08 novembro 2008

Beleza 349 x Feiúra 163
Marcelo Carneiro da Cunha
De São Paulo
Povo de Sucupira, alvíssaras!! Custou, mas aconteceu. Obama ganhou. Ganhou a beleza, o bem, o sujeito, a humanidade. Perdeu a feiúra, o anti-humanismo, a maldade, a dor de cotovelo, a idéia de que todos são igualmente egoístas e lobos do homem. E ainda por cima de goleada, ora vejam!
349 votos no esquisito Colégio Eleitoral deles, contra 163 da ruindade. Li em algum lugar que desde Franklin Roosevelt os democratas não ganhavam por uma margem dessas. Alvíssaras. Vitória do bem pra deixar a coisa-ruim com vergonha de aparecer na sala, ao menos por uns tempos.
Tempos esses que é o que temos para o Obama mostrar o Husseim pro mundo e terminar o bloqueio a Cuba, fechar a prisão sub-indecente de Guantánamo, tirar o pessoal dele do Iraque, proibir o reggae em todo o território norte-americano. Enfim, melhorar o planeta no que ele puder, antes que a turma do deixa disso volte com tudo.
Obama presidente, ora vejam.Ouvi falar dele em uma viagem a Chicago, no ano em que concorreu e foi para o Senado. Um dos raros amigos que freqüentam a direita me falou de um Obama e eu achei que ele estivesse falando em eleições no Quênia. Obama? Barack? Que raio de nome era aquilo? Nomes fora, Obama tinha impressionado meu amigo de direita ao ponto de conquistar o voto e admiração de um sujeito que tinha votado no Bush em 2000!
Oratória incrível, jeito de gente boa, um cara diferente, carismástico, me assegurou o amigo direitista. Já na época em que ele abriu a convenção dos democratas, em 2004, começaram a falar em Obama para presidente.
Me pareceu ótimo, desde que ele topasse concorrer no Zimbabwe. Presidente americano com um nome desses?
Pois, não é que o sujeito ganhou mesmo? Ganhou. Ganhamos.Não que eu espere do Obama que ele subitamente deixe de ser americano e vire um sujeito legal, como todo mundo. Eu sinceramente acredito que os americanos têm um sistema operacional próprio, criado pela Microsoft para uso exclusivo deles. Não consigo compreender direito o jeito de pensar, de agir, de se ver o mundo. Uma sociedade que considera aquele futebol gladiador um esporte e beisebol divertido, TEM que ter outros problemas, sérios.
Mas, de qualquer maneira, talvez o Obama represente a parte da cultura americana, da sociedade americana, moldada nos ideais dos fundadores da República americana. Humanistas, Iluministas, grandes reformadores em uma época duríssima, idealizadores de uma nação modelada segundo uma noção de beleza que vi nos apoiadores de Obama em seus super-comícios. Uma beleza sustentada pela idéia de que um país é para todos, que somos mais felizes quando gostamos uns dos outros em nossa diversidade, que somos maiores do que nós mesmos quando apoiamos grandes causas, que arriscar chegar perto dos nossos irmãos é mais rico do que o medo que sentimos dos desconhecidos. A beleza que existe no multirracialismo, no multiculturalismo, no multi-tudo, em oposição à feiúra monocromática, branca, das multidões republicanas, McCainianas e, ainda mais feias, Palinianas.
Um outro amigo de direita me disse que é um absurdo chamar a esquerda de bonita e a direita de feia. Mas alguém aí já olhou para as fotos dos neo-nazistas? Das gracinhas da Ku Klux Klan? Das multidões islâmicas pregando o ódio ao mundo? De uma torcida organizada, daqueles que se intitulam suavemente de Máfia alguma coisa?
São, sim, feias as direitas. Assume uma expressão de feiúra quem odeia. Além de feio, odiar traz rugas, pensem nisso moças de extrema-direita. É feio ser racista, anti-semita, anti-humanista, supremacista, anti-gremista. É feio ser norte-coreano e gostar de bomba, é feio ser europeu e odiar árabes imigrantes e pobres. É feio ser sulista e não gostar de quem não é. É feio ser rico e detestar pobre. É feio ser hétero e negar o casamento aos que não são. É feio ser cristão e odiar todos os que não são ou não querem ser.
Tudo isso existe no campo republicano (bom, nem tudo. Não existem provas de que eles sejam ou tenham sido anti-gremistas, por exemplo). E eles perderam.
Portanto, e ao menos por uma semana, vamos nos permitir uma sensação de alegria e alívio. Algo que sentimos lá atrás, quando o Lula ganhou a primeira eleição e o PT ainda era tão bonito quanto as multidões que vimos nos comícios do Obama.
Nesses dias o bem goleou e o mal se mandou pro escuro, onde ele vive e se prepara para a tomada final e a conquista da Libertadores. Alvíssaras, por enquanto. Porque estar vivo nessas horas é um privilégio, porque a sensação de que a humanidade tem jeito é ótima, mesmo que tão efêmera. Porque a feiúra está ali atrás da porta, mas, por isso mesmo, invisível, mesmo que tão feia e poderosa quanto sempre. Ela está atrás da porta, e não no comando dos Marines, e, portanto, fraca.
Vamos aproveitar e comemorar o que der, e preparar a próxima luta. Porque ela vem, todos sabem, e vem que vem. Mas, por hora, alvíssaras!!!
Marcelo Carneiro da Cunha é escritor e jornalista. Escreveu o argumento do curta-metragem "O Branco", premiado em Berlim e outros importantes festivais. Entre outros, publicou o livro de contos "Simples" e o romance "O Nosso Juiz", pela editora Record. Acaba de escrever o romance "Depois do Sexo", que foi publicado em junho pela Record. Dois longas-metragens estão sendo produzidos a partir de seus romances "Insônia" e "Antes que o Mundo Acabe". Fale com Marcelo Carneiro da Cunha
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07 novembro 2008

FÉRIAS
Amigos e leitores
De amanhã até o final do mês estou de férias junto com o maridão. Vamos curtir praia, sol, mar, natureza, regado com muita caipirinha, cerveja, e muita paz. Lógico que o laptop vai estar presente, vou estar atenta, mas com certeza o meu tempo de dedicação ao blog estará restrito.
Após escândalo, EUA cortam ajuda a militares
Os EUA cortaram ontem a ajuda financeira a três unidades do Exército colombiano envolvidas no escândalo em que civis inocentes eram mortos para inflar o número de baixas inimigas obtidas pelos militares.A Casa Branca envia anualmente US$ 600 milhões à Colômbia, país que mais recebe ajuda americana fora do Oriente Médio -Bogotá usa esses recursos no combate à guerrilha e ao narcotráfico.A morte dos inocentes obrigou o comandante do Exército Mario Montoya a renunciar na última terça-feira. O novo ocupante do cargo é o general Oscar González, que assumiu ontem suas funções.
Dilma: PAC criou ciclo virtuoso que coloca o Brasil na vanguarda do pós-crise
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou nesta quinta-feira (6), na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que o diferencial desta crise econômica é que o governo é parte da solução e não do problema, como acontecia antigamente. Segundo Dilma, as obras do PAC são uma salvaguarda para o Brasil.
Ela lembrou as crises de 1998, 2000 e 2002 e citou que, nestas oportunidades, o país teve de recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e que as contrapartidas, para obter ajuda financeira externa, eram cortes nos investimentos.
“Agora, em que pesem canais de transmissão da crise (...), estamos ajudando o setor privado e impedindo que se desmonte o que conseguimos hoje: um crescimento sustentável”, disse.
A ministra afirmou que o PAC pode colocar o Brasil na vanguarda do pós-crise e destacou que outros países já buscam aumentar os investimentos públicos para acelerar a economia.
“O PAC, quando se iniciou, foi a retomada do investimento, com planejamento de curto, médio e longo prazo. Ele retomou o crédito, melhorou a regulação, fez a articulação entre o publico e o privado, construiu com os entes federativos uma parceria. Este círculo virtuoso é fundamental para as condições de saída da crise. (...) A manutenção do PAC é o nosso passaporte para o futuro”, destacou.
Ela disse ainda que o volume de investimentos do programa deve ser aumentado. A previsão inicial era de R$ 504 bilhões, somando recursos públicos e privados em quatro anos. “Iremos fazer uma reavaliação, porque, sem sombra de dúvida, teremos um volume maior. Novas obras foram incluídas. Só o trem de grande velocidade (entre Campinas e Rio de Janeiro) terá investimento de R$ 18 bilhões”.
Dilma reafirmou que o governo irá poupar o PAC de eventuais cortes. “O PAC assegura a manutenção do ciclo de crescimento econômico, principalmente com a decisão do governo de que o PAC não terá cortes. O governo vai financiar a demanda por crédito de longo prazo e construir pontes financeiras para atravessar este momento”, disse.
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Charge do Bessinha
Agnelli compara Obama a Lula e cobra rating melhor para Vale e para o Brasil
“O presidente-executivo da Vale, Roger Agnelli, afirmou nesta quinta-feira que a eleição de Barack Obama como presidente dos Estados Unidos repetiu, de certa forma, o que no Brasil já aconteceu anos atrás, com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o principal executivo da segunda maior mineradora do mundo, os dois juntos têm condições de fazer "um trabalho fantástico". No entanto, segundo Agnelli, Obama ainda tem muito a fazer para alcançar o mesmo reconhecimento que Lula tem.
- Nós temos o nosso Lula, um presidente que veio de onde veio e chegou onde chegou. Obama tem que fazer muito para chegar a ter o reconhecimento que o Lula tem. Isso é um ativo que a gente tem - disse Agnelli a uma eclética platéia no RioSummer, evento de moda no Rio no qual fez a palestra "A Nova Era do Brasil".
Agnelli contou que cobrou, durante passagem pelos Estados Unidos na semana passada, a elevação do rating da Vale, bem como uma melhor avaliação do Brasil por parte das agências de classificação de risco.
O executivo aproveitou viagem para Nova York, onde participou do Vale Day na bolsa de valores local, para conversar com agências de ratings. A mineradora brasileira, apesar de ser classificada atualmente como grau de investimento, está alguns níveis abaixo do topo desta classificação.”O Globo
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06 novembro 2008



