10 janeiro 2009

A favorita
Dilma, em sorriso típico de campanha: chegou a hora da conversa formal com Lula

Revista fascista "
Veja": Depois de mais de um ano falando em Dilma Rousseff como sua candidata à sucessão, finalmente Lula dirá isso a ela pessoalmente. O encontro entre os dois está marcado para o início desta semana. Será, repita-se, a primeira vez que Lula conversará com Dilma sobre o assunto. É o estilo Lula: ele já deu entrevista, já falou em palanques e em reuniões com políticos - mas com ela nunca. Lula dirá a Dilma que ela deverá reduzir um pouco a carga de trabalho para cuidar de sua candidatura.
Postado por DANIEL PEARL no DESABAFO BRASIL
ENTREVISTA DO PRESIDENTE LULA
Entrevista exclusiva concedida pelo Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, à revista Piauí no dia 18 de dezembro de 2008. Publicada na edição nº 28, na primeira semana de janeiro de 2009

Presidente, é o seguinte: eu queria saber... o senhor está com a imprensa aí há quase 40 anos na sua cola. Estando no Planalto, muda a sua relação, piora, o senhor sente que a imprensa é melhor ou pior do que o senhor achava antes ou não?
Eu não vejo, Mário Sérgio, melhora ou piora na imprensa. Eu acho que a imprensa brasileira tem um comportamento, que não é um comportamento de agora, é um comportamento histórico. Eu, por exemplo, sou um cidadão brasileiro que nunca tive a grande mídia brasileira com preocupação de fazer coisas favoráveis a mim, e nunca me preocupei muito com isso, porque antes de tudo eu acredito na inteligência de quem assina uma revista, de quem assina jornal, de quem vê televisão e escuta rádio.
Possivelmente, ainda tenha gente inocente, que acredita que tudo o que ele fala, tudo o que ele escreve é recebido pelo leitor como a verdade mais absoluta, ou seja, ele não acredita na capacidade de análise do leitor, que pega uma matéria e percebe se há má fé, se não há má fé, se a matéria está informando corretamente ou se não está informando corretamente.
Hoje a informação é muito plural, não tem mais apenas a informação de tal revista, a informação de tal jornal. A informação é veiculada por diferentes fontes. Então, quando o cidadão pega o jornal de manhã, aquela matéria ele já viu na televisão, ele já ouviu no rádio, ele já viu em vários blogs (incompreensível) diferentes, então aumenta a capacidade de interpretar do cidadão que lê.
Agora, o senhor falou uma vez, eu fiz uma matéria com o senhor, eleição municipal 2000, 2001. A gente percorreu várias cidades, uma semana, dez dias. Eu, o senhor, tinha mais gente, o Zé Dirceu... Mas aí o senhor... a relação que o senhor tinha com a imprensa, eu observava, o senhor todo dia lia o jornal no avião, lia a parte de esportes. O senhor comentava comigo, o senhor comentou duas vezes comigo: “olha, esse Painel, petista adora o Painel da Folha, até o Kennedy Alencar, eles botam nota”. O senhor tinha uma coisa que curtia a imprensa, o senhor achava, vamos dizer, engraçado. O senhor disse: “se eu tivesse até mais tempo – eu me lembro disso – se eu tivesse mais tempo eu lia isso com mais vagar”. Hoje o senhor tem tempo, o senhor curte mais, curte menos, como é que é hoje?
Bem menos, bem menos.
Isso melhora a sua vida ou não?
Não, acho que melhora. Eu fui deputado e eu sei como é que muita gente passava matérias para o Painel da Folha, para o Informe JB, para aquele negócio do Estadão. Você sabia quais os deputados que ficavam procurando jornalista, você conversava com um cara aqui e daqui...
Sabia o que era plantado...
...sabia o que era plantado e o que não era plantado. Eu sempre dizia que no PT, às vezes uma matéria que saía em um informe qualquer, ou no Painel, era mais vista do que uma matéria do Jornal Nacional. Eu falava isso em tom crítico, porque eu queria mostrar o lado mais intelectualizado da Direção do PT, que não via o que passava no Jornal Nacional, que é o que o povo vê, e via o Painel, que é uma coisa que o povo não lia.
O senhor nunca foi político de fazer esse tipo de ação, vamos dizer, o senhor nunca foi fonte de jornalista, o senhor nunca...
Não gosto, não gosto de ser fonte, porque eu acho que você estabelece uma relação promíscua com o jornalista, com o jornal, com a revista, com a televisão. Se você passa a ser uma espécie de informante privilegiado... no caso do mundo policial, isso seria informante. No mundo jornalístico é mais chique, você passa a ser fonte. Então, é o cara que planta laranja para colher manga, é o cara que planta manga para colher limão...
O senhor não acha que isso é válido também?
Eu não acho, eu não acho. Você sabe por que eu não acho? Eu não acho correto as pessoas se esconderem em nome de uma coisa fictícia, que é uma fonte. Você pode ter jornalista sério, que tem uma fonte verdadeira e, portanto, ele coloca uma matéria, e aí não é plantada, é uma matéria que alguém disse. E você tem o cara que, quem sabe, se levanta um dia, por falta de informação melhor ele planta uma fonte, e em nome da fonte ele publica o que ele quiser. Eu, sinceramente, não acho isso a coisa mais nobre da imprensa brasileira...
O senhor lê jornal hoje?
...até porque eu gostaria que a fonte fosse mais digna e pudesse dar o nome: eu, Mário Sérgio, penso tal coisa do Franklin; o Franklin pensa tal coisa do Lula, e assim o mundo seria muito mais verdadeiro e menos falso. É nisso que eu acredito.
O senhor lê jornal hoje, Presidente?
Eu leio menos do que deveria, e converso mais do que preciso.
Mas o senhor tem o hábito, de manhã o senhor pega o jornal...
Tenho não, eu não tenho isso faz tempo, faz tempo. Não é que não dá, é que eu não quero fazer.
Ah, não quer...
Eu tenho problema de azia. Eu me cuido profundamente, para não perder o humor logo cedo. Eu começo a minha atividade política tendo meia hora de conversa com o Franklin sobre a imprensa brasileira. Eu tinha com o Ricardo Kotscho, eu tinha com o André Singer, fazia uma avaliação da imprensa, as principais coisas, o que estava rolando no mundo político, o que estava rolando no mundo econômico. A partir daí tem a minha conversa diária...
E televisão, o senhor vê?
Raramente.
Raramente?
Porque não tem tempo. Raramente. Eu chego em casa muito tarde.
Mas e quando o Franklin, ou o Ricardo ou o André, diz “olha, o senhor precisa ler tal artigo ou tal documentário”?
Aí ele me traz o artigo. Aí me traz o artigo para ler, às vezes tem coisa boa na televisão e eles me trazem vídeo para eu ver, às vezes eu vejo no avião quando estou viajando.
Isso não dá para o senhor a impressão de que o senhor pode ter uma visão distorcida, sem (incompreensível)... o senhor não fica muito na mão do assessor?
Mas é muito melhor ficar na mão de um assessor em que eu confio do que na mão de um artigo que eu não conheço o jornalista. Então, eu prefiro conversar com alguém que eu recruto, da maior seriedade, e que me dá as informações corretas.
Mas saber o que está acontecendo no País e no mundo com a população, não é bom o senhor ler (incompreensível)?
Um homem que conversa com o tanto de pessoas que eu converso por dia deve ter uns 30 jornais na cabeça todo santo dia. O que acontece? Em cada conversa que você tem com uma pessoa, surge o assunto do dia, seja ele da economia, seja ele da agricultura, seja ele da política. Não há hipótese de um Presidente da República ser desinformado sobre as coisas mais importantes que acontecem no Brasil.
Agora, o que acontece é que muitas vezes você tem coisas que deformam a notícia. Por exemplo, quando nós lançamos o programa para o povo comprar material de construção com desconto, um jornal importante no Brasil publicou “Lula faveliza o Brasil”. Ou seja, é uma concepção distorcida de um cara que possivelmente não tem a menor noção do que significa as pessoas mais pobres terem acesso a comprar material de construção mais barato e poder fazer a sua casa, reformar, fazer a sua garagem, fazer seu puxadinho.
Quando eu fiz o programa Bolsa Família, as matérias que saíam deles, analistas, eram de que isso era assistencialismo. Ou seja, as pessoas muitas vezes têm a sua formação ideológica, tem a sua tese sobre as coisas. O que eu às vezes não concordo é que as pessoas, em vez de publicarem um fato como ele é, contra ou a favor, não importa, as pessoas colocam apenas aquilo que pensam sem se importar com o fato como ele é. Apesar de que eu acho que cada um pode ter sua opinião, cada um pode falar o que quiser.
Agora, saber de opiniões não lhe dá uma dimensão melhor do País?
Não, eu fico sabendo de muitas opiniões. Você pode ficar certo de que quando um jornalista importante escreve um artigo que fala do governo ou fala da economia, eu fico sabendo tão rápido quanto ele, que escreveu. A verdade é a seguinte: eu tenho uma tese hoje sobre os meios de comunicação. Eu acho que os meios de comunicação hoje estão muito mais democratizados e estão muito mais independentes... A informação está muito mais independente do que ela era antes. A possibilidade que o povo tem de receber as coisas é infinitamente maior do que em qualquer outro momento da história do nosso país.
Eu acabo de dar uma entrevista às 9h05, às 9h06 já está tudo que eu falei na internet, está tudo. Aconteceu uma coisa na Venezuela, aconteceu uma coisa com o Obama, já está tudo na internet, você não tem que esperar o jornal do dia seguinte.
Quer dizer, o jornal perdeu poder?
Eu acho que, na verdade, todos perderam poder. Todos. Do ponto de vista...
E o senhor acha isso bom?
Eu acho que isso democratiza demais as informações, porque também você tem 300 blogs. Você tem muita gente importante com blog, você tem as agências. Então, a quantidade de informação que você recebe em tempo real vai deixando tudo que demora 10 minutos obsoleto. Ou seja, tudo que demora: então o jornal fica mais obsoleto. Aliás, o próprio jornal se torna obsoleto, porque ele publica as matérias de amanhã hoje.
Você quer saber o que vai sair na Folha amanhã, você já vê na internet hoje. Você quer saber o que vai sair no Estadão, você já vê na internet hoje. Você acompanha a Veja, que sai no sábado, na quinta-feira já pela internet, você acompanha... Então, há uma facilidade enorme e isso tornou a informação muito mais independente. Eu acho que alguns companheiros da imprensa não descobriram isso, porque continuam agindo como se estivessem 40 anos atrás.
O senhor pede para ver blog, o senhor pede para ver site na internet?
Deixa eu te falar: eu recebo muita informação, porque tenho muita assessoria. Eu recebo do Franklin, eu recebo da Clara Ant, eu recebo do Gilberto Carvalho. Em cada área que sair uma matéria, você pode ficar certo de que chega o papel na minha mão na hora certa que eu preciso. Por isso é que um Presidente da República não precisa se preocupar em se levantar de manhã e ler quatro jornais, três revistas, ver todos os programas de manhã, porque isso ele vai vendo durante o dia. Aliás, todos os presidentes que eu conheço fazem exatamente o mesmo, ninguém se levanta de manhã preocupado...
Não, mas a opinião que o senhor tem desses órgãos de imprensa, vamos lá... Há muito pedido de patrão?
Não.
Não vem aqui Marinho, Civitta, (inaudível)?
De vez em quando aparece alguém aqui com um pedido normal de alguém que quer alguma coisa, que quer discutir alguma coisa com o Presidente da República. E eu trato os empresários do meio de comunicação como eu trato os empresários da construção civil, como eu trato os bancos, como eu trato o pessoal do setor siderúrgico, ou seja, é um cidadão que apresenta uma pauta de reivindicação.
Por exemplo, quando fomos discutir a TV digital, nós reunimos várias vezes todos os empresários dos meios de comunicação para discutir isso. Eu acho plenamente normal. Eu acho normal que um empresário de meio de comunicação, se precisar de dinheiro emprestado do BNDES, entre com o mesmo pedido como entra uma empresa de construção civil, como entra uma indústria automobilística. É um direito que ele tem de fazer investimento, o Brasil tem um banco que empresta, portanto, ele não deve favor nem ao banco e nem ao País.
Já tem tido retaliação nisso? O senhor negar um pedido ou o governo negar um pedido e um órgão de imprensa (inaudível) mais contra o senhor?
