05 julho 2008

GOVERNO LULA
Produção de veículos bate recorde no semestre; exportação sobe
A produção de veículos registrou novo recorde em junho e no primeiro semestre deste ano, segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). As vendas também tiveram bom desempenho no mês. Após queda em maio, as exportações voltaram a registrar alta em junho.
Foram fabricados 303,8 mil veículos em junho, alta de 23% na comparação com o mesmo período de 2007 e de 4,8% em relação a maio deste ano.
GOVERNO LULA
Indústria cresce em nove das 14 localidades pesquisadas pelo IBGE
A atividade industrial cresceu 2,4%, em maio, em nove das 14 localidades pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O aumento foi computado em comparação a maio do ano passado.
Já em relação a abril deste ano, a indústria mostrou retração em dez regiões, com queda de 0,5%. Os dados são da pesquisa Produção Industrial Regional, divulgada hoje (4) pelo IBGE.
PSDB - UMA QUADRILHA APOIADA PELA GRANDE MÍDIA
http://desabafopais.blogspot.com/

@-E por falar em pesquisas! O tucanato paulista (o DEM já esta...) vai entrar em desespero com números que virão. A conferir

@-A ex-deputada Federal Celcita Pinheiro (esposa do falecido Senador Jonas Pinheiros DEM-MT) denunciada por suposto envolvimento na máfia dos sanguessugas não obteve sucesso no pedido de liberdade preventiva e trancamento da ação penal. “O Superior Tribunal de Justiça negou ontem habeas-corpus à ex-deputada.

@-Frase indignada da Sambu: “As agressões do presidente do STF, Gilmar Mendes, não podem passar sem resposta e reprimendas. Não é cabível que a maior autoridade do Judiciário demonstre tamanha falta de equilíbrio e serenidade, destilando uma linguagem chula e não condizente com a formação dos membros da suprema corte. Acusar os policiais de "gângsteres" e "terroristas", vazamento de informações, além de estarem criando um Estado policial, causa indignação e muitas indagações. Não é, inquestionavelmente, posição adequada a um ministro da alta Corte.” Amaury Portugal, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal no Estado de São Paulo.
http://nogueirajr.blogspot.com/
Senador Arthur Vigilío bêbado
Assista aqui o vídeo da Band.
http://www.osamigosdopresidentelula.blogspot.com
Imperdível!!
PSDB detém o maior número de prefeitos sob suspeita de integrarem o esquema de desvio de recursos federais.
Promotoria diz que esquema investigado pela operação João de Barro desviava recursos para financiar campanhas políticas
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Defesa de Cacciola entra com recurso no STF contra prisão
Ação pretende evitar que o ex-banqueiro vá para a prisão ao chegar no País, após extradição de Mônaco
O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A defesa de Salvatore Cacciola não perdeu tempo e entrou já nesta sexta-feira, 4, com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o decreto da prisão, expedido pela 6ª Vara Federal do Rio e a conseqüente extradição do banqueiro. Na ação, assinada pela banca de Carlos Ely Eluf, uma das mais requisitadas de São Paulo, a defesa pede também um habeas-corpus para que, caso a extradição seja mantida, Cacciola seja solto imediatamente ao retornar ao Brasil, de modo a responder o processo em liberdade.
Qual é a aposta? O STF vai novamente facilitar uma nova fuga para Cacciola, ou vai manter a decisão de mante-lo preso?

Programa facilita compra de laptops por docentes
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou ontem um programa que facilita a compra de laptops por professores das redes pública e privada.A partir de outubro, computadores portáteis de até R$ 1 mil poderão ser comprados à vista com desconto ou financiados em 24 meses, com taxa média de juros de 2%, pelos profissionais do ensino básico ao universitário.O programa beneficiará, na estimativa do governo, 3,4 milhões de docentes. Estão fora do beneficio professores de cursos de idiomas, pré-vestibulares e de academias de ginástica.No próximo mês, professores de 70 municípios poderão pedir financiamento para a compra dos computadores. Em setembro, os docentes de todas as capitais terão acesso ao programa.Durante solenidade no Palácio do Planalto, o ministro da Educação, Fernando Haddad, observou que boa parte dos professores não têm condições financeiras para comprar um laptop. "Em muitos lugares, o aluno está à frente do professor no acesso a informações", disse.Presente à solenidade, a professora Adriana do Vale Cordeiro, de 37 anos, do Distrito Federal, disse que muitos colegas precisam recorrer a lan houses para participar de cursos a distância promovidos por instituições públicas de ensino.
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080705/not_imp201005,0.php

Metrô e Alstom fecham contrato de R$ 706 milhões
Em meio ao escândalo do caso Alstom, a multinacional anunciou ontem um contrato de 280 milhões (R$ 706 milhões) com o Metrô para fornecer um sistema de automação e sinalização de trens, com capacidade de operação sem condutor. Trata-se do maior contrato do tipo já fechado pela Alstom.Segundo o Metrô, o contrato foi antecedido por uma licitação da qual participaram quatro concorrentes.Patrick Kron, presidente mundial da multinacional, diz que a unidade brasileira é uma das mais importantes do mundo e ainda serve de plataforma para exportação.Segundo Kron, o Brasil contribui com cerca de 1 bilhão no resultado mundial das vendas, que somam 16 bilhões. "A Alstom Brasil tem uma participação muito importante", disse.A empresa emprega hoje 4.300 pessoas no Brasil, sendo que 800 foram contratadas no último ano. A Alstom prevê contratar mais 800 profissionais.A fábrica de Taubaté (SP) esteve ligada aos projetos de hidrelétricas da Alstom no mundo. Já a unidade de vagões e equipamentos ferroviários, na Lapa, zona oeste da capital paulista, faz projetos para metrôs de Nova York, Santiago, Buenos Aires e também para o Brasil.O contrato envolve a renovação do sistema de controle de trens e já foi implementado em Nova Déli, Istambul e Cairo. Batizado de Urbalis, o sistema permite maior freqüência e menor intervalo entre os trens. A nova operação deve começar em 2010.A Alstom também anunciou a construção de uma fábrica em Porto Velho (RO), em parceria com a brasileira Bardella, para fornecer equipamentos para a usina de Santo Antônio, no rio Madeira. O investimento previsto é de 35 milhões.
Mutirão de anônimos pagou, diz delegado
Nazareth Kechichian Neto admite que não há nenhum documento sobre a reforma do prédio da delegacia fazendária da capitalPoliciais dizem que obra foi bancada por um grupo empresarial investigado para ter a sua situação facilitada; delegado nega

O prédio da delegacia fazendária da capital, órgão da Polícia Civil de São Paulo, foi reformado clandestinamente. Não há registro oficial da obra, feita em 2007, dos seus custos e da origem dos recursos aplicados.A delegacia é responsável pela apuração dos crimes de sonegação fiscal praticados contra o Estado. Alguns dos maiores grupos empresariais do país são investigados ali -só os casos abertos a partir de 2007 envolvem mais de R$ 2 bilhões.O delegado titular da fazendária, Nazareth Kechichian Neto, admite que não há nenhum documento sobre a reforma, mas diz que as cúpulas da Polícia Civil e da Secretaria da Segurança Pública da gestão José Serra (PSDB) sabiam dela.Questionado sobre quanto custou a reforma, responde, simplesmente: "Não quero nem saber". Segundo ele, um "mutirão de anônimos" pagou as obras. Alguém sob investigação? "Não posso falar sim, nem não... Não vi nada", afirma ele.E completa: "Não é que eu não posso falar. Ponha-se no meu lugar, meu querido. O que vou falar a respeito disso? Peguei o bonde andando".A obra, de acordo com o delegado, foi iniciada em março ou abril de 2007 e terminou em 29 de outubro. Kechichian Neto diz que as "articulações" e o início da reforma são da responsabilidade do antecessor Darci Sassi, que dirigiu a unidade entre janeiro e agosto de 2007.Sassi, por sua vez, hoje policial do Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital), nega participação nessa empreitada. "Nem sei se foi reformada", afirmou. "Alguma coisa errada tem porque estão culpando o mordomo. Então, o negócio é investigar", disse.Pela Constituição Federal e a do Estado de São Paulo, o agente público é obrigado a publicar seus atos no "Diário Oficial", sob o risco de sanções previstas no crime de improbidade administrativa, como a perda do cargo e pagamento de multas. As doações, segundo o decreto nº 25.644, de 7 de agosto de 1986 (ainda em vigor), também devem ser publicadas no "Diário Oficial" pela Secretaria da Segurança Pública do Estado, por menor que seja o valor do bem.Policiais que pedem anonimato dizem que a reforma, que seria na avaliação deles de mais de R$ 500 mil, foi bancada por um grupo empresarial investigado pela polícia com o intuito de ter sua situação facilitada. A Folha não tem até o momento conhecimento de nenhuma prova sobre esse fato.O delegado nega que isso tenha ocorrido e afirma que o Ministério Público imprime uma fiscalização rigorosa.Conseg O único documento que a polícia apresenta sobre a reforma é uma relação de material de construção publicado no "Diário Oficial" do Estado em 18 de janeiro de 2008 -a reforma acabou em 29 de outubro de 2007. A lista é uma doação de quase R$ 40 mil e tem apenas parte do material necessário para uma obra como aquela.Além de ter sido publicado no "Diário Oficial" após a conclusão da reforma, o material é doado pelo Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) da Saúde/Vila Clementino.O próprio vice-presidente do Conseg, o advogado Danilo Maso, admite que o conselho não pode fazer doações. "O Conseg não tem nem CNPJ", afirmou. "O Conseg só faz o contato e pede aos empresários."Maso disse ter arrecadado parte do material a pedido do delegado Sassi (o delegado nega). Disse não saber se todas as empresas apresentaram notas fiscais e se entre elas está alguma investigada pela fazendária. "Eu acho que a grande maioria [apresentou notas]. Não posso colocar isso com certeza, mas vai direto para eles [da Segurança]", afirmou. A delegacia fazendária existe justamente para que as notas fiscais emitidas pelas empresas sejam a expressão da verdade. Nem a Segurança Pública nem a Delegacia Geral da Polícia Civil apresentaram uma só nota à Folha sobre a reforma.
Para assinantes


