Eles estão se lixando
O Congresso Nacional tem como lema ser “a casa do povo". Quando se elege, o parlamentar se compromete com seus eleitores, com o povo, a fazer leis em beneficio do povo. Não é a isso que estamos assistindo, não é isso que está sendo noticiado, "vazado", na imprensa, escrita, falada, nos blogs. Muitos acham que isso está acontecendo só neste momento, com esses parlamentares. Não é verdade, isso ocorre há séculos. Com uma diferença: hoje, com a internet, qualquer cidadão pode ter acesso à vida política dos parlamentares em tempo real. O mesmo acontece com as transmissões ao vivo e a cores das TVs, Senado, Câmara. Justiça, da presidência. Diante de tantos escândalos no Congresso, da farra das passagens aéreas, da farra com terceirizados, do nepotismo, dos funcionários fantasmas, da farra das compras de carros luxuosos, da farra da grana para moradia para quem tem casa própria, e mesmo assim recebe o auxilio - moradia. Da farra com as construtoras, empreiteiras, como a Camargo Correia, Alstom, de deputado com castelo avaliado em milhões, de notas frias, surge a cortina de fumaça. A discussão apresentada como urgente da tão falada "reforma política". O deputado Sérgio Moraes, ao defender o dono do castelo e seus desvios do dinheiro público disse para o Brasil todo ouvir, que "estou me lixando para a opinião pública". Traduzindo, quero que o povo se exploda. Ele pelo menos foi honesto na sua fala, porque é isso mesmo o que pensa, mas não fala, a maioria dos parlamentares. Apesar da opinião do povo brasileiro sobre o presidente Lula – de que é o melhor presidente que o Brasil já teve –, o senador Virgílio e o deputado Magalhães Neto, da tribuna da casa do povo, ameaçaram dar uma surra no presidente, agindo como o deputado Sergio Moraes: se "lixando para a opinião do povo." Diante desse quadro dantesco do Congresso Nacional, eles querem criar a nova modalidade para manter os caciques dos partidos eternamente no poder. Na tal lista fechada para as eleições, cada partido faz uma lista de candidatos e o eleitor vota no partido e não mais no candidato: vai eleger os mesmos que estão aí, não vão ocorrer renovações e nem o eleitor vai votar em quem ele quer que o represente ou, se o nome do seu candidato estiver na lista do partido, vai eleger também um traste que ele queria ver banido da vida política. Ou eles pensam que somos idiotas e não sabemos que por trás disso está a manutenção do poder dos mesmos, que estão com medo de não serem mais eleitos depois de tanta gatunagem, maracutaias e escândalo envolvendo os seus nomes? A reforma que o Congresso teria que fazer, mas não faz, consiste em acabar com as mordomias dos parlamentares, acabar com o famigerado fórum privilegiado, acabar com a farra do excesso de assessores, verdadeiros aspones, obrigar os parlamentares a trabalharem de segunda a sexta, como qualquer trabalhador no país, um índice de reajuste salarial como todas as categorias de trabalhadores, com data marcada e um percentual definido. Não pode ficar a cargo dos próprios parlamentares investigar e punir os escândalos dos parlamentares, as maracutaias, as roubalheiras. Tem que ser feito pelo Ministério Público, pela PF, pelos Tribunais de Justiça. O povo, esse para quem os parlamentares estão se lixando, tem que cobrar dos parlamentares todas as promessas que fizeram para se eleger, todas as propostas que fizeram para melhorar a vida das pessoas e do país, e não apenas melhorar a própria vida, a vida de seus familiares, e de seus cupinchas.
O Congresso Nacional tem como lema ser “a casa do povo". Quando se elege, o parlamentar se compromete com seus eleitores, com o povo, a fazer leis em beneficio do povo. Não é a isso que estamos assistindo, não é isso que está sendo noticiado, "vazado", na imprensa, escrita, falada, nos blogs. Muitos acham que isso está acontecendo só neste momento, com esses parlamentares. Não é verdade, isso ocorre há séculos. Com uma diferença: hoje, com a internet, qualquer cidadão pode ter acesso à vida política dos parlamentares em tempo real. O mesmo acontece com as transmissões ao vivo e a cores das TVs, Senado, Câmara. Justiça, da presidência. Diante de tantos escândalos no Congresso, da farra das passagens aéreas, da farra com terceirizados, do nepotismo, dos funcionários fantasmas, da farra das compras de carros luxuosos, da farra da grana para moradia para quem tem casa própria, e mesmo assim recebe o auxilio - moradia. Da farra com as construtoras, empreiteiras, como a Camargo Correia, Alstom, de deputado com castelo avaliado em milhões, de notas frias, surge a cortina de fumaça. A discussão apresentada como urgente da tão falada "reforma política". O deputado Sérgio Moraes, ao defender o dono do castelo e seus desvios do dinheiro público disse para o Brasil todo ouvir, que "estou me lixando para a opinião pública". Traduzindo, quero que o povo se exploda. Ele pelo menos foi honesto na sua fala, porque é isso mesmo o que pensa, mas não fala, a maioria dos parlamentares. Apesar da opinião do povo brasileiro sobre o presidente Lula – de que é o melhor presidente que o Brasil já teve –, o senador Virgílio e o deputado Magalhães Neto, da tribuna da casa do povo, ameaçaram dar uma surra no presidente, agindo como o deputado Sergio Moraes: se "lixando para a opinião do povo." Diante desse quadro dantesco do Congresso Nacional, eles querem criar a nova modalidade para manter os caciques dos partidos eternamente no poder. Na tal lista fechada para as eleições, cada partido faz uma lista de candidatos e o eleitor vota no partido e não mais no candidato: vai eleger os mesmos que estão aí, não vão ocorrer renovações e nem o eleitor vai votar em quem ele quer que o represente ou, se o nome do seu candidato estiver na lista do partido, vai eleger também um traste que ele queria ver banido da vida política. Ou eles pensam que somos idiotas e não sabemos que por trás disso está a manutenção do poder dos mesmos, que estão com medo de não serem mais eleitos depois de tanta gatunagem, maracutaias e escândalo envolvendo os seus nomes? A reforma que o Congresso teria que fazer, mas não faz, consiste em acabar com as mordomias dos parlamentares, acabar com o famigerado fórum privilegiado, acabar com a farra do excesso de assessores, verdadeiros aspones, obrigar os parlamentares a trabalharem de segunda a sexta, como qualquer trabalhador no país, um índice de reajuste salarial como todas as categorias de trabalhadores, com data marcada e um percentual definido. Não pode ficar a cargo dos próprios parlamentares investigar e punir os escândalos dos parlamentares, as maracutaias, as roubalheiras. Tem que ser feito pelo Ministério Público, pela PF, pelos Tribunais de Justiça. O povo, esse para quem os parlamentares estão se lixando, tem que cobrar dos parlamentares todas as promessas que fizeram para se eleger, todas as propostas que fizeram para melhorar a vida das pessoas e do país, e não apenas melhorar a própria vida, a vida de seus familiares, e de seus cupinchas.
Jussara Seixas