09 agosto 2008


Charge do Bessinha
Governo Lula contratará motosserrista sem emprego
O governo federal vai contratar carvoeiros e motosserristas desempregados pela Operação Arco de Fogo, da Polícia Federal, para ajudar no trabalho de prevenção e combate a queimadas ilegais na Amazônia.São mil vagas de "brigadistas" em seis Estados da Amazônia Legal, com direito a contrato temporário de seis meses a partir de setembro, um salário mínimo mensal (R$ 415), alimentação e vale transporte.Para escolher os 32 municípios nos quais haverá processo de seleção, o governo usou critérios como o orçamento disponível, o volume de desmatamento e de queimadas ilegais e a situação de desemprego."O objetivo não é apenas o de prevenir [incêndios ilegais], mas também o de fazer um trabalho social. A prioridade é que as pessoas estejam inseridas na região", afirma Elmo Monteiro, coordenador nacional do Prevfogo (Centro Especializado em Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais), vinculado ao Ibama.Carvoeiros, motosserristas e demais selecionados irão passar por um período de treinamento antes de iniciar o trabalho. Como brigadista, eles terão de visitar propriedades rurais do município e orientar fazendeiros e funcionários sobre os riscos ambientais e de multas para esse tipo de queimada.A partir deste mês, a preocupação do governo com os incêndios ilegais está em três Estados (Pará, Mato Grosso e Rondônia). As queimadas são permitidas, desde que ocorram de forma controlada e com autorização de órgãos ambientais. Dos municípios selecionados, dez estão em Mato Grosso e nove, no Estado do Pará.
Preço de pãozinho cai por isenção fiscal
“A queda no preço da farinha de trigo e do pão francês registrada no mês de julho, para os panificadores, já é reflexo das isenções fiscais concedidas pelo governo federal no final do mês de maio deste ano.
Os produtores de trigo e de pão francês ficaram isentos do recolhimento do Programa de Integração Social e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre esses produtos e da taxa de 25% cobrada pelo frete nas importações.
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), no dia seguinte à adoção das medidas, os moinhos reduziram em 10% o preço da farinha. Essa redução repercutiu no preço final do pãozinho, com uma redução imediata de 4%, de acordo com o presidente da Associação Brasileira da Industria Panificadora (Abip), Alexandre Pereira da Silva.”InvestNews / ABr
Matéria Completa, ::Aqui::
Bolsonaro deve ser acusado de quebrar decoro
A deputada federal Vanessa Grazziotin (PC do B-AM) vai representar na Câmara dos Deputados contra o colega Jair Bolsonaro (PP-RJ), sob a acusação de quebra do decoro parlamentar.Após seminário do Clube Militar sobre a Lei de Anistia, Bolsonaro xingou manifestantes do Grupo Tortura Nunca Mais e da UNE e disse que "o grande erro foi ter torturado e não matado". Para ela, Bolsonaro foi "muito desrespeitoso": "Temos de dar um limite. Não quero entrar no mérito da discussão de Tarso Genro com os militares, mas isso não lhe dá o direito de desqualificar o debate, levando-o a um patamar inaceitável. Dizer que "o erro foi não ter matado'? Que é isso! Tenho a convicção de que este não é o pensamento das Forças Armadas".Ouvido pela Folha, Bolsonaro criticou aquela "branquela": "O que eu estava defendendo [ao discutir com os manifestantes] era o seguinte: não são admiradores do Fidel Castro? Em Cuba tem algum anistiado pedindo indenização? Não, eles mataram todo mundo! Tem de fazer igual ao Fidel Castro!"
AMIGOS E LEITORES
Vamos mandar e-mail de solidariedade para deputada Vanessa do PC do B . Um sujeito como esse cão raivoso do Bolsonaro, não pode, não deve, permanecer em um cargo público que lhe foi conferido graças a democracia. Ele não tem nada de democrático, ele não serve o país e muito menos ao povo. Gente como Bolsonaro tem mais é que vestir um pijama, e ir lá para clube dos militares destilar a sua raiva entre os seus iguais.
Coloco abaixo o e-mail da deputada Vanessa, e a pagina dela na Internet.
Efraim exonera filha de cargo em seu gabinete no Senado
O senador Efraim Morais (DEM-PB) exonerou ontem a filha caçula, Caroline Maria Ventura Morais, 21, de seu gabinete no Senado. Nomeada desde dezembro de 2005, ela tinha cargo AP-2 (Assistente Parlamentar nível 2), com salário de R$ 3.600.A decisão foi tomada três dias após publicação de reportagem da Folha que mostrou que o senador mantinha sete parentes na Casa. Eles foram lotados nos gabinetes pessoal, da Primeira Secretaria e da liderança da minoria, cargo que ocupou entre 2003 e 2004. Além de parentes, Efraim colocou em seus gabinetes familiares de aliados políticos na Paraíba.Caroline é estudante de jornalismo. Segundo Efraim, ela atuava no gabinete como assessora de imprensa. "Trabalha direto comigo", disse, na segunda. No primeiro semestre, Efraim articulou a criação de 97 novos cargos comissionados na Casa. A proposta chegou a ser aprovada pela Mesa Diretora. Após a repercussão negativa do ato, a Mesa arquivou a proposta.
Gente olha a força dos blogs. Quem primeiro denunciou o nepotismo do senador Efraim, do DEM, foi o blog Os Amigos do Presidente Lula. Só depois disso é que Folha correu atrás. Mas só a filha e os outros?
Lula vai reparar UNE por incêndio na ditadura
Governo vai reconhecer responsabilidade do Estado na destruição de sede em 64 e deve contribuir em obra
Em tempos de ânimos acirrados entre militares e integrantes do Executivo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja assinar na próxima terça, no Rio, projeto de lei que reconhece a responsabilidade do Estado brasileiro no incêndio e demolição da sede da UNE (União Nacional dos Estudantes), ocorridos durante a ditadura.O anúncio, desde já classificado como "momento histórico" pelos estudantes, está previsto para ocorrer no terreno na praia do Flamengo onde funcionava a sede da instituição até o dia 1º de abril de 1964, quando o prédio foi incendiado por militares, após a deposição do presidente João Goulart.A estrutura depois foi demolida, em 1980, no governo de João Baptista Figueiredo.Além do reconhecimento político, o governo pretende bancar parte dos gastos da nova sede, um projeto do arquiteto Oscar Niemeyer doado à instituição. No final do ano passado, a UNE orçou os custos do prédio de 13 andares e de um centro cultural em aproximadamente R$ 40 milhões. Lula recebeu a instituição três vezes desde 2007 para acertar a ajuda.Apesar da disposição de contribuir financeiramente com a obra, até ontem a área técnica do governo ainda analisava a melhor forma de fazê-lo.Os estudantes estão em campanha pela reconstrução da sede há anos. Eles dizem ter recolhido 340 assinaturas de deputados e 48 de senadores em apoio à iniciativa.No texto enviado pela entidade para comunicar à imprensa o ato de terça, a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, comemora. "O mesmo Estado que destruiu a sede das entidades estudantis, tradicional reduto político e cultural da juventude brasileira, está agora, 40 anos depois, reparando os danos causados, devolvendo aos estudantes aquilo que lhes foi tirado e que lhes é de direito."O mal-estar entre membros do governo e militares teve início há poucos dias, quando os ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vanucchi (Direitos Humanos) convocaram um seminário no qual a tese de revisão da Lei de Anistia, de 1979, voltou a ser discutida.

08 agosto 2008

Genro quer abertura de arquivos do Exército na ditadura
Agencia Estado
RIO - Mesmo afirmando querer evitar polêmica com os militares, o ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu hoje a abertura dos arquivos dos órgãos de segurança das Forças Armadas que funcionaram na ditadura, considerados possíveis fontes de informações sobre arbitrariedades ocorridas no período. "Temos que verificar as mudanças que devem ser feitas na lei, porque tudo tem que ser feito dentro do Estado de Direito e protegendo as questões que são de interesse do Estado. Agora, isso é uma necessidade. A história deve ser conhecida por todo mundo", defendeu. Duramente atacado ontem em reunião no Clube Militar, no Rio de Janeiro, por defender o julgamento dos torturadores que atuaram no regime militar, ele ironizou os militares ao afirmar que não se sentirá constrangido com a divulgação das informações naquela época. "Não há problema em divulgar minha ficha. Ela não é novidade para ninguém. É uma ficha aberta e me orgulho muito dela", disse o ministro. Genro tentou evitar polemizar com os militares que se reuniram ontem no Clube - a maioria era da reserva, mas havia também oficiais da ativa, como o comandante Militar do Leste, general Luís Cesário da Silveira. "Esse assunto (a eventual punição dos torturadores) está encerrado. O Ministério da Justiça já se pronunciou", afirmou. Mas, ao ser questionado sobre as declarações do ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça Waldemar Zveiter, que conclamou os militares a um movimento pela demissão de Tarso, o ministro foi irônico. "Acho que eles tem direito de fazer isso, porque nós estamos em uma democracia. Se fosse em uma ditadura, quem fizesse uma manifestação como esta poderia ser cassado", provocou.