Alstom: Empresas do grupo francês teriam contribuído para o caixa 2 de FHC em 98
As empresas Cegelec e a ABB, que pertencem ao grupo francês Alstom, investigado em São Paulo por ligações suspeitas com os governos tucanos, teriam contribuído para abastecer o caixa dois da campanha de reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 1998.Leia íntegra da reportagem publicada na edição desta sexta-feira (4) pelo jornal Folha de S. Paulo:
Caixa 2 de FHC citava empresas da Alstom
Duas empresas do grupo francês Alstom são citadas nas planilhas eletrônicas do comitê financeiro do PSDB que deveriam abastecer o caixa dois da campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à reeleição, em 1998. As empresas são a Cegelec e a ABB.

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04 julho 2008


Globo perde um terço do ibope em junho
Ricardo Feltrin

Colunista do UOL
Dados consolidados do Ibope apontam que a Record se aproximou ainda mais da Globo no mês de junho. Foi o pior mês naquele que, conforme Ooops! antecipou, já é o
pior ano da história da Rede Globo em audiência, no horário das 7h à 0h.A Globo registrou média de 17,1 pontos de audiência na Grande São Paulo no mês passado. Em 2006 havia registrado 25,7 pontos. A queda é de 33,5%, ou 1 em cada três telespectadores (quase o ibope de um SBT mais uma TV Cultura somados).
Já a Record marcou 9,6 pontos no mês passado contra 6,2 em 2006 (crescimento de 55%). A distância entre a líder e a vice-líder caiu no mês passado para 7,5 pontos (ou 7, com o arredondamento).A expectativa da Record é tirar 3,5 pontos da Globo no máximo até 2010. Caso isso ocorra, empatará na liderança com 13 pontos --algo impensável na TV brasileira cerca de dois anos atrás.Embora tecnicamente estagnado, o SBT também registra oscilação negativa desde 2006: de 7,7 pontos em 2006 para 6,7 pontos em 2008.
http://noticias.uol.com.br/ooops/ultnot/2008/07/04/ult2548u551.jhtm
Rádio suíça diz que Farc receberam milhões para liberar Betancourt
da France Presse, em Genebra
da Folha Online
Dirigentes da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) teriam recebido milhões de dólares para liberar a franco-colombiana
Ingrid Betancourt e outros 14 reféns, afirma a Rádio Suíça Romanda (RSR).
"Os 15 reféns foram comprados na realidade a preço forte. Depois disso toda a operação foi uma encenação", afirmou a rádio pública.
Quase US$ 20 milhões foram entregues aos seqüestradores, segundo a RSR, que cita uma "fonte ligada aos acontecimentos, confiável e testada em reiteradas ocasiões nos últimos anos". A emissora acrescentou que os EUA estiveram na "origem da transação".
Nos últimos anos, a Suíça atuou ao lado de Espanha e França, a pedido do presidente colombiano, Álvaro Uribe, em uma missão de mediação com as Farc.
Operação
A operação realizada na quarta-feira (2) resgatou Betancourt, os americanos Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell --ligados ao Departamento de Defesa dos EUA-- e 11 militares e policiais colombianos.
Militares da Colômbia disfarçados de trabalhadores humanitários resgataram Betancourt, 46, a refém mais importante das Farc, seqüestrada em 2002 quando fazia campanha eleitoral como candidata à Presidência. "A operação foi absolutamente impecável", disse Betancourt logo após o resgate. "Creio que é um sinal de paz para a Colômbia."
O resgate ocorreu na floresta do departamento de Guaviare, segundo o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos. Militares colombianos fingiram ser membros de uma organização fictícia que supostamente iria levar os reféns de helicóptero a outro local, para se encontrarem com o líder das Farc, Alfonso Cano.
Arte Folha Online/Arte Folha Online
"Os helicópteros, que na realidade eram do Exército pegaram os reféns em Guaviare e os levaram à liberdade", afirmou o ministro. Dois guerrilheiros foram capturados na operação.
"Essa foi uma ação sem precedentes", afirmou o ministro ontem, em coletiva na sede do Ministério da Defesa, em Bogotá. "Isso entrará na história por sua audácia e efetividade."
Segundo o ministro, a operação que permitiu o resgate dos reféns foi 100% colombiana, apesar de os EUA terem auxiliado em ajustes prévios. Entrevistado sobre o papel de Washington na operação realizada nesta quarta-feira, Santos respondeu "nenhum" e completou: "Esta foi uma operação 100% colombiana".
"Nós informamos ao embaixador [americano em Bogotá, William Brownfield] porque havia uma promessa do presidente Álvaro Uribe de comunicar ao presidente George W. Bush qualquer tipo de operação", disse o ministro ao canal Caracol.
"Nós informamos e pedimos que nos ajudasse com algumas pessoas para testar as teorias que tínhamos e eles nos ajudaram um pouco a calibrar certas coisas, mas à margem. A verdade é que foi uma operação 100% colombiana, inclusive toda a inteligência foi colombiana", insistiu.
Citado pela imprensa colombiana, Brownfield afirmou ontem que a operação teve "cooperação cerrada" do governo americano, incluindo "intercâmbio de inteligência, de equipamentos e conselhos a partir de outras experiências".
TREMEI FHC, PSDB, CACCIOLA VAI CHEGAR

Príncipe de Mônaco autoriza, e Cacciola será extraditado para o Brasil
Das agências internacionais

Em Mônaco

Salvatore Cacciola, em foto de 2000
Entenda o casoO príncipe Alberto 2º de Mônaco seguiu a decisão do Tribunal autorizou a extradição do brasileiro Salvatore Cacciola, ex-dono do Banco Marka.No Brasil, Cacciola foi condenado, em 2005, pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, a 13 anos de prisão pelos crimes de peculato e gestão fraudulenta. Ele foi um dos pivôs do escândalo "Marka-FonteCindam", que causou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão aos cofres públicos."A decisão de extraditá-lo foi tomada pelo príncipe", confirmou a direção dos serviços judiciais de Mônaco, onde Cacciola está preso desde setembro de 2007. O advogado de Cacciola, Franck Michel, disse à agência France Presse que foi informado da decisão.Em 24 de junho, o Tribunal Europeu de Direitos Humanos rejeitou um recurso de Cacciola que impediria sua extradição ao Brasil.O caso começou com a forte desvalorização do real em janeiro de 1999. Na ocasião, o banco Marka, propriedade de Caccioila, recebeu uma ajuda, considerada fraudulenta, do Banco Central brasileiro para cobrir as perdas em operações cambiais.O ex-banqueiro foi detido em 15 de setembro no Hotel Fairmont, um palácio de Mônaco onde passava férias, em uma revista policial de rotina das fichas do hotel, onde havia se registrado com o nome verdadeiro.
Plano Mais Alimentos quer dobrar produção de cada agricultor familiar
Yara Aquino Repórter da Agência Brasil
Brasília - O objetivo principal do Plano Safra Mais Alimentos, que o governo anuncia hoje, é dobrar a produção de cada agricultor familiar, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, com isso oferta de alimentos no país será ampliada e a alta dos preços no mercado interno pode ser contida. Uma da metas é que sejam produzidas 18 milhões de toneladas de excedente de alimentos a cada ano. “Chega de produzir para subsistência. É para plantar o que puder plantar para comer e para vender. Temos que dizer para os pequenos que é bom ganhar dinheiro, comprar uma televisão nova, um carro novo. Não está escrito na Bíblia que os pequenos têm que ser pobres”, disse Lula ontem (2) durante o lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2008-2009. O Plano Safra Mais Alimentos destina R$ 13 bilhões em financiamento no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) no período de 2008/2009. No período anterior o valor foi de R$ 12 bilhões. O Mais Alimentos integra o Plano Safra da Agricultura Familiar e contará com medidas específicas para aumentar a produção de alimentos no valor de R$ 6 bilhões.Para incentivar a produtividade, será disponibilizada uma linha de crédito de até R$ 100 mil por família com juros de 2% ao ano e prazo de até dez anos para pagamento, para culturas como milho, feijão, arroz e trigo. Também está previsto apoio para a compra de máquinas e implementos agrícolas. A perspectiva é que sejam comercializados 60 mil tratores e 300 mil máquinas e implementos em até dois anos. O plano prevê também a ampliação de assistência técnica e extensão rural. Os recursos para Assistência Técnica e Expansão Rural (Ater) passam de R$ 168 milhões, na safra passada para R$ 397 milhões. Há ainda a meta de, em dois anos, ampliar de 20 para 30 mil no número de técnicos em extensão rural.A cobertura do Programa Garantia de Preços da Agricultura Familiar (PGPAF) passa de 11 para 15 produtos, incluindo pimenta-do-reino, trigo, cebola e mandioca. Ainda foram elevados os preços do trigo, arroz, feijão, milho, mandioca e leite.O peso da agricultura familiar é comprovado pelos números que demonstram que ela é responsável por 70% dos alimentos consumidos hoje pelos brasileiros. Entre os exemplos estão feijão (67%), mandioca (89%), frango (70%), suínos (60%) e leite (56%). Os dados são do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

