
Ofensiva israelense em Gaza matou 257 crianças palestinas, diz ONU
da Associated Press, na faixa de Gaza
A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou relatório nesta quinta-feira no qual indica que 257 crianças palestinas morreram e 1.080 ficaram feridas durante os 14 dias da ofensiva israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. No total, ao menos 760 palestinos e dez soldados israelenses morreram.
As crianças representam mais de metade da população de cerca de 1,5 milhão de palestinos na faixa de Gaza e pouco mais de um terço das vítimas dos ataques israelenses --que acusam o Hamas por usar as crianças e mulheres como escudos nos confrontos com seus soldados.
Diante dos constantes bombardeios e confrontos entre Israel e Hamas, os números podem variar. Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, dos 760 mortos, ao menos 169 tinham menos de 17 anos. Já a Unicef, agência da ONU para crianças, ao menos cem crianças e menores foram mortos nos dez primeiros dias do confronto.
"Nós estamos falando de uma guerra urbana", disse Abdel-Rahman Ghandour, porta-voz da Unicef para o Oriente Médio e norte da África. "A densidade da população é tão grande que é muito fácil acertar crianças. Este é um conflito único, onde não há lugar para ir".
gerações sucessivas de crianças cresceram em meio a um cenário de violência em Gaza. No final dos anos 80, muitas delas atiraram pedras contra os soldados israelenses em uma revolta contra a ocupação. Na segunda Intifada, iniciada em 2000, algumas foram recrutadas pelos militantes para serem homens-bomba.
"O mais difícil para as crianças é o senso de que nenhum local é seguro e de que os adultos não podem protegê-las', disse Iyad Sarraj, psicólogo que se protege em seu apartamento na Cidade de Gaza junto aos quatro enteados. Segundo Sarraj, um deles, Adam, 10, tem ataques de asma toda vez que os bombardeios começam.
Crimes de guerra
A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu nesta sexta-feira investigações "críveis e independentes" sobre eventuais violações do direito humanitário internacional nos confrontos em Gaza, o que pode configurar crimes de guerra, como o ataque a locais que abrigam civis.
da Associated Press, na faixa de Gaza
A ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou relatório nesta quinta-feira no qual indica que 257 crianças palestinas morreram e 1.080 ficaram feridas durante os 14 dias da ofensiva israelense contra alvos do movimento islâmico radical Hamas, na faixa de Gaza. No total, ao menos 760 palestinos e dez soldados israelenses morreram.
As crianças representam mais de metade da população de cerca de 1,5 milhão de palestinos na faixa de Gaza e pouco mais de um terço das vítimas dos ataques israelenses --que acusam o Hamas por usar as crianças e mulheres como escudos nos confrontos com seus soldados.
Diante dos constantes bombardeios e confrontos entre Israel e Hamas, os números podem variar. Segundo o Centro Palestino de Direitos Humanos, dos 760 mortos, ao menos 169 tinham menos de 17 anos. Já a Unicef, agência da ONU para crianças, ao menos cem crianças e menores foram mortos nos dez primeiros dias do confronto.
"Nós estamos falando de uma guerra urbana", disse Abdel-Rahman Ghandour, porta-voz da Unicef para o Oriente Médio e norte da África. "A densidade da população é tão grande que é muito fácil acertar crianças. Este é um conflito único, onde não há lugar para ir".
gerações sucessivas de crianças cresceram em meio a um cenário de violência em Gaza. No final dos anos 80, muitas delas atiraram pedras contra os soldados israelenses em uma revolta contra a ocupação. Na segunda Intifada, iniciada em 2000, algumas foram recrutadas pelos militantes para serem homens-bomba.
"O mais difícil para as crianças é o senso de que nenhum local é seguro e de que os adultos não podem protegê-las', disse Iyad Sarraj, psicólogo que se protege em seu apartamento na Cidade de Gaza junto aos quatro enteados. Segundo Sarraj, um deles, Adam, 10, tem ataques de asma toda vez que os bombardeios começam.
Crimes de guerra
A alta-comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, pediu nesta sexta-feira investigações "críveis e independentes" sobre eventuais violações do direito humanitário internacional nos confrontos em Gaza, o que pode configurar crimes de guerra, como o ataque a locais que abrigam civis.