Serra elogia Kassab e diz que talvez tome um chá com Alckmin
Governador de SP evitou comentar a razão de ainda não ter se engajado na campanha de seu a razão de ainda não ter se engajado na campanha de seu partido na Capital
Agência Estado
SÃO PAULO - O governador de São Paulo,
José Serra , uma das principais lideranças do PSDB, voltou a desconversar quando o assunto é a candidatura de seu correligionário Geraldo Alckmin à Prefeitura de São Paulo. Em evento oficial na zona Sul da Capital - reduto da candidata petista Marta Suplicy -, Serra elogiou a administração do prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), e evitou comentar a razão de ainda não ter se engajado na campanha de seu partido na Capital.
http://www.estadao.com.br/nacional/eleicoes2008/not_cid220166,0.shtm
Serra vai é dar um chá de cadeira no Alckmin. Serra pelo apoio do nanico DEM em 2010, é Kassab desde criancinha. Vai largar o Alckmin novamente dependurado na brocha. Hilário
Pó enviado em carta ao STF era lactose, aponta laudo
Agencia Estado
BRASÍLIA - Era lactose, simplesmente açúcar de leite, o pó branco encontrado ontem no 3º andar do Supremo Tribunal Federal (STF), que causou grande alvoroço ante a suspeita de que se tratasse de algum produto tóxico ou atentado contra algum ministro. A constatação que o produto é inofensivo é do laudo preliminar do Instituto Nacional de Criminalística, que analisa uma amostra do pó branco para emitir laudo definitivo nos próximos dias. A informação consta de nota oficial divulgada hoje pela Polícia Federal (PF). "Foi feita a coleta do material que, ao ser submetido à análise pelos peritos criminais federais, apurou tratar-se de lactose (açúcar do leite), produto sem toxicidade", informa a nota da PF. A corporação afirmou ainda que abriu investigação com "prioridade máxima" no sentido de identificar o responsável pelo envio da correspondência.
ATENÇÃO
Chefe do laboratório do Into, referência nacional em ortopedia, é preso em flagrante pela PF
RIO - Foi preso na manhã desta quinta-feira o chefe do laboratório do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Eduardo Emery. O patologista, que é presidente regional da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica no Rio de Janeiro, é acusado de usar reagentes vencidos na realização dos exames de pacientes da unidade. (Veja o vídeo do flagrante)
Emery foi detido por policiais federais da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários dentro do hospital, no Centro. Os agentes cumpriam mandado de busca e apreensão expedido pela 1ª Vara Federal, e apreenderam vários kits vencidos - alguns deles estavam sendo utilizados no momento do flagrante. O chefe do setor será indiciado por falsificação, corrupção ou adulteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, cuja pena mínima prevista é de dez anos de prisão.

Emery trabalha há cerca de 25 anos no Into e, em 2005, já havia respondido a um inquérito administrativo movido pelo então diretor do hospital, Sérgio Côrtes, que, atualmente, é secretário estadual de Saúde do Rio. Segundo um funcionário da unidade, que pediu para não ser identificado, o processo teve como objetivo esclarecer um rombo de R$ 2 milhões no laboratório
.
Fico indignada com uma noticia dessas. Além de lesar o erário, ele pôs em risco a vida dos pacientes. Reagentes vencidos dão resultados alterados dos exames. É importantíssimo que pacientes que tiveram exames realizados nesse laboratório, com os reagentes vencidos, sejam convocados para realizar novos exames, para que uma analíse correta seja feita. 10 anos de prisão é pouco para esse safado.
Acidentes e mortes no trânsito diminuíram de 30% a 40% depois da Lei Seca, afirma Tarso
Agência Brasil

RIO - O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta sexta-feira que dados preliminares do ministério apontam que o número de acidentes e de mortes causadas pelo trânsito caiu entre 30% e 40%, desde o início da Lei Seca, em meados de junho. Durante solenidade de apoio à nova lei no Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro, Tarso afirmou que a medida 'chegou para ficar' e que a sociedade está vivendo um momento 'extremamente virtuoso na criação de uma nova sociedade'. (Ouça o que disse o ministro)

- A preocupação com o outro, a solidariedade, a compreensão de que a vida em sociedade exige regras democráticas e respeitosas pela vida humana. Esta lei veio em um momento oportuno. Há umas que não pegam, essa não só correspondeu ao anseio já latente na sociedade, como também está mudando o comportamento das pessoas - disse o ministro.
" Há umas que não pegam, essa não só correspondeu ao anseio já latente na sociedade, como também está mudando o comportamento das pessoas "
De acordo com Tarso, a fiscalização nas estradas federais do país vai continuar a ser feita e até intensificada pela Polícia Rodoviária Federal.
(Relator tira dúvidas sobre Lei Seca)
- Mas nós precisamos de uma estreita colaboração das policiais rodoviárias estaduais e das guardas municipais nas cidades onde elas têm função fiscalizadora - ele disse.
Sobre as denúncias de que policiais fluminenses estariam comprando bafômetros do próprio bolso para intimidar motoristas, o ministro defendeu punição rigorosa como forma de inibir essa prática.
- A deformação acompanha a vida das pessoas em todos os setores da sociedade. Um setor que venha a deformar a finalidade da medida não pode nem tirar o prestígio da Lei nem esmorecer a esperança de que ela (a Lei Seca) venha a ser cada vez mais aplicada. Esses policiais têm que ser postos na rua e ser severamente punidos e as leis do estado tem como fazer isto - afirmou.
http://oglobo.globo.com/

Comissão promove debate sobre reserva indígena Raposa Serra do Sol
Na próxima terça-feira (12) às 14h00, a Comissão de Legislação Participativa da Câmara (CLP) realiza audiência pública para tratar do conflito envolvendo a Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. O evento é fruto de iniciativa legislativa do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), aprovada por unanimidade em reunião ordinária deliberativa da Comissão. O relator da sugestão do Cimi foi o próprio presidente da CLP , deputado Adão Pretto (PT-RS).
A luta dos indígenas pela demarcação e homologação da reserva Raposa Serra do Sol, onde vivem 194 comunidades, divididas em cinco etnias, já tem mais de 30 anos. Em 1998, uma portaria do Ministério da Justiça declarou a posse permanente da terra aos povos indígenas. Apesar da demarcação, invasores não- indígenas foram tomando conta da área e contestando judicialmente o processo de demarcação. Após muitas vitórias dos indígenas nos tribunais, o Governo Federal, em 2004, fez, então, o anúncio da homologação.
Leia mais aqui
BRASIL BEIJING 2008

BOA SORTE BRASIL
Garcia estranha notícia sobre as Farc quando Brasil e Colômbia buscam diálogo
O assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, considerou sintomático que a revista colombiana Cambio tenha publicado matéria sobre a existência de um suposto envolvimento de autoridades do primeiro escalão do governo brasileiro com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no momento em que os dois países buscam o dialogo e o entendimento.
“Eu acho muito sintomático que num momento em que tem havido uma aproximação muito grande entre o Brasil e a Colômbia, na qual todos nós contribuímos, e o presidente Lula foi o principal mentor, surja uma matéria como essa”, afirmou.
O assessor manifestou estranheza com “o oportunismo da publicação da matéria” por parte da revista colombiana.
“Eu, particularmente, acho que a matéria tem um caráter de provocação. Porque ela menciona genericamente pessoas que aparecem nos relatórios - fulano, beltrano e cicrano -, mas não diz como aparece, e surge em um momento em que há um entendimento tão estreito entre os presidentes Lula e Álvaro Uribe. É um entendimento sincero, e volto a ressaltar a minha estranheza que surja neste momento uma matéria como essa.”
Garcia afirmou que em nenhum momento manteve, nem mesmo por meio de terceiros, qualquer contato com as Farc.
“Mais do que isso. Antes mesmo do começo do governo do presidente Lula, mas com ele já eleito, eu tomei a iniciativa de procurar o embaixador da Colômbia no Brasil e deixar claríssimo para ele que nós só manteríamos relações com o governo colombiano. Até porque, na época já havia especulações sobre isto ou aquilo [envolvimento de brasileiros com as Farc]”, afirmou o assessor presidencial.
Na avaliação de Garcia, como os documentos citados pela revista estavam nas mãos do governo da Colômbia, o mais provável é que o vazamento das informações - “que eu não sei se são falsas ou verdadeiras” - tenha se dado através de alguém do próprio governo colombiano contrário à aproximação dos presidentes Lula e Uribe.
“Nós ainda não falamos com ninguém do governo [da Colômbia] sobre o assunto, mas acho que teremos que fazê-lo brevemente”, disse.
Sobre a atuação das Farc e a possibilidade de que negociem a deposição das armas com o governo de Álvaro Uribe, Garcia disse que o governo brasileiro não tem posição definida a respeito, uma vez que prefere não se meter em assuntos internos de outros países.
“O governo não tem posição sobre que atitude as Farc deve tomar a partir de agora, se tem ou não que depor as armas, porque esse é um assunto interno da Colômbia”, afirmou.
Garcia disse, no entanto, que pessoalmente “é de que fica claro que as Farc deveriam fazer acordos com o governo. Acho que a luta armada na Colômbia hoje não tem qualquer relação ou característica que tiveram em outros períodos em que se lutavam contra ditaduras”.
Na avaliação do assessor especial da Presidência, nesse momento é necessário que a luta armada tenha “uma certa legitimidade”.
“No caso da Colômbia, essa luta divide o país. É repudiada pelos próprios colombianos e há certos métodos que as Farc foram adotando depois de um certo tempo. Agora, volto a repetir, o governo não se mete com assuntos internos da Colômbia”.
Agência Brasil

