GILMAR QUER OS HOLOFOTES SOBRE ELE
CASO CESARE BATTISTI
Laerte Braga
Não faço a menor idéia de como os ministros do supremo tribunal federal sentem-se ao contemplar, digamos assim, a série de decisões do – vá lá – ministro gilmar mendes, presidente da antiga suprema corte. Em julho e agora em janeiro, períodos de recesso, gilmar se vale da condição de presidente para "ajeitar" a situação de amigos e cúmplices colocando-os a todos na rua.
A mais recente decisão de sua excelência excelentíssima foi devolver o mandato de deputados estaduais cassados por corrupção no estado de Alagoas. Soltou Marcos Valério, soltou vários outros implicados em bandidagem da grossa e todos, extrínseca ou intrinsecamente ligados a Daniel Dantas, um dos principais operadores do crime organizado no Brasil e também ligado a gilmar desde os tempos que ambos participavam do governo de fernando henrique cardoso.
gilmar mendes quer um parecer do Ministério Público sobre o pedido da defesa de Cesare Battisti para que o refugiado seja solto já que inexistem mais razões para mantê-lo preso após o decreto do ministro da Justiça Tarso Genro.
O pedido de extradição contra alguém, feito por um governo estrangeiro, qualquer que seja, tem mais ou menos o seguinte trâmite. O supremo decreta a prisão do suposto criminoso e julga se cabe ou não, se está legal ou não, à luz da legislação brasileira, a extradição solicitada.
Uma das condições, por exemplo, para que o pedido seja considerado legal é a garantia que o extraditado, se for o caso, não cumpra em seu país de origem, ou aquele que deseja a extradição, pena superior à pena máxima vigente no Brasil e isso inclui pena de morte.
Em determinados casos há necessidade de se olhar eventuais tratados de extradição firmado entre o Brasil e outros países.
Não cabe, isso é de suma importância, ao stf determinar a extradição. Cabe dizer se o processo atende às exigências legais. Se for o caso, determinar ou não a extradição é competência do presidente da República. O supremo não diz que deva ser extraditado. Diz que o pedido atende aos requisitos legais. Só isso.
O que o ministro da Justiça fez foi conceder a condição de refugiado humanitário a Cesare Battisti. Está previsto em lei esse tipo de procedimento. A defesa de Battisti foi ao conselho nacional que julga esses casos. Por três votos a dois o conselho, que não tem poder deliberativo, negou e o processo nessa esfera, Poder Executivo, foi encaminhado ao ministro para conceder ou não a condição de refugiado político.
Tarso entendeu que deveria fazê-lo, emitiu decreto nesse sentido e fundamentou sua decisão em princípios jurídicos universais, um dos quais, o de que existindo dúvidas o réu deve ser o beneficiado.
Os supostos crimes cometidos por Battisti já estão prescritos. O julgamento de Battisti não atendeu a princípios jurídicos que asseguram ampla defesa. Organizações internacionais e vários setores da opinião pública se manifestaram em campanha pela libertação de Cesare, como outros se manifestaram pela extradição. A Itália se valeu de leis já derrogadas para tentar fazer retroagir a prescrição, o que é descabido em qualquer país minimamente organizado.
O governo brasileiro, Lula respaldou a decisão de Tarso, entendeu que não deveria extraditá-lo e um decreto concedendo a Battisti a condição de refugiado foi assinado pelo ministro.
O que cabe ao stf? Mandar soltar Cesare já que o mérito da decisão do ministro da Justiça não é passível de julgamento pelo stf.
O que faz gilmar? Quer um parecer do Ministério Público sobre o assunto. Ou seja, diante dos setores que representa naquela dita suprema corte, quer complicar o assunto, fazer o jogo do governo italiano (que pretendeu e pretende intervir descaradamente nos assuntos internos do Brasil) e permitir que se abram espaços para uma tentativa de reverter a decisão de Tarso.
Esse rigor com a lei, na cabeça dele, não é o mesmo em relação a bandidos como Marcos Valério. Ou como Daniel Dantas.
Tenho certeza que ministros sérios do stf sentem-se desconfortáveis com tantas peraltices, vamos usar essa expressão, daquele que quando advogado geral da união no governo FHC recomendou que o governo não cumprisse as decisões judiciais que fossem contrárias aos seus interesses.
O ministro, que seja, quer apenas os holofotes sobre si. Apagar a impressão negativa que deixa em todos os brasileiros desde os dois hábeas corpus que concedeu a Daniel Dantas. Ou agora a libertação de corruptos notórios, a devolução de mandatos de deputados corruptos. Todos os ajustes feitos no "esquema".
E tem cúmplice nesse pas de deux. O governador de São Paulo, o tucano josé serra. serra disse que não viu o processo, quando perguntado sobre o assunto, mas achou "exagerada" a concessão de refúgio humanitário a Cesare Battisti.
josé serra, antes de ser cooptado pelo esquema, foi presidente da UNE, refugiado político e no dia do golpe contra Allende, no Chile, foi levado preso para o estádio nacional de Santiago. Lá estavam os vários partidários de Allende, alguns exilados e boa parte foi executada sumariamente, sem julgamento.
O governador foi salvo por interferência de seu amigo FHC através de canais tais como a Mercedes Benz (empresa sobrevivente do nazismo e que empregava o ex-presidente no exílio, como financiou a repressão no Brasil). FHC à época já estava no bolso da turma. serra entrou depois.
E serra recebeu a condição de refugiado sem a qual não teria sobrevivido até que pudesse voltar ao Brasil quando da anistia.
É típico de tucano. Amoralidade plena e absoluta. Imagino se esse cara conseguir chegar à presidência da República. Passa a escritura de tudo, Amazônia, Petrobrás, tudo o que ainda resta e viramos, definitivamente, colônia ou estado norte-americano.
Os caras não têm um pingo de escrúpulo, nem respeito por si próprios.
O que gilmar mendes tem que fazer de acordo com a legislação vigente é mandar soltar Cesare Battisti e pronto.
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17 janeiro 2009
Lula diz que um dia Brasil terá mais de uma reeleição
Na Venezuela, presidente defende projeto de Chávez, mas nega candidatura em 2010"O Chávez [54 anos] é novo ainda, ele aguenta um novo mandato. Agora eu [63] já tô velho, vou me retirar", disse Lula em tom de brincadeira
Na Venezuela, presidente defende projeto de Chávez, mas nega candidatura em 2010"O Chávez [54 anos] é novo ainda, ele aguenta um novo mandato. Agora eu [63] já tô velho, vou me retirar", disse Lula em tom de brincadeira
Ao sair em defesa de Hugo Chávez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que qualquer partido no Brasil tem o direito de propor a reeleição indefinida caso o país tenha "instituições consolidadas", mas voltou a negar nova candidatura. Na Venezuela, os eleitores irão às urnas decidir sobre o tema em 15 de fevereiro."Estamos num processo de construção de fortalecimento das instituições no Brasil. Isso não impede que daqui a um tempo apareça um partido político com uma maioria de deputados que proponha [a restrição a apenas uma reeleição]. Pode ter três, quatro reeleições", disse Lula, durante entrevista enquanto percorria o projeto agrícola "El Dilúvio" (800 km a oeste de Caracas)."Isso pode acontecer. Na hora em que você tiver instituições consolidadas e tiver a liberdade política que o povo quiser, isso vai acontecer." Segundo Lula, o seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso, só não buscou o terceiro mandato por causa da situação econômica do Brasil na época."Certamente, se a economia brasileira estivesse bem, de 98 a 2002, se o presidente Cardoso tivesse feito as "encuestas" [pesquisas, em espanhol] de opinião pública, teria havido um deputado que teria proposto uma emenda para que Cardoso tivesse mais um mandato. No Brasil é assim. Só não é assim no meu governo", afirmou.Em entrevistas, Lula tem descartado a possibilidade de apoiar uma mudança na Constituição que lhe permita disputar nova reeleição. Em abril de 2008, criticou governantes que se acham insubstituíveis: "Qualquer pessoa que se ache imprescindível começa a colocar em risco a democracia".Mas ontem, sempre sob o olhar atento de Chávez, Lula citou o Reino Unido, a Espanha e a Alemanha como países com governos longos, fazendo a ressalva de que são regimes parlamentares. Citou o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para afirmar que as críticas contra Chávez só acontecem porque se trata de um governo de esquerda: "O Uribe estava querendo o terceiro mandato e ninguém perguntava a ele".Tramita no Congresso colombiano proposta de reforma que, se aprovada em referendo, dará a Uribe a chance de concorrer ao terceiro mandato.Lula disse que "cada país tem de viver o seu processo", mas descartou concorrer a um terceiro mandato. "O Chávez [54] é novo ainda, ele aguenta um novo mandato. Agora eu já tô velho, vou me retirar", disse Lula [63], em tom jocoso.Ontem, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela marcou para 15 de fevereiro o referendo sobre a emenda constitucional que implanta a reeleição indefinida para todos cargos eletivos. Há dez anos no poder, Chávez já é o presidente há mais tempo no poder na América Latina. O atual mandato acaba em 2013.Entre os acordos assinados por Lula e Chávez está o aumento da cooperação brasileira nas áreas agrícola, industrial e elétrica. Lula anunciou que assistirá ao Carnaval do Rio para torcer pela Beija-Flor. Brincando, Chávez disse que irá, mas que sua escola é a Mangueira.Durante a visita, Lula também concedeu uma entrevista ao cineasta norte-americano Oliver Stone, que prepara um documentário sobre Chávez e a onda de esquerda na América Latina. O diretor já entrevistou Raúl Castro (Cuba), Fernando Lugo (Paraguai), Evo Morales (Bolívia) e Cristina Kirchner (Argentina), além de Chávez.
“Uma guinada seria Obama suspender embargo a Cuba”, diz Marco Aurélio Garcia
Bob FernandesDireto de Nova York (EUA)
Conselheiro diplomático de Lula analisa futuro governo de Obama
Marco Aurélio Garcia, 67 anos, é Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais. Ou seja, ele é conselheiro pessoal do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para temas de leveza ou dificuldades especiais, que exijam uma condução particular no território diplomático. A quatro dias da posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Terra Magazine publica uma conversa com o especial assessor de Lula.
Garcia fala sobre a primeira conversa por telefone entre Barack Obama e Lula e opina sobre o que esperar dos Estados Unidos. Diz que “um gesto muito forte, quase uma guinada, seria a suspensão do embargo a Cuba”.
O assessor percebe, no entanto, que “muitas vezes se tem a impressão de que os Estados Unidos têm um nível de informação baixo e distorcido” sobre os assuntos da região.
Diz ainda Marco Aurélio Garcia não esperar grandes mudanças de uma hora para outra. Na conversa com Terra Magazine, ele aborda ainda a “liga” que se deu entre os presidentes Lula e George W. Bush.
A América Latina, atesta, não está “nas prioridades da política externa norte-americana” e, adianta, “alguns dizem que felizmente não está”, mas, completa Garcia, “é evidente que um sujeito informado como é o presidente Obama sabe concretamente que o Brasil desfruta hoje de uma posição distinta de sete ou oito anos atrás”.
Bob FernandesDireto de Nova York (EUA)
Conselheiro diplomático de Lula analisa futuro governo de Obama
Marco Aurélio Garcia, 67 anos, é Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais. Ou seja, ele é conselheiro pessoal do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para temas de leveza ou dificuldades especiais, que exijam uma condução particular no território diplomático. A quatro dias da posse do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Terra Magazine publica uma conversa com o especial assessor de Lula.
Garcia fala sobre a primeira conversa por telefone entre Barack Obama e Lula e opina sobre o que esperar dos Estados Unidos. Diz que “um gesto muito forte, quase uma guinada, seria a suspensão do embargo a Cuba”.
O assessor percebe, no entanto, que “muitas vezes se tem a impressão de que os Estados Unidos têm um nível de informação baixo e distorcido” sobre os assuntos da região.
Diz ainda Marco Aurélio Garcia não esperar grandes mudanças de uma hora para outra. Na conversa com Terra Magazine, ele aborda ainda a “liga” que se deu entre os presidentes Lula e George W. Bush.
A América Latina, atesta, não está “nas prioridades da política externa norte-americana” e, adianta, “alguns dizem que felizmente não está”, mas, completa Garcia, “é evidente que um sujeito informado como é o presidente Obama sabe concretamente que o Brasil desfruta hoje de uma posição distinta de sete ou oito anos atrás”.
Leia a entrevista aqui:
O mau começo da sra. Clinton
Emir Sader
Na sua apresentação diante do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, a nova Secretária de Estado desse país emitiu suas primeiras declarações em relação à America Latina. Se propõe a uma “diplomacia direta”, que pretende basear-se em um suposto “poder inteligente”. Fala do continente como se fosse um espaço vazio em que vai se projetar.
Na sua apresentação diante do Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA, a nova Secretária de Estado desse país emitiu suas primeiras declarações em relação à America Latina. Se propõe a uma “diplomacia direta”, que pretende basear-se em um suposto “poder inteligente”. Fala do continente como se fosse um espaço vazio em que vai se projetar.
Mas seu discurso pretensamente voltado para o diálogo não pode deixar de esconder suas garras, revelando que o “poder inteligente” pode ser uma nova versão para a conhecida combinação do “porrete e da cenoura'', alternada ou simultaneamente utilizados sempre pelo poder imperial na América Latina e pelo mundo afora.
Se quer ter uma relação de diálogo positivo, a sra. Clinton deveria, antes de tudo, fazer autocrítica da política que os Clinton desenvolveram no continente e daquela de Bush. Ao invés disso, vejam ao que se propõe a nova Secretaria de Estado:
“Deveremos ter uma agenda positiva no hemisfério como resposta ao tráfico de temor propagado por Chávez e Evo Morales.”
Falar de temor em nome da potência que recentemente mandou sua IV Frota circular pelas costas do continente, como se isso ainda produzisse medo nos governantes latino-americanos, quando se reunia o Conselho Sul-Americano de Defesa, sem a presença dos EUA, pela primeira vez na história. No momento em que novas reservas de petróleo eram descobertas no Brasil. Quando a Bolívia exerce sua soberania expulsando o embaixador dos EUA, pelas reiteradas intromissões na política interna desse país, incentivando os planos golpistas da oposição direitista.
