
14 fevereiro 2009
Entre os presentes, Beto Richa, Alvaro Dias e os deputados federais Gustavo Fruet e Alfredo Kaefer
Agência Estado
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi recepcionado hoje (13) à tarde, em Cascavel, no oeste do Paraná, por diversas lideranças tucanas do Estado do Paraná. Entre os presentes, o prefeito de Curitiba, Beto Richa e o senador Alvaro Dias, os deputados federais Gustavo Fruet e Alfredo Kaefer, além de deputados estaduais.A comitiva de Serra esteve na cidade para participar do Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos agropecuários do País. Serra esteve no evento por cerca de duas horas visitando estandes, cumprimentando visitantes e pousando para fotos com admiradores.
Segundo o Ministério, o objetivo era "preservar assim o clima de paz e garantir o desenvolvimento normal do processo eleitoral"
EFE
CARACAS - O eurodeputado espanhol Luis Herrero, expulso neste sábado pelo Governo da Venezuela, partiu em um voo com destino à cidade de São Paulo, informaram fontes da delegação do Partido Popular Europeu.
Membros da delegação foram esta noite ao aeroporto da cidade Maiquetía, a cerca de 30 quilômetros de Caracas, para entregar a Herrero seus pertences. Quando chegaram lá, receberam a confirmação de que o político já tinha embarcado com destino ao Brasil.
Em comunicado, a Chancelaria venezuelana diz que "em cumprimento das instruções do poder eleitoral" decidiu "convidar" o espanhol a abandonar o país.
Segundo o Ministério, o objetivo era "preservar assim o clima de paz e garantir o desenvolvimento normal do processo eleitoral".
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela havia pedido nesta sexta que o Governo expulsasse "imediatamente" do país o eurodeputado, pelas declarações que teria feito contra esse organismo venezuelano.
A presidente do CNE, Tibisay Lucena, fez público o pedido ao Ministério das Relações Exteriores através de um discurso de rádio e televisão transmitido a todo o país.
Lucena disse que as declarações de Herrero foram uma "agressão" contra o CNE e contra a Venezuela. Por isso, pediu "ao Executivo que cumpra" a solicitação de expulsão do eurodeputado.
Herrero estava na Venezuela, junto com outros políticos europeus, convidado pelo opositor Partido Social-Cristão (Copei).
Em declarações dadas à cadeia local "Globovisión", Herrero criticou, entre outras coisas, a decisão do CNE de fixar o fechamento dos centros de votação às 18h (20h30, Brasília) ao invés
de às 16h (18h30), como em ocasiões anteriores.
O espanhol alegou que a ampliação "não se justifica" e argumentou que ela poderia ser fruto de "manobras não democráticas". O eurodeputado Carlos Iturgaiz, que fazia parte da delegação espanhola, qualificou de "sequestro" o ocorrido em Caracas, quando, segundo ele, vários membros da Polícia irromperam no hall do hotel onde estavam e levaram seu colega sem dar explicações.
Iturgaiz denunciou o tratamento recebido por Herrero que, de acordo com ele, tem imunidade parlamentar, e tinha viajado para Caracas com uma delegação oficial do PPE. A Venezuela realiza no próximo domingo um referendo que decidirá sobre o direito à reeleição ilimitada de vários cargospúblicos, incluindo o de presidente, ocupado desde 1999 por Hugo Chávez.
Está certo o governo da Venezuela em expulsar o eurodeputado espanhol. Sapo de fora não chia. O referendo na Venezuela interessa ao governo da Venezuela, do povo venezuelano. A Venezuela é um país soberano,tem leis, tem justiça eleitoral, e está exercendo com o referendo popular a democracia. O eurodeputado poderia estar lá como um observador, jamais interferir no processo eleitoral.
O grampo ilegal feito em um celular do líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal (SP), não teve qualquer objetivo político, como suspeitava-se, e sim fez parte de uma investigação clandestina de infidelidade conjugal.Relatório da Polícia Civil de São Paulo, obtido pela Folha, mostra que as interceptações e o histórico de chamadas do telefone de Aníbal foram encomendados pela detetive particular Ângela Bekeredjian, contratada por uma mulher que desconfiava do marido.Ângela Detetive, como se apresenta em programas de TV sobre casos extraconjugais, recebeu da cliente uma lista de números discados pelo marido, e acionou seus contatos em operadoras de telefonia, segundo a polícia. Foram quebrados os sigilos de diversos telefones, entre eles o de Aníbal.O deputado confirmou a história e disse que o celular era usado por sua secretária. Por razões que diz desconhecer, o suposto marido infiel fez "duas ou três ligações" para a funcionária. Aníbal afirmou que acredita nas conclusões da polícia.Antes de identificar os autores, a polícia acreditava na hipótese de que o objetivo do grampo era identificar contatos políticos do deputado. A escuta veio à tona em janeiro quando nove pessoas foram presas.
O STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou ontem pedido feito pelo Ministério Público Federal de São Paulo para investigar o hoje deputado federal Antonio Palocci (PT-SP) por suposta ilegalidade na contratação, sem licitação, da empresa MCI Editorial Ltda. em seu segundo mandato como prefeito de Ribeirão Preto (2001-2002).Em sua decisão, o ministro Celso de Mello afirmou não ver "elementos que justifiquem o oferecimento de denúncia [acusação formal diante da Justiça]" contra Palocci. O ministro seguiu o parecer do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, para quem os documentos do inquérito "não apresentam quaisquer indícios de autoria por parte" do ex-prefeito.
A BARRIGA DA GLOBO QUASE COMPROMETE O BRASILRui Martins
Berna (Suiça) -
A moça brasileira tinha seus problemas e provavelmente se autoflagelou. É triste.
Mais triste é o quadro da nossa imprensa irresponsável que mobilizou o país, levou o ministro das relações exteriores Celso Amorim a criticar um país amigo e Lula a quase criar um caso diplomático. É hora de denunciar a nossa grande imprensa sem deontologia, sem investigação, que afirma e desafirma sem qualquer cuidado e sem checar as notícias.
A agressão racista contra Paula Oliveira não foi um noticiario iniciado em Zurique, local da suposta agressão. Estourou no Brasil, detonada por um pai – e isso é muito compreensível – preocupado com sua filha distante. E a maior rede de televisão do Brasil, a Globo, vista por mais de uma centena de milhões de brasileiros, não teve dúvidas em transformar o caso na grande manchete do dia, fazendo com que outros milhões de brasileiros, no Exterior, já acuados pela Diretiva do Retorno, se solidarizassem e imaginassem passeatas e manifestações.
Essa é a maior barriga da história do nosso jornalismo, que revela o descalabro a que chegamos em termos de informação ou desinformação. Equivale ao conto do vigário do Madoff, ou das subprimes do mercado imobiliário americano. Só que o Madoff está preso, mesmo sendo prisão domiciliar e vivemos uma crise econômica, em consequência dos desmandos dos bancos americanos. Mas o que vai acontecer com a televisão Globo e todos quantos foram atrás ? Nada, vai ficar por isso mesmo.
Como um órgão de imprensa de tanta penetração pode se permitir divulgar com estardalhaço um noticiário de muitos minutos, reproduzido online, repicado por jornais, rádios e copiado por outras televisões sem primeiro checar no local ? Que jornalismo é esse que se faz sem qualquer investigação, sem se ouvir as partes envolvidas ? Sem deslocar antes um reporter para Zurique e entrevistar também o policial responsável pela ocorrência ? Sem ouvir a própria envolvida, fiando-se apenas no relato de um pai desesperado ? Sem pedir a opinião de um especialista em ferimentos e escoriações ?
Quem vai pagar o dano moral causado a essa jovem, que sem querer se tornou primeira página nos jornais ? Quem vai desfazer o ridículo a que se submeteu o nosso ministro Celso Amorim, que, baseado num noticiário de foca em jornalismo, sem ouvir acusação e acusado, ofendeu um país amigo exigindo que prestasse contas em Brasília por um noticiário tipo cheque sem fundo ? Quem assume o fato de quase levar nosso presidente a ficar vermelho de vergonha por se basear em noticiário sem crédito, com o mesmo valor de uma ação do banco Lehmann ?
E mais – o dano sofrido pela Suíça, em termos de imagem, justamente quando seu povo tinha justamente votado em favor dos imigrantes , quem vai reparar ?
Essa barriga da Globo, secundada pela grande imprensa, é prova do que se vem dizendo há algum tempo – não há credibilidade nessa mídia. Publica-se, transmite-se qualquer coisa, e quanto mais sensacionalista melhor. Não há responsabilidde no caso de erros, de noticiário mentiroso, vale tudo, o papel aceita tudo, a televisão transmite qualquer coisa, desde que dê Ibope – e existe melhor coisa que nacionalismo ofendido ? É o que os franceses chamam de "presse de boulevard", mentirosa, tendenciosa, com a opinião ao sabor das publicidades. Sem jornalismo investigadivo, sem confirmar as fontes, sem ouvir as opiniões divergentes.
Vão pedir a cabeça do redador-chefe ? Não, assim que se recuperarem da barriga, da irresponsabilidade cometida, da vergonha diante dos colegas, vão jogar tudo em cima da pobre jovem, que deve ter seus problemas e que a nós não compete saber, isso é vida privada, não é Big Brother.
É essa mesma imprensa marrom, que induz nossos dirigentes ao erro, que também publica qualquer coisa contra quem chamam de "assassino desalmado" Cesare Battisti. A irresponsabilidade da imprensa é o pior inimigo da liberdade de imprensa, porque pode provocar reações legislativas limitando os descalabros cometidos.
Escrever num jornal, falar numa rádio ou numa televisão e mesmo manter um blog constitui uma responsbilidade social. Não se pode valer dessa posição para se difundir boatos, nem inverdades, nem ouvir-dizer, é preciso ir checar, levantar o fato, mencionar ou desfazer as dúvidas e suspeitas existentes. É também preciso se garantir o direito de ser mencionada a versão da parte acusada para evitar a notícia tendenciosa.
A barriga da Globo vai ficar na história do nosso jornalismo, será sempre lembrada nos cursos de comunicação, tornou-se antológica, e nela estão entalhadas, por autoflagelação, as palvras que a norteiam – sensacionalismo, irresponsabilidade e abuso do seu poder.
Existem, sim, problemas contra nossos emigrantes em diveros países, principalmente depois da criação da Diretiva do Retorno pelo italiano Silvio Berlusconi. Diariamente brasileiros são presos e mandados de volta, na Espanha, mas isso não mobiliza a nossa imprensa, não dá Ibope.

13 fevereiro 2009
Lula critica 'pensamento pequeno' e defende Dilma
Agencia Estado
RECIFE - Irritado com as declarações da cúpula do DEM e do PSDB - que ameaçam acionar a Justiça por entenderem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria em campanha antecipada em favor da ministra Dilma Rousseff -, o petista classificou as afirmações dos adversários de "absurdas". "Agora só falta quererem proibir a Dilma de fiscalizar e acompanhar as obras do PAC. Ela é a coordenadora de tudo isso. Este é o tipo do pensamento pequeno", sentenciou Lula, em Recife, onde participou da visita ao primeiro projeto de produção de aquicultura em águas marinhas no País. Ontem, durante visita às obras da Ferrovia Transnordestina e de duplicação da BR-101, o clima pró-Dilma deu a tônica dos discursos. Hoje, a ministra não acompanhou a programação da comitiva presidencial. Em rápida coletiva à imprensa, Lula voltou a afirmar que o governo mantém expectativas positivas para o enfrentamento da crise financeira internacional. Em uma crítica direta aos empresários brasileiros que iniciaram um processo de demissões coletivas, o presidente disse que "houve um exagero". "A maior parte das empresas brasileiras está capitalizada. Então, como é que um ou dois meses depois dos efeitos maiores da crise financeira se espalharem pela América do Sul, eles começam a demitir, sem sequer tentar medidas intermediárias? Os empresários têm que fazer sua parte no momento de dificuldade também, não é só o governo".
Lula avisa os adversários: 'Dilma não vai parar de viajar'
Presidente classificou de 'absurdas' as afirmações dos adversários de que ele está em campanha pró-ministra
Agência Estado
RECIFE - Irritado com as declarações da cúpula do DEM e do PSDB - que ameaçam acionar à Justiça por entenderem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria em campanha antecipada em favor da ministra Dilma Rousseff, o petista classificou as afirmações dos adversários de "absurdas". "Agora só falta quererem proibir a Dilma de fiscalizar e acompanhar as obras do PAC. Ela é a coordenadora de tudo isso. Este é o tipo do pensamento pequeno", sentenciou Lula, em Recife, onde participou da visita ao primeiro projeto de produção de aquicultura em águas marinhas no País.
Na última quinta, durante visita às obras da Ferrovia Transnordestina e de duplicação da BR-101, o clima pró-Dilma deu a tônica dos discursos. Nesta sexta, a ministra não acompanhou a programação da comitiva presidencial. Ela participou da inauguração de obras do PAC em São Leopoldo, a 33 km de Porto Alegre, onde lançou novas obras e respondeu aos opositores que criticam o programa. "A maquiagem pode estar no meu batom, mas nas obras do PAC não, porque elas são reais e estão aí para os senhores verem", discursou a ministra.
CABEÇA DA OPOSIÇÃOO DEM deveria lançar um candidato. Tem nomes muito bons: Rodrigo Maia, Demostenes Torres, ACM Neto. Eles não teria chance hoje, sei. Mas a postura do partido tem mudado para muito melhor nos últimos anos. E a candidatura agregaria que detesta o PT e naõ confia no PSDB. Talvez sejam poucos no país que se preocupem assim com a política para eleger o DEM, mas faria a bolar para o partido e aproximaria a eleição em que assumiriam a chefia do estado.
„- 15/11/2008 - 17:28
http://brasilmostraatuacara.blogspot.com/
Kassab veta projeto que fiscalizaria orçamento via webEm São Paulo (SP)
O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) vetou o projeto de lei que previa a disponibilização de dados sobre a execução do orçamento na Internet. O PL 156/08 determinava que o Novoseo - sistema informatizado adotado em 2005 - estaria disponível no site da prefeitura e com acesso irrestrito para que a população acompanhasse "não só o relatório resumido da execução orçamentária, mas também os gastos efetuados por todos os órgãos da administração pública", segundo o texto da medida.A decisão - publicada na edição de ontem do Diário Oficial - vem menos de dois meses após Kassab afirmar no discurso de posse que esta seria a gestão da "transparência total". A Prefeitura justificou o veto afirmando que outras leis já disciplinam a divulgação de dados do orçamento. Além disso, o site da Secretaria Municipal de Finanças permite o acesso a um conjunto de relatórios e balancetes atualizados sobre operações financeiras, diz o governo."As informações são mais detalhadas no sistema Novoseo e, por isso, a sociedade pode monitorar as ações mais de perto. É um serviço que ajuda a sociedade e também o poder público, pois possíveis desvios de recursos podem ser detectados mais facilmente", diz o empresário Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo. Ele acrescenta que a divulgação de relatórios pela Prefeitura não é suficiente, pois esse formato é de difícil compreensão.
O presidente Lula foi reeleito em 2006 para mais 4 anos de mandato.
08:15 - Chegada ao Porto de Recife
Recife/PE
09:00 - Visita à Fazenda Marítima de criação de peixes beijupirá
Próximo aos molhes do Porto de Recife
10:20 - Chegada à Base Aérea de Recife
10:30 - Partida para Natal / RN
Base Aérea de Recife
11:15 - Chegada a Natal
Base Aérea de Natal
11:45 - Chegada a Ceará-Mirim / RN
12:00 - Visita ao Programa "Desenvolvimento Regional Sustentável" do
Banco do Brasil
Assentamento Rosário, Agrovila Canudos, Ceará-Mirim
13:00 - Cerimônia alusiva à visita ao Programa "Desenvolvimento
Regional Sustentável" do Banco do Brasil e ao lançamento da
Linha BB Microcrédito DRS
Assentamento Rosário, Agrovila Canudos, Ceará-Mirim
14:45 - Chegada à Base Aérea de Natal
15:00 - Partida para Brasília/DF
Base Aérea de Natal
18:30 - Chegada a Brasília
Base Aérea de Brasília
Lá vai a oposição chiar de novo.
O programa de construção de casas populares, que será anunciado pelo governo em breve, deverá buscar a simplificação de procedimentos e a redução dos custos financeiros das obras. A informação foi dada ontem (11) pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, durante o Encontro Nacional de Prefeitos e Prefeitas. Segundo ela, a intenção é diminuir o tempo de construção de uma habitação de 33 meses para 11 meses.
A ministra também disse que o programa deverá contemplar famílias com renda entre dois e dez salários mínimos. A intenção do governo é viabilizar a construção de um milhão de moradias até 2010.
“Com isso, vamos garantir que as pessoas tenham condição de pagar em função da sua renda: que jamais acumulem o pagamento do aluguel e a prestação da casa, e que a estrutura de financiamento seja adequada à estrutura de renda das pessoas. Nós iremos dar subsídios para esse pagamento, proporcional à renda. Quanto menor a renda, maior o subsídio”, explicou Dilma.
Questionada pelos jornalistas, a ministra não quis dar mais informações sobre o plano. “Se eu esclarecer, tenho que dar detalhes de uma coisa que não está inteiramente aprovada. O plano vai sair nos próximos dias, vai ser um bom plano, robusto. Mais do que isso só posso divulgar quando estiver concluída a elaboração”, disse.
O plano para a construção de moradias populares foi mencionado pela primeira vez durante discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Manguinhos, no Rio de Janeiro. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já adiantou que o governo pretende criar um fundo garantidor de R$ 500 milhões para assegurar o pagamento de empréstimos das moradias.
Agência Brasil
DO "AGORA"
Trinta e duas cidades podem ter sido vítimas de fraude da merenda, de acordo com o promotor Silvio Antônio Marques, da Promotoria de Justiça da Cidadania de SP. Onze cidades investigadas estão na Grande São Paulo, incluindo a capital.Depois das denúncias, a prefeitura de SP resolveu antecipar realização de nova licitação para fornecimento de merenda. O novo edital deve sair em 45 dias. A nutricionista Beatriz Aparecida Edmea Tenuta, deixou a Coordenação de Merenda Escolar da Secretaria da Educação, na última segunda-feira em razão das denúncias, mas foi vista utilizando gabinete e carros públicos após a exoneração. Segundo o prefeito Gilberto Kassab, a nutricionista não teria agido de má-fé ao continuar usufruindo da infraestrutura da prefeitura."Talvez o secretário ou alguém da secretaria pediu para buscá-la. Com certeza, não é nada que possa ser identificado como algo irregular e sim uma prestação de serviços a convite do secretário." (BSa e JT)
O CEU Formosa, alvo de uma polêmica na campanha eleitoral do ano passado, continua fechado aos alunos da Vila Formosa (zona leste de São Paulo) mesmo depois do início do ano letivo.Na eleição do ano passado, a então candidata Marta Suplicy (PT) afirmou que a administração não conseguiria concluir as obras da unidade antes do início das aulas.O prefeito Gilberto Kassab (DEM) afirmou durante a campanha e reafirmou em 26 de janeiro, em vistoria à obra, que ela estaria pronta.O CEU Formosa não é o único ainda sem funcionar. O Uirapuru (zona oeste) também não foi aberto. Nos dois, as aulas devem começar na terça.Já o CEU Jaguaré (zona oeste) só iniciará as aulas em maio, conforme foi anunciado na semana passada. O atraso se deveu às dificuldades de licenciamento ambiental, diz a secretaria. Os alunos estão tendo aulas em outras escolas da região.Em todos esses CEUs (onde estudarão 2.800 alunos cada um), porém, os equipamentos esportivos e culturais (quadras, piscinas, auditório) só ficarão prontos no segundo semestre.
DA AGÊNCIA FOLHA,EM PORTO ALEGRE
Dez sindicatos de servidores lançaram ontem uma campanha publicitária em que acusam a governadora Yeda Crusius (PSDB-RS) de corrupção.Com máscaras reproduzindo o rosto de Yeda e até um samba-enredo a criticando, cerca de 500 servidores protestaram em Porto Alegre. Foram espalhados 300 outdoors pelo Estado prometendo apresentar a "face da corrupção". O governo ameaçou processar os responsáveis
12 fevereiro 2009
UMA BRASILEIRA NO PRIMEIRO MUNDO – PRIMEIRO MUNDO?
Laerte Braga
A suíça não é necessariamente um país, muito menos nação. É um aglomerado de interesses mesquinhos e coberta com a lona da neutralidade hipócrita de robôs que caminham pelas ruas a despeito das belas paisagens que por lá existem. Suíço não sente, faz contas. Suíço não se envolve, mas guarda toda a sujeira possível em seus bancos e ainda garante segurança absoluta.
A primeira reação da polícia suíça à agressão sofrida pela advogada brasileira Paula Oliveira por jovens nazistas chamados de skinheads foi tentar rotular a moça como prostituta. Não é, mas mesmo que fosse. Trabalha para uma empresa no amontoado de "negócios" que chamam de suíça e tem condição regular segundo as leis dos bancos que governam o que chamam de país.
Há dias um deputado italiano, ettore pirovano, declarou no parlamento de seu país que os brasileiros não são conhecidos "pela fama dos seus juristas, mas por suas dançarinas". Imagina que juristas brasileiros sejam como gilmar mendes. É o que conhece e avaliou pelo relato do seu embaixador no Brasil. O tal que entrou pela porta dos fundos de gilmar e saiu pelos fundos também. Com certeza deixou fundos, gilmar não opera se não for assim. Tucano nenhum opera se não for assim.
gilmar é dançarina. Gosta que os clientes coloquem notas de dólares no entre-seios do sutiã dos hábeas corpus e decisões determinadas pelos controladores do stf dantas incorporation ltd.
Que diferença faria se Paula de Oliveira fosse prostituta como pretendeu rotular a polícia do amontoado de bancos chamado suíça? Seria "menos gente" por isso? Atenuaria a boçalidade de doentes mentais que tatuam suásticas e agora o sucedâneo, estrelas de davi em suas cabeças?
Justificaria a barbárie contra a moça?