Não, porque a análise é eminentemente técnica. Alguém, para pegar dinheiro no BNDES, tem que apresentar um projeto que tenha, eu diria, os fundamentos técnicos corretos e por conta disso, o dinheiro é emprestado. Qualquer empresário de empresa de comunicação que entrar com um pedido de empréstimo, ele vai ser analisado – pode ficar certo – como qualquer outro.
O que há, na verdade, é um preconceito da própria imprensa contra a questão da relação dos meios de comunicação com o governo ou com os bancos públicos. Vem um agricultor de qualquer parte do Brasil, vai ao Banco do Brasil e pega dinheiro emprestado. Isso vale para o dono da Record, o dono da Globo, o dono do SBT, o dono da Bandeirantes, o dono da rádio “fulano de tal”.
Se ele tiver um projeto que seja convincente e aquele projeto seja exeqüível – aquele projeto vai gerar mais empregos, vai gerar mais distribuição de renda – o BNDES ou o Banco do Brasil deve tratar como se fosse um empréstimo comum. O empresário não precisa ficar receoso, porque eu duvido que tenha um governo capaz de querer emprestar dinheiro e pedir contrapartida. Ele seria execrado por todos os outros que não pediram empréstimo.
Então, a forma mais segura para os donos dos meios de comunicação é agir com naturalidade, e eu acho que é assim que nós agimos, é assim que age o BNDES. Eu não sei se foi a Record que queria construir um novo cenário para novela, eu me lembro da grande discussão que houve quando a Globo construiu o seu...
Jacarepaguá, né?
Eu sempre achei aquilo com muita normalidade. Amanhã, se a revista Piauí quiser fazer uma sede nova, uma gráfica nova e for ao BNDES apresentar um projeto e disser “nós vamos fazer uma gráfica, estão aqui 60 milhões de não sei das quantas, está aqui a garantia, o projeto é exeqüível”, eu acho que o BNDES tratará sem se importar com o nome.
O senhor se magoou muito alguma vez com a imprensa? Eu vou lembrar alguns casos. Primeiro, o caso do seu filho. Ainda na campanha, quando o Paulo Henrique Amorim, na Bandeirantes, o apartamento, não sei o quê, aquilo deixou o senhor muito... O senhor entrou com um processo.
Deixe-me falar uma coisa. Eu não conheço nenhum cidadão que tenha sangue de barata, a ponto de não ficar ofendido quando você vê um amigo seu, um parente seu ou um companheiro sendo agredido por coisas que são inverdades. A única coisa que eu lamento profundamente é que quando acontece a publicação de uma mentira, quando vem à tona que aquilo era mentira, não seja publicado do mesmo tamanho o desmentido. Ou seja, parece que não há pedido de desculpas nos meios de comunicação no Brasil quando erram.
Esse é um defeito que eu tenho dito publicamente: você tem direito de fazer acusações, você tem direito de manchar o nome de uma pessoa, mas você tem direito de pedir desculpas porque ninguém pode ser incriminado antes de ser julgado. O bom da democracia é que você tem um processo de denúncia, um processo de investigação, um processo de julgamento, condenação ou absolvição. Quando você é condenado, você já foi condenado previamente. Quando você é absolvido, isso não aparece. Você precisa ficar o tempo inteiro...
O senhor acha que na imprensa ocorre muito isso?
Eu acho que é uma cultura mundial nos meios de comunicação do mundo inteiro. Há uma predisposição, possivelmente do ponto de vista mercadológico, do ponto de vista... Talvez a notícia ruim tenha mais charme para vender um jornal do que uma notícia boa. Uma notícia boa, normalmente é tida como se fosse chapa branca. Se a revista Piauí fizer matérias falando bem do governo, ela vai fazer uma... Bom, fez uma. Se fizer a segunda... Mas se fizer a terceira, pronto: criou o estigma de chapa branca, e aí é melhor ser neutro. Muitas vezes, na neutralidade, você passa a ser contra...
O senhor, por exemplo, no caso do seu filho quando houve... A Veja falou que havia ligações, não sei o quê... Isso deixa o senhor...
Deixa, porque foi uma mentira absurda e que somente o processo vai mostrar o que aconteceu de fato. Somente um processo. Essa coisa, não adianta você ficar, também, brigando, dando murro em ponta de faca, porque essa coisa, você tem que entrar na Justiça, deixar que o processo ande... Qual é a principal condenação que eu acho que tem que ter? A Justiça normalmente obriga que a empresa que fez a matéria publique a sentença no mesmo espaço e com o mesmo tamanho de letra que foi publicada a denúncia.
Mas não funciona.
Às vezes funciona. A Folha de São Paulo, quando eu tomei posse em 2003, foi obrigada a publicar uma sentença de um juiz, de um processo que eu abri contra a Folha. Obviamente, quem leu a denúncia, não leu a sentença, porque se passou muito tempo. Mas é uma defesa até da honra.
E quando o caso é enrolado? Por exemplo, o negócio das telecomunicações. Que envolveu um monte de gente, Daniel Dantas, Zé Dirceu de um lado, Gushiken, jornais (inaudível), jornalistas (inaudível). É um caso enrolado, envolve milhões, bilhões de reais, envolve grandes empresas e envolve a imprensa. O que se faz, enquanto não se tem uma decisão?
Publica-se apenas a verdade. O que você não pode é insinuar que todo mundo é ladrão sem nenhuma prova, (inaudível) que você quer insinuar. Se você descobre que uma determinada pessoa praticou um delito qualquer, uma fraude qualquer, você faz a denúncia e investiga. O que você não pode é ficar fazendo ilações, ilações e mais ilações. Depois, passa o tempo e você não prova nada contra ninguém, mas ficaram as ilações feitas. A gente poderia pegar exemplos históricos no Brasil. O Alceni Guerra é um deles. A gente poderia pegar a Escola Base, e tantas outras coisas que acontecem. Esses dois foram os casos mais famosos, mas você pode pegar outros casos.
A imprensa tem um papel nobre, que eu acho que é a sustentação da democracia, que é a informação. A partir da informação, muita coisa acontece no mundo: cai governo, entra governo, cai general, entra general, a partir da informação. Agora, quando você transforma essa informação em um instrumento político e começa a fazer ilações sobre isso, eu acho que a nobreza diminui, e aí entra a politicagem, a má-fé.
Durante a campanha eleitoral, eu fui a uma cidade – não vou dizer qual – em que se dizia o seguinte: um candidato tinha um canal de televisão então ele apareceu em 66 reportagens durante a campanha, e o adversário não apareceu em nenhuma. Não é possível que o adversário não tenha criado um fato político que merecesse um minuto na televisão.
Eu penso, Mário Sérgio, que com toda a grandeza que eu tenho dito na minha vida... Eu falo que só cheguei à Presidência da República por causa da liberdade de imprensa. Distorcido ou não, bem ou não, o fato concreto é que como eu acredito na capacidade de discernimento do povo brasileiro – e do povo de qualquer mundo – as coisas acontecem independentemente da má vontade desse ou daquele órgão, desse ou daquele jornalista.
Agora, por que o senhor criou a TV pública? Por que o seu governo criou essa TV pública?
Porque eu acho que é necessário.
Por que?
Porque no mundo desenvolvido você tem outras coisas a informar, além daquilo que dá ibope. Eu não posso fazer dos meios de comunicação apenas uma coisa de interesse mercadológico. Nós queremos uma TV pública para informar, para promover debates sobre temas que, certamente, a TV privada não tem interesse porque... Se colocar a televisãozinha na frente do Ibope ali e começar a cair, muda de assunto imediatamente.
Eu vi uma entrevista ontem, lá, dos presidentes. Parece que é uma coisa chata pacas também, né?
Pode, mas se você for fazer só as coisas agradáveis, aí você transforma no que é hoje. Você não tem no Brasil hoje, com exceção do Roda Viva, um espaço de debate político no Brasil, os grandes temas da sociedade não tem o que ser debatido. Então, eu acho que a TV Pública cumpre esse papel. Primeiro, ela não se dispõe a disputar um espaço mercadológico com as empresas privadas, mas ela se propõe a disputar e ganhar espaço na informação, no debate dos grandes temas nacionais, que parece que são tabu serem discutidos. Você pode pegar a questão das células-tronco, você pode pegar a questão do aborto, você pode pegar a questão da crise econômica.
Houve um tempo em que neste país tinha debate. Você levava os grandes economistas para um debate. Hoje você não vê mais isso. Hoje, quando você vê uma discussão sobre economia, você vê quem? Um analista de mercado. Mulheres como Maria da Conceição Tavares, como Belluzzo, como Delfim não têm muito espaço na televisão. Você não vê mais os economistas sendo chamados a falar sobre assuntos que são pertinentes aos economistas. Então, a TV Pública, eu espero – ela está em fase de montagem ainda – que ela cumpra essa função.
Mas o senhor vê?
Muito pouco, porque ela não foi feita para mim. Ela foi feita para a sociedade brasileira. Nós estamos numa fase de comprar equipamentos ainda, de montar. Eu penso que até o final do mandato ela vai estar mais ou menos pronta e aí acaba aquela bobagem de dizerem que foi feita uma televisão para o Lula. A primeira orientação que eu dei ao companheiro Franklin foi a seguinte: se a televisão for puxa-saco do governo, ela será chata; se ela for só oposição, ela será chata. Encontrar esse ponto de equilíbrio é como a chuva. A chuva, quando chove demais, os agricultores sofrem; quando chove de menos, os agricultores sofrem. Ela tem a quantidade certa. Então, o que eu quero é isso, é que a TV Pública seja o equilíbrio da maturidade da informação no Brasil, nem ser chapa-branca, mas também não ser chapa-marron.
Presidente, o que o senhor gosta de ler? Elio Gaspari, o senhor gosta de ler?
Eu tenho profundo respeito pelo Elio Gaspari, e o acho um dos grandes jornalistas brasileiros, independentemente de gostar dele.
O Merval [Pereira]?
Eu acho o Merval, às vezes, um jornalista de um pensamento só, ou seja, contra o governo.
Clóvis Rossi?
Eu sou muito amigo do Clóvis Rossi.
Ali Kamel?
Eu acho que o Ali Kamel já fez artigos me defendendo do preconceito, mas eu tenho profundo ressentimento da campanha de 2006...
(incompreensível) de quê?
... que eu não expresso no meu comportamento, não expresso nas minhas atitudes, não expresso na minha relação com a imprensa, muito menos com a Globo. É uma coisa que está comigo.
Jânio de Freitas?
Sou um admirador do Jânio de Freitas, mesmo quando ele fala mal do governo.
Diogo Mainardi?
Eu te confesso que não leio.
Paulo Henrique Amorim?
Sempre tive admiração pelo Paulo Henrique Amorim, desde o tempo em que ele era analista econômico da Globo. Eu acho que quando ele foi trabalhar na Bandeirantes ele enveredou por um caminho, assessorado por um jornalista que já não trabalha mais com ele, que cometeram erros crônicos na imprensa. Agora, ele está com um bom programa de debates, que eu acho que... mesmo quando ele critica, você percebe que tem fundamento.
Mário, essa, para mim, é a coisa que eu acho importante. Eu não quero que as pessoas falem bem de mim. Não, não. Eu tenho 63 anos de idade, e eu duvido que tenha um jornalista, no Brasil, que um dia tenha ouvido da minha boca um pedido para que ele fizesse uma coisa favorável. A única coisa que eu gostaria é que houvesse apenas o fato como ele é. Depois, se quiser fazer análise pessoal, faça. Mas eu sou defensor de que o fato seja a razão de ser da imprensa.
Nassif? Só faltam mais dois nomes.
Eu gosto muito do Nassif. Independentemente de qualquer coisa, eu acho o Nassif um dos grandes analistas econômicos do País.
Mino Carta?
Eu sou suspeito, porque eu sou muito amigo do Mino Carta. Eu sou amigo do Mino Carta antes da Carta Capital, sou amigo do Mino Carta (incompreensível).
É por amizade que o senhor vai nas festas do Mino Carta e não vai nas festas da Globo?
Não, é por amizade, é por amizade.
Na Veja o senhor não vai é por “desamizade”?
Não, não é por isso, não. Eu acho que é uma questão de respeito ético. Eu aprendi a me respeitar. Então, quando um cidadão aprende a se respeitar, aprende com o que eu aprendi, neste país, eu não posso ir a uma festa de uma pessoa que não gosta de mim, eu não posso. Eu não posso visitar a casa de uma pessoa que passa o tempo inteiro falando mal de mim. E olha que o Mino Carta também faz críticas, mas eu tenho respeito pessoal pelo Mino Carta.