País gerou mais de 2 milhões de empregos formais pela 1ª vez em 2007, diz levantamento
Levantamento divulgado nesta quinta-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, aponta que o Brasil gerou 2,452 milhões de vagas formais em 2007. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). O crescimento foi de 6,98% sobre o ano anterior, maior taxa desde que esse tipo de coleta de dados se iniciou, em 1985. Foi a primeira vez, segundo o ministério, que a geração de postos formais superou 2 milhões. O ministro chamou atenção para o fato de que a expansão do emprego, de quase 7%, foi superior ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), de 5,4%. Na avaliação de Lupi, isso é um sinal de que "a empregabilidade no Brasil está muito forte". O país encerrou o ano passado com um total de 37,6 milhões de empregos formais. A previsão do ministro é encerrar 2008 com mais de 40 milhões de postos de trabalho registrados. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) indicam que foram geradas nos nove primeiros meses deste ano 2,087 milhões de vagas. Os números do Caged, no entanto, não podem ser comparados diretamente com os da Rais. Para 2007, por exemplo, o Caged detectou a criação de 1,617 milhão de postos de trabalho. A Rais chegou a um número mais alto porque, segundo Lupi, não é uma pesquisa, mas um levantamento de "dados reais fornecidos por todos os estabelecimentos do Brasil". No total, 6,888 milhões de estabelecimentos declararam a Rais. O setor de serviços verificou um crescimento de 6,29% em 2007 (criação de 705,9 mil vagas). A construção civil verificou expansão de 16,11% no emprego formal (224,5 mil novos empregos registrados). A indústria teve geração de 487,4 mil vagas, uma expansão de 7,39%. Entre os 12 setores analisados, o de mecânica foi o que mais cresceu (16,08%). As indústrias metalúrgica, com aumento de 10%, e de produtos alimentícios, alta de 9,23%, também se destacaram na criação de empregos formais. Na agricultura, foram geradas 24,8 mil vagas, um crescimento de 1,83%. RegiõesO Sudeste foi a região que mais gerou empregos com carteira assinada: 1,392 milhão, uma alta de 7,68%.Do total de postos de trabalho formal no país, 56,7% estão no SE. O Nordeste apresentou o segundo maior crescimento em termos absolutos (381,9 mil postos, alta de 6,17%), seguido por Sul (332,1 mil; aumento de 5,38%), Centro-Oeste (183,3 mil, subindo 6,39%) e Norte (162,5 mil postos, avançando 9,07% sobre o ano anterior).
http://economia.uol.com.br/ultnot/2008/11/06/ult4294u1855.jhtm
Sob Lula, PIB cresce à base de 3,5% ao ano
Dado de 2006 é revisado para cima e passa de 3,8% para 4%; taxa supera os mandatos de Fernando Henrique CardosoMédia de crescimento da primeira gestão de FHC ficou em 2,6% por ano, enquanto a da segunda recuou para 2,3%, diz IBGE
Em 2006, a economia brasileira cresceu mais do que o estimado inicialmente: 4%, contra a taxa de 3,8% divulgada inicialmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em 2005, a expansão havia sido de 3,2%. Com o resultado, a taxa de investimento do país saltou de 15,9% em 2005 para 16,4% em 2006.Durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a economia se expandiu à taxa média anual de 3,5%.Esse dado supera o desempenho de 2,6% do primeiro mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (95/98) e da segunda administração do tucano (99/2002), de 2,3%.Para Roberto Olinto, a queda do dólar naquele ano foi importante estímulo ao investimento, pois houve queda nos preços de máquinas e equipamentos importados -itens que correspondem a 55% do investimento. O maior volume de investimentos, tanto em modernização do parque produtivo como em construção civil, foi um dos motores do PIB.Pelos dados do IBGE, o país também poupou mais em 2006: a taxa passou de 17,3% em 2005 para 17,8% do PIB, apesar da forte expansão do consumo registrada em 2006 -5,3%, percentual superior aos 4,6% estimados inicialmente.O IBGE divulga o PIB definitivo sempre com quase dois anos de defasagem. No cálculo, substitui indicadores estimados por dados reais apurados em pesquisas setoriais anuais de indústria, comércio, construção civil e serviços. Incorpora ainda dados da Receita Federal (Imposto de Renda das pessoas jurídicas) e revisa informações coletadas pelo PIB trimestral, divulgado ao longo do próprio ano corrente.
Chora oposição, chora, bate o cabeção
Protógenes diz que Dantas é criminoso e psicopata
“Os intestinos do Brasil.
Em palestra na Associação de Professores da Pontífica Universidade de São Paulo - APROPUC, o delegado Protógenes disse, na noite da terça-feira, 4, pouco antes das 22h00:
- Daniel Dantas é um psicopata com poder de infiltrar-se por todo o aparelho estatal, e pela mídia. Eu disse a ele: Você é um psicopata e sua vida é uma bagunça.
Poucas horas depois, dez minutos antes das seis da manhã, policiais federais do Núcleo de Inteligência da PF de São Paulo entraram no apartamento do delegado Protógenes Queiroz. O delegado Amaro chefiava a operação. Com mandado, buscaram equipamentos e documentos. A suposta busca de equipamentos é parte de um processo da Corregedoria que investiga gravações telefônicas.
A decisão é do juiz Ali Mazloum, da Sétima Vara Criminal de São Paulo. A Procuradoria da República foi contra a operação, pedida pela Polícia Federal. Na noite anterior, em palestra que começou às 20h00 e só terminou depois das 22h00, ao ser indagado se havia pedido afastamento da Polícia Federal depois da Operação Satiagraha, Protógenes disse:
- A sociedade não é burra nem surda. Todo mundo sabe o que aconteceu. Aquela era uma investigação que havia chegado aos donos do Brasil, às pessoas que manipulam o Judiciário, o Congresso, o grande poder político e a mídia, e é por isso que eu fui afastado.”Bob Fernandes, Terra Magazine
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Mantega e Serra acertam R$ 6,4 bi por Nossa Caixa
Compra da instituição pelo BB só depende de aval de Lula
Em reunião ontem em Brasília, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, fecharam o preço básico da venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil: cerca de R$ 6,4 bilhões, apurou a Folha. Esse valor ainda deverá sofrer um pequeno ajuste antes de a operação de venda -cujas negociações começaram em abril- ser concluída. Falta, agora, somente o aval do presidente Lula.O preço de venda do banco paulista, que foi avaliado por seis consultorias independentes, foi o principal impasse nas negociações. Após a reunião, Serra afirmou que o valor da Nossa Caixa ainda não foi definido e que a fusão entre o Itaú e o Unibanco não deverá afetar o preço da instituição. "Não acredito numa interferência direta [da fusão] porque foram contratadas consultorias dos dois lados, e elas trabalharam."Serra afirmou que a MP 443, editada pelo governo para permitir que bancos estatais comprem instituições financeiras, pode apressar a venda da Nossa Caixa. Segundo ele, a operação já poderia ser feita por meio de troca de ações, mas agora a venda direta é permitida.Com os governos federal e estadual convergindo para um preço, as negociações avançaram bastante nas últimas semanas e é possível que o negócio seja concluído nos próximos dias.Na avaliação do mercado, a Nossa Caixa ficou mais cara após a fusão entre Itaú e Unibanco. A expectativa é que a Nossa Caixa seja avaliada em cerca de duas vezes o valor de seu patrimônio líquido, que era de R$ 3,198 bilhões em junho, valor próximo do fechado ontem entre Serra e MantegaNo governo de São Paulo, uma avaliação abaixo desse múltiplo seria incompatível com os últimos negócios bancários realizados no país. Foi também esse o múltiplo pelo qual o Unibanco foi avaliado no processo de integração com o Itaú. Só perderia para o do Banco Real, vendido no ano passado por quase três vezes o seu valor patrimonial, mas o cenário ainda era de alta liquidez internacional.Se o BB surgisse com uma oferta incompatível, poderia, em tese, despertar críticas de outros bancos, como o Bradesco, que teria voltado a pressionar o governo para a realização de um leilão de privatização. O Bradesco afirmou que não comenta rumores de mercado.Ontem, antes do encontro com Serra, Guido Mantega teve uma reunião com o presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto.
PF faz busca e apreensão nas casas de Protógenes
Pedido partiu de delegado que investiga vazamentos durante Operação SatiagrahaMandados judiciais também tiveram como alvo outros policiais que atuaram na investigação que resultou na prisão do banqueiro Dantas

O delegado da PF Protógenes Queiroz, em entrevista em SP sobre os mandados de que foi alvo
A Polícia Federal cumpriu ontem mandados judiciais de busca e apreensão no apartamento do delegado Protógenes Queiroz, alugado em Brasília, no quarto de hotel que costuma ocupar em São Paulo e no apartamento de seu filho, no Rio.As buscas também tiveram como alvo casas de outros policiais federais que atuaram na Operação Satiagraha. Em julho, a operação levou à prisão o banqueiro Daniel Dantas e outros executivos do banco Opportunity, além do investidor Naji Nahas e do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta.Em entrevista concedida ontem à noite, Protógenes contou ter sido acordado às 5h de ontem por um delegado, uma escrivã e dois agentes da PF, num quarto do hotel Shelton, no centro de São Paulo. Na noite anterior, ele dera palestra a estudantes de jornalismo. Considerou a medida "uma violência" como parte de suposta "trama" para desfocar o caso Dantas (leia texto à pág. A6).Os policiais levaram um notebook, o telefone celular e um rádio usados pelo delegado. O quarto do hotel foi revirado pelos policiais, que disseram buscar evidências de vazamento da Operação Satiagraha.Outro policial federal que atuou na Satiagraha disse à Folha que também sua casa foi revirada por agentes da PF, ontem pela manhã. Segundo ele, os policiais diziam procurar supostas escutas telefônicas ilegais que, de acordo com o agente, inexistiam. Considerou a busca em sua casa um "recado" e parte de "operação abafa".VazamentosProtógenes foi o coordenador da Satiagraha e deixou-a em julho, em meio a denúncias de que teve seu trabalho obstruído por delegados da direção geral da PF, em Brasília.Em nota oficial divulgada ontem, a PF afirma que cumpriu "em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo no interesse das investigações sobre o vazamento de dados sigilosos da Operação Satiagraha".Segundo a PF, a investigação sobre vazamentos é presidida "por autoridades da corregedoria geral" da PF, ligada à direção geral do órgão, em Brasília.Em abril, a Folha revelou que havia uma investigação contra os executivos do Opportunity. No relatório que entregou à Justiça Federal, Protógenes atacou a reportagem e pediu a prisão da jornalista Andréa Michael. A prisão foi negada pela Justiça. Em nota, a Folha repudiou a atitude do delegado e ressaltou o interesse público da notícia divulgada.Um segundo vazamento investigado pela PF teria ocorrido no dia da operação, em 8 de julho, quando uma equipe da Rede Globo filmou o flagrante da prisão de Pitta.O inquérito que culminou com as apreensões de ontem tem como origem requerimento do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), ligado a executivos do grupo Opportunity.Os mandados foram expedidos pelo juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal de São Paulo. Ele foi citado em relatórios da PF em 2003, na Operação Anaconda, mas depois inocentado das suspeitas em diversas instâncias judiciais (leia texto à pág. A6).Ouvido pelo juiz antes da expedição dos mandados, o procurador da República Roberto Dassié foi contrário à medida. Em agosto, ele abriu procedimento para averiguar denúncias feitas por Protógenes sobre supostas dificuldades enfrentadas pela operação.Em ofício à Justiça, o delegado disse que não teve atendidos pedidos de reforço de pessoal.Dias após a prisão de Dantas, em julho, Protógenes deixou o comando da investigação. Em seguida, protocolou o ofício. A explicação oficial da PF para a saída do delegado foi a necessidade de ele passar por cursos de aprimoramento profissional, em Brasília. A equipe da PF que fez o trabalho de inteligência na Satiagraha foi desmantelada a partir do afastamento dele.

