Militares faltam a depoimento sobre sumiços no Doi-CodiPortal Terra
“Os ex-comandantes do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (Doi-Codi) Carlos Alberto Brilhante Ustra e Audir Santos Maciel não compareceram à Procuradoria de Justiça Militar em São Paulo. Eles seriam ouvidos nas investigações sobre o desaparecimento de 26 pessoas naquela unidade militar do Exército entre 1970 e 1976. Os advogados dos militares alegaram que os coronéis da reserva apresentam problemas de saúde e por essa razão não poderiam estar em São Paulo.
Os defensores informaram, no entanto, que os clientes estão dispostos a auxiliar. Na ocasião, o advogado do coronel Ustra entregou cópia de documentos utilizados pela defesa do militar na ação civil pública que tramita na Justiça Federal e em outra, na qual o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo manteve decisão favorável ao militar, ambas sobre desaparecimentos e mortes no Doi-Codi.
O Ministério Público Militar fará a análise dos documentos apresentados e tentará novamente ouvir os militares, possivelmente nas cidades onde residem. Outras diligências relacionadas ao caso estão também em andamento.
O MPM investiga o envolvimento dos militares no desaparecimento de pelo menos 26 pessoas no período em que comandaram o Doi-Codi. O procedimento foi retomado após a manifestação do Procurador-Geral da República no processo de extradição do major Manuel Cordero Piacentini, pedido pela Argentina. Em seu parecer, o PGR afirmou que o crime de sequestro é equivalente ao tipo penal do desaparecimento forçado.
Com base nessa argumentação, o MPF encaminhou pedido ao MPM para que os militares sejam investigados.”
Tão valentes em torturar presos políticos, tão cheios de si, tão machos em praticar estupros de presas políticas, em ameaçar famílias. Agora em plena democracia, na hora de prestar contas de suas atrocidades, dos crimes cometidos, covardes como ratos