Em termos de Estado, Presidente, de governo. Já falei isso com o nosso Franklin, aqui, estamos acabando. É legítimo, ou é bom, que o governo tem que ajudar alguns órgãos de imprensa? Dois exemplos concretos: Caros Amigos tem anúncios de estatais, do governo; Carta Capital tem...
Todos têm, meu filho, todos têm.
Mas não no sentido... não no proporcional.
Proporcional, mais. Pegue todas as revistas brasileiras, todos os jornais e todas as televisões, pegue... tem revista que esculhambava o governo e a primeira página de publicidade era do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, e nunca houve nenhum problema, porque não é assim que eu trabalho.
Não é assim?
O que o companheiro Franklin estabeleceu, e é correto, é a participação em função da questão técnica. O cidadão vai ter proporcional ao que ele pode ter, nem mais, nem menos. Você não pode ter alguém que represente... que tenha uma audiência de 30% recebendo o equivalente a 70%; como você não pode ter uma que tem 10% recebendo o equivalente a 5%. Então, quando você cria critérios técnicos para poder cuidar da publicidade, obviamente que algumas pessoas que mamavam começam a ficar chateadas.
Não, eu estou falando outra coisa, em benefício da diversidade, se deveria ter uma ajuda maior a certos órgãos que são mais fracos, como existe na Europa (incompreensível)...
Eu não sei se tecnicamente tem, eu não sei. Agora, o correto é o seguinte: se tem uma coisa que ninguém pode criticar neste país, é a justeza do comportamento democrático e republicano deste governo. Este governo, este país já teve ministro de Comunicação que baixava na direção de jornais para impor coisas. Eu duvido que no meu governo o ministro da Comunicação ou um secretário da Secom tenha ido a um jornal, a uma rádio, a uma televisão pedir para não fazer tal coisa. A melhor forma, Sérgio, de a gente vencer essa batalha da democracia, é a gente sendo democrata. Não existe outro jeito.
No geral, o senhor gosta de jornalista ou não? De conversar, ou acha chato pra cacete.
Não, não.
Mais chato que político, ou não?
Primeiro, eu gosto de conversar com todo mundo. Eu acho que tem gente chata na minha família, tem gente chata no meio do jornalismo, tem gente chata no governo, tem gente chata... qualquer lugar tem gente chata e gente boa. Tem gente que é maravilhosa para conversar, tem gente que sabe contar piada, tem gente que não sabe contar piada. Tem gente que só se senta perto de você para conversar de política. Eu, por exemplo, dia de sábado e domingo não quero conversar política, quero conversar sobre futebol, sobre cinema, sobre qualquer outra coisa. Então esse cara que só sabe conversar sobre um assunto termina virando um cara que você não pode chamar para qualquer coisa. Você vai fazer um churrasco, você não vai chamar um cara... Mas eu sempre me dei bem com a imprensa.
Mas o senhor tem, o senhor sempre... mas o senhor é diferente, assim... O político tradicional brasileiro gosta de cultivar, chamar para casa, “vamos trocar uma idéia”... tudo falso! O senhor não faz isso por que o senhor não gosta?
Não, eu não faço isso, por honestidade. Eu não faço isso, por uma questão de princípios. Veja, eu tenho grandes amigos aqui. Eu tenho jornalistas aqui que são meus amigos do tempo em que eu era diretor do sindicato.
Ricardo Kotscho.
Mas o Ricardo não é... não vamos ver o Ricardo como jornalista porque já ultrapassou. Mas eu tenho companheiros aqui que eu já dormi na casa deles. Agora veja, eu sou o Presidente da República. Enquanto eu for Presidente da República, não é correto e não é prudente a gente permitir uma certa intimidade, porque isso estabelece uma promiscuidade, eu não quero. Isso é bom para o jornalista e é bom para mim. Porque daqui a pouco está o jornalista achando que ele tem informações sigilosas do presidente, e está o presidente achando que tem um jornalista que é informante dele. Aí não dá certo. Eu prefiro manter assim. Eu trato todo mundo bem, trato todo mundo com muito carinho, mas eu acho que cada um sabendo qual é o seu papel.
Mas a minha impressão é de que o senhor não gosta muito de jornalista, no que faz muito bem, mas é uma coisa... O senhor gosta... de economista o senhor gosta?
Devia ser o contrário. Deixa-me falar uma coisa para você. Eu fui freqüentador, você está lembrado disso, eu fui freqüentador do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo durante anos, anos e anos, quando o [Sindicato] dos Jornalistas foi um espaço de debate, até 1979, 1980. Mas eu sempre me dei bem com a imprensa em qualquer lugar. Quando é que eu comecei a ter uma cisma maior com a imprensa? Quando uma vez eu fui a Teófilo Otoni, se não me falha a memória, e um cidadão faz uma pergunta para mim e eu respondo a pergunta em off, e ele fala para mim: “jornalista não tem off”. E publica uma coisa eu diria insana. Não vou nem voltar ao assunto. Então eu fiquei mais comedido em dizer determinadas coisas.
O senhor não trabalha com off, não? Eu acho que nunca...
Eu não gosto, eu não gosto. Se tem que dizer, diga. Se tem que dizer, diga. Por que eu vou dizer para você e falar “não publica”? Quando eu disser para você “não publica” eu estou dizendo para você “porra, aqui tem uma coisa boa, mas vai firme”. Então eu prefiro... obviamente que quando eu não for mais Presidente da República e não tiver mais a responsabilidade institucional do cargo, eu poderei (incompreensível).
Pelo que eu entendo, presidente, pela observação que o senhor falou do fim de semana. No fim de semana, pelo que eu entendo, o senhor se isola. O senhor não encontra nem com político, nem com jornalista, nem com ninguém, só fica lá com o seu acupunturista, eu acho, não é?
Às vezes.
Joga carta, anda com a Dona Marisa...
Às vezes eu fico com a Marisa, às vezes eu pesco com a Dona Marisa... Sabe por que? É apenas precaução, apenas precaução. O mandato parece longo, mas é curto. Então veja, eu estou aqui há seis anos. Eu nunca fui a uma festa, eu nunca fui a um restaurante, nunca fui a um aniversário, eu nunca participei de nenhuma atividade. Para não dizer que eu fui a duas festas, eu fui a duas. Eu fui a uma dos 60 anos do Pão de Açúcar em São Paulo, a convite do Abílio Diniz, terminei não jantando, e fui a uma aqui esta semana, eu e o José Alencar, dos 60 anos da Andrade Gutierrez. Foram as duas coisas a que eu fui nestes seis anos de governo. Não vou nem em aniversário de companheiros.
E por que essas duas, presidente?
Essas duas porque são simbólicos 60 anos.
Não é pelo Abílio Diniz, ou por (incompreensível)?
Não, é porque são 60 anos de empresas, e eu acho importante uma empresa que dura esse tempo inteiro. Mas aqui eu tenho evitado ir até a aniversário de companheiros. Ah, mas vai ter o aniversário do Franklin. O Franklin nunca convidou também... Mas vai ter o aniversário do Marco Aurélio e tal, Marco Aurélio vai fazer uma janta. Eu prefiro não ir. Só faltam dois anos para eu terminar meu mandato...
O senhor se sente solitário no fim de semana?
Não, não... Meu caro, ficar o final de semana sem discutir problema e sem discutir economia, sem discutir política, é uma terapia que eu acho que todo político precisaria aprender a fazer. É assim, eu acho que o exercício da presidência ele é tão importante, é um cargo tão nobre em uma República, que nós precisamos aprender o momento de fazer as coisas, aprender o momento de falar, aprender o momento de ficar quieto, sabe, eu estou no aprendizado. Lamentavelmente, faltam só dois anos para terminar o mandato. Agora, a vida é essa Mário, a vida é essa. Eu acho que a imprensa tem um papel excepcional aqui no Brasil e em qualquer parte do mundo.
Mas eu lamento que o senhor não curta mais como o senhor me dava a impressão de curtir. O senhor gostava daquela conversa de... Você viu o que o Juca Kfouri escreveu?
Não. Eu posso até gostar depois da Presidência, mas enquanto eu estou na Presidência... eu sei de presidentes que levavam editores para sua casa para jantar, almoçar, que às vezes convocavam os principais articulistas para almoçar, para jantar, eu não gosto de fazer isso.
O senhor se sente injustiçado pela imprensa ou não?
Não.
Não? (incompreensível)
Não. A história é que vai julgar. Vocês me julgaram. Um dia se você escrever um livro você vai dizer o que você acha que a imprensa fez comigo. Mas eu não me queixo. Eu aprendi na vida a não me queixar, meu caro. Não tem espaço para eu ficar chorando aqui. O Franklin está comigo já há algum tempo. Nunca cheguei para ele e falei: você liga para fulano, que (incompreensível). Cada um de nós é responsável pelo que faz. Todos nós temos gente de olho na gente. Todos nós temos gente de olho na gente. Então, é com essa tranqüilidade que eu tento governar o País. Se alguém acha que vai escrever um artigo “descendo o pau” e que eu vou ficar nervoso, que eu vou ficar com azia, que eu vou...esqueça.
Por exemplo, me falaram que o senhor ficou chateado, não com a revista [Piauí], a revista publicou um longo perfil do Zé Dirceu. Mas que o senhor ficou chateado, primeiro com o Zé Dirceu, e depois com a revista por ter feito aquilo.
Com a revista não. A revista fez o que ela se propôs a fazer. Eu sei também que o Serra não topou fazer.
Sabe?
Não topou fazer.
Por causa do senhor.
Eu acho uma loucura alguém [José Dirceu] que exerce um cargo político ficar uma semana, totalmente desnudado, diante de um jornalista, porque podem acontecer coisas muito agradáveis e podem acontecer coisas desagradáveis.
E ter visão política, Presidente. Eu comecei a conversa falando que eu passei uma semana com o senhor. O senhor muito afável, muita piada, muita (incompreensível), bebemos, não sei o quê, (incompreensível) fomos de Porto Alegre ao Recife de jatinho, o senhor não abriu a guarda em nenhum momento. Eu escrevi uma matéria na Folha de São Paulo, que eu não pude dizer o...
Mas eu não acho que a revista está errada em querer fazer isso. Eu acho que está errado o cara que se expõe a isso. Porque o cara acha que vai passar por algumas situações e o jornalista vai esconder. É errado esconder. A liberdade da informação que eu defendo é essa. Se eu um dia falar: Mário Sérgio, você vai andar comigo um dia por aí, e um cara me “taca” um sapato, mesmo que não tiver a televisão, você tem que dizer: um cara “tacou” um sapato no Presidente. O que não pode é, se não “tacou”, você dizer: “olha, houve intenção...”
Que um cara com sapato... estava no pé, mas...
Ontem, quase que eu tiro o sapato para jogar na imprensa. Agora é isso. Eu acho, Mário, eu acho que... Primeiro, um dia, essas coisas acontecem...um dia nós vamos analisar no Brasil o seguinte: nós tivemos duas experiências ricas neste país. Nós tivemos a primeira experiência do primeiro mandato do Fernando Henrique Cardoso, o que foi uma experiência de muito sucesso do Plano Real, uma experiência muito rica do processo de privatização do País. Parece que o chamado neoliberalismo tinha chegado ao ápice, ao Pico do Himalaia. Então, foram quatro anos de pensamento único, em que não havia espaço para você contrariar.
No meu mandato, eu acho que nós vivemos um outro período. Quatro anos de pensamento único, mas ao contrário. Isso um dia vai merecer uma análise. Quem sabe, o Marco Aurélio, quando voltar para a universidade vai fazer uma análise do que foi isso. Foi...
Jornalisticamente, têm duas coisas no seu governo até agora que são, aí merecem... o negócio do mensalão, como é que surgiu isso, como é que foi coberto, como é que acabou? E a questão Daniel Dantas. São dois casos, jornalisticamente, Presidente, que ainda são muito misteriosos.
Eu acho...
Sabe, é uma coisa que...
Eu acho que... é uma coisa que eu sempre fico imaginando. Nós estamos aqui reunidos nesta sala, entra o Marco Aurélio [Garcia, assessor especial da presidência da República] e diz que eu não devo dar entrevista para o Mário Sérgio Conti, porque o Mário Sérgio Conti sai dizendo para todo mundo que paga aos seus entrevistados.
(incompreensível)
