12 julho 2008


Agentes listam 98 investidores em paraíso fiscal
Relação inclui empresários, jornalistas, médicos e comerciantes que teriam dinheiro no exterior
A Polícia Federal relacionou 98 investidores brasileiros em um organograma da suposta quadrilha chefiada pelo banqueiro Daniel Dantas. Todos manteriam dinheiro no Opportunity Fund, nas Ilhas Virgens, notório paraíso fiscal do Caribe - sem nenhum registro no Banco Central sobre a saída do dinheiro do País.A lista feita pelos agentes federais inclui nomes de empresários, médicos, jornalistas, executivos e comerciantes. Todos eles teriam desobedecido a duas normas legais em vigor no País. A primeira, contida no artigo 22 da Lei 7.492/86, trata de evasão de divisão; e a segunda envolve a Resolução 2.689 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que veda aos clientes brasileiros os fundos offshore em países estrangeiros, como Opportunity Fund.Além desse fundo, outros dois teriam sido usados pelo grupo de Dantas para "apagar qualquer vestígio de irregularidades que leve à identificação de ilícitos financeiros". Depois de Cayman, o dinheiro passava pelas Ilhas Virgens Britânicas, Irlanda e voltava ao Brasil como investimento estrangeiro. Além da lista de 98, a PF preparou outra com mais 293 nomes, ao lado dos quais há valores de que variam de 251 milhões (não se diz se dólares ou reais) a 754. ANOS ATRÁSA PF descobriu que o esquema de fundos offshore foi usado pelo Opportunity para a compra de empresas privatizadas do antigo sistema Telebrás. A origem dos fundos seria um acordo do Opportunity com o Citibank, "alguns anos antes de se iniciar o processo de privatização" das teles, em 1998.Nesse acordo com o Citibank teria sido decidida a criação dos fundos de investimentos em Cayman para que "os mesmos atuassem arrematando empresas de telefonia fixa e móvel em leilão que ocorreria em seguida". A análise do disco rígido do Opportunity revelaria que foram criados o CVC Equity Partners LP (CVC-LP) e o Opportunity Fund, em Cayman.Ainda segundo o disco, esses dois fundos offshore se uniram com os fundos de pensão e criaram um terceiro fundo de investimento: o Fundo CVC/Opportunity Equity Partners FIA (CVC-FIA), composto por investidores institucionais (fundos de pensão) e sediado no Brasil. A perícia da PF mostrou que o CVC-LP e o CVC-FIA "seriam fundos espelhos" - ambos investiriam nos mesmo ativos.Para os peritos, os dois fundos offshore deveriam "ingressar com dinheiro no Brasil e registrá-lo no Banco Central como investimento estrangeiro". No caso do fundo CVC-FIA não seria preciso fazer isso, pois o fundo já era sediado aqui.Para o esquema funcionar, segundo a PF, foram criadas "empresas veículos", que formaram cadeias societárias, cujo ponto de partida eram fundos do acordo Opportunity-Citibank. Por meio dessas empresas, segundo a PF, Dantas arrematou a Brasil Telecom, a Amazônia Celular e a Telemig Celular.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080712/not_imp204768,0.php
Deputado ACM Neto, candidato a prefeito de Salvador, reúne-se com a bancada de Daniel Dantas
Deu no jornal Valor Econômico.
Preocupados com o envolvimento do senador Heráclito Fortes (DEM) com o banqueiro Daniel Dantas, parlamentares do DEM se reuniram para “estudar a estratégia de defesa”. Estavam presentes o presidente do DEM, Rodrigo Maia (RJ), o deputado Paulo Bornhausen (SC), o deputado Ronaldo Caiado (GO) e o deputado ACM Neto, candidato do DEM à prefeitura de Salvador. Eles querem defender o senador Heráclito Fortes citado no escândalo como dono de uma conta em paraíso fiscal e alvo de um grampo no qual foi flagrado conversando com Daniel Dantas sobre negócios. Todos eles têm contato com Carlos Rodenburg, diretor do Grupo Opportunity, que se encontra foragido. ACM Neto tem tudo para se preocupar, já que o falecido senador ACM era do esquema de Daniel Dantas. ACM Neto não é o herdeiro Político?
Lula elogia população do Vietnã pela vitória contra os EUA
Em visita do Presidente do Brasil ao país, autoridades fecharam acordos na área de ciência, tecnologia e luta contra a pobreza.

O presidente do STF ministro Gilmar Mendes, não tem mais moral para ficar frente a mais alta Corte de Justiça do país. Ele é um desequilibrado, deveria renunciar ao cargo.
Leia mais
Delegados da PF protestam contra decisão de soltar Daniel Dantas
Folha Online

A ADPF (Associação de Delegados da Polícia Federal) divulgou uma nota à imprensa em que critica a decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, de conceder liminar na tarde desta sexta-feira para suspender a prisão preventiva do banqueiro Daniel Dantas.

O dono do banco Opportunity deixou a carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo na noite de hoje. Dantas estava preso preventivamente desde ontem à tarde por decisão da Justiça Federal em São Paulo.

Ele já havia sido preso na terça-feira (8), durante a Operação Satiagraha da PF, mas foi solto ontem de madrugada depois que o presidente do STF aceitou o primeiro pedido de liberdade por considerar sua prisão "desnecessária".

Segundo a ADPF, a decisão de Mendes "desprezou os esforços" da PF, do Ministério Público Federal e da Justiça Federal. Os delegados também protestam contra o "desvio" do foco da operação para a utilização de algemas, e negam ter havido vazamentos de informações da Polícia Federal.

"É inadmissível que à Polícia Federal [...] seja atribuída a pecha de 'canalhas' e 'gângsters'", afirma a ADPF, em referências às recentes declarações do ministro Gilmar Mendes.

Confira a íntegra da nota:

"Nota da Associação dos Delegados de Polícia Federal sobre a recente decisão do ministro Gilmar Mendes

A Associação dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) manifesta sua indignação quanto à nova decisão do ministro Gilmar Mendes que determinou a soltura do Senhor Daniel Valente Dantas, em desacordo com a jurisprudência dominante, que autoriza a prisão preventiva no caso de prejuízo à instrução criminal, e com supressão de instâncias do Poder Judiciário.

Referida decisão desprezou o esforço desenvolvido pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, bem como a criteriosa análise da legalidade e adequação realizadas pelo Juízo de primeira instância, quando da determinação da prisão preventiva do Senhor Daniel Valente Dantas.

Refutamos, com veemência, que o foco principal da exitosa operação desencadeada pelos órgãos já mencionados, seja desviado para o uso de algemas quando da efetivação das prisões, imputando-se à Polícia Federal o vazamento de informações e pseudo-monitoramentos irregulares que não se confirmaram e cuja apuração nunca foi requisitada pelas autoridades hipoteticamente vitimadas.

É inadmissível que à Polícia Federal, responsável por trabalhos conjuntos com o Ministério Público e o Poder Judiciário, norteados para a desejada e tempestiva mudança de um sistema historicamente focado à prisão de criminosos desassistidos, seja atribuída a pecha de "canalhas" e "gângsters".

A contrário senso, investigados pelo desvio de bilhões de reais dos cofres públicos, inclusive com a tentativa de suborno de Delegado de Polícia Federal, são tratados com beneplácito."