CASO ALSTOM E OS TUCANOS
Investigado no caso Alstom fez doação a secretário de Covas
Farias, hoje vereador, disputou vaga de deputado estadual em 2002Eduardo ReinaEm 2002, o então chefe de gabinete da Casa Civil do governo Mário Covas, Sebastião Farias, hoje vereador pelo PSDB, recebeu doação para sua campanha a deputado estadual do empresário Romeu Pinto Júnior, apontado por autoridades da Suíça como dono da MCA Uruguay. Essa offshore teria recebido cerca de R$ 8,7 milhões para enviar a empresas que prestaram serviços fictícios a contratos firmados pelo grupo Alstom no Brasil.
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Charge do Bessinha
Faturamento da indústria brasileira cresce 7,9% até maio
Utilização da capacidade instalada fica em 82,9%; no acumulado do ano, emprego cresce 4,5% e renda 5,6%

Leonardo Goy, da Agência Estado

BRASÍLIA - O faturamento real da indústria brasileira cresceu 7,9% até maio deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 3, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Considerando apenas os dados do mês, o crescimento foi de 1,1% ante abril, na série com ajuste sazonal. Na comparação com maio do ano passado, as vendas reais crescem 5,3%. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) ficou em 82,8%, na série com ajuste sazonal. Em abril, o Nuci, com ajuste, era de 82,9% e, em maio de 2007, de 82,3%, o que mostra relativa estabilidade do indicador.
A CNI informou também que as horas trabalhadas na indústria tiveram um ligeiro recuo em maio na comparação com abril, de 0,1%, na série dessazonalizada. Em relação a maio do ano passado, houve alta de 2,7%. Já no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o número de horas trabalhadas cresceu 5,8%, na comparação com igual período de 2007.
O emprego na indústria mostrou relativa estabilidade, com crescimento de 0,2% em maio em relação a abril, também com ajuste sazonal. Na comparação com maio do ano passado, o emprego cresceu 3,8%. No acumulado de janeiro a maio, a alta foi de 4,5%. Já a massa salarial real registrou expansão de 4% em relação a maio de 2007 e de 5,6% no acumulado de janeiro a maio.
Alexandre Porto
www.aleporto.com.br
Na forma crônica, desnutrição infantil caiu 74% no Nordeste, em dez anos
O Globo Online
BRASÍLIA - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, divulgou nesta quinta-feira estudo que mostra que o país conseguiu reduzir em 46%, em dez anos, a desnutrição infantil crônica, calculada a partir do percentual de crianças que deixaram de crescer por falta de alimentação adequada. Na Região Nordeste, a redução chegou a 74%. No mesmo período, a taxa de mortalidade infantil caiu 43,5% no país. (Temporão comemora resultados: 'Nós temos que soltar foguetes, sair daqui cantando')
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http://oglobo.globo.com/
CASO ALSTOM E OS TUCANOS
Caixa 2 de FHC citava empresas da Alstom
Cegelec e ABB estavam em planilhas do PSDB que foram tornadas públicas em 2000; não há menção a valores no documentoPlanilhas atribuem a Andrea Matarazzo, então secretário de Energia de São Paulo, a missão de buscar recursos junto a empresas; ele nega
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03 julho 2008

Investimento da União chega a R$ 9,4 bi e é o maior dos últimos sete anos
Os investimentos da União chegaram a R$ 9,4 bilhões no primeiro semestre de 2008, valor recorde se comparado aos últimos sete anos. Os órgãos públicos federais ligados aos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) desembolsaram com a realização de obras e compra de equipamentos uma quantia 33% superior à registrada nos primeiros seis meses do ano passado, quando o montante chegou a R$ 7 bilhões.
Entre janeiro e junho desse ano, o pagamento do montante de investimentos inscrito como "restos a pagar" também foi o maior desde pelo menos 2001. O governo desembolsou R$ 8,5 bilhões para quitar dívidas de anos anteriores (restos a pagar). Outro recorde é o número de empenhos realizados (reservas orçamentárias). Até junho, a União garantiu R$ 11,4 bilhões em recursos para obras ou aquisição de materiais no futuro.
O orçamento autorizado para este ano em investimentos também é um dos maiores desde 2001, ficando atrás apenas da dotação do ano passado, fixada em R$ 46,4 bilhões. Para 2008, cerca de R$ 40,2 bilhões estão previstos para a realização de obras e compra de equipamentos. Para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o aumento sucessivo dos investimentos está relacionado, em grande parte, ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujas obras integram os investimentos da União. "Em função dele, o governo reformulou sua estratégia de monitoramento de projetos, passando a acompanhar com mais rigor a execução de cada um", afirma.O economista Paulo Brasil, conselheiro do Conselho Regional de Economia de São Paulo (CORECON-SP), acredita que quando há um programa de governo com atenção especial e prioridade, como o PAC, há agilidade das ações a ele relacionadas. Para o economista, o aumento dos investimentos também está intimamente ligado ao PAC. Porém, ressalta ainda os sucessivos recordes de arrecadação do governo e o resultado, mesmo tímido, do controle de gastos operacionais. "Sem falar também do viés político que representa este programa de governo em termos de sucessão, o que não pode ser esquecido", frisa.No entanto, a situação não é tão favorável quanto parece. Apesar da série de recordes registrados esse ano, se o ritmo de investimentos continuar como está, ou seja, cerca de R$ 9,4 bilhões aplicados em seis meses, a execução orçamentária vai fechar o ano longe do que seria considerado ideal, já que estão previstos mais de R$ 40 bilhões. No atual compasso de investimentos, ao final do ano, seriam aplicados apenas R$ 18,7 bilhões, ou seja, 47% do total. É importante ressaltar, porém, que tradicionalmente a União acelera seus investimentos a partir do segundo semestre do ano.
Paulo Brasil lembra que historicamente o país manteve planos estratégicos em situações especiais, caso do II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento). "A partir da implantação de fato dos Planos Plurianuais (PPA) é que recomeçaram os investimentos", destaca. "O momento econômico colabora com essa situação [acréscimo dos investimentos], assim como a real necessidade desses investimentos para que seja atingida a meta de crescimento proposta pela atual gestão e esperada pela sociedade", acrescenta.
Apesar do recorde de investimentos, o economista afirma ainda que é preciso aplicar mais no setor. "São anos de sucateamento da infra-estrutura necessária para o desenvolvimento, e totalmente precária, como se nota, em grande parte deste Brasil de dimensões continentais", argumenta. "É preciso entender que o país precisa crescer, cm sustentabilidade, pois tem potencial para isso", conclui.Ministério dos Transportes lidera rankingO Ministério dos Transportes continua liderando o ranking dos órgãos federais que mais investem no país. No primeiro semestre, a pasta foi responsável por quase 25% de todos os investimentos da União. Foram desembolsados R$ 2,3 bilhões pelo ministério. O programa mais bem contemplado foi o de "manutenção da malha rodoviária federal", que recebeu R$ 728 milhões entre janeiro e junho.
O Ministério das Cidades aparece em segundo lugar na lista dos que mais investiram nos primeiros seis meses do ano. A pasta aplicou R$ 1,6 bilhão com a realização de obras e a compra de equipamentos. O programa de "urbanização, regularização e integração de assentamentos precários" foi beneficiado com R$ 621,7 milhões, quase tudo pago pelo órgão (já que outros ministérios também gastam com o programa).Já o Ministério da Educação é o terceiro colocado no ranking. A pasta aplicou R$ 1,2 bilhão em investimentos nos primeiros seis meses do ano. O programa "universidade do século XXI" foi o mais bem contemplado, com R$ 475,4 milhões recebidos. Para os próximos anos, os investimentos da pasta ainda podem ser ampliados. Durante audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que os recursos da exploração de novos poços de petróleo recentemente descobertos pela Petrobras na camada pré-sal (grande profundidade) devem ser utilizados em educação. "O presidente Lula tem dito que gostaria de usar [as reservas de petróleo] em educação, para preencher uma lacuna que existiu nos últimos 40 anos", disse o ministro.
O Ministério da Agricultura, por sua vez, que ocupa o oitavo lugar no ranking de investimentos dos órgãos federais, com R$ 248 milhões desembolsados no primeiro semestre, também poderá aumentar o montante investido. Como o ministro Reinhold Stephanes conta com o Plano Agrícola e Pecuário 2008-2009 para conter a alta no preço dos alimentos, anunciado nesta quarta-feira (02) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os programas de investimentos da pasta terão R$ 10 bilhões nesta safra. Além disso, haverá um outro programa para a recuperação de áreas degradas de pastagem e adoção de práticas sustentáveis de produção.
Um dia antes do anúncio, a Organização das Nações Unidas (ONU) já havia defendido o aumento dos investimentos públicos no setor agrícola. Segundo relatório Mundial Econômico e Social 2008, a desregulamentação dos mercados compromete a segurança da economia mundial. No Brasil, segundo delegados de uma conferência sobre investimentos em agricultura realizada esta semana em Londres, há cerca de 100 milhões de hectares de terras agrícolas não utilizadas.
Contas Abertas

