Planalto nega contato entre Lula e cubano
Boxeador que fugiu no Pan diz na TV que presidente lhe ofereceu refúgio, mas preferiu voltar a seu país
Auxiliares diretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva negaram ontem que ele tenha falado com os pugilistas cubanos Erislandy Lara e Guillermo Rigondeaux e oferecido ajuda para que não voltassem a seu país. Eles foram deportados do Brasil após fugir da delegação cubana durante os Jogos Panamericanos do Rio, em 2007. Em entrevista ao programa Esporte Espetacular, exibida ontem pela TV Globo, Lara afirmou ter tido contato direto com Lula quando estava no País, versão qualificada como "fantasiosa" pelo Palácio do Planalto. O boxeador ressaltou ter retornado a seu País por vontade própria - nesse caso, a versão coincide com o que o governo vem afirmando desde 2007. "Ele (Lula) perguntou se eu queria ficar no Brasil e eu disse que não. Disse que queria voltar a Cuba", contou o atleta. O Planalto respondeu que, na época, a questão foi tratada pelo Ministério da Justiça e pela Polícia Federal, sem envolvimento do presidente.Em reportagem publicada pelo Estado ontem, o pugilista contou ainda que seu desinteresse em permanecer no Brasil estava relacionado à suposta impossibilidade de viajar depois para a Alemanha, seu verdadeiro objetivo após a fuga do Pan.O país europeu é sede da empresa Arena Box, a qual Cuba acusa de ter "roubado" pelo menos cinco de seus atletas. Representantes da Arena Box já haviam contratado os pugilistas e, segundo Lara, tentavam levá-los embora do País.