18 setembro 2008

Laudo da PF diz que maletas da Abin não fazem escutas telefônicas
Folha Online, em Brasília
O laudo da Polícia Federal sobre os equipamentos comprados pela
Abin (Agência Brasileira de Inteligência) em conjunto com o Exército para a realização de varreduras ambientais mostra que as maletas não têm capacidade para fazer escutas telefônicas. O laudo foi encaminhado nesta quinta-feira pela Polícia Federal ao GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que repassou o seu conteúdo à CPI dos Grampos Telefônicos da Câmara e à Comissão de Controle de Atividades de Inteligência do Congresso.
A companhia norte-americana de produtos de inteligência REI (Research Eletronics International) já havia
antecipado à Folha Online que seu aparelho não faz escutas.


Segundo o laudo da PF, que tem 38 páginas, o INC (Instituto Nacional de Criminalística) constatou que as maletas não podem fazer grampos, mas sim varreduras ambientais com capacidade para encontrar sinais de linhas telefônicas, mas sem decodificar a ligação --o que caracterizaria o grampo.