Aí nós fazemos uma CPI e o Marco Aurélio confessa que não tem prova nenhuma contra o Mário Sérgio. Ainda assim, eu puno o Mário Sérgio. Quer dizer, no caso do mensalão, eu espero que a Justiça desvende esse mistério. Porque devem ter tantos milhões de páginas ali. Então veja: o grosso...eu fico olhando a cassação do Zé Dirceu. A dele próprio. O acusador é cassado porque não provou a acusação e, ainda assim, o Zé Dirceu é cassado. Quer dizer, eu não sei, juridicamente, qual o fundamento disso. Mas a impressão que eu tenho é de que foi uma cassação eminentemente política. Eu não acho que isso seja bom para o País, judicializar a política. Eu acho isso muito ruim, isso não é bom. Eu acho que seria melhor que o Congresso resolvesse os seus problemas sem ideologia, ou seja, as discussões serem mais profundas para que a gente não banalize a atividade política, que está muito desacreditada. Qual foi a outra coisa que você falou?
Daniel Dantas.
Daniel Dantas, você tem uma investigação. Essa investigação está desde 2003, 2004, se não me falha a memória. Desde 2004. Isso é um processo. Vai indo, vai indo, vai indo. Qual é o papel do governo? É apenas criar as condições para que a investigação seja feita. Na hora em que ela for feita, quem estiver dentro que pague o preço. Ou quem estiver dentro e for inocente, que seja inocentado.
Mas é tão confusa a situação...
Pois é, por isso é que precisa de uma grande... É por isso que demorou...
Mas o delegado [Protógenes Queiroz] parece ser...
É por isso que demorou para ser investigado, é por isso que teve uma nova comissão estudando o inquérito, porque não há interesse de o Estado brasileiro contribuir para punir quem quer que seja, sem dar a essa pessoa o direito da mais irrestrita defesa. A pessoa tem que se defender. Tem gente que não gosta, tem que gente que acha “não, tem que pegar e condenar logo”. Não, eu sou favorável a que a gente utilize todos os mecanismos possíveis para que a pessoa tenha o direito de se defender. Até que vai chegar um momento em que não tem mais, a pessoa será condenada ou absolvida. É assim que precisa ser. Por isso é que um presidente da República não tem o direito de ficar querendo que aconteça isso ou não querendo que aconteça aquilo. A única coisa que nós temos o direito de querer é que as coisas sejam feitas da forma mais justa possível.
Sim, mas a coisa vem aqui pegando, pegaram até o Gilberto [Carvalho, chefe de gabinete de Lula] aqui. Presidente. Há inquéritos que surgem que nem lei (inaudível)...
Mas quando esses inquéritos começam a não dizer nada, quando você começa a fazer uma manchete, telefonema grampeado, e você vai escutar o que estava no telefone e não tem nada, aí você percebe que começa a banalizar as coisas que podem ser tratadas com mais seriedade. Você se esquece que foram tirar um doleiro preso para fazer julgamento do Márcio Thomaz Bastos. Daqui a pouco vão tirar o Fernandinho Beira-Mar para te julgar. Quando isso começa a acontecer, as coisas que poderiam ser tratadas com seriedade começam a ser banalizadas. Então, você pode ficar tranqüilo que quem sentar nesta cadeira aqui tem que agir, sobretudo, com muita, mas com muita consciência e tomar decisões de forma muito bem pensadas.
Última pergunta, Presidente. O senhor, depois de seis anos aqui, sente que o presidente tem mais ou menos poder do que o senhor imaginava? O presidente pode mais do que o senhor imaginava ou não pode porque é muita burocracia, porque o Brasil é muito confuso? Como é que é isso na sua cabeça?
Deixe-me lhe contar uma coisa. Eu comparo o presidente da República a um trem. Eu sou a locomotiva, a máquina pública é a estação. Trem passa um monte ali, fazem barulho, soltam fumaça, apitam, buzinam, vão embora, e a máquina está impávida ali no seu lugarzinho, às vezes não muda nem de cor. O Brasil é um país engraçado porque nós temos uma Constituição parlamentarista e um regime presidencialista. E esse é o problema de quem é oposição e pensa que nunca vai chegar ao governo. Nós fizemos uma Constituição, e o PT tem responsabilidade em algumas coisas...
Não votou...
O PT não votou porque queríamos uma mais avançada ainda, mas depois assinamos. Eu acho que hoje o presidente da República tem muito menos poder do que, por exemplo, na época do Juscelino. Não vou nem falar dos militares, estou falando dos democráticos eleitos. O Juscelino se fosse presidente da República hoje e pensasse em mudar o [Governo do] Rio de Janeiro para Brasília, ele ainda não teria conseguido licença prévia para fazer a pistazinha para o seu teco-teco pousar aqui. O Meio Ambiente, ou o Ministério Público, ou o Tribunal de Contas, ou o Poder Judiciário, ou quem tivesse perdido a licitação...
Presidente, muito francamente, isso é bom ou é ruim? Então quer dizer que Brasília poderia ver (incompreensível).
Eu acho que tem duas coisas importantes. Primeiro, que o País tenha se dotado de amplos mecanismos de fiscalização é bom, é correto e é necessário. Agora, que esses mecanismos de fiscalização sejam a razão de você, muitas vezes, demorar dois anos para começar uma obra, é ruim. Veja uma coisa, num mandato de quatro anos, qualquer que seja o presidente da República, se ele começar uma hidrelétrica, ele não termina ela. Se ele pegar uma estrada de 2 mil quilômetros, entre pensar, fazer o projeto, contratar, fazer licitação, conquistar a licença prévia, vai metade do tempo de construção. E aí começa o processo de judicialização, ou seja, alguém da sociedade entra com uma queixa popular, o Ministério Público acata, o Ibama ainda embarga.
Então tem um processo muito moroso. Como fazer para que as coisas tenham a mesma seriedade de fiscalização e, ao mesmo tempo, que a gente não perca... Hoje, quando você faz licitação, quando o Tribunal de Contas está concordando, quando o Ministério Público está concordando, quando as ONGs estão concordando, quando o Ibama já deu licença, quando o dinheiro está depositado no caixa para começar a fazer a obra, sabe o que acontece? Uma empresa que perdeu a licitação entra com um processo, e às vezes leva um ano, um ano e meio, e a obra não sai.
Eu acho que o País não pode esperar por isso. Então, era preciso... eu espero que tenha bastante coisas de mudança lá, tem projeto de mudança da lei de licitação, alguma coisa para tornar... Há quanto tempo está se fazendo aquele Anel Viário em São Paulo? Cada dia tem uma coisa... Então, tudo isso eu acho que contribui para o Custo Brasil, as coisas demorarem muito.
Então, eu acho que o presidente da República tem menos poder do que já teve neste país, fora o período militar, mas no período democrático. Acho que a Constituição de 1988 diminui o poder do presidente da República e aumenta o poder do Poder Legislativo e das instituições, como Ministério Público. Acho que isso é bom. Agora, é só encontrar o caminho do meio para que essa necessidade toda de fiscalização não seja a razão do impedimento de construir as coisas que precisam ser construídas no Brasil.
Mas o senhor está gostando de ser presidente, não é?
Eu, sinceramente, acho que...
O senhor não gostava de ser presidente do Sindicato, não gostou de ser deputado...
Parece que o povo está gostando mais do que eu.
Porque o senhor é um dos 80...
É que eu tenho, Mário... exercer o papel de presidente é complicado.
Mas é bom.
O cerceamento da liberdade individual da pessoa é total. Agora, qual é o prazer? O prazer é que você passou a vida inteira dizendo que era possível fazer algumas coisas, e quando você chega ao governo, começa a realizar. As coisas começam a acontecer e começam a ter o reconhecimento da sociedade. Eu acho que é isso a coisa prazerosa do exercício do poder.
E a frustração, Presidente? O que o senhor achava que dava para fazer mais...
Você sempre vai achar que dava para fazer mais. O cara que marca um gol, achava que poderia ter feito o segundo; o cara que ganhou uma medalha de ouro, acha que poderia ganhar a segunda. Um governo, quando termina, ele vai falar “puxa, por que eu não fiz aquilo, por que eu não fiz aquilo?” Não fez porque não foi possível fazer.
Nós tivemos uma visão do segundo mandato, que eu acho que é uma coisa consagradora. Eu sempre tive medo do segundo mandato, e dizia publicamente: eu tenho medo do segundo mandato porque você pode perder a motivação, porque pode virar mesmice, porque pode...
Quando nós pensamos em lançar o PAC, a gente pensou em lançar o PAC ainda em 1986. Depois, chegamos à conclusão... Não, em 2006. Depois chegamos à conclusão que a gente não poderia misturar o PAC com as eleições, porque ele perderia força. Então, lançamos o PAC no dia 22 de janeiro de 2007. Esse PAC tem obras e dinheiro até o dia 31 de dezembro de 2010.
Portanto, o PAC foi uma coisa que deu ao governo um aprendizado de agilidade e a descoberta que a gente faz das coisas, porque quando você não tinha dinheiro, todo mundo dizia “não tem dinheiro, não tem dinheiro”. Aí, quando você tem dinheiro, você percebe que as prefeituras não tem projeto executivo, não tem projeto básico, você percebe que os estados não têm projeto. Então, foi a partir do PAC que nós começamos a fazer tudo isso.
Nós lançamos o PAC. Eu determinei para a Dilma “agora eu quero que você chame, primeiro, a partir do governo federal, quais são as cidades e os estados que têm maiores problemas. Vamos pegar do principal problema para o menor problema. Palafitas, favelas, nós temos que atacar isso com rapidez”.
Então, chamava aqui o governador José Serra com os prefeitos das cidades mais problemáticas, o governador do Rio de Janeiro com os prefeitos das cidades mais problemáticas. Com base nessas conversas, nós levantamos os principais projetos para começar a trabalhar projeto básico, projeto executivo. Levou um ano entre você tomar decisão, reunir, preparar projeto para você começar a executar.
Então, o ano de 2009 será um ano em que teremos muitas obras em execução e em fase de acabamento no Brasil. Em 2010 será a conclusão de grande parte das obras do PAC, e aí nós vamos preparar um outro PAC. Nós vamos anunciar para o Brasil um novo planejamento que pode ser seguido ou não por quem vier depois de mim. Se eu conseguir fazer a minha sucessão, certamente a pessoa seguirá o segundo PAC.
Eu pensei que o senhor ia dizer “sucessora” e o senhor fala em sucessão, hein?
Eu falei sucessão porque eu estou pensando ainda na minha sucessão. Na verdade, é isso, eu acho que a Dilma tem todas as condições. Obviamente, o PT tem que discutir isso...
Mas está indo para ela, né?
Mas eu acho que a Dilma tem todas as condições de ter uma qualificada disputa com quem quer que seja, e tem condições de ganhar as eleições. Vamos ver se... o debate, precisa construir aliança política, que é difícil, precisa conversar com todos os companheiros, de todos os partidos.
O senhor a conhece desde quando, Presidente? Não é de muito tempo, é mais recente, né?
É engraçado. O negócio da Dilma comigo é muito engraçado. Eu tinha... Eu sempre tive assessoria para o setor energético, e mais ou menos em junho... eu sabia que a Dilma era secretária do Olívio Dutra, mas não tinha muito contato, até porque ela era do PDT, se não me falha a memória.
É, PDT.
Aí o meu grupo que cuidava de energia, quem cuidava era o Pinguelli. Então, a gente tinha a cada ano, três, quatro reuniões com vários engenheiros do setor energético, e já próximo de 2002, aparece uma companheira com um computadorzinho na mão lá. Começamos a discutir, começamos a discutir, e eu percebi que ela tinha um diferencial dos demais que estavam ali porque ela vinha com a praticidade do exercício da Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. Aí eu fiquei pensando: eu acho que já encontrei a minha ministra aqui. No primeiro contato que houve, houve uma certa negociação com o PMDB para o Ministério de Minas e Energia e eu disse: para esse lugar aqui vai a companheira Dilma. Foi assim, foi uma coisa muito rápida. Ela se sobressaiu em uma reunião que tinha 15 pessoas...
Pela objetividade...
Pela objetividade e pelo alto grau de conhecimento do setor. Então foi assim que ela apareceu no meu governo.
Ótimo, Presidente. Muito obrigado. O senhor vai encontrar com o Raúl Castro, não é?
Raúl Castro.
O outro era melhor, né? Vou fazer intriga aqui.
Eu gosto dos dois.

