Lula diz que Marta é vítima de "sentimento raivoso"
Leandro Calixto
Leandro Calixto
Direto de São Paulo
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, no caso dos questionamentos de sua propaganda eleitoral sobre a vida pessoal do atual prefeito e seu adversário na disputa do segundo turno, Gilberto Kassab (DEM). "Marta tem sido vítima de um sentimento raivoso", disse Lula, que falou em criar um dia contra a hipocrisia e pôs a ex-prefeita entre as pessoas que mais lutaram para acabar com o preconceito contra o homossexualismo.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu a candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, no caso dos questionamentos de sua propaganda eleitoral sobre a vida pessoal do atual prefeito e seu adversário na disputa do segundo turno, Gilberto Kassab (DEM). "Marta tem sido vítima de um sentimento raivoso", disse Lula, que falou em criar um dia contra a hipocrisia e pôs a ex-prefeita entre as pessoas que mais lutaram para acabar com o preconceito contra o homossexualismo.
"Estava fora do país quando ouvi outro preconceito contra essa mulher, tentando passar a idéia de que ela tem preconceito contra homossexualismo. Quando nós tínhamos esse preconceito, ela defendia eles na TV Mulher, defendia essa minoria. Quem é que participava dessas atividades na Avenida Paulista? Quem é endeusada na Avenida Paulista? Exatamente essa mulher", comentou o presidente, enquanto participava de um discurso em um evento na Casa de Portugal, no centro da capital.
Lula ainda se colocou como exemplo para justificar a condição de vítima de sua candidata. "Eu, que por muito tempo pensei que o preconceito contra mim era porque eu era nordestino, depois pensei que era porque não tinha diploma universitário, vejo que ela é a maior vítima de preconceito do Brasil hoje, justamente ela, uma mulher que foi símbolo em muitas décadas de São Paulo e agora passou a ser vítima", explicou Lula.
Lula afirmou ainda que Marta sofre esse tipo de preconceito porque, quando foi prefeita, teve uma preferência especial pelo povo da periferia. "E eu não estou dizendo isso agora em campanha. Quando fui inaugurar um CEU em Guainases há seis anos, já tinha dito a ela que muita gente viria reclamar porque esse projeto é para a minoria. Porque tem um bando de gente, uma minoria, mas que tem uma influência, que não aceita que você tenha com seus próprios méritos as coisas que ela tem", completou.
O presidente aproveitou sua passagem por São Paulo para convocar a militância petista para ir para as ruas na próxima semana. Ele lembrou que os petistas não podem se abalar com as pesquisas de opinião pública. "É importante a gente lembrar que, no segundo turno, cada voto que a gente ganhar, a gente tira deles. Nós precisamos é não murchar porque temos uma pesquisa não favorável a nós. Temos ainda uma semana para colocar os companheiros na rua e vencer essa eleição."
Especial para Terra