11 julho 2008

Charge do Bessinha
Perfeita!
130 juízes federais protestam contra Gilmar Mendes
Da Redação
Depois dos
procuradores se manifestarem contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, agora 121 juízes federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul divulgaram carta de apoio ao juiz federal da 6ª Vara, Fausto Martin De Sanctis, responsável por expedir o pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas.
Procuradores divulgam carta de repúdio a Gilmar Mendes
42 procuradores divulgaram carta aberta, na qual lamentam decisão de Gilmar Mendes no habeas corpus que tirou Daniel Dantas da prisão pela primeira vez. Para eles, "as instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal".
Leia MaisSanctis foi acusado nesta sexta-feira por Gilmar Mendes de mandar a Polícia Federal monitorar o gabinete do ministro. No entanto, uma varredura no STF não encontrou escutas no local. Mendes concedeu hoje, pela segunda vez, liminar para suspender a decisão da prisão de Dantas, pedida por Sanctis.No texto, os juízes demonstram "indignação com a atitude" de Gilmar Mendes, pelo ministro ter determinado o encaminhamento de cópias da decisão do juiz Fausto De Sanctis sobre o habeas corpus que soltou Dantas para o Conselho Nacional de Justiça, o Conselho da Justiça Federal e a Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região. "Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada pode interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito", diz a carta.
Leia a íntegra da carta:
MANIFESTO DA MAGISTRATURA FEDERAL DA 3ª REGIÃO
Nós, juízes federais da Terceira Região abaixo assinados, vimos mostrar, por meio deste manifesto, indignação com a atitude de Sua Excelência o Ministro Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal, que determinou o encaminhamento de cópias da decisão do juiz federal Fausto De Sanctis, atacada no Habeas Corpus n. 95.009/SP, para o Conselho Nacional de Justiça, ao Conselho da Justiça Federal e à Corregedoria Geral da Justiça Federal da Terceira Região.Não se vislumbra motivação plausível para que um juiz seja investigado por ter um determinado entendimento jurídico. Ao contrário, a independência de que dispõe o magistrado para decidir é um pilar da democracia e princípio constitucional consagrado. Ninguém nem nada pode interferir na livre formação da convicção do juiz, no direito de decidir segundo sua consciência, pena de solaparem-se as próprias bases do Estado de Direito.Prestamos, pois, nossa solidariedade ao colega Fausto De Sanctis e deixamos clara nossa discordância para com este ato do Ministro Gilmar Mendes, que coloca em risco o bem tão caro da independência do Poder Judiciário.Até às 17 horas de hoje, 11 de julho, os Juízes Federais abaixo identificados manifestaram-se conforme o presente manifesto, sem prejuízo de novas adesões.
1 - Carlos Eduardo Delgado
2 - José Eduardo de Almeida Leonel
3- Katia Herminia Martins Lazarano Roncada
4 - Raecler Baldresca
5 - Rubens Alexandre Elias Calixto
6 - Claudia Hilst Menezes
7 - Edevaldo de Medeiros
8 - Denise Aparecida Avelar
9 - Taís Bargas Ferracini de Campos Gurgel
10 - Giselle de Amaro e França
11 - Erik Frederico Gramstrup
12 - Angela Cristina Monteiro
13 - Elídia Ap Andrade Correa
14 - Decio Gabriel Gimenez
15 - Renato Luis Benucci
16 - Marcelle Ragazoni Carvalho
17 - Silvia Melo da Matta
18 - Isadora Segalla Afanasieff
19 - Daniela Paulovich de Lima
20 - Otavio Henrique Martins Port
21 - Cristiane Farias Rodrigues dos Santos
22 - Claudia Mantovani Arruga
23 - Paulo Cezar Neves Júnior
24 - Venilto Paulo Nunes Júnior
25 - Rosana Ferri Vidor
26 - João Miguel Coelho dos Anjos
27 - Fabiano Lopes Carraro
28 - Rosa Maria Pedrassi de Souza
29 - Sergio Henrique Bonachela
30 - Rogério Volpatti Polezze
31 - Wilson Pereira Júnior
32 - Nilce Cristina Petris de Paiva
33 - Cláudio Kitner
34 - Fernando Moreira Gonçalves
35 - Noemi Martins de Oliveira
36 - Marilia Rechi Gomes de Aguiar
37 - Gisele Bueno da Cruz
38 - Gilberto Mendes Sobrinho
39 - Veridiana Gracia Campos
40 - Letícia Dea Banks Ferreira Lopes
41 - Lin Pei Jeng
42 - Luiz Renato Pacheco Chaves de Oliveira
43 - Fernando Henrique Corrêa Custodio
44 - Leonardo José Correa Guarda
45 - Alexandre Berzosa Saliba
46 - Luciana Jacó Braga
47 - Marisa Claudia Gonçalves Cucio
48 - Carla Cristina de Oliveira Meira
49 - José Luiz Paludetto
50 - Carlos Alberto Antonio Júnior
51 - Márcia Souza e Silva de Oliveira
52 - Maria Catarina de Souza Martins Fazzio
53 - Nilson Martins Lopes Júnior
54 - Fabio Ivens de Pauli
55 - Mônica Wilma Schroder
56 - Louise Vilela Leite Filgueiras
57- José Tarcísio Januário
58 - Valéria Cabas Franco
59 - Marcelo Freiberger Zandavali
60 - Rodrigo Oliva Monteiro
61 - Ricardo de Castro Nascimento
62 - Luciane Aparecida Fernandes Ramos
63 - José Denílson Branco
64 - Paulo César Conrado
65 - Alexandre Alberto Berno
66 - Luciana Melchiori Bezerra
67 - Mara Lina Silva do Carmo
68 - Raphael José de Oliveira Silva
69 - Anita Villani
70 - Higino Cinacchi Júnior
71 - Maria Vitória Maziteli de Oliveira
72 - Márcio Ferro Catapani
73 - Silvia Maria Rocha
74 - Luís Gustavo Bregalda Neves
75 - Denio Silva The Cardoso
76 - Fletcher Eduardo Penteado
77 - Leonardo Pessorrusso de Queiroz
78 - Carlos Alberto Navarro Perez
79 - Renato Câmara Nigro
80 - Ronald de Carvalho Filho
81 - Luiz Antonio Moreira Porto
82- Hong Kou Hen
83- Pedro Luís Piedade Novaes
84- Flademir Jerônimo Belinati Martins
85- Luís Antônio Zanluca
86- Omar Chamon
87- Sidmar Dias Martins
88- João Carlos Cabrelon de Oliveira
89- Antonio André Muniz Mascarenhas de Souza
90- Marilaine Almeida Santos
91-Alessandro Diaféria
92- Paulo Ricardo Arena filho
93- Hélio Egydio de Matos Nogueira
94- Ricardo Geraldo Rezende Silveira
95 - Cláudio de Paula dos Santos
96 - Leandro Gonsalves Ferreira
97 - Caio Moysés de Lima98 - Ronald Guido Junior
98 - Clécio Braschi
99 - Roberto da Silva Oliveira
100 - Vanessa Vieira de Mello
101 - Ivana Barba Pacheco
102 - Simone Bezerra Karagulian
103 - Gabriela Azevedo Campos Sales
104 - Kátia Cilene Balugar Firmino
105 - Fernanda Soraia Pacheco Costa
106 - Leonora Rigo Gaspar
107 - Marcos Alves Tavares
108 - Jorge Alexandre de Souza
109 - Anderson Fernandes Vieira
110 - Raquel Fernandez Perrini
111- Adriana Delboni Taricco Ikeda
112 - Tânia Lika Takeuchi
113- Janaína Rodrigues Valle Gomes
114- Fernando Marcelo Mendes
115- Simone Schroder Ribeiro
116- Nino Oliveira Toldo
117 - João Eduardo Consolim
118 - Raul Mariano Júnior
119 - Mônica Aparecida Bonavina
120 - Dasser Lettiere Júnior
121 - Renato de Carvalho Viana
122 - Paula Mantovani Avelino
123 - Renatp de Carvalho Viana
124 - Marcelo Guerra Martins
125 - Maíra Felipe Lourenço
126 - Andréa Basso
127- Diogo Ricardo Goés Oliveira
128- Guilherme Andrade Lucci
129- Carla Cristina Fonseca Jorio
130- Higino Cinacchi Junior
Procuradores divulgam carta de repúdio a habeas corpus concedido por Gilmar Mendes
Da Redação
Quarenta e dois procuradores da República divulgaram nesta sexta-feira (11) uma carta aberta à sociedade brasileira, na qual lamentam a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes no habeas corpus que tirou o banqueiro Daniel Dantas da prisão pela primeira vez, no dia 9 de julho.
Gilmar Mendes determina nova liberdade para Dantas
O presidente do STF, Gilmar Mendes, acatou petição apresentada pelos advogados de Daniel Dantas e concedeu liminar para suspender a decisão da prisão preventiva do banqueiro. Dantas está preso preventivamente desde ontem por decisão da Justiça Federal. Ele já havia sido preso na terça e foi solto em seguida também por decisão de Mendes.
Leia Mais
Dez horas depois de ser libertado na terça, Dantas voltou a ser preso, desta vez preventivamente. O pedido foi feito pelo juiz da 6ª Vara, Fausto de Sanctis, que hoje é acusado pelo ministro Gilmar Mendes de mandar a Polícia Federal monitorar seu gabinete. Hoje, pela segunda vez, Mendes concedeu liminar para suspender a decisão da prisão preventiva do banqueiro.Na carta, os procuradores dizem que "as instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal da 1ª instância, no Estado de São Paulo".Leia a íntegra abaixo:Carta aberta à sociedade brasileira sobre a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4.
Dia de luto para as instituições democráticas brasileiras1.
