30 setembro 2008

Policiais civis de SP fazem passeata contra descaso de governo tucano
Em greve há 15 dias, policiais civis organizam passeatas pelo interior de São Paulo na manhã desta terça-feira (30). Em Campinas, o sindicato dos policiais civis espera a participação de aproximadamente mil policiais, de diversos municípios do interior, em ato marcado para às 10 horas. Os policiais de Ribeirão Preto também se mobilizam e seguem para Campinas, de onde devem partir para a manifestação marcada para às 15 horas na Assembléia Legislativa de São Paulo.
Segundo a presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Região de Ribeirão Preto (Sinpol), Maria Alzira da Silva Corrêa, a categoria continua mobilizada em 93 cidades (onde existem cerca de 2.100 policiais). Eles pedem reajuste de 15% neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010. O governo estadual propõe 38% de reajuste no piso salarial dos delegados e aumento de 4,5% no salário-base.
Em Campinas, os policiais seguirão para o Largo do Rosário, no centro, onde falarão à população sobre os motivos da greve. "Esse ato público servirá para mostrar à população o descaso do governo do Estado. Não temos gente, não temos viaturas, não temos equipamentos de base como computadores", disse o investigador e presidente do sindicato, Aparecido Lima de Carvalho, 54 anos, 30 deles dedicados à profissão.
De acordo com dados do Departamento de Recursos Humanos do sindicato, 90% de 900 policiais que trabalham em Paulínia, Valinhos, Vinhedo, Indaiatuba e Campinas estão endividados em instituições bancárias.
"Nossa situação é de desespero. Não queremos a greve, queremos só dignidade. Nesse Dia da Polícia Civil do Estado de São Paulo não temos nada a comemorar, só a lamentar. O policial está desmotivado, afundado no banco, trabalhando em bicos para não passar fome, sem orgulho de pertencer à corporação, sem vontade de trabalhar. E quem sofre com isso é o cidadão", afirmou Carvalho.