Eurodeputado expulso da Venezuela pega voo para SP
Segundo o Ministério, o objetivo era "preservar assim o clima de paz e garantir o desenvolvimento normal do processo eleitoral"
EFE
CARACAS - O eurodeputado espanhol Luis Herrero, expulso neste sábado pelo Governo da Venezuela, partiu em um voo com destino à cidade de São Paulo, informaram fontes da delegação do Partido Popular Europeu.
Membros da delegação foram esta noite ao aeroporto da cidade Maiquetía, a cerca de 30 quilômetros de Caracas, para entregar a Herrero seus pertences. Quando chegaram lá, receberam a confirmação de que o político já tinha embarcado com destino ao Brasil.
Em comunicado, a Chancelaria venezuelana diz que "em cumprimento das instruções do poder eleitoral" decidiu "convidar" o espanhol a abandonar o país.
Segundo o Ministério, o objetivo era "preservar assim o clima de paz e garantir o desenvolvimento normal do processo eleitoral".
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela havia pedido nesta sexta que o Governo expulsasse "imediatamente" do país o eurodeputado, pelas declarações que teria feito contra esse organismo venezuelano.
A presidente do CNE, Tibisay Lucena, fez público o pedido ao Ministério das Relações Exteriores através de um discurso de rádio e televisão transmitido a todo o país.
Lucena disse que as declarações de Herrero foram uma "agressão" contra o CNE e contra a Venezuela. Por isso, pediu "ao Executivo que cumpra" a solicitação de expulsão do eurodeputado.
Herrero estava na Venezuela, junto com outros políticos europeus, convidado pelo opositor Partido Social-Cristão (Copei).
Em declarações dadas à cadeia local "Globovisión", Herrero criticou, entre outras coisas, a decisão do CNE de fixar o fechamento dos centros de votação às 18h (20h30, Brasília) ao invés
de às 16h (18h30), como em ocasiões anteriores.
O espanhol alegou que a ampliação "não se justifica" e argumentou que ela poderia ser fruto de "manobras não democráticas". O eurodeputado Carlos Iturgaiz, que fazia parte da delegação espanhola, qualificou de "sequestro" o ocorrido em Caracas, quando, segundo ele, vários membros da Polícia irromperam no hall do hotel onde estavam e levaram seu colega sem dar explicações.
Iturgaiz denunciou o tratamento recebido por Herrero que, de acordo com ele, tem imunidade parlamentar, e tinha viajado para Caracas com uma delegação oficial do PPE. A Venezuela realiza no próximo domingo um referendo que decidirá sobre o direito à reeleição ilimitada de vários cargospúblicos, incluindo o de presidente, ocupado desde 1999 por Hugo Chávez.
Segundo o Ministério, o objetivo era "preservar assim o clima de paz e garantir o desenvolvimento normal do processo eleitoral"
EFE
CARACAS - O eurodeputado espanhol Luis Herrero, expulso neste sábado pelo Governo da Venezuela, partiu em um voo com destino à cidade de São Paulo, informaram fontes da delegação do Partido Popular Europeu.
Membros da delegação foram esta noite ao aeroporto da cidade Maiquetía, a cerca de 30 quilômetros de Caracas, para entregar a Herrero seus pertences. Quando chegaram lá, receberam a confirmação de que o político já tinha embarcado com destino ao Brasil.
Em comunicado, a Chancelaria venezuelana diz que "em cumprimento das instruções do poder eleitoral" decidiu "convidar" o espanhol a abandonar o país.
Segundo o Ministério, o objetivo era "preservar assim o clima de paz e garantir o desenvolvimento normal do processo eleitoral".
O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela havia pedido nesta sexta que o Governo expulsasse "imediatamente" do país o eurodeputado, pelas declarações que teria feito contra esse organismo venezuelano.
A presidente do CNE, Tibisay Lucena, fez público o pedido ao Ministério das Relações Exteriores através de um discurso de rádio e televisão transmitido a todo o país.
Lucena disse que as declarações de Herrero foram uma "agressão" contra o CNE e contra a Venezuela. Por isso, pediu "ao Executivo que cumpra" a solicitação de expulsão do eurodeputado.
Herrero estava na Venezuela, junto com outros políticos europeus, convidado pelo opositor Partido Social-Cristão (Copei).
Em declarações dadas à cadeia local "Globovisión", Herrero criticou, entre outras coisas, a decisão do CNE de fixar o fechamento dos centros de votação às 18h (20h30, Brasília) ao invés
de às 16h (18h30), como em ocasiões anteriores.
O espanhol alegou que a ampliação "não se justifica" e argumentou que ela poderia ser fruto de "manobras não democráticas". O eurodeputado Carlos Iturgaiz, que fazia parte da delegação espanhola, qualificou de "sequestro" o ocorrido em Caracas, quando, segundo ele, vários membros da Polícia irromperam no hall do hotel onde estavam e levaram seu colega sem dar explicações.
Iturgaiz denunciou o tratamento recebido por Herrero que, de acordo com ele, tem imunidade parlamentar, e tinha viajado para Caracas com uma delegação oficial do PPE. A Venezuela realiza no próximo domingo um referendo que decidirá sobre o direito à reeleição ilimitada de vários cargospúblicos, incluindo o de presidente, ocupado desde 1999 por Hugo Chávez.
Está certo o governo da Venezuela em expulsar o eurodeputado espanhol. Sapo de fora não chia. O referendo na Venezuela interessa ao governo da Venezuela, do povo venezuelano. A Venezuela é um país soberano,tem leis, tem justiça eleitoral, e está exercendo com o referendo popular a democracia. O eurodeputado poderia estar lá como um observador, jamais interferir no processo eleitoral.