Os Procuradores da República subscritos vêm manifestar seu pesar com a recente decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal no habeas corpus nº 95.009-4, em que são pacientes Daniel Valente Dantas e Outros. As instituições democráticas brasileiras foram frontalmente atingidas pela decisão liminar que, em tempo recorde, sob o pífio argumento de falta de fundamentação, desconsiderou todo um trabalho criteriosamente tratado nas 175 (cento e setenta e cinco) páginas do decreto de prisão provisória proferido por juiz federal da 1ª instância, no Estado de São Paulo.2. As instituições democráticas foram frontalmente atingidas pela falsa aparência de normalidade dada ao fato de que decisões proferidas por juízos de 1ª instância possam ser diretamente desconstituídas pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, suprimindo-se a participação do Tribunal Regional Federal e do Superior Tribunal de Justiça. Definitivamente não há normalidade na flagrante supressão de instânciasdo Judiciário brasileiro, sendo, nesse sentido, inédita a absurda decisão proferida pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal.3. Não se deve aceitar com normalidade o fato de que a possível participação em tentativa de suborno de Autoridade Policial não sirva de fundamento para o decreto de prisão provisória. Definitivamente não há normalidade na soltura, em tempo recorde, de investigado que pode ter atuado decisivamente para corromper e atrapalhar a legítima atuação de órgãos estatais.4. O Regime Democrático foi frontalmente atingido pela decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal, proferida em tempo recorde, desconstituindo as 175 (cento e setenta e cinco) páginas da decisão que decretou a prisão temporária de conhecidas pessoas da alta sociedade brasileira, sob o argumento da necessidade de proteção ao mais fraco. Definitivamente não há normalidade em se considerar grandes banqueiros investigados por servirem de mandantes para a corrupção de servidores públicos o lado mais fraco da sociedade.5. As decisões judiciais, em um Estado Democrático de Direito, devem ser cumpridas, como o foi a malsinada decisão do Presidente do Supremo Tribunal Federal. Contudo, os Procuradores da República subscritos não podem permanecer silentes frente à descarada afronta às instituições democráticas brasileiras, sob pena de assim também contribuírem para a falsa aparência de normalidade que se pretende instaurar.Brasil, 11 de julho de 2008.
Sérgio Luiz Pinel Dias - PRES
Paulo Guaresqui - PRES
Helder Magno da Silva - PRES
João Marques Brandão Neto - PRSC
Carlos Bruno Ferreira da Silva - PRRJ
Luiz Francisco Fernandes - PRR1
Janice Agostinho Barreto - PRR3
Luciana Sperb - PRM Guarulhos
Ramiro Rockembach da Silva
Matos Teixeira de Almeida- PRBA
Ana Lúcia Amaral - PRR3
Luciana Loureiro - PRDF
Vitor Veggi - PRPBL
uiza Cristina Fonseca Frischeisen - PRR3
Elizeta Maria de Paiva Ramos - PRR1
Geraldo Assunção Tavares - PRCE
Rodrigo Santos - PRTO
Edmilson da Costa Barreiros Júnior - PRAMAna
Letícia Absy - PRSP
Daniel de Resende Salgado - PRGO
Orlando Martello Junior - PRPR
Geraldo Fernando Magalhães - PRSP
Sérgio Gardenghi Suiama - PRSP
Adailton Ramos do Nascimento - PRMG
Adriana Scordamaglia - PRSP
Fernando Lacerda Dias - PRSP
Steven Shuniti Zwicker - PRM Guarulhos
Anderson Santos - PRBA
Edmar Machado - PRMG
Pablo Coutinho Barreto - PRPE
Maurício Ribeiro Manso - PRRJ
Julio de Castilhos - PRESÁ gueda
Aparecida Silva Souto - PRMG
Rodrigo Poerson - PRRJ
Carlos Vinicius Cabeleira - PRES
Marco Tulio Oliveira - PRGO
Andréia Bayão Pereira Freire - PRRJ
Fernanda Oliveira - PRM
Luiz Fernando Gaspar Costa - PRSP
Douglas Santos Araújo - PRAP
Paulo Roberto de Alencar Araripe Furtado - PRR1
Paulo Sérgio Duarte da Rocha Júnior - PRRN
Cristianna Dutra Brunelli Nácul - PRRS
Má notícia para os que torcem contra o governo Lula
Inflação começa a dar sinais de arrefecimento
Sergio Lamucci
Valor Econômico
11/7/2008
Há uma possibilidade razoável de que a pior fase da inflação neste ano tenha ficado para trás. Depois das altas fortes de maio e junho, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ter elevações mais moderadas. Os preços de alimentos não tendem a aumentar com a mesma intensidade e a esperada desaceleração da economia deve reduzir pressões de demanda. Ainda muito influenciado pela alta de 2,11% dos produtos alimentícios, o IPCA de junho mostrou alguns sinais positivos, embora a variação de 0,74% ainda seja salgada.
Os aumentos se mostraram um pouco menos disseminados do que em maio. Além disso, as cotações de serviços e o núcleo que exclui alimentos e preços administrados perderam algum fôlego. Mesmo com essas boas notícias, os analistas mantêm a cautela, devido às incertezas quanto ao rumo das commodities e ao risco de repasses das expressivas altas do atacado para o varejo. A possibilidade de que o IPCA supere o teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC), de 6,5%, segue alta, como diz o economista Luís Fernando Azevedo, da Rosenberg & Associados. Nos 12 meses até junho, o indicador subiu 6,06%, o maior nível nessa base de comparação desde os 6,22% de novembro de 2005.
Uma das boas notícias do IPCA de junho foi o menor índice de difusão de preços, sugerindo pressões inflacionárias menos generalizadas. No mês passado, 67,2% dos itens do indicador aumentaram, um percentual inferior aos 71,4% de maio. A queda é um bom sinal, mas o número ainda é elevado, bastante acima da média histórica de 61,9%, aponta em relatório o economista Adriano Lopes, do Unibanco. Uma boa surpresa foi a desaceleração de preços mais sensíveis à demanda. O grupo de serviços (como cabeleireiro, condomínio, conserto do automóvel) recuou de 0,52% em maio para 0,39% em junho. Outro bom termômetro da inflação de demanda é o núcleo calculado pela exclusão de alimentos e preços administrados. Ele caiu de 0,67% para 0,54%.
Para os analistas, porém, ainda é cedo para comemorações. Esperando uma desaceleração da economia nos próximos meses por conta do ciclo de alta de juros, o estrategista-chefe do BNP Paribas, Alexandre Lintz, considera prematuro classificar o resultado de junho como um sinal de que as pressões de demanda já começam a arrefecer. "O IPCA veio um pouco melhor do que se esperava, mas ainda está num patamar complicado", nota ele, que projetava um indicador de 0,85% - as estimativas apontavam para uma alta de 0,75% a 0,9%. O núcleo por exclusão continua rodando a uma velocidade bem superior ao do centro da meta, de 4,5%. Em termos anualizados, 0,54% equivale a 6,67%.
Azevedo diz que parte da melhora do resultado do IPCA de junho se deveu ao grupo vestuário, que teve alta de 0,42% em junho, bem abaixo do 0,98% do mês anterior. Os preços administrados (como tarifas públicas) também tiveram um comportamento favorável: subiram apenas 0,21%, menos que os já baixos 0,26% de maio. "Mas esse quadro deve mudar a partir deste mês", afirma Azevedo. Em julho, lembra ele, entrou em vigor o reajuste de 8,12% da Eletropaulo. Além disso, as fortes altas dos Índices Gerais de Preços (IGPs) devem jogar para cima os administrados, já que vários serviços públicos têm mecanismos de reajuste que levam em conta a variação desse indicador. Para Azevedo, eles podem subir até 4% no ano, o que implica uma aceleração forte em relação ao 1,78% registrados nos 12 meses até junho. Ele prevê um IPCA de 6,5% no ano, apostando em alta de 0,5% a 0,6% em julho.
Mesmo com a inflação menor prevista para este mês, o economista considera que o cenário para a inflação continua preocupante. "O resultado de 0,74% é o mais alto para o mês de junho desde 1996 e a taxa acumulada em 12 meses continua avançando", diz Azevedo, para quem há o risco de que as altas elevadas dos preços no atacado sejam repassadas para o varejo. Em 12 meses até junho, as cotações no atacado subiram 17,9%.
Lintz acredita que, no acumulado em 12 meses, o IPCA deve superar os 6,5% em agosto, quando deverá atingir 6,7%. Nessa base de comparação, o pico do ano deverá ser alcançado em novembro, quando o IPCA atingiria 7,4%. No ano fechado, o indicador deverá acumular alta 7,1%, projeta Lintz.
O economista-chefe da corretora Concórdia, Elson Teles, é um pouco mais otimista que Lintz. Ele diz que há incertezas, como a indefinição quanto aos preços de commodities, mas acredita que o IPCA pode terminar o ano em 6,5%. "Há 50% de a meta ser superada, mas isso não é um grande problema", afirma Teles, para quem o quadro inflacionário é delicado, mas não é alarmante. Ele prevê aumento de 0,5 ponto percentual dos juros neste mês. Lintz, de 0,75 ponto.
No IPCA de junho, os alimentos responderam por 63% da alta de 0,74%. O aumento de 2,11% foi a maior variação mensal do grupo desde os 2,15% de janeiro de 2003. Para ter uma idéia da magnitude, foi a mais alta para um mês de junho desde os 52,15% de 1994, às vésperas do Plano Real. A expectativa é que, daqui para frente, os alimentos subam menos. Teles prevê aumento de 4,3% no segundo semestre para esses produtos. No primeiro, eles subiram 8,64%.
http://clipping.planejamento.gov.br/
Do meu amigo Oni
No Brasil acontecem coisas incríveis:
Um homem ficou preso, no paraná, mais de dois anos por furtar doze pés de alface e cinco cabeças de repolho.

