14 maio 2009

Centenas de manifestantes pedem saída de Yeda no RS
Governadora é suspeita de montar um esquema de caixa 2 e desvio de recursos na campanha de 2006
Agencia Estado
PORTO ALEGRE - Centenas de professores, sindicalistas e estudantes participaram nesta quinta-feira, 14, de uma manifestação pelo impeachment da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), em Porto Alegre. Sob chuva, o grupo saiu do Parque da Harmonia e percorreu algumas ruas centrais da cidade até a Praça Marechal Deodoro, em torno da qual estão a Assembleia Legislativa, a sede do governo, a catedral e prédios da Justiça. A governadora é suspeita de montar um esquema de caixa 2 e desvio de recursos na campanha de 2006.
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Diante da antiga sede do Ministério Público (MP), os manifestantes pediram a reabertura de uma investigação que concluiu que não houve irregularidades na aquisição da casa da governadora. Perto do Palácio Piratini, eles defenderam a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar denúncias de irregularidades na campanha política de 2006 e na gestão de Yeda Crusius. "O afastamento da governadora é uma exigência até mesmo para que a apuração das denúncias seja feita sem a interferência do Piratini", afirmou a presidente do Sindicato dos Professores, Rejane de Oliveira. A manifestação terminou no início da tarde, sem incidentes.
RS: CUT e CMS exigem impeachment do Governo Yeda/Feijó
"Não cansaremos de protestar contra a corrupção instalada no Estado do Rio Grande do Sul através do governo tucano. Exigimos imediatamente a renúncia da governadora Yeda, porque não podemos mais admitir um governo ligado a tantos escândalos de corrupção que envergonham a sociedade gaúcha. Lamentavelmente, os veículos de comunicação nacionais e internacionais destacam os escândalos da governadora do nosso Rio Grande".Além disso, o dirigente cutista ressaltou a necessidade de pressionar o parlamento gaúcho, exigindo a solicitação do impeachment da governadora por parte da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul.Participaram do ato trabalhadores, professores, servidores públicos, estudantes, centrais sindicais e partidos políticos.
CUT