Sombras da ditadura militar pairam sobre Raposa Serra do Sol
“O problema grave de nosso tempo, com relação aos direitos do homem, não é mais o de fundamentá-los, e sim o de protegê-los. Com efeito, o problema que temos diante de nós não é filosófico, mas jurídico e, num sentido mais amplo, político. Não se trata de saber quais e quantos são esses direitos, qual é a sua natureza e seu fundamento, se são direitos naturais ou históricos, absolutos ou relativos, mas sim qual é o modo mais seguro para garanti-los, para impedir que, apesar das solenes declarações, eles sejam continuamente violados.” Norberto Bobbio em “A Era dos Direitos”.
“Na história recente da América Latina, a maioria dos governos militares não institucionalizados só aceitam retirar-se do poder em troca de certas garantias. Tratam de fixar as regras do jogo. Mais ainda, quando a situação o permite, não vacilam em exigir um lugar para as instituições militares na ordem constitucional democrática e o direito permanente de supervisionar as decisões políticas.” Alain Rouquié em “O Estado militar na América Latina”.
Os militares brasileiros, de maneira geral, passaram da ditadura para a democracia formal sem admitir a investigação nem a avaliação de suas práticas ao longo dos 25 anos em que exerceram o poder absoluto no país e sem admitir rever qualquer uma dessas mesmas práticas, nem as concepções que as embasam. Prova disso é a permanente ausência de iniciativas concretas, devido a resistências castrenses, de se abrir os arquivos militares do período ou mesmo de se realizar uma definitiva busca dos corpos dos desaparecidos políticos.
Sempre que se toca no tema, por exemplo, quando do lançamento da publicação “Direito à Memória e à Verdade”, pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, em 2007, os integrantes das Forças Armadas manifestam seu desagrado e reagem de forma pública, destilando o mesmo antigo ódio contra os mortos e desaparecidos e defendendo, no limite, a própria legitimidade da tortura e dos desaparecimentos. Para estes dirigentes militares, diversos ministros e integrantes do atual governo não passam de “ex-terroristas e subversivos”, indignos de confiança, quanto mais de respeito ou obediência. Com relação ao próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sua relação é de discreto desprezo, como alguém que se deve aturar, até que deixe o cargo, mas não acatar integralmente suas decisões políticas, e, sim, resistir àquelas consideradas “inaceitáveis”. Políticas e direitos “inaceitáveis”
Entre as “políticas inaceitáveis” estão as tentativas de abrir os arquivos militares, de busca dos desaparecidos políticos, de esclarecimento das condições em que desapareceram, por um lado, e, por outro, as questões da Amazônia, da política ambiental e da faixa de fronteira; a política indigenista e a demarcação das terras indígenas.
Com relação a estas últimas, as Forças Armadas, de maneira especial o Exército, acreditam que só elas têm as concepções corretas a respeito das políticas necessárias para a região amazônica e para nossas fronteiras, assim como acreditam que só elas têm a visão correta a respeito de como se relacionar com os povos indígenas. Nesta visão, são repudiados os Artigos 231 e 232, da Constituição Federal de 1988, assim como a Convenção 169, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Declaração dos Direitos Humanos dos Povos Indígenas, da Organização das Nações Unidas (ONU), instrumentos legais internacionais dos quais o Brasil é signatário.
Durante o período da ditadura militar, tentativas foram feitas, como o tristemente famoso “decreto de emancipação”, de 1977, no sentido de liberar as terras indígenas para as grandes empresas. A partir de uma conceituação de indígenas “aculturados” e “não-aculturados”, o governo militar pretendia manter algumas “reservas” e liberar o restante das terras indígenas para madeireiras, fazendeiros, mineradoras, garimpeiros etc. Claro está que as “reservas” seriam temporárias, com o tempo suficiente para se “aculturar” os indígenas ainda “não-aculturados” e, igualmente, expropriar suas terras e entregá-las aos empresários. Durante o Congresso Constituinte, nova tentativa foi feita, com o lobby militar e empresarial junto ao Centrão, maioria de parlamentares coordenada pelo então senador Bernardo Cabral, que tentou viabilizar uma proposta de legislação indigenista que também contemplava as figuras de indígenas “aculturados” e “não-aculturados”, novamente com o objetivo de expropriar seus territórios e entregá-los à exploração dos fazendeiros e das grandes empresas.
A Constituição de 1988, no entanto, reconheceu “aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.” (Capítulo VIII – Dos índios – Artigo 231 da CF). O Artigo 231 afirma ainda, em seu segundo parágrafo: “As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes”. E no quarto parágrafo: “As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos sobre elas, imprescritíveis”. Ou seja, a Constituição de 1988 rompeu com a perspectiva integracionista vigente desde o período colonial no Brasil e abriu uma nova perspectiva, de reconhecimento dos direitos territoriais e culturais dos povos indígenas
Como se nada houvesse passado nos últimos 20 anos, para os militares os povos indígenas devem “ser plenamente integrados à sociedade nacional”, suas terras e riquezas devem ser colocadas à disposição do mercado e do “desenvolvimento do país”. Para os militares, os povos indígenas não podem ser reconhecidos como tais, pois o seu mero reconhecimento significaria “uma ameaça à soberania nacional”.
A Terra Indígena Raposa Serra do Sol é, no momento, a principal vítima da reação militar às políticas de governo e às conquistas constitucionais dos povos indígenas. Na verdade, para os militares, Raposa Serra do Sol deverá ser, numa concepção de guerra, a “cabeça de ponte” de um ataque generalizado às demarcações e homologações de terras indígenas já feitas, sendo feitas ou a serem feitas no Brasil. Trata-se de voltar ao período pré-constitucional, anular demarcações, evitar novas e disponibilizar os territórios indígenas para as grandes corporações nacionais e internacionais, principalmente mineradoras, e para o agronegócio. Só assim, a “Segurança Nacional” estaria garantida. O processo no STF
Os militares nunca aceitaram a demarcação e homologação das terras indígenas na região amazônica, particularmente dos territórios Yanomami e Raposa Serra do Sol. Com relação à homologação do território Yanomami, em maio de 1992, durante o governo Fernando Collor de Mello, os militares reagiram, protestaram, buscaram impedir de todas as maneiras, inclusive junto ao ministro da Justiça da época, coronel Jarbas Passarinho, mas a terra indígena acabou sendo demarcada e homologada.
Com relação à Terra Indígena Raposa Serra do Sol, os militares, assumindo como inadmissível o que consideram uma nova “derrota” de suas posições, buscaram intervir de forma intensa, em todas as áreas possíveis e de maneira planejada, com estratégia e táticas claramente definidas, para que a homologação fosse desconstituída antes que a retirada dos invasores fosse consumada. Para tanto, tornaram-se aliados dos seis grandes arrozeiros e com eles vêm atuando há anos de maneira articulada, na própria terra indígena, junto à sociedade nacional, aos meios de comunicação, a órgãos governamentais, ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário, particularmente junto ao Supremo Tribunal Federal.
Em meados de 2006, um membro da Abin (Agência Brasileira de Informações) instalou-se numa sala da prefeitura de Pacaraima (RR), cujo prefeito é o líder arrozeiro Paulo César Quartiero. O objetivo do militar ali era o de assessorar o conjunto dos grandes invasores a resistir de forma armada à homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol e à desintrusão que deveria ser realizada pela Polícia Federal, ensinando táticas de guerrilha, técnicas de fabricação de bombas incendiárias e de instalação de minas aos pistoleiros dos fazendeiros.
De 2005 a 2007, o Exército boicotou como pôde as operações de desintrusão planejadas pelo governo federal, repassando sistematicamente informações sobre os planos de retirada dos invasores para estes e seus aliados na mídia e no Congresso Nacional, conseguindo que tais operações fossem seguidamente abortadas.
A desintrusão foi definitivamente deflagrada em abril de 2008, com a Operação Upatakon 3, com a participação apenas da Polícia Federal, devido a impossibilidade de se contar com a contribuição do Exército. Neste momento, os militares realizaram um movimento duplo: por um lado, atuaram no terreno, dando apoio logístico à resistência armada dos invasores contra os policiais federais; por outro, atuaram no Supremo Tribunal Federal (STF), dando falsas informações a respeito de um iminente confronto armado e sangrento, envolvendo a população civil e a Polícia Federal em Roraima. Conseguiram, assim, disseminando mentiras entre os ministros, a suspensão da Operação Upatakon 3 pelo Plenário do STF, o que foi feito em poucos minutos, sem debate e de forma unânime. Continuam, até os dias de hoje, de maneira sistemática e diária, desinformando ministros e assessores sobre a realidade dos povos indígenas daquela região. A “guerra de posições” se expandeDurante os primeiros dias da “resistência”dos arrozeiros, o general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, comandante do Exército na Amazônia, veio a público destilar todas as críticas dos militares ao governo federal e sua política indigenista. O general fez sua aparição pública no mesmo estilo agressivo em que os militares costumam atacar a política governamental de Direitos Humanos, no que toca à questão dos desaparecidos políticos.
O general Heleno chegou a afirmar que “não sirvo a este governo, sirvo ao Estado brasileiro”. Brandamente admoestado, continuou no cargo, a dar declarações à imprensa contra a política indigenista e a dar palestras, com uniforme de campanha, para audiências de militares da reserva e da ativa. Associações de militares da reserva e de militares da ativa passaram a solidarizar-se imediatamente com o general Heleno, tratado como porta-voz do conjunto da caserna.
Em Roraima, os militares também manifestaram publicamente seu apoio político incondicional aos invasores da terra indígena. O Comandante da 7ª Brigada de Infantaria de Selva (BIS), general Eliezer Girão Monteiro Filho, recebeu, no dia 9 de maio, em pleno quartel, uma manifestação política de arrozeiros e familiares para elogiá-los e incentivá-los a “defenderem suas propriedades” frente a homologação da terra indígena. “Cobrem respeito à propriedade de vocês. A terra que está lá, ainda que dentro da Raposa, ainda está sob o nome de suas famílias. São dos senhores”, disse o general aos manifestantes, repetindo a acusação de que a demarcação de terras indígenas em faixa de fronteira significaria uma “ameaça à soberania nacional”.
No dia 18 de abril, o general Gilberto de Figueiredo, presidente do Clube Militar, manifestou solidariedade ao general Heleno, seguido do presidente do Clube da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Ivan Frota. Este, segundo noticiou a imprensa (Folha de São Paulo, 19/04/08), “ameaçou com o maior movimento de solidariedade militar” caso o presidente Lula “continuasse com a coação ao general Heleno”. O presidente do Clube da Aeronáutica declarou ainda que a declaração do general Heleno “representa a síntese do pensamento castrense atual”.
No mês de junho, em entrevista ao jornalista Luiz Carlos Azenha, o general Figueiredo voltou a externar seus pontos de vista. Eis parte do depoimento de Azenha, publicado em seu blog, em 26 de junho: “Quando entrevistei o general Figueiredo, em Brasília, ele fez duras críticas à Constituição de 1988. Segundo ele, dois interesses se conjugaram na Constituinte para escrever o capítulo referente aos direitos indígenas: os esquerdistas e o grande capital.
De acordo com o raciocínio do general, ambos são internacionalistas. O interesse do grande capital, no caso, seria o de reservar grandes áreas do Brasil para futuro uso, através da instrumentalização dos indígenas. Ou seja, os minérios e outros recursos naturais existentes hoje em terras indígenas ficariam à espera do momento em que os países desenvolvidos – França, Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha – precisassem deles.
Quando isso acontecer, os indígenas promoveriam um movimento separatista, entregando o ouro aos bandidos.
De acordo com o general, os esquerdistas não têm apego à idéia de nação. Fazem parte de um movimento internacional ao qual subordinam o Brasil. Por isso essa esquerda teria apoiado o capítulo que trata dos indígenas na Constituição de 1988.”
Azenha adianta sua avaliação a respeito dessa posição do militar: “Na minha modesta opinião a teoria dos índios imperialistas serve a interesses inconfessáveis: ajudar o agronegócio a tomar terra dos índios”.
A posição do general Figueiredo fecha o raciocínio militar, segundo o qual é necessário continuar, nos dias de hoje, a dar combate contra os dois grandes inimigos internos: os esquerdistas e os povos indígenas.
Decorrem daí os ataques permanentes contra a política do governo federal com relação aos Direitos Humanos, no que se refere aos desaparecidos políticos, por um lado e, por outro, contra a política indigenista oficial. Esquerdistas, mesmo mortos e desaparecidos, e povos indígenas continuam todos alvos militares.
Esta guerra de décadas foi transferida, devido às manobras dos militares, invasores das terras indígenas e seus aliados políticos, para um novo campo de batalha: o Supremo Tribunal Federal. A violência se espalha, impunemente
No dia cinco de maio, um grupo de dez indígenas, que se encontrava trabalhando em sua terra, foi atacado com bombas e tiros pelos pistoleiros encapuzados do invasor Paulo César Quartiero, deixando vários feridos. Identificada a autoria do crime, o arrozeiro teve prisão decretada e as instalações de sua invasão investigadas pela Polícia Federal. Lá foram encontradas mais de 140 bombas incendiárias e material explosivo, de posse exclusiva das Forças Armadas. Dias antes, indígenas que trabalhavam na área viram duas caminhonetes do Exército entrarem na fazenda e ali permanecer até o dia do atentado criminoso.
As investigações da Polícia Federal levaram à convicção da participação do coronel Gélio Fregapani, ex-chefe da Abin em Roraima, como orientador dos pistoleiros de Quartiero, tanto para a fabricação das bombas incendiárias, como em táticas de guerrilha e na orientação da logística do ataque ao grupo de dez indígenas. Quartiero se refere a Fregapani como seu “amigo pessoal”. Além do ensino em fabricação de bombas, teria partido também de militares a orientação para a colocação de um carro-bomba em frente à sede da Polícia Federal e as orientações para a colocação de minas explosivas na estrada que vai de Boa Vista a Surumu, onde se encastelaram com barricadas Quartiero e seus pistoleiros, contra a Polícia Federal que pretendia realizar a Operação Upatakon 3.
Desnecessário lembrar que, se detonados, o carro-bomba, assim como as minas explosivas, teriam causado inúmeras mortes, tanto de policiais federais como de pessoas comuns, transeuntes inocentes, índios e não índios, crianças, mulheres, idosos.
Seria o caso de nos perguntar se aqui reside a auto-propalada valentia e coragem dos “líderes da resistência”, invasores da terra indígena e seus especializados assessores?
Apesar de tantas evidências do envolvimento militar em todas as ações dos invasores de Raposa Serra do Sol, nenhuma advertência foi feita, nenhuma investigação concluída, muito menos nenhuma prisão efetuada. Pelo contrário, militares e invasores continuam fazendo declarações ofensivas aos povos indígenas nos meios de comunicação, continuam também atacando a política indigenista oficial e a homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
Ou seja, militares se sentem com a autoridade e liberdade suficientes para continuar se insubordinando e atacando o próprio governo ao qual deveriam servir. Mas, como já declarou o general Heleno, eles não reconhecem o governo Lula como autoridade, pois servem somente ao “Estado”. Conclusão
Agora, transcorre o tempo até o momento, provavelmente no próximo mês de agosto, em que o STF deverá se reunir para decidir sobre a constitucionalidade da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol.
Não pensemos que militares e arrozeiros estão, de forma serena, esperando o resultado deste debate. Pelo contrário, estão extremamente ativos, tratando de influir decisivamente em tal resultado. Para tanto, além do lobby permanente instalado no STF, veiculam inverdades e preconceitos com relação aos povos indígenas de Raposa Serra do Sol, em quantidades industriais, nos sites da internet, em blogs de ultra-direita e nos meios de comunicação onde possuem aliados e simpatizantes. Em seus recados à imprensa, os arrozeiros já declararam que não irão admitir serem “roubados pelo STF” e que não irão aceitar uma decisão contrária a seus interesses.
Os únicos que estão, de maneira pacífica, embora firme e aberta ao diálogo com a sociedade nacional, esperando a decisão da Suprema Corte, são os povos indígenas de Raposa Serra do Sol que, de resto, assim agiram nos últimos 34 anos, sempre à espera da Justiça, sempre respeitando a legalidade e as instituições do Estado brasileiro.
Diante de tudo isso, não resta dúvida: uma eventual vitória da anulação da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol será uma vitória da força bruta, da violência, da ação clandestina, da disseminação de mentiras e preconceitos contra os povos indígenas e do medo em meio à população. Será, igualmente, uma vitória do retrocesso do Estado brasileiro, numa retomada da perspectiva de “integração dos indígenas à sociedade nacional”, da inviabilização de sua existência como povos culturalmente diferenciados no interior do Estado nacional e da expropriação de suas terras e recursos nela existentes para a exploração pelas grandes empresas nacionais e estrangeiras.
Pelo contrário, a manutenção da homologação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol irá sinalizar, para toda a sociedade brasileira, que neste país existem leis a serem obedecidas e instituições que devem ser respeitadas – existe, principalmente, uma Constituição que deve ser zelada por todos.
Fundamentalmente, irá mostrar que o Supremo Tribunal Federal exerce, de fato, o papel de instituição do Estado democrático responsável por assegurar que esta Constituição seja realmente cumprida, em benefício da Verdade, da Justiça e da construção de uma sociedade onde o Direito seja um patrimônio realmente de todos, sem distinção de raça, cultura, etnia ou classe social.
Paulo Maldos é assessor político do Cimi.
País tem potencial agrícola suficiente para conter inflação
Gazeta Mercantil - O Brasil tem potencial agrícola suficiente para conter a inflação sem sacrificar o crescimento da economia. A avaliação, do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, é uma prévia do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sustentará hoje no lançamento do pacote de incentivos para a agricultura. O BNDES integra as medidas com redução de juros para financiar máquinas e equipamentos para o setor, conforme antecipou Coutinho. "Não podemos deitar por terra todo o sacrifício para conter a inflação. O controle sobre a inflação será mantido. O Brasil está em uma posição relativamente boa para fazer isso, quando comparado a outros países. Não precisaremos sacrificar o crescimento como vários países terão que sacrificar. Podemos responder de maneira muito afirmativa em termos de oferta agrícola", afirmou o presidente do BNDES.
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CASO ALSTOM E OS TUCANOS
PT pede quebra de sigilo bancário de supeito de intermediar propinas
Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira (30/6), destaca ação da Liderança do PT que enviou representação ao Ministério Público em que pede quebra do sigilo fiscal e bancário do empresário Cláudio Mendes, de seus sócios e das empresas, além de abertura de ação para apurar eventual prática de falso testemunho.
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Lula critica a ''minoria'' que ''torce contra'' ele
Presidente diz que querem a volta da ''inflação'' para ''poder falar mal''
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em discurso para cerca de 1.300 pessoas no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário, que tem uma "minoria" torcendo para que o Brasil tenha inflação só para poder "falar mal do governo"."Vocês acreditam nisso? Eles estão há três anos sem ter o que falar. Tem gente torcendo para ter inflação para ter um discursinho para atacar o governo", destacou, no centro de convenções da Universidade Positivo, em Curitiba. E alertou: "Quem torcer para esse País não dar certo vai simplesmente quebrar a cara e, se não fosse presidente da República, ia dizer quebrar outra coisa."Lula disse que sua convicção tem explicação. "Todo investimento que fizemos para ter infra-estrutura começará a desovar agora", salientou. "Duvido que em algum momento os prefeitos deste Estado, independentemente do partido a que pertençam, tiveram a quantidade de recursos disponibilizados pelo governo federal como têm agora." Ele citou investimentos em ferrovias e portos, além de promessas de exploração do petróleo de pré-sal e aplicação de recursos em siderúrgicas e refinarias. "Eu acredito que meus filhos e netos vão viver em um País muito melhor do que aquele que eu herdei dos meus pais e vocês têm muita responsabilidade com o futuro deste País."