09 janeiro 2009


Ofensiva israelense em Gaza matou 257 crianças palestinas, diz ONU
da Associated Press, na faixa de Gaza
A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou relatório nesta quinta-feira no qual indica que 257 crianças palestinas morreram e 1.080 ficaram feridas durante os 14 dias da ofensiva israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. No total, ao menos 760 palestinos e dez soldados israelenses morreram.
As crianças representam mais de metade da população de cerca de 1,5 milhão de palestinos na faixa de Gaza e pouco mais de um terço das vítimas dos ataques israelenses --que acusam o Hamas por usar as crianças e mulheres como escudos nos confrontos com seus soldados.
Diante dos constantes bombardeios e confrontos entre Israel e Hamas, os números podem variar. Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, dos 760 mortos, ao menos 169 tinham menos de 17 anos. Já a Unicef, agência da ONU para crianças, ao menos cem crianças e menores foram mortos nos dez primeiros dias do confronto.
"Nós estamos falando de uma guerra urbana", disse Abdel-Rahman Ghandour, porta-voz da Unicef para o Oriente Médio e norte da África. "A densidade da população é tão grande que é muito fácil acertar crianças. Este é um conflito único, onde não há lugar para ir".
gerações sucessivas de crianças cresceram em meio a um cenário de violência em Gaza. No final dos anos 80, muitas delas atiraram pedras contra os soldados israelenses em uma revolta contra a ocupação. Na segunda Intifada, iniciada em 2000, algumas foram recrutadas pelos militantes para serem homens-bomba.
"O mais difícil para as crianças é o senso de que nenhum local é seguro e de que os adultos não podem protegê-las', disse Iyad Sarraj, psicólogo que se protege em seu apartamento na Cidade de Gaza junto aos quatro enteados. Segundo Sarraj, um deles, Adam, 10, tem ataques de asma toda vez que os bombardeios começam.
Crimes de guerra
A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu nesta sexta-feira investigações "críveis e independentes" sobre eventuais violações do direito humanitário internacional nos confrontos em Gaza, o que pode configurar crimes de guerra, como o ataque a locais que abrigam civis.