Falar em temor antes de normalizar as relações com Cuba, terminando com o criminoso bloqueio de mais de 40 anos. Antes de retirar de forma imediata a base de terror de Guantánamo e devolver esse território usurpado pelo império há mais de um século a Cuba.
O que a sra. chama de temor, nós, os latino-americanos chamamos de solidariedade – palavra que vocês desconhecem. Porque o que a Venezuela e a Bolívia propagam é a política que, com o decisivo apoio de Cuba, terminou com o analfabetismo nesses dois países. Pergunte-se que país, apoiado há tantas décadas pelos EUA, pode exibir essa conquista, apesar dos milhões de dólares despejados pelo império para fortalecer seus aliados direitistas?
O que a sra. chama de temor, nós conhecemos como Operação Milagre, que já permitiu a mais de um milhão de latino-americanos recuperar sua capacidade de visão, com hospitais em Cuba, Venezuela e Bolívia, de forma totalmente grátis. Enquanto que o império contribui cotidianamente a cegar a milhões de pessoas fomentando, com, recursos e noticiários falsos, a mídia monopolista privada no continente – aliado fundamental do império na região.
O que a sra. chama de temor, nós conhecemos como Escola Latino-Americana de Medicina, que com suas sedes em Cuba e na Venezuela, forma as primeira gerações de médicos pobres na América Latina, para fortalecer as políticas de saúde pública no continente.
Enfim, sra. Clinton, se querem ter uma política de diálogo com o continente, primeiro tem que se dar conta que este não é o mesmo continente de quando seu marido governava e o neoliberalismo e a Alca reinavam. Assuma modestamente que não conhece o continente, venha visitar os nossos países, sem declarações, para aprender como se constroem processos de integração regional, como se superam as políticas de livre mercado que seu país propaga há décadas como a solução e que se tornou o principal problema a enfrentar.
Venha conhecer os novos governos, as novas políticas, mas antes resolva os problemas pendentes – Cuba, Guantánamo, Operação Colômbia, entre outros -, para não correr o risco de, delicadamente, moralmente, ser recebida não com flores, mas com sapataços.
Médico conta ao vivo morte de três filhasDA REUTERS
O Canal 10 da TV israelense, que em geral tem sido econômica na exibição de cenas de sofrimento de civis em Gaza, pôs ontem no ar o choro desesperado de um médico palestino cujas três filhas foram mortas por disparos de um tanque israelense. "Minhas meninas estavam sentadas em casa planejando seu futuro e derrepente foram bombardeadas", disse em hebraico o ginecologista Izz El Deen Aboul Aish.
Em carta, ex-presidente italiano admitiu perseguição política a Cesare Battisti
“O ex-presidente italiano Francesco Cossiga admitiu em carta endereçada ao ex-militante comunista Cesare Battisti ter existido perseguição política do governo italiano, de setores da imprensa, de sindicatos, além do próprio Partido Comunista e da Democracia Cristã italiana, contra organizações radicais de esquerda e de direita.
De acordo com a carta, data de fevereiro do ano passado, o hoje senador Cossiga, afirmou ter existido um acordo para, em um instrumento de “luta psicológica”, “fazer passar os subversivos de esquerda e os subversivos de direita como simples terroristas, ou absolutamente como criminosos comuns”.Cossiga começa o texto lembrando que nas décadas de 70 e 80, quando foi primeiro-ministro e ministro do Interior, foi um “duro opositor da subversão de esquerda e de direita” e que por ter usado “meios fortes” para reprimi-la, passou a ter seu nome redigido com ‘k’ e com letras ‘s’ em estilo rúnico, que remetiam ao nazismo.O ex-presidente ressaltou ainda que os delitos cometidos pelos militantes não podem ser considerados transgressões comuns. “Os crimes que a subversão de esquerda e a subversão de direita cumpriram, são certamente crimes, mas não certamente ‘crimes comuns’, porém ‘crimes políticos’”.Ao final, Cossiga autoriza Cesare Battisti a utilizar a carta como desejar, inclusive com valor jurídico.”
“O ex-presidente italiano Francesco Cossiga admitiu em carta endereçada ao ex-militante comunista Cesare Battisti ter existido perseguição política do governo italiano, de setores da imprensa, de sindicatos, além do próprio Partido Comunista e da Democracia Cristã italiana, contra organizações radicais de esquerda e de direita.
De acordo com a carta, data de fevereiro do ano passado, o hoje senador Cossiga, afirmou ter existido um acordo para, em um instrumento de “luta psicológica”, “fazer passar os subversivos de esquerda e os subversivos de direita como simples terroristas, ou absolutamente como criminosos comuns”.Cossiga começa o texto lembrando que nas décadas de 70 e 80, quando foi primeiro-ministro e ministro do Interior, foi um “duro opositor da subversão de esquerda e de direita” e que por ter usado “meios fortes” para reprimi-la, passou a ter seu nome redigido com ‘k’ e com letras ‘s’ em estilo rúnico, que remetiam ao nazismo.O ex-presidente ressaltou ainda que os delitos cometidos pelos militantes não podem ser considerados transgressões comuns. “Os crimes que a subversão de esquerda e a subversão de direita cumpriram, são certamente crimes, mas não certamente ‘crimes comuns’, porém ‘crimes políticos’”.Ao final, Cossiga autoriza Cesare Battisti a utilizar a carta como desejar, inclusive com valor jurídico.”
William Maia, Última Instância
Matéria Completa, ::Aqui::
2010 na cabeça!
“O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos responsáveis pela defesa do escritor italiano Cesare Battisti - que teve esta semana refúgio político concedido pelo governo brasileiro - criticou a postura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), autor de críticas ao ato assinado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. "Eu acho que o Serra está se esquecendo do que é uma perseguição política", disse.
Ontem, Serra admitiu "não conhecer detalhes" do processo, mas afirmou que lhe parecia um "exagero o asilo dado", com base no que acompanhou pela imprensa.
"Ele foi perseguido, esteve exilado no Chile. Seu principal assessor, Aloísio Nunes Ferreira, foi tachado como terrorista procurado", afirmou Greenhalgh, em referência ao período que Serra foi exilado político na Bolívia, Uruguai e Chile durante os anos da ditadura militar no Brasil (1964-1985). "Lamento esse tipo de opinião distante, de quem não conhece o processo."
"O Serra deve saber que não se fala sobre assunto que não se conhece, nem se senta na cadeira antes. Não aja como presidente da República, se metendo em assuntos que não lhe dizem respeito", acrescentou o advogado, ex-deputado federal pelo PT.”
“O advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, um dos responsáveis pela defesa do escritor italiano Cesare Battisti - que teve esta semana refúgio político concedido pelo governo brasileiro - criticou a postura do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), autor de críticas ao ato assinado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. "Eu acho que o Serra está se esquecendo do que é uma perseguição política", disse.
Ontem, Serra admitiu "não conhecer detalhes" do processo, mas afirmou que lhe parecia um "exagero o asilo dado", com base no que acompanhou pela imprensa.
"Ele foi perseguido, esteve exilado no Chile. Seu principal assessor, Aloísio Nunes Ferreira, foi tachado como terrorista procurado", afirmou Greenhalgh, em referência ao período que Serra foi exilado político na Bolívia, Uruguai e Chile durante os anos da ditadura militar no Brasil (1964-1985). "Lamento esse tipo de opinião distante, de quem não conhece o processo."
"O Serra deve saber que não se fala sobre assunto que não se conhece, nem se senta na cadeira antes. Não aja como presidente da República, se metendo em assuntos que não lhe dizem respeito", acrescentou o advogado, ex-deputado federal pelo PT.”
Portal Terra / ABr
Tarso sobe tom e diz que críticas à decisão de dar refúgio a italiano são "ideológicas"
Um dia depois de presidente Lula dizer que a Itália terá de respeitar a concessão de status de refugiado ao terrorista italiano Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu a decisão do governo brasileiro e subiu o tom contra seus críticos, a quem chamou de "juízes ideológicos"."A minha decisão está na esteira da tradição jurídica e política do país, e até agora eu não vi nenhuma crítica à decisão que eu tomei que não fosse uma crítica ideológica", disse Tarso em visita a Canoas (região metropolitana de Porto Alegre).Ex-integrante da organização armada Proletários Armados pelo Comunismo, Battisti foi condenado a prisão perpétua pela Justiça italiana por envolvimento em quatro homicídios no final dos anos 70.Apesar dos apelos do país de origem e do parecer do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) pela extradição, Tarso assinou portaria dando a Battisti o direito de viver no Brasil.Tarso disse que abrigar Battisti está de acordo com a tradição do Brasil "de acolher os criminosos políticos ou aqueles que são acusados de crimes políticos". Ele citou ditadores que conseguiram asilo no país após a queda de seus regimes."O general [paraguaio Alfredo] Stroessner, que não pode ser dito que tinha bom coração pelas acusações de tortura e assassinato nos cárceres de seu governo, foi acolhido. O [ex-presidente de Portugal] Marcelo Caetano, da ditadura salazarista, também", exemplificou.De acordo com o ministro, há oposição contra o refúgio porque Battisti era um militante esquerdista. "[Os críticos] são juízes ideológicos, pessoas que não analisam a questão de direito, analisam somente a questão política, porque o Battisti era um revolucionário de extrema esquerda naquele período -posição que eu nunca compartilhei na minha vida."Sobre ter contrariado a posição do Itamaraty e de seu ministério no Conare, onde a tese da extradição prevaleceu por 3 votos a 2, Tarso contou ter recomendado a um assessor, o secretário executivo Luiz Paulo Barreto, que votasse contra o refúgio em caso de empate."O conselho tem uma função meramente consultiva. [Disse a Barreto] para decidir na direção de não conceder [o refúgio], porque não quero que pensem que eu não tenho coragem política e decência moral para decidir um assunto conflituoso como esse", declarou.
Um dia depois de presidente Lula dizer que a Itália terá de respeitar a concessão de status de refugiado ao terrorista italiano Cesare Battisti, o ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu a decisão do governo brasileiro e subiu o tom contra seus críticos, a quem chamou de "juízes ideológicos"."A minha decisão está na esteira da tradição jurídica e política do país, e até agora eu não vi nenhuma crítica à decisão que eu tomei que não fosse uma crítica ideológica", disse Tarso em visita a Canoas (região metropolitana de Porto Alegre).Ex-integrante da organização armada Proletários Armados pelo Comunismo, Battisti foi condenado a prisão perpétua pela Justiça italiana por envolvimento em quatro homicídios no final dos anos 70.Apesar dos apelos do país de origem e do parecer do Conare (Comitê Nacional para os Refugiados) pela extradição, Tarso assinou portaria dando a Battisti o direito de viver no Brasil.Tarso disse que abrigar Battisti está de acordo com a tradição do Brasil "de acolher os criminosos políticos ou aqueles que são acusados de crimes políticos". Ele citou ditadores que conseguiram asilo no país após a queda de seus regimes."O general [paraguaio Alfredo] Stroessner, que não pode ser dito que tinha bom coração pelas acusações de tortura e assassinato nos cárceres de seu governo, foi acolhido. O [ex-presidente de Portugal] Marcelo Caetano, da ditadura salazarista, também", exemplificou.De acordo com o ministro, há oposição contra o refúgio porque Battisti era um militante esquerdista. "[Os críticos] são juízes ideológicos, pessoas que não analisam a questão de direito, analisam somente a questão política, porque o Battisti era um revolucionário de extrema esquerda naquele período -posição que eu nunca compartilhei na minha vida."Sobre ter contrariado a posição do Itamaraty e de seu ministério no Conare, onde a tese da extradição prevaleceu por 3 votos a 2, Tarso contou ter recomendado a um assessor, o secretário executivo Luiz Paulo Barreto, que votasse contra o refúgio em caso de empate."O conselho tem uma função meramente consultiva. [Disse a Barreto] para decidir na direção de não conceder [o refúgio], porque não quero que pensem que eu não tenho coragem política e decência moral para decidir um assunto conflituoso como esse", declarou.
16 janeiro 2009
Lula discutirá com centrais defesa do emprego e manutenção do crescimento
O presidente Luís Inácio Lula da Silva confirmou na tarde dessa quinta-feira (15) a audiência solicitada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) para discutir alternativas para a defesa dos empregos e manutenção do crescimento econômico em tempos de crise. A reunião, que terá também a participação de demais centrais sindicais, será na segunda-feira (19), às 17h, em Brasília e terá a participação das demais centrais sindicais.
A CUT reitera que não vai aceitar redução de direitos como premissa dos debates e apresentará ao presidente Lula algumas propostas. Uma delas é o estabelecimento de redução da carga tributária com a contrapartida de garantia do emprego, como forma de atravessar o período mais turbulento da crise. A redução drástica de juros e o fim do superávit fiscal, medidas urgentes, estão entre as principais propostas da Central.
Conheça abaixo o conjunto de propostas da CUT para o enfrentamento da crise:
a) DEFESA E GARANTIA DO EMPREGO
1) Nenhuma demissão. Estabilidade no emprego.
2) Ratificação da Convenção nº 158 da OIT.
3) Redução constitucional da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais sem redução dos salários e limitação das horas extras conforme proposta da CUT.
4) Ampliação das Políticas de geração de emprego no setor privado e no setor público, especialmente para os segmentos mais vulneráveis, a exemplo das mulheres e da população negra.
5) Programa especial de geração de emprego e renda na agricultura a partir do fortalecimento da Agricultura familiar e garantia de preços mínimos.
6) Reforma Agrária: Estabelecimento de limite de propriedade da terra; atualização dos índices de produtividade; garantia de instrumentos legais de controle de compra de terras por estrangeiros; combate ao trabalho escravo.
b) INVESTIMENTOS
7) Fortalecimento da política de valorização do salário mínimo e das aposentadorias e as políticas públicas de saúde e educação, garantindo-se a ampliação de recursos do orçamento público para as áreas sociais (EC29, FUNDEB etc) e os programas de transferência de renda.
8) Fim do superávit primário e ampliação dos investimentos em obras de infra-estrutura, a valorização do serviço público e das políticas sociais, a exemplo dos Territórios da Cidadania.
9) Ampliação da capitalização do BNDES e dos recursos para o orçamento corrente da instituição, visando o financiamento dos investimentos e, desta forma, reduzir a taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP).
10) Revogação da Lei de Responsabilidade Fiscal.
c) CRÉDITO
11) Nenhum recurso financeiro deve ser concedido à especulação.