''Coronel Ustra me torturou noites e noites seguidas no DOI-Codi''
"O coronel Ustra me torturou, ele pessoalmente, noites e noites seguidas no DOI-Codi", acusou ontem Gilberto Tanos Natalini, de 56 anos, vereador pelo PSDB, líder de seu partido na Câmara Municipal de São Paulo.Nos anos 70, Carlos Alberto Brilhante Ustra, então major do Exército, era o comandante do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna, órgão de inteligência e repressão do regime militar.Agora sob investigação da Procuradoria da República, Ustra apresentou sua defesa por escrito. Afirma que jamais torturou ou mandou torturar. "É mentira", reagiu Natalini. "No DOI ele era o dr. Tibiriçá. Me deixava despido. O chão coberto de água e sal e eu descalço com fios elétricos presos aos meus dedos e orelhas. Hoje sou um deficiente auditivo, tenho apenas 30% da capacidade do ouvido esquerdo."
Senado aprova fim da DRU para a educação
O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (2) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 96/03) que reduz gradualmente, a partir de 2009, até 2010, os percentuais de Desvinculação das Receitas da União (DRU) sobre as verbas destinadas à manutenção e desenvolvimento do ensino previstos na Constituição. Em 2011, conforme a proposta, haverá a extinção da DRU para a educação. Com isso, o governo não poderá mais destinar essas receitas para outras finalidades, inclusive o pagamento da dívida. A PEC é de iniciativa da senadora Ideli Salvatti (PT-SC).


