MAIS LAMBANÇAS NO SENADO Quem assistiu o Jornal das Dez ontem 04/05, ouviu a notícia de mais uma lambança no Senado. Lambança envolvendo o Efraim de Morais do DEM, e o Romeu Tuma ex DEM, atual PTB. Segundo a jornalista Cristiana Lôbo , foi pedido até o afastamento do Romeu Tuma da corregedoria da casa. Hoje nenhum jornalão de SP trás a noticia, apenas o Correio Braziliense trás a matéria, mas não cita o suposto envolvimento do Tuma, citado pelo Jornal das Dez. O Senado na figura do Heráclito Fortes do DEM, não quer nem pensar em uma investigação feita pela PF, porque será?
Correio Braziliense
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Uma investigação interna do Senado coloca ainda mais sob suspeita os contratos terceirizados fechados na gestão de Agaciel Maia na Diretoria-Geral e Efraim Morais (DEM-PB) na Primeira-Secretaria. A sindicância criada pelo atual primeiro-secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), entregou ontem quatro relatórios referentes a contratos que somam R$ 13 milhões. O Correio teve acesso a essas informações.
Os auditores recomendam a redução dos valores, a não prorrogação dos serviços, apontam a falta de justificativa para as contratações e revelam indícios de que o Senado pode ter desperdiçado milhões de reais. Os primeiros alvos foram os contratos com as empresas Aval, Fiança, Delta Engenharia e Ágil.
A auditoria foi entregue em meio às recentes denúncias do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi sobre um esquema de corrupção envolvendo Agaciel, empresas terceirizadas e a Primeira-Secretaria. O principal levantamento diz respeito a um contrato assinado por Efraim em 2006 de R$ 2,3 milhões por ano com a empresa Aval para limpeza da Secretária de Informática (Prodasen) e do Interlegis. O valor pago anualmente pode ser reduzido em 57%, segundo os auditores.
O preço cairia, de acordo com estimativa deles, para R$ 996 mil. Ou seja, em três anos, R$ 3,9 milhões podem ter saído dos cofres do Senado sem necessidade. E mais: o relatório sugere a redução pela metade do quadro de contratados: de 95 para 46. O argumento é o de que há excesso de terceirizados por metro quadrado. Foram detectados ainda salários acima do estabelecido pelo acordo coletivo da categoria.
Esse contrato foi prorrogado em julho do ano passado por Efraim por 12 meses. A comissão sugere a Heráclito uma nova licitação ou a unificação de todos os contratos de limpeza numa outra concorrência. Quem assina o aditivo pela Aval até 25 de julho, como diretor comercial, é José Carvalho de Araújo, dono da Ipanema Serviços Gerais Ltda.
Em 2006, Araújo foi preso na Operação Mão-de-Obra da Polícia Federal que desmontou um esquema de fraudes em licitações no Senado e na Esplanada. No ano passado, o Correio revelou detalhes da investigação em que Araújo cita Efraim em conversas telefônicas. O lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado de negociar as licitações com as empresas, foi flagrado pela PF cumprindo expediente na sala do senador, possuindo até mesmo a chave do seu gabinete.
Os auditores recomendam a redução dos valores, a não prorrogação dos serviços, apontam a falta de justificativa para as contratações e revelam indícios de que o Senado pode ter desperdiçado milhões de reais. Os primeiros alvos foram os contratos com as empresas Aval, Fiança, Delta Engenharia e Ágil.
A auditoria foi entregue em meio às recentes denúncias do ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi sobre um esquema de corrupção envolvendo Agaciel, empresas terceirizadas e a Primeira-Secretaria. O principal levantamento diz respeito a um contrato assinado por Efraim em 2006 de R$ 2,3 milhões por ano com a empresa Aval para limpeza da Secretária de Informática (Prodasen) e do Interlegis. O valor pago anualmente pode ser reduzido em 57%, segundo os auditores.
O preço cairia, de acordo com estimativa deles, para R$ 996 mil. Ou seja, em três anos, R$ 3,9 milhões podem ter saído dos cofres do Senado sem necessidade. E mais: o relatório sugere a redução pela metade do quadro de contratados: de 95 para 46. O argumento é o de que há excesso de terceirizados por metro quadrado. Foram detectados ainda salários acima do estabelecido pelo acordo coletivo da categoria.
Esse contrato foi prorrogado em julho do ano passado por Efraim por 12 meses. A comissão sugere a Heráclito uma nova licitação ou a unificação de todos os contratos de limpeza numa outra concorrência. Quem assina o aditivo pela Aval até 25 de julho, como diretor comercial, é José Carvalho de Araújo, dono da Ipanema Serviços Gerais Ltda.
Em 2006, Araújo foi preso na Operação Mão-de-Obra da Polícia Federal que desmontou um esquema de fraudes em licitações no Senado e na Esplanada. No ano passado, o Correio revelou detalhes da investigação em que Araújo cita Efraim em conversas telefônicas. O lobista Eduardo Bonifácio Ferreira, acusado de negociar as licitações com as empresas, foi flagrado pela PF cumprindo expediente na sala do senador, possuindo até mesmo a chave do seu gabinete.