12) Qualquer instituição financeira que apresente estado de falência deve ser estatizada.
13) Criação de mecanismos como multas, taxas, punições administrativas, entre outras, que assegurem a concessão de crédito à economia e que os recursos liberados pelo governo federal cheguem à economia real, não sendo utilizados pelos bancos para outros fins.
14) Qualquer "socorro" que o governo resolva conceder às instituições financeiras e não-financeiras que apresentem problemas em função da atual crise internacional deve ter contrapartidas, a partir dos seguintes critérios:
14.1 Garantia da manutenção do nível de emprego nas instituições financeiras e não-financeiras.
14.2 Garantia de estabilidade de emprego nos processos de fusões e incorporações.
14.3 Que os volumes de recursos dos programas de apoio serão devolvidos ao Estado, em parcelas e prazos previamente determinados.
14.4 Limitação dos rendimentos dos executivos das instituições financeiras e não-financeiras.
15) Ampliação das ações para garantir crédito e seguro para a agricultura familiar, como também o crédito imobiliário, visando combater o déficit habitacional.
d) MEDIDAS EMERGENCIAIS
16) Estruturação pelo Governo Federal de Plano de Renegociação de Dívidas para pequenas empresas, assalariados e trabalhadores em geral.
17) Redução do impacto da desvalorização do real nos preços dos alimentos e produtos de primeira necessidade, por meio, entre outros, da redução dos impostos internos, com a contrapartida da manutenção de preços.
18) Construção do Contrato Coletivo Nacional de Trabalho.
19) Constituição, em caráter emergencial, de Câmaras Setoriais e especialmente nos setores mais atingidos pela crise do crédito e retração da atividade econômica (construção civil, têxtil e calçados, alimentação etc), de forma que as iniciativas de apoio do Estado representem contrapartidas na área da garantia do emprego, melhoria das relações de trabalho em cada setor.
20) Valorização do salário mínimo, com a incorporação da variação dos preços da alimentação já no reajuste de 2009.
21) Interromper os processos de privatização do patrimônio público (Embrapa e Infraero), o leilão das reservas petrolíferas, bem como revogar o marco regulatório herdado do Governo FHC, de modo que a riqueza do pré-sal seja explorada em benefício da Nação.
22) Retirada do Projeto de Lei que propõe a implantação das Fundações Estatais de Direito Privado.
e) GARANTIAS DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES
23) Ampliação dos direitos dos trabalhadores e retirada dos projetos de flexibilização hoje existentes no Congresso Nacional, como o PL nº 4302/1998, que trata do trabalho temporário e da terceirização.
24) Garantia de cumprimento pleno dos acordos coletivos firmados com os servidores públicos em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal) e ratificação da Convenção nº 151, que prevê a negociação coletiva para os servidores públicos.
25) Garantia do cumprimento da Lei que estabelece o Piso Nacional do Magistério.
f) POLÍTICAS ECONÔMICAS
26) Sistema de Metas de Inflação mais flexível, com a efetiva utilização do intervalo de taxas de inflação admissíveis, sem determinar qual a meta-centro.
g) SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL E INTERNACIONAL
27) Regulamentação do artigo nº 192 da Constituição Federal, que trata da regulação e do papel social do Sistema Financeiro.
28) Fortalecimento do papel social dos bancos públicos.
29) Por meio de uma ampla articulação desenvolvida no âmbito da CSI e da CSA, promover uma agenda de debates e ações visando a estruturação de nova ordem financeira internacional, que, entre outros, estabeleça maior controle das operações das instituições financeiras e do fluxo de capitais entre os países, de modo a minimizar os impactos gerados nas economias nacionais.
30) Fortalecimento do Mercosul como forma de reduzir os impactos dos fluxos de saída de capitais externos. Este fortalecimento deve enfatizar os aspectos de complementaridade dos projetos e o desenvolvimento da dimensão social, com o estabelecimento de contrapartidas e aplicação da Declaração Sócio-Laboral.
Os trabalhadores e as trabalhadoras não querem e não vão pagar pagar a conta da crise financeira!
São Paulo, 05 e 06 de novembro de 2008
Direção Executiva Nacional da CUT
Decisão de refúgio político a Battisti está dentro da lei, afirmam juristas
UOL Notícias
UOL Notícias
Em São Paulo
A decisão do Ministério da Justiça de conceder refúgio político a Cesare Battisti, condenado por terrorismo na Itália, é soberana e deve ser respeitada. É o que afirmam juristas sobre a concessão de status de refugiado ao ex-ativista da esquerda radical, condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos. O anúncio foi feito na terça-feira (13) pelo ministro Tarso Genro, cujo entendimento foi criticado por familiares das vítimas e pelo governo italiano.
Condenado por terrorismo e quatro mortes na Itália
Cesare Battisti, ex-ativista de extrema esquerda italiano, foi um dos chefes da organização de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo; na foto de março de 2007, é escoltado pela Polícia Federal ao chegar a Brasília (DF), onde estava preso à espera do processo de extradição
Para o especialista em direito internacional Durval de Noronha Goyos Jr, a decisão do ministro é correta e segue a Constituição, que veda a extradição por crime político. "O asilo político é um ato soberano do país, que não pode ser questionado por outro. O Brasil tem plena autonomia para conceder asilo, autorizado pela legislação brasileira, e cabe ao governo a análise de cada caso", afirma.O mesmo diz Eduardo Carvalho Tess Filho, presidente da Comissão de Direito Internacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo. "A decisão está dentro da normalidade jurídica. Há regras para a concessão do refúgio, que têm de ser respeitadas. O Ministério da Justiça tem esse poder discricionário. E não é uma decisão do ministro, é do ministério", completa.
A decisão do Ministério da Justiça de conceder refúgio político a Cesare Battisti, condenado por terrorismo na Itália, é soberana e deve ser respeitada. É o que afirmam juristas sobre a concessão de status de refugiado ao ex-ativista da esquerda radical, condenado a prisão perpétua por quatro assassinatos. O anúncio foi feito na terça-feira (13) pelo ministro Tarso Genro, cujo entendimento foi criticado por familiares das vítimas e pelo governo italiano.
Condenado por terrorismo e quatro mortes na Itália
Cesare Battisti, ex-ativista de extrema esquerda italiano, foi um dos chefes da organização de extrema esquerda Proletários Armados pelo Comunismo; na foto de março de 2007, é escoltado pela Polícia Federal ao chegar a Brasília (DF), onde estava preso à espera do processo de extradição
Para o especialista em direito internacional Durval de Noronha Goyos Jr, a decisão do ministro é correta e segue a Constituição, que veda a extradição por crime político. "O asilo político é um ato soberano do país, que não pode ser questionado por outro. O Brasil tem plena autonomia para conceder asilo, autorizado pela legislação brasileira, e cabe ao governo a análise de cada caso", afirma.O mesmo diz Eduardo Carvalho Tess Filho, presidente da Comissão de Direito Internacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo. "A decisão está dentro da normalidade jurídica. Há regras para a concessão do refúgio, que têm de ser respeitadas. O Ministério da Justiça tem esse poder discricionário. E não é uma decisão do ministro, é do ministério", completa.
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Dirceu excluído de processo relacionado ao mensalão
O ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu, acaba de ser excluído de um dos processos que lhe foram movidos em relação ao episódio que ficou conhecido como mensalão. O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com a ação às vésperas de Dirceu perder o mandato de deputado federal, cassado pela Câmara (dezembro/2005), mas agora a Justiça Federal considerou "não haver quaisquer indícios de ato de improbidade" praticada pelo ex-ministro.
Naquela ocasião, o MPF propôs essa ação de improbidade administrativa contra José Dirceu, por suposto envolvimento em organização criminosa, que tinha como objetivo, segundo o MPF, conquistar a manutenção do PT no poder mediante a compra de votos de parlamentares, episódio denominado pela mídia de "mensalão".
Nas semanas que antecederam a cassação do mandato do ex-deputado, mesmo sem relacionar nenhum ato concreto contra Dirceu, o MPF o apontou como chefe de suposta organização criminosa, pedindo sua condenação à suspensão de direitos políticos, ressarcimento ao erário público, pagamento de multa, proibição de efetuar contratos com o poder público e de receber incentivos fiscais ou creditícios (art. 12 da Lei n. 8.429/92 – Lei de Improbidade Administrativa).
Em sentença publicada agora (12.01.2009), no Diário da Justiça, o juiz da 9ª Vara Federal Judiciária do Distrito Federal (DF), Alaor Piacini, acolheu a defesa prévia apresentada por Dirceu e seu advogado, Rodrigo Alves Chaves, e o excluiu liminarmente da ação.
Um dos argumentos em que fundamentou sua sentença, segundo o juiz, é que de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), fixada a partir do julgamento de reclamação feita à Corte (Reclamação n. 2.138/DF), ministros de Estado, cargo que Dirceu ocupava quando teria praticado o ato do qual foi acusado, por atuarem sob a égide da Lei do Crime de Responsabilidade (Lei n. 1.079/50 e art. 102, I, "c", da Constituição Federal), não se submetem aos dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa.
O juiz conclui, então, que se fosse o caso, o ex-ministro deveria ser julgado pelo STF. Considerou, ainda, não haver quaisquer indícios de ato de improbidade praticados por Dirceu. Por esse motivo, determinou sua exclusão do processo ainda na fase inicial (medida prevista no art. 17, § 8º, da Lei de Improbidade Administrativa).
Por fim, o juiz federal Alaor Piacini, em sua sentença, criticou severamente a postura adotada pelos procuradores da República que subscreveram a petição de entrada do processo por proporem cinco ações de improbidade versando sobre os mesmos fatos.
O ex-ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, José Dirceu, acaba de ser excluído de um dos processos que lhe foram movidos em relação ao episódio que ficou conhecido como mensalão. O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com a ação às vésperas de Dirceu perder o mandato de deputado federal, cassado pela Câmara (dezembro/2005), mas agora a Justiça Federal considerou "não haver quaisquer indícios de ato de improbidade" praticada pelo ex-ministro.
Naquela ocasião, o MPF propôs essa ação de improbidade administrativa contra José Dirceu, por suposto envolvimento em organização criminosa, que tinha como objetivo, segundo o MPF, conquistar a manutenção do PT no poder mediante a compra de votos de parlamentares, episódio denominado pela mídia de "mensalão".
Nas semanas que antecederam a cassação do mandato do ex-deputado, mesmo sem relacionar nenhum ato concreto contra Dirceu, o MPF o apontou como chefe de suposta organização criminosa, pedindo sua condenação à suspensão de direitos políticos, ressarcimento ao erário público, pagamento de multa, proibição de efetuar contratos com o poder público e de receber incentivos fiscais ou creditícios (art. 12 da Lei n. 8.429/92 – Lei de Improbidade Administrativa).
Em sentença publicada agora (12.01.2009), no Diário da Justiça, o juiz da 9ª Vara Federal Judiciária do Distrito Federal (DF), Alaor Piacini, acolheu a defesa prévia apresentada por Dirceu e seu advogado, Rodrigo Alves Chaves, e o excluiu liminarmente da ação.
Um dos argumentos em que fundamentou sua sentença, segundo o juiz, é que de acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), fixada a partir do julgamento de reclamação feita à Corte (Reclamação n. 2.138/DF), ministros de Estado, cargo que Dirceu ocupava quando teria praticado o ato do qual foi acusado, por atuarem sob a égide da Lei do Crime de Responsabilidade (Lei n. 1.079/50 e art. 102, I, "c", da Constituição Federal), não se submetem aos dispositivos da Lei de Improbidade Administrativa.
O juiz conclui, então, que se fosse o caso, o ex-ministro deveria ser julgado pelo STF. Considerou, ainda, não haver quaisquer indícios de ato de improbidade praticados por Dirceu. Por esse motivo, determinou sua exclusão do processo ainda na fase inicial (medida prevista no art. 17, § 8º, da Lei de Improbidade Administrativa).
Por fim, o juiz federal Alaor Piacini, em sua sentença, criticou severamente a postura adotada pelos procuradores da República que subscreveram a petição de entrada do processo por proporem cinco ações de improbidade versando sobre os mesmos fatos.
Está notícia esta no blog do Noblat

EXTRA! EXTRA! SERRA LÊ JORNAIS
O candidato a presidente full time José Serra, governador de SP nas horas vagas, lê jornais. Segundo ele afirmou, toma decisões de governo dependendo do que lê na imprensa. Os donos da Escola Base, aquela que foi julgada e condenada sumariamente pela imprensa em 1994, deve agradecer a Deus por não termos a pena de morte em nossa Constituição. Senão eles já estariam mortos mesmo sendo inocentes, como foi comprovado pela Justiça. Se dependessem de parecer do Serra, que toma decisões baseado em informações da mídia, estariam lascados. Ele disse ao jornal FSP que não concorda com a concessão, pelo governo brasileiro, de refúgio a Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos entre 1978 e 1979. "Eu não conheço detalhes. Em princípio, não estou de acordo, pelos antecedentes que vi na imprensa. Não olhei os processos, mas me parece um exagero o asilo dado". Esse indivíduo é ou não é um ser ignorante, limitado, um néscio? Ele não leu o processo, não conhece as acusações e nem a defesa, não sabe nada sobre o caso, a não ser o que diz a mídia, e mesmo assim acha que foi um erro conceder refúgio político a Cesare Battisti. O texto está na FSP de 16/1/2009. Para o Serra não interessa o processo, a acusação, a defesa, os trâmites na justiça, interessa só o que diz a mídia. O que há de extremamente preocupante, atemorizador, é que esse néscio sonha ser presidente do Brasil, patrocinado pela mídia conservadora e golpista. Por isso a mídia quer tanto eleger Serra presidente: se conseguirem, os donos dos jornalões vão mandar no Brasil. Afinal, Serra tomará decisões importantes baseado apenas no que lê nos jornalões. Deve ser um novo modo de governar, o tal choque de gestão que o PSDB tanto clama. Chocante!
