
Jucá: Decisão sobre Venezuela no Mercosul não será adiada
Os senadores que assinam o voto de Jucá são: Inácio Arruda (PCdoB), João Pedro (PT), Eduardo Suplicy (PT), Francisco Dorneles (PP), João Ribeiro (PR), Geraldo Mesquita Jr. (PMDB), Pedro Simon (PMDB), Renato Casagrande (PSB) e Antônio Carlos Valadares (PSB).
A CRE é constituída por 19 parlamentares. A matéria depende de uma maioria simples para ser aprovada, ou seja, 50% mais um. O presidente Lula tem encontro marcado com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, nesta quinta-feira, 29. Jucá vai junto.
Ao final de seu voto, o líder governista faz um apelo: "Não aprovando a adesão da Venezuela estaremos convidando um país vizinho - nosso 6º maior cliente no mundo - a procurar outros parceiros", justifica Jucá. "Por todo o exposto votamos pela democracia, pela paz, pela integração latino-americana e, portanto, pela aprovação do projeto", conclui.
Terra Magazine
Marcela Rocha
Relator da matéria, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aceitou rediscutir o texto contrário à entrada da Venezuela no Mercosul se o país se comprometer a respeitar os princípios democráticos do bloco. A votação seria adiada, não fosse a estratégia do líder governista Romero Jucá (PMDB-RR) de reunir 11 assinaturas de senadores favoráveis à entrada do país vizinho.
O líder governista já garantiu o resultado. As 11 assinaturas evitam que as condições levantadas pela oposição barrem a Venezuela e garantem também que a votação não seja adiada novamente. O líder governista pediu vistas quando Jereissati apresentou seu voto contrário.
Tasso trabalha para adiar a votação na Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) com o argumento de que pode mudar o texto em favor do país vizinho. Ante a possibilidade do adiamento, nasceu o esforço de Jucá para arrecadar as assinaturas e garante que "não existe nenhuma possibilidade de a matéria ser adiada mais uma vez".
Jucá fez questão de entregar em mãos seu voto aos membros da oposição e tem reunião marcada com Jereissati. Para o peemedebista, a entrada da Venezuela "atende plenamente aos interesses nacionais do Estado brasileiro".
- Atende aos interesses do Mercosul, em termos de sua revitalização interna e reprojeção no cenário internacional, notadamente em termos energéticos e na vertente amazônica e caribenha; e atende às preocupações existentes com relação aos desenvolvimentos políticos dentro da Venezuela - em matéria de democracia, direitos humanos, paz e estabilidade - defende Jucá em voto que será apresentado nesta quinta-feira, 29.
Relator da matéria, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) aceitou rediscutir o texto contrário à entrada da Venezuela no Mercosul se o país se comprometer a respeitar os princípios democráticos do bloco. A votação seria adiada, não fosse a estratégia do líder governista Romero Jucá (PMDB-RR) de reunir 11 assinaturas de senadores favoráveis à entrada do país vizinho.
O líder governista já garantiu o resultado. As 11 assinaturas evitam que as condições levantadas pela oposição barrem a Venezuela e garantem também que a votação não seja adiada novamente. O líder governista pediu vistas quando Jereissati apresentou seu voto contrário.
Tasso trabalha para adiar a votação na Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE) com o argumento de que pode mudar o texto em favor do país vizinho. Ante a possibilidade do adiamento, nasceu o esforço de Jucá para arrecadar as assinaturas e garante que "não existe nenhuma possibilidade de a matéria ser adiada mais uma vez".
Jucá fez questão de entregar em mãos seu voto aos membros da oposição e tem reunião marcada com Jereissati. Para o peemedebista, a entrada da Venezuela "atende plenamente aos interesses nacionais do Estado brasileiro".
- Atende aos interesses do Mercosul, em termos de sua revitalização interna e reprojeção no cenário internacional, notadamente em termos energéticos e na vertente amazônica e caribenha; e atende às preocupações existentes com relação aos desenvolvimentos políticos dentro da Venezuela - em matéria de democracia, direitos humanos, paz e estabilidade - defende Jucá em voto que será apresentado nesta quinta-feira, 29.
Os senadores que assinam o voto de Jucá são: Inácio Arruda (PCdoB), João Pedro (PT), Eduardo Suplicy (PT), Francisco Dorneles (PP), João Ribeiro (PR), Geraldo Mesquita Jr. (PMDB), Pedro Simon (PMDB), Renato Casagrande (PSB) e Antônio Carlos Valadares (PSB).
A CRE é constituída por 19 parlamentares. A matéria depende de uma maioria simples para ser aprovada, ou seja, 50% mais um. O presidente Lula tem encontro marcado com o presidente venezuelano, Hugo Chávez, nesta quinta-feira, 29. Jucá vai junto.
Ao final de seu voto, o líder governista faz um apelo: "Não aprovando a adesão da Venezuela estaremos convidando um país vizinho - nosso 6º maior cliente no mundo - a procurar outros parceiros", justifica Jucá. "Por todo o exposto votamos pela democracia, pela paz, pela integração latino-americana e, portanto, pela aprovação do projeto", conclui.
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