Inflação oficial desacelera em julho, mas chega perto do limite em 12 meses
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,53% em julho, uma desaceleração significativa diante da alta de 0,74% em junho (veja gráfico no fim deste texto).No entanto, no acumulado de 12 meses, a inflação atinge 6,37% (o maior acumulado desde 2005), o que aproxima o IPCA de seu limite máximo fixado pelo governo, que é de 6,5% em um ano. O centro da meta, na verdade, já foi superado com folga: o Banco Central previa inflação de 4,5% neste ano, com margem de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (poderia ser de 2,5% até 6,5%; por isso os 6,5% são considerados o limite).
Só neste ano, entre janeiro e julho, o IPCA registrou inflação de 4,19%. A variação supera aquela apurada nos sete primeiros meses de 2007, quando houve avanço de 2,32%.As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em julho de 2007, o indicador avançou 0,24%.As projeções de analistas financeiros captadas pela última pesquisa Focus do Banco Central (BC) indicavam elevação de 0,6% no índice de julho.
Petrobras anuncia descoberta de nova jazida de petróleo no pré-sal
Localizado na Bacia de Santos, reserva recebeu o nome de Iara.Segundo empresa, ainda não é possível estipular tamanho da acumulação.
A Petrobras anunciou na tarde desta quinta-feira (7) a descoberta de uma nova acumulação de petróleo na camada do pré-sal na Bacia de Santos, que recebeu a denominação de Iara. Segundo a empresa, o óleo foi descoberto em águas ultra-profundas no bloco denominado BM-S-11, e revelou uma jazida de petróleo com densidade considerada leve.
Saiba mais
O consórcio responsável pela exploração do local é formado pela Petrobras (65%, operadora), BG Group (25%) e Galp Energia (10%). O campo está localizado a a cerca de 230 quilômetros da costa do estado do Rio de Janeiro, onde a profundidade média da água é de 2.230 metros. Segundo a empresa, o poço ainda está em perfuração, na busca de objetivos mais profundos.

G1

Charge do Bessinha

Não há anistia que poupe torturadores perversos
"Entre os países criadores dos chamados "anos de chumbo", o Brasil é o único que ampara os responsáveis e os praticantes dos crimes comuns contra opositores da ditadura." (Jânio de Freitas, "Folha de S. Paulo", 3 de agosto de 2008)
Entre perplexos e assustados os brasileiros, como eu, tomamos conhecimentos de dois fatos gravíssimos: primeiro, uma nota assinada pelo general Gilberto Barbosa de Figueiredo com os mesmos enunciados dos tristemente cognominados anos de chumbo; segundo, da realização de um "simpósio" reunindo os três clubes militares, com a presença de juristas por demais conhecidos.
Na nota, o general Figueiredo me surpreende particularmente ao se referir à "tortura SUPOSTAMENTE praticada por alguns militares". A esta altura da minha vida, tantos anos já passados com a conseqüente renovação da tropa, é profundamente lamentável que um general respeitado como o presidente do Clube Militar ainda ponha dúvida sobre comprovada tortura que levou muitos à morte nos porões do DOI-CODI, do CENIMAR e do CISA. E até mesmo em locais clandestinos, longe do alcance dos próprios militares d'antão.
Toda a sociedade brasileira que viveu sob o signo do medo naqueles tétricos 20 anos sabia do que acontecia com quem ousasse contestar os usurpadores de um poder ilegal, que a ele chegaram com a derrubada do presidente constitucional e que nele permaneceram pela força dos tanques, numa balada tão malvada que até seus próprios aliados civis, como os governadores Carlos Lacerda e Ademar de Barros, passaram pelo cutelo que cortava as vidas dos mandatários.”Pedro Porfírio, Tribuna da Imprensa

Matéria Completa, ::Aqui


RS: PT cobra reação da Assembléia às novas denúncias sobre fraude
Deputados petistas se revezaram na tribuna na tarde da quarta-feira (6) para cobrar da Assembléia Legislativa gaúcha uma atitude em relação às novas revelações feitas pelo empresário Lair Ferst ao jornal Folha de São Paulo. Em entrevista exclusiva ao veículo, o lobista afirmou que a reestruturação do esquema fraudulento no Detran em 2007, com a troca da Fatec pela Fundae, foi uma decisão da cúpula do governo. “É público e notório que houve o envolvimento da governadora neste processo”, disse o empresário.
O líder da bancada do PT na Assembléia Legislativa, Raul Pont, considera a declaração de Ferst de extrema gravidade. “A governadora deve ao povo gaúcho uma resposta imediata às declarações do ex-captador de recursos da sua campanha. Se permanecer em silêncio ou tergiversar, será uma confissão de culpa”, sustentou o deputado.
Pont frisou que a Assembléia não pode fechar os olhos e nem abrir mão da sua função fiscalizadora. “Um ex-membro do partido da governadora e ex-colaborador assíduo de Yeda Crusius está incriminando a chefe do Executivo. A CPI está encerrada, mas este tema deve ser retomado nas comissões permanentes e no colégio de líderes”, defendeu o líder petista.
O deputado Fabiano Pereira (PT), que presidiu a CPI do Detran, afirmou que os fatos que vieram à tona reacendem o debate sobre o desvio de recursos na autarquia. Ele defendeu a aprovação de uma subcomissão ligada à Comissão de Serviços Públicos da Assembléia Legislativa para dar continuidade às investigações. “O relatório final da CPI não expressou a verdade, mas ela agora começa a aparecer por vias tortas. É imprescindível que o Legislativo continue investigando”, frisou o parlamentar.
Fabiano anunciou que o PT deverá fazer um aditamento à representação que encaminhou ao Ministério Público Federal, agregando as revelações feitas por Ferst. “Um roubo nas proporções do que houve no Detran não teria se mantido por tanto tempo sem o manto protetor das relações políticas. É isso que mostra a confissão de Ferst”, analisou Fabiano.
Para o deputado Adão Villaverde (PT), as revelações do lobista deixam o governo tucano em uma situação delicada e exigem uma manifestação da Assembléia Legislativa. “É inaceitável que o Legislativo, que fez a CPI do Detran, agora se cale. O momento exige uma posição firme. Se o Legislativo não se manifestar, certamente, nossa bancada o fará”, avisou.ImpeachmentJá o deputado Ronaldo Zulke (PT) disse que, se a governadora não apresentar uma explicação convincente para a compra de sua casa e para as novas revelações de Ferst, a Assembléia Legislativa não terá outra saída a não ser analisar o processo de impeachment. “A gravidade dos fatos não oferece outro caminho a não ser que sejam apresentadas explicações críveis. Há elementos fortíssimos para o pedido do impeachment da governadora, e o Legislativo não poderá se furtar de analisá-lo”, defendeu.
Na mesma linha, o deputado Elvino Bohn Gass (PT) afirmou que o slogan tucano “fazer mais com menos”, na prática, significa “mais corrupção e menos governo”. Na sua avaliação, ou Lair Ferst deve ser preso porque mentiu ou a situação da governadora se complicou e ela deve sérias explicações ao povo gaúcho.
PT/RS
EXCLUSIVO
O filho do presidente Lula, Luis Cláudio Lula da Silva, 22 anos, auxiliar de preparação física da equipe de Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras era alvo e objeto de um plano de seqüestro articulado pelos traficantes Juan Carlos Abadia, colombiano, e Fernandinho Beira-Mar. O presidente Lula foi informado dos fatos há dois meses. Desde então Luis Claudio teve sua segurança reforçada.
Escutas ambientais no presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS) e interceptações telefônicas de parentes e advogados que visitam os presos levaram à descoberta da articulação.
As conversas interceptadas mostram que Juan Carlos Girotti, do PCC, e um dos líderes do assalto ao Banco Central, em Fortaleza (CE), também se envolveu no ensaio da operação.
Para a extradição de Abadia, já autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e decidida pelo presidente, só falta o decreto ser assinado pelo próprio Lula.
De acordo com as informações levadas ao conhecimento do presidente da República, o conluio de traficantes planejava três alternativas para fugir da prisão.
Uma, o seqüestro de Luis Cláudio e autoridades do Judiciário e/ou Executivo que seriam trocados por presos. Essa configuração lembra o modelo colombiano que teve seu auge durante o reinado do mega-traficante Pablo Escobar.
As outras duas alternativas captadas pelas escutas ambiental e telefônica eram ou uma invasão do presídio ou uma interceptação de criminosos que estivessem a caminho de audiências.
Luis Cláudio Lula da Silva faz faculdade de Educação Física.
Bob Fernandes
Direto de Pequim
Terra Magazine

Aécio diz que é preciso "dar tempo" a Serra
Governador mineiro, que veio a São Paulo para apoiar Alckmin, diz que tucanos precisam entender as razões do colega paulista

Participação de Aécio dificulta entrada de Serra na campanha
A participação do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, na campanha de Geraldo Alckmin criou um novo entrave para aproximação entre José Serra e o candidato tucano a prefeito de São Paulo.