Jussara Seixas
O candidato a presidente full time José Serra, governador de SP nas horas vagas, lê jornais. Segundo ele afirmou, toma decisões de governo dependendo do que lê na imprensa. Os donos da Escola Base, aquela que foi julgada e condenada sumariamente pela imprensa em 1994, deve agradecer a Deus por não termos a pena de morte em nossa Constituição. Senão eles já estariam mortos mesmo sendo inocentes, como foi comprovado pela Justiça. Se dependessem de parecer do Serra, que toma decisões baseado em informações da mídia, estariam lascados. Ele disse ao jornal FSP que não concorda com a concessão, pelo governo brasileiro, de refúgio a Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos entre 1978 e 1979. "Eu não conheço detalhes. Em princípio, não estou de acordo, pelos antecedentes que vi na imprensa. Não olhei os processos, mas me parece um exagero o asilo dado". Esse indivíduo é ou não é um ser ignorante, limitado, um néscio? Ele não leu o processo, não conhece as acusações e nem a defesa, não sabe nada sobre o caso, a não ser o que diz a mídia, e mesmo assim acha que foi um erro conceder refúgio político a Cesare Battisti. O texto está na FSP de 16/1/2009. Para o Serra não interessa o processo, a acusação, a defesa, os trâmites na justiça, interessa só o que diz a mídia. O que há de extremamente preocupante, atemorizador, é que esse néscio sonha ser presidente do Brasil, patrocinado pela mídia conservadora e golpista. Por isso a mídia quer tanto eleger Serra presidente: se conseguirem, os donos dos jornalões vão mandar no Brasil. Afinal, Serra tomará decisões importantes baseado apenas no que lê nos jornalões. Deve ser um novo modo de governar, o tal choque de gestão que o PSDB tanto clama. Chocante!
Jussara Seixas
Lula sanciona lei que cria "RG" para rastrear medicamentos
Principal objetivo é combater falsificação e roubo, diz Anvisa
Principal objetivo é combater falsificação e roubo, diz Anvisa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que institui um sistema de rastreabilidade dos medicamentos. De acordo com a norma, proposta pela deputada Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), cada embalagem terá uma espécie de "RG" próprio.A tecnologia a ser empregada ainda não foi definida, mas o sistema funcionará de maneira que cada produto tenha uma identificação, semelhante a um código de barras, associada a uma lista de informações.Cada embalagem será numerada. Ao fazê-lo passar pelo sistema eletrônico a ser adotado nas farmácias, o consumidor, daqui a um ano, poderá saber informações como o nome do fabricante e o número do lote e do produto que comprou, explica Dirceu Barbano, diretor da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).Segundo ele, os principais objetivos da medida são combater a falsificação e o roubo de medicamentos. Terão acesso aos dados o paciente, a farmácia e a autoridade sanitária. A forma como serão disponibilizados será regulamentada.Em 2012, o sistema poderá armazenar informações como o nome do paciente e do médico que prescreveu o produto. Barbano garante que a informação será reservada. "Hoje já há necessidade de sigilo. Isso não muda."ErrosDe acordo com o vice-presidente do Conselho Federal de Farmácia, Amilson Álvares, a medida trará mais segurança aos consumidores, pois será possível o rastreamento de remédios inapropriados para o consumo. "No caso de erros de fabricação, bloqueio ou interdição de lotes de medicamentos, será possível detectar imediatamente onde está ocorrendo a venda", disse.O rastreamento também deverá coibir roubo de cargas de medicamentos. "Se uma farmácia estiver vendendo remédio desviado, haverá condições de o governo descobrir isso rapidamente", avaliou.O texto sancionado por Lula diz que as regras valem também para os medicamentos odontológicos e veterinários.De acordo com Barbano, o sistema já é adotado nos Estados Unidos e em todos os países da União Europeia. Ele afirma também que a indústria farmacêutica terá mais ganhos do que prejuízos com o sistema, já que haverá redução da falsificação.A Folha não conseguiu localizar um dirigente da Febrafarma (Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica) para comentar a lei.
15 janeiro 2009
Embaixador palestino elogia conduta brasileira e pede ação da ONU sobre ofensiva israelense
Rayder Bragon
Especial para o UOL
Em Belo Horizonte
O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben, elogiou nesta quinta-feira (dia 15) a conduta do governo brasileiro diante do conflito na Faixa de Gaza e agradeceu aos brasileiros as manifestações de apoio ao cessar-fogo. Al Zaben estava em Belo Horizonte para participar de atos de desagravos ao povo palestino promovidos por entidades da capital mineira.
O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Al Zeben, elogiou nesta quinta-feira (dia 15) a conduta do governo brasileiro diante do conflito na Faixa de Gaza e agradeceu aos brasileiros as manifestações de apoio ao cessar-fogo. Al Zaben estava em Belo Horizonte para participar de atos de desagravos ao povo palestino promovidos por entidades da capital mineira.
"Agradecemos a ajuda humanitária que o Brasil, no nível oficial, está fazendo. E no nível popular, toda a nossa consideração e gratidão ao povo do Brasil que não para, dia e noite, de expressar solidariedade e exigindo o fim do massacre em Gaza", afirmou.Zeben classificou a viagem à região do ministro das relações Exteriores, Celso Amorim, de "excelente e muito satisfatória".Questionado sobre as ações do Hamas contra Israel, o embaixador atribuiu a existência do grupo como resposta aos ataques sofridos pelo povo palestino."Todas as organizações palestinas nossas são resultado das agressões israelenses. Não existia o Hamas há 30 anos. A causa não é o Hamas, isso é um pretexto. No mais, quem está sendo agredido, assassinado, não é o Hamas, é todo um povo palestino, a causa palestina, é o processo de paz", afirmou.O embaixador afirmou ser contra os ataques tanto na faixa de Gaza como no território israelense. "Não somos a favor dessa violência, não queremos bombas sobre Gaza, também não queremos bombas sobre Israel."
Altamiro Borges: CLOACA NEWS descobre que Repórter da Globo é do exército de Israel
Uma informação bombástica circula na globosfera: a jornalista Renata Malkes, correspondente da Globo News e do jornal O Globo em Gaza, seria uma sionista militante. A denúncia foi feita pelo blog Cloaca, que monitora as práticas do ''jornalismo esgoto''. Ele vasculhou e descobriu alguns textos da repórter da Globo, postados no seu blog pessoal Balagan - que, curiosamente, já foi deletado. No topo da página, a imagem de um palestino, associado à figura de um terrorista, e a chamada: ''Não lhes dê um estado''. Os textos revelam o mais abjeto preconceito racista.
Uma informação bombástica circula na globosfera: a jornalista Renata Malkes, correspondente da Globo News e do jornal O Globo em Gaza, seria uma sionista militante. A denúncia foi feita pelo blog Cloaca, que monitora as práticas do ''jornalismo esgoto''. Ele vasculhou e descobriu alguns textos da repórter da Globo, postados no seu blog pessoal Balagan - que, curiosamente, já foi deletado. No topo da página, a imagem de um palestino, associado à figura de um terrorista, e a chamada: ''Não lhes dê um estado''. Os textos revelam o mais abjeto preconceito racista.
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Intelectuais judeus condenam agressão de Israel contra GazaDezenas de intelectuais judeus (ingleses na maioria), assinaram um manifesto publicado no jornal The Guardian, onde fazem uma contundente condenação à criminosa agressão de Israel contra Gaza.
Afirmando que as barbaridades cometidas “lembram o cerco ao Gueto de Varsóvia”, durante a ocupação da Polônia pelos nazistas, eles exigem que, “como primeiro passo, a Inglaterra deve retirar o embaixador britânico de Israel e, como com o apartheid da África do Sul, se somar a um programa de boicote, desinvestimento e sanções”.
Entre os que assinam o documento destacam os ingleses Miriam Margolyes, atriz consagrada de teatro e cinema;Bella Freud, estilista de moda e neta de Sigmund Freud; Ben Birnberg, advogado de direitos civis que atua na defesa de direitos dos pequenos acionistas; Haim Bresheeth,cineasta e fotógrafo;Tony Greenstein diretor de um centro de combate ao desemprego do Congresso de Sindicatos (Trade Unions Congress);Abe Hayeem, arquiteto, fundador e integrante da organização Arquitetos e Projetistas pela Justiça na Palestina;Les Levidow, filósofo, um dos idealizadores do Fórum Social Europeu, inspirado no Fórum Social Mundial;Jonathan Rosen-head, professor da Escola de Londres de Economia e Ciência Política; israelenses como Yehudit Keshet, fundadora da organização Vigília sobre Postos de Controle, que denuncia as atribulações a que os palestinos são submetidos nos postos policiais militares espalhados pela Palestina Ocupada e Moshe Macho-ver, matemático e um dos fundadores da organização Matzpen, que reuniu anti-sionistas israelenses durante os anos 1960 e 1970 e a norte-americana Deborah Fink, escritora, que publicou livros sobre mulheres camponesas nos EUA. Leia a íntegra do documento:
“Nós que firmamos abaixo somos todos de origem judia. Quando vemos os mortos e os ensanguentados corpos de crianças pequenas, os cortes de água, de eletricidade e de comida, lembramos o cerco ao Gueto de Varsóvia. Quando Dov Weisglass, assessor do primeiro ministro israelense, falou em pôr os habitantes de Gaza “para fazer dieta” e o vice-ministro de Defesa, Matan Vilnai, falou que os palestinos iam experimentar “uma maior shoah” (um maior holocausto), isso nos lembra o governador-geral Hans Frank, na Polônia ocupada pelos nazis, que falou de 'morte pela fome'. O verdadeiro motivo do ataque a Gaza é que Israel só deseja tratar com os colaboracionistas. O principal crime de Hamas não é o terrorismo, mas sua negativa a se converter num fantoche em mãos do regime de ocupação israelense na Palestina.
A decisão tomada no mês passado pelo Conselho da União Européia de melhorar a categoria de suas relações com Israel, sem nenhuma condição específica sobre direitos humanos, tem alentado uma maior agressão israelense. A hora de aplacar Israel já passou faz tempo.Como primeiro passo, a Inglaterra deve retirar seu embaixador de Israel e, da mesma forma como se agiu com o apartheid da África do Sul, estabelecer um programa de boicote, desinvestimento e sanções”.
Hora do Povo
Quem são os terroristas em Gaza?
Por Altamiro Borges
"Mãos sujas de sangue"O jornalista inglês Robert Fisk, um dos maiores especialistas em Oriente Médio, já comprovou que foi Israel quem rompeu primeiro o tênue acordo de paz. Além de promover um cerco brutal aos 1,5 milhão de palestinos que superlotam a Gaza, vetando a entrada de alimentos e remédios para isolar o Hamas, que democraticamente venceu as eleições no território em janeiro de 2006, o exercito sionista ainda assassinou militantes deste movimento. "O cessar-fogo foi rompido por Israel, primeiro em 4 de novembro, quando bombardeoue matou seis palestinos em Gaza; e depois, em 17 de novembro, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinos".Para o veterano correspondente de guerra, que já presenciou várias outras atrocidades de Israel, a cumplicidade de governos e da mídia com essas mentiras é vergonhosa. Referindo à matança de crianças e civis inocentes, ele desabafa. "O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e tantos editores e jornalistas tenham acreditado nas mesmas velhas mentiras... Todos os presidentes e primeiros-ministros que repetiram a mesma mentira, como pretexto para não impor o cessar-fogo, têm as mãos sujas de sangue da carnificina".Operação "chumbo fundido"Um estudo acalentado do intelectual Michel Chossudovsky demonstra que essa ação terrorista de Israel já estava planejada há tempos. Os foguetes artesanais do Hamas, que nos últimos sete anos causaram 17 mortes – enquanto a alta tecnologia militar israelense-ianque produziu milhares de mortes –, serviram apenas como pretexto. "Os bombardeios aéreos e a presente invasão de Gaza pela forças terrestres israelenses têm que ser analisados num contexto histórico. A operação 'Chumbo Fundido' (Cast Lead) é uma missão cuidadosamente planejada que, por sua vez, faz parte da estratégia militar e do serviço secreto formulada pela primeira vez em 2001". Segundo revelou o jornal israelense Haaretz, "fontes do establishment disseram que o ministro da Defesa, Ehud Barak, deu instruções às forças militares israelenses para se prepararem para a operação há mais de seis meses, na altura em que Israel negociava o acordo de cessar-fogo com Hamas". Em 8 de dezembro passado, num mau agouro, o vice-secretário de Estado dos EUA, o carniceiro John Negroponte – o que mesmo que organizou os esquadrões da morte na América Central – reuniu-se em Tel Aviv com Meir Dagan, diretor do serviço secreto sionista (Mossad). O genocídio, que até agora gerou quase mil mortes – entre elas, mais de 250 crianças –, já estava em acelerado curso e nada teve a ver com os ataques imprecisos do Hamas. "Desastre humanitário planejado"Na opinião de Chossudovsky, a "operação chumbo fundido" não tem como meta maior atingir os alvos militares do Hamas. "Ela pretende,deliberadamente, provocar baixas civis. Trata-se de um 'desastre humanitário planejado' em Gaza. O objetivo de longo prazo, conforme formulado pelos militares israelenses, é a expulsão dos palestinos de suas terras". Visaria "aterrorizar a população civil, garantido a máxima destruição de propriedades e de recursos culturais... A vida diária dos palestinos deveria se tornar insuportável. Eles seriam cercados nas cidades e aldeias, impedidos de exercer a sua atividade econômica normal, afastados dos locais de trabalho, das escolas e dos hospitais. Isso encorajaria a emigração e enfraqueceria a resistência a futuras expulsões".A operação também é conhecida como "plano Dagan", numa referência ao nome do atual chefe da Mossad. General da reserva, Dagan elaborou o plano expansionista durante a campanha que elegeu o direitista Ariel Sharon como primeiro-ministro, em fevereiro de 2001. Ele já previa que a ação "provocará a morte de centenas de israelenses e de milhares de palestinos", propunha o desmembramento de Gaza e o estímulo à divisão entre as forças palestinas – entre o Fatah e o Hamas. Nomeado diretor do Mossad por Sharon, em agosto de 2002, Dagan foi reconduzido ao cargo por Ehud Olmert e ficou com as mãos livres para desencadear o atual genocídio. As primeiras bombas sionistasSegundo Chossudovsky, ainda fazia parte do plano "chumbo fundido" a construção do Muro do Apartheid e o assassinato do líder palestino Yasser Arafat, morto em novembro de 2004. Quando primeiro-ministro, Ehud Barak, que hoje concorre novamente ao cargo, declarou à imprensa que "Arafat é uma séria ameaça à segurança e o prejuízo que pode resultar do seu desaparecimento é menor do que o prejuízo causado por sua existência". Com a vitória eleitoral do Hamas em Gaza, a fase final do plano foi acionada e previa: "invasão do território com cerca de 30 mil soldados israelenses e a missão claramente definida de destruir a infra-estrutura, de arrebatar o armamento atualmente na posse das forças palestinas e de expulsar e matar seus dirigentes militares".A revelação dos detalhes da "operação chumbo fundido", que a mídia quase não cita, evidencia quem são os verdadeiros terroristas. Este projeto macabro desmistifica a idéia de que Israel é uma vítima inocente, que apenas "protege seus cidadãos num ato de legítima defesa" – como garante o cínico ministro Isaac Herzog. A parte mais lúcida da comunidade judaica deveria fustigar a sua consciência diante destes fatos e atos. Pode ajudar nesta reflexão a lembrança de que os sionistas nunca foram pacifistas inocentes. Em muitos aspectos, eles lembram os nazistas e a tragédia do Holocausto. Já adotaram o terrorismo no passado e hoje exercem o terrorismo de Estado. Basta recordar, como fez o site Resistir, que "as bombas em cafés foram usadas pelos sionistas pela primeira vez na Palestina em 17 de março de 1937, em Jaffa; bombas em automóveis foram usadas primeiro pelos sionistas de 20 de agosto a 26 de setembro de 1937; bombas em mercados foram usadas primeiro pelos sionistas em 6 de julho de 1938, em Haifa; bombas em hotéis foram usadasprimeiro pelos sionistas em 22 de julho de 1946, em Jerusalém; bombas em embaixadas estrangeiras foram usadas primeiro pelos sionistas em 01 de outubro de 1946, em Roma; cartas bombas foram usadas primeiro pelos sionistas em junho de 1947 no Reino Unido".
