". Assim, a TV Diário não poderá mais ser captada "em território de outros afiliados". "Seu sinal permanecerá no satélite, cobrindo o Ceará, porém codificado".

De acordo com o blog Toda Mídia, a campanha de boicote havia sido aberta antes em blogs vinculados à Record e ganhou até um manifesto. "A TV do Nordeste era o único meio em que realmente os nordestinos se viam na TV, ausente de estereótipos fabricados por diretores preconceituosos sulistas, que diante de sua ignorância geográfica sempre trataram o Nordeste com desprezo".

A coluna "Zapping" (UOL) desta quinta-feira (12) traz a informação de que a emissora de Edir Macedo tenta comprar a TV Diário para criar uma afiliada da Record News no Ceará. Ao Adnews, a Record disse não ter informações oficiais sobre a suposta proposta de compra à TV Diário e sobre algum tipo de envolvimento da emissora com a campanha.

Da Redação, com informações do Adnews


Charge do Bessinha

Procurador faz nova denúncia contra acusado por mensalão tucano
da Folha Online
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, fez um aditamento na denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o
mensalão tucano, suposto esquema criminoso para a campanha à reeleição do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas em 1998.
Souza imputou ao já denunciado Eduardo Guedes, ex-subsecretário de Comunicação do governo de Minas, a prática do crime de peculato, por cinco vezes, em detrimento do grupo financeiro Bemge (Banco do Estado de Minas).
Em novembro de 2007, o procurador já havia oferecido
denúncia ao Supremo contra 15 acusados de envolvimento com o esquema, entre eles o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, Azeredo e o empresário Marcos Valério.
No STF, o relator do caso é o ministro Joaquim Barbosa. No documento, o procurador pediu que o advogado Rogério Tolentino, sócio de Valério na empresa 2S Participações, seja investigado separadamente.
Ele teria recebido dinheiro do valerioduto durante a campanha de 1998, quando o então governador Eduardo Azeredo tentou, sem êxito, a reeleição.
Walfrido é suspeito de ter participado do comando financeiro da campanha. Também teria quitado, por meio de Marcos Valério, dívida de R$ 700 mil de Azeredo com Cláudio Mourão, tesoureiro da campanha.
A reportagem não conseguiu localizar Guedes para comentar a nova denúncia.
VEJA FALA DO "BLOG DA DILMA"
Próxima disputa presidencial já é travadanos blogs, redes sociais e fóruns
Por Luiz de França - Revista Veja

"Para não agredir a lei vamos até tirar o número 13 e a estrela do PT do nosso blog", afirma o coordenador do blog Dilma Presidente, que se identificou como Daniel Pearl Bezerra de Oliveira. O blog é atualizado sete vezes ao dia com fatos envolvendo a ministra. O blog entrou no ar no dia 4 de novembro de 2008 com 200 acessos por dia, subiu para 5.000 e já chegou a ter 20.000 acessos num único dia em janeiro. Oliveira, que trabalha no Palácio do Governo do Ceará, diz que não é filiado ao PT e que ninguém de sua equipe recebe dinheiro. "Uma semana depois de lançado, mandei um ofício para o presidente Lula e para a ministra Dilma explicando os motivos do blog e assumindo toda a responsabilidade. Ela não disse se apoiava, deixou apenas fazer o blog com a liberdade que nós temos."
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LOUCO ALUCINADO
Só um indivíduo mentalmente perturbado, desprovido de bons sentimentos em relação ao próximo, pode abusar sexualmente de uma menina de 9 anos. Só um louco alucinado, desprovido de qualquer sentimento em relação ao próximo, sem nenhum conhecimento de anatomia humana infantil, pode achar normal que se leve adiante uma gestação gemelar fruto de abuso sexual. Só um louco alucinado pode condenar o aborto nessas circunstâncias, de alto risco de vida para a criança, além disso afirmando que o aborto é pior que o estupro, que o abuso sexual. A Igreja católica não entende porque perde seus fiéis. Perdeu muitos ao longo dos séculos e vai continuar a perder se mantiver tais dogmas medievais.
Jussara Seixas

Lula e seis ministros visitam obras de hidrelétricas do Rio Madeira
Agência Brasil
Porto Velho - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita hoje (12), em Porto Velho (RO), os canteiros de obras das usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira. Lula vai sobrevoar e conhecer as obras preparatórias da Usina de Jirau e, em seguida, a Usina de Santo Antônio, onde as obras estão mais adiantadas. Os ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil, Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Marcio Fortes, das Cidades, Carlos Lupi, do Trabalho e Emprego, Edison Lobão, de Minas e Energia, e Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação Social, acompanharão o presidente na visita. As usinas estão entre as principais obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e têm custo estimado de R$ 21 bilhões. Jirau ainda não obteve a licença de instalação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), necessária para iniciar a construção. As obras em andamento são apenas preparatórias, autorizadas por uma licença parcial. Além das hidrelétricas, o presidente visitará o Projeto Acreditar, que forma moradores da cidade para trabalhar nas usinas, principalmente beneficiários do Programa Bolsa Família. Em seguida, Lula participará da entrega de 2,4 mil escrituras a moradores de um bairro popular de Porto Velho beneficiados por um programa de regularização fundiária financiado pelo Ministério das Cidades.