BB compra parte do Votorantim e amplia volume de crédito em R$ 30 bi
O Banco do Brasil anunciou hoje (9) a compra de parte do Banco Votorantim por R$ 4,2 bilhões. Com o negócio, o Banco do Brasil passará a deter 49,99% do capital volante e 50% do capital social do Votorantim. A operação depende ainda de aprovação do Banco Central.
Um documento conjunto enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pelos bancos afirma que a operação “objetiva o crescimento no longo prazo aliando duas instituições inteiramente brasileiras e de importância histórica”.
O texto diz ainda que com a aquisição o Banco do Brasil visa a fortalecer o setor de concessão de financiamento de veículos, mercado que o Banco Votorantim atuou com rápido crescimento.
O Banco Votorantim tem sede em São Paulo e é o sétimo banco em ativos do Sistema Financeiro Nacional. Além disso, atua de forma diversificada em segmentos como financiamento, mercado de capitais e corretora.
Em novembro do ano passado o Banco do Brasil já havia comprado o Banco Nossa Caixa, que pertencia ao Estado de São Paulo. O valor da transação foi de R$ 5,38 bilhões.
Na avaliação do ministro Guiodo Mantega, o financiamento do BB à pessoa física, para a compra de automóveis, crescerá 21%.Segundo Mantega, a compra permitirá que o Banco do Brasil tenha uma dinâmica de negócios equilibrada. Ele lembrou que, como banco público, o BB encontra restrições na sua atuação, que poderão ser compensadas pelo controle de parte do banco privado. De acordo com o ministro, a operação mostra que o governo não visa a um monopólio no sistema bancário.
Exportações do agronegócio fecham 2008 com recorde de US$71,9 bi
SÃO PAULO (Reuters) - As exportações do agronegócio do Brasil totalizaram recorde de 71,9 bilhões de dólares em 2008, alta de 23 por cento em relação ao ano anterior, informou o Ministério da Agricultura nesta sexta-feira.
De acordo com o ministério, o superávit da balança comercial do setor também registrou recorde, de 60 bilhões de dólares, e a participação do agronegócio nas exportações totais brasileiras foi de 36,3 por cento.
"O bom desempenho das exportações em 2008 foi resultado do aumento da receita com a venda dos principais produtos da balança comercial do agronegócio", disse o ministério em comunicado.
O complexo soja (óleo, farelo e grão) registrou crescimento de 58 por cento; o setor de carnes teve alta de 29 por cento; e o de café subiu 22 por cento. Já o setor sucroalcooleiro avançou 18 por cento.
O complexo soja continua na liderança das vendas, com 18 bilhões de dólares, e em segundo lugar permaneceram as carnes, com 14,5 bilhões.
O Ministério da Agricultura destacou o incremento de 80 por cento no valor das exportações de produtos lácteos, que saltou de 299 milhões de dólares em 2007 para 541 milhões no ano passado, beneficiadas pelo aumento dos preços no mercado internacional.
O MUNDO APRENDEU A RESPEITAR O BRASIL.
E O BRASIL CONFIA NOS BRASILEIROS
http://www.confiancanobrasil.com.br/
O BRASIL É NOTÍCIA
O ABESTALHADO E A MANIPULAÇÃO
Estas fotos estão correndo o mundo. São fotos do ataque de Israel aos palestinos na faixa de Gaza. Retratam a insanidade, a ganância, a intolerância, a crueldade dos líderes de Israel. Pois acreditem, tem um abestalhado (cujo blog está hospedado na Veja, só podia!) escrevendo que essas imagens são fotomontagens. Diz também que "a imprensa mundial cai nesses truques porque quer. Isso não é uma foto, é uma montagem." Quando eu digo que esse sujeito é abestalhado, tem quem diga que não, que ele é só da direita conservadora, só radical da direita. Eu concordo que ele é de direita conservadora, radical da direita, e é abestalhado. Ele teria que estar lá na Palestina, em Gaza, amarrado a um poste, para ver ao vivo e em cores, em tempo real, como é que os ataques de Israel produzem essas "fotomontagens" com as crianças palestinas, com o povo da Palestina, com os agentes humanitários da ONU. Para que tipo de gente, se é que se pode chamar de gente tais pessoas, esse abestalhado trabalha, para quem escreve suas sandices? O abestalhado se esquece de que a internet divulga as imagens da guerra em tempo real, sem edição. Vai manipular informação assim lá nos quintos dos infernos. Abestalhado safado.
Jussara Seixas










COMUNICADO
Amigos e leitores.
O blog Dilma 13, do meu amigo Daniel, foi denunciado como spam. Por esse motivo as postagens estão bloqueadas. Acredito que em dois dias essa questão estará resolvida. As providencias já foram tomadas. Caso permaneça o bloqueio não tem problemas, a gente faz outro blog, ou até mesmo um site pago. A luta pelo melhor para o Brasil pós Lula está só começando. Ninguém vai nos intimidar, ninguém vai nos calar, ninguém vai nos impedir de mostrar porque a ministra Dilma é melhor para o Brasil. O imenso sucesso do blog Dilma 13, está fazendo mal a oposição e aos invejosos. Não vamos parar, isso apenas nos da mais força para lutarmos por aquilo que acreditamos e defendemos.
Lula sanciona lei que permite interrogatório de presos por videoconferência
Da Agência Brasil
Em Brasília
Apesar de estar de férias na Bahia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou hoje (9) a lei que permite a realização de interrogatórios de presos por videoconferência. De acordo com o projeto aprovado pelo Congresso Nacional, cabe ao juiz avaliar o uso da videoconferência, como em casos de risco de segurança ou quando o réu estiver doente. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo estima que, com a videoconferência, economizará cerca de R$ 6 milhões por ano para os cofres do governo estadual, o que poderá significar mais 700 homens no policiamento das ruas. Lula sancionou também projeto que cria o regime de tributação única para importação, por via terrestre, de mercadorias do Paraguai, o chamado Projeto dos Sacoleiros. Também foram sancionados o projetos que cria a Superintendência do Desenvolvimento Sustentável do Centro-Oeste (Sudeco) e o que institui o Dia Nacional da Leitura, na data de 12 de outubro. As sanções deverão ser publicadas amanhã (10) no Diário Oficial da União. Lula está de férias na Base Naval de Aratu, na Bahia.
Presidente Lula mesmo de férias está trabalhando. Nunca antes neste país
Amorim vai ao Oriente Médio apoiar negociações de paz
O conflito entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza é o tema principal da viagem do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, ao Oriente Médio entre os dias 11 e 13 deste mês.Amorim viaja primeiro para Damasco, na Síria, onde, no dia 11, será recebido pelo presidente Bachar Al-Assad e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Wallid Muallem.Ainda no dia 11, o chanceler brasileiro se reunirá, em Jerusalém, com a ministra dos Negócios Estrangeiros de Israel, Tzipi Livni. No dia 12, segue para Ramalá, para encontro de trabalho com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, com o primeiro-ministro, Salam Fayaad, e com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Riad Malki.No dia 13 o ministro vai para Amã, na Jordânia. Lá estão previstas reuniões com o rei Abdullah II e com o ministro do Exterior, Salah Bashir. Ainda em Amã, Amorim participará da cerimônia de entrega de seis toneladas de medicamentos e oito toneladas de alimentos aos palestinos afetados pelo conflito em Gaza. A doação foi feita pelo governo brasileiro.De acordo com nota divulgada hoje (8) pelo Itamaraty, o objetivo da visita é apoiar os esforços para um cessar-fogo na região, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz duradoura.A visita do ministro Celso Amorim é resultado dos contatos mantidos pelo chanceler brasileiro com alguns dos líderes políticos que participam da busca de uma solução pacífica para o conflito em Gaza.

Durante a longa e heróica resistência ao apartheid, os lutadores anti-racistas da África do Sul contaram com uma inestimável solidariedade internacionalista. Além dos crescentes e massivos protestos de rua, um movimento mundial de boicote às multinacionais daquele país, que sempre lucraram com o segregacionismo, contribuiu decisivamente para isolar os racistas. Agora, diante da barbárie promovida por Israel na Faixa de Gaza, um apelo internacionalista semelhante ganha corpo. A idéia é não comprar produtos fabricados pelos sionistas, que hoje escondem o “made in Israel” para driblar a repulsa mundial, mas tem o código de barras iniciado com o número 0729.
José Alencar apoia Tião no Senado
Na interinidade do cargo o senador acreano foi “um dos mais lúcidos e respeitados presidentes da Casa”, diz vice-presidente
A candidatura do senador Tião Viana (PT-AC) à presidência do Senado ganhou ontem a adesão do vice-presidente da República, José de Alencar. Logo após sair de um encontro de uma hora com o deputado federal Michel Temer (PMDB-SP), um dos postulantes à presidência da Câmara, o vice-presidente disse que ele e seu partido, o PRB - ao qual é filiado o senador Marcelo Crivela (RJ) - apoiam o deputado paulista para presidir a Câmara, e Tião Viana para a presidência do Senado.
Alencar lembrou que o senador Tião Viana (PT-AC) foi presidente do Senado num momento delicado, quando o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) renunciou, e “foi um dos mais lúcidos e respeitados” presidentes da Casa. Sobre o fato de o PMDB pretender presidir as duas casas do Congresso Nacional, o vice-presidente disse: “Há um acordo e esses acordos são necessários. O PMDB está recebendo todo o apoio para o seu candidato [Temer] na Câmara e era natural que recebêssemos todo o apoio para o nosso candidato ao Senado [Tião Viana], já que estamos apresentando um candidato conhecido e respeitado”.
EUA sabiam que Exército colombiano matava civis
Documentos oficiais afirmam que assassinatos eram conhecidos desde 1994Ex-embaixador afirma que Washington não tinha como intervir; para ministro da Defesa colombiano, não se deve "inflar problema"

