17 outubro 2008

Mott: "Não se deve tripudiar em cima de Marta"
“A propaganda eleitoral de Marta Suplicy (PT), com insinuações sobre a vida pessoal do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), não provocou reações homogêneas no movimento gay. Na semana em que a campanha petista perguntou se o democrata era casado e tinha filhos, líderes históricos se dividem sobre a dubiedade do ataque televisivo.
Fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), doutor em Antropologia pela Unicamp e professor aposentado na Universidade Federal da Bahia, Luiz Mott avalia que a trajetória política de Marta não permite que a "mais importante" simpatizante da história do Brasil seja "tripudiada".
- Colocando na balança duas perguntas dúbias, que podem ser interpretadas não necessariamente como homofóbicas, e todo o histórico de ações e declarações favoráveis, não podemos tripudiar em cima de uma figura tão importante na nossa cidadania GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros) no Brasil - pondera Mott, em entrevista a Terra Magazine.
O antropólogo identifica, por trás da indignação moral provocada pela peça publicitária, um viés homofóbico. Mott acrescenta: "perguntar não ofende" e se torna difícil a discrição de homens públicos em relação à vida privada.
- O eleitorado ainda vê o homossexual assumido, sério, como um risco, um sedutor em potencial e um "falso ao corpo", um termo usado no Nordeste para se referir aos homossexuais.”Claudio Leal, Terra Magazine
Entrevista Completa, ::Aqui: