07 junho 2008

Receita vai investigar 13 mil milionários por suspeita de sonegação
Folha Online, em Brasília
A Receita Federal vai utilizar os dados da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), recolhida até o final do ano passado, quando o tributo foi extinto, para fiscalizar 13,8 mil pessoas físicas com indícios de sonegação. São contribuintes com movimentação financeira milionária, mas que apresentaram declarações de Imposto de Renda bem mais modestas.
A medida faz parte do novo programa de fiscalização da Receita, que inclui também 8,6 mil empresas com "indícios concretos de sonegação".
O processo de fiscalização começa na próxima segunda-feira (9), quando serão iniciadas ações contra 2.000 contribuintes, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitas de sonegar cerca de R$ 1 bilhão. Para essa primeira leva, foram selecionados os casos de maior potencial de evasão fiscal.
Para chegar a esses números, foram utilizados os dados das declarações apresentadas nos últimos cinco anos (de 2003 a 2007), que serão comparados à movimentação na conta corrente por meio da CPMF paga no período.
"Os primeiros 2.000 contribuintes vão ser intimados a partir da próxima segunda-feira. Ao longo do ano, novos procedimentos serão adotados", disse o coordenador-geral de Fiscalização da Receita, Marcelo Fisch.
Milionários
Ele afirmou que, em relação ao contribuinte pessoa física, há 4.589 casos de movimentações bancária 190 vezes maior, em média, do que a renda informada na declaração do Imposto de Renda.
Há também 9.214 profissionais liberais sem vínculo empregatício com rendimento incompatível com a movimentação financeira.
"Nós estamos falando da casa dos milhões para cima. Não estamos falando dos mil reais", disse Fisch, se referindo ao perfil de renda dos investigados.
Fica claro para todos porque os ricos, as elites, FIESP, não querem a CSS. Eles querem sonegar os impostos devidos. A CSS além de ser um imposto justo, paga mais quem tem mais, pobre não paga, combate a sonegação fiscal . As elites tiram dinheiro do pobre toda vez que sonegam impostos. Entenderam.