05 novembro 2008

PIB brasileiro cresceu 4% em 2006, anuncia IBGE após revisão
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 4% em 2006, segundo revisão dos dados divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em valores correntes, somou R$ 2,37 trilhões. No ano passado, a instituição havia divulgado que o PIB crescera 3,7% em 2006. O consumo no país cresceu 4,5% em 2006, de acordo com o IBGE. Esse número é resultado de "aumento de 5,3% no consumo das famílias, de 2,6% no consumo final do governo e de 1,7% no consumo das instituições sem fins de lucro". Os investimentos (medidos pela chamada formação bruta de capital fixo) subiram 9,8%. O crescimento econômico em 2006 gerou um aumento de 2,6% no emprego, totalizando 93,2 milhões de pessoas ocupadas. O rendimento médio anual subiu 8,8% (sem descontar a inflação) e atingiu R$ 10.551. Segundo nota divulgada pelo IBGE, esses são os "resultados definitivos" do PIB brasileiro.
Vitória de Obama representa reconhecimento da democracia, diz Lula
A vitória de Barack Obama nas eleições presidenciais dos Estados Unidos representa sobretudo o reconhecimento do significado da democracia, na opinião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, quem duvidava que um negro poderia ser eleito para presidente dos Estados Unidos agora sabe que pode. "Só pode porque isso acontece em um regime democrático, que permite que a sociedade se manifeste", afirmou Lula.

O PRIMEIRO PRESIDENTE NEGRO
Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos. Aos 47 anos, ele torna-se o primeiro negro a governar o país, ao derrotar o rival republicano John McCain.Depois de oito anos do governo republicano de George W. Bush, os norte-americanos aceitaram a proposta repetida pelo novo eleito. Bradando lemas como "Precisamos de mudança", Obama substituirá um líder que chegou a ser aclamado pelo pulso firme na guerra antiterrorismo, mas que deixou o posto desgastado por duas guerras, além da recente crise financeira.

O presidente considerou "um feito extraordinário" a eleição para a presidência norte-americana de um negro, o primeiro na história dos Estados Unidos, "sobretudo de uma pessoa que tem demonstrado a competência política que tem demonstrado o futuro presidente Obama".Lula disse esperar que Obama tenha uma relação "mais forte" com a América Latina, com a América do Sul, o Brasil e a África. "É preciso que os Estados Unidos construam uma política mais ativa com relação a América Latina, durante toda a década de 60, de 70, tinha a Guerra Fria, agora mudou, a democracia se consolidou no continente e espero que se construa aqui um continente de desenvolvimento, de investimentos nos países mais pobres", disse Lula após participar de cerimônia em comemoração aos 20 anos da promulgação da Constituição.O presidente disse esperar também o fim dos subsídios e do bloqueio econômico dos Estados Unidos a Cuba. "Não existe nenhuma explicação na história da humanidade para o bloqueio a Cuba", avaliou, e também falou sobre os conflitos no Oriente Médio. "Espero que ele tenha possibilidade de fazer finalmente um acordo de paz no Oriente Médio, pois já faz décadas que se tenta e não se consegue".Lula participou na manhã desta quarta-feira de uma cerimônia na área conhecida como Bosque dos Constituintes, para revitalização do local, criado na véspera da promulgação da Carta de 1988. Lula plantou uma muda de aroeira, a mesma espécie que ele ele havia plantado em 1988 na inauguração do bosque.
Crise se combate com mercado interno, produção e Estado forte, diz Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou nesta terça-feira (4) que o investimento na produção, a recuperação do Estado como indutor do crescimento e a expansão do mercado interno brasileiro (mais pessoas com poder de compra) garantem ao país condições de atravessar a crise financeira internacional sem grandes abalos.
"Vamos trabalhar com empresários brasileiros para que eles não parem suas obras, porque essa crise pode trazer percalços momentâneos, como a recessão na Europa e nos Estados Unidos. Alguns setores exportadores perderão um pouco e terão de procurar novos mercados. Mas temos potencial de mercado interno que poucos países têm, temos uma sociedade ávida para comprar. Temos milhões que querem carro, geladeira, televisão, casa. Coisa que o mundo desenvolvido conquistou e não conquistamos."
Segundo Lula, a crise precisa do remédio correto. "Temos que olhar como médico responsável, saber que a doença tem gravidade, mas se a gente der o remédio correto, não precisamos ficar fazendo apologia da morte, torcendo para que crise chegue ao Brasil."O presidente participou da inauguração da segunda casa de força da Usina Hidrelétrica de Tucuruí, Pará. De acordo com o governo federal, a Hidrelétrica é considerada a maior usina genuinamente brasileira e fornece energia a 40 milhões de pessoas. Lula estava acompanhado da governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), e dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil), Carlos Lupi (Trabalho) e Edison Lobão (Minas e Energia). Papel do Estado
Ao discursar, voltou a destacar a importância do Estado na crise. "Durante trinta anos os que foram vítimas da crise, não os trabalhadores que perderam casas nos Estados Unidos, mas os governantes, venderam idéia de que não precisávamos de governo, de Estado. (...) Quando viram que o mercado quebrou por irresponsabilidade, porque fizeram do sistema financeiro um cassino, querendo ganhar dinheiro sem construir uma parede, um tijolo, ganhando dinheiro trocando papel, quando perdem é ao Estado que todos pedem socorro." Lula disse que o Brasil vai reagir à crise mantendo os investimentos em obras de infra-estrutura. "O governo federal não vai parar uma obra do PAC, todas elas serão mantidas. (...) Tem gente torcendo para a crise chegar e vamos reagir mantendo as obras, incentivando a produção, fazendo com que o crédito chegue. (...) Por isso, peço que ningém pare os investimentos. Na hora que o vendaval passar, que estiver mais preparado vai mudar o jogo."
Ele citou ainda que alguns setores fazem "apologia da crise". "Na verdade, eu só sobrevivi porque enfrentei crises. É mais uma crise na minha vida, que não é nem minha, é dos outros. Mas cabe a mim trabalhar não com otimismo exagerado, mas tampouco para prever a desgraça antecipada. E essa inauguração [da expansão da usina] é exemplo de que enquanto alguns fazem apologia da crise, estarei inaugurando obras. Porque contra a recessão só tem uma solução, mais produção."

Câmara conclui votação do projeto que cria o Fundo Soberano
Agência Brasil
Em Brasília
A Câmara dos Deputados concluiu, há pouco, a votação dos quatro destaques da oposição que pretendiam alterar o texto do projeto de lei que cria o Fundo Soberano do Brasil (FSB). O projeto foi aprovado na semana passada na forma de substitutivo apresentado pelo relator, deputado Pedro Eugênio (PT-PE).

