RS Urgente: JN não fala de escândalo, e ganha anúncio
O RS Urgente, blog de Marco Weissheimer, traz mais informações sobre a crise que pode desintegrar o já combalido governo do PSDB no Rio Grande do Sul.Leia as últimas novidades sobre o escândalo tucano. Novidades que a Globo e a Veja não mostram.
O RS Urgente, blog de Marco Weissheimer, traz mais informações sobre a crise que pode desintegrar o já combalido governo do PSDB no Rio Grande do Sul.Leia as últimas novidades sobre o escândalo tucano. Novidades que a Globo e a Veja não mostram.
Nas conversas, hoje, envolvendo as denúncias do ex-ouvidor Adão Paiani sobre a prática de escutas telefônicas ilegais e chantagem política um nome foi citado com freqüência: o do chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied (à esquerda na foto, durante uma audiência com o ex-deputado Elmar Schneider, vulgo Schneidinha). Ele seria um dos assessores de Yeda que teria entrado em rota de colisão com o ouvidor.
O Jornal Nacional, da Rede Globo, não deu uma linha sobre as denúncias de espionagem ilegal no governo tucano do RS. Em compensação, exibiu, em um de seus intervalos, um comercial do governo Yeda exaltando as realizações na área da...segurançaMarco Aurélio WeissheimerO RS Urgente
http://www.rsurgente.net/ também reproduz reportagem do correspondente da "Folha", em Porto Alegre, com mais detalhes:Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani -que é filiado ao PSDB- disse que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral. O CD, de acordo com Paiani, contém as gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro.A Folha apurou que o assessor grampeado ilegalmente é o chefe de gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied. Os telefonemas grampeados foram trocados entre Lied e seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (RS) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos. Numa conversa, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, após a eleição, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade, em suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou. "Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino", disse Paiani, sem relevar os nomes dos grampeados.Lendo tudo isso, volto a perguntar: imagine se um fato assim ocorresse num governo do PT?Já teria ido pra capa de "Veja", teria virado manchete do JN.Os barões da mídia não estão nem aí pra Yeda - considerada um caso perdido. Mas, há um detalhe: Yeda é aliada de Serra. E, a essa altura, nada que incomode Serra vai ganhar destaque. O clima nas redações é de terror: jornalistas que tentam se opor à máquina serrista são triturados.Mas, aqui na internet a guerrilha informativa funciona. Não sei se temos força pra equilibrar o jogo. Mas, pelo menos, vamos incomodar. Isso vamos.
Recebi por e-mail da amiga Nancy Soares