15 janeiro 2009

Fórum Mundial de Mídia Livre acontece dias 26 e 27 em Belém do Pará
Está confirmado para os dias 26 e 27 de janeiro, em Belém, o I Fórum Mundial de Mídia Livre que, de acordo com o convite-manifesto, reunirá "os veículos de informação democrática, as comunidades, os coletivos, as entidades, os movimentos sociais, os blogueiros e cada individuo - que é em si um comunicador". A grande mídia contra-hegemônica, produtores independentes de mídia e processos de comunicação compartilhada serão alguns dos destaques do Fórum de Mídia Livre.
O evento antecede o Fórum Social Mundial, que será realizado na capital paraense de 27 de janeiro a 1º de fevereiro, e debaterá iniciativas que fortaleçam a luta pela democratização da comunicação, elemento essencial para a democratização das sociedades, rompendo as cercas do latifúndio do grande conglomerado da comunicação, "que reproduze e vocaliza a mesma narrativa hegemônica que condiciona impulsos, vontades, expectativas".
Para a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, "a conformação de uma rede contra-hegemônica a nível internacional tem papel chave na afirmação de valores para a construção de uma nova sociedade onde a informação não seja manipulada e prostituída por grupos econômicos contra os interesses de países e povos".
De acordo com João Brant, do Coletivo Intervozes de Comunicação, "as últimas décadas evidenciaram o crescente papel da grande mídia na sustentação e manutenção do capitalismo global, com grandes processos de fusão nas áreas de telecomunicações e da indústria audiovisual e com a expansão internacional da atuação dessas empresas". "A crise deflagrada em 2008 expôs claramente o grau de compromisso desses conglomerados de comunicação com a perpetuação da lógica neoliberal e da necessidade de uma ampla articulação para enfrentar e reagir a essa estrutura contrária aos interesses da grande maioria da população", acrescentou.
"A financeirização da economia gerou uma contrapartida de financeirização do noticiário, adicionando-se um novo instrumento à manipulação da economia. Nada mais ilustrativo desse comprometimento do que o persistente malabarismo de ocultação de um sistema especulativo só reconhecido quando sua explosão ganhou evidência incontornável", ressalta o convite-manifesto do Fórum, frisando que "Estados, governos, democracias e processos de desenvolvimento foram colocados à mercê dos desígnios e chantagens impulsionados por essa lógica autodestrutiva".
CUT