Segundo tucanos, Serra encarou o convite a Aécio como uma tentativa de constrangimento e reclamou da pressão.Em conversas com secretários ligados a Alckmin, avisou: "Não funciono sob pressão".
Serra diz que não funciona sob pressão. Serra não funciona com ou sem pressão.Ele não funciona de jeito nenhum. É um dos piores governadores que SP já teve. Tempo ele tem de sobra, ele não governa, ele é o eterno candidato

07 agosto 2008

GOVERNO LULA
Obras do PAC poderão ser acompanhadas em tempo real em 2009
As obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderão ser acompanhadas em tempo real pela internet a partir do primeiro trimestre do próximo ano, segundo informou o diretor-presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni.
A partir de setembro, a Casa Civil – órgão responsável pela gestão das obras – terá como fazer o acompanhamento em tempo real. “A parte física nós vamos fornecer até o final do mês de agosto e a do fluxo financeiro a partir do mês de setembro”.
De acordo com Mazoni, a partir de janeiro, os órgão de controle do governo também terão acesso às informações em tempo real. “Inicialmente estamos prevendo para janeiro um acesso instantâneo para órgãos de controle e, no primeiro trimestre, para todo cidadão, atendendo o princípio da transparência”.
Mazoni esclareceu que o sistema desenvolvido contém dados da fase financeira e da fase física das obras e permitirá à Casa Civil ter uma radiografia do PAC mais próxima da realidade.
“A gestão do Programa de Aceleração do Crescimento articula informações físicas e financeiras de muitos órgãos diferentes. Temos que ofertar sistemas de informação que permitam que a Casa Civil enxergue todo esse processo e tome decisões para resolver onde está trancado".
Segudo o diretor-presidente do Serpro, muitas vezes, um processo está autorizado, mas não se efetiva por fatores diversos. Enxergar esse processo como um todo é uma das prioridades do sistema.
Atualmente, o governo divulga informações sobre o andamento das obras do PAC a cada quatro meses. Mazoni destacou que o novo sistema dará mais agilidade ao trabalho de coleta de dados, hoje realizado pelos técnicos da Casa Civil, "com o apoio ainda não qualificado de tecnologia".
Há um esforço muito grande dos técnicos para conseguir montar todas as informações e acompanhar. Nós precisamos dar mais instantaneidade a isso. Não precisamos ter a cada mês uma consulta a todos os órgãos para entender essas informações. Queremos que isso aconteça em tempo real. Quando o processo saiu de um escaninho para o outro , suas dificuldades já precisam ser informadas à Casa Civil".
Agência Brasil
FGV: Inflação da baixa renda cai pela metade em julho
SÃO PAULO - O IPC-C1 (Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1) ou inflação da baixa renda, desacelerou em julho e ficou em 0,61%, contra os 1,29% divulgados em junho, informou nesta quinta-feira a FGV (Fundação Getúlio Vargas). Segundo a pesquisa, a diminuição é resultado do ligeiro decréscimo do grupo dos alimentos, vestuário, educação, leitura e recreação, e habitação. Considerando o segmento de saúde e cuidados pessoais, o índice subiu de 0,65% para 0,97% no período. O grupo de despesas diversas subiu de 0,05% para 0,35%, e o grupo de transportes, de 0,00% para 0,02%.
Chora oposição, chora, bate o cabeção na parede e chora
Safra agrícola deve ser 9% maior em 2008 e atingir recorde, calcula IBGE
RIO - A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas pode atingir o recorde de 145,1 milhões de toneladas em 2008, conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção é de uma colheita 9% maior em relação àquela do ano passado, de 133,1 milhões de toneladas. São consideradas no cálculo as culturas de caroço de algodão, amendoim, arroz, feijão, mamona, milho, soja, aveia, centeio, cevada, girassol, sorgo, trigo e triticale.
A previsão faz parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) após o IBGE realizar a sétima estimativa nacional da safra agrícola deste ano. O prognóstico supera em 1% aquele feito em junho, de 143,6 milhões de toneladas, devido a "reajustes das culturas de verão com a colheita concluída, às reavaliações do sorgo, milho e feijão 2ª safras e, ainda, ao acréscimo no plantio do feijão 3ª safra e das culturas de inverno, como o trigo, decorrentes dos bons preços praticados", explicou o organismo.Dos 25 produtos analisados, 19 devem ter produção superior no comparativo com o ano passado, como arroz em casca (9,6%), cana-de-açúcar (14,2%), feijão em grão 2ª safra (40,6%), soja em grão (3,6%) e trigo em grão (32,5%).Pela distribuição regional da produção, o Sul aparece como principal responsável pela safra brasileira, com 60,6 milhões de toneladas. Em seguida, estão o Centro-Oeste (50,5 milhões de toneladas), Sudeste (17,5 milhões de toneladas) e Nordeste (12,7 milhões de toneladas) A região Norte deve colher 3,7 milhões de toneladas.
Procuradores apóiam Tarso Genro
“Tese é de que atos de tortura são crimes contra a humanidade e lei não tem o poder de anistiá-los
Os agente públicos envolvidos em atos de tortura e mortes durante o regime militar devem ser responsabilizados cível e criminalmente, pois os crimes cometidos por eles não podem ser considerados políticos ou conexos a atos políticos.
A defesa é dos procuradores da República de São Paulo Marlon Alberto Weichert e Eugênia Fávero, autores da ação civil pública contra os comandantes do DOI-Codi, entre eles o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. "A Lei de Anistia não tem o poder de anistiar esses agentes públicos, pois os atos de tortura são crimes contra a humanidade", afirmou o procurador. De acordo com ele, crimes de repressão cometidos por agentes de Estado não podem ser considerados crimes políticos.”Tribuna da Imprensa
Matéria Completa, ::Aqui::
GOVERNO LULA
Brasil ultrapassa a França e torna-se o sexto maior produtor de automóveis
A indústria de automóveis brasileira tornou-se, no primeiro semestre deste ano, a sexta maior do mundo em número de unidades produzidas, ultrapassando a francesa. Segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (6) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), até junho, 1,89 milhão de veículos foram produzidos no Brasil – 120 mil a mais do que na França.
De acordo com a Anfavea, até o ano passado, as posições do Brasil e da França no ranking mundial da indústria de automóveis estavam invertidas. Em 2007, França produziu 3,02 milhões de veículos e o Brasil, 2,97 milhões.
O Japão, com 6,06 milhões de unidades; a China, com 5,20 milhões; os Estados Unidos, com 4,89 milhões; a Alemanha, com 3,31 milhões; e a Coréia, com 2,08 milhões, ocupam este ano as primeiras posições do ranking. A Espanha, com 1,55 milhões de automóveis produzidos, vem logo depois da França.
De acordo com o presidente a Anfavea, Jackson Schneider, a boa fase da economia nacional tem impulsionado as vendas de automóveis e, com isso, a produção. Com mais empregos formais, crédito abundante e demanda por veículos, a tendência é que o número de veículos produzidos pela indústria nacional cresça ainda mais.
Em julho, por exemplo, o número de veículos produzidos e o de licenciados no Brasil bateu novo recorde: 320,1 mil e 288,1 mil, respectivamente.
Agência Brasil

Charge realista do Bessinha
O medo é deles, não meu
Investigação da PF causa medo e confusão, segundo o presidente do STF (me dá um tristeza ouvir isto!!!).Vou contar para vocês o porque desta frase.Sempre convivi com pessoas muito ricas. Para elas existem duas coisas sagradas: a)poder é estar acima da lei. b) se considerarem vítimas da sociedade.Quando criança lembro de pessoas ricas e influentes que se gabavam de jamais pagar multa de trânsito, pois eram amigas do delegado. Era verdade, elas nunca pagavam MESMO. Seus filhos não eram presos, sequer importunados, quando aprontavam pela cidade. Eles sonegam impostos sempre que possível. Jamais assumem a resposabilidade. A culpa por isto é que eles são vítimas de um sistema ruim, extorsivo, etc. Para cada lei que os incomoda há uma solução ilegal para ajuda-los. Nenhuma lei que os incomoda é justa, são vítimas. Se fazem coisas erradas é porque a lei está errada.Em suas reuniões sociais é comum conversar sobre formas de burlar a lei.Os que agem corretamente ficam calados para não serem indelicados e não prejudicarem o próprio negócio. Me lembro de uma cena na qual um médico ficou ouvindo uma dona de confecção justificar que não pagava os direitos trabalhistas de seus funcionários porque eles produziam menos que os operários coreanos. O médico ouviu calado, pois a família dela era cliente dele.Não é atoa que quando a PF começa a investigar as falcatruas dos mais ricos eles ficam confuso e com medo.Li vários textos dos setores mais conservadores dizendo que estas investigações visam INCOMODAR os empresários e os "produtores" do Brasil com a finalidade de instalar um ditadura petista. Parece bobagem para você? Mas tem muita gente que acredita nisto.Até a dona da Daslu é colocada como vítima. Coitada! Estes incomodados já escolheram o lado político deles. Agora mesmo devem estar dando uma boa grana e bastante apoio logístico e político para eleger pessoas que pensem como eles.Aqui em SP o Serra faz a parte dele. A polícia Civil do estado JAMAIS os incomoda. Jamais os incomoda, mesmo que o governo diga que NÃO tem dinheiro para reformar as escolas e os muito ricos estejam tomando este dinheiro para eles.Aumentar imposto sobre o leite pode. Desbaratar quadrilhas de riquinhos que sonegam/roubam não pode. Esta é a lei do Serra e dos democratas.
Um primor este texto do Chicão.
SERRA ENGANANDO A POPULAÇÃO
SSP diz não divulgar ranking de crime para não afetar mercado
Para Túlio Kahn, da Secretaria da Segurança Pública, rankings levam a "interpretações simplistas ou incompletas"Hierarquizações de crimes influenciam o mercado imobiliário, o preço dos seguros e a auto-estima da população, diz o sociólogo
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afirmou ontem que não divulga rankings de violência para evitar "leitura simplista" dos dados e não influenciar o mercado imobiliário, o preço dos seguros e a auto-estima da população.A afirmação foi feita pelo o sociólogo Túlio Kahn, da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento), órgão da secretaria, em entrevista convocada pela pasta após a Folha ter publicado na edição de ontem o "mapa da violência".Antes de trabalhar para o governo, Kahn atuou em núcleos de estudos que costumavam divulgar rankings de criminalidade. "Na época, eu não tinha noção do impacto que causavam na auto-estima das pessoas que moram nesses lugares, no valor de seguros de automóveis, no valor dos imóveis da área."Kahn disse seguir a filosofia de órgãos estatísticos de outros países de não usar rankings e citou relatório do FBI, a polícia federal dos EUA: "Essas hierarquizações levam a interpretações simplistas ou incompletas, que freqüentemente criam percepções enganosas que afetam negativamente algumas cidades e seus residentes".Embora o governo diga não querer influenciar preços, hoje, segundo a Folha apurou, as seguradoras já cobram até 20% mais por seguros de veículos que pernoitam em áreas com maior incidência de roubos e furtos, como Perdizes, Pinheiros e Lapa, na zona oeste. Elas dispõem de amplos estudos sobre a casuística e estipulam preços com base nesses dados.Ontem, o governador José Serra (PSDB) comentou os dados. "Estamos trabalhando em todas as áreas. Na média, a criminalidade tem caído verticalmente. Temos taxas de homicídios parecidas com a de países desenvolvidos."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0708200826.htm
Quais países desenvolvidos? Iraque, Afagnistão? Isso tem nome, é enganação. Serra para se eleger em 2010 está escondendo a violência em SP da população. Isso é embromação, safadeza. PCC deve estar as gargalhadas lendo esse texto.

Aliado de Dantas doou a presidente da CPI
Dório Ferman, que aparece nos registros oficiais como o dono do Opportunity, deu R$ 10 mil para campanha de Marcelo ItagibaDeputado indeferiu pedido de Protógenes, que indiciou braço direito de banqueiro na Satiagraha, para adiar depoimento em comissão
O presidente da CPI dos Grampos, o deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), que anteontem indeferiu o pedido do delegado Protógenes Queiroz para adiar seu depoimento na comissão, recebeu, em 2006, R$ 10 mil em doação eleitoral do executivo Dório Ferman, que aparece nos registros oficiais como o dono do banco Opportunity, de Daniel Dantas.Preso pela Polícia Federal, Ferman foi indiciado por Protógenes no relatório final da Operação Satiagraha sob acusação de gestão fraudulenta.A campanha eleitoral de outro ativo integrante da CPI, Raul Jungmann (PPS-PE), suplente da comissão, também recebeu R$ 4.000 de Ferman. Jungmann afirmou que a doação ocorreu durante um jantar de apoio à sua candidatura promovido pelo ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga para reunir "amigos ligados a corretoras de valores e mercado financeiro".Braço direito de Daniel Dantas, Ferman é dono de 99% das cotas do Opportunity. Para a PF, trata-se de um testa-de-ferro de Dantas -dos registros oficiais, Dantas não consta como dono do banco. Ferman também aparece como sócio-proprietário da empresa Opportunity Lógica Gestão de Recursos Ltda. e passou a dirigir, em fevereiro deste ano, um novo fundo internacional criado pelo Opportunity."O capo da organização [Daniel Dantas] começou a carreira com ele [Dório Ferman] em uma corretora de valores na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1980. Desde esse tempo estabeleceu uma relação de confiança muito próxima, chegando ao ponto de exercer a presidência de algumas empresas estratégicas do grupo Opportunity. A tudo assiste e consente sem o menor pudor a atos relacionados a gestão fraudulenta praticados pela organização criminosa de Dantas", afirmou o relatório final do delegado da PF, entregue à Justiça Federal.Entre os integrantes da CPI estão alguns parlamentares que foram, direta ou indiretamente, alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal nos últimos anos. O presidente da comissão, Marcelo Itagiba, que é delegado da PF e foi secretário de Segurança Pública da governadora Rosinha Matheus (2003-2006), foi citado na Operação Cerol, realizada em 2006 pela PF no Rio para investigar suposto favorecimento a empresários acusados de crimes fazendários. Ele não foi denunciado no inquérito. Seu nome apareceu no noticiário sobre o caso e ele teve que dar seguidas explicações.
PT pede que PF ouça acusador de Yeda
Governadora não comentou afirmações de Lair Ferst, que disse que a tucana sabia de desvios no Detran
A oposição à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), vai pedir ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal que convoquem, para um novo depoimento, o empresário Lair Ferst, acusado de ser um dos líderes da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran. Ontem, a governadora não quis comentar as acusações feitas pelo ex-tucano.Em entrevista publicada ontem pela Folha, Ferst ligou a governadora à fraude.Ele afirmou que houve decisão política do governo na troca de prestadores de serviço do Detran que permitiu reestruturar o esquema de desvio em maio do ano passado.Segundo Ferst, há pelo menos dez pessoas envolvidas na fraude que não foram investigadas -entre elas, integrantes e ex-integrantes do governo e pessoas com foro privilegiado."Ele tem de ser ouvido com urgência pelo Ministério Público ou pela PF. Se não disser quem são as dez pessoas, inclusive do alto escalão do governo, deve ser preso", disse o deputado Elvino Bohn Gass (PT).Yeda Crusius evitou responder a perguntas sobre Ferst em dois eventos públicos dos quais participou ontem à tarde."As perguntas são sempre as mesmas, as declarações que dou são sempre as mesmas. Eu valorizo as instituições, que estão acima das pessoas que estão fazendo a investigação", disse a governadora.Ferst, que se desligou do PSDB na semana passada, afirmou à Folha que atuou na coordenação da campanha de Yeda em 2006 e que foi recebido pela tucana, já depois da posse, para tratar, segundo ele, de "assuntos de amizade".Em ocasiões anteriores, Yeda negou que seja próxima de Ferst ou que tenha se encontrado com ele depois da posse.A fraude no Detran gaúcho ocorreu entre 2003 e 2007. A autarquia repassava valores superfaturados para duas fundações responsáveis pelos exames dos candidatos a motorista, que, por sua vez, distribuíam o dinheiro para empresas envolvidas no esquema.O esquema só foi desmontado em novembro de 2007, quando a PF deflagrou a Operação Rodin. Segundo a denúncia, os R$ 44 milhões desviados foram gastos com propinas e enriquecimento ilícito.