Por Altamiro Borges
"A ofensiva de Israel na Faixa de Gaza é terrorismo de Estado. Quando há um atentado contra Israel, é um ato terrorista. Mas quando uma ação do exercito israelense provoca a morte de civis palestinos, é uma 'reação de defesa'? Isso é terrorismo de Estado, me desculpem". Marco Aurélio Garcia, assessor especial do presidente Lula.
A incisiva declaração de um dos principais assessores do governo brasileiro gerou forte gritaria de parte da comunidade israelense no Brasil. Até o ministro de "assuntos sociais" de Israel, Isaac Herzog, retrucou em tom presunçoso: "As pessoas deveriam ler mais para conhecer a história". Colunistas da mídia, que não negam seus préstimos, também esbravejaram. O jornalista Carlos Brickmann tentou desqualificar o assessor especial do presidente e propôs que ele fosse "enviado para a França, onde estão os trotskistas que, há 40 anos, influenciaram a sua cabeça stalinista". A corajosa declaração incomodou tanto porque Marco Aurélio Garcia colocou o dedo na ferida, desmascarando uma das principais peças de propaganda dos sionistas e da sua mídia servil. Na prática, boa parte da imprensa mundial e nativa tenta fixar a imagem de que os palestinos sãos os terroristas. Israel seria apenas vítima indefesa de atentados e agressões. Na "guerra" em curso, a mídia inclusive difundiu a mentira de que Israel foi atacado primeiro em dezembro passado e de que o Hamas rompeu o cessar-fogo ao lançar foguetescontra cidades fronteiriças. Puro engodo!
"Mãos sujas de sangue"O jornalista inglês Robert Fisk, um dos maiores especialistas em Oriente Médio, já comprovou que foi Israel quem rompeu primeiro o tênue acordo de paz. Além de promover um cerco brutal aos 1,5 milhão de palestinos que superlotam a Gaza, vetando a entrada de alimentos e remédios para isolar o Hamas, que democraticamente venceu as eleições no território em janeiro de 2006, o exercito sionista ainda assassinou militantes deste movimento. "O cessar-fogo foi rompido por Israel, primeiro em 4 de novembro, quando bombardeoue matou seis palestinos em Gaza; e depois, em 17 de novembro, quando outra vez bombardeou e matou mais quatro palestinos".Para o veterano correspondente de guerra, que já presenciou várias outras atrocidades de Israel, a cumplicidade de governos e da mídia com essas mentiras é vergonhosa. Referindo à matança de crianças e civis inocentes, ele desabafa. "O que surpreende é que tantos líderes ocidentais, tantos presidentes e primeiros-ministros e tantos editores e jornalistas tenham acreditado nas mesmas velhas mentiras... Todos os presidentes e primeiros-ministros que repetiram a mesma mentira, como pretexto para não impor o cessar-fogo, têm as mãos sujas de sangue da carnificina".Operação "chumbo fundido"Um estudo acalentado do intelectual Michel Chossudovsky demonstra que essa ação terrorista de Israel já estava planejada há tempos. Os foguetes artesanais do Hamas, que nos últimos sete anos causaram 17 mortes – enquanto a alta tecnologia militar israelense-ianque produziu milhares de mortes –, serviram apenas como pretexto. "Os bombardeios aéreos e a presente invasão de Gaza pela forças terrestres israelenses têm que ser analisados num contexto histórico. A operação 'Chumbo Fundido' (Cast Lead) é uma missão cuidadosamente planejada que, por sua vez, faz parte da estratégia militar e do serviço secreto formulada pela primeira vez em 2001". Segundo revelou o jornal israelense Haaretz, "fontes do establishment disseram que o ministro da Defesa, Ehud Barak, deu instruções às forças militares israelenses para se prepararem para a operação há mais de seis meses, na altura em que Israel negociava o acordo de cessar-fogo com Hamas". Em 8 de dezembro passado, num mau agouro, o vice-secretário de Estado dos EUA, o carniceiro John Negroponte – o que mesmo que organizou os esquadrões da morte na América Central – reuniu-se em Tel Aviv com Meir Dagan, diretor do serviço secreto sionista (Mossad). O genocídio, que até agora gerou quase mil mortes – entre elas, mais de 250 crianças –, já estava em acelerado curso e nada teve a ver com os ataques imprecisos do Hamas. "Desastre humanitário planejado"Na opinião de Chossudovsky, a "operação chumbo fundido" não tem como meta maior atingir os alvos militares do Hamas. "Ela pretende,deliberadamente, provocar baixas civis. Trata-se de um 'desastre humanitário planejado' em Gaza. O objetivo de longo prazo, conforme formulado pelos militares israelenses, é a expulsão dos palestinos de suas terras". Visaria "aterrorizar a população civil, garantido a máxima destruição de propriedades e de recursos culturais... A vida diária dos palestinos deveria se tornar insuportável. Eles seriam cercados nas cidades e aldeias, impedidos de exercer a sua atividade econômica normal, afastados dos locais de trabalho, das escolas e dos hospitais. Isso encorajaria a emigração e enfraqueceria a resistência a futuras expulsões".A operação também é conhecida como "plano Dagan", numa referência ao nome do atual chefe da Mossad. General da reserva, Dagan elaborou o plano expansionista durante a campanha que elegeu o direitista Ariel Sharon como primeiro-ministro, em fevereiro de 2001. Ele já previa que a ação "provocará a morte de centenas de israelenses e de milhares de palestinos", propunha o desmembramento de Gaza e o estímulo à divisão entre as forças palestinas – entre o Fatah e o Hamas. Nomeado diretor do Mossad por Sharon, em agosto de 2002, Dagan foi reconduzido ao cargo por Ehud Olmert e ficou com as mãos livres para desencadear o atual genocídio. As primeiras bombas sionistasSegundo Chossudovsky, ainda fazia parte do plano "chumbo fundido" a construção do Muro do Apartheid e o assassinato do líder palestino Yasser Arafat, morto em novembro de 2004. Quando primeiro-ministro, Ehud Barak, que hoje concorre novamente ao cargo, declarou à imprensa que "Arafat é uma séria ameaça à segurança e o prejuízo que pode resultar do seu desaparecimento é menor do que o prejuízo causado por sua existência". Com a vitória eleitoral do Hamas em Gaza, a fase final do plano foi acionada e previa: "invasão do território com cerca de 30 mil soldados israelenses e a missão claramente definida de destruir a infra-estrutura, de arrebatar o armamento atualmente na posse das forças palestinas e de expulsar e matar seus dirigentes militares".A revelação dos detalhes da "operação chumbo fundido", que a mídia quase não cita, evidencia quem são os verdadeiros terroristas. Este projeto macabro desmistifica a idéia de que Israel é uma vítima inocente, que apenas "protege seus cidadãos num ato de legítima defesa" – como garante o cínico ministro Isaac Herzog. A parte mais lúcida da comunidade judaica deveria fustigar a sua consciência diante destes fatos e atos. Pode ajudar nesta reflexão a lembrança de que os sionistas nunca foram pacifistas inocentes. Em muitos aspectos, eles lembram os nazistas e a tragédia do Holocausto. Já adotaram o terrorismo no passado e hoje exercem o terrorismo de Estado. Basta recordar, como fez o site Resistir, que "as bombas em cafés foram usadas pelos sionistas pela primeira vez na Palestina em 17 de março de 1937, em Jaffa; bombas em automóveis foram usadas primeiro pelos sionistas de 20 de agosto a 26 de setembro de 1937; bombas em mercados foram usadas primeiro pelos sionistas em 6 de julho de 1938, em Haifa; bombas em hotéis foram usadasprimeiro pelos sionistas em 22 de julho de 1946, em Jerusalém; bombas em embaixadas estrangeiras foram usadas primeiro pelos sionistas em 01 de outubro de 1946, em Roma; cartas bombas foram usadas primeiro pelos sionistas em junho de 1947 no Reino Unido".
Chinaglia: Fiesp joga contra o País e contra a indústria
Agencia Estado
RIBEIRÃO PRETO, SP - O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou hoje a posição de grandes empresas, que, por meio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apoiam a proposta de corte de salários e da jornada de trabalho, sem dar garantias de emprego. Chinaglia defendeu o fortalecimento do mercado interno e lembrou que as empresas, principalmente do setor automotivo, já foram beneficiadas pelo governo com medidas contra a crise, entre elas a redução de impostos e o aumento na concessão de crédito."Penso que a Fiesp poderia ampliar o seu leque de opções, porque batalhar apenas por redução de impostos em uma primeira fase e depois, quando vem a crise, não manter mercado interno fortalecido, isso joga contra o Brasil. Joga contra os trabalhadores que pagam a conta, imediatamente, mas joga também contra a indústria", disse Chinaglia, que participou de um evento na Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (interior de SP).Segundo o presidente da Câmara, o crescimento no mercado interno nos últimos quatro anos criou condições de compra e melhorou e economia. "Isso levou o empresariado brasileiro a ganhar muito dinheiro, com o setor da indústria batendo recordes. Penso que os sindicalistas, tanto patronais como trabalhadores, busquem o entendimento", afirmou Chinaglia. Ele lembrou ainda da ação da Câmara, considerada rápida pelo deputado, na aprovação de medidas do governo contra a crise, como a da compra de bancos privados pelos públicos.
ATÉ QUANDO MEU DEUS? ATÉ QUANDO ......................


Israel ataca prédio da ONU, hospital e complexo de mídia em Gaza
da Folha Online
O prédio-sede da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos), o hospital Al Quds --ligado ao Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos-- e um complexo com escritórios de mídias árabes e ocidentais foram atacados por militares israelenses nesta quinta-feira, 20º dia da ofensiva contra o grupo radical islâmico Hamas.
Em represália, os militantes palestinos dispararam 15 foguetes contra Israel.
Hatem Moussa/AP
Funcionário da ONU tenta conter danos a prédio atacado por Israel
Fontes médicas afirmam que mais de mil palestinos já foram mortos e outros 4.000, feridos. Segundo as mesmas fontes, 40% dos mortos são civis. Israel contabiliza 930 mortos --e diz que 75% deles são militantes do Hamas.
Segundo o porta-voz da agência da ONU (Organização das Nações Unidas), Richard Gunnes, o prédio --que chegou a abrigar centenas de refugiados do conflito-- foi atingido por três tiros de tanques israelenses. Na sequência, o edifício pegou fogo. Não há confirmação de danos nem de quantas pessoas estavam no local, no momento do ataque. Entre os funcionários da ONU, ao menos três ficaram feridos.
da Folha Online
O prédio-sede da UNRWA (agência da ONU para refugiados palestinos), o hospital Al Quds --ligado ao Crescente Vermelho, a Cruz Vermelha dos países muçulmanos-- e um complexo com escritórios de mídias árabes e ocidentais foram atacados por militares israelenses nesta quinta-feira, 20º dia da ofensiva contra o grupo radical islâmico Hamas.
Em represália, os militantes palestinos dispararam 15 foguetes contra Israel.
Hatem Moussa/AP
Funcionário da ONU tenta conter danos a prédio atacado por Israel
Fontes médicas afirmam que mais de mil palestinos já foram mortos e outros 4.000, feridos. Segundo as mesmas fontes, 40% dos mortos são civis. Israel contabiliza 930 mortos --e diz que 75% deles são militantes do Hamas.
Segundo o porta-voz da agência da ONU (Organização das Nações Unidas), Richard Gunnes, o prédio --que chegou a abrigar centenas de refugiados do conflito-- foi atingido por três tiros de tanques israelenses. Na sequência, o edifício pegou fogo. Não há confirmação de danos nem de quantas pessoas estavam no local, no momento do ataque. Entre os funcionários da ONU, ao menos três ficaram feridos.
Fórum Mundial de Mídia Livre acontece dias 26 e 27 em Belém do Pará
Está confirmado para os dias 26 e 27 de janeiro, em Belém, o I Fórum Mundial de Mídia Livre que, de acordo com o convite-manifesto, reunirá "os veículos de informação democrática, as comunidades, os coletivos, as entidades, os movimentos sociais, os blogueiros e cada individuo - que é em si um comunicador". A grande mídia contra-hegemônica, produtores independentes de mídia e processos de comunicação compartilhada serão alguns dos destaques do Fórum de Mídia Livre.
O evento antecede o Fórum Social Mundial, que será realizado na capital paraense de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, e debaterá iniciativas que fortaleçam a luta pela democratização da comunicação, elemento essencial para a democratização das sociedades, rompendo as cercas do latifúndio do grande conglomerado da comunicação, "que reproduze e vocaliza a mesma narrativa hegemônica que condiciona impulsos, vontades, expectativas".