Outro, dezesseis vassouras.

Outro, uma dúzia de telhas Eternit, e outro, acredite, um pacote de cigarros.
Uma empregada doméstica NEGRA, ficou 06 MESES PRESA por furtar UM POTE DE MARGARINA!

Daniel Dantas desviou BILHÕES DE REAIS da economia brasileira;ofereceu UM MILHÃO DE REAIS DE SUBORNO a um DELEGADO DA PF e...
FOI SOLTO PELO MINISTRO GILMAR MENDES!

Acho que o DELEGADO QUE NÃO ACEITOU O MILHÃO está um TANTO ARREPENDIDO...
e COM RAZÃO!!!

Nada como um MINISTRO DO STF para nos fazer crer NA EXISTÊNCIA DAS TRANSGRESSÕES LÍCITAS!
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
Maierovitch diz que Gilmar Mendes transformou o Supremo em UTI para colarinho branco
“O desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente e fundador do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone de Ciências Criminais, Wálter Maierovitch, considerou hoje (10) que houve precipitação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, na libertação do banqueiro Daniel Dantas.
“A mesma precipitação do ministro Marco Aurélio de Mello [do STF] quando libertou o banqueiro Salvatore Cacciola. Foi um tratamento privilegiado. O ministro Gilmar Mendes transformou o STF em UTI para colarinho branco”, afirmou.
Maierovitch, que também é professor de pós-graduação em direito penal e processual penal, disse que o Supremo é um colegiado e a jurisprudência diz que no caso de habeas corpus liberatório, só se concede liminar em flagrante ilegalidade ou abuso de poder, o que não era o caso.” Luiz Voltolini, Agência Brasil
Matéria Completa, ::Aqui::
ÀGUA FRIA NA OPOSIÇÃO RAIVOSA E VIRULENTA
Dantas negou que tenha dados contra o governo Lula ou o PT, como ameaçou seu advogado, Nélio Machado
Dantas vê motivação política em prisão
Para banqueiro, informações que ele teria dado a promotores de Milão no caso Telecom Italia são uma das razões para operação da PF
Ao falar à Folha, Dantas demonstra temor de estar sendo monitorado de longe: conversa ao lado de uma coluna e com a mão na boca
Filipe Redondo
O banqueiro baiano Daniel Dantas falou com exclusividade à Folha pouco antes de deixar o flat de luxo em que se hospedou ontem pela manhã, por cerca de duas horas, no Itaim, zona oeste da capital paulista. Ele tomou banho, fez a barba e vestiu roupas limpas.Com evidente temor de estar sendo monitorado de longe, conversou com a reportagem ao lado de uma coluna, no lobby do hotel. Para evitar uma possível leitura labial por terceiros, levava a mão à boca enquanto respondia às perguntas. Dantas disse que foi bem tratado nas dependências da PF, mas criticou o que chamou de "espetáculo desnecessário", em referência à Operação Satiagraha deflagrada na madrugada da última terça. Ele considerou "superficiais" as evidências reunidas no processo."São acusações totalmente infundadas. Estou convicto de minha inocência", declarou. O banqueiro se mostrou surpreso com a investigação liderada pelo delegado Protógenes Queiroz. Afirmou que acreditava que estaria tudo resolvido depois da saída dele da sociedade da Brasil Telecom e que a PF investiga coisas que já deveriam estar no passado."Falam que enviamos dinheiro pra fora, daqui pra lá, de lá pra cá. É bobagem, não há fundamento", afirmou. Para Dantas, sua prisão teve motivação política. Dentre as razões, especula sobre uma possível perseguição por parte do ex-ministro Luiz Gushiken (Núcleo de Assuntos Estratégicos), um claro opositor aos negócios do banqueiro com membros da cúpula do governo Lula.
Delação premiada
Mas a hipótese mais provável, na avaliação de Dantas, seriam as informações por ele fornecidas à Procuradoria de Milão na investigação sobre o esquema de corrupção e espionagem ilegal envolvendo a Telecom Italia e o grupo Opportunity pelo controle da operadora Brasil Telecom (BrT).Com o benefício da delação premiada, Dantas teria acrescentado detalhes importantes ao processo, que está sob segredo de Justiça. Ex-executivos da BrT já haviam denunciado ao juiz Giuseppe Gennari o pagamento de propinas a políticos e policiais brasileiros, no intuito de afastar Dantas do comando da BrT, hoje em poder dos fundos de pensão estatais, denúncias não comprovadas. Nesse sentido, a Operação Chacal, deflagrada pela PF em julho de 2004, foi decisiva. O Opportunity e a Kroll foram acusados de espionar o governo federal. Na ocasião, Dantas conseguiu escapar da prisão. À Folha disse esperar que o Ministério Público brasileiro se interesse pelo caso de Milão e negou que tenha dados contra o governo Lula ou o PT, como ameaçou seu advogado, Nélio Machado. O banqueiro deixou o flat num táxi. Descartou voltar ao Rio imediatamente, pois iria depor à tarde na PF. Ele ainda não sabia que seria alvo de nova ordem de prisão, agora preventiva, expedida pelo juiz Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, o mesmo que decretou a primeira.
Lula recomenda ''andar na linha''
A única maneira de evitar uma investigação da Polícia Federal é "andar na linha", disse ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista no Vietnã. "Quem acha que pode viver de picaretagem, pode viver, mas um dia cai. Aí, vai ter que arcar com as conseqüências", afirmou. "Nós vamos continuar investigando toda e qualquer denúncia contra toda e qualquer pessoa."Mesmo apoiando a PF, Lula recomendou cuidados para não se expor desnecessariamente nomes de suspeitos: "Não queremos nem punir nem absolver antecipadamente."Ele respondeu com ironia a uma pergunta sobre a presença de pessoas "importantes" nas investigações: "Importante para quem, cara pálida?"
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080711/not_imp204136,0.php

10 julho 2008


Charge do Bessinha

Lula defende ação da PF e não comenta decisão de soltar Dantas
O Estado de S. Paulo
HANÓI - A única maneira de alguém evitar uma investigação da Polícia Federal (PF) é "andar na linha", afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista coletiva no Vietnã nesta quinta-feira, 10. "Quem acha que pode viver de picaretagem, pode viver, mas um dia cai. Aí, vai ter que arcar com as conseqüências. Nós vamos continuar investigando toda e qualquer denúncia contra toda e qualquer pessoa."

Apesar de defender as investigações da PF, o presidente afirmou que a instituição deve ter cuidado para não expor nomes de pessoas suspeitas que depois venham a ser declaradas inocentes. "Não queremos nem punir nem absolver antecipadamente", observou.

Lula foi irônico quando um repórter perguntou sobre a ação da PF contra pessoas "importantes" no Brasil. "Importante para quem, cara pálida?", perguntou.

Na avaliação do presidente, a operação que levou à prisão dos banqueiros Daniel Dantas, o mega-investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta não terá nenhuma influência sobre as eleições municipais deste ano. "Do que vi até agora, nenhuma pessoa envolvida tem qualquer importância político-eleitoral."

O presidente lembrou ainda que todas as ações da PF são amparadas por decisões judiciais. "Se é certo ou errado, só vamos saber quando houver o veredicto final", observou.

Lula não quis comentar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de libertar Dantas e outros acusados de envolvimento na Operação Satiagraha. "Não é correto nem prudente dar palpite sobre o Poder Judiciário", afirmou. Mas o presidente afirmou que a sociedade brasileira está "muito esperta" e cada vez mais é capaz de fazer julgamentos com base em sua observação dos fatos.
Na madrugada, estratégia para prisão de Dantas
Bob Fernandes
Os intestinos do Brasil.
A nova prisão de Daniel Dantas na tarde desta quinta-feira, 10, no seu escritório na Avenida Nove de Julho, foi fruto de uma estratégia conjunta do delegado Protógenes Queiróz e equipe, que coordenou a operação Satiagraha, e do juiz da 6ª Vara Criminal Federal, Fausto de Sanctis.
A estratégia se desenvolveu nesta madrugada - a propósito, leia aqui matéria exclusiva deste Terra Magazine - logo depois do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, ter concedido habeas corpus a Dantas.
Estratégia engenhosa, mas simples. Fundamental foi fazer com que o banqueiro, assim como a irmã Verônica, o cunhado Arthur Carvalho e a diretora jurídica Daniele Ninnio fossem intimados logo depois de deixar a cela e ainda antes de abandonar o prédio da polícia federal.
O delegado e equipe temiam a quase impossibilidade de intimar Daniel e os seus depois que eles tivessem deixado o local. A nova prisão, decretada pelo juiz federal da 6ª Vara Criminal de São Paulo, está baseada em documentos obtidos nas buscas e apreensões depois da primeira prisão. Segundo comunicado da PF, houve também testemunho que faz a ligação entre o preso e a prática de suborno.
A nova prisão se dá em meio a uma intensa e surda batalha nos bastidores jurídicos, políticos e mesmo policiais.
Há quem trabalhe vigorosamente para, fiel ao resultado das investigações, procurar manter Daniel Dantas preso.
Há quem tema a prisão de Daniel Dantas.
Terra Magazine
Tremei tucanos, tremei DEM ex PFL, a PF não está de brincadeira, e vai pegar um por um. Privatizações das Teles, FHC, Daniel Dantas, PFL/PSDB tudo a ver
Jurista condena decisão de Gilmar Mendes que libertou Dantas
Para Dalmo Dallari, faltou “serenidade” ao presidente do STF.Segundo ele, ministro estaria sob efeito de sua indignação com a Polícia Federal.

O jurista Dalmo Dallari afirmou nesta quinta-feira (10), durante evento no Ministério da Justiça, que o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, errou ao conceder habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, a irmã dele Verônica e outros nove funcionários do banco Opportunity. O banqueiro voltou a ser preso na tarde desta quinta, horas depois de ser solto. Segundo Dallari, o ministro deixou de considerar pelo menos duas jurisprudências tradicionais da Justiça brasileira que consideram necessária a prisão de pessoas acusadas que possam interferir na investigação ou deixar o país. Na avaliação do jurista, faltou “serenidade” a Mendes. “Acho que o ministro errou quando concedeu habeas corpus com aquela argumentação. Ele não levou em conta jurisprudências pacíficas dos nossos tribunais, que evitam conceder liberdade a investigados que possam interferir na investigação ou que tenham possibilidade de deixar o país. O ministro ignorou isso, que é consagrado”, criticou. De acordo com Dallari, Dantas deixou claro que pode interferir nas investigações depois que tentou subornar a Polícia Federal com R$ 1 milhão. Segundo ele, o ministro não teve serenidade para decidir e provavelmente estava sob efeito da sua indignação com a PF. “Ele ficou indignado, recentemente, com a divulgação de um homônimo ao seu numa investigação da Polícia Federal. O ministro continuou indignado e perdeu a serenidade para tomar essa decisão de ontem”, afirmou Dallari.

Questionado pelo G1 sobre a repercussão da decisão de libertar Dantas, o ministro Gilmar Mendes disse que achou as críticas "positivas".

O ex-presidente do STF, Sepúlveda Pertence, evitou comentar a decisão do ex-colega. “Eu não devo comentar sobre isso”, disse ele.
Do G1, em Brasília
Agricultura familiar é responsável por mais de um terço da safra nacional
Dos 142,42 milhões de toneladas da safra atual de grãos anunciados nesta terça-feira (9), pela Conab, a agricultura familiar é responsável pela produção de 30% da soja, 40% do milho, 80% do feijão e cerca de 25% do arroz. Isso quer dizer que, de todos os grãos cultivados no Brasil, mais de um terço do total são colhidos por este grupo de trabalhadores.
Para o diretor de Logística e Gestão Empresarial da estatal, Sílvio Porto, a agricultura familiar tem se mostrado cada vez mais estratégica, principalmente nesse momento, em que o país precisa produzir mais alimentos para combater a alta dos preços no mercado e a insegurança alimentar. "No caso da Conab, os produtos comercializados por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), têm-se mostrado fundamentais para dar sustentação ao trabalhador rural e também para atender às comunidades pobres", explica. Nordeste
A produção da safra de grãos 2007/2008 do Nordeste fechará o período com 12,6 milhões de toneladas, 28,9% a mais que na safra passada. O crescimento é o maior do País, de acordo com a Conab, o percentual é oito vezes maior que o crescimento obtido na região Sul. A área de plantio corresponde a 17,4% das lavouras de grãos cultivadas no Brasil. O aumento na produção levou a um crescimento de apenas 2% da área cultivada.
Contag

O ministro Gilmar Mendes, presidente do STF, era Advogado Geral da União na época
em que Daniel Dantas/FHC/PSDB/PFL comandaram a roubalheira nas privatizações.

TENTE COMPRAR UM DELEGADO. O STF GARANTE
Ninguém menos que o chefe da Justiça vai à televisão criticar os métodos da polícia e algumas horas depois manda soltar o banqueiro que tentara subornar o delegado alegando que o banqueiro não oferece risco às investigações que ele, acusado, tentou desvirtuar através da oferta de suborno.
- por Luiz Carlos Azenha
(www.viomundo.com.br)

Deixa eu ver se entendi direito. Por favor, me corrijam se eu estiver enganado.
Um banqueiro tenta subornar um delegado federal. Com dinheiro vivo. É pego com a boca na botija.
A Justiça decreta a prisão do banqueiro. E de todos os que considera integrantes de uma quadrilha acusada de um golpe bilionário.
Porém, ninguém menos que o chefe da Justiça vai à televisão criticar os métodos da polícia e algumas horas depois manda soltar o banqueiro que tentara subornar o delegado alegando, o juiz supremo, que o banqueiro não oferece risco às investigações que ele, acusado, tentou desvirtuar através da oferta de suborno.
Enquanto isso, no Senado da República, senadores se reúnem para criticar... as algemas.
E numa emissora de televisão uma jornalista renomada, que não leu o conteúdo da denúncia, diz que as provas são "inconsistentes".
É isso mesmo, com essa cara de pau, ou estou enganado?
Busco refúgio no livro Poisoned Wells, do jornalista britânico Nicholas Shaxson, página 89, em que ele descreve a investigação da juíza-instrutora francesa Eva Joly sobre o desvio de dinheiro do petróleo do Gabão, na África, que lubrificou partidos políticos franceses. A elite eventualmente se organizou para abafar o caso e, no processo, tentou moer Eva, que nasceu na Dinamarca mas por méritos pessoais ascendeu ao mais alto escalão da Justiça francesa.
Lentamente, organizações da mídia e partes do público da França começaram a se voltar contra ela. 'Parte da imprensa virou. Ou foi virada. Afinal, Joly e seus colegas estavam acusando pessoas que tinham influência no mais alto escalão', relembra o escritor birtânico Tim King. 'A imprensa começou a atacar a aparência dela. As fotografias escolhidas para publicação agora mostravam uma mulher de meia-idade resmunguenta, cansada depois de 18 horas de trabalho. Ela passou a ser a ex-babá, a viking e a protestante. Um banqueiro investigado por ela zoou o sotaque e se negou a responder perguntas a não ser que fossem em francês adequado'. Ela estava imaginando tudo, alguns escreveram. Estava assistindo muitos filmes de Holywood. Estava bêbada pelo poder ou destratava autoridades. Ela foi acusada de ser trotskista e de ser agente da CIA tentando destruir os interesses da França no setor do petróleo. Foi definida como mulher manipuladora que queria se vingar de humilhações que sofrera no passado. Ou estava em busca de vingança contra o mundo dos negócios. Jornalistas obtinham informações sobre a investigação e os vazamentos eram atribuídos a ela.
Diante do que foi descrito acima, fico imaginando: qual o futuro dos delegados da PF que decidiram peitar os banqueiros?
Inflação de junho pelo IPCA desacelera para 0,74%, diz IBGE
A inflação de junho pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,74%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em maio, a inflação pelo IPCA havia sido de 0,79%. Em junho de 2007, o indicador avançou 0,28%.
No primeiro semestre deste ano, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aumentou 3,64%. A variação é maior do que aquela registrada nos seis primeiros meses de 2007, quando a alta correspondeu a 2,08%. Nos 12 meses terminados em junho, a inflação medida pelo indicador situou-se em 6,06%, excedendo os 5,58% apurados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2008 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília.