06 agosto 2008

Tribunal de Justiça de São Paulo condena MAINARDI e ABRIL por danos morais a Paulo Henrique Amorim
José Rubens Machado de Campos, advogado de Paulo Henrique Amorim, acaba de informar: “A 5ª. Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo acatou, por unanimidade, o relatório do Desembargador Oldemar Azevedo e deu provimento a recurso de Paulo Henrique Amorim para condenar a Editora Abril e Diogo Mainardi ao pagamento de 500 salários mínimos (R$ 207.500, 00), ao reconhecer a ocorrência de danos morais quando da publicação (em 6 de setembro de 2006) da coluna “A Voz do PT”, na revista Veja. A Câmara considerou que houve ‘abuso da liberdade de imprensa’. A Câmara confirmou que as contestações oferecidas eram inexistentes por falta de procuração. Cabe recurso ao STJ.” Enviado por André Lux andreluxme@terra.com.br
Charge: blog Desabafo País.
http://desabafopais.blogspot.com/
DEM EFRAIM DEM
CAMINHO DA FRAUDE NO SENADO
Leandro Colon e Marcelo Rocha
Correio Braziliense
Empresas terceirizadas fechavam acordo com a cúpula da Casa para ganhar licitações, segundo o MP “Vamos beber vinho”. Com esse código, empresários negociaram um esquema de fraudes em licitações milionárias no Senado que contou com informações privilegiadas repassadas por funcionários da Casa. Gravações telefônicas feitas pela Polícia Federal com autorização da Justiça revelam como a Conservo, a Ipanema e a Brasília Informática tramaram juntas as jogadas para excluir concorrentes e vencer as licitações para fornecer mão-de-obra terceirizada.
Com a ajuda de servidores do Senado, as empresas descobriam quem estava interessado em determinada concorrência, faziam acordos por fora com compensações financeiras, e decidiam com antecedência o resultado da licitação. Os diálogos, muitos com o uso de códigos, demonstram intimidade entre os empresários e os funcionários da Casa.
Em 11 de abril de 2006, Aloysio Brito Vieira, então secretário de Compras do Senado, recebeu uma ligação de Victor João Cúgola, dono da Conservo. O servidor do Senado chama o empresário de “irmãozinho” nessa conversa. Segundo o MP, Cúgola telefonou para reclamar que o Senado estaria dificultando a vida da Conservo. “Puxaram meu tapete”, disse.
No dia 5 de maio daquele ano, o Diário Oficial da União publicou a vitória da empresa na licitação para condução e manutenção de veículos do Senado por R$ 456 mil por mês. Em 2 de julho passado, o Correio revelou que esse contrato deveria terminar em 1º de junho deste ano, mas foi prorrogado sem licitação até 31 de maio de 2009.
No diálogo, Aloysio Vieira, que hoje cuida da Secretaria de Fiscalização e Controle do Senado, conta a Cúgola que o dono da Ipanema, José Carlos Araújo, o informou que teria um “contrato” com o colega da Conservo. Para o MP, isso confirma que Aloysio sabia que havia um acordo entre as duas empresas: a perdedora receberia uma compensação financeira.
Em 24 de março de 2006,a Ipanema assinou contrato para prestar serviços de mão-de-obra indireta para a Secretaria de Comunicação Social e outros órgãos do Senado. Seis dias depois, Victor Cúgola, da Conservo, admite ter “combinado” uma compensação de R$ 4 milhões da Ipanema referente a essa concorrência, segundo a denúncia do MP. Esse contrato, aliás, foi prorrogado até 30 de março do ano que vem.
As transcrições das conversas aparecem em relatórios do Ministério Público Federal com base em inquérito da PF. No material, obtido pelo Correio, surgem dois nomes de alto calibre: o diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, e o primeiro-secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB). Ambos são citados pelos empresários e por funcionários da Casa (leia na página 3).
Esses contratos sob suspeita somam mais de R$ 35 milhões e foram prorrogados este ano sem licitação, o que atende ao desejo do esquema, segundo o MP. Isso porque, diz a denúncia feita pelos procuradores da República, o objetivo das empresas é se perpetuar dentro do Senado. “As apurações evidenciam a existência de uma grande organização criminosa”, destaca o documento.
Segundo os relatórios, um ex-servidor do Senado, Eduardo Bonifácio Ferreira, era o intermediário das negociações. De acordo com a investigação, ele e os donos das empresas marcaram encontros no Parque da Cidade entre fevereiro e março de 2006 pela manhã e à tarde para beberem “vinho”. Na interpretação dos investigadores, a bebida seria um código usado para disfarçar a negociação pelas concorrências do Senado. As autoridades que comandaram a investigação levantaram a possibilidade de que o pagamento de propina teria sido feito nesses encontros.
Numa conversa com Márcio Fontes, da Brasília Informática, Paulo Duarte diz que está com um “menino lá dentro” do Senado. Para o MP, isso reforça a tese de que os funcionários da Casa repassavam informações privilegiadas aos empresários. O esquema começou na gestão de Renan Calheiros (PMDB-AL) na presidência da Casa e teria continuado agora na gestão de Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Os donos da Conservo e da Ipanema, e os servidores do Senado Dimitrios Hadjinicolaou e Aloysio Vieira foram denunciados em março deste ano por improbidade administrativa. O documento foi baseado na investigação feita em 2006 pela PF e pelo MP. MemóriaPF desmonta golpe
A Operação Mão-de-Obra ocorreu em 26 de julho de 2006. Foram mobilizados 170 agentes federais para cumprir mandados de prisão expedidos pela Justiça contra servidores públicos e empresários, entre eles os empresários Victor João Cúgola (dono da Conservo) e José Carlos Araújo (dono da Ipanema). Houve buscas e apreensões de documentos em cinco órgãos federais — Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ministérios da Justiça, do Trabalho e da Ciência e Tecnologia, Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e Senado.
A ação teve origem em denúncia sobre fraude em licitações e superfaturamento de contratos desses órgãos com três empresas fornecedoras de mão-de-obra terceirizada — Conservo, Ipanema e Brasília Informática. A primeira denúncia lançava suspeitas apenas sobre contratos na pasta da Justiça. Depois, a investigação abarcou todos os locais em que elas haviam vencido licitações.
A PF indiciou 19 pessoas, atribuindo a elas crimes como formação de quadrilha e cartel, fraude em licitação e corrupção. Baseado no inquérito policial, a Procuradoria da República no Distrito Federal denunciou 18 acusados à Justiça Federal — a acusação foi transformada em ação penal. Tramitam também ações contra elas por atos de improbidade administrativa.

Garibaldi: Senado não será omisso em envolvimento de servidores com máfia de licitações
Gerson Camarotti - O Globo
BRASÍLIA - O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), afirmou nesta quarta-feira que vai colaborar com as investigações do envolvimento de servidores com uma máfia que fraudava licitações na Casa. O esquema já foi denunciado pelo Ministério Público. Segundo o jornal "Correio Braziliense", gravações da Polícia Federal apontam para participação de altos integrantes do Senado nas fraudes e mostram citações aos nomes do diretor-geral da Casa, Agaciel Maia, e do primeiro-secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB).
- Não podemos poder o risco de ser omissos no encaminhamento de informações à Polícia Federal e ao Ministério Público - afirmou Garibaldi, acrescentando que se necessário será criada uma comissão interna sobre o assunto.
Montadoras batem novo recorde e produção chega a 2 milhões no ano
A produção de veículos registrou novo recorde nos primeiros sete meses do ano, segundo dados da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As vendas também tiveram bom desempenho. As exportações em julho, no entanto, voltaram a cair, depois de alta em junho.
Foram fabricados 320 mil veículos em julho, alta de 19,8% na comparação com o mesmo período de 2007 e de 3,5% em relação a junho deste ano. No acumulado do ano, a produção alcançou 2,01 milhões de unidades, alta de 21,8% na comparação com o mesmo período do ano passado.
As vendas no mercado doméstico, que impulsionam a produção nas fábricas, foram de 288 mil em julho, alta de 32,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 12,6% em relação a junho deste ano.
GOVERNO LULA
Ipea: três milhões de pessoas terão deixado a pobreza entre 2002 e 2008
RETRATOS DO BRASIL