O Fundo Soberano do Brasil será composto de recursos excedentes ao superávit primário e servirá para financiar projetos considerados estratégicos do Brasil no exterior. Só para este ano já estão previstos para o fundo mais de R$ 14 bilhões.De acordo com o relator Pedro Eugênio, o fundo é um instrumento importante que o Estado poderá utilizar para incentivar o desenvolvimento. Segundo ele, o FSB é uma espécie de poupança que o governo reserva para um futuro em que não se possa mais contar com a poupança excedente.A proposta segue agora para análise e votação no Senado Federal. Se o texto for alterado pelos senadores, ele terá que ser novamente votado pelos deputados.Três dos quatro destaques foram rejeitados pelo Plenário, já que um deles, de autoria do deputado Alceni Guerra (DEM-PR), foi retirado de votação. A proposta pretendia que 30% dos recursos resgatados do fundo fossem aplicados em parques produtivos de ciência e tecnologia, no limite de R$ 1 bilhão.Um dos dois destaques do PSDB, que foi rejeitado, pretendia excluir do texto do projeto todo o artigo que autoriza a União a ser cotista única do Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE). O outro queria excluir a possibilidade de serem usados recursos da emissão de títulos da dívida pública para serem alocados no FSB.Os deputados também rejeitaram destaque do DEM, apresentado pelo deputado Roberto Magalhães (PE), que permitia ao governo somente o uso de ações preferenciais, sem direito ao voto de empresas estatais da União, na incorporação de recursos no fundo.
http://noticias.uol.com.br/politica/2008/11/04/ult5773u168.jhtm
Aliados de Kassab cobram fatura de Serra
PMDB e PV reivindicam cargos no primeiro escalão do governo estadual por coligação que reelegeu prefeito de São PauloPeemedebistas dizem que possível nomeação faz parte de acordo fechado entre Serra e Quércia ainda antes da formalização da aliançaCATIA SEABRADA REPORTAGEM LOCAL Aliados da candidatura de Gilberto Kassab (DEM), e ainda à espera de espaço na prefeitura, PMDB e PV já reivindicam cargos no primeiro escalão do governo José Serra (PSDB).Além de apresentar a fatura pelo serviço prestado com a reeleição de Kassab, o comando desses dois partidos argumenta que já integra a base de apoio de Serra na Assembléia Legislativa. E, por isso, devem também compor o governo.Segundo peemedebistas, o presidente estadual do partido, Orestes Quércia, se reunirá nos próximos dias com o governador para discutir a participação do PMDB em seu secretariado. A hipótese de nomeação, dizem, faz parte do acordo fechado entre os dois no início do ano, antes da formalização da aliança PMDB/DEM.Em recente entrevista à Folha, Quércia disse esperar uma participação, ainda que "simbólica", no governo. Anteontem, numa conversa, brincou: "Tudo bem que seja simbólico. Mas nem tanto. Gostaríamos de uma secretaria".No partido, há rumores de que o deputado Francisco Rossi seria o indicado de Quércia. No governo, há, no entanto, resistência ao seu nome.Presidente nacional do PV, o vereador recém-eleito José Luiz Penna afirma que o partido tem a expectativa de participação no governo Serra a partir do ano que vem. Na sexta-feira passada, a cúpula do PV se reuniu com o chefe da Casa Civil, Aloysio Nunes Ferreira, no Palácio dos Bandeirantes.Embora não negue o interesse, Penna jura que o assunto não foi tema da conversa. "Não estamos pressionando. Vamos ter paciência. O PV tem oito deputados estaduais, um papel significativo na Assembléia".As duas siglas também esperam uma definição de Kassab. Apesar da opção de Kassab pela vice Alda Marco Antônio na Ação Social, o presidente municipal do PMDB, Bebeto Haddad, diz que o partido não está contemplado. "Temos expectativa de participação no governo e confiamos no prefeito", afirmou Haddad.
PMDB vai engolir o DEM, o PSDB, tudo por apoio ao Serra em 2010. Dos males o menor, antes o PMDB do que os políticos do DEM. Qualquer coisa é melhor do que a corja do DEM
Justiça determina quebra do sigilo fiscal do filho de Covas
Investigado sob suspeita de integrar esquema na CDHU, Mario Covas Neto diz ver má-féMinistério Público apura desvios de R$ 38 milhões em contrato de 1996 entre empresas de vigilância e a companhia de habitação LILIAN CHRISTOFOLETTIDA REPORTAGEM LOCAL A Justiça do Estado de São Paulo determinou a quebra do sigilo fiscal do advogado Mario Covas Neto, filho do governador Mario Covas (PSDB), morto em 2001. Contra Zuzinha, como é conhecido, pesa a suspeita de ter participado de um desvio de cerca de R$ 38 milhões dos cofres da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), do governo paulista.Procurado pela Folha, Zuzinha diz que a acusação é uma aberração e que, nos últimos 12 anos -quando teria ocorrido o desvio-, nunca foi sequer questionado pelas autoridades sobre os fatos. "Isso é má-fé do Ministério Público. É frustrante e irritante ficar numa situação como essa, defendendo-se de algo que não existe."O juiz Randolfo Ferraz de Campos, da 14ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, também determinou a quebra dos sigilos bancários e fiscais do ex-presidente da CDHU Goro Hama, do ex-diretor Ruy Mendes Reis Júnior e das empresas de segurança privada Power (ligada à Tejofran) e Gocil.A investigação da Promotoria da Cidadania começou em dezembro de 2006, depois que o Caex, órgão de apoio operacional do Ministério Público, concluiu um laudo apontando suposto superfaturamento e fraude num contrato firmado entre a CDHU e as duas empresas de segurança.Pelo acordo, assinado em 1996, a Gocil e a Power tinham de fornecer vigilantes para obras e terrenos de conjuntos habitacionais construídos pelo governo. O contrato terminou em 1999 -Covas administrou o Estado de 1995 a 2001.Zuzinha não teve cargo público nem trabalhou nas empresas. Para o Ministério Público, há forte indícios de que ele tenha atuado como lobista para favorecer a Power e a Gocil dentro do governo.À Justiça, o promotor Silvio Marques, responsável pelo caso, apontou ligações pessoais entre Zuzinha e um dos donos da Power, Antonio Dias Felipe, que é padrinho de casamento dele e foi um dos colaboradores nas campanhas de Covas.O promotor informou ainda ter colhido depoimentos de testemunhas que relacionam Zuzinha ao um suposto interesse em beneficiar as empresas. Foi ouvido o ex-deputado federal Afanázio Jazadji (DEM), que diz ter ouvido do próprio Reis Jr. que Zuzinha dava proteção aos "esquemas".A Promotoria sustenta que a quebra do sigilo fiscal e bancário de todos os suspeitos, de 1995 a 2000, é fundamental para saber se houve pagamento de propina ou enriquecimento ilícito -todos são apenas investigados, não há nenhuma acusação formal contra eles.
Outubro de 2002, o Brasil elege o 1º presidente migrante nordestino, ex metalúrgico, ex sindicalista. O Brasil mudou para muito melhor, o povo não teve medo de continuar a ser feliz e reelegeu Lula novamente em 2006 em votação histórica.

Novembro de 2008, os EUA elege o 1º presidente negro da história que promete mudar os EUA para muito melhor. A esperança venceu o medo. Desejo ao novo presidente dos EUA Barack Obama, a mesma sorte e sucesso que tem o presidente Lula. Que ele consiga fazer um ótimo governo, fazer um governo que o povo não tenha medo em ser feliz. Que o povo tenha orgulho do seu país, como nós brasileiros com Lula presidente.

Barack Hussein Obama Jr.
Barack Obama foi eleito o 44º presidente dos Estados Unidos.

Aos 47 anos, ele torna-se o primeiro negro a governar o país, ao derrotar o rival republicano John McCain.
Depois de oito anos do governo republicano de George W. Bush, os norte-americanos aceitaram a proposta repetida pelo novo eleito. Bradando lemas como "Precisamos de mudança", Obama substituirá um líder que chegou a ser aclamado pelo pulso firme na guerra antiterrorismo, mas que deixou o posto desgastado por duas guerras, além da recente crise financeira (veja mais sobre o governo Bush
aqui).
Ainda com a apuração dos votos em andamento, o senador John McCain, 72, com base nos dados das projeções, admitiu a derrota em um discurso em Phoenix (Arizona), por volta das 2h15 (horário de Brasília), em que agradeceu seus eleitores e informou ter telefonado para parabenizar Obama. Ao mesmo tempo em que ele discursava, uma multidão se aglomerava à espera do discurso da vitória de Obama no Grant Park, em Chicago.
Obama bateu McCain em Estados-chave, como Ohio, Pennsylvania, New Hampshire, Iowa e Novo México. Ele irá para a Casa Branca com o Partido Democrata no controle da Câmara e do Senado.
Apesar de a economia em colapso ser a prioridade do novo governo, Obama promete, entre outras medidas, estabelecer novos padrões na política internacional. O fim da guerra do Iraque é uma das principais metas, além de ações diplomáticas no Oriente Médio, que incluem o diálogo com Irã e Síria.
As tropas norte-americanas devem se limitar ao Afeganistão, no combate à Al Qaeda. No plano econômico, Obama terá a dura missão de cumprir os prometidos cortes de impostos à classe média.
Nos últimos meses, as pesquisas de intenção de voto já acusavam uma consistente vantagem democrata. Alguns temores ainda dissipavam a certeza da vitória - entre eles, o racismo.

TRE cassa Ivo Cassol e marca nova eleição em Rondônia
Agencia Estado
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Rondônia cassou ontem, 4, o diploma do governador do Estado, Ivo Cassol, e determinou a realização de nova eleição para o cargo em 14 de dezembro deste ano. Também deve perder seu posto o senador Expedito Júnior (PR). Os dois políticos e os ex-candidatos a deputado Valdelise Martins dos Santos Ferreira e José Antônio Gonçalves Ferreira foram acusados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) de captação ilícita de sufrágio e abuso de poder nas eleições de 2006. A relatora do caso, desembargadora Ivanira Feitosa Borges, ficou convencida do envolvimento do governador e do senador no esquema de compra de votos denunciado pelo MPE. "Diversos fatos podem ser citados como exemplo. Eles fizeram campanhas juntos, conforme notórias aparições públicas. Foram fotografados juntos", afirmou a magistrada, segundo o TRE. "O governador usou a máquina administrativa pública para tentar ocultar a compra de votos que o beneficiou em conjunto com Expedito, Val Ferreira e José Antônio", concluiu.O presidente da Corte, desembargador Cássio Guedes, e a maioria dos juízes acompanharam o voto da relatora. Além de cassar o diploma de Cassol e Expedito, o TRE declarou a inelegibilidade deles até 2009 e a nulidade dos votos obtidos em 2006, multou todos entre 5 mil e 95 mil Unidades Fiscais de Referência (Ufirs) e anulou a última eleição para o governo de Rondônia.

04 novembro 2008


Sem crise: economia aquecida faz indústria brasileira crescer quase 10% em setembro


A produção industrial brasileira cresceu 9,8% em setembro em relação ao mesmo mês de 2007, segundo pesquisa IBGE divulgada nesta terça-feira (4).
Tomando-se como base a série dos índices com ajuste sazonal, o avanço também se mostrou significativo (7,3%), sustentado pelo desempenho do setor de bens de capital, que, de acordo com o IBGE, sinaliza investimentos na capacidade produtiva, e pelo dinamismo da demanda doméstica, em linha com as estatísticas mais recentes do comércio varejista e da evolução do emprego e da renda.
Na comparação com agosto deste ano, o crescimento foi de 1,7%. De janeiro a setembro, a produção teve alta de 6,5% e, nos últimos 12 meses, 6,8%.
O aumento foi garantido, em boa medida, pelo desempenho do setor de Máquinas e equipamentos, que registrou um ganho de 9%. Já a produção de bens de capital cresceu 3,7% sobre agosto, enquanto os bens de consumo tiveram um ganho mensal de 1,7%..Em relação a setembro de 2007, houve alta em 25 das 27 atividades pesquisadas.
No corte trimestral, também relacionado a igual período do ano anterior, a indústria sustenta resultados positivos há 20 trimestres consecutivos, ou cinco anos. No terceiro trimestre de 2008, o avanço de 6,7% manteve ritmo similar aos trimestres anteriores: 6,4% no primeiro e 6,2% no segundo.
O longo ciclo de expansão também se confirma no comportamento dos índices que comparam o trimestre imediatamente anterior, série ajustada sazonalmente, que vem crescendo pelo décimo segundo trimestre consecutivo.

