SP DE KASSAB E SERRA
Policiais civis retomam greve e fazem protesto na Av. Paulista
Falta de nova proposta de reajuste do salário-base causou indignação nos policiais, que param após trégua
O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - As sete associações da Polícia Civil romperam a negociação com o governo e decidiram retomar a greve que havia sido suspensa na quarta-feira. Após a decisão, tomada no fim da noite de quinta-feira, os policiais marcaram para às 13 horas desta sexta-feira, 10, um protesto no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. A reviravolta ocorreu depois de os diretores das entidades de classe da Polícia Civil terem sido informados pela Secretaria de Gestão Pública que o governo não tinha nova proposta de reajuste do salário-base, mantendo o índice já oferecido de 6,2% - os policiais queriam 15% e já haviam deixado para mais tarde a discussão sobre os reajustes de 12% em 2009 e 2010.
Veja também:
Não acompanho 'detalhe' da negociação com policiais, diz Serra
Todas as notícias sobre a greve da Polícia Civil
"Infelizmente, estou decepcionado com o governo, que não nos respeita. Vou lavar as mãos. A greve volta sem dúvida nenhuma", afirmou o delegado Sérgio Marcos Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado. Por meio de nota oficial, a Secretaria de Gestão Pública lamentou o fim das negociações. "O governo avançou numa proposta, mas a intransigência das lideranças impediu que um conjunto de medidas fosse encaminhado para a Assembléia Legislativa e beneficiasse toda a categoria. Uma vez mais, as lideranças apresentaram propostas que extrapolam a capacidade orçamentária do Estado, prejudicando toda a população e a própria categoria."
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"Infelizmente, estou decepcionado com o governo, que não nos respeita. Vou lavar as mãos. A greve volta sem dúvida nenhuma", afirmou o delegado Sérgio Marcos Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado. Por meio de nota oficial, a Secretaria de Gestão Pública lamentou o fim das negociações. "O governo avançou numa proposta, mas a intransigência das lideranças impediu que um conjunto de medidas fosse encaminhado para a Assembléia Legislativa e beneficiasse toda a categoria. Uma vez mais, as lideranças apresentaram propostas que extrapolam a capacidade orçamentária do Estado, prejudicando toda a população e a própria categoria."