20 maio 2009

Rio Grande do Sul: Governo tucano tenta soterrar CPI
“Governo pressionou prefeitos do partido no interior; para chefe da Casa Civil, investigação é assunto encerradoElder Ogliari, O Estado de São PauloApós sofrer pressões do governo gaúcho, a bancada do PDT na Assembleia do Rio Grande do Sul se dividiu ontem e não oferecerá apoio em bloco à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na gestão Yeda Crusius (PSDB).Como apenas metade dos deputados do PDT vai aderir, o requerimento de CPI fica inviabilizado, porque tem 15 assinaturas - nove do PT, uma do PC do B, duas do PSB e três do PDT - das 19 necessárias para a aprovação. O DEM promete oferecer a 18ª e a 19ª, desde que apareçam a 16ª e a 17ª, que os proponentes não têm onde buscar, pelo menos na conjuntura atual.A reviravolta foi comemorada no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, que se via acossado por uma série de suspeitas desde que a revista Veja divulgou, na semana passada, reportagem indicando que doações para o caixa dois da campanha eleitoral de 2006 teriam sido usadas pela governadora para quitar parte de um imóvel. A revista se baseou em uma entrevista com a empresária Magda Koenigkan e gravações de conversas entre o empresário Lair Ferst e o ex-representante do Estado em Brasília, Marcelo Cavalcante, morto em fevereiro.”