A CIA e diplomatas de alto escalão dos Estados Unidos sabiam desde 1994 que as forças de segurança colombianas operavam como esquadrão da morte, cooperavam com grupos paramilitares de tráfico de drogas e estimulavam a política dos "falsos positivos" -o assassinato de civis inocentes para inflar o número de baixas inimigas obtidas pelos militares.As informações estão em documentos oficiais tornados públicos ontem na internet pela ONG National Security Archive, da Universidade George Washington, nos EUA."Nós sabíamos. Não sabíamos de todos os detalhes, mas quando falávamos com os militares sobre esses rumores, eles os negavam ruidosamente", declarou o ex-embaixador norte-americano em Bogotá Myles Frechette a uma rádio da capital colombiana."Nessa época, 1994, a ajuda militar [à Colômbia] foi quase proibida pelo Congresso americano por causa das violações dos direitos humanos nos anos anteriores, e o foco da ajuda era para combater o narcotráfico.""Não tínhamos muito a dar ao Exército", continuou Frechette, dizendo que, por isso, "não tínhamos como exigir que nos informassem nem cortar ajuda militar, porque não havia dinheiro envolvido". Ainda assim, segundo o ex-embaixador, a situação foi denunciada ao então presidente colombiano, Ernesto Samper (1994-1998).DefesaAo comentar a divulgação dos documentos, o atual ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou que é preciso "ter cuidado com quem quer inflar o problema além do que realmente é".O ministro não fez comentários sobre o conteúdo dos documentos, mas defendeu as políticas de defesa dos direitos humanos do governo do presidente Álvaro Uribe.Santos afirmou haver "tolerância zero com qualquer violação dos direitos humanos" e que "não há Exército em todo o mundo que tenha tido mais treinamento, mais capacitação em matéria de direitos humanos [que o colombiano]". "O Estado e a Justiça estão diante desse problema. Nosso objetivo, neste ano de 2009, é que nenhum culpado fique impune."InvestigaçãoOs registros jogam luz sobre uma prática -cuja investigação foi iniciada em outubro pelo governo colombiano- que influenciou o comportamento de comandantes militares durante anos e que acabou levando a execuções extrajudiciais.Em setembro do ano passado, os corpos de pelo menos 19 jovens foram encontrados num cemitério no norte da Colômbia. A versão do Exército foi de que eles haviam sido mortos em combate, após serem aliciados ou sequestrados por grupos narcotraficantes. Mas surgiram suspeitas pelo fato de os jovens terem morrido apenas um ou dois dias após as notificações de desaparecimento.O comandante do Exército colombiano, general Mario Montoya -ponte entre o Pentágono e as Forças Armadas da Colômbia- renunciou ao cargo, pressionado pela repercussão do escândalo.Montoya estimulou por muito tempo a ideia de usar a contagem de corpos para medir o progresso do Exército na luta contra as guerrilhas. Os militares recebiam bonificações pelo sucesso das operações.

08 janeiro 2009


Forças de Israel matam motorista de caminhão com ajuda humanitária em Gaza, diz ONU
RIO - As Nações Unidas, por meio de um porta-voz, disseram nesta quinta-feira que o motorista de caminhão com ajuda humanitária foi morto pelas Forças de Israel durante a trégua de três horas nos combates para que palestinos sejam abastecidos de água, alimentos e remédios. O ataque ocorreu no norte da Faixa de Gaza, que enfrenta o 13º dia seguido de ataques israelenses, que já produziram mais de 700 mortos. A agência de ajuda humanitária da ONU disse que está suspendendo a ajuda aos palestinos. O argumento é que as forças de Israel representam um perigo paras as operações humanitárias

Mercado melhor faz VALE suspender férias coletivas de 450 em MG
REUTERS
RIO DE JANEIRO - Perspectivas mais otimistas com a demanda por minério de ferro fizeram a Vale suspender as férias coletivas programadas para os 450 funcionários da mina de Fábrica Nova, em Minas Gerais. Segundo a assessoria, "houve uma mudança de cenário na demanda e não haverá mais necessidade de paralisação da unidade", reduzindo para 5.050 o número de empregados em férias coletivas nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro, de forma escalonada. No final do ano passado, a Vale anunciou que colocaria 5,5 mil empregados em férias coletivas e demitiria 1.300 no mundo inteiro. Nesta quinta-feira, sindicatos ligados à Vale e demais atividades econômicas afetadas pelas demissões feitas pela empresa em Minas Gerais realizam manifestação na cidade de Itabira, onde segundo o coordenador da Coordenação Nacional de Lutas, uma das organizadoras, José Maria de Almeida, a Vale representa 80 por cento da economia local. "A Vale não tem motivo para demitir, o próprio Roger (Agnelli, presidente da empresa) enche a boca para falar que tem 15 bilhões de dólares em caixa, porque o trabalhador é que tem que pagar?", protestou. Depois de manifestações pela manhã, que reuniram cerca de 200 pessoas em frente à mina da Conceição, Almeida disse esperar reunir entre 3 e 4 mil pessoas nas manifestações da tarde, que vão incluir sindicatos ligados a outras atividades, como empreiteiras. "Em Itabira a Vale demitiu 76 empregados, mas as empreiteiras que servem a ela demitiram mil empregados, temos que fazer alguma coisa", explicou o sindicalista, que pretende se reunir com a empresa na próxima semana.

PTB quer Alckmin para disputar governo de SP em 2010
Agencia Estado
SÃO PAULO - As portas do PTB estão abertas para um eventual ingresso do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) em suas fileiras. Hoje, três dos principais líderes do PTB no Estado reuniram-se e, ao fim do encontro, dois pontos ficaram acertados. O partido participará somente de coligações que tenham candidatos próprios em todos os níveis. E aguardará no primeiro semestre a decisão pessoal de Alckmin, nome preferido pela legenda para sair candidato a governador em 2010."Temos expectativa que o Geraldo saia do PSDB, esta hipótese foi levantada na reunião. Mas é uma decisão que depende dele", disse o senador Romeu Tuma, um dos participantes, ao lado do presidente regional da sigla, Campos Machado, e do médico Jorge Roberto Pagura. Para Tuma, o fator que pode pesar na decisão final do ex-governador de São Paulo está na vontade política do governador José Serra (PSDB). "Pelo que temos observado, o Palácio dos Bandeirantes está mais propenso a apoiar o nome de Aloysio Nunes Ferreira (atual chefe da Casa Civil)", diz. Pesa ainda o fato de Machado ter sido o candidato a vice-prefeito da capital paulista na chapa de Alckmin nas últimas eleições municipais.
Que governo de SP que nada. Alckmin vai para o PTB para sair candidato a presidente. Vai dar outra rasteira no PSDB e no Serra. Podem apostar
O Gilmar Dantas continua a emporcalhar a Justiça
“Os juízes devem ter compostura”.
Passar o Natal na casa do advogado de Daniel Dantas, como fez o ministro Gilmar Mendes, é prova de “boa conduta?”
Brasil envia alimentos e remédios para Faixa de Gaza
O Ministério da Saúde vai doar 4.71 toneladas de medicamentos para a Faixa de Gaza. São dez mil envelopes de sais para reidratação oral e 4.36 toneladas de hidroclorotiazida (para hipertensão arterial), dentre outros. Os medicamentos serão enviados pelo governo federal, a partir de uma solicitação da Delegação Especial da Autoridade Nacional Palestina ao Ministério das Relações Exteriores. Também serão enviados alimentos para a região do conflito
(leia a íntegra)
País terá base de dados de pesquisa clínica
O Ministério da Saúde vai disponibilizar para a sociedade e a comunidade científica informações de interesse público sobre o desenvolvimento e resultados dos ensaios clínicos feitos no Brasil. Alguns deles integram pesquisas realizadas em vários países. São os chamados estudos multicêntricos. O Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos (Rebrac) estará pronto até o final de 2009 e ficará sob a coordenação do Departamento de Ciência e Tecnologia (Decit) do Ministério da Saúde. Ensaios clínicos são pesquisas em saúde que envolvem seres humanos para testar medicamentos, exames e equipamentos diagnósticos ou protocolos terapêuticos
(leia a íntegra)
Governo aprofunda ações culturais em 2009
O governo federal realizará este ano uma mobilização ampla por mudança da Lei Rouanet e do Direito Autoral, ações do Mais Cultura, discussão sobre Plano Nacional de Cultura (PNC) e criação do Fundo Setorial do Audiovisual, dentre outras
(leia a íntegra)
Israel ataca Rafah e entra no sul da faixa de Gaza durante a madrugada; 702 palestinos já morreram
Das agências internacionais
Dezenas de tanques israelenses entraram na madrugada desta quinta-feira no sul da faixa de Gaza e seguiam para a cidade de Khan Yunis. Além disso, aviões israelenses atacaram na madrugada desta quinta-feira a cidade de Rafah. Nesta quarta-feira, o número de mortos nos conflitos chegou a 702, desde 27 de dezembro.


Palestinos aproveitaram a primeira trégua para enterrar seus mortos

Os tanques israelenses, apoiados por helicópteros, entraram no território palestino pelo ponto de passagem de Kisufim, por volta da 01H00 local (21h Brasília de quarta-feira) e avançavam em direção a Khan Yunis, revelaram as testemunhas.Paralelamente, aviões israelenses atacaram a cidade de Rafah, também no sul da faixa de Gaza, bombardeando uma casa e um suposto túnel na zona da fronteira com o Egito.
SERRA LOUCO POR IMPOSTOS
Estado cobra IPVA de quem não tem carro
Contribuintes que já venderam carro ou nunca foram proprietários se queixam de cobrança irregular em SPDO "AGORA"


A Secretaria da Fazenda do Estado de São enviou mais de 1,5 milhão de avisos de cobrança para quem tem dívidas do IPVA anteriores a 2006. Só que algumas cobranças foram enviadas para quem nunca teve carro ou para contribuintes que já deram baixa do veículo no Detran.As cobranças foram enviadas por conta do PPD-IPVA (Programa de Parcelamento de Débitos do IPVA), da Secretaria da Fazenda do Estado. Desde dezembro, o governo aceita o parcelamento de débitos, com parcela mínima de R$ 100. A dívida pode ser paga à vista, com desconto de 75% na multa e de 60% nos juros.Mas o programa usa dados da Receita Federal e, por isso, pode haver incompatibilidade com as informações do Detran. Assim, o contribuinte pode ter dado baixa do carro no Detran, mas ainda ser cobrado. Segundo a Fazenda, foram usados os dados da Receita para que os contribuintes fossem achados mais facilmente -no caso de mudança de endereço, por exemplo.Quem nunca teve carro e está sendo cobrado tem a situação mais complicada. É preciso fazer um Boletim de Ocorrência, em qualquer delegacia. O documento deverá ser levado à 1ª Delegacia de Crimes de Trânsito, no prédio do Detran-SP. Depois disso, a polícia vai investigar o caso
Para assinantes
DANIEL DANTAS SIFU......
STJ nega suspender ação penal contra Dantas
“O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou mais um pedido de liminar em habeas-corpus preventivo impetrado pelo empresário Daniel Dantas. No pedido, a defesa do banqueiro pretendia suspender o andamento de uma ação penal e um inquérito policial em tramitação na 6ª Vara Criminal de São Paulo. A decisão, do ministro Arnaldo Esteves Lima, foi proferida no dia 16 de dezembro, mas disponibilizada sistema de acompanhamento processual ontem.
O objetivo da defesa do banqueiro é que seja reconhecida a ilegalidade da busca e apreensão de HDs de computadores no Banco Opportunity, de Daniel Dantas, em operações da Polícia Federal. Esse pedido ainda será julgado pela 5ª Turma.
A defesa de Daniel Dantas alega que os HDs foram apreendidos em local não contemplado no mandado judicial e há risco de indevida violação do sigilo bancário dos clientes do banco, que não estão sob investigação e têm dados nos discos rígidos apreendidos.”Portal Terra
Matéria Completa, ::Aqui::

07 janeiro 2009

Polícia prende quadrilha especializada em grampos ilegais e quebra de sigilo bancário
Folha Online
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira nove pessoas suspeitas de integrarem um esquema de grampos ilegais e quebra de sigilo bancário. Os dados eram vendidos depois. Entre os presos estão detetives, funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Policiais são suspeitos de participarem do esquema --forjariam autorizações judiciais de quebra de sigilo telefônico enviadas para as operadoras de telefonia.