Você sabia que:
Produção das usinas do Rio Madeira poderá reduzir preço da energia em todo o país
Porto Velho - A entrada em operação das usinas do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira – a partir de 2012 – poderá reduzir o preço da energia elétrica em todo o país. Em Rondônia, o impacto será maior porque a integração do estado ao Sistema Interligado Nacional vai permitir a substituição da energia térmica, pelo menos quatro vezes mais cara que a hidráulica

Aécio começa segunda-feira giro pelo País em defesa das prévias
Após reagir a FHC e cobrar PSDB, mineiro vai ao Recife para intensa programação partidáriaPara forçar o PSDB a realizar prévias para a escolha do concorrente do partido à Presidência, o governador de Minas, Aécio Neves, montou uma agenda de candidato.
Ele começa segunda-feira, no Recife, um giro pelo Brasil em busca de apoio dos tucanos para fazer a consulta e de votos para derrotar o governador de São Paulo, José Serra, na briga pela vaga de candidato à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Depois de afirmar que "não se constrói um projeto de País de alguns gabinetes ou da Avenida Paulista", o governador mineiro decidiu confrontar o movimento de setores do PSDB para descartar a consulta interna, apressando o início da campanha para ser escolhido.A pretexto de prestigiar o lançamento do livro Daquilo que eu sei - Tancredo e a transição democrática, do ex-deputado Fernando Lyra, Aécio montou uma agenda política de candidato na capital pernambucana. Vai almoçar com os 12 deputados estaduais e federais do partido em Pernambuco, terá um encontro com os 20 prefeitos tucanos, encerrará o dia inaugurando o auditório Ruth Cardoso no Instituto Teotônio Vilela e fechará a programação em jantar com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), levando a tiracolo o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB).Aécio resolveu se movimentar, e rápido, na tentativa de barrar a consolidação da pré-candidatura presidencial do governador paulista, que está bem à frente dele nas pesquisas de intenção de voto para 2010. Seus próprios aliados admitem que o pragmatismo do PSDB, calcado no desejo de voltar ao Planalto, está fortalecendo Serra e pondo abaixo eventuais preferências pessoais pelo mineiro, mesmo nas prévias.
CORPO-A-CORPO
Enquanto os serristas avaliam que o governador de Minas será ultrapassado pela candidata do PT e ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na preferência popular, Aécio aposta no trabalho de corpo-a-corpo para superar o avanço do adversário paulista no PSDB. Mas também vai investir na criação de fatos políticos que o coloquem em evidência e tentará buscar apoios fora do partido
Uai!!! Eles podem na cara dura antecipar a campanha eleitoral, e ministra Dilma não pode trabalhar???
FIQUE BEM INFORMADO
Hidrelétricas do PAC aquecem mercado de trabalho em RO O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quinta-feira (12), em Rondônia, da cerimônia que marca o início da construção da usina Jirau, no rio Madeira, e da cooperação entre o Senai, o Sesi e a construtora Camargo Corrêa para construção de um centro de formação profissional em Rondônia, para qualificar 8,8 mil moradores dos municípios de Porto Velho, Guajará Mirim e Nova Mármore
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Cirurgias de redução de estômago sobem 542% A oferta de cirurgia bariátrica (diminuição do tamanho do estômago para perda de peso) nos hospitais vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 542% desde 2001, quando o procedimento passou a ser realizado pela rede pública
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Pesquisa mostra boa aceitação à lei do microempreendedor A legislação do microempreendedor individual (MEI) foi bem aceita pelo público segundo uma pesquisa feita pelo Sebrae Nacional, que ouviu trabalhadores autônomos em cinco capitais do País, na primeira quinzena de fevereiro
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Dados do Caged já revelam recuperação do emprego em fevereiro, diz Lupi
“O ministro do Trabalho Carlos Lupi disse hoje (11), durante evento em São Bernardo (SP), que dados preliminares do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) revelam uma recuperação do nível de empregos no país em fevereiro. “ Em fevereiro o governo vai anunciar uma reviravolta na empregabilidade”, disse sem divulgar números.Segundo Lupi, estão sendo verificadas uma pequena queda no número de demissões e um aumento no número de contratações. Na avaliação do ministro do Trabalho, o movimento no número de empregos deve inverter, timidamente, o saldo negativo de 100 mil demissões em janeiro. “Qualquer saldo será pequeno. Eu que sou otimista acredito num saldo positivo”, afirmou.De acordo com o ministro, só a partir de março, no entanto, será possível dizer se o emprego no país vai deslanchar. “Vou depender dos números de março para traçar a minha previsão. Se março for positivo, vai demonstrar uma recuperação que prosseguirá nos meses seguintes”, disse.”Vinicius Konchinski, Agência Brasil
Dilma diz que Brasil caminha para juros civilizados
Para ministra, deflação no exterior é 'oportunidade' para o Brasil.'
Temos margem significativa para baixar custo do capital', disse.
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http://dilma13.blogspot.com/
Lula pedirá a Obama menos protecionismo durante a crise global
Presidentes do Brasil e dos EUA se encontrarão no sábado; brasileiro insistirá no fim de restrições à importação de etanolPauta do encontro incluirá o estreitamento de laços com países da América Latina; Planalto espera que ocorra "boa química" entre os dois
KENNEDY ALENCAR
LETÍCIA SANDER DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
No primeiro encontro pessoal com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende propor que o americano se empenhe para concluir a Rodada Doha, evite medidas protecionistas da maior economia do mundo no momento de crise e tenha ação mais efetiva sobre os bancos- sem descartar eventual estatização temporária.No Palácio do Planalto, há preocupação em que ocorra uma "boa química" no encontro deste sábado em Washington, no qual Lula pretende insistir no fim das restrições americanas à importação do etanol brasileiro e sugerir a Obama que faça gestos de boa vontade para a América Latina, sobretudo para países com forte sentimento anti-EUA.Ontem, o ministro Celso Amorim (Relações Exteriores) demonstrou otimismo quanto a este aspecto, porque há, segundo ele, uma "afinidade indiscutível de pensamento" entre Lula e Obama. "Nós identificamos até semelhanças, às vezes, nas frases usadas em relação à esperança, à mudança. Há uma afinidade, eu diria, intelectual, que vai permitir que esta relação [entre EUA e Brasil], que já é boa, possa ser muito mais aprofundada", afirmou.Ministros e assessores de Lula disseram à Folha que o brasileiro tem na carreira aspectos simbólicos como Obama. Lula é um retirante que conheceu a pobreza, fez carreira sindical e chegou à Presidência. O americano é o primeiro negro a presidir os Estados Unidos.PautaNa pauta de Lula e Obama, segundo Amorim, deve entrar um debate sobre "os remédios para a crise financeira", o que inclui a necessidade de aumentar e facilitar o crédito para o comércio entre países em desenvolvimento. Segundo Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência para assuntos internacionais, "será uma agenda de poucos pontos".Lula pretende pedir a Obama que se empenhe e não faça exigências excessivas para viabilizar a conclusão da Rodada Doha, as negociações para liberalização do comércio internacional que estão paradas no âmbito da OMC (Organização Mundial do Comércio).O brasileiro também aconselhará Obama a tomar uma atitude mais definitiva em relação aos bancos americanos que estão em dificuldade. A intenção é sugerir que ele não descarte a estatização.No campo energético, Lula priorizará o álcool. O Brasil levará mais uma vez aos EUA o pleito sobre a necessidade de eliminar, ainda que gradualmente, as tarifas de importação sobre o álcool combustível.Por ora, o governo manterá o discurso de que não tem como substituir a Venezuela como fornecedor de óleo cru aos EUA, já que não tem excedente para exportar. O petróleo do pré-sal ainda vai demorar a ser explorado em larga escala, e a prioridade do país é agregar valor -refinar aqui e criar uma indústria do petróleo.O terceiro ponto da agenda desejada pelo Itamaraty será a América Latina. Hugo Chávez, presidente da Venezuela, pediu a Lula que o ajude a melhorar relação com EUA e o aproxime de Obama. Lula pretende fazer isso, mas num contexto de maior "conciliação" com a América Latina, no sentido de ajudar Obama a olhar para cá "com a lógica certa", nas palavras de Amorim.Sobre Cuba, o presidente deve sinalizar que são positivas as medidas para suavizar ou encerrar o bloqueio americano.A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) integrará a comitiva de Lula nos EUA. A Casa Branca reservou pouco mais de uma hora para o encontro, segundo o chanceler Amorim.