Para a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, "a conformação de uma rede contra-hegemônica a nível internacional tem papel chave na afirmação de valores para a construção de uma nova sociedade onde a informação não seja manipulada e prostituída por grupos econômicos contra os interesses de países e povos".
De acordo com João Brant, do Coletivo Intervozes de Comunicação, "as últimas décadas evidenciaram o crescente papel da grande mídia na sustentação e manutenção do capitalismo global, com grandes processos de fusão nas áreas de telecomunicações e da indústria audiovisual e com a expansão internacional da atuação dessas empresas". "A crise deflagrada em 2008 expôs claramente o grau de compromisso desses conglomerados de comunicação com a perpetuação da lógica neoliberal e da necessidade de uma ampla articulação para enfrentar e reagir a essa estrutura contrária aos interesses da grande maioria da população", acrescentou.
"A financeirização da economia gerou uma contrapartida de financeirização do noticiário, adicionando-se um novo instrumento à manipulação da economia. Nada mais ilustrativo desse comprometimento do que o persistente malabarismo de ocultação de um sistema especulativo só reconhecido quando sua explosão ganhou evidência incontornável", ressalta o convite-manifesto do Fórum, frisando que "Estados, governos, democracias e processos de desenvolvimento foram colocados à mercê dos desígnios e chantagens impulsionados por essa lógica autodestrutiva".
CUT
Está confirmado para os dias 26 e 27 de janeiro, em Belém, o I Fórum Mundial de Mídia Livre que, de acordo com o convite-manifesto, reunirá "os veículos de informação democrática, as comunidades, os coletivos, as entidades, os movimentos sociais, os blogueiros e cada individuo - que é em si um comunicador". A grande mídia contra-hegemônica, produtores independentes de mídia e processos de comunicação compartilhada serão alguns dos destaques do Fórum de Mídia Livre.
O evento antecede o Fórum Social Mundial, que será realizado na capital paraense de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, e debaterá iniciativas que fortaleçam a luta pela democratização da comunicação, elemento essencial para a democratização das sociedades, rompendo as cercas do latifúndio do grande conglomerado da comunicação, "que reproduze e vocaliza a mesma narrativa hegemônica que condiciona impulsos, vontades, expectativas".
Para a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, "a conformação de uma rede contra-hegemônica a nível internacional tem papel chave na afirmação de valores para a construção de uma nova sociedade onde a informação não seja manipulada e prostituída por grupos econômicos contra os interesses de países e povos".
De acordo com João Brant, do Coletivo Intervozes de Comunicação, "as últimas décadas evidenciaram o crescente papel da grande mídia na sustentação e manutenção do capitalismo global, com grandes processos de fusão nas áreas de telecomunicações e da indústria audiovisual e com a expansão internacional da atuação dessas empresas". "A crise deflagrada em 2008 expôs claramente o grau de compromisso desses conglomerados de comunicação com a perpetuação da lógica neoliberal e da necessidade de uma ampla articulação para enfrentar e reagir a essa estrutura contrária aos interesses da grande maioria da população", acrescentou.
"A financeirização da economia gerou uma contrapartida de financeirização do noticiário, adicionando-se um novo instrumento à manipulação da economia. Nada mais ilustrativo desse comprometimento do que o persistente malabarismo de ocultação de um sistema especulativo só reconhecido quando sua explosão ganhou evidência incontornável", ressalta o convite-manifesto do Fórum, frisando que "Estados, governos, democracias e processos de desenvolvimento foram colocados à mercê dos desígnios e chantagens impulsionados por essa lógica autodestrutiva".
CUT
Nassif explica demissão da TV Cultura: "2010 já começou"Depois de ser comunicado sobre sua saída da TV Cultura, anunciada nesta terça-feira (13), Luís Nassif falou ao Vermelho sobre as razões que poderiam ter levado o canal a tal decisão já que, no final do ano passado, a direção cogitava renovar seu contrato. “O ano de 2010 já começou, este é o ponto”, declarou. Para ele, “a maluquice das eleições de 2006 voltou antecipadamente”.
Markun é fraco, diz Nassif
Nassif disse não saber quais razões reais teriam levado o canal público a romper o contrato, mas lançou algumas luzes que podem clarear o entendimento sobre a decisão.
A aproximação do ano eleitoral e a subordinação do canal ao presidenciável José Serra – governador que tem fama de perseguir veículos e jornalistas críticos à sua gestão – poderiam ter pesado na decisão. “Fiz uma matéria sobre o balanço da Sabesp, tratando da publicidade que a empresa fez em termos nacionais. Como pode uma empresa que tem atuação estadual patrocinar eventos de televisão no Brasil inteiro?”, questionou. A intenção é clara: trata-se de divulgar a gestão Serra, contribuindo para torná-lo uma figura mais conhecida nacionalmente com vistas à disputa de 2010.
Outro episódio que demonstra as divergências entre a visão crítica de Nassif e a orientação da TV Cultura foi a publicação no blog do jornalista de release sobre o programa “Roda Viva” com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. No texto, constava a formação da bancada de entrevistadores: Reinaldo Azevedo, da Veja; Macio Chaer, do site Consultor Jurídico e Eliane Cantanhêde, da Folha de S. Paulo, entre outros.
Na época, Nassif postou o seguinte comentário: “um belo feito jornalístico do Paulo Markun (presidente da Fundação Anchieta, mantenedora da TV Cultura). Garanto que a bancada colocará à prova todo o saber jurídico do presidente do STF e fará todos os questionamentos que precisarem ser feitos a ele, tudo aquilo que os telespectadores gostariam de perguntar”.
A repercussão bateu no canal. Os internautas “entupiram a Cultura de protestos”, lembra o jornalista.
Distanciamento
Ao falar da demissão de Nassif ao portal Imprensa, a Fundação Padre Anchieta disse que eram freqüentes “ao longo do período de vigência do contrato, as situações em que a direção do 'Jornal da Cultura' solicita a presença do jornalista e ele não está disponível, em razão de viagens ou outros compromissos profissionais. Isso obriga o jornal a adequar-se às conveniências de seu colaborador e não o contrário, como seria de esperar''.
Nassif desmente tal versão: “a alegação de que eu não estava disponível quando a TV Cultura me chamava não é verdade. A negociação que fizemos ano passado – até em função da crise financeira da Cultura – era que eu teria participação esporádica lá”. Ele contou ainda que em dois dos episódios mais importantes da área econômica no ano passado – a explosão da crise e a fusão entre Unibanco e Itaú – “liguei para eles dizendo que eram fatos relevantes e eles disseram para não ir porque tinham outras prioridades”.
De acordo com o jornalista, “eu ligava sempre e dizia: ‘pessoal, vocês não vão me chamar?’”. Mas, a orientação do canal, disse, tem sido a de abordar temas leves. “Querem montar um jornal para competir com os das grandes redes, mas sem ter estrutura. E o diferencial da Cultura – que era aprofundar o tema, avançar nas informações – deixou de existir. A Cultura tinha várias caras e a partir do momento em que o Markun assumiu, ele esvaziou o canal de todas elas”.
Apesar dos sinais de distanciamento, Nassif foi convidado por Paulo Markun para uma reunião em dezembro, que não chegou a acontecer, na qual seria tratado o retorno do programa de Luis Nassif à grade do canal. “E de repente, nesta semana, disse que o contrato não seria mais renovado. Então, o que quer que tenha ocorrido, ocorreu entre o momento em que a reunião ia acontecer e agora”.
Para Nassif, a decisão veio de cima. “O Markun não tomaria sozinho essa decisão. E se em dezembro ele estava acertando ampliar minha participação, é evidente que a mudança de orientação se deveu a outros fatos”. Nassif declarou ainda que não vai “entrar em guerra com o Markun”, mas “ele é um cara fraco e não toma nenhuma decisão se não passar por instâncias superiores”.
Afastado da televisão e tido com um dos mais importantes blogueiros e jornalistas do país, Nassif não tem planos para continuar na televisão. E renova sua aposta: “praticar jornalismo está cada vez mais difícil. O caminho é a internet”.
De São Paulo,Priscila Lobregatte
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=49541
DECISÃO HISTÓRICA E SOBERANA: BRASIL CONCEDE REFÚGIO HUMANITÁRIO A CESARE BATTISTI
Celso Lungaretti (*)
Numa decisão histórica e soberana, resistindo às fortes pressões do Governo Berlusconi, o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu na tarde de ontem (13) refúgio humanitário ao perseguido político Cesare Battisti, que será libertado nesta quarta-feira, após quase 22 meses de prisão. Cesare adquiriu o direito de residir com sua esposa e duas filhas no Brasil, onde deverá continuar exercendo o ofício de escritor.
Celso Lungaretti (*)
Numa decisão histórica e soberana, resistindo às fortes pressões do Governo Berlusconi, o ministro da Justiça Tarso Genro concedeu na tarde de ontem (13) refúgio humanitário ao perseguido político Cesare Battisti, que será libertado nesta quarta-feira, após quase 22 meses de prisão. Cesare adquiriu o direito de residir com sua esposa e duas filhas no Brasil, onde deverá continuar exercendo o ofício de escritor.
Comissão de Direitos Humanos/DECOM - Em apoio a concessão do refúgio político a Cesare Battisti
Como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), manifestamos nosso apoio à decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder ao ativista político e escritor italiano Cesare Battisti refúgio político no Brasil.
Como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM), manifestamos nosso apoio à decisão do ministro da Justiça, Tarso Genro, de conceder ao ativista político e escritor italiano Cesare Battisti refúgio político no Brasil.

Venezuela rompe relações diplomáticas com Israel
Medida foi motivada por ofensiva israelensa na Faixa de Gaza.Conflito em território palestino já deixou mais de 1.038 mortos.
Medida foi motivada por ofensiva israelensa na Faixa de Gaza.Conflito em território palestino já deixou mais de 1.038 mortos.
Do G1, com informações da France Presse
O governo da Venezuela rompeu relações diplomáticas com Israel, nesta quarta-feira (14), em protesto contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, segundo comunicado divulgado no site do Ministério das Relações Exteriores do país.
"Israel se coloca cada vez mais à margem do direito internacional", diz o comunicado, após apontar que Israel descumpre a resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU que pede um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza.
O Exército de Israel continuou nesta quinta-feira (15) a ofensiva por terra e ar na Faixa de Gaza, território palestino controlado pelo grupo islâmico Hamas. No rastro do conflito, já estão ao menos 1.038 mortos e 4.850 feridos desde 27 de dezembro de 2008, segundo balanço divulgado na noite de quarta-feira (14) pelo chefe dos serviços de emergência em Gaza, Muawiya Hassanein.
Diplomatas internacionais tentam negociar um cessar-fogo imediato com o Hamas e com Israel. O principal mediador israelense, Amos Gilad, chega nesta quinta-feira (15) em Cairo, no Egito, para negociar a proposta de trégua apresentada pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak.
O represente do Hamas no Líbano, Osama Hamdan, declarou ao canal de televisão árabe Al Jazeera que persistem "pontos de divergência" na proposta de cessar-fogo conduzida pelo Egito.
Uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que pede um "cessar-fogo imediato" não foi adotada desde sua aprovação em 8 de janeiro.
A Assembléia Geral da ONU vai se reunir nesta quinta-feira (15) em urgência para mostrar que "a comunidade internacional está completamente favorável a um cessar-fogo imediato", segundo um porta-voz.
Parlamento da Venezuela autoriza referendo sobre reeleição ilimitada
Proposta permite a Chávez se lançar novamente como candidato.A expectativa é que a consulta aconteça em 15 de fevereiro.
Da France Presse
O Parlamento da Venezuela aprovou, nesta quarta-feira (14), uma proposta de emenda à Constituição, que permitirá a reeleição sem limite de mandatos de todos os cargos de eleição popular e que será submetida a referendo em um período de 30 dias.
A proposta permitirá ao presidente Hugo Chávez se lançar como candidato a um novo período no poder, a partir de 2012, quando termina seu segundo e último mandato.
O texto da emenda foi aprovado em votação aberta em segunda e última leitura no Parlamento, que discutiu a questão durante oito horas.
A Assembléia Nacional está controlada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder). Apenas sete deputados dissidentes do chavismo se opuseram à proposta de emenda.
A cúpula da Assembléia Nacional levará essa proposta ao Conselho Nacional Eleitoral, que anunciará a data em que será realizado o referendo necessário para a sanção da emenda.
A expectativa é que a consulta aconteça em 15 de fevereiro.
Proposta permite a Chávez se lançar novamente como candidato.A expectativa é que a consulta aconteça em 15 de fevereiro.
Da France Presse
O Parlamento da Venezuela aprovou, nesta quarta-feira (14), uma proposta de emenda à Constituição, que permitirá a reeleição sem limite de mandatos de todos os cargos de eleição popular e que será submetida a referendo em um período de 30 dias.
A proposta permitirá ao presidente Hugo Chávez se lançar como candidato a um novo período no poder, a partir de 2012, quando termina seu segundo e último mandato.
O texto da emenda foi aprovado em votação aberta em segunda e última leitura no Parlamento, que discutiu a questão durante oito horas.
A Assembléia Nacional está controlada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, no poder). Apenas sete deputados dissidentes do chavismo se opuseram à proposta de emenda.
A cúpula da Assembléia Nacional levará essa proposta ao Conselho Nacional Eleitoral, que anunciará a data em que será realizado o referendo necessário para a sanção da emenda.
A expectativa é que a consulta aconteça em 15 de fevereiro.

Gilmar Mendes manda soltar Marcos Valério
“O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou hoje a libertação do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, que foi preso em outubro durante a Operação Avalanche da Polícia Federal. O presidente do STF também ordenou a soltura do advogado Rogério Lanza Tolentino, dos delegados Silvio Salazar e Antônio Hadano e dos agentes Daniel Ruiz Balde e Paulo Endo.
Mendes concluiu que as prisões não estavam devidamente fundamentadas. Segundo ele, as prisões foram baseadas em "vagos termos". Eles são suspeitos de participar de um suposto grupo criminoso, formado por empresários e funcionários públicos, que em tese praticava extorsão, fraudes fiscais e corrupção. Recentemente, Mendes mandou soltar o advogado Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho e os policiais federais Antônio Vieira Silva Hadano e Fábio Tadeu dos Santos Gatto, que também foram presos na Operação Avalanche.”
