Escândalos: tucanos fingem não ser com eles
Por José Dirceu
Explicações que não convencem, no caso gaúcho, ou silêncio, no caso paulista, marcam o capítulo de hoje dos escândalos gerados por denúncias de irregularidades que envolvem as administrações tucanas em São Paulo, e a da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. No que se refere ao governo do PSDB em São Paulo, o Folhão noticia hoje dispor de documentos que comprovam que o engenheiro José Sidnei Colombo Martini, diretor por algum tempo da Alstom, tornou-se presidente da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) em 1999 e, dois anos depois, em 2001, fechou sem concorrência pública um negócio adicional no valor de R$ 4,82 milhões com esta multinacional francesa da qual fora dirigente.
2001 era o terceiro ano do segundo mandato da dupla de governadores Mário Covas-Geraldo Alckmin, do PSDB. Cabe, portanto, ao governador José Serra dar as explicações sobre o ocorrido no governo dos antecessores, tucanos como ele. No Rio Grande do Sul torna-se cada vez mais complicada a situação do governo tucano de Yeda Crusius, desestabilizado pelo escândalo do desvio de RS 44 milhões do departamento de trânsito do Estado . A CPI do DETRAN na Assembléia Legislativa divulgou fita que mostra o empresário Lair