Charge do Bessinha
http://desabafopais.blogspot.com/ O presidente mundial da Alstom, Patrick Kron, desembarca amanhã para uma visita-relâmpago ao Brasil. Deve partir na sexta. A expectativa é que o Ministério Público de São Paulo anuncie nos próximos dias que procedimento vai adotar para investigar as denúncias de pagamento de propina a autoridades de governos paulistas por parte da multinacional.
http://clipping.planejamento.gov.br/Noticias.asp?NOTCod=440742

Fala presidente

"Quem torcer contra o país vai quebrar a cara", diz Lula

Assista o vídeo aqui:

http://desabafopais.blogspot.com/

Procurador-geral rebate críticas de Gilmar Mendes
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, rebateu, por meio de nota, críticas feitas pelo presidente do STF, Gilmar Mendes, sobre o vazamento de informações sigilosas."São injustas, inadequadas e inteiramente improcedentes as críticas hoje noticiadas pelos órgãos de imprensa contra o Ministério Público Federal", afirmou. "Qualquer debate destinado ao aprimoramento da atuação do Estado exige das autoridades que dele participam um comportamento sereno e respeitoso às instituições e aos seus membros."Mendes fez duras críticas ao vazamento de informações da Polícia Federal, caracterizando a prática de "terrorismo lamentável" e "coisa de gângster". E disse que o Ministério Público Federal é, por vezes, "co-autor e conivente" com a PF.Segundo a nota do procurador, "afirmações desatentas à realidade e que revelam opinião estritamente pessoal sobre a sua atuação institucional são inaceitáveis".Suas observações foram elogiadas pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Também em nota, o presidente da entidade, Antonio Carlos Bigonha, disse que "a ANPR considera descabidas críticas a respeito da atuação do Ministério Público Federal e de seu procurador-geral".

Yeda defende aumento do próprio salário em 143%
Em meio à crise, projeto de aliado da tucana prevê reajuste para R$ 17.343,14

No momento em que o governo do Rio Grande do Sul atravessa uma profunda crise política e financeira, a governadora Yeda Crusius (PSDB) poderá ganhar um aumento salarial de 143%. Publicado na edição de ontem do "Diário Oficial" do Estado, o projeto de lei nº 149/2008 propõe a elevação do salário da governadora dos atuais R$ 7.140,70 para R$ 17.343,14. A oposição, liderada pelo PT, critica a proposta.
Ela é muito modesta, deveria pedir 200%. Afinal o RS não tem problemas financeiros, está tudo muito bom. Vai ser cara de pau lá no PSDB.

02 julho 2008

http://tribunapetista.blogspot.com/A oposição à governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), vai pedir ao Ministério Público Federal que investigue a compra, pela tucana, de um imóvel em bairro nobre de Porto Alegre.Em dezembro de 2006, antes de tomar posse, a governadora comprou uma casa por R$ 750 mil, valor superior ao total dos bens declarados antes da campanha (R$ 674 mil).As supostas irregularidades do negócio foram citadas durante depoimentos à CPI que investiga o desvio de R$ 44 milhões no Detran (Departamento Estadual de Trânsito) do Rio Grande do Sul.Saiba mais em:
Ingrid Betancourt foi resgatada, anuncia Governo da Colômbia
Política colombiana era refém das Farc desde 2002; outros 14 reféns teriam sido soltos.

