16 fevereiro 2009

O presidente do Wal-Mart Brasil, Héctor Núñez, que prevê crescimento da rede no Brasil muito acima de 2% e novas contratações


Wal-Mart não vê crise no país e contrata
Presidente de gigante varejista no país diz que rede existe "para momentos como este" e que Brasil vive só turbulênciaNuñez prevê que consumo dobre no país de 5 a 10 anos e diz que empresa vai contratar mais funcionários e crescer neste ano
Eduardo Knapp/Folha Imagem
O presidente do Wal-Mart Brasil, Héctor Núñez, que prevê crescimento da rede no Brasil muito acima de 2% e novas contratações Héctor Núñez, presidente do Wal-Mart Brasil, é categórico: o Brasil não vive uma crise."Quem está em crise é o mundo", diz Núñez, de origem cubana. "O Brasil enfrenta apenas mais um momento turbulento."Sem sentir redução nas vendas em nenhum mês do ano passado e com janeiro e fevereiro superando as metas, o Wal-Mart manteve investimentos, que serão direcionados principalmente para o público de menor poder aquisitivo. Núñez espera que o consumo dobre no Brasil nos próximos cinco anos, como afirma na entrevista a seguir.

FOLHA - Como foram os últimos meses do Wal-Mart no Brasil?
HÉCTOR NÚÑEZ - Antes de mais nada, é preciso ressaltar que quem está em crise é o mundo. O Brasil vive apenas um momento turbulento, e isso é um fato, mostrado pelo consumo. Eventualmente, o consumo de alguns bens duráveis de alto valor pode estar sofrendo. Mas, os últimos meses para nós têm sido acima das expectativas do que tínhamos planejado em 2007 para 2008. O Wal-Mart foi concebido para momentos como este. Todo o varejo nos Estados Unidos tem tido declínio ao longo dos últimos seis, sete meses de duplo dígito. Enquanto isso, o Wal-Mart cresce. Nossa proposta é vender por menos, para as pessoas viverem melhor e elas reconhecem isso.
FOLHA - Dá para investir mesmo sem saber se o consumidor terá emprego e capacidade de pagar?
NÚÑEZ - Sem dúvida. O salário mínimo está aumentando, o Bolsa Família no Nordeste está ganhando velocidade, o consumo per capita no país é mais baixo que em outros países grandes e o nível de acesso a crédito é o menor do mundo. Este é um momento turbulento, mas é apenas um momento. Uma hora ele acaba e, depois disso, vamos continuar.
A oposição hoje vai acordar com um péssimo humor. As notícias são muito ruim para eles. O Brasil não vai quebrar, há uma confiança dos empresários nas ações do governo Lula, o SIM de Chávez vence na Venezuela, articulista da Folha chama Serra de E.T. de Varginha. Hoje eles enfiam o dedo no nariz e rasgam.