Greenhalgh diz que sua derrota à presidência da Câmara em 2005 prova inexistência do mensalão
Folha Online
O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) negou nesta quarta-feira a existência do mensalão --suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada. Em depoimento à Justiça Federal de São Paulo, ele disse que uma das provas de que o esquema não existiu é o fato de ele não ter sido eleito presidente da Câmara em 2005.
"Não existiu o mensalão, eu tenho certeza disso. Não houve nenhum tipo de iniciativa de recebimento de valores de pagamento. Pra provar a demonstração disso é a minha não eleição à presidência da Câmara. Se tivesse mensalão, talvez o resultado [da eleição] fosse outro", afirmou Greenhalgh, que prestou depoimento como testemunha de defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos réus do mensalão.
Em 2005, o PT teve dois candidatos à presidência da Câmara: Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Virgílio Guimarães (MG). Mas quem venceu a disputa foi Severino Cavalcanti (PP-PE).
O ex-deputado disse que, durante o depoimento, foi questionado principalmente sobre a tramitação das reformas da Previdência e tributária porque, na época, era presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
"Foi perguntado se eu, na presidência da CCJ, tinha visto, sentido ou recebido informação de que algum deputado teria votado em troca de apoio de dinheiro. Eu disse que de jeito nenhum. Não [houve nenhuma percepção]", disse.
Segundo o ex-deputado, houve intensa discussão e no dia da votação da admissibilidade dos projetos na CCJ teve deputado da oposição que votou a favor e do governo que votou contra.
"Foi um processo absolutamente normal. Não houve nenhum indício [de corrupção]. As sessões eram televisionadas e transmitidas em tempo real. Eu acho muito impossível que tenha tido esse tipo de coisa [corrupção]", disse.
Greenhalgh prestou depoimento ao juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal de São Paulo. Catapani e a juíza titular da 2ª Vara Criminal, Silvia Maria Rocha, foram designados pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no STF, para ouvir os depoimentos dos réus em São Paulo.
Ao todo, eles devem ouvir o depoimento de 96 testemunhas em São Paulo. As audiências terminam nesta sexta-feira (5). Amanhã, estão previstos os depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Eles são testemunhas de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.
Defesa
O advogado de Delúbio Soares, Celso Vilardi, acompanhou o depoimento de Greenhalgh e explicou que a estratégia da defesa é comprovar que não existiu o mensalão. "A defesa, no nosso ponto de vista, está comprovando que não houve corrupção", afirmou.
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O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT) negou nesta quarta-feira a existência do mensalão --suposto esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada. Em depoimento à Justiça Federal de São Paulo, ele disse que uma das provas de que o esquema não existiu é o fato de ele não ter sido eleito presidente da Câmara em 2005.
"Não existiu o mensalão, eu tenho certeza disso. Não houve nenhum tipo de iniciativa de recebimento de valores de pagamento. Pra provar a demonstração disso é a minha não eleição à presidência da Câmara. Se tivesse mensalão, talvez o resultado [da eleição] fosse outro", afirmou Greenhalgh, que prestou depoimento como testemunha de defesa do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, um dos réus do mensalão.
Em 2005, o PT teve dois candidatos à presidência da Câmara: Luiz Eduardo Greenhalgh (SP) e Virgílio Guimarães (MG). Mas quem venceu a disputa foi Severino Cavalcanti (PP-PE).
O ex-deputado disse que, durante o depoimento, foi questionado principalmente sobre a tramitação das reformas da Previdência e tributária porque, na época, era presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
"Foi perguntado se eu, na presidência da CCJ, tinha visto, sentido ou recebido informação de que algum deputado teria votado em troca de apoio de dinheiro. Eu disse que de jeito nenhum. Não [houve nenhuma percepção]", disse.
Segundo o ex-deputado, houve intensa discussão e no dia da votação da admissibilidade dos projetos na CCJ teve deputado da oposição que votou a favor e do governo que votou contra.
"Foi um processo absolutamente normal. Não houve nenhum indício [de corrupção]. As sessões eram televisionadas e transmitidas em tempo real. Eu acho muito impossível que tenha tido esse tipo de coisa [corrupção]", disse.
Greenhalgh prestou depoimento ao juiz substituto Márcio Ferro Catapani, da 2ª Vara Criminal de São Paulo. Catapani e a juíza titular da 2ª Vara Criminal, Silvia Maria Rocha, foram designados pelo ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no STF, para ouvir os depoimentos dos réus em São Paulo.
Ao todo, eles devem ouvir o depoimento de 96 testemunhas em São Paulo. As audiências terminam nesta sexta-feira (5). Amanhã, estão previstos os depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB). Eles são testemunhas de defesa do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), autor das denúncias do mensalão.
Defesa
O advogado de Delúbio Soares, Celso Vilardi, acompanhou o depoimento de Greenhalgh e explicou que a estratégia da defesa é comprovar que não existiu o mensalão. "A defesa, no nosso ponto de vista, está comprovando que não houve corrupção", afirmou.