De Caracas para a BBC Brasil - O ministro de Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou nesta quarta-feira que o Exército do país resgatou a política colombiana Ingrid Betancourt, que era mantida como refém havia seis anos pelas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Segundo Santos, além de Betancourt, os militares resgataram mais 14 reféns: três americanos e 11 policiais e soldados colombianos. "Estão livres, sãos e salvos", afirmou o ministro. "Esta operação não tem precedentes e deixa em alta a qualidade e profissionalismo das Forças Armadas Colombianas." De acordo com informações do ministro, o Exército capturou aos guerrilheiros que faziam um cordão de segurança na área de cativeiro dos seqüestrados e que esses rebeldes teriam convencidos aos demais guerrilheiros a entregar os reféns.

PGR mantém posição favorável à demarcação da Raposa
Documento será encaminhado para o ministro Carlos Ayres Britto, relator de ações que contestam demarcação
Agência Brasil
BRASÍLIA - A Procuradoria Geral da República (PGR) emitiu novo parecer em que, mais uma vez, considera plenamente regular o procedimento do governo federal, que resultou na demarcação da Terra Indígena
Raposa Serra do Sol, em Roraima, em área contínua. O documento será encaminhado para o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto, relator de ações que contestam a demarcação. A previsão é de que em agosto, após o recesso judiciário, a questão seja decidida no plenário da Corte.
Folha reconhece erro sobre VENDAS DE TÍTULOS DA BANCOOP
Leia mais aqui:
http://www.blogdoonipresente.blogspot.com/
CPI aprova quebra de sigilo de 18 mil páginas do Orkut
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia aprovou nesta quarta-feira (2) a quebra do sigilo de mais de 18 mil páginas diferentes do Orkut, entre comunidades e perfis, sob a suspeita de conterem material com pornografia infantil.

Das 18,3 mil páginas que tiveram o sigilo quebrado, cerca de 1.400 são comunidades e 16,9 mil são perfis. Essas páginas foram denunciadas à ONG Safernet entre janeiro de junho deste ano.
Resposta brasileira à crise de alimentos será incentivo à produtividade, afirma Lula
Ao lançar o Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009, hoje (2), em Curitiba, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a resposta brasileira à crise mundial de alimentos não deve ser a retenção da capacidade de consumo ou produção, mas sim o incentivo à produtividade. “É criar condições para que as pessoas plantem."
Lula convocou os agricultores a aproveitarem o atual cenário mundial para suprirem a demanda por alimentos e transformar o Brasil numa potência. “Quando o mundo quiser comer temos que dizer: venha comprar que o Brasil tem para vender”.
Segundo Lula, esse plano se destaca pelo mérito de ser construído sem pressão e antagonismos entre os diversos setores envolvidos. “Pela primeira vez o Ministério da Fazenda senta com você [se dirigindo ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes] para negociar junto com o Ministério do Planejamento sem que haja antagonismo”.
Para o presidente Lula essa discussão equilibrada é conseqüência da compreensão e a cooperação de toda a equipe, que entendeu a situação do país diante do atual cenário mundial. “Se o barco afundar, todos serão iguais debaixo d’água. Não haverá distinção de tamanho, de propriedade, do que está sendo plantado, da renda”.
O presidente também lembrou que é comum haver pressões em anos eleitorais, como este, com eleições municipais marcadas para outubro. “Em ano político aparecem salvadores da pátria por todos os lados, não cabe todo mundo no céu. Então, desce todo mundo para a terra para fazer pressão, como se fosse possível inventar um dinheiro para atender às demandas dos momentos de campanha eleitorais”.
Ao falar sobre dívida agrícola, ele pediu que sejam retirados os excessos de cobrança que incidem sobre as dívidas e aumentam o valor para que então possam ser pagas pelos agricultores. “Vamos limpar esse negócio, vamos tirar todos os penduricalhos, ver que é a dívida real e dar um tempo para as pessoas pagarem.”
O Plano Agrícola e Pecuário 2008/2009 prevê 65 bilhões para financiar a próxima safra da agricultura empresarial. Os recursos serão aplicados no custeio, comercialização e investimento. Agência Brasil

Mantega critica exagero e alarmismo nas notícias sobre inflação
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (2) que está havendo “um certo exagero e alarmismo”, no que diz respeito à inflação no Brasil. “Às vezes, vejo o noticiário exagerando”.
Mantega enfatizou que não há falta de produtos no país. Por isso, acrescentou, a população não precisa se preocupar em fazer estoques. Ele rebateu também o uso da imagem do dragão com o símbolo da inflação atual. “O Brasil está cumprindo as metas de inflação, não há razão para pânico.”
Segundo ele, o governo está tomando as providências cabíveis e continuará a tomá-las enquanto for necessário. Mantega afirmou que as medidas foram a elevação dos juros básicos, o estímulo ao investimento por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e da Política Industrial, e o aumento da meta de superávit primário em mais 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse aumento do superávit primário corresponde a cerca de R$ 14 bilhões, que não serão gastos.
O ministro também citou as restrições à expansão do crédito ao consumidor, por meio de aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do compulsório sobre leasing. O objetivo do governo com essas medidas, destacou, não é diminuir o volume de crédito, mas fazer com que cresça menos. “É claro que para combater a inflação tem que moderar o crescimento do crédito”. Mantega enfatizou que a inflação no país é estimulada pelo aumento da renda e do crédito.
Ele reafirmou a preocupação do governo com a população de baixa renda, a mais atingida pela inflação, uma vez que gasta 40% da renda com alimentos, o principal item que tem causado alta de preços não somente no Brasil, mas no mundo.
Para Mantega, entretanto, o país está em uma situação favorável, por ser produtor de alimentos e de petróleo, que também tem provocado inflação em todo o mundo.
O ministro argumentou que o Brasil é o país com a menor inflação no Bric, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China. Nos 12 meses fechados em maio, a inflação brasileira ficou em 5,6%, enquanto na Índia chegou a 7,8%, na China. 7,7% e na Rússia, a 15,1%.
“Outros países tiveram triplicada a inflação. No Brasil, a inflação subiu 1,5 ponto percentual, o que não é extraordinário”. Mantega lembrou que, em outros momentos, a política econômica acabou abortando o crescimento do país, mas hoje as medidas estão sendo tomadas na dose certa”, sem matar o paciente”.
Segundo ele, uma das razões para a alta de preços no mundo é a especulação de investidores, que deixam as aplicações em dólares, em ações, em renda fixa e em títulos para atuar no mercado futuro de petróleo e produtos agrícolas.
Outro fator é o aumento da demanda dos países emergentes por petróleo e alimentos. Ele também citou o protecionismo dos países desenvolvidos, a produção de etanol a partir do milho nos Estados Unidos e fatores climáticos.
Mantega afirmou que a taxa básica de juros do país, usada para controlar a inflação, ainda é alta, mas é necessário olhar para as metas. Segundo ele, o Banco Central “evoluiu” ao baixar os juros em anos anteriores.
Agência Brasil
Pela terceira semana, inflação recua na maioria das capitais
A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) recuou em seis das sete capitais pesquisada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na passagem da terceira para a quarta semana de junho. O maior recuo foi maior recuo foi verificado no Rio de Janeiro, onde o indicador passou de 0,88% para 0,65% - um recuo de 0,23 ponto percentual.
A alta menor dos preços nas capitais foi puxada pelo recuo da inflação dos alimentos no período, segundo a FGV. Na média entre as capitais, os alimentos subiram 1,85% no fechamento de junho, na terceira queda consecutiva da taxa. Na coleta encerrada em 22 de junho, os alimentos haviam apontado alta de 2,24%.
Destaque ainda para o recuo das taxas de inflação em Brasília (de 0,98% para 0,13%), Recife (de 1,03% para 0,90%) e São Paulo (de 0,97% para 0,86%). Também tiveram queda as taxas do IPC em Salvador (de 1,14% para 1,08%) e Belo Horizonte (de 0,41% para 0,36%), levando a capital mineira a apontar a menor taxa entre as capitais.
Na ponta contrária, apenas a capital gaúcha registrou alta no IPC. A variação passou de 0,56% na terceira semana de junho para 0,64% na semana seguinte.
G1
Tem coisas que não preço.
Ver o Alckmin se arrastando que nem cobra pelo chão para ser o candidato a prefeito pelo PSDB, ver o Alckmin sendo achincalhado, desprezado, abandonado por seu próprio partido, é fantástico. Ver o Serra desprezando de novo o Alckmin, e ao mesmo tempo sendo obrigado a permanecer ao lado dele para sair bem na fita, nos jornalões, e apoiar o Kassab 13% com 58% de rejeição para que o DEM o apóie em 2010, é maravilhoso. Assistir a derrota de Alckmin, Serra, Kassab, Quércia, na eleição de 2008, não tem preço. É bom demais!
@-“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta terça-feira que a Petrobras começará a tirar os primeiros barris de petróleo da camada pré-sal na primeira semana de setembro. Segundo Lula, o poço de Tupi, na bacia de Santos, começará a produzir os primeiros barris, em caráter experimental, em março de 2009, mas a Petrobras adiantou a produção no campo de Jubarte, na bacia de Campos, em frente ao Estado do Espírito Santo.” Reuters

