28 setembro 2008

Correa próximo da quarta vitória em três anos
Orlando Pérez
De Quito
As pesquisas convergem: o SIM no referendo deste domingo superaria os 50% de votos e com isso o Equador aprovaria sua vigésima Constituição na história republicana, iniciada em 1830. Ao mesmo tempo, o presidente Rafael Correa iria assegurar sua quarta vitória política nesta sua curta trajetória presidencial, que ainda não chega a três anos.
Neste domingo, culmina um dos processos eleitorais mais polarizados entre os extremos ideológicos do Equador, contexto no qual foram debatidas questões que vão desde a oposição radical a qualquer garantia para o aborto e o casamento homossexual, até a defesa do Estado como ente regulador e uma maior participação cidadã na gestão pública. De fato, nesse debate participaram as igrejas católica e evangélica.
No entanto, apenas em uma cidade, Guayaquil, há possibilidades de que vença o NÃO, e é justamente sobre a opção mais popular que se assentam os líderes da tradicional direita equatoriana, os quais fizeram desta cidade seu centro de ações e foco do movimento opositor ao regime de Rafael Correa.
Os resultados de três pesquisas (Cedatos-Gallup, Informe Confidencial e Santiago Pérez Consultores) apontam o SIM com mais de 50%, com a qual o Equador aprovaria sua vigésima Constituição, considerada pelo governo como a mais participativa e democrática, e que rompe com um passado de subordinação aos poderes econômicos e sociais. "Com a nova Constituição não apenas se deixa para trás um passado de desigualdades e injustiça, como são gerados processos novos de participação e de uma maior responsabilidade estatal pela cidadania, o que representa uma janela para o futuro", disse o presidente da Assembléia Constituinte, Fernando Cordero, instituição encarregada para elaborar a nova Carta Política do Equador.
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