A decisão do ministro das Relações Exteriores Celso Amorim de exigir providências duras, enérgicas e severas dos blocos de gelo que operam os bancos que chamam de país mostra um Brasil diferente daquele servil e covarde, fascinado com esse negócio de europa – um continente em extinção – .
Quando policiais britânicos assassinaram o brasileiro Jean Charles numa estação do metrô em londres a primeira alegação foi que Jean estava ilegal naquela colônia norte-americana, a grã bretanha. Isso muda o que? A natureza do fato, um assassinato?
Ao longo dos séculos desde que portugueses aportaram por aqui e espanhóis, ingleses e franceses no resto da América, temos sido sistematicamente saqueados por países europeus. O que mudou após a suposta independência de países como o Brasil foi a forma como os colonizadores saqueiam.
Se os eua conseguiram se transformar numa potência e inverteram o jogo, hoje colonizam o antigo colonizador isso é outra história, até porque aprenderam foi a receita e substituem os antigos colonizadores por aqui.
Acostumamo-nos a ser dóceis e servis no fascínio por paris. Claro que é uma cidade fascinante. Óbvio que a História é um processo.
É hora de sermos adultos. Passamos dos 500 anos. Somos jovens. Mas há um conceito que nos diferencia de suíços. Somos nação, ou ainda somos nação, apesar da barra da tijuca, da fiesp/daslu, dos agnelli ditando ordens. Os suíços não. São queijos de ótima qualidade, chocolate idem, relógios já nem tanto e bancos. Organizações criminosas.
À época da II Grande Guerra cantava-se uma paródia que dizia que oliveira salazar, ditador fascista de portugal, mandou cobrir o país com uma lona e escrever e cima – "portugal mudou-se" – .
A tal da neutralidade que não tem nada de neutra.
Skinheads existem em São Paulo, um país vizinho que fala a mesma língua e é controlado pelo condomínio fiesp/daslu/tucano/dem. Na capital paulista ainda existe um jornal que acha que D. Pedro I governa o Brasil e José Bonifácio é uma espécie de primeiro-ministro. Já estamos na quinta ou sexta geração de andradas, historicamente os maiores chapas brancas do Brasil. Há quem diga que chegaram com d. joão VI, no duro mesmo vieram com cabral.
É hora de varrer com essa gente também. São os que pretendem manter o Brasil servil, submisso, produtor de matérias primas e aceitando passivamente que a polícia de uma organização criminosa – bancos – chamada suíça, rotule uma brasileira de prostituta e tente justificar assim a violência característica e típica do modelo que exportam.
Um modelo prostituído.
O mesmo que leva um jovem preso pela Polícia Federal por tráfico de drogas a declarar que "faço isso para manter o meu padrão de vida".
Trinta milhões de brasileiros pegaram o telefone e ligaram para a globo. Para que? Votar pagando para eliminar um dos ocupantes de um bordel televisivo.
É uma das formas de manter o Brasil colônia e por essas e outras é que a polícia dos bancos que chamam de suíça rotula Paula de Oliveira.
Não há necessidade de enviar tropas. Basta entrar pelos fundos no gabinete do ministro presidente da suposta suprema corte, deixar fundos sem ser visto, exportar o modelo fashion de queijos cujo charme são buracos (são deliciosos, lógico, mas fazemos igual).
A decisão do ministro Amorim, um chanceler à altura do desafio de enfrentar bancos e empresas chamados de país, de exigir respeito a um País de gente chamado Brasil, a despeito da globo e dos colonizadores (suíços, italianos, americanos, ingleses, franceses, o que for) serve para mostrar que aqui nem todos se chamam gilmar mendes, ou josé serra, ou fhc, ou aécio.
E nem todo mundo se deixa levar pelo conto dos heróis de pedro bial, o rufião do bbb.
E até porque os skinheads daqui são cópias dos skinheads de lá. Filhos do modelo prostituído e prostituidor dos bancos que chamam de suíça. E quejandos.
Não é por acaso que esse trem de agências bancárias que chamam de suíça fica perto da itália e por lá pontifique um novo duce, silvio berlusconi. Nem por acaso que aqui esteja para ser julgado um processo de extradição envolvendo um refugiado político, Cesare Battisti. E que o parlamento europeu (votaram menos de dez por cento dos deputados, mas a globo não falou isso, é deles) queira que o Brasil o entregue a sanha dos skinheads travestidos de senhores do mundo.
Não são mais.
A realidade hoje é só acordarmos e enxergar que não precisamos deles para nada. Mas eles não serão nada mais depressa do que vão sendo, se reagirmos acabando tanto com os saques de piratas agnelli (vale) ou dos associados aqui. Aprenderão a respeitar todas as nossas Paulas.
Professor da FGV diz que PAC é novo "New Deal"
Estudo do professor da FGV Marcelo Cortes Neri divulgado ontem mostra que a crise não atingiu os mais pobres no Brasil, não lhes diminuiu a renda, não freou a queda da desigualdade e, o que mais impressiona, não impediu que as classes D e E continuassem encolhendo e que seus integrantes continuassem ascendendo à classe C mesmo no período negro de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2008.
Nenhum dos grandes jornais (Folha, Estadão e Globo) deu chamada de primeira página para o Estudo da FGV. A cobertura limitou-se a notas escondidas e curtas nas páginas internas. Quanto aos telejornais, alguns tiveram a coragem de não divulgar o Estudo e outros deram pouquíssima importância a informação desse calibre.
O anúncio do Estudo intitulado "Crônica de uma crise anunciada – choques externos e a nova classe média" foi feito pelo professor Neri em entrevista coletiva à imprensa. Estimo que nem o pesquisador imaginava o tratamento pífio que a mídia daria ao seu trabalho.
O vídeo contendo a apresentação do Estudo à imprensa por Neri pode ser assistido clicando aqui, e o Estudo em si pode ser lido na íntegra clicando aqui.
O pesquisador atribui a programas sociais como o Bolsa Família e aos aumentos do salário mínimo os vastos sucessos sociais dos últimos anos do governo Lula, dando destaque para a queda da desigualdade e para o impressionante aumento de mais de 20% da classe C e o forte encolhimento do contingente de pobres e miseráveis nos últimos anos
Mas, em determinado ponto da entrevista de Neri à imprensa, ele faz uma afirmação sobre o PAC, programa governamental que a mídia e a oposição dizem que não existe, que todos os brasileiros precisam conhecer, sobretudo por tal afirmação ter sido proferida por esse pesquisador da FGV que vem atravessando vários governos e que jamais foi acusado por ninguém de partidarismo ou coisa que o valha.
Reproduzo abaixo, textualmente (para quem não tiver conexão rápida para assistir o vídeo acima mencionado), o que o professor Neri disse sobre o PAC:
"(...) O PAC, Programação de Aceleração do Crescimento, é um plano que talvez não fizesse muito sentido quando ele foi lançado como um plano de aceleração do crescimento, porque a economia estava muito aquecida, e hoje em dia é visto quase como um New Deal americano [programa de aquecimento econômico do presidente americano Franklin D. Roosevelt implementado entre 1933 e 1937] numa época em que comparações com a grande depressão americana[de 1929] começam a se tornar mais comuns. Então, é meio como se o Brasil criasse um New Deal antes que a depressão fosse anunciada. Aqueles que acham que o Brasil estava com sorte, alguns anos atrás [conforme diz a imprensa e a oposição para desmerecer o crescimento continuado dos últimos anos], que sorte temos agora, porque é como se tivéssemos um bilhete de loteria, um seguro que não sabíamos que tínhamos (...)".