Queda se deveu à alta do emprego e a políticas sociais Instituto afirma que o número de pobres cairá de 32,9% para 24,1%
Entre 2002 e o fim deste ano, três milhões de brasileiros terão deixado a pobreza nas seis maiores regiões metropolitanas do país. Só em 2008, serão 500 mil pessoas com melhores condições de vida. A conclusão é de um estudo divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De acordo com os dados, o percentual de pobres nos grandes centros urbanos cairá de 32,9% para 24,1% em seis anos. As pessoas consideradas pobres em 2002 - com renda familiar per capita de R$103,75 a R$207,50 a preços correntes - eram 14,352 milhões. Em dezembro, serão 11,356 milhões.
O ritmo de queda foi ainda maior para a população considerada indigente (com renda familiar per capita de até R$103,75) e que mora nas zonas urbanas. Neste caso, o percentual, que estava em 12% em 2002, cairá à metade até o fim deste ano, para um universo de 3,123 milhões de pessoas. Já entre os ricos (com renda familiar acima de R$16.600 mensais), o movimento ficou praticamente estável em 1% da população nos últimos seis anos. Entraram para o seleto grupo 28.103 pessoas.
- O Brasil está deixando de ser um país de pobreza absoluta para ser um país de pobreza relativa, diminuindo a distância entre o topo e a base da pirâmide - afirmou o presidente do Ipea, Márcio Pochmann. Alta da produtividade foi maior que ganho de renda
Um dos efeitos dessa mudança, segundo Pochmann, foi a elevação do número de brasileiros enquadrados na faixa intermediária de renda (nem pobre nem rico). Em 2002, dois terços dos moradores das regiões metropolitanas viviam nessa situação e, no fim de 2008, serão três quartos.
- Houve um aumento nos segmentos intermediários, sobretudo da classe média baixa - afirmou Pochmann.
Segundo ele, os efeitos da expansão da economia no mercado de trabalho (mais vagas formais e alta dos rendimentos) foram os principais motivos para a redução da pobreza no período. A renda do trabalho representa 90,7% dos rendimentos das famílias nas áreas urbanas. Também foram essenciais o aumento real do salário mínimo e os programas sociais (não só o Bolsa Família, mas as aposentadorias e benefícios previdenciários).
Para Pochmann, a pequena mobilidade entre os ricos nos últimos seis anos é um sinal de que os ganhos de produtividade não estão sendo repassados aos salários dos trabalhadores. Ao citar dados de outra pesquisa mensal do IBGE com números específicos do setor industrial, ele afirmou que enquanto a produção no segmento subiu 28,1% entre 2001 e 2008, a folha de pagamento real por trabalhador teve alta de apenas 10,5%.
O estudo do Ipea, feito a partir da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, cita dados da pobreza entre 2002 e 2008 e, portanto, englobando apenas o último ano de gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No texto, há uma ressalva de que os indicadores foram melhores entre 2003 e 2008, governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pochmann justificou o recorte temporal da pesquisa, afirmando que a PME mudou sua metodologia em 2002, dificultando a compatibilização de séries históricas em relação ao período anterior.
http://clipping.planejamento.gov.br/
VIVA LULA PRESIDENTE DO BRASIL!
FGV vê mais solidez na ascensão social
Segundo pesquisador, ganho de renda da população mais pobre se mostra mais resistente do que em outras épocasProporção de miseráveis nas seis maiores regiões metropolitanas do país cai de 35% para 25% de abril de 2002 a abril de 2008
De cada cem trabalhadores das seis maiores regiões metropolitanas que estavam em situação de miséria em janeiro deste ano, 32 aumentaram sua renda e mudaram de classe social após quatro meses. Essa maior mobilidade ajudou a reduzir a desigualdade e encorpou a classe média.É o que mostra estudo divulgado ontem pelo economista Marcelo Neri, do Centro de Políticas Sociais da FGV. A pesquisa identifica que esses movimentos de aumento da classe média e de redução da desigualdade, que começaram a ser detectados nesta década, continuam fortes neste ano.Como resultado, a proporção de miseráveis nas maiores regiões metropolitanas caiu de 35% para 25% de abril de 2002 a abril de 2008. No período, a classe média, que era 44% da população, chegou a 52%.Resultados semelhantes foram encontrados em outro levantamento divulgado pelo Ipea (leia texto nesta página).O estudo da FGV definiu como classe média a população cuja renda domiciliar total se situava entre R$ 1.064 e R$ 4.591. Foi incluído na classe E, abaixo da linha de miséria, a população cuja renda domiciliar fosse inferior a R$ 768.Neri explica que sempre houve grande mobilidade social no Brasil, principalmente no caso de pobres que conseguiam subir para a classe média, mas logo voltavam para a pobreza. Desta vez, ele diz que os dados são mais animadores: "Esse movimento não parece mais um vôo de galinha, como tantos que tivemos no Brasil".Analisando a mobilidade entre classes sociais nas regiões metropolitanas, o estudo de Neri mostra que, em 2003, 79% dos trabalhadores conseguiram permanecer na classe média num período de quatro meses. Em 2008, esse percentual aumentou para 85%.No caso da classe E, o percentual dos que conseguiram ascender passou de 27% para 32%, sendo que 16% foram para a classe D, 15% para a classe média (C) e 1% chegou à elite (classe A ou B).A maior mobilidade, no entanto, acontece na classe D, aquela situada entre os miseráveis (E) e a classe média (C).Em 2003, o movimento desses trabalhadores era ligeiramente mais descendente (24% caíram para a classe E) do que ascendente (23% foram para a classe C). Em 2008, o percentual dos que subiram foi de 30%, exatamente o dobro dos que caíram: 15%.Para o economista, esses dados são positivos e se refletem na melhoria da distribuição de renda. "A queda na desigualdade que estamos presenciando agora é espetacular, com uma intensidade comparável à do crescimento da concentração da renda na década de 1960. O Brasil descobriu nesse movimento uma espécie de poço de petróleo que, bem explorado, está ajudando a tirar milhões de famílias da miséria."Para Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, mesmo com o cenário externo menos favorável, a tendência é que a classe C continue crescendo no país graças à geração de empregos."A tendência de oferta de crédito ainda é favorável, e o setor de construção segue investindo pesado. Isso dá mais garantias para a classe média se expandir. O cenário externo ainda não deve atrapalhar, nem ajudar", diz Vale.


Caseiro Farsenildo rejeita indenização de R$ 35 mil
Mas ele aceita R$ 50 mil. Será que ele vai devolver o dinheiro que extorquiu do seu suposto pai? Afinal foi feito o exame de DNA para saber se o tal extorquido é seu pai? Afinal houve extorsão ou tudo não passou de uma armação heim Farsenildo?
Raul Jungmann financiado por Daniel Dantas em 2006
O Dep. Raul Jungmann (PPS/PE) foi um dos 3 políticos financiados nas eleições de 2006 pelo ex-presidente do Banco Opportunity, Dorio Ferman (preso na operação Satiagraha).Os outros dois financiados foram:O tucano Márcio Fortes (não confundir com o ministro das cidades, apenas os nomes são iguais), ex-secretário-geral do PSDB, e envolvido com as notas frias da campanha de José Serra em 2002.E o terceiro é ninguém menos do que o Dep. Marcelo Itagiba (PMDB/RJ), presidente da CPI dos grampos (ver nota abaixo).As doações estão declaradas ao TSE e são regulares, mas é no mínimo estranha essa intimidade destes deputados com o Opportunity de Daniel Dantas.Raul Jungmann mostra serviço: fez um dos requerimentos à Protógenes Queiroz na CPI dos grampos.Não surpreenderá ninguém se as perguntas que Jungmann quer fazer a Protógenes for as mesmas que o advogado de Dantas Nélio Machado faria.Continue lendo aqui…
Governadora tucana declara guerra ao Piso Salarial dos professores
A governadora gaúcha Yeda Crusius foi à Brasília nesta terça-feira para se reunir com senadores da oposição para tentar derrubar a implementação do Piso Nacional para os Professores da rede pública.
A governadora tucana afirma que a conquista histórica dos professores aumentará os gastos do Estado com educação em mais R$ 1,5 bilhão de reais.

Outra conquista do magistério que segundo os tucanos é "impossível de se cumprir" é a reserva de 33% da carga horária para atividades extraclasse. Hoje, esse percentual é de 20%. Com a nova lei, o Rio Grande do Sul terá que contratar 27 mil novos professores.

Em entrevista ao jornal Zero Hora, a governadora argumentou que "a gente não vai pagar, a gente não vai adaptar os contratos estaduais a isso, porque não pode, é inconstitucional. O volume é um terço a mais de professores que a gente teria que colocar".

Assembléia gaúcha aprova aumento de 143% para Yeda Crusius
da Agência Folha, em Porto Alegre
A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou, hoje à tarde, um
aumento de 143% para a governadora Yeda Crusius (PSDB). O salário da governadora passa dos atuais R$ 7.140,70 para R$ 17.343,14.
O momento do aumento coincide com turbulências enfrentadas pelo governo com o funcionalismo. Servidores dos presídios gaúchos estão em greve reivindicando reposição salarial de 20% e a aprovação de um plano de cargos e carreiras. O governo ainda não apresentou contraproposta.
É um acinte, é uma bofetada no povo gaúcho
Dinheiro para a educação, para salários de professores não tem. Mas tem dinheiro para o aumento de 143% no salário da governadora mais corrupta da história do RS. Isso é PSDB.
GREVE DA POLÍCIA DE SP
Serra barra propaganda na TV sobre greve de policiais
Governo paulista obteve liminar alegando que filme causaria pânico na população
Comercial faz parte de campanha de sindicatos e associações de policiais civis, que pretendem iniciar paralisação no dia 13