“O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, determinou hoje a libertação do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, que foi preso em outubro durante a Operação Avalanche da Polícia Federal. O presidente do STF também ordenou a soltura do advogado Rogério Lanza Tolentino, dos delegados Silvio Salazar e Antônio Hadano e dos agentes Daniel Ruiz Balde e Paulo Endo.
Mendes concluiu que as prisões não estavam devidamente fundamentadas. Segundo ele, as prisões foram baseadas em "vagos termos". Eles são suspeitos de participar de um suposto grupo criminoso, formado por empresários e funcionários públicos, que em tese praticava extorsão, fraudes fiscais e corrupção. Recentemente, Mendes mandou soltar o advogado Ildeu da Cunha Pereira Sobrinho e os policiais federais Antônio Vieira Silva Hadano e Fábio Tadeu dos Santos Gatto, que também foram presos na Operação Avalanche.”
Mariângela Gallucci, Agencia Estado
14 janeiro 2009
SERRA MANDA, MARKUN OBEDECE: NASSIF É DECAPITADO NA TV TUCANA DA BARRA FUNDA
O jornalista, compositor, bandolinista, pesquisador de choro e cronista Luis Nassif, 58 anos, anunciou nesta terça-feira sua defenestração da TV Cultura, de São Paulo. Em nota discreta, postada em seu premiado blog, ele escreveu: "Acabo de ser comunicado pelo Gabriel Priolli da não renovação do meu contrato com a TV Cultura. Paulo Markun transferiu a incumbência para o Priolli. No último prêmio Comunique-se foram três os jornalistas da Cultura indicados para a categoria TV: Heródoto Barbeiro, Markun e eu. Nenhuma surpresa para quem conhece o Markun".Autor, entre outras coisas, dos livros "O Jornalismo dos Anos 90" e "Os Cabeças-de-Planilha", o poços-caldense Nassif escreveu, também, o maior libelo contra o Jornalismo de Esgoto de que se tem notícia no Brasil, denunciando as práticas e os métodos da revista Veja (clique aqui para ler "O caso de Veja").Comenta-se no bas-fond da Imprensa Corporativa que a próxima cabeça a rolar naquela várzea será a do atual ombudsman da emissora, Ernesto Rodrigues, que anda muito saliente.

ATENTADO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO: TUCANO FASCISTA TIRA DO AR O BLOG FLIT PARALISANTE
O jornalista, compositor, bandolinista, pesquisador de choro e cronista Luis Nassif, 58 anos, anunciou nesta terça-feira sua defenestração da TV Cultura, de São Paulo. Em nota discreta, postada em seu premiado blog, ele escreveu: "Acabo de ser comunicado pelo Gabriel Priolli da não renovação do meu contrato com a TV Cultura. Paulo Markun transferiu a incumbência para o Priolli. No último prêmio Comunique-se foram três os jornalistas da Cultura indicados para a categoria TV: Heródoto Barbeiro, Markun e eu. Nenhuma surpresa para quem conhece o Markun".Autor, entre outras coisas, dos livros "O Jornalismo dos Anos 90" e "Os Cabeças-de-Planilha", o poços-caldense Nassif escreveu, também, o maior libelo contra o Jornalismo de Esgoto de que se tem notícia no Brasil, denunciando as práticas e os métodos da revista Veja (clique aqui para ler "O caso de Veja").Comenta-se no bas-fond da Imprensa Corporativa que a próxima cabeça a rolar naquela várzea será a do atual ombudsman da emissora, Ernesto Rodrigues, que anda muito saliente.

ATENTADO À LIBERDADE DE EXPRESSÃO: TUCANO FASCISTA TIRA DO AR O BLOG FLIT PARALISANTE
O mefítico governador tucano de São Paulo, José Serra, conseguiu calar a voz do delegado Roberto Conde Guerra, responsável pelo combativo blog Flit Paralisante, notabilizado pelas críticas feitas ao governo estadual sobre suas políticas de Segurança Pública e desrespeito ao funcionalismo.
Clique aqui para ler a intimação da Justiça ao Google.
E clique aqui para ver o que restou do Flit Paralisante.
POSTADO POR CLOACA NEWS
Clique aqui para ler a intimação da Justiça ao Google.
E clique aqui para ver o que restou do Flit Paralisante.
POSTADO POR CLOACA NEWS

Mortos em Gaza são mais crianças, idosos e mulheres
Após 18 dias de ofensiva israelense, mais da metade dos mortos na faixa de Gaza é de mulheres, crianças e idosos.
É o que aponta o balanço das vítimas divulgado ontem pelo chefe dos serviços de emergência em Gaza, Muawiya Hassanein. O número de mortos chegou ao menos a 935 -com 280 crianças, 92 idosos (de ambos os sexos) e outras 97 mulheres.
Segundo os dados, a soma de crianças, mulheres e idosos mortos atingiu 469, o que corresponde a 50,16% das mortes computadas. Hassanein disse haver também 4.200 feridos.
Após 18 dias de ofensiva israelense, mais da metade dos mortos na faixa de Gaza é de mulheres, crianças e idosos.
É o que aponta o balanço das vítimas divulgado ontem pelo chefe dos serviços de emergência em Gaza, Muawiya Hassanein. O número de mortos chegou ao menos a 935 -com 280 crianças, 92 idosos (de ambos os sexos) e outras 97 mulheres.
Segundo os dados, a soma de crianças, mulheres e idosos mortos atingiu 469, o que corresponde a 50,16% das mortes computadas. Hassanein disse haver também 4.200 feridos.
Folha de São Paulo
Lupi estuda sanção para empresa beneficiada que demitir
Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, voltou a defender hoje a exigência de contrapartida das empresas que forem beneficiadas com algum tipo de ação, por parte do governo, que implique renúncia, para a União, de recursos públicos. "Nossa intenção, além de ajudar as empresas a passarem por essas dificuldades, é garantir os empregos. E estamos analisando tecnicamente que tipo de sanção e como isso pode ser feito", afirmou o ministro, pouco antes de embarcar para o Chile, onde participará de reuniões da Organização Internacional do Trabalho, que vai discutir a situação mundial do mercado de trabalho.Ele reafirmou que na próxima segunda-feira deve divulgar o resultado do cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), relativo a dezembro e o acumulado de 2008.O ministro reafirmou que o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) pode autorizar a ampliação em mais duas parcelas do pagamento do seguro-desemprego aos trabalhadores mais afetados por demissões. "Mas temos que ter muita tranquilidade, porque essa ampliação tem que ser pontual. E somente com os dados fechados (Caged) de 2008 teremos uma radiografia dos setores econômicos", disse o ministro.
Bolívia rompe relações diplomáticas com Israel por ação em Gaza
REUTERS
LA PAZ - A Bolívia rompeu relações diplomáticas com Israel em protesto aos ataques na Faixa de Gaza lançados contra o grupo islâmico Hamas, anunciou na quarta-feira o presidente boliviano, Evo Morales. "Quero informar que a Bolívia mantinha relações diplomáticas com Israel. (Mas) diante desses graves fatos de atentados contra a vida e a humanidade, a Bolívia rompe as relações diplomáticas com Israel", afirmou o presidente Evo Morales
Morales anunciou a medida em um discurso feito na presença do corpo diplomático no Palácio do Governo.
Deputado critica omissão de Serra em demissões na GM
O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) questionou na terça-feira (13) a falta de atitude do governador de São Paulo, José Serra, para evitar as demissões de funcionários na fábrica da General Motors em São José dos Campos (SP), ocorridas em consequência da crise da montadora nos Estados Unidos.
Segundo Teixeira, enquanto o governo federal toma medidas concretas, como a isenção de IPI para automóveis populares e a redução do imposto para os carros mais caros, Serra “é omisso como chefe do Estado” que tem a maior influência sobre a economia, e os empregos, no Brasil.
“Era de se esperar que Serra tomasse medidas firmes, exigindo o fim das demissões em setores que lucraram bastante até três meses atrás e que também tomasse medidas concretas em relação à cobrança de IPVA em relação a veículos novos e usados”, afirma Paulo Teixeira.
O deputado defende alíquota zero para veículos populares e redução da alíquota do imposto para os demais carros novos e usados, especialmente para os de modelo flex, que hoje pagam como se fossem a gasolina, embora, geralmente, sejam abastecidos a álcool. “De um lado, a medida estimularia a venda de carros e, de outro, sobraria mais dinheiro na mão do consumidor”.
“Além de realizar a justiça tributária e de colaborar com a economia do país e com a garantia do emprego, o governador também daria uma grande contribuição para o meio ambiente, caso adotasse essas medidas”, afirma Teixeira.
O deputado considera a omissão de Serra ainda mais grave quando lembra que os cofres paulistas vêm sendo fortalecidos com medidas que contaram com o apoio da administração do presidente Lula, como a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil, um banco federal, e a recente renegociação da dívida do Estado para com a União, que garantem fôlego às finanças do Estado de São Paulo. Paulo Teixeira lembra ainda que a alíquota do IPVA no Estado de São Paulo é uma das mais altas do país.
Para PF, Protógenes vazou infomações da Satiagraha
Por Daniel Roncaglia
A investigação da Polícia Federal sobre o vazamento de informações da Operação Satiagraha revela que o delegado Protógenes Queiroz privatizou e terceirizou os trabalhos de inteligência para prender o banqueiro Daniel Dantas. Em seu relatório, o delegado Amaro Vieira Ferreira, que preside o inquérito, aponta quais foram os jornalistas da TV Globo que filmaram e editaram a reunião em que intermediários do banqueiro supostamente tentam subornar um delegado da PF. Ferreira também apresenta a fontes suspeitas de informar a repórter Andrea Michael, da Folha de S.Paulo, sobre a investigação contra Dantas.
Além dos jornalistas da Globo, Protógenes teria mobilizado para o trabalho policial a equipe do detetive particular Eloy de Lacerda (especialista em grampos ilegais) e do empresário Luís Roberto Demarco (especialista nas tramas de Daniel Dantas), segundo divulgou o jornal Valor, atribuindo a informação ao Palácio do Planalto.
Segundo o delegado Amaro Ferreira, foi Protógenes Queiroz quem antecipou ao produtor da TV Globo, Robinson Braios Cerântula, a informação da prisão de Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
Por Daniel Roncaglia
A investigação da Polícia Federal sobre o vazamento de informações da Operação Satiagraha revela que o delegado Protógenes Queiroz privatizou e terceirizou os trabalhos de inteligência para prender o banqueiro Daniel Dantas. Em seu relatório, o delegado Amaro Vieira Ferreira, que preside o inquérito, aponta quais foram os jornalistas da TV Globo que filmaram e editaram a reunião em que intermediários do banqueiro supostamente tentam subornar um delegado da PF. Ferreira também apresenta a fontes suspeitas de informar a repórter Andrea Michael, da Folha de S.Paulo, sobre a investigação contra Dantas.
Além dos jornalistas da Globo, Protógenes teria mobilizado para o trabalho policial a equipe do detetive particular Eloy de Lacerda (especialista em grampos ilegais) e do empresário Luís Roberto Demarco (especialista nas tramas de Daniel Dantas), segundo divulgou o jornal Valor, atribuindo a informação ao Palácio do Planalto.
Segundo o delegado Amaro Ferreira, foi Protógenes Queiroz quem antecipou ao produtor da TV Globo, Robinson Braios Cerântula, a informação da prisão de Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.
Fonte da Folha
A investigação indica ainda que a fonte da repórter Andrea Michael, da Folha de S. Paulo, que em abril do ano passado antecipou a Operação Satiagraha, acontecida em julho do mesmo ano, são, possivelmente, os agentes da Abin Luiz Eduardo Melo e Thelio Braun D´Azevedo. Na investigação o agente Lúcio Fábio Godoy de Sá afirmou que, antes de a notícia sair em abril, houve um almoço entre a jornalista e os dois agentes da Abin. D´Azevedo afirmou em depoimento que conheceu Andrea no final de 2007. Mello e Braun são dois dos cerca de 70 agentes da Abin que participaram ilegalmente das investigações da Satiagraha a convite do delegado Protógenes. O delegado sustenta, no entanto, que a informação da futura prisão de Daniel Dantas foi vazada pelo diretor de Inteligência da PF, Daniel Lorenz, para beneficiar o banqueiro e para prejudicar o próprio delegado. investidor Naji Nahas. Com a informação, Cerântula, que trabalha exclusivamente para o repórter César Tralli, conseguiu filmar Celso Pitta sendo preso de pijama. Outro membro da equipe comandada por Tralli é o cinegrafista Willian José dos Santos.
A investigação indica ainda que a fonte da repórter Andrea Michael, da Folha de S. Paulo, que em abril do ano passado antecipou a Operação Satiagraha, acontecida em julho do mesmo ano, são, possivelmente, os agentes da Abin Luiz Eduardo Melo e Thelio Braun D´Azevedo. Na investigação o agente Lúcio Fábio Godoy de Sá afirmou que, antes de a notícia sair em abril, houve um almoço entre a jornalista e os dois agentes da Abin. D´Azevedo afirmou em depoimento que conheceu Andrea no final de 2007. Mello e Braun são dois dos cerca de 70 agentes da Abin que participaram ilegalmente das investigações da Satiagraha a convite do delegado Protógenes. O delegado sustenta, no entanto, que a informação da futura prisão de Daniel Dantas foi vazada pelo diretor de Inteligência da PF, Daniel Lorenz, para beneficiar o banqueiro e para prejudicar o próprio delegado. investidor Naji Nahas. Com a informação, Cerântula, que trabalha exclusivamente para o repórter César Tralli, conseguiu filmar Celso Pitta sendo preso de pijama. Outro membro da equipe comandada por Tralli é o cinegrafista Willian José dos Santos.
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A MÍDIA TERRORISTA SIFU.... DE NOVO
Brasil é o segundo país mais otimista sobre a crise, aponta pesquisa
Segundo levantamento internacional, 34% acham que a crise vai melhorar.Países em desenvolvimento estão mais otimistas que os demais.
Do G1, com informações do Jornal Nacional
Os resultados de uma pesquisa inédita revelaram que o brasileiro está entre os mais otimistas do mundo em relação aos efeitos da crise financeira internacional. A pesquisa foi feita em 17 países e ouviu 16 mil pessoas entre novembro e dezembro de 2008. No Brasil, o levantamento foi realizado pelo Ibope, que fez 2 mil entrevistas em todos os estados.