Produção industrial volta a crescer no país em setembro; setor de máquinas garante alta

RIO (Reuters) - A produção da indústria brasileira voltou a crescer em setembro, compensando a queda verificada em agosto. O aumento foi garantido, em boa medida, pelo desempenho do setor de Máquinas e equipamentos, que registrou um ganho de 9% na produção do mês passado, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).A produção das fábricas instaladas no país teve um aumento mensal de 1,7% e um ganho de 9,8% em relação ao apurado em setembro de 2007, superando as expectativas de analistas consultados pela Reuters, que esperavam altas de 1,5% e 9,5%, respectivamente.Em agosto, a produção das fábricas no país caiu 1,2%, de acordo com dados revisados pelo IBGE. Inicialmente, o instituto havia divulgado uma queda de 1,3% para o período.A produção de bens de capital em setembro cresceu 3,7% sobre agosto, enquanto os bens de consumo tiveram um ganho mensal de 1,7%."O aumento ocorrido de agosto para setembro foi generalizado, alcançando vinte dos vinte e sete ramos (pesquisados)", afirmou o IBGE em comunicado, referindo-se à comparação com agosto.De janeiro a setembro, a produção industrial teve crescimento de 6,5% e nos últimos 12 meses de 6,8%, acrescentou o IBGE.
Chora oposição, chora muito, bate o cabeção na parede

GILMAR MENDES CALADO É UM POETA
Em 1964 tínhamos um presidente eleito pelo povo.
Isso mesmo, eleito pelo povo, porque o vice era escolhido pelo povo, nas urnas, não ia a cabresto do Presidente. Jango Goulart era o vice de Jânio, que renunciou em 1961. Jango estava em visita oficial na China e os ministros militares o impediram de assumir a presidência. Assumiu o presidente da Câmara, Ranieri Mazzili. Ocorreram manifestações populares contra o golpe em todo o país. A solução contra o golpe foi a aprovação pelo Congresso Nacional, em 2 de setembro, de uma emenda constitucional que instaurou o parlamentarismo como regime de governo. Jango assumiu a presidência, e em 1963 um plebiscito decidiu a volta do presidencialismo por larga margem de votos. João Goulart presidiu o Brasil de 24 de janeiro de 1963 a 31 de março de 1964.
Como podem notar, as formas civilizadas do diálogo, o respeito às instituições, à Constituição, não foram vilipendiadas. Tudo foi feito para que a democracia, a vontade do povo e a paz prevalecessem. Não adiantou. Em 1964, a oposição, as elites do país e os militares se uniram em uma cruzada contra o povo. Isso mesmo, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, cujo objetivo era mobilizar a opinião pública contra o governo de Jango, foi organizada contra o povo trabalhador e pobre do país, contra a imensa maioria da população. Jango defendia a reforma agrária, a nacionalização das refinarias de petróleo, os direitos trabalhistas, a geração de emprego e renda. Jango queria que todos, até os analfabetos, tivessem direito ao voto, queria reforma na educação para combater o analfabetismo. Queria a lei da remessa de lucros: a maior parte dos lucros deveria ser reinvestida no Brasil. Queria que quem ganhasse mais pagasse mais impostos. Essas medidas atingiriam as classes médias, as classes mais abastadas do país, as classes que sempre querem levar vantagem. Para conquistar o apoio popular, diziam que o comunismo seria implantado no Brasil. Organizaram um terrorismo midiático, inventaram, foi então que surgiu o boato de que comunista comia criancinha, de que quem era proprietário teria que dividir sua casa com mendigos, de que a comida iria ser racionada.
Com apoio financeiro, logístico e intelectual dos EUA, em 31 de março de 1964 os militares dão o golpe. Destituem o presidente eleito pelo povo, Jango se refugia no Rio Grande do Sul, com apoio do Brizola, e de lá vai para sua fazenda no Uruguai. Quem rasgou a Constituição, passou por cima das leis, vilipendiou as instituições governamentais, foram os militares. Dizendo garantir a democracia, jogaram a democracia no lixo e instalaram a ditadura militar. Eles espalharam o terror pelo país, ninguém podia falar contra o regime, pensar contra o regime. As pessoas eram presas, torturadas, mortas, as famílias eram perseguidas. Jornais que ousaram publicar textos contra o regime foram fechados, as máquinas quebradas, jornalistas foram presos e muitos foram mortos, com Wladimir Herzog.
A vigilância pelos órgãos de repressão era constante nas escolas, nas fábricas, nas universidades, nas ruas, nos bares. Bombas eram colocadas em locais públicos onde se reuniam trabalhadores, universitários, professores, artistas, intelectuais, para organizar a resistência à ditadura, como no Riocentro em 1º de maio de 1981, que felizmente estourou no colo dos dois militares do exército que iam colocá-la para ferir e matar muitas das 20 mil pessoas que estavam lá para assistir o show do dia do Trabalho. A idéia dos militares era culpar militantes da extrema esquerda pelo atentado. Com o poderio econômico das elites, com o exército armado até os dentes, com os tanques nas ruas, com ajuda financeira do EUA, com treinamento de agentes da CIA ensinando técnicas de tortura, como deveriam agir os que eram contra a ditadura sanguinária, os que desejavam a volta da democracia e da liberdade? Diálogo não existia, a ordem era atirar primeiro e perguntar depois, não havia negociação, não havia a mínima possibilidade de acordo com os detentores do poder ditatorial e sanguinário. Os que eram a favor do povo, do país, que desejavam volta da democracia e da liberdade, que não desejavam que o Brasil fosse quintal dos EUA, que não queriam que mais brasileiros fossem torturados e mortos nos porões da ditadura, reagiram. Assaltaram bancos, pois era necessário dinheiro para enfrentar o imenso poderio econômico que abastecia a ditadura, financiava as torturas. Mataram o industrial Henning Albert Boilesen, que dava apoio financeiro aos torturadores, colaborava com a ditadura, mataram o militar americano Charles Rodney Chandler, que veio do Vietnã para o Brasil ensinar técnicas de tortura, seqüestraram o embaixador americano Charles Burke Elbrick para trocar por 15 presos políticos que seriam torturados e mortos. Mataram agentes da repressão que estavam na espreita, era matar ou morrer.
Isso tudo está longe de ser terrorismo, como diz o ministro Gilmar Mendes. Eram ações necessárias na época, no momento, para proteger a vida de muitos brasileiros, para que o país se tornasse uma democracia, com liberdade, liberdade de expressão, crescimento, empregos, renda, justiça social e soberania. O ministro Gilmar Mendes fecha os olhos para a história verdadeira do Brasil é uma afronta a nossa memória, a nossa inteligência. O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, mostra bem de que lado está: do lado da oposição raivosa e violenta, do lado da injustiça.
Jussara Seixas
QUE ISSO MINSTRO GILMAR MENDES?
O ministro Gilmar Mendes, afirmou que ficou surpreso ao descobrir que o índice de concessão de habeas corpus no STF é de 30%, em média. "É um dos índices mais altos do mundo. Certa vez alguém me perguntou: "Por que isso passou por todas as instâncias e somente no Supremo foi firmado sentido contrário?". Por falta de coragem institucional dos órgãos que decidiram de outra maneira ou por manifesta covardia institucional, se quisermos usar o termo correto", disse o presidente do STF.
Depois de conceder 2 habes corpus para o mafioso Daniel Dantas e para todos os presos na operação Satiagraha, Pitta, Nahas, entre outros, ele tem a cara de pau de falar isso.
CUT e entidades realizam protesto contra a retenção do crédito pelos bancos
Nesta terça-feira (4), a CUT Nacional, a CUT-SP, a Federação Estadual dos Metalúrgicos e o Sindicato dos Bancários de São Paulo fazem manifestação no centro financeiro da capital paulista pela liberação do crédito, em defesa do emprego e por menos especulação e mais produção.
As entidades realizam um protesto contra a retenção do crédito por parte dos bancos, a quem elas acusam de estar se aproveitando do clima de temor instalado pela crise internacional para apertar ainda mais a concessão de empréstimos produtivos.
A manifestação terá dois lemas principais: "Pela Liberação do Crédito e em Defesa do Emprego" e "Menos Especulação e Mais Produção"."Apesar das medidas recentes do governo, que liberou verbas para garantir a manutenção do crédito através do afrouxamento dos depósitos compulsórios, por exemplo, os bancos continuam retendo esse dinheiro. Vamos fazer este protesto para cobrá-los e para chamar a atenção da opinião pública para a responsabilidade do sistema financeiro", diz o presidente da CUT, Artur Henrique.
"Os bancos tentam convencer a opinião pública que a crise tem impactos na economia brasileira maiores do que na verdade são. Eles querem fomentar a crise. Se a retenção do crédito continuar, aí sim teremos problemas em relação ao consumo", afirma o presidente da FEM-CUT (Federação Estadual dos Metalúrgicos), Valmir "Biro Biro" Marques.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Luiz Cláudio Marcolino, explica o porquê da escolha da matriz do Banco Real como local da mobilização: "Lá fica o escritório do presidente da Febraban, Fábio Barbosa. Ele precisa ouvir o que temos a dizer. E em frente, do outro lado da Paulista, fica a Fiesp".
Uma carta será entregue ao presidente da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e um panfleto será distribuído às pessoas que estiveram passando pelo local.
CUT (www.cut.org.br)

