17 outubro 2008

SERRA, O CANDIDATO IRRESPONSÁVEL
Assustado com a violência da PM de Serra, a cores e ao vivo na TV, meu filho ligou de MG para saber o que estava acontecendo, qual o risco de essa violência atingir a nós, moradores de sampa. Outro filho, que estava no aeroporto de Curitiba esperando o vôo para retornar a sampa, também me ligou preocupado, queria saber o que estava acontecendo. Um amigo do Rio me escreveu muito preocupado, outro amigo do Ceará me escreveu pedindo detalhes da truculência do governo Serra. O Brasil todo assistiu às cenas de violência promovidas pela irresponsabilidade de Serra. Há mais de 13 anos no poder em SP, o conluio PSDB/DEM conseguiu deixar as polícias de SP – civil e militar – com os salários mais baixos do país. Desde fevereiro a policia civil tenta conversar com o governador Serra para apresentar as reivindicações da categoria, mas ele se recusa a conversar, a negociar com a categoria. Ontem, policiais civis há um mês em greve tentavam mais uma vez conversar com Serra, para negociar, pretendiam que uma comissão fosse recebida por Serra no palácio dos Bandeirantes. Serra assustou-se e se encastelou, pediu reforços da PM para protegê-lo e mandou conter a manifestação da policia civil de forma truculenta. Serra ordenou uma verdadeira praça de guerra entre a PM e a policia civil, jogou uma polícia contra outra sem pensar nas trágicas conseqüências. O saldo dessa irresponsabilidade de Serra: 25 policiais feridos. No choque entre policiais civis e PMs foram usadas bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo, balas de borracha e a cavalaria. Serra, assustado e encolhido, teve a cara de pau de dizer que a manifestação por melhores salários e condições de trabalho foi um ato político-eleitoral e que tudo foi planejado pelas centrais sindicais para atrapalhar a eleição. Usou a mesma mentira de Alckmin quando o PCC atacou com violência, matando vários policiais e civis em SP, na capital e no interior. Há anos o PCC estava se fortalecendo em SP, e Alckmin dizia que o PCC não oferecia perigo, que eles estavam dominados. A saída de Alckmin não foi combater o crime, foi negociar com os bandidos, atendeu às reivindicação dos bandidos, às exigências dos chefões do PCC. Notem que eles negociam com bandidos, atendem às exigência dos bandidos, e não negociam as reivindicações justas da polícia de SP, por melhores salários e melhores condições de trabalho. Quem está transformado a manifestação da polícia em ato político-eleitoral foi o Serra. Eterno candidato, sempre de olho na eleição para presidente em 2010, ele não assume que é dele a responsabilidade pelo reajuste salarial da policia, não assume que cabia ele evitar esse confronto das polícias, e culpa a CUT, a Força Sindical e o PT pela sua irresponsabilidade, negligência, covardia e descaso.
Jussara Seixas