
ELES DEVERIAM PEDIR PERDÃO
Procuradoria acusa sete por morte durante ditadura
A morte de Fiel Filho, aos 49, foi um marco no histórico de violência da ditadura
O MP quer que agentes da repressão restituam União por tortura, morte de Manoel Fiel Filho morto em 1976 nas dependências do (DOI-Codi), órgão do antigo II Exército
O ministro Paulo Vanucci insiste na abertura dos documentos da ditadura, insiste em localizar ossadas no Araguaia dos mortos desaparecidos.
Com essas notícias de ações judiciais contra o Exército na era dos anos de chumbo, tem editorial de dono de jornal, (Folha de São Paulo) falando em ditabranda, e tem general do Exército prestes a se aposentar criticando o ministro da Defesa, criticando o governo Lula, criando uma celeuma, para ver se tapa o sol com peneira. Isso é praxe, toda vez que o Exército é responsabilizado por mortes e torturas no anos de chumbo, eles usam desse artifício. Para essa casta de generais que estiveram ativos nos anos de chumbo, tortura, barbáries, atrocidades cometidas, mortes, é algo tido como muito normal. Eles estavam combatendo o inimigo, pessoas que como eu, desejavam democracia, liberdade, liberdade de expressão, justiça social, redistribuição de renda, diminuição da miséria e da fome.
Pessoas que desejavam que o Brasil fosse um país próspero, soberano e livre. Tem uns alucinados remanescentes dos anos de chumbo, que está enviando e-mail e colocando nos comentários, o livro que escreveu o torturador Brilhante Ustra, quantas pessoas já leram, blá, blá. Eu conheci o Dr. Tibiriçá, nome de guerra do Brilhante Ustra, eu vi ninguém me contou as barbaridades, as atrocidades cometidas nas sessões de tortura que ele fez com o namorado da minha cunhada, estudante de história da USP, na época com 20 anos. Esses generais do Exército ao invés dessa celeuma, deveriam vir a público e pedir perdão ao povo brasileiro pelo horror que eles causaram ao país nos malditos anos de chumbo. Mas eles não fazem isso, foram e continuam sendo pessoas indignas, como eles não tem dignidade, honra, caráter, não vão pedir perdão.
Procuradoria acusa sete por morte durante ditadura
O Ministério Público Federal em São Paulo ajuizou ontem ação civil pública para que a Justiça declare a responsabilidade de agentes públicos, da União e do governo do Estado de São Paulo pelo assassinato, sob tortura, em 17 de janeiro de 1976, do metalúrgico Manoel Fiel Filho numa cela do DOI-Codi --unidade do Exército criada pela ditadura (1964-1985) para prender, interrogar e torturar presos políticos.
A morte de Fiel Filho, aos 49, foi um marco no histórico de violência da ditadura
O MP quer que agentes da repressão restituam União por tortura, morte de Manoel Fiel Filho morto em 1976 nas dependências do (DOI-Codi), órgão do antigo II Exército
O ministro Paulo Vanucci insiste na abertura dos documentos da ditadura, insiste em localizar ossadas no Araguaia dos mortos desaparecidos.
Com essas notícias de ações judiciais contra o Exército na era dos anos de chumbo, tem editorial de dono de jornal, (Folha de São Paulo) falando em ditabranda, e tem general do Exército prestes a se aposentar criticando o ministro da Defesa, criticando o governo Lula, criando uma celeuma, para ver se tapa o sol com peneira. Isso é praxe, toda vez que o Exército é responsabilizado por mortes e torturas no anos de chumbo, eles usam desse artifício. Para essa casta de generais que estiveram ativos nos anos de chumbo, tortura, barbáries, atrocidades cometidas, mortes, é algo tido como muito normal. Eles estavam combatendo o inimigo, pessoas que como eu, desejavam democracia, liberdade, liberdade de expressão, justiça social, redistribuição de renda, diminuição da miséria e da fome.
Pessoas que desejavam que o Brasil fosse um país próspero, soberano e livre. Tem uns alucinados remanescentes dos anos de chumbo, que está enviando e-mail e colocando nos comentários, o livro que escreveu o torturador Brilhante Ustra, quantas pessoas já leram, blá, blá. Eu conheci o Dr. Tibiriçá, nome de guerra do Brilhante Ustra, eu vi ninguém me contou as barbaridades, as atrocidades cometidas nas sessões de tortura que ele fez com o namorado da minha cunhada, estudante de história da USP, na época com 20 anos. Esses generais do Exército ao invés dessa celeuma, deveriam vir a público e pedir perdão ao povo brasileiro pelo horror que eles causaram ao país nos malditos anos de chumbo. Mas eles não fazem isso, foram e continuam sendo pessoas indignas, como eles não tem dignidade, honra, caráter, não vão pedir perdão.
Jussara Seixas