03 novembro 2008


Le Monde e EUA: Esquerda real contra direita real
“Os comentaristas conservadores dos Estados Unidos se comprazem listando as razões pelas quais o candidato republicano não teria, segundo eles, a menor chance de ganhar a eleição presidencial: um presidente em fim de mandato no auge da impopularidade, nove em cada dez americanos descontentes com o estado do país, um Partido Republicano amplamente rejeitado, um Partido Democrata que soube se fazer amar. Atribuem a esses handicapes a derrota de John McCain, se ele perder.
O raciocínio deles repousa sobre o postulado de que o país permanece firmemente ancorado no centro-direita. E portanto o candidato republicano devia vencer, sobretudo diante de um adversário, Barak Obama, classificado, conforme seus votos no Congresso, como o mais liberal (ou seja, "à esquerda") dos senadores. Portanto, se McCain for vencido, será por culpa de George Bush e da facção que conduziu o Partido Republicano, particularmente no Congresso.
Igual a Bush, só que melhor?
É verdade que o senador do Arizona foi o preferido dos eleitores republicanos, nas primárias, devido à postura crítica que adotou com freqüência desde 2001 e à vontade de "reformar Washington" que o caracteriza de longa data. Candidato derrotado por Bush nas primárias republicanas de 2000, ele em seguida diferenciou-se do presidente em relação ao campo de prisioneiros de Guantânamo, ao uso de torturas no interrogatório de suspeitos de terrorismo, aos fenomenais cortes de impostos de 2001 e 2003, a recusa em enfrentar o aquecimento global. Porém em todas as demais questões, a começar pela Guerra do Iraque, McCain podia criticar o método, ou a execução, mas concordava quanto ao essencial. Apresentava-se como o homem que teria feito igual a Bush, só que melhor.”Patrick Jarreau, editorialista do jornal francês Le Monde / Vermelho.org
Artigo Completo, ::Aqui::
Lula: Manter obras do PAC mesmo com crise financeira é uma “questão de honra”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se disse satisfeito com o desempenho do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que teve divulgado o quinto balanço na semana passada. Em seu programa semanal Café com o Presidente, nesta segunda-feira(3), ele considerou “uma questão de honra” manter as obras em andamento mesmo com a crise financeira internacional.
“É motivo de muita alegria saber que conseguimos fazer com que o PAC se transformasse em uma coisa importante para o desenvolvimento brasileiro e, mais importante ainda, saber que o governo mantém o controle das ações. A política de acompanhamento coordenada pela ministra Dilma Rousseff [da Casa Civil], junto com os governos estaduais, com as prefeituras e com os ministros de cada área tem demonstrado que essa é a forma mais correta de fazer com que as políticas públicas do governo brasileiro possam ser executadas”, disse o presidente.
De acordo com Lula, 2009 deve ser um ano “infinitamente melhor” diante do número de obras do PAC a serem inauguradas. Ele reforçou que, em 2010, grande parte das obras anunciadas pelo governo estarão concluídas.
“Obviamente que muita gente entendia que, por conta da crise financeira internacional, o PAC iria ter uma diminuição nos investimentos, no comprometimento das verbas do governo federal. Isso não vai acontecer. Acreditamos que uma das formas de enfrentar a crise financeira é fortalecer as obras de infra-estrutura e fortalecer o mercado interno”.
Agência Brasil

Charge do Bessinha
ELEIÇÃO NOS EUA
Pesquisa aponta Obama com 51% e McCain com 43%
Agencia Estado
WASHINGTON - O senador Barack Obama entra na reta final com uma vantagem sólida, ainda que em queda, sobre o senador John McCain, para as eleições presidenciais norte-americanas, realizadas amanhã. Uma nova pesquisa Wall Street Journal/NBC News divulgada hoje indica o democrata com uma vantagem de oito pontos porcentuais, dois pontos a menos que na semana passada. Obama aparece com vantagem tanto na contagem geral quanto nos Estados considerados cruciais, auxiliado pela crise financeira que trouxe desconfiança entre parte da população em relação ao Partido Republicano, do presidente George W. Bush. Já McCain tenta uma virada, atacando a suposta inexperiência do rival e o fato de ele ser "liberal demais". A pesquisa foi conduzida entre sábado e ontem e concluiu que 51% dos eleitores preferem Obama, ante 43% favoráveis a McCain. Os indecisos são 6%, e entre estes um terço tende a votar em um terceiro candidato. A margem de erro da sondagem é de 3,1 pontos percentuais, para mais ou para menos. "A pesquisa mostra uma pequena movimentação favorável a McCain. Mas restando apenas 48 horas, será um desafio superar o resto da diferença", apontou Neil Newhouse, um analista republicano que conduziu a pesquisa junto com o democrata Peter D. Hart."Essa pesquisa tem todos os sinais de um eleitorado que chegou à opinião de que Obama seria um bom presidente", disse Hart. "As incertezas (sobre o democrata) que eram tão pronunciadas no início do ano simplesmente se dissolveram." Para os assessores de McCain, os indecisos penderiam para o lado da situação, pois esse grupo se parece mais com os típicos eleitores republicanos. Os dois candidatos trabalharam no fim de semana para convencer os indecisos, além de concentrar os esforços para a eleição.Entrevistas com os indecisos que tendem a votar em Obama mostram um desejo de mudança, após oito anos de domínio republicano na Casa Branca. Além disso, a candidata à vice na chapa republicana, Sarah Palin, não é bem vista nesse grupo. Sarah teve maior aprovação entre os conservadores. Após a campanha presidencial mais longa da história, os eleitores parecem estar mais engajados que nunca, e o comparecimento às urnas pode ser recorde. Estima-se que 153,1 milhões de norte-americanos estejam registrados para votar amanhã, ou 73,5% da população que poderia participar - nos Estados Unidos o voto é opcional. O número foi apresentado pelo Centro dos Estudos do Eleitorado Americano de Universidades Americanas. A porcentagem é a mais alta desde que as mulheres conquistaram o direito ao voto, em 1920, batendo o recorde anterior de 72,1%, registrado em 1964.O número de democratas registrados subiu 1,4 ponto porcentual, ou 2,9 milhões de eleitores, em comparação ao ano de 2004. Já o número de republicanos registrados caiu 1,458 milhão no mesmo período. Ainda segundo a pesquisa, 30% dos eleitores já compareceram às urnas - em muitos Estados é possível votar antecipadamente. Em relação à economia, tema central das eleições, há uma incerteza entre os eleitores. Entre os consultados, 42% acreditam que Obama fará um trabalho ótimo, ou ao menos expressam alguma confiança no democrata nessa área. Já apenas 27% vêem McCain com capacidade de atuar bem na economia. As informações são da Dow Jones.
A corrupção planejada
Mauro Santayana
Os teóricos da moeda e os operadores das privatizações fecharam o círculo para o assalto ao Estado, com apoio decisivo do então presidente FHC, aquele que se definiu como "mais inteligente do que vaidoso" Por Mauro SantayanaA privatização do Estado era coisa de amadores. Passou a ser negócio organizado, com planejamento técnico e jurídico, quando alguns jovens "gênios" das finanças foram convocados pelo senhor Fernando Henrique Cardoso, a fim de criar o Plano Real, a partir do Plano Schacht, da Alemanha dos anos 20. Eles perceberam, na reforma monetária, a sua oportunidade de ascensão ao mundo dos grandes negócios. E se uniram a Daniel Dantas, protegido do senhor Antonio Carlos Magalhães – o poderoso e temido senador –,
que criaria, no mesmo ano de 1994, o instrumento adequado: o Fundo Opportunity. Contavam com forte bancada no Congresso constituída dos representantes dos bancos, do agronegócio e das multinacionais, todos interessados nas reformas constitucionais que favorecessem as privatizações. Ao mesmo tempo criaram outras instituições para atuar no mercado de capitais e no programa de privatizações, que cresceram em meses, graças às informações privilegiadas de que dispunham como mentores da política econômica e financeira.Os teóricos da moeda e os operadores das privatizações fecharam, dessa forma, o círculo para o assalto ao Estado. Os dois grupos contavam com o apoio decidido do então presidente da República. Alguns que o conhecem de perto acham que se deixou perder pela vaidade. Uma das gravações divulgadas pelos meios de comunicação – e não desmentidas – mostra como eles sabiam envolvê-lo. O consórcio comprador que pretendiam favorecer – em que se encontrava Daniel Dantas e seu Opportunity – dependia da Previ, o fundo de pensões dos funcionários do Banco do Brasil. Mas a Previ tinha as suas razões para desconfiar do grupo.
Era preciso quebrar as resistências. O então presidente do BNDES, André Lara Resende, telefona a Fernando Henrique: ALR – Então, o que nós precisaríamos é o seguinte: com o grupo do Opportunity, nós até poderíamos turbiná-lo, via BNDES-Par. Mas o ideal é que a Previ entre com eles lá./ FHC – Com o Opportunity?/ ALR – Com o Opportunity e os italianos./ FHC – Certo./ ALR – Perfeito? Porque aí esse grupo está perfeito./ FHC – Mas e por que não faz isso?/ ALR – Porque a Previ tá, tá do outro lado./ FHC – A Previ?/ ALR – Exatamente. Inclusive com o Banco do Brasil, que ia entrar com a seguradora etc., que diz 'não, isso aí é uma seguradora privada porque...'/ FHC – Não./ ALR – Então, é muito chato./ FHC – Muito chato./ ALR – Olha, quase.../ FHC – Cheira a manobra perigosa./ ALR – Mas é quase explícito./ FHC – Eu acho./ ALR – Quase explícito./ FHC – Eu acho./ ALR – Então, nós vamos ter uma reunião aqui, estive falando com o Luiz Carlos, tem uma reunião hoje aqui às 6h30. Vem aqui aquele pessoal do Banco do Brasil, o Luiz Carlos etc. Agora, se precisarmos de uma certa pressão.../ FHC – Não tenha dúvida./ ALR – A idéia é que podemos usá-lo aí para isso./ FHC – Não tenha dúvida.
Não tiveram dúvida. Iniciou-se a partir daí, com a aprovação do presidente, a liquidação dos bens do Estado, sem levar em conta as leis anteriores nem as regras elementares de licitude administrativa e de ética. Ao falar no Senado sobre o processo de privatizações, o ministro encarregado Luiz Carlos Mendonça de Barros disse que a situação era sui generis e, portanto, não estava sujeita a regras anteriores. O grande negócio de Daniel Dantas – o da participação na telefonia, com menos de 1% dos capitais envolvidos – só foi possível com o dinheiro dos fundos de pensão das empresas estatais. Segundo as investigações da Polícia Federal, o Opportunity conseguiu envolver nas teias de seus interesses homens com respeitáveis biografias, como ex-militantes de esquerda e conhecidos acadêmicos. Entre esses, contratou, como seu advogado nos Estados Unidos, por US$ 2 milhões, o senhor Mangabeira Unger. Além disso, montou seu sistema de espionagem, ao contratar a Kroll, que chegou a monitorar até mesmo o gabinete presidencial. Enfim, como todos deviam saber, o mundo se divide entre os capitalistas e os trabalhadores. Os capitalistas sempre se unem. Os trabalhadores, nem sempre.
O ABESTALHADO REINALDO AZEVEDO
O abestalhado Reinaldo Azevedo, escreveu um livro, O País dos Petralhas.
Graças à boa economia do país do governo Lula, a editora Record está promovendo noites e mais noites de autógrafos em várias cidades e capitais. Se fosse na era FHC, com o caos na economia e o imenso desemprego, não teria essa gastança toda com o livro do abestalhado. Ia encalhar mais do que quentão no Natal.
O abestalhado Reinaldo Azevedo está sendo beneficiado pelo governo Lula, afinal o presidente Lula falou e fez do Brasil um país de todos. Mas o que sabe o abestalhado Reinaldo Azevedo sobre o PT, sobre os petistas? Ele fala sobre o mensalão, que não foi comprovado – tanto que o Roberto Jefferson foi cassado por não provar o que falou, porque não provou a existência do mensalão. Mensalão que não passa de caixa 2, igualzinho fez o PSDB, (Eduardo Azeredo, pai do caixa 2 mineiro, que o diga), o DEM e todos os partidos do Brasil que têm alguma importância. O abestalhado sabe das mentiras, das invenções contadas pela revista Veja, pelos jornalões. O abestalhado Reinaldo Azevedo entende bem, conhece bem a Tucanalha.
Ele sempre esteve envolvido, sempre fazendo a defesa da Tucanalha. Muitos podem achar coincidência, mas quando foi descoberto o rombo das estatais de SP no governo Alckmin, Nossa Caixa e Sabesp, dinheiro que era desviado para propaganda dos governos FHC e Alckmin, a revista do abestalhado Reinaldo, Primeira Leitura, fechou as portas. O abestalhado Reinaldo Azevedo entende bem de privatizações, de propinas, de como assaltar o país tirando dos pobres para dar para os ricos, de como melhorar a vida das classes mais abastadas. O abestalhado Reinaldo Azevedo entende bem é das maracutaias que foram feitas para as privatizações das Teles, dos planos do falecido Serjão para manter o PSDB 20 anos no poder, dos acertos feitos pelo governo FHC e muitos tucanos com o mafioso Daniel Dantas, com o banqueiro Cacciola.
O abestalhado Reinaldo Azevedo é um ardoroso defensor do Bush, do governo Bush. Isto estava publicado em seu blog, hospedado na Veja, é obvio:“Vivam os EUA! Viva o Império! Abaixo a esquerdopatia brasileira. Ainda bem que temos os Estados Unidos!Viva o Império!Viva George W. Bush! Abaixo a esquerdopatia brasileira.”Reinaldo Azevedo

