09 outubro 2008

Palocci: Brasil está preparado para enfrentar a crise
O deputado Antonio Palocci (PT-SP), ex-ministro da Fazenda, disse nesta quarta-feira (8) que o Brasil está preparado para enfrentar a crise financeira internacional. Durante reunião da bancada petista na Câmara, Palocci fez um diagnóstico sobre os efeitos da crise iniciada nos Estados Unidos e elogiou as medidas adotadas pelo Ministério da Fazenda e pelo Banco Central brasileiros. “É uma das mais importantes crises da história econômica. Do ponto de vista internacional e de mercado financeiro, a crise é extremamente grave. Mas, felizmente, o Brasil está estruturalmente muito bem e mantém seu nível de crescimento e geração de empregos”, afirmou.
Segundo Palocci, o impacto imediato da crise no País se reflete na oferta de crédito. “A redução de liquidez do sistema financeiro provoca a diminuição das linhas de financiamento. Mas o governo brasileiro está atuando de maneira a garantir esta liquidez. Acredito muito que o Brasil vai passar por este momento e prosseguir seu ritmo de desenvolvimento econômico”, disse.
Para o ex-ministro, os países emergentes entram mais fortalecidos nesta crise financeira – ao contrário do que ocorreu na década de 1990. “Os países em desenvolvimento mudaram muito neste período e são o motivo de o mundo não estar em uma situação ainda mais crítica. Estamos em uma condição muito melhor. Nas crises do real, do México, da Rússia e da Ásia, o Brasil quebrou. Não quebrou nesta crise e não vai quebrar”, disse.
De acordo com Antonio Palocci, o fato de o Brasil ter feito reservas em moeda estrangeira – o que foi criticado pelos partidos de oposição no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva – dá mais segurança ao País em momentos de instabilidade. “O País está em uma situação razoável. Nos Estados Unidos, o sistema bancário quebrou. No Brasil, nenhum dos grandes bancos está ameaçado de quebrar. O País sofre os efeitos da crise, mas não tem degradação estrutural de nenhuma ordem”, afirmou.
Palocci disse que o Brasil “vive um momento de tensão e estresse”. “Mas, estruturalmente, as contas públicas, o sistema financeiro e as empresas brasileiras estão bem. Elas estão sofrendo o impacto de um problema grave mundial. Mas temos que ter olho vivo para atuar de forma decidida. É preciso eliminar essas restrições para que o Brasil possa dar prosseguimento a sua agenda”, afirmou.
Agência Informes