Levando em consideração os números globais, aproximadamente metade do mundo teme pelo pior. No globo, 49% acham que a crise vai piorar, e apenas 12% acham que vai melhorar. “A impressão que se tem vendo o comércio, vendo as demissões na indústria automobilística, é que está piorando”, afirma o médico Poti Avrene. Os mais pessimistas vivem em ilhas - os britânicos (78%) e os japoneses (70%). Os continentais alemães vêm na terceira colocação, com 68% de pessimistas.
Emergentes otimistas
Otimismo, os pesquisadores só encontraram nos países em desenvolvimento, as chamadas economias emergentes. Indianos, chineses e brasileiros parecem estar na contramão desse mau humor internacional. Os indianos são os líderes, com 39%, seguidos pelo Brasil (34%) e pela China (27%). Portanto, o Brasil é o vice nesse campeonato. 34% dos entrevistados esperam melhora, enquanto 14% estão pessimistas. Quanto maior a renda, maior a desconfiança. Nas classes A e B, só 25% apostam em melhora. Na classe C, são 31%, e nas D e E essa índice atinge 47%.
Abalo psicológico
Se o assunto é renda familiar, os brasileiros são os mais otimistas. 79% dizem que a renda vai aumentar. “Se as pessoas não ficarem tão abaladas psicologicamente e continuarem tocando a sua vida, eu acho que a gente continua levando o barco para a frente”, anuncia o empresário Celso Antunes. Se a situaçao está ruim e você ainda fica achando que a coisa vai piorar, não tem outra saída, vai piorar”, concorda a cantora Sandra Soares. A confiança na capacidade do governo administrar a crise é outro indicador de otimismo. Numa escala de um a dez, os brasileiros (6,7) só perdem para os chineses (7) na nota que dão ao governo. Com Barack Obama no poder, a fé dos americanos também está alta, com 6,3. O economista Antônio Corrêa de Lacerda acha que o brasileiro mantém o otimismo porque é um sobrevivente da economia. “O longo processo de inflação e vários outros problemas que já tivemos na economia fez com que as pessoas se adaptassem rapidamente as novas situações. Essa postura é boa”, explica.
“Nós somos otimistas mas com os pés no chao. A gente também não pode ficar reclamando, têm que ir pra frente”, finaliza a demonstradora Sirlene da Silveira.
Brasil é o segundo país mais otimista sobre a crise, aponta pesquisa
Segundo levantamento internacional, 34% acham que a crise vai melhorar.Países em desenvolvimento estão mais otimistas que os demais.
Do G1, com informações do Jornal Nacional
Os resultados de uma pesquisa inédita revelaram que o brasileiro está entre os mais otimistas do mundo em relação aos efeitos da crise financeira internacional. A pesquisa foi feita em 17 países e ouviu 16 mil pessoas entre novembro e dezembro de 2008. No Brasil, o levantamento foi realizado pelo Ibope, que fez 2 mil entrevistas em todos os estados.
Levando em consideração os números globais, aproximadamente metade do mundo teme pelo pior. No globo, 49% acham que a crise vai piorar, e apenas 12% acham que vai melhorar. “A impressão que se tem vendo o comércio, vendo as demissões na indústria automobilística, é que está piorando”, afirma o médico Poti Avrene. Os mais pessimistas vivem em ilhas - os britânicos (78%) e os japoneses (70%). Os continentais alemães vêm na terceira colocação, com 68% de pessimistas.
Emergentes otimistas
Otimismo, os pesquisadores só encontraram nos países em desenvolvimento, as chamadas economias emergentes. Indianos, chineses e brasileiros parecem estar na contramão desse mau humor internacional. Os indianos são os líderes, com 39%, seguidos pelo Brasil (34%) e pela China (27%). Portanto, o Brasil é o vice nesse campeonato. 34% dos entrevistados esperam melhora, enquanto 14% estão pessimistas. Quanto maior a renda, maior a desconfiança. Nas classes A e B, só 25% apostam em melhora. Na classe C, são 31%, e nas D e E essa índice atinge 47%.
Abalo psicológico
Se o assunto é renda familiar, os brasileiros são os mais otimistas. 79% dizem que a renda vai aumentar. “Se as pessoas não ficarem tão abaladas psicologicamente e continuarem tocando a sua vida, eu acho que a gente continua levando o barco para a frente”, anuncia o empresário Celso Antunes. Se a situaçao está ruim e você ainda fica achando que a coisa vai piorar, não tem outra saída, vai piorar”, concorda a cantora Sandra Soares. A confiança na capacidade do governo administrar a crise é outro indicador de otimismo. Numa escala de um a dez, os brasileiros (6,7) só perdem para os chineses (7) na nota que dão ao governo. Com Barack Obama no poder, a fé dos americanos também está alta, com 6,3. O economista Antônio Corrêa de Lacerda acha que o brasileiro mantém o otimismo porque é um sobrevivente da economia. “O longo processo de inflação e vários outros problemas que já tivemos na economia fez com que as pessoas se adaptassem rapidamente as novas situações. Essa postura é boa”, explica.
“Nós somos otimistas mas com os pés no chao. A gente também não pode ficar reclamando, têm que ir pra frente”, finaliza a demonstradora Sirlene da Silveira.
G1
O povo não acredita mais na mídia. A mídia está desacredita, tanto mentiu, inventou, manipulou, que o povo não da mais atenção para o terrorismo midiatico. O povo confia no governo Lula.
ENQUETE PERMANENTE
Estamos lançando uma proposta. Gostaria que os leitores deixassem seus recados informando porque Serra é um bom candidato a presidente.
Participem da enquete permanente no blog Desabafo o Brasil. Deixem seu recado, suas opiniões, sobre a provável candidatura do eterno candidato Serra. Todos os comentários serão publicados.
http://desabafopais.blogspot.com/
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GANÂNCIA E FALSIDADE DA ELITE
A crise financeira mundial, deflagrada pelos EUA, é uma triste realidade. Os EUA fazem a cagada, agem com irresponsabilidade financeira, ganância, e o mundo todo sifu. O Brasil vai sentir pouco os efeitos da crise, menos que a Europa, Ásia, EUA, onde ela chegou como um tsunami. Aqui, como diz o presidente Lula. Ela chega como uma marola. O Brasil se preparou para a crise: acumulou reservas, livrou-se do FMI, fortaleceu o mercado interno e, principalmente, buscou e encontrou outros mercados internacionais para comprar e vender, não ficou dependente dos EUA. No governo Lula, de 2002 até 2008, a economia bombou, a geração de emprego foi recorde, a exportação foi recorde, a produção de grãos foi recorde, a produção industrial foi recorde, a produção e a venda de carros, ônibus, caminhões, foram recordes, bem como a produção e venda de maquinas agrícolas. As metas da inflação foram mantidas, o ganho real dos salários foi mantido, o poder de compra do trabalhador deu um salto recorde.
Agora, invocando uma crise mundial que não atingiu o Brasil como um tsunami – e tudo indica que o Brasil não será atingindo –, tem muita gente querendo tirar um maligno proveito da situação. São os espertos de sempre, aterrorizando os trabalhadores com o papo de flexibilização das leis trabalhistas para evitar demissões. Os malditos receberam dinheiro do governo para equilibrar as contas e evitar demissões, mas mesmo assim demitiram funcionários – caso da GM, que nos anos anteriores teve recorde de produção e vendas, teve um lucro fantástico. Ontem ouvi o presidente da FIESP, Paulo Skaf, dizer que o governo precisa fazer mais para evitar o desemprego. Recitou a mesma ladainha de sempre, a mesma ladainha enjoada que gemia mesmo quando a economia do país estava bombando como nunca antes: taxa Selic mais baixa, redução da carga tributária, flexibilização das leis trabalhista. A propostas dos espertos é sempre a mesma: derrubar os direitos conquistados pelo trabalhador para que os lucros deles aumentem e a classe trabalhadora se enfraqueça; reduzir a carga tributária para enfraquecer o governo, para que o governo não tenha como investir nos programas sociais que beneficiam os mais pobres do país. Essa elite não quer nem ouvir falar em redistribuição de renda. Depois de ter visto e ouvido tantas mentiras, tantas manobras e invencionices dessa elite para tentar derrubar o melhor presidente que o Brasil já teve, eu fico pensando se essas demissões não seriam propositais – demissões políticas, para evitar que o presidente Lula faça seu sucessor em 2010.
Depois que os EUA invadiram o Iraque, deflagrando uma guerra que já matou dezenas de milhares de pessoas com base em uma mentira, de que Saddam representava um perigo mundial, de que tinha armas de destruição em massa, e uma parcela do mundo acreditou, eu não duvido de mais nada. A ganância pelo poder dessa elite, que se acha raça superior, é capaz de extremos de crueldade inimagináveis.
A elite de SP, dirigida por Serra, o Paulinho da Força Sindical – mais cagado que pau de galinheiro –, a FIESP e FECOMERCIO, ligado ao Afiff Domingos do DEM, firmaram acordos e vão dar o golpe no trabalhador. Redução de jornada e de salários é o principal ponto de discussão. Patrões e empregados pretendem negociar também a suspensão do contrato de trabalho (permitida hoje por cinco meses), férias coletivas e banco de horas. Na quinta-feira da semana que vem, o texto do acordo será apresentado como sugestão para que empresas e sindicatos das bases firmem os entendimentos por categoria. Entendem agora por que a elite e os donos da mídia querem tanto eleger Serra presidente? Para acabar com o direitos trabalhistas e aumentar seus lucros, ora.
Gostei da atitude do ministro Carlos Lupi, vai sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os bancos oficiais passem a exigir a manutenção de empregos como uma das condições para a liberação de crédito às empresas. Ele criticou duramente setores que receberam benefícios fiscais, como as montadoras de veículos, e mesmo assim estão demitindo.
A crise financeira mundial, deflagrada pelos EUA, é uma triste realidade. Os EUA fazem a cagada, agem com irresponsabilidade financeira, ganância, e o mundo todo sifu. O Brasil vai sentir pouco os efeitos da crise, menos que a Europa, Ásia, EUA, onde ela chegou como um tsunami. Aqui, como diz o presidente Lula. Ela chega como uma marola. O Brasil se preparou para a crise: acumulou reservas, livrou-se do FMI, fortaleceu o mercado interno e, principalmente, buscou e encontrou outros mercados internacionais para comprar e vender, não ficou dependente dos EUA. No governo Lula, de 2002 até 2008, a economia bombou, a geração de emprego foi recorde, a exportação foi recorde, a produção de grãos foi recorde, a produção industrial foi recorde, a produção e a venda de carros, ônibus, caminhões, foram recordes, bem como a produção e venda de maquinas agrícolas. As metas da inflação foram mantidas, o ganho real dos salários foi mantido, o poder de compra do trabalhador deu um salto recorde.
Agora, invocando uma crise mundial que não atingiu o Brasil como um tsunami – e tudo indica que o Brasil não será atingindo –, tem muita gente querendo tirar um maligno proveito da situação. São os espertos de sempre, aterrorizando os trabalhadores com o papo de flexibilização das leis trabalhistas para evitar demissões. Os malditos receberam dinheiro do governo para equilibrar as contas e evitar demissões, mas mesmo assim demitiram funcionários – caso da GM, que nos anos anteriores teve recorde de produção e vendas, teve um lucro fantástico. Ontem ouvi o presidente da FIESP, Paulo Skaf, dizer que o governo precisa fazer mais para evitar o desemprego. Recitou a mesma ladainha de sempre, a mesma ladainha enjoada que gemia mesmo quando a economia do país estava bombando como nunca antes: taxa Selic mais baixa, redução da carga tributária, flexibilização das leis trabalhista. A propostas dos espertos é sempre a mesma: derrubar os direitos conquistados pelo trabalhador para que os lucros deles aumentem e a classe trabalhadora se enfraqueça; reduzir a carga tributária para enfraquecer o governo, para que o governo não tenha como investir nos programas sociais que beneficiam os mais pobres do país. Essa elite não quer nem ouvir falar em redistribuição de renda. Depois de ter visto e ouvido tantas mentiras, tantas manobras e invencionices dessa elite para tentar derrubar o melhor presidente que o Brasil já teve, eu fico pensando se essas demissões não seriam propositais – demissões políticas, para evitar que o presidente Lula faça seu sucessor em 2010.
Depois que os EUA invadiram o Iraque, deflagrando uma guerra que já matou dezenas de milhares de pessoas com base em uma mentira, de que Saddam representava um perigo mundial, de que tinha armas de destruição em massa, e uma parcela do mundo acreditou, eu não duvido de mais nada. A ganância pelo poder dessa elite, que se acha raça superior, é capaz de extremos de crueldade inimagináveis.
A elite de SP, dirigida por Serra, o Paulinho da Força Sindical – mais cagado que pau de galinheiro –, a FIESP e FECOMERCIO, ligado ao Afiff Domingos do DEM, firmaram acordos e vão dar o golpe no trabalhador. Redução de jornada e de salários é o principal ponto de discussão. Patrões e empregados pretendem negociar também a suspensão do contrato de trabalho (permitida hoje por cinco meses), férias coletivas e banco de horas. Na quinta-feira da semana que vem, o texto do acordo será apresentado como sugestão para que empresas e sindicatos das bases firmem os entendimentos por categoria. Entendem agora por que a elite e os donos da mídia querem tanto eleger Serra presidente? Para acabar com o direitos trabalhistas e aumentar seus lucros, ora.
Gostei da atitude do ministro Carlos Lupi, vai sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os bancos oficiais passem a exigir a manutenção de empregos como uma das condições para a liberação de crédito às empresas. Ele criticou duramente setores que receberam benefícios fiscais, como as montadoras de veículos, e mesmo assim estão demitindo.
O governo está dando isenções vultosas de impostos e abrindo mão de investimentos para salvar algumas empresas, então não é justo que elas continuem demitindo - disse Lupi. Não é uma atitude inteligente do empresário, que obteve altos lucros nos últimos anos, não distribuiu esses lucros ao trabalhador, e agora penaliza o trabalhador - prosseguiu o ministro. Depois de receber sugestões da União Geral dos Trabalhadores (UGT) para garantia do emprego nesses tempos de crise mundial, o ministro do Trabalho afirmou que a punição para alguns setores que receberam a ajuda oficial "é não dar mais crédito, porque não pode o governo colocar dinheiro do contribuinte para ajudar determinadas empresas, e elas continuarem com as demissões".
Jussara Seixas
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