@-“O avanço das classes C, D e E no mercado voltado à alimentação fora do lar indica uma guerra entre redes de restaurantes e lanchonetes de olho em um mercado em que apenas as compras dos estabelecimentos de alimentação fora do lar (food service) junto à indústria deverá crescer cerca de 81% nos próximos quatro anos, movimentando R$ 91 bilhões, em 2012, conforme a consultoria ECD Food Service.” DCI

@-Pesquisa fresquinha saiu do forno: tem picolé derretendo no ninho!
http://nogueirajr.blogspot.com/
Charge do Bessinha

Pesquisa do Instituto Vox Populi aponta o PT como preferido do eleitorado
67% dos brasileiros estão satisfeitos com o Brasil.
63% acham que o país melhorou nos últimos dois anos.
58% acham que o Brasil vai melhorar ainda mais nos próximos dois anos.
O PT tem 25% da preferência partidária, seguido do PMDB com 7%,PSDB com 6% e do DEM com 2%.
O PT é o partido mais lembrado por 36% do eleitorado.
Para 63% do eleitorado, o PT ajuda o Brasil a crescer.
O PT é considerado um partido de esquerda.
47% da população é favorável à fidelidade partidária e considera que o mandato pertence ao partido pelo qual o político se elegeu.
84% avalia positivamente o desempenho do presidente Lula.
Para 34%, a principal realização do governo Lula é a implantação de programas sociais e para 20% é a política econômica. Destaque para o Programa Bolsa Família citado por 27% dos entrevistados.
Esses são alguns dos dados revelados pela pesquisa de opinião realizada pelo PT, através do Instituto Vox Populi, em todo o território nacional.
Para ver a pesquisa
clique aqui.
CASO ALSTOM E OS TUCANOS
Ex-dirigente da Cesp diz que dividiu R$ 2 mi
Villas Boas afirma a promotores que recebeu dinheiro da Alstom por consultorias e nega que tenha sido propina destinada a tucanosValor, repartido com dois executivos da empresa, foi depositado na conta de uma "offshore" em um banco na Suíça, entre 1998 e 2001.
Leia mais aqui
Mordaça na PF
Gilmar Mendes defende maior rigor contra quebra de sigilo para coibir vazamentos de investigações
Crítico das ações mais midiáticas da Polícia Federal (PF), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, sugeriu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o governo mande ao Congresso o texto de uma nova lei para punir casos de abuso de autoridade, incluindo o vazamento de informações de investigações sigilosas.
A intenção é coibir a divulgação de informações que podem comprometer figuras públicas. O mais recente deles atingiu o ex-presidente do Supremo ministro Carlos Velloso, intimado a prestar depoimento por suposto envolvimento com prefeitos que desviaram recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).”Tribuna da Imprensa
Matéria Completa, ::Aqui::

01 julho 2008

Manuela sobe nas pesquisas e embola disputa em Porto Alegre
A candidata comunista à Prefeitura de Porto Alegre, Manuela d'Ávila (PCdoB), subiu quase seis pontos percentuais na preferência dos eleitores e encostou na candidata do PT, Maria do Rosário, na segunda colocação na disputa eleitoral na capital gaúcha. Os dados são da última pesquisa Correio do Povo/Methodus, publicada nesta segunda-feira (30) pelo jornal gaúcho. Pela margem de erro, as duas candidatas estão empatadas tecnicamente.
Manuela subiu de 12,8% das intenções de voto no levantamento realizado em 9 de junho para 18,3%, enquanto Maria do Rosário manteve um índice estável - ela oscilou de 20,1% para 19,6% no levantamento publicado nesta segunda. Na pesquisa espontânea, Manuela supera Rosário (4,2% contra 4,5%).
O prefeito José Fogaça (PMDB), confirmado neste domingo (29) como candidato à reeleição, caiu de 30,5% para 28,1%. A margem de erro da pesquisa é de 3,1% para mais ou para menos num intervalo de confiança de 95%. Na pesquisa espontânea, Fogaça aparece com 9,2%.Outros dois candidatos aparecem estáveis no levantamento do Correio do Povo - Onyx Lorenzoni (DEM) tem 8,6% das intenções de voto, mesmo índice da candidata da aliança PSOL/PV, Luciana Genro.
Leia mais aqui:
O Povo de Porto Alegre, está acordando, percebeu o grande embuste que é o PSDB/DEM
CASO ALSTOM E OS TUCANOS
Offshore foi aberta a pedido do grupo Alstom, diz francês
Courtadon ainda confirma ação do principal suspeito de negociar propina com tucanos, Claudio Mendes
Leia mais aqui:

Charge do Bessinha
Amigos e leitores
Fiquem atentos, eles continuam a atacar. Eles são os bandidos, na sua grande maioria presos, que atormentam pessoas, famílias pelo celular. Ontem mais um amigo foi vítima desse horror. Ele me escreveu dizendo que: "Acabei de passar por um dos piores momentos de minha vida, cerca de 30 min atrás. Recebi no meu celular, uma ligação com a VOZ DE MEU FILHO (18 ANOS) clamando por socorro, dizendo que havia sido seqüestrado. Sabiam meu nome, meu telefone e o nome do meu filho. O monstro do outro lado da linha, dizia querer 20.000,00 e, caso não conseguisse, mataria o meu filhão. " Graças a Deus tudo não passou de um falso seqüestro e o filho do meu amigo estava bem e em segurança. Fica aqui as indagações. Como conseguem os números de celulares, nomes de filhos, de parentes, os celulares para fazerem as ligações de dentro dos presídios? Como eles sabiam que o filho do meu amigo, estava em outra cidade, fora de sua residência? Quem fornece essas informações aos presos? Aqui em casa eu tomo muito cuidado, fico sempre atenta a ligações de desconhecidos. Outra medida que eu tomo, é a de rasgar, picar bem picadinho as contas pagas, de celulares, de telefone fixo, de luz, água, correspondência bancária, antes de jogar no lixo. Essas contas trazem muita informações como CPF, número de contas bancárias, agencia, número para aonde você ligou, ou números que te ligaram a cobrar. O que vou passar a fazer agora, é juntar essas contas e queima-las na churrasqueira. Aqui em casa ao atender telefone ninguém diz o nome, sempre a pergunta é com quem quer falar? Se for engano, e se a pessoa que ligou insistir em querer saber o nome de quem atendeu, simplesmente desliga-se o telefone. Mesmo assim sei que também não estou livre da ação desses bandidos, por isso as indagações que fiz. Mas como caldo de galinha e prudência não fazem mal a ninguém, optei pela prudência, quem sabe eu esteja dificultando as ações desses bandidos.
Comissão de Ética Pública arquiva processo contra Dilma sobre o caso dossiê
Folha Online, em Brasília
A Comissão de Ética Pública do governo federal arquivou nesta segunda-feira o processo contra a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) no episódio da montagem de um dossiê com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso com os cartões corporativos. O presidente da comissão, Sepúlveda Pertence, afirmou que as explicações da ministra convenceram o órgão de que a Casa Civil montou um banco de dados e não um dossiê com gastos da gestão tucana.
"As explicações apresentadas pela ministra convencem de que antes do seu oferecimento pelos senadores, já havia ela afirmado a confecção de um banco de dados contendo maiores informações que as extraídas e publicadas. No mais, que havia tomado as devidas providências para apuração dos fatos", afirmou Pertence.
Segundo o presidente da comissão, a representação contra Dilma protocolada por partidos de oposição tem como único fundamento matérias jornalísticas, o que não permite responsabilizar a ministra pela confecção do dossiê.

30 junho 2008

Para 80%, 2008 está sendo ano bom, revela CNI/Ibope
Agencia Estado
BRASÍLIA - A pesquisa CNI/Ibope, divulgada hoje, aponta que a percepção dos brasileiros em relação ao ano de 2008 continua bastante positiva. Para 80% dos entrevistados, 2008 está sendo bom ou muito bom, índice ligeiramente inferior aos 81% de março. O porcentual dos que consideram que 2008 está sendo ruim ou muito ruim subiu de 18% para 20% na mesma comparação. Em relação às expectativas para o restante do ano, o movimento foi semelhante 84% dos entrevistados avaliando que o restante do ano será bom ou muito bom, ante 85% na pesquisa anterior. O índice dos que consideram que o resto do ano será ruim ou muito ruim passou de 8% em março para 11% em junho. A pesquisa foi realizada entre os dias 20 e 23 de junho em 141 municípios do Brasil. Foram entrevistadas 2.002 pessoas.
http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac198187,0.htm