Notem, meus amigos e leitores, que o sujeito é um abestalhado. Bush destruiu a economia do seu país, do mundo. É o maior defensor da tortura, promoveu os maiores genocídios do século XX em nome de uma falsa democracia, mentindo que Saddam tinha armas de destruição em massa.
Bush cometeu crimes contra a humanidade, é odiado em seu país, tem uma das piores avaliações como presidente. Bush é repudiado no mundo todo, deveria ser julgado no Tribunal de Haia pelos crimes cometidos, mas é elogiado pelo abestalhado.
Como bom abestalhado, ele não para por aí. Agora está em campanha contra a visita de Raúl Castro, presidente de Cuba, ao Brasil; exibe fotos da revolução de 1959, das execuções dos traidores de Cuba, os torturadores e assassinos a serviço do ditador Fulgêncio Batista. O abestalhado não conhece a história de Cuba, não sabe como era a vida dos cubanos sob a ditadura Fulgêncio Batista. Mas ele defende o que aconteceu no Vietnã, o que acontece no Iraque e no Afeganistão, invadidos pelos EUA, defende todas as atrocidades cometidas, todo o horror continua ainda hoje. Abestalhado!
Jussara Seixas
HUMOR NAS ELEIÇÕES DOS EUA
De algum jeito, John McCain e Barack Obama foram parar na mesma barbearia. Lá sentados, com um barbeiro atendendo a cada candidato, não se falou palavra. Os barbeiros temiam iniciar qualquer conversa pois poderia descambar para discussão política.
Terminaram a barba de seus clientes mais ou mesmo ao mesmo tempo.
O barbeiro que tinha McCain em sua cadeira estendeu o braço para pegar a loção pós-barba, no que foi interrompido rapidamente por seu cliente.— Não obrigado, minha esposa Cindy vai sentir o cheiro e pensar que eu estava num bordel — disse McCain.
O segundo barbeiro virou-se para Obama.— E o senhor? — indagou.
E Obama respondeu:— Vá em frente, minha esposa Michelle não sabe como é o cheiro dentro de um bordel.
DILMA PRESIDENTE 2010
O meu amigo Daniel, do Desabafo o País, saiu na frente para a eleição 2010. Criou o blog Dilma 13, para presidente. Divulguem o blog, vamos mostrar a mulher corajosa, batalhadora, a competente ministra Dilma Rousseff. O Brasil merece o melhor.
Excelente texto do jornalista Ricardo Soares sobre o abestalhado Reinaldo Azevedo.
VEJA : ISTO É ÉPOCA MAIS FEIA QUE REINALDO AZEVEDO
Vejo com muito bom humor essa “linda” figura acima que é o jornalista Reinaldo Azevedo um tipo tão feioso que faz a minha feiúra ser tão pequena quanto a inteligência do horrendo Severino Cavalcanti.Nessa nossa vida Severina o que há é muita falta de senso de humor. Pois, se visto com senso de humor, Reinaldão é inofensivo. Um “nerdezão” que arrumou um espaço e tanto para detonar petistas e congêneres. E o faz direito se formos pensar que alcança seus objetivos que é irritar os petistas a quem chama jocosamente de “petralhas”.E o que fazem os petistas contra Reinaldão Nerdezão e o dandi Mainardi ?. Esperneiam , esperneiam mas não arrumam uma pena à altura para combater esses escribas que escrevem direitinho, principalmente o Nerdezão. Ora, se ele escreve bem arrumem quem escreva à altura e paguem para que se devolvam os argumentos do sujeito na mesma moeda. Não,mas não é isso que fazem os petistas. Ao contrário. Levam a sério o Nerdezão e o dandi , resmungam, fazem campanhas midiáticas contra eles mas não respondem com a mesma ironia. Ora, era tudo o que esses senhores queriam ! Ter cartaz para seus argumentos que são sempre parciais, maniqueístas, até toscos. Mas bem escritos. Aí é que pega. Num país onde tem muito pouca gente escrevendo bem , com ironia e picardia, peças balofas e raras como o Nerdezão se sobressaem. Terra de cego quem tem óculos de grau e chapéu Panamá é rei . Reinaldão Nerdezão. Aliás é bem patética essa nova mania do Nerdezão né não ? Chapéu Panamá ... ele fica com cara de Álvaro Uribe que acabou de sair de um intensivo em rotisserie não fica ? Pior do que achar que tá criando estilo é uma porção de manézões.
Leia mais aqui:

Nunca, nunca mais
Marina Silva
Se a escravidão de um homem afeta toda a humanidade, o mesmo vale para a tortura. Algo essencial à condição humana é violentado na pessoa sob tortura e, portanto, todas as demais são atingidas. Abrir mão desse princípio ou omitir-se ante afrontas contra ele significa escancarar a porta para a barbárie e a desconstituição da idéia fundamental da natureza humana comum acima das diferenças, conflitos ou até da mais arraigada competição pela sobrevivência. A tortura é inaceitável mesmo se praticada longe de nossos olhos, em masmorras ou porões, em relações privadas, por abuso de autoridade ou ao abrigo de situações de exceção. A condenação à tortura praticada no Brasil durante o regime militar é tida por alguns como vingança ou ódio, a impedir a superação do passado. Mas se pensarmos no futuro, é preciso reafirmar o repúdio a esta suprema forma de covardia, como constitutivo daquilo que nos une, acima de diferenças ideológicas ou quaisquer outras, e nos faz nação. É importante levar adiante o debate ora travado em torno da ação do Ministério Público federal que, em última análise, quer a responsabilização de torturadores já identificados. A tortura é crime hediondo, não é ato político nem contingência histórica. Não lhe cabe o manto da Lei de Anistia. À justiça aqueles que, por decisão individual e intransferível, utilizaram esse instrumento torpe. Seu ajuste de contas não pode se limitar ao contencioso direto com suas vítimas. Somos todos atingidos duplamente, em nossa humanidade e em nossa cidadania. O Estado, que nos representa, deve agir tendo em conta essa dimensão. A acusada não é a instituição militar. A maioria dos militares não se envolveu no crime de tortura. Vários deles, aliás, reagiram contra o desvirtuamento de suas funções constitucionais e o descontrole da repressão. Hoje as Forças Armadas reintegraram-se à sociedade de forma democrática e, na maioria das vezes, exemplar. Sou testemunha de seu papel nos esforços de proteção ambiental e de apoio às populações isoladas na Amazônia. Para além dos casos mais visíveis - como o do coronel Brilhante Ustra - deve ser do maior interesse dos militares colaborar para tornar públicos os documentos daquela época, para que ela seja de fato passado e não se arraste para o futuro como trauma sempre revivido. Do conjunto do governo, a exemplo do Ministério da Justiça e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, espera-se serenidade, justiça e determinação para fechar este ciclo e todos assinarmos embaixo: tortura nunca, nunca mais.