IG
Banqueiro Daniel Dantas é preso novamente pela PF
Da Redação
Em São Paulo
O banqueiro Daniel Dantas foi preso novamente horas depois de ser solto, informou a Polícia Federal. Ele foi preso no Rio de Janeiro. A prisão agora é preventiva e o pedido foi feito pelo mesmo juiz, Fausto Martin de Sanctis.Novos elementos foram apresentados, e o juiz decidiu pela prisão por conter elementos mais consistentes.Na noite de ontem, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, decidiu pela liberação do empresário e outras dez pessoas, incluindo sua irmã Verônica Dantas. Eles estavam em prisão temporária. Na decisão, Mendes considera "desnecessária" a prisão preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal. Na última terça-feira, foram presos o banqueiro, que é dono do Opportunity, o mega-investidor Naji Nahas, o ex-prefeito Celso Pitta e outras 21 pessoas durante a operação Satiagraha, deflagrada pela PF. Segundo as investigações, os acusados encabeçavam dois grupos criminosos que, associados, faturaram no mercado de ações mediante informações privilegiadas e lavaram dinheiro em paraíso fiscais.Segundo o Ministério Público Federal, o grupo de Dantas movimentou entre 1992 e 2004 quase US$ 2 bilhões por meio do Opportunity Fund, uma offshore nas Ilhas Cayman, no Caribe.
http://noticias.uol.com.br/ultnot/2008/07/10/ult23u2523.jhtm
Vamos torcer para que o ministro Gilmar Mendes não o solte novamente. Ele tem muito o que explicar sobre a sua atuação nas privatizações das Teles na era FHC. Rolou muita propina, muita grana do erário. Conta Daniel, conta tudo, de os nomes dos beneficiados.
ALÔ, POLÍCIA FEDERAL!
A PF não pode sair por aí prendendo meliantes ricaços por crimes financeiros. Pelo menos, não da forma como está fazendo, chegando cedinho e sem avisar. A PF tem que telefonar antes para a secretária do meliante e marcar uma hora decente para conversar. Na conversa, deve explicar que possui uma ordem de prisão e combinar a melhor hora e lugar para efetuar essa prisão. Tem que dar oportunidade para o meliante se arrumar, se perfumar, contatar os advogados, sumir com as provas, avisar os parceiros.Não pode ser assim, chegando de supetão e prendendo. E nada de uniformes, armas, algemas e coletes à prova de balas para efetuar prisões de meliantes ricos, isso chama a atenção da imprensa. Tem que chegar de roupa esporte fino, sem o carro da PF, sem sirene, com carro importado, disfarça que é amigo do meliante para chamar menos a atenção e evitar maior constrangimento para o ricaço. Afinal, no dia seguinte o STF solta mesmo, e o meliante volta para a roda de amigos da alta sociedade, volta para as páginas de Caras, Veja, dos jornais, como se nada tivesse acontecido, posando de gente de bem.
Jussara Seixas
GOVERNO LULA
Nordeste ultrapassa pela primeira vez Sul em consumo residencial de energia elétrica
“A forte redução da desigualdade que vem ocorrendo há alguns anos no país fez com que, no primeiro semestre deste ano, a Região Nordeste ultrapassasse, pela primeira vez na história, o consumo residencial de energia elétrica da Região Sul. A constatação é do estudo Consumo Residencial de Energia Elétrica na Região Nordeste, divulgado hoje (9) pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Os dados do estudo indicam que, em 2004, apesar de o Nordeste concentrar 28% da população brasileira, o consumo residencial de energia elétrica da região, que detinha menos de 13% da renda nacional, equivalia a apenas 16% do consumo residencial de eletricidade no país. A Região Sul, com pouco menos de 15% da população e 17% da renda bruta do país, respondia por quase 18% da demanda por energia elétrica nas residências. Para o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, a reversão desse quadro tem um simbolismo muito importante e reflete uma forte redução da desigualdade no país.”Terra / ABr
A PRISÃO DE DANIEL DANTAS
"Batalha feroz incluirá também a jornalistas e publicações"
Para jornalista Bob Fernandes, autor de várias reportagens sobre o tema, Daniel Dantas é um dos personagens centrais na "mais feroz e encarniçada batalha da história do capitalismo brasileiro". Essa batalha, afirma, inclui também a jornalistas e publicações. Segundo Ministério Público Federal, grupo de Dantas movimentou cerca de US$ 2 bilhões em paraíso fiscal das Ilhas Cayman.
- Redação - Carta Maior (
www.cartamaior.com.br)
Segundo o procurador da República, Rodrigo de Grandis, responsável pela investigação sobre os negócios de Daniel Dantas e do banco Opportunity, a investigação da Polícia Federal deparou-se com indícios suficientes dos crimes financeiros de gestão fraudulenta, operação ilegal de instituição financeira, evasão de divisas e concessão de empréstimos vedados, além de uso indevido de informação privilegiada, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e formação de quadrilha.
O grupo de Dantas, diz o Ministério Público Federal, cometeu o crime de evasão de divisas por meio do Opportunity Fund, uma offshore no paraíso fiscal das Ilhas Cayman, no Caribe. Esse fundo movimentou cerca de US$ 2 bilhões entre 1992 e 2004. Além de evasão e quadrilha, assegura o MPF, as investigações permitem dizer que o grupo de Dantas cometeu também gestão fraudulenta, concessão de empréstimos vedados (empréstimos entre empresas do mesmo grupo) e corrupção ativa.
A Justiça Federal também decretou a prisão preventiva de duas pessoas que, a mando de Dantas, teriam oferecido US$ 1 milhão para um delegado federal que participava das investigações para que ele tirasse alguns nomes do inquérito policial. O delegado comunicou a tentativa de suborno à Justiça, que autorizou uma ação controlada, ou seja, os contatos continuaram sem que fosse dado o flagrante de corrupção ativa contra os corruptores com o objetivo de obter mais informações e provas.
Ainda segundo as investigações do MPF e da Polícia Federal, Daniel Dantas e seus associados formaram uma infinidade de empresas, na maioria empresas de fachada e laranjas, operadas por supostos "prepostos" ou "testas de ferro". O MPF e a PF pediram também a prisão do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh, ex-deputado federal do PT, pela participação na organização criminosa de Daniel Dantas, mas o juiz federal Fausto de Sanctis entendeu que não existiam fundamentos suficientes para decretá-las.
Batalha feroz e encarniçadaPara o jornalista Bob Fernandes, primeiro a noticiar as prisões, no site Terra Magazine, Daniel Dantas é um dos personagens centrais na "mais feroz e encarniçada batalha da história do capitalismo brasileiro". Seu papel como protagonista, assinala, cresceu no governo Fernando Henrique Cardoso, especialmente na montagem do processo de privatizações no setor das telecomunicações. Essa batalha feroz e encarniçada, diz ainda o jornalista, não deixará de incluir também a jornalistas e publicações.
Bob Fernandes fala com conhecimento de causa. Como redator-chefe da revista Carta Capital, acompanhou "outras manilhas de esgotos da história verde-amarela" (como afirma em matéria no Terra Magazine) por meio de reportagens especiais. Algumas delas foram:
- O caso Banestado. "O Brasil, a maior lavagem de dinheiro do mundo". Datada de 30 de maio de 1998, objeto da única - até hoje - edição extra na já longa história da revista Carta Capital. Caso este que freqüenta a investigação da PF agora em curso.
- A privatização do Sistema Telebrás e a queda de Mendonça de Barros, ministro das Comunicações do governo Fernando Henrique. "Fitas Sujam o Governo", em 25/11/98. Reportagem esta que levou à queda de "Mendonção". Ali, uma das gêneses de tudo isso, assegura.
- A queda do delegado-geral da Polícia Federal, Vicente Chellotti. "Os Porões do Brasil", em 3 de março de 1999.
- As operações ilegais da CIA, DEA e FBI no Brasil, no mais das vezes, naqueles tempos, em vistoso pas-de-deux com aquela mesma Polícia Federal. (Uma dezena de reportagens de capa em Carta Capital, edições entre 12 de maio de 1999 e 21 de abril de 2004.) Alguns dos rapazes daquela mesma polícia estão de volta e operaram com denodo no caso agora em questão, e ao lado de Daniel et caterva.
- Uma sucessão de reportagens de capa sobre a briga societária entre Daniel Dantas e seus sócios.


Extradição de Cacciola só depende de Paris
Representante do Ministério da Justiça foi à cidade pedir ao governo da França a autorização para o ex-banqueiro passar por território francês


