06 março 2009


Luciana Genro: Aníbal diz uma coisa e faz outra
A deputada Luciana Genro (PSOL-RS) fez denúncias no plenário da Câmara contra a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB). O deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), líder do partido na Casa, sai em defesa de Yeda e pede a cassação da deputada gaúcha por falta de decoro parlamentar.
Leia também
:
» Para Jose Aníbal, deputada do PSOL quebrou decoro


Em entrevista a Terra Magazine, Luciana se defende das acusações feitas por Aníbal, que entrou com uma representação contra a deputada nesta quarta-feira.
- Uma coisa é o que ele diz para a imprensa e outra é o que ele escreve na representação contra mim. Lá, ele diz que tenho que ser cassada porque quebrei sigilo das investigações no Ministério Público Federal. Ele não entra nem no mérito de existir provas ou não, me acusa por quebra de sigilo e não de decoro.
Luciana explica o porquê das acusações à governadora: Yeda Crusius foi objeto de uma CPI que detectou fraudes no Detran. Não houve conclusões finais, mas, segundo conta a deputada do PSOL, a CPI se desmembrou em novas investigações.
"Nós recebemos documentos que incriminam o marido da governadora, ela e secretários de recebimento de propina e caixa dois para a campanha", revela Luciana. Por conta desses documentos continuaram a fazer investigações em silêncio até a morte de Marcelo Cavalcanti, que, como explica Luciana, "era uma testemunha chave do processo".
Cavalcanti morreu às vésperas do seu depoimento e, embora cogitem suicídio, Luciana Genro faz questão de enfatizar a importância do depoimento dele: "Ele incriminaria várias pessoas ligadas à governadora, inclusive ela. Era um dos depoimentos que faltavam nesse processo".
A partir da morte de Marcelo, Luciana passou a fazer as denúncias à governadora em público e em plenárias porque "é um tema de interesse público e acredito que a sociedade precisa ser envolvida".
Terra Magazine