O governo de São Paulo conseguiu na Justiça suspender a exibição em emissoras de TV de uma propaganda de greve da Polícia Civil. A Procuradoria Geral do Estado, órgão responsável por defender judicialmente os interesses do governo, alegou ao Poder Judiciário que o filme de 30 segundos propagaria pânico na população.O comercial faz parte da "Campanha do Basta", idealizada por 12 sindicatos e associações de policiais civis que pretendem entrar em greve no dia 13 deste mês. A categoria alega que não consegue negociar com o governo uma pauta de reivindicações que inclui reposição salarial e medidas de valorização da carreira policial.Os sindicatos avaliam que existam 36 mil policiais civis no Estado, entre delegados, investigadores, escrivães, agentes e carcereiros -pela lei, 30% desse total deve continuar trabalhando em caso de greve.Como a decisão do desembargador Ricardo Dip, do Tribunal de Justiça, foi em caráter liminar, cabe recurso. A Adpesp (Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo) informou que entrou ontem com um pedido no TJ para cassar essa medida.O filme em questão mostra atores representando policiais civis batendo em uma porta, que sugere ser a do gabinete do governador José Serra (PSDB).Eles dizem: "Governador, precisamos falar sobre a segurança da população. Governador, queremos falar dos salários, os mais baixos do Brasil".Os policiais retratados deixam o local e uma mensagem diz: "Os policiais civis vêm insistindo em conversar com o governador e ele não atende. Continuamos trabalhando em respeito ao compromisso da polícia com o povo de São Paulo até agora. A polícia quer respeito para não ter que parar".A propaganda já foi veiculada na TV Bandeirantes, no dia 1º, e na TV Record, no dia seguinte. Como a decisão do desembargador foi dada no plantão do TJ, neste último fim de semana, o comercial não pôde ser exibido ontem num dos intervalos do Jornal Nacional, da Rede Globo -como previa a campanha publicitária dos sindicatos. As entidades afirmam ter gasto R$ 300 mil para passar o filme nas três emissoras.A reportagem não conseguiu contato com a assessoria do governador Serra. O procurador-geral do Estado, Marcos Fábio de Oliveira Nusdeo, autor do pedido, não foi encontrado pela Folha. No documento, obtido pela reportagem, Nusdeo diz ter procurado a Justiça com o objetivo de "garantir o direito constitucional da população à segurança" e também "garantir a sensação de segurança". Para ele, a propaganda "extrapola os limites do direito à informação e livre manifestação objetivando causar pânico à população" e "exorbita o direito à liberdade de manifestação"."Não queremos discutir só remuneração, mas atendimento melhor à população", disse Sergio Marcos Roque, presidente da Adpesp, que pretende se reunir hoje com um representante do governo.

O vídeo proibido pela Justiça, a pedido do governo, pode ser visto no site www.comitedocidadao.com.br

Isso é o governo Serra, isso é o PSDB. Serra quer esconder da população a sua incompetência, o descaso com as polícias de SP, o descaso com a segurança. Pior Serra sonha em ser presidente do Brasil, vai sonhando, vai sonhando. Divulguem o vídeo proibido por Serra ao maior número de pessoas. A população tem que ser alertada do descaso de Serra com a segurança.
NEPOTISMO EXPLÍCITO
Senado não vai tomar atitude contra nomeação de parentes
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), e o corregedor da Casa, Romeu Tuma (PTB-SP), disseram ontem que não vão tomar nenhuma atitude em relação à contratação de parentes e familiares de aliados políticos pelo primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais (DEM-PB).A Folha revelou ontem que o senador mantém, em seus gabinetes, pelo menos sete parentes e também nomeou familiares de aliados."O primeiro-secretário já está prestando os esclarecimentos. Não me cabe dar opinião", afirmou Garibaldi.Corregedor da Casa, Romeu Tuma disse que a nomeação de parentes "não é proibida". "Isso é uma questão de foro íntimo. Eu, por exemplo, não nomeio parentes", afirmou.Efraim Morais registrou presença, mas não permaneceu em plenário ontem. Questionado, por meio de sua assessoria, se pensa em realizar mudanças no gabinete, ele respondeu que "tudo será mantido como está.
Que moral tem o Senado para falar em impunidade, em combate a corrupação. Combate ao desperdicio do dinheiro público? Efraim e sua numerosa familia, vão continuar a receber um dinheiro que não é proibido, é imoral. Resta ao eleitor da Paraíba dar o troco em 2008, em 2010. Não elegendo nenhum candidato do DEM, ou apoiado por Efraim de Moraes, e não reelege-lo nunca mais.
CASO ALSTOM E OS TUCANOS
PT quer apuração de contratos sob Alckmin
De posse da informação de que o Brasil está na lista de países onde a Siemens teria pago propina em troca de contratos públicos entre 2000 e 2006, a bancada do PT da Assembléia paulista pediu ontem ao Ministério Público que investigue os negócios da multinacional com o governo do Estado, sob comando dos tucanos no período.Segundo os deputados estaduais petistas, só na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), hoje candidato à prefeitura da capital, foram fechados 44 acordos com a empresa, num total de R$ 1,04 bilhão. Alguns deles são em consórcio com a Alstom, suspeita de pagar propina a tucanos, também em troca de contratos.No caso da Siemens, as autoridades da Alemanha, onde funciona a sede da multinacional, não estabeleceram até agora conexão com o governo paulista. Mas a oposição diz que, como a empresa tem parcerias com a Alstom no Estado, pode ter usado o mesmo esquema.Um dos contratos da Siemens, firmado em 2002 com a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) a um valor de R$ 55,4 milhões, foi considerado irregular pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado). "As autoridades têm de descobrir se o que motivou o Executivo a cometer irregularidades foi o pagamento de propina", afirmou o líder da bancada petista, Roberto Felício.Ele nega motivação política na iniciativa -Alckmin disputa o primeiro lugar nas pesquisas com Marta Suplicy (PT) na sucessão paulistana. "Não estamos pedindo investigação sobre o candidato, e sim sobre o ex-governador", disse Felício.O esquema da Siemens foi revelado por uma série de reportagens do diário americano "The Wall Street Journal", reproduzidas pelo jornal "Valor Econômico". A própria empresa detectou sérias irregularidades em sua contabilidade.Além das representações encaminhadas aos Ministérios Públicos Estadual e Federal, que incluem contratos da empresa com o governo paulista de 1990 até este ano, o PT iniciou a coleta de assinaturas para criar a CPI da Siemens.As chances de a investigação parlamentar sair do papel, no entanto, são remotas, já que o governador José Serra (PSDB) tem ampla maioria na Assembléia e costuma barrar, via líderes, os pedidos de apuração que têm tucanos como alvo."Fica fácil para o Alckmin dizer que não tem ficha suja, já que nunca deixou que apurassem nada contra ele", afirmou o deputado estadual Ênio Tatto, lembrando que o ex-governador também barrava todas as investigações que poderiam incomodá-lo na Assembléia.

Acusado de desvio no Detran-RS muda versão e agora envolve Yeda
Lair Ferst, que coordenou campanha de tucana, diz que atual gestão reestruturou esquema de fraudeEmpresário negocia com a Procuradoria implicar o primeiro escalão do governo em troca da retirada de parte de acusação contra ele


O empresário Lair Ferst, acusado de ser um dos pivôs do desvio de R$ 44 milhões do Detran-RS, envolveu ontem pela primeira vez a governadora Yeda Crusius (PSDB) na fraude.Uma semana depois de se desfiliar do PSDB, Ferst -que ajudou a coordenar a campanha de Yeda em 2006- afirmou em entrevista exclusiva à Folha que foi uma decisão da cúpula do governo reestruturar o esquema de desvio.O empresário negocia com o Ministério Público Federal e com a Justiça implicar cerca de dez nomes de integrantes e ex-integrantes do primeiro escalão do governo gaúcho, além de pessoas com foro privilegiado, em troca da retirada de parte das acusações contra ele.Ferst é réu em ação criminal com outras 39 pessoas. Ele responde, entre outras acusações, por corrupção ativa e extorsão. A Folha apurou que essa é a segunda tentativa dele de fazer um acordo. A primeira foi vetada pela Justiça em abril.As novas informações que Ferst promete acrescentar se referem à chamada "fase dois" da fraude -quando o Detran substituiu, em maio de 2007, a Fatec pela Fundae, ambas fundações ligadas à Universidade de Santa Maria.As investigações apontam que a troca ocorreu para retirar as empresas da família Ferst do esquema e beneficiar empresas ligadas a integrantes do aliado PP. Mesmo assim, até então, o empresário havia assumido posição de defesa da governadora -negando inclusive qualquer proximidade com a tucana. "Procurei não potencializar essa relação em razão do clima quente do debate político que se travou na CPI [da Assembléia Legislativa], eu não achava que era conveniente servir de munição para a oposição."Agora, Ferst afirma que era amigo da governadora e que foi recebido mais de uma vez por Yeda depois da posse. Segundo ele, a reestruturação da fraude, com a troca de fundações, foi decisão política do governo. "É público e notório que houve o envolvimento da governadora nesse processo", disse ele.O empresário afirma que as informações que prestará ao MPF irão envolver pessoas próximas a Yeda. A crise já derrubou cinco integrantes do primeiro escalão, alguns deles citados por réus em grampos realizados pela Polícia Federal na Operação Rodin.