02 novembro 2008

ELEIÇÃO NOS EUA
Obama amplia margem e tem dez pontos sobre McCain, aponta Gallup
colaboração para a Folha Online
O candidato democrata à Casa Branca,
Barack Obama, ampliou a liderança a dois dias da eleição de 4 de novembro e tem dez pontos percentuais sobre o rival republicano, John McCain. Segundo a mais recente pesquisa do instituto Gallup, Obama tem 52% das intenções de voto contra 42% de McCain.
Na pesquisa anterior, o senador democrata por Illinois tinha margem de oito pontos percentuais, 51% a 43% de McCain.
O instituto aponta ainda que os dois senadores tem mantido o desempenho relativamente estável nas pesquisas, mesmo diante de intensa agenda de campanha, propagandas na TV e cobertura da imprensa. Nas duas últimas semanas, a porcentagem de Obama nas sondagens Gallup tem variado de 50% a 52%, enquanto o republicano McCain marca 41% a 43% da preferência dos eleitores registrados.
Efe/AP
Democrata Barack Obama (esq.) amplia margem e tem agora dez pontos sobre o rival republicano John McCain (dir.) na pesquisa
A pesquisa, realizada entre 29 e 31 de outubro, mostra ainda que 27% dos eleitores entrevistados já votaram no processo de
votação antecipada. A margem de eleitores que participaram do processo aumentou significativamente desde a pesquisa realizada entre 17 e 19 de outubro, quando apenas 7% dos entrevistados já haviam declarado seu voto na eleição presidencial.
E os eleitores antecipados, aponta o Gallup, favorecem o democrata Obama por uma margem um pouco maior do que o cenário geral.
A pesquisa Gallup consultou 2.847 eleitores registrados e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Moderado
O democrata também lidera, embora com margem menor, na pesquisa diária do Reuters/C-SPAN/Zogby, divulgada neste domingo. Segundo o instituto, Obama tem seis pontos percentuais sobre McCain, com 50% da preferência contra 40% do senador republicano.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u463122.shtml
O resultado mostra uma queda de um ponto percentual em relação à sábado. "Faltam dois dias antes da eleição e, obviamente, qualquer coisa pode acontecer, mas é difícil ver onde McCain pode ir daqui", disse o pesquisador John Zogby.
A sondagem do fim de semana mostra que ambos os candidatos parecem estar consolidando o apoio entre sues tradicionais eleitorados --mulheres e independentes para Obama e eleitores mais velhos e conservadores para McCain.
O Zogby apontou também, assim como o Gallup, que Obama foi o mais beneficiado pelo processo de votação antecipada, com 56% contra 49% dos votos entre estes entrevistados. Este resultado pode ser explicado pela intensa campanha democrata para o registro de eleitores e para a mobilização no processo de votação antecipada.
Obama, que pode se tornar o primeiro presidente negro do país, tem ainda 93% de apoio entre o eleitorado negro e 65% entre os hispânicos.
Os candidatos nanicos, independente Ralph Nader e o libertário Bob Barr, receberam 2% e 1% das indicações, respectivamente. Outros 2% permanecem indecisos.
A pesquisa Reuters/C-SPAN/Zogby foi realizada entre 29 e 31 de outubro, com 1.201 eleitores e tem margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos.



Charge do Bessinha
Dilma Rousseff - “Veremos quem lida melhor com a crise”
A ministra diz que o governo Lula mostrará até 2010 que teve mais competência que a oposição na economia


Desde que os efeitos da crise financeira global começaram a chegar ao país, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, passou a fazer jornada dupla. Além de coordenar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), acompanha de perto a elaboração e os resultados de cada uma das últimas medidas da área econômica. Dilma Rousseff é o nome preferido, mas ainda não declarado, do presidente Lula para disputar a sucessão em 2010, quando os efeitos da crise serão avaliados pelo eleitor. Na quinta-feira, depois de divulgar um balanço do PAC, a ministra recebeu ÉPOCA para esta entrevista. Ela aposta que o governo Lula vai se sair melhor que o anterior, de Fernando Henrique Cardoso, no enfrentamento da crise e no julgamento das urnas.

ENTREVISTA - Dilma Rousseff

QUEM É

Economista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 60 anos, a chefe da Casa Civil da Presidência é a principal auxiliar do presidente Lula
O QUE ESTUDOU

É a gerente do principal plano do governo Lula no segundo mandato: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)
O QUE FEZ

Foi ministra de Minas e Energia. Também foi secretária de Energia no Rio Grande do Sul

ÉPOCA – Os efeitos da crise econômica vão prejudicar o candidato do governo ao Planalto em 2010? Dilma Rousseff – Vou dizer o que espero de 2010 e acredito que meus companheiros de governo também esperam: que o povo reconheça o esforço feito por este governo para mudar as condições de desenvolvimento, fazer o país crescer e incluir milhões de brasileiros. A característica principal deste governo é que aumentamos a classe média brasileira em quase 20 milhões de pessoas, resgatamos da pobreza mais de 10 milhões de brasileiros. O governo será avaliado pelo que é.

ÉPOCA – Mas a crise será um componente dessa avaliação em 2010. Dilma – Tenho certeza de que esse componente será favorável ao governo, na visão do povo. Estamos mostrando que sabemos governar na hora mais difícil. Até lá, veremos quem sabe lidar melhor com a crise.

ÉPOCA – A senhora não acha que ela favorece a oposição? Dilma – Só se fosse uma oposição contra o Brasil. Como a crise pode favorecer a oposição, se ela é contra o país, se o governo está tomando as medidas para enfrentá-la? Desde 2003, construímos as condições para ter o melhor desempenho que este país já teve diante de uma crise dessa proporção. Quando começamos a acumular reservas, muita gente criticou, diziam que estávamos loucos. Isso foi possível porque mantivemos a inflação sob controle, fizemos superávit primário (a economia entre a arrecadação de impostos e os gastos do governo), enviamos ao Congresso as medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Foi isso que nos permitiu tomar as medidas preventivas agora.

ÉPOCA – O país foi abalado pelas crises no governo Fernando Henrique. Por que não seria no governo Lula? Dilma – Há muita gente achando que o Brasil hoje é o mesmo país de antes de 2003, quando ocorreram crises até pequenas se comparadas à atual. Eram crises de bilhões de dólares. A atual é de trilhões. Essas pessoas apostam que o governo vai falir, como faliu naquele período. Mas não vai. Naquela época, se havia crise, o governo quebrava, porque a dívida pública estava denominada em dólares e explodia. Não havia reservas suficientes e tinham de recorrer ao FMI e adotar políticas extremamente restritivas, ampliando a recessão que a própria crise já trazia. Naquela época, as crises implicavam uma apatia do governo. Ele estava quebrado, não tinha instrumental para agir e acabava realimentando a crise. Hoje, é completamente diferente: para começar, o governo não quebrou.

ÉPOCA – E por que não quebrou? Quais são as diferenças? Dilma – A primeira grande diferença é nossa robustez macroeconômica. Temos a inflação sob controle, as contas externas são robustas, acumulamos US$ 215 bilhões em reservas. Estamos fazendo um superávit primário maior até que a meta estabelecida. Fizemos superávits durante todo esse período. Apostamos no crescimento do mercado interno. A economia brasileira tem hoje mais condição de sustentar o crescimento diante de uma recessão na economia real de países desenvolvidos. E diversificamos bastante as relações comerciais com outros países.

ÉPOCA – A diferença está nas condições macroeconômicas do país? Dilma – Condições que nós construímos, mas não é só. Há uma diferença de atitude. Sabemos que a crise existe, é real e já nos afetou. Ela nos pega pela escassez mundial de crédito. Mas o governo tem perfeita tranqüilidade para lidar com isso. O presidente Lula não fica choramingando por um probleminha aqui, outro ali. Em vez de ficar apático, ou até de ser uma das maiores partes do problema, como nas crises antes de 2003, o governo hoje é um ator presente no cenário, com muitos instrumentos.

ÉPOCA – Por exemplo? Dilma – As medidas preventivas tomadas pelo BC e pela Fazenda mostram essa robustez. O uso de reservas para conter a especulação com a volatilidade do câmbio, o emprego dessas reservas diante de um crédito externo seco, quase desértico, a liberação do compulsório para irrigar o crédito. E as políticas setoriais, para a construção civil, a agricultura, com a ação do Banco do Brasil, da Caixa, do BNDES. São instrumentos de Estado para viabilizar o setor privado. Temos R$ 10 bilhões para o Fundo de Marinha Mercante, R$ 3 bilhões para a construção civil. Decidimos manter os programas sociais e os investimentos do PAC. Eles são importantes para nossa economia interna.

ÉPOCA – O ex-presidente Fernando Henrique, entre outros, diz que os gastos do governo criarão um problema fiscal grave, com o cenário de queda da arrecadação. Dilma – Ainda vamos ter de avaliar. Mas é preciso levar em conta, primeiro, que a economia vai continuar crescendo em 2009, mesmo que haja redução no ritmo. Estamos fazendo seguidos superávits primários e temos o excesso de arrecadação. Poderemos contar com um instrumento apresentado antes da crise, o Fundo Soberano. É um fundo fiscal, a poupança que podemos fazer com o excesso de arrecadação para carregar no tempo. A gente poupa nos dias bons para usar na hora de pior desempenho. O Fundo Soberano foi aprovado pela Câmara. Acreditamos que ninguém pode deixar de aprovar (no Senado) algo que seja o melhor para o país.

ÉPOCA – A oposição aposta no pior? Dilma – Não sei. Tendo a achar que nenhum cidadão brasileiro consciente aposta nisso. Agora, temo que as pessoas, em suas paixões, podem às vezes perder a razão. Quem aposta no pior é aquele tipo de pessoa que diz: “Ah... Quero ver se esse governo se desempenha bem numa crise”. Asseguro: teremos um dos melhores desempenhos no enfrentamento da crise. E estaremos em melhores condições para receber investimentos que outras economias, quando houver a retomada.

ÉPOCA – Amigos comuns dizem que a senhora e o governador José Serra têm idéias semelhantes sobre economia. Como seria uma disputa com ele em 2010? Dilma – Respeito muito o governador Serra. Que bom que tenhamos a mesma visão, mas andam imaginando coisas muito prematuramente. Como imaginar é livre, podem continuar imaginando.


ÉPOCA – O que iria diferenciá-los numa campanha? Dilma – Não vou discutir o que me diferencia do governador Serra, mas não estamos no mesmo projeto. O governador estava no projeto do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Eu estou no projeto do presidente Lula.