País precisa ficar de antena ligada na crise financeira mundial, avalia Lula
Ao avaliar o cenário traçado pelos reflexos da crise financeira mundial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou nesta segunda-feira (20) que o país precisa ficar “de antena ligada”, analisando e acompanhando diariamente o que acontece no mundo.
Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula voltou a afirmar que a crise pertence apenas aos países ricos, mas não descartou a possibilidade de que nações como Rússia, China, Índia e o próprio Brasil, e outras que integram o G20 sejam atingidas. “Na medida em que houver recessão na Europa e nos Estados Unidos, vai ter implicações em outros países”, disse.
Ele afirmou que o governo cuida “com carinho” para não permitir que falte crédito no país por meio da garantia da liquidez dos bancos. Segundo o presidente, setores mais necessitados como a agricultura e a construção civil estão recebendo cuidados.
Os efeitos da crise na economia brasileira e a adoção de possíveis medidas pontuais, sobretudo na área da construção civil, devem ser os principais assuntos da reunião de coordenação política hoje, no Palácio do Planalto. Além de Lula, devem participar os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Pacote descartado
Em discurso realizado no domingo (19) durante um comício eleitoral em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), Lula afirmou que novas medidas podem ser tomadas para garantir o crédito no país, porém voltou a descartar a edição de um “pacote” para proteger a economia.“Não vamos anunciar um pacote porque toda vez que se anunciou um pacote neste país o povo é quem ficou com o prejuízo”, afirmou Lula. “Vamos anunciar medidas pontuais. Dor de barriga? É remédio para dor de barriga. Calo no pé? É remédio para calo no pé.”Lula afirmou ainda que nenhuma mudança brusca nos rumos da economia nacional é necessária, pois o Brasil fez sua “lição de casa” e está preparado para enfrentar uma possível recessão mundial. “Até agora o nosso país não quebrou e não vai quebrar”, disse. “Quando todo mundo queria que gastássemos, nós guardamos dinheiro. É por isso que temos U$ 207 bilhões em reservas; é por isso que temos dinheiro para garantir o crédito.”Segundo Lula, mesmo com todas as incertezas do mercado internacional, a economia do Brasil continuará registrando números positivos. Ele disse que espera que, só em 2008, por exemplo, sejam criados 2,2 milhões de empregos formais no país.O presidente ressaltou, entretanto, que para alcançar esses resultados é preciso que o mercado interno continue aquecido. Por isso, o presidente fez um apelo à população: “Continuem comprando as coisas que precisam”, pediu ele. “Este negócio de crise é assim: fala-se uma vez, duas, três e vão criando um certo medo na sociedade; depois um pânico; e depois as pessoas param de comprar. Mas eu duvido que alguém tenha sentido essa crise na empresa que trabalha.”
Ao avaliar o cenário traçado pelos reflexos da crise financeira mundial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliou nesta segunda-feira (20) que o país precisa ficar “de antena ligada”, analisando e acompanhando diariamente o que acontece no mundo.
Em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, Lula voltou a afirmar que a crise pertence apenas aos países ricos, mas não descartou a possibilidade de que nações como Rússia, China, Índia e o próprio Brasil, e outras que integram o G20 sejam atingidas. “Na medida em que houver recessão na Europa e nos Estados Unidos, vai ter implicações em outros países”, disse.
Ele afirmou que o governo cuida “com carinho” para não permitir que falte crédito no país por meio da garantia da liquidez dos bancos. Segundo o presidente, setores mais necessitados como a agricultura e a construção civil estão recebendo cuidados.
Os efeitos da crise na economia brasileira e a adoção de possíveis medidas pontuais, sobretudo na área da construção civil, devem ser os principais assuntos da reunião de coordenação política hoje, no Palácio do Planalto. Além de Lula, devem participar os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Pacote descartado
Em discurso realizado no domingo (19) durante um comício eleitoral em São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), Lula afirmou que novas medidas podem ser tomadas para garantir o crédito no país, porém voltou a descartar a edição de um “pacote” para proteger a economia.“Não vamos anunciar um pacote porque toda vez que se anunciou um pacote neste país o povo é quem ficou com o prejuízo”, afirmou Lula. “Vamos anunciar medidas pontuais. Dor de barriga? É remédio para dor de barriga. Calo no pé? É remédio para calo no pé.”Lula afirmou ainda que nenhuma mudança brusca nos rumos da economia nacional é necessária, pois o Brasil fez sua “lição de casa” e está preparado para enfrentar uma possível recessão mundial. “Até agora o nosso país não quebrou e não vai quebrar”, disse. “Quando todo mundo queria que gastássemos, nós guardamos dinheiro. É por isso que temos U$ 207 bilhões em reservas; é por isso que temos dinheiro para garantir o crédito.”Segundo Lula, mesmo com todas as incertezas do mercado internacional, a economia do Brasil continuará registrando números positivos. Ele disse que espera que, só em 2008, por exemplo, sejam criados 2,2 milhões de empregos formais no país.O presidente ressaltou, entretanto, que para alcançar esses resultados é preciso que o mercado interno continue aquecido. Por isso, o presidente fez um apelo à população: “Continuem comprando as coisas que precisam”, pediu ele. “Este negócio de crise é assim: fala-se uma vez, duas, três e vão criando um certo medo na sociedade; depois um pânico; e depois as pessoas param de comprar. Mas eu duvido que alguém tenha sentido essa crise na empresa que trabalha.”