A logística para a extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, do Banco Marka, para o Brasil já está sendo montada. Ontem, chegou a Paris o primeiro representante do Ministério da Justiça encarregado de encaminhar os trâmites burocráticos para a transferência.Preso no Principado de Mônaco, Cacciola deve ser repatriado passando pelos aeroportos de Nice e Paris, na França. Para tanto, é necessária a autorização formal dos Ministérios do Interior e das Relações Exteriores, o que ainda está sendo negociado. Com o retardo burocrático, a extradição deve ser realizada na semana que vem. Embora Mônaco e França tenham acordos diplomáticos que facilitam a transferência de detentos entre os dois países, casos de extradição, como o de Cacciola, precisam de autorizações especiais. O pedido de Laissez-passer, documento de viagem especialmente emitido por um governo, foi encaminhado ontem.No entanto, o representante do Ministério da Justiça, ligado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ), não é membro da Polícia Federal. Caberá a agentes da polícia brasileira, com apoio técnico da Interpol, conduzir Cacciola ao Brasil. "A liberação desse tipo de documento, via de regra, leva 15 dias. Mas confiamos que, por meios diplomáticos, conseguiremos que o governo da França libere a autorização com mais rapidez", disse ao Estado um membro da SNJ. "Creio que até terça ou quarta-feira da próxima semana tenhamos tudo certo para começar o resgate."Ainda que Frank Michel, o advogado de Cacciola, tenha impetrado um recurso no Comitê contra a Tortura e os Maus Tratos das Nações Unidas, em Genebra, a chance de sucesso é próxima a zero. Michel já havia tentado em 24 de julho um apelo semelhante à Corte Européia de Direitos Humanos, de Estrasburgo, na França, que recusou a liminar.A estratégia é uma tentativa a mais de frear a extradição. Prometido por Michel, um eventual - e inédito - recurso ao Tribunal Supremo de Mônaco, instância máxima da Justiça do principado, não impediria a extradição. No Brasil, o advogado Carlos Ely Eluf também tenta mais uma vez, desde a quarta-feira, um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender o pedido de prisão que vigora contra seu cliente, que sustenta o pedido de extradição do Ministério da Justiça. Diversos recursos semelhantes, porém, já foram feitos e recusados. A sorte de Cacciola foi definida na última sexta-feira, quando o príncipe Albert II, chefe de Estado de Mônaco, endossou a decisão tomada pelo Tribunal de Apelações em abril. A extradição vai pôr fim a 10 meses de batalhas jurídicas, durante os quais o ex-banqueiro ficou preso no principado, que serão descontados do tempo total de prisão no Brasil.Uma vez no Brasil, Cacciola responderá a crimes de peculato - uso direto ou indireto de cargo público para apropriação ilegal de recursos - e gestão fraudulenta, pelos quais foi condenado, em 2005, a 13 anos de prisão.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080710/not_imp203378,0.php
Polícia Federal aponta atuação de família em esquemas de fraudes
Em família, o banqueiro Daniel Dantas montou grande parte da estrutura usada para mandar ilegalmente grandes quantias para o exterior, lavar dinheiro e multiplicar os lucros, apontam documentos da Polícia Federal usados como base para os pedidos de prisão da Operação Satiagraha.Segundo os investigadores, por empresas e contas bancárias abertas em nome de pelo menos seis parentes dele circulou parte dos US$ 2 bilhões movimentados em fundos de pensão e offshores ligadas ao grupo Opportunity.A estratégia teria o consentimento dos familiares de Dantas, segundo a PF. Verônica Dantas, irmã dele, apontada como sócia de mais de 150 empresas, chegou a manifestar preocupação com o uso indiscriminado do sobrenome Dantas.E-mail interceptado pela PF mostra Verônica pedindo "cautela" ao irmão. Segundo relatório enviado à Justiça, ela alerta que a "constituição de empresas" em nome de "familiares ou de pessoas de sua confiança poderia fazer lançar suspeita sobre seus arranjos".Nélio Machado, advogado de Daniel Dantas, negou que ele tenha cometido os crimes atribuídos pela PF e relacionou sua prisão com a guerra pelo controle da Brasil Telecom.A mulher do banqueiro, Maria Alice Carvalho Dantas, segundo a PF, era sócia de três empresas que fizeram movimentações suspeitas. Além disso, por uma conta pessoa física de Maria Alice passaram mais de R$ 21 milhões em menos de um ano, o que gerou um alerta do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)."(Ela) não teria fonte de renda para tanto, de onde podemos concluir a utilização desta conta para lavagem de valores em favor do grupo, uma vez que ela já é usada como "laranja" para abertura de empresas".A PF também suspeita dos valores movimentados por Rafaela Dantas Rodenburg, filha de Verônica. Em outro e-mail interceptado, consta um extrato mensal do Opportunity Fundo de Investimento Imobiliário com saldo de R$ 6,8 milhões. De acordo com a PF, há indícios de que são "recursos do próprio grupo Opportunity".Os agentes relatam que Bernardo, outro filho de Verônica, pediu à mãe em e-mail uma empresa de capital fechado.A PF também acusa um cunhado de Daniel Dantas (Arthur Joaquim de Carvalho) e um ex-cunhado (Carlos Rodenburgo, ex-marido de Verônica).
Charge do Bessinha
STF decide pela liberação de Daniel Dantas e mais 10 pessoas
da Folha Online
O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, decidiu pela liberação do empresário Daniel Dantas, de Verônica Dantas (irmã e parceira de negócios), e de mais nove pessoas presas na terça na
Operação Satiagraha da Polícia Federal.
Na decisão, Mendes considera "desnecessária" a prisão preventiva dos suspeitos, pois não há ameaça às provas colhidas durante a operação da Polícia Federal.
"Ainda que tais fundamentos fossem suficientes, o tempo decorrido desde a deflagração da operação policial indica a desnecessidade da manutenção da custódia temporária para garantir a preservação dos elementos probatórios."
A operação cumpriu na terça-feira 24 mandados de prisão após investigação de suposta prática dos crimes de lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, evasão de divisas, formação de quadrilha e tráfico de influência para a obtenção de informações privilegiadas em operações financeiras.
Mais cedo Mendes autorizou que os advogados de defesa do banqueiro tivessem o direito ao acesso aos autos que envolvem as denúncias contra Dantas. O presidente do STF recebeu na tarde desta quarta-feira as informações que solicitou à na 6ª Vara Criminal da Seção Judiciária.
Além de Dantas e Verônica, foram libertados Daniele Silbergleid Ninnio, Arthur Joaquim de Carvalho, Carlos Bernardo Torres Rodenburg, Eduardo Penido Monteiro, Dório Ferman, Itamar Benigno Filho, Norberto Aguiar Tomaz, Maria Amália Delfim de Melo Coutrin, Rodrigo Bhering de Andrade.
Dantas cantou com antecedência a sua liberdade pelo STF. Ele disse que: "Tem medo da PF e do processo na primeira estância, mais no STF e no STJ ele resolveria com facilidade" Já resolveu, já está livre, leve e solto. O Ministro Gilmar Mendes do STF, é um apreciador da impunidade. Que vergonha!
Deputados pedem a Tarso que intervenha para liberação de documentos sobre caso Alstom
Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) deve pedir autorização à Justiça suíça para liberar os documentos sobre o caso Alstom para a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara, segundo o deputado Ivan Valente (PSOL-SP). Valente e Jilmar Tatto (PT-SP) pediram hoje a Tarso que intervenha no processo de liberação de dados.
Leia mais aqui:

09 julho 2008

MP pede afastamento da desembargadora por favorecer o tucano Marconi Perillo
O Ministério Público Federal pediu ontem o afastamento da presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás, Beatriz Figueiredo Franco, sob acusação de improbidade administrativa. O pedido foi protocolado na própria Corte pelo procurador regional eleitoral, Claudio Drewes.
— Queremos o afastamento imediato dela e que seja impedida de julgar qualquer processo para garantir a legalidade das próximas eleições — afirmou o procurador.
Beatriz Figueiredo assumiu a presidência do TRE em maio. A acusação é baseada em interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal, em dezembro de 2006, que mostram que a desembargadora estaria atuando sob influência do senador Marconi Perillo (PSDB). Na conversa, Perillo tentaria conduzir uma decisão dela num processo envolvendo a prefeitura de Itumbiara, no interior goiano. Segundo o procurador, menos de 48 horas após receber o processo, ela teria atendido ao pedido.
Leia mais em O Globo

Só uma pergunta.

Com o senador Marconi Perillo do PSDB nada vai acontecer, não vai ser punido, cassado?



ATENÇÃO FIQUEM ATENTOS À DECISÃO DO STF
O ministro Gilmar Mendes é amigo de FHC, é indicação de FHC
Defesa de Cacciola pede no Supremo suspensão de prisão
A equipe de defesa de Salvatore Cacciola no Brasil impetrou ontem no STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de habeas corpus para suspender a prisão do ex-banqueiro e sua extradição de Mônaco, autorizada pelo príncipe Albert 2º.No recurso, o advogado Carlos Ely Eluf alega que o governo federal explora politicamente o processo contra o ex-dono dos bancos Marka e Fonte Cindam, condenado em 2001 a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta, ao obter empréstimo de R$ 1,6 bilhão do Banco Central."Há uma forte conotação eleitoral. O governo quer atacar a gestão FHC", disse Eluf. Para o advogado, há desrespeito "à isonomia e à presunção de inocência".A defesa de Cacciola em Mônaco recorreu ao Comitê da ONU contra a Tortura para impedir sua extradição de Mônaco. Para Eluf, "a Polícia Federal viola os direitos humanos". "Eles prendem e humilham a pessoa em público. Vão tratá-lo como se fosse um terrorista, como Osama Bin Laden", disse.
Daniel Dantas, o símbolo da privataria
Num ato inimaginável no passado, a Polícia Federal deteve nesta terça-feira o megaespeculador Daniel Dantas, dono do banco OPP (ex-Opportunity) e uma das figuras mais sinistras da onda de privatizações que varreu o país a partir dos anos 1990.

Por Altamiro Borges*

Na mesma operação, batizada de Satiagraha, a PF ainda prendeu o ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta, o banqueiro Naji Nahas e outros envolvidos “num universo dantesco pela prática dos seguintes crimes: formação de quadrilha, gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal”, segundo relato do jornalista Bob Fernandes. Dantas também foi acusado de tentar subornar um delegado da PF.

A prisão ocorre apenas três meses após o mafioso fechar um dos maiores negócios do mercado de telecomunicações do mundo: a venda de suas ações na Brasil Telecom e na Telemar (OI) por quase 1 bilhão de dólares. Além disso, ele obteve estranho acordo com os fundos de pensão pelo qual se livrou de todas as suas demandas judiciais.

Durante dois anos, o megaespeculador sofreu investigação da PF, numa ação conjunta com técnicos do Banco Central e da Receita Federal. A conclusão final é de que ele e Naji Nahas, rotulados pelo relatório de capos, são chefes de uma poderosa organização criminosa no Brasil, com ramificações em vários paraísos fiscais.

ACM, FHC e a meteórica ascensão

A Operação Satiagraha, nome que relembra o método da não-violência idealizado por Mahatma Gandhi na resistência indiana ao domínio britânico, consegue finalmente levar à prisão o chefão das privatizações.

Antes dela, a Operação Chacal já havia indiciado o banqueiro pela contratação da multinacional de espionagem Kroll, que bisbilhotou ilegalmente integrantes do governo Lula. Já na apuração das denúncias do chamado “mensalão”, envolvendo ministros e dirigentes do PT, o nome de Daniel Dantas ressurgiu com desenvoltura em negociatas ilícitas, o que evidenciou a contínua e impressionante influência deste megaespeculador, que ultrapassa distintos governos.

O engenheiro e economista Daniel Dantas iniciou sua meteórica trajetória capitalista na Bahia, ligado ao grupo do ex-senador ACM. Ele foi conselheiro do PFL e chegou a ser cogitado para o Ministério da Fazenda por Collor de Mello. Também foi sócio de Nizan Guanaes na agência de publicidade preferida dos tucanos.

Após fazer doutorado nos EUA, trabalhou no Bradesco. Seu banco, Opportunity, começou a operar em 1996, exatamente quando ganhou impulso a onda de privatizações desencadeada por FHC. Sua fortuna desabrocha com a criminosa privataria e com suas obscuras ligações com o poder. Pérsio Arida, ex-presidente do Banco Central, foi seu sócio.

Influente nos corredores de Brasília

Em 1988, Daniel Dantas foi acusado por favorecimento na privatização das empresas do Sistema Telebrás. As denúncias surgiram devido aos conflitos entre os fundos públicos de pensão e várias corporações estrangeiras, como a italiana Telecom e a canadense TIM, com quem o especulador mantinha íntimas relações.

Em 2000, os fundos de pensão acionaram a Justiça contra o Opportunity por manobras societárias. Ele também foi acusado por um ex-sócio, Luis Demarco, por desvio de dinheiro do fundo que geria no Caribe com capital do Citibank destinado à privatização. Através deste fundo, Dantas arrematou o controle da Tele Centro Sul, da Telemig e da Amazônia Celular.

Apesar de toda sujeira na construção do seu império, Dantas continuou influente nos corredores de Brasília. Além do setor de telecomunicações, tem investimento em mineração e agropecuária. Ele é sócio da GME4, empresa especializada em pesquisar reservas minerais. Em sete meses de operação, ele adquiriu alvarás de pesquisa em 4 milhões de hectares de terra.

Na agropecuária, participa através da poderosa empresa Santa Bárbara. Como afirma uma reportagem bajuladora da revista IstoÉ Dinheiro – Dantas tem ações na Editora 3 que administra o semanário –, “poucos empresários brasileiros conseguiram amealhar tanto dinheiro em tão pouco tempo. Seu banco de investimentos, criado há cerca de 20 anos, administra ativos de US$ 8 bilhões”.

Durante a CPI do Mensalão, a senadora petista Ideli Salvatti foi taxativa. “O senhor é diabólico. Se 10% do que dizem a seu respeito for verdade, o senhor já deveria estar preso”. Agora, ele está na cadeia. Mas até quando? O protagonista da privataria das telecomunicações é um homem com fortes vínculos nos bastidores do poder.

Foi amigo de Luis Carlos Mendonça de Barros, ministro das Comunicações de FHC que acionou os fundos de pensão na venda da estatal do setor. Levou para o seu banco Pérsio Arida, Elena Landau, ex-diretora do BNDES responsável pela área de privatizações, Luis Octavio Motta Veiga, que presidiu a Petrobras no governo Collor de Mello, entre outros nomes já conhecidos. Quem mais fará parte deste conluio patrimonialista?

*Altamiro Borges é jornalista e membro do conselho editoria da revista Debate Sindical.
Banqueiro se aproximou de ministros e contratou compadre de Lula

Segundo relatos à Folha de auxiliares diretos, Lula teria dito que, se dependesse da vontade dele, Dantas seria preso
KENNEDY ALENCARDA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O banqueiro Daniel Dantas conseguiu se aproximar de ministros do governo petista e de integrantes da cúpula do PT.Na campanha eleitoral de 2002, Luiz Inácio Lula da Silva foi alertado pelo então coordenador de campanha e futuro ministro Luiz Gushiken de que o empresário fazia jogo pesado no mundo comercial e que tinha interesse em manter a influência sobre os fundos de pensão de estatais federais para vitaminar negócios privados.No governo de Lula, houve uma divisão entre ministros em relação aos interesses de Dantas com os fundos de pensão. José Dirceu, então ministro da Casa Civil, e o diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolatto ficaram a favor do banqueiro. Gushiken contra.No governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), Dantas obteve apoio político do PSDB e do PFL (o atual DEM) para participar da privatização das teles. Há o episódio do jantar dele com FHC em junho de 2002. No dia seguinte, haveria troca do comando da Previ, como desejava o banqueiro.Com Lula no poder, Dantas esbarrou em Gushiken e teria fracassado na busca de contato direto com o presidente. O banqueiro travava disputa com fundos de pensão pelo controle da Brasil Telecom.Para tentar furar o bloqueio, ele contratou dois advogados com pontes no governo. Antonio Carlos de Almeida Castro, amigo de Dirceu, e Roberto Teixeira, compadre de Lula. O banqueiro teve ainda apoio de Pizzolatto e do então tesoureiro do PT, Delúbio Soares.Outro ministro de Lula, Roberto Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), teve histórico de relação de confiança com Dantas. Ele foi "trustee" da Brasil Telecom, ou seja, um representante legal dos interesses da empresa quando ainda era controlada pelo banqueiro, nos Estados Unidos.O próprio Lula vetou o patrocínio da Brasil Telecom à Gamecorp, empresa da qual seu filho Fábio Luiz Lula da Silva é sócio. Auxiliares do presidente tratam como fantasiosos os rumores de que Dantas teria se associado a Fábio Luiz em um negócio agropecuário por meio de testas-de-ferro.Esses auxiliares citam conversas reservadas em que Lula teria xingado Dantas por atribuir ao banqueiro participação no mensalão e na divulgação de um dossiê falso apontando contas no exterior do presidente e de figuras do governo e do PT.Em relação ao mensalão, Lula e os principais auxiliares teriam ciência de que Dantas abasteceu o esquema de Marcos Valério e Delúbio. O escândalo causou a maior crise política do governo Lula.Segundo relatos à Folha de auxiliares diretos, Lula teria dito que, se dependesse da vontade dele, Dantas seria preso. Ontem, a PF o colocou atrás das grades. Um ministro disse à Folha que o governo não teme nenhuma revelação de Dantas que possa prejudicar Lula.O Palácio do Planalto também nega que, no segundo mandato, Dantas tenha conseguido favor do governo para se retirar da sociedade na Brasil Telecom, empresa comprada pela OI. Um ministro disse à Folha que Dantas cedeu a um acerto empresarial porque perdera a guerra política pelo comando da empresa. No entanto, como as partes dependiam de sua saída, Dantas teria tirado proveito de uma oportunidade comercial e política.
O verdadeiro escândalo
Por Frédi Vasconcelos
Junho de 1998, ano da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Na agenda política do país, as privatizações e o encolhimento do Estado. E também a oportunidade para que alguns escolhidos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas, ganhassem muito dinheiro na venda de empresas estatais, como as de telecomunicações. É bom lembrar o grampo de uma conversa telefônica em que o então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, revela ao interlocutor, Ricardo Sérgio de Oliveira, então diretor de relações internacionais do Banco do Brasil e quem mandava nos fundos de pensão, principalmente a Previ, o interesse de um banco de porte médio pelo que se tornaria a Telemar, uma das privatizadas: – Está tudo acertado – garante Mendonça de Barros – Mas o Opportunity está com um problema de fiança. Não dá para o Banco do Brasil dar? – Acabei de dar. – Não é para a Embratel, é para a Telemar. – Dei para a Embratel e 874 milhões para o Telemar. Nós estamos no limite da nossa irresponsabilidade. São três dias de fiança para ele – responde Ricardo Sérgio. Tal irresponsabilidade referia-se a dar condições ao banco Opportunity, de Dantas, ligado ao grupo político de Antônio Carlos Magalhães e depois ao próprio FHC, a concorrer em mais um “leilão”. No caso da Telemar, o resultado não foi o esperado: perdeu porque o grupo já havia adquirido a Brasil Telecom (BrT) e a Telemig. Mas se, nesse caso, a irresponsabilidade chegou perto do limite, ele foi ultrapassado no consórcio que arrematou as outras duas empresas, BrT e Telemig. Montou-se uma teia intricada de associações, totalmente fora dos padrões de mercado, em que, com a minoria das ações, menos de 10% do total dos diversos fundos e empresas, Dantas ficou com a gestão e o controle. Seria interessante alguém explicar por que os detentores de mais de 90% dos papéis de controle da empresa que representava a participação nas privatizadas não tinham nenhum direito. Ao contrário, eram obrigados por contrato a seguir as decisões de Dantas.
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