Entre as vítimas da quadrilha estariam pelo menos 100 pessoas, como empresários, casos conjugais e políticos. Nesse último caso está o líder do PSDB na Câmara dos Deputados,
José Aníbal (SP).
De acordo com a polícia, detetives particulares conseguiam quebrar o sigilo bancário e telefônico das pessoas com a ajuda de funcionários de bancos e de operadoras de telefonia. Para conseguir essas informações, os detetives pagavam comissões que variavam de R$ 200 a R$ 2.000.
"O cliente contatava o detetive, que obtinha dados com funcionários de bancos e de operadoras de telefonia para depois revendê-los", disse o delegado Ruy Ferraz Fontes, da divisão de roubo a banco, do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado).
Investigação
Segundo a polícia, as investigações começaram em 2004 com a suspeita de fraude nos ofícios de quebra de sigilo telefônico enviados para as operadoras de telefonia.
"Descobrimos duas grandes redes principalmente formadas por detetives particulares, que comandavam o esquema", disse o delegado.
A Polícia Civil informou que há a suspeita que policiais teriam "forjado" as determinações judiciais enviadas para as operadoras de telefonia. Os policiais suspeitos não foram presos. Eles vão ser investigados pela Corregedoria.
Dirceu diz que Serra ignora Aécio na disputa tucana para a sucessão de 2010
da Folha Online
O ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) criticou nesta quarta-feira o fato de o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), ignorar o seu colega de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na disputa tucana para a sucessão de 2010. Dirceu afirmou que Serra "faz de conta" que Aécio não é candidato.
"Serra faz de conta que o colega [Aécio] não concorre com ele pela legenda para ser candidato a presidente em 2010. Não fala, mas faz, acerta alianças e monta palanques nos Estados no seu velho estilo trator e apoiado na força política e no poder econômico de São Paulo. Vamos ver até onde Aécio resiste e até onde vai Serra", diz o ex-ministro em seu blog.
Enquanto Serra não se manifesta como presidenciável, Aécio disse ontem que pretende iniciar em março
viagens pelo Brasil para discutir com militantes tucanos o programa do partido para a sucessão em 2010. Os custos serão pagos pelo PSDB.
Em seu post, Dirceu ressalta a intenção de Aécio disputar uma prévia com Serra, o que segundo ele "arrepia o tucanato inteiro". "É que a história e a tradição da legenda [PSDB] são de 'engolir prato feito', acatar as decisões baixadas pela cúpula, uma tática, aliás, na qual Serra é mestre", afirma o ex-ministro.
Serra está em viagem oficial nos Estados Unidos e não pôde comentar o assunto.
Serra nos EUA de novo? Fazendo o que lá alguém sabe?
STF mantém ação contra tucano Paulo Renato
O STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou a reclamação apresentada pelo deputado Paulo Renato Souza (PSDB-SP), ex-ministro da Educação no governo Fernando Henrique Cardoso, para suspender uma ação por improbidade administrativa que tramita na Corte contra ele.
A defesa do tucano questionava na reclamação a decisão da 5ª Vara Federal de Brasília, que acatou a ação proposta pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal.
Na ação, os procuradores pediram o ressarcimento por dano causado ao erário pelo fato de Paulo Renato, quando ministro da Educação, ter usado um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para ir até Recife e, de lá, para Fernando de Noronha. O tucano também usou uma aeronave da FAB para se locomover até Salvador e, de lá, para São Paulo.
O ministro-relator, Celso de Mello, determinou o arquivamento da reclamação por entender que, por se tratar de uma ação civil pública por improbidade administrativa, "mostra-se irrelevante, para efeito de definição da competência originária dos tribunais, que se cuide de ocupante de cargo público ou de titular de mandato eletivo ainda no exercício das respectivas funções, pois, em processos dessa natureza, a ação civil deverá ser ajuizada perante magistrado de primeiro grau".

Depósitos crescem e saldo do FGTS bate recorde em 2008
Crescimento do emprego formal no País gera aumento no número de companhias com depósitos no Fundo
Agência Estado
BRASÍLIA - O crescimento do
emprego no País em 2008 gerou um aumento de 5,8% no número de empresas que fizeram depósitos de recursos em nome de seus empregados com contas vinculadas no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2008 - pouco mais de 2,5 milhões. Com isso, de acordo com balanço anual divulgado pela Caixa Econômica Federal, o saldo líquido do FGTS atingiu R$ 6,702 bilhões no ano, batendo recorde histórico.

O resultado é fruto de uma arrecadação de R$ 48,616 bilhões contra um total de saques de R$ 41,914 bilhões. O número de contas vinculadas também cresceu, na ordem de 10,1%, atingindo 29,3 milhões no ano passado contra 26,5 milhões de contas existentes em 2007.

O saldo líquido de 2008 foi 106,1% superior ao registrado em 2007. Também em relação ao ano anterior, a arrecadação bruta do FGTS em 2008 cresceu 16,7% enquanto os saques aumentaram 9,2% no ano passado frente ao ano anterior.
Brics vão impulsionar crescimento por 3 anos, diz criador do termo
Os Brics – Brasil, Rússia, Índia e China - deverão liderar a expansão da demanda econômica global por três anos, diz um artigo publicado nesta terça-feira pelo diário britânico Financial Times assinado por Jim O'Neill, o criador do termo “Brics”.O'Neill, que é chefe do setor de pesquisa econômica global da Goldman Sachs, começa perguntando o quão relevante são os Brics no novo cenário mundial, em que esses países enfrentam seu primeiro grande “choque” externo desta década.“Todos os Brics, por suas próprias razões internas, vão achar o desafio de lidar com uma economia americana enfraquecida mais difícil do que eles esperavam? Ou nós vamos descobrir que não apenas essas nações podem lidar melhor do que acreditam os ocidentais, mas que alguns de seus próprios modelos econômicos vão ser imitados pelos países desenvolvidos para ajudá-los a lidar com o declínio dos sistemas do mercado do setor privado?”, pergunta O'Neill.
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NOBLAT CONTINUA DESPIROCADO
Enviado por Ricardo Noblat -
7.1.2009
3h22m

Gastos só 15,5% do destinado a recuperar estradas
Apesar do aumento crescente no número de acidente se mortes nas rodovias brasileiras, os trabalhos para melhorar as condições das estradas andam a passos lentos.
Reportagem de Leila Suwwan na edição desta quarta-feira em O Globo mostra que o governo gastou apenas 15,5% dos R$ 3,3 bilhões destinados a manter e recuperar as pistas federais em 2008, o que deixou milhares de quilômetros esburacados às vésperas das festas de fim de ano e pode ter contribuído para o desfecho trágico na virada de ano, quando a Polícia Rodoviário Federal contabilizou 435 mortes - uma média de 27 por dia - e 4.795 feridos.
Leia mais em
Governo só gastou 15,5% dos R$ 3,3 bi destinados a manter e recuperar rodovias federais


Enviado por Ricardo Noblat -
7.1.2009
2h19m

Governo só gastou 15,5% do previsto nas pistas federais
Apesar do aumento crescente no número de acidente se mortes nas rodovias brasileiras, os trabalhos para melhorar as condições das estradas andam a passos lentos. Reportagem de Leila Suwwan na edição desta quarta-feira em O GLOBO mostra que o governo gastou apenas 15,5% dos R$ 3,3 bilhões destinados a manter e recuperar as pistas federais em 2008, o que deixou milhares de quilômetros esburacados às vésperas das festas de fim de ano, o que pode ter contribuído para o desfecho trágico na virada de ano, quando a Polícia Rodoviário Federal contabilizou 435 mortes - uma média de 27 por dia - e 4.795 feridos.
O percentual de gasto de 2008 foi pior do que o registrado em 2006 e 2007, quando a execução dos recursos destinados à melhoria das rodovias ficou em 43% e 44%, respectivamente. Leia mais em:
Governo só gastou 15,5% dos R$ 3,3 bi destinados a manter e recuperar rodovias federais

Não caro leitor, você não está com problemas visuais. Você não está enxergando nada duplicado. É isso mesmo que você está vendo. No blog do Noblat duas postagens idênticas em horários diferentes. A ânsia de falar que:
Apesar do aumento crescente no número de acidente se mortes nas rodovias brasileiras, os trabalhos para melhorar as condições das estradas andam a passos lentos. O mote é culpar o governo Lula. Notem que o erro da palavra de está idêntico nas postagens, está se no lugar de de. Se houve um acidente por má conservação das rodovias, e 99 por imprudência, ultrapassagem proibida, excesso de velocidade, embriagues, barbeiragem, alias causas de acidentes sempre relatadas pelas polícias rodoviárias federais e estaduais, não importa a culpa será do governo Lula.
Mas se os acidentes forem nas rodovias estaduais de SP, a culpa sempre é do motorista, mesmo que ele tenha caído em um buraco na pista, ele é que dirigia perigosamente e não desviou do buraco.
Como disse o presidente Lula em entrevista à revista Piauí, que a imprensa lhe faz mal ao fígado. Questionado se lê jornais e sites de notícias, Lula disse que não, porque tem "problemas de azia". Os jornalistas que torcem para o quanto pior melhor, que estão de olho na eleição de 2010, parece que muito lhes interessa a eleição do vampiro Serra, nos dá nojo. O Noblat está cada dia mais despirocado!