Não é à toa que a mídia escondeu o estudo de Neri. Ele mostra que, se estivermos mesmo saindo da crise – e a mídia, seguindo conselho recente de FHC aos tucanos para combaterem as medidas anticrise de Lula, não quer aceitar tal hipótese –, tudo se deve à visão que o presidente teve ao se dedicar tanto ao PAC nos últimos anos enquanto a mídia e a oposição diziam que o programa "não existia".
O professor Neri conclui elencando vários fatores que permitirão ao Brasil superar a crise antes dos outros países e faz alertas de que as políticas públicas devem continuar na rota do PAC e dos programas sociais, porque, se houver desvios, poderemos perder a chance de sair dessa crise muito maiores do que entramos nela.
Promotor critica nova licitação de merenda
Ministério Público diz que Kassab e secretário se tornaram os principais investigados ao decidirem manter terceirização
As seis empresas que serão substituídas são suspeitas de armar um conluio com o objetivo de dividir os lotes do contrato da merenda
CONRADO CORSALETTE
DA REPORTAGEM LOCAL
A decisão de manter o sistema terceirizado de fornecimento de merenda às escolas municipais colocou o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seu secretário da Educação, Alexandre Schneider, na condição de “principais investigados” pelo Ministério Público no inquérito que apura fraudes na licitação para a prestação do serviço em São Paulo.Anteontem, Kassab anunciou que realizará, em três meses, novo pregão para substituir as seis empresas que fornecem a merenda. Elas são suspeitas de armar um conluio com o objetivo de dividir os lotes do contrato, cujo valor anual ultrapassa R$ 250 milhões.A Promotoria afirma que irá agir assim que o novo edital for publicado, o que está previsto para os próximos 45 dias.Kassab e Schneider podem ser responsabilizados por omissão, ao manterem, segundo o Ministério Público, um sistema que já mostrou brechas para “fraudes” e até por improbidade administrativa (mau uso do dinheiro público), porque os serviços terceirizados sairiam mais caros para os cofres públicos do que se a prefeitura assumisse o serviço.Gravações não autorizadas pela Justiça reveladas pela Folha mostram conversas entre representantes das empresas que apontam um acerto antes do pregão, realizado em 2007.Após as denúncias, o Ministério Público recomendou à prefeitura que retomasse todo o serviço de merenda. Atualmente, quase dois terços das escolas do município têm a merenda terceirizada. O restante é atendido pela prefeitura.“A partir de agora, o prefeito e o secretário da Educação são os principais investigados, porque tomaram a decisão de manter o serviço terceirizado com a nova licitação”, afirmou o promotor Silvio Marques. Em nota ontem, a prefeitura afirmou que “mantém intensa colaboração com o Ministério Público em toda a apuração de fatos investigados em sua competência constitucional de fiscalizar o poder público”. Também defendeu o sistema de terceirização e diz que a decisão é uma atribuição do Executivo.
DEM vai entrar com ação contra Lula no TSE
Para partido, presidente antecipa a campanha eleitoral com medidas como os benefícios fiscais O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) anunciou nesta quinta-feira, 12, que o partido vai formalizar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva , por entender que ele antecipa a campanha eleitoral com medidas como os benefícios fiscais, anunciados durante encontro com mais de 4 mil prefeitos, organizado pelo Governo Federal, na última terça-feira.
A ação será protocolada na segunda ou terça-feira e o texto final está a cargo do deputado Roberto Magalhães (PE). "O abuso desta semana ultrapassou todos os limites. O governo vem usando a máquina pública em campanha e o presidente Lula já mostrou que não tem apreço pelas leis. O governo está de forma clara tentando tornar a ministra Dilma Rousseff conhecida, justamente num momento de crise, em que as pessoas estão perdendo seus empregos", afirmou Maia. Segundo o deputado, o DEM pedirá à Justiça Eleitoral que deixe claro quais são os limites dos governantes no período pré-eleitoral.
FHC PEDE A PSDB QUE BOICOTE NO CONGRESSO MEDIDAS ANTICRISE
Deputados tucanos reuniram-se em São Paulo nesta terça-feira com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Motivo: debater a necessidade de o PSDB lançar o quanto antes o nome do candidato da sigla que disputará a sucessão presidencial em 2010.
"Os deputados saíram da casa de FHC também com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional", afirma a jornalista Carmen Munari, em reportagem da Reuters.
Agora, é oficial o que já se conjecturava.
Estavam presentes ao encontro os seguintes deputados do PSDB:
* Julio Semeghini (SP)
* Walter Feldman (SP)
* Paulo Renato Souza (SP)
* Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES)
* Ricardo Tripoli (SP)
* Vanderlei Macris (SP)
* Fernando Chucre (SP)
* João Almeida (BA)
* Carlos Brandão (MA)
A impressão que passa a "recomendação" do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é de que ele pede aos tucanos que trabalhem para que a crise econômica mundial arraste o Brasil e o leve ao fundo do poço, como aconteceu na gestão dele. O que é isso: quanto pior, melhor? Mesquinhez? Irresponsabilidade? Tiro no pé?
Inviabilizar a adoção de medidas do governo Lula para combater a crise, é um crime contra o país. E agora, a menos que o ex-presidente dê alguma explicação para o teor de sua "recomendação", a impressão que fica será a de que ele quer sabotar o país para seu grupo político voltar ao poder.
Reunidos com FHC, tucanos querem apressar nome para 2010
por Carmen Munari
SÃO PAULO (Reuters) - Deputados tucanos debateram nesta terça-feira com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a necessidade de o PSDB lançar o quanto antes o nome do candidato da sigla que disputará a sucessão presidencial em 2010.
O principal ingrediente para a pressa é a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de turbinar a candidatura pelo PT da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o que a leva a ocupar amplo espaço na mídia ao participar de cerimônias e eventos públicos do governo federal.
"O ex-presidente acredita que é preciso definir o mais rápido possível. O PSDB tem deixado para se decidir na última hora, enquanto a Dilma já está definida", disse à Reuters o deputado Julio Semeghini (SP), presente ao encontro realizado na casa de FHC.
O partido se debate entre as candidaturas dos governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG). "Uma só pessoa deve falar pelo partido", afirmou. Para o grupo, este anúncio deve acontecer "o mais rápido possível".
A ala pró-Aécio prega a realização de prévias para a escolha do candidato, enquanto os serristas passaram a falar em "fila". Por esta tendência, seria a vez de Serra se candidatar, enquanto Aécio aguardaria a sua vez.
"Precisa contextualizar a fila. O Serra é o candidato natural do partido, o mais preparado, que já disputou a Presidência e foi ministro", acredita Semeghini. Em seu relato, a realização de prévias foi assunto pouco comentado no encontro.
A disputa entre Serra e Aécio teve reflexos na bancada da Câmara. Na semana passada, a vitória de José Aníbal (SP) para liderar a bancada tucana recebeu a contestação de 19 dos 58 deputados, muitos deles presentes na casa de FHC nesta terça-feira. Aníbal teria sido eleito por articulação do governador mineiro, que nega.
Após a conversa com FHC, o grupo que chegou a pedir a renúncia de Aníbal recuou. "Foi um erro ter deixado acontecer, e depois, um desgaste", disse Semeghini.
Esta é a terceira vez que o partido se divide em eleições majoritárias. Em 2006, Serra disputou e o ex-governador Geraldo Alckmin levou a indicação para disputar a Presidência. No ano passado, os dois tiveram outro enfrentamento na sucessão da prefeitura paulistana.
Os deputados saíram da casa de FHC também com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional.
Estavam presentes também os deputados Walter Feldman (SP), Paulo Renato Souza (SP), Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES), Ricardo Tripoli (SP), Vanderlei Macris (SP), Fernando Chucre (SP), João Almeida (BA) e Carlos Brandão (MA).
Wilson Dias/Agência Brasil
O ministro do STF, Marco Aurélio Mello: mandado de segurança da Itália, "até certo modo, confirma a jurisprudência"
Claudio Leal
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, avalia que o mandado de segurança do governo italiano contra a concessão do status de refugiado político ao ex-militante Cesare Battisti, no Brasil, pretende "retirar do mundo jurídico" o reconhecimento do refúgio.
Em conversa com Terra Magazine, Mello afirma que ainda não se debruçou sobre o caso Battisti. Por ser um processo que irá a julgamento, o ministro evita dizer se há conflito entre a decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, e a Convenção de Genebra, que veda a concessão de refúgio a criminosos comuns, como sustenta a Itália. "Não tenho idéia formada. Agora, claro que a decisão do Supremo vai ser uma decisão jurisdicional, segundo o direito posto, o direito pátrio", diz.
O STF deve julgar, até o início de março, se o pedido de extradição pode ser analisado depois da concessão de refúgio político. É aventada a possibilidade de o tribunal rever a jurisprudência. Na terça-feira, 10, o ministro Cezar Peluso negou o pedido de liminar do governo italiano para anular o ato de Tarso Genro.
A Itália defende que os crimes de Battisti não foram políticos, mas comuns e hediondos. O ex-militante do grupo de esquerda Proletários para o Comunismo (PAC) foi condenado à prisão perpétua por quatro homicídios cometidos nos anos 70. O ministro do STF, Celso de Mello, admitiu na semana passada uma mudança da jurisprudência do tribunal: se Battisti for reconhecido como terrorista, será passível de extradição.
Por sua vez, Marco Aurélio Mello entende que, "até certo modo", o mandado de segurança da Itália "confirma a jurisprudência".
- Votei no caso do padre Medina. Foi a conclusão do plenário que, havendo o reconhecimento do refúgio, se tem um obstáculo, a sequência do pedido de extradição. Agora, o governo da Itália impetrou mandado de segurança no Supremo contra o ato do ministro de Estado da Justiça. Essa impetração, até certo modo, confirma a jurisprudência. O governo da Itália quer retirar do mundo jurídico o reconhecimento do refúgio. Vamos esperar o julgamento desse mandado de segurança - pondera Mello.
Em 2005, o STF julgou um questionamento do refúgio do padre Olivério Medina, acusado de integrar as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Por 9 x 1, o pleno considerou constitucional a lei que estabelece o Executivo como o definidor da concessão de refúgio. O processo de extradição de Medina terminou extinto.
O temor de "perseguição política" é um dos argumentos de Tarso Genro ao sustentar a decisão favorável a Cesare Battisti.
Terra Magazine

As informações são do jornal
A estrela da festa do PT
Dois jornalistas da grande mídia, Folha de SP, e Globo, conhecidos críticos do governo Lula e do PT, não conseguiram se omitir diante da magnitude que foi o encontro da ministra Dilma com a militância e os dirigentes do PT. A ministra Dilma está se tornado a cada dia uma candidata que tem tudo para ser imbatível na eleição 2010, para ser a presidente do Brasil em 2010.
Leiam os textos aqui:
http://dilma13.blogspot.com/
Tribunal não vê justificativa para que a ministra seja alvo de apuração
O Diretório Nacional do PT aprovou na terça-feira (10) resolução política contendo uma análise da crise econômica internacional, das condições criadas pelo governo Lula para enfrentar seus efeitos no Brasil e de como essa nova realidade irá influenciar o debate em torno da sucessão presidencial em 2010. Segundo o documento, a crise abre uma oportunidade para o aprofundamento das mudanças em direção a um novo modelo de desenvolvimento e coloca em evidência a oposição que há entre o projeto petista de país e o modelo neoliberal falido, cujos principais ideólogos e propagandistas no país são o PSDB e o DEM. Leia a integra: Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores
O centro da conjuntura de 2009 é a crise econômica que, originada no núcleo do sistema capitalista mundial – os Estados Unidos –, se propagou a todo o planeta. Embora os impactos da crise não sejam da mesma natureza e magnitude em todos os países, a retração da atividade econômica e o aumento do desemprego, que se seguiram à desorganização do sistema de crédito e financiamento, são hoje fenômenos comuns a praticamente todos os países.
Nos Estados Unidos, os indicadores relativos a esses aspectos já atingem valores significativos, com tendência a agravarem-se no curto prazo. O recém empossado governo Obama apresentou um plano de recuperação da atividade econômica que, embora envolva considerável volume de recursos, não permite antecipar se será suficiente para reverter a trajetória regressiva da economia norte-americana.
A China, que depende fortemente das importações americanas, luta para manter um crescimento acima de 7%, o que representa forte desaceleração com relação ao padrão registrado nas últimas décadas. As perspectivas de desemprego são, lá, igualmente preocupantes.
Na Europa e no Japão, a recessão avança a passos largos, setores relevantes da indústria anunciam grandes prejuízos e demissões de dezenas de milhares de trabalhadores e as previsões de aumento do desemprego são alarmantes.
As repercussões sociais já se afiguram graves no mundo, ampliando a pobreza e a desigualdade, com a demissão em massa de trabalhadores, com a redução do investimento em programas sociais e da solidariedade internacional, com o recrudescimento de medidas duras contra os imigrantes, em especial na Europa, com a queda na renda das famílias e a dificuldade de manter o anterior padrão de vida.
A crise que começou e continua intensa no setor financeiro dos países mais desenvolvidos, espalha-se pelo restante da economia: com a suspensão de novos investimentos em grande parte do setor privado; com a redução do comércio internacional segurando a produção em todo o mundo; com o anúncio de novas medidas protecionistas em países ricos afetando as economias dos outros países; com a queda dos preços de produtos de grande importância na vida econômica dos países da América Latina, Ásia, Oriente Médio e África, as chamadas commodities (alimentos, minérios, petróleo); com a retirada de capitais destes países e seu retorno aos países centrais; com as mudanças cambiais que enfraquecem as moedas destes países e encarecem os produtos que adquirem.
A grave crise econômica atual, além de agravar a crise social e alimentar já antes dramática em várias partes do mundo, vem se somar à intensa crise ambiental para a qual o capitalismo não consegue dar resposta. Estamos diante de uma crise do sistema capitalista como um todo, na forma neoliberal que assumiu nos últimos trinta anos. Tanto que ela teve seu início nos países centrais, em especial nos Estados Unidos, que foram o motor principal da política neoliberal que se expandiu pelo mundo todo.
A economia neoliberal se caracterizou por um novo processo de concentração de renda nas camadas mais ricas e pelo estímulo ao consumo das camadas mais pobres e das classes médias através do sistema financeiro, que lhes emprestava recursos impagáveis; por deixar a regulação da economia nas mãos dos agentes privados do mercado, em especial os grandes bancos, as grandes corporações e os grandes especuladores; pelo enfraquecimento do papel do Estado, retirando-se da regulação da economia e dos investimentos produtivos e sociais; pela onda de privatizações que pôs em mãos privadas setores estratégicos da economia; pela imposição da liberdade de comércio internacional, ao mesmo tempo em que se mantinham medidas protecionistas no território dos países mais ricos.
A ausência de um conhecimento preciso da magnitude dos ativos podres ainda em poder dos bancos e das perdas patrimoniais das empresas não permite ainda vislumbrar a extensão que podem adquirir esses processos regressivos, lançando sobre o futuro uma densa sombra de incertezas.
Governos de todos os continentes rasgam as cartilhas neoliberais e recorrem à intervenção estatal para reduzir a catástrofe provocada pela desregulamentação dos mercados financeiros e pela especulação. O desequilíbrio nas contas externas de vários países e o aumento do desemprego propiciam esse tipo de iniciativa, que coloca em risco o comércio internacional e cuja multiplicação conduzirá, como ocorreu no passado, a um agravamento da crise. Renascem na Europa brotos de um nacionalismo primário – manifesto na discriminação de trabalhadores estrangeiros – e começam a se generalizar fenômenos de insatisfação e instabilidade social. Ao mesmo tempo, teve início uma onda neoprotecionista, provocada pela "nacionalização" crescente dos mercados financeiros, pelo desequilíbrio nas contas externas de vários países, pelo aumento do desemprego e pela tentativa de proteger as grandes empresas nacionais da concorrência estrangeira. O exemplo mais recente é a emenda “buy american”, acrescida ao pacote de Obama na Câmara dos Deputados dos EUA.
Em síntese, estamos diante da maior crise econômica mundial desde a Grande Depressão originada em 1929, cujos efeitos se prolongaram por mais de uma década e desembocaram em uma das mais trágicas páginas da história da humanidade. Nesse contexto, a intervenção do Estado desmoraliza o discurso conservador hegemônico nos últimos 25 anos – o que equivale, na disputa político-ideológica, a queda do “muro de Berlim” neoliberal.
O governo brasileiro tem uma presença forte na cena mundial, onde defende reformas radicais e urgentes dos organismos econômicos e financeiros multilaterais. Há menos de dez anos, vivíamos sob a hegemonia das idéias e das práticas neoliberais, com o governo dos Estados Unidos se colocando como metrópole absoluta de um mundo unipolar. Então, lutávamos contra o senso comum para afirmar que "outro mundo é possível".
Hoje assistimos ao declínio simultâneo da hegemonia dos EUA e do neoliberalismo. Ao mesmo tempo, a América Latina e Caribenha vive um momento especial de sua história: nunca tantos países foram governados por forças de esquerda e progressistas, onde estamos criando as condições para um desenvolvimento e uma integração de novo tipo, capazes de enfrentar e superar a crise em benefício das maiorias.
É importante ressaltar, entretanto, que os desdobramentos da crise econômica, com seus efeitos sociais e políticos, terão decisiva incidência nas eleições de 2010 e em outros processos sucessórios que se avizinham na América do Sul.
Este momento difícil para os povos do mundo exige de nós, militantes da esquerda, revigorar a nossa presença política e a nossa mobilização. É o momento de ofensiva contra a ideologia dos senhores do capitalismo mundial, que passa pelo melhor entendimento do que ocorreu e ocorre no mundo, pela proposta de alternativas ao capitalismo neoliberal e pela ação. De maneira similar ao que se passou nos anos 1930, assistimos a uma disputa entre diferentes projetos: forças conservadoras, progressistas e socialistas competem para definir o desenho do mundo pós-crise.Neste sentido, é fundamental que os partidos de esquerda e os movimentos sociais vinculados aos trabalhadores realizem um amplo e qualificado debate sobre a crise e, principalmente, sobre as alternativas.
As medidas adotadas pelo Governo Lula para enfrentar a crise estão no rumo certo: mais investimento público, mais mercado interno, mais Estado e mais integração continental. É o caso da redução da vulnerabilidade externa da economia, da criação de bases sólidas para a elevação do ritmo de crescimento econômico, da consolidação da estabilidade macroeconômica e dos significativos avanços na distribuição da renda e na ampliação do mercado interno, mediante o aumento do emprego, a elevação do salário real e os programas de transferência de renda. Embora tudo isso não impeça, principalmente em uma economia mundial globalizada e desregulamentada como a atual, que sejamos afetados pela crise, sem dúvida aumenta nossa capacidade de absorção de seus efeitos e cria condições favoráveis para uma subseqüente retomada do crescimento.
A retração da demanda externa, a diminuição dos preços de produtos relevantes na nossa pauta de exportações, a redução das linhas de financiamento externo e as mudanças nas expectativas dos empresários e consumidores produziram, no último trimestre de 2008, efeitos negativos sobre nossa economia. Caiu ou desacelerou-se a produção em alguns setores – especialmente na indústria automobilística, que vinha crescendo a taxas extraordinariamente elevadas –, diminuiu em dezembro, além do habitual, a geração de empregos formais, contraiu-se e encareceu o crédito interno e desaceleraram-se as vendas ao varejo. Tendências que já vinham se manifestando anteriormente – o forte crescimento das remessas de lucros para o fora do país e o mais rápido aumento das importações em relação às exportações – acentuaram-se e elevaram significativamente o déficit em nossas transações correntes com o exterior. Em janeiro de 2009, a crise já se refletiu na balança comercial, com um déficit que pode ser momentâneo, mas que merece a atenção do nosso governo.
O governo Lula reagiu com firmeza aos impactos da crise. As medidas para restaurar a normalidade no mercado de crédito surtiram efeito, apesar da atitude inaceitável dos grandes bancos que retraíram a concessão de crédito e aumentaram muito as taxas de juros, apesar da forte redução dos compulsórios. A atuação dos bancos públicos foi ampliada, contribuindo para garantir a liquidez e, de maneira similar ao que vem fazendo os países desenvolvidos, para reforçar, com a presença do Estado, a solidez do setor financeiro.
A estratégia do governo Lula de enfrentar a crise com uma visão anticíclica, buscando ao mesmo tempo amortecer seus impactos e pavimentar o caminho para a retomada, em outro patamar, do processo de crescimento, manifesta-se na decisão de aumentar em R$ 100 bilhões os recursos do BNDES para financiar investimentos, na manutenção e ampliação do programa de investimentos da Petrobrás; na criação do Fundo Soberano; e no fortalecimento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Manifesta-se também nas medidas adotadas para preservar a demanda interna e proteger os setores de menor capacidade econômica: na redução do IPI do setor automotivo, do IOF das operações de crédito e do Imposto de Renda da Pessoa Física; na proposta de construção de 500 mil casas populares, bem como no aumento do salário mínimo em mais de 6% acima da inflação e na preservação dos benefícios do Bolsa-Família. Destoa, nesse contexto, a postura do BC, que demorou demasiadamente para reduzir a taxa Selic e não atua de forma decidida para induzir a redução do spread bancário.
Os neoliberais que nos antecederam no governo do Brasil, que ainda governam Estados brasileiros e cidades muito importantes, que tem forte presença no Congresso Nacional, que tem o apoio da grande mídia, precisam responder solidariamente pelo que acontece no mundo. A sua derrota nacional em 2002 e em 2006, foi decisiva para que o Brasil estivesse em outro patamar ao eclodir a crise mundial. Agora, eles se recolhem silenciosos, a despeito de sua irresponsabilidade e submissão anteriores, e ficam inertes nos governos que exercem ou criam obstáculos às políticas nacionais antiliberais. É nosso momento de entrar firme na luta política e ideológica, no debate nacional e local, reafirmando a correção das medidas antineoliberais dos dois governos do presidente Lula, que criaram as condições para o Brasil e o seu povo estarem mais bem posicionados nesta conjuntura. É o momento de defender as medidas tomadas pelo governo federal e de explicitar, aplicar e defender as medidas anticrise dos nossos governos estaduais e municipais. É o momento de revigorar a nossa luta sindical e social em defesa dos mais pobres, dos trabalhadores e das classes médias. É o momento de encarar os políticos do PSDB e do DEM, seus ideólogos e propagandistas, mostrar que eles não têm condições de dirigir o país, e cobrar deles políticas anticrise nos Estados e cidades onde ainda detêm o poder.
A disputa política no país deve ser concentrada na gestão da crise. A liderança política do presidente Lula, cada dia mais consolidada, será questionada pela maneira como o governo enfrentar os desafios de uma conjuntura econômica mundial, muito mais difícil e complexa do que a vivida pelo país desde o pós-guerra.
O PT apóia a postura decidida do Presidente e saúda a forma como o ministro Mantega tem se posicionado, dentro e fora do país. Mas reafirmamos que a redução rápida e forte da taxa Selic é fundamental para reduzir o custo da dívida no Orçamento da União e estimular investimentos. Não há razão técnica justificável para manter juros reais de mais de 7%, quando os principais bancos centrais do mundo praticam taxas próximas de zero ou negativas.
A política anticrise do Governo Federal para manter alta a taxa de investimento deve se guiar por critérios sócio-ambientais: a) geração de emprego; b) atendimento preferencial aos segmentos de renda mais baixa da população; c) menor impacto ambiental.
As políticas de crédito, subsídios e incentivos fiscais devem favorecer de forma diferenciada os processos produtivos amigáveis ao meio ambiente e os produtos que incorporem serviços ambientais.
Porém, o enfrentamento da crise não pode estar circunscrito à responsabilidade do governo federal. É necessário um movimento nacional envolvendo os três poderes nas suas diversas esferas.
O governo Lula neste segundo mandato e, em especial, com o advento do PAC, constituiu um novo patamar nas relações entre os entes federativos, principalmente no que tange à transferência de recursos e financiamentos de projetos e obras estruturais.
A emergência de impulsionar os investimentos públicos no sentido de dinamizar a economia nacional tem nesta nova relação um instrumento imprescindível para o sucesso das medidas anticíclicas. Contudo, o arcabouço jurídico e a estrutura burocrática do Estado brasileiro, herdadas do período de absoluta hegemonia neoliberal, onde a ordem era impedir investimentos e escassear as políticas públicas, são entraves que, muitas vezes, atrasam ou inviabilizam a execução da nossa estratégia de desenvolvimento.
É urgente que o país se adeque às suas novas necessidades e ao projeto de desenvolvimento que buscamos implementar.
O Diretório Nacional orienta as suas bancadas no Congresso Nacional a ter uma forte atuação no sentido da aprovação da Convenção 158 da OIT, em tramitação.
O PT se posiciona contra as propostas de flexibilização de direitos trabalhistas que estão sendo defendidas por parte do empresariado brasileiro, com apoio de setores da mídia. O PT repudia a postura de setores empresariais que lucraram muito nos últimos anos e, diante das primeiras dificuldades, recorrem às demissões como forma imediata de ajuste. Em especial, as empresas que especulavam com derivativos e se atolaram em dívidas a partir da irresponsabilidade de seus gestores. Que o BNDES faça constar nos contratos de empréstimos às empresas cláusulas que impeçam a demissão de trabalhadores.
O PT, nos estados e em cada cidade, deve estar presente na luta dos trabalhadores contra as demissões e reafirmar sua histórica solidariedade com o movimento sindical.
A eleição das mesas da Câmara e do Senado mostrou um PT coerente e compromissado com o governo Lula. Na Câmara, honramos o acordo legítimo de 2007, que resultou na eleição de Arlindo Chinaglia, e apoiamos a candidatura de Michel Temer, proposta pelo PMDB. No Senado, apoiamos a candidatura de Tião Viana como símbolo de renovação das práticas políticas naquela casa.
A disputa das mesas no parlamento abriu as especulações e articulações rumo à campanha de 2010. É nítida a tentativa da oposição de atrair setores de nossa base parlamentar. Essa estratégia passa em grande parte pelas alianças regionais e por projetos estaduais, o que reforça a necessidade de ampliar nos estados e municípios o diálogo do PT com os partidos da base e iniciar o debate sobre as alianças potenciais para a eleição de 2010.
A disputa que se travará em 2010 será entre dois projetos. De um lado, as forças progressistas e de esquerda, que querem dar continuidade à ação do governo Lula, reduzindo desigualdades sociais e regionais, ampliando o investimento público, fortalecendo o papel indutor e planejador do Estado, gerando empregos e distribuindo renda, fortalecendo a saúde, a previdência e o ensino público, exercendo uma política externa que fortalece a soberania e a integração continental. De outro lado, as forças neoliberais, conservadoras e de direita, que de 1990 até 2002 privatizaram, desempregaram e arrocharam o povo brasileiro, implementando em nosso país as mesmas políticas que estão na raiz da crise mundial.
A vitória do projeto progressista e de esquerda começa a ser construída, desde já, na reação do governo, dos movimentos sociais, dos partidos de esquerda, especialmente o PT, frente à crise. É preciso impedir que a crise jogue o país na recessão; mais do que isto, é preciso transformar a crise numa oportunidade para acelerar a transição, já iniciada pelo governo Lula, em direção a outro modelo econômico-social.É preciso que os governos municipais e estaduais progressistas e de esquerda também implementem políticas anticrise. Onde somos oposição, é preciso enfrentar as medidas conservadoras adotadas por governos como os de Yeda Crusius, José Serra e Aécio Neves. Neste sentido, o PT deve estar na linha de frente de toda a mobilização social contra as tentativas de governos e empresários que busquem fazer os trabalhadores pagar a conta da crise. É necessário defender o emprego, exigir a redução dos juros e do spread bancários e agilizar a execução orçamentária.
A vitória do projeto progressista e de esquerda dependerá, em grande medida, da articulação do campo democrático-popular e da construção de um programa para o próximo mandato presidencial, que articule o que fizemos desde 2003 com nosso projeto democrático-popular de horizonte socialista.
Nosso programa deve desmascarar a proposta dos partidos conservadores e de direita fazem, que combina neoliberalismo com desenvolvimentismo conservador. O Brasil já experimentou fortes surtos de desenvolvimento, mas sempre marcados pelo conservadorismo político, pela desigualdade social e pela dependência externa. Não queremos isto de volta. Queremos um desenvolvimentismo popular, que exigirá aprofundar o que foi feito nos últimos anos, com destaque para as reformas tributária, política, urbana, agrária, o apoio à pequena e média empresa e a democratização da comunicação social, entre outras medidas.
Cabe à militância petista e às direções partidárias em todo o país fazer esse debate, reforçando o caráter pedagógico da experiência prática vivida por milhões de brasileiros que aprovam o governo Lula e que desejam que o Brasil continue a se desenvolver.
Contribuindo para trazer insumos à nossa luta política e ideológica, a Direção Nacional do PT e a Fundação Perseu Abramo, em conjunto com os partidos do campo progressista e a CUT, com os grandes movimentos sociais e com a intelectualidade de esquerda, realizarão seminários sobre a crise nas várias regiões do país, com o apoio das direções estaduais e dos diretórios municipais, independentemente de iniciativas deste tipo que as direções do partido em todo o país devem tomar ao curso deste ano de 2009.
Lamentamos que nesse empenho já não possamos contar com a garra e sensibilidade do companheiro Adão Preto, militante combativo da luta agrária, cuja vida honrou a bandeira do PT. Apesar da lacuna que sua perda significa, sua prática política e seu compromisso com nosso povo são legados de inestimável valor para nossa militância. Diretório Nacional do PT



