05 maio 2009

Golpe sujo
Comitê Rio 2016 levanta suspeita de espionagem

RIO - A suspeita de uma estratégia de espionagem por parte da cidade "rival" Madri fez com que o comitê da candidatura do Rio para os Jogos de 2016 partisse para o ataque: cassou a credencial do jornalista Simon Walsh, que se apresentara como correspondente da agência espanhola EFE durante a visita da comissão de avaliação do COI ao Rio - mas que, na verdade, estaria a serviço da candidatura de Madri. O secretário-geral do Comitê Rio 2016, Carlos Roberto Osório, estuda agora se leva a denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI). Madri nega que tenha enviado um espião.
O comitê Rio 2016 afirma ter checado com a própria agência EFE, que negou ter Walsh no seu quadro de colaboradores. Outro agravante: o comitê está de posse de um press release sobre a candidatura oficial de Madri assinado pelo jornalista e que traz ainda seus telefones.
Segundo a assessoria de imprensa do Comitê Rio 2016, Walsh chegou a participar de eventos junto com os outros jornalistas credenciados durante a visita do COI e não teve acesso a qualquer informação privilegiada. Ainda de acordo com a assessoria, é normal os países concorrentes enviarem observadores aos eventos dos concorrentes. O problema foi o jornalista ter mentido para obter a credencial. O Comitê Rio 2016 afirma ter informado ao COI sobre a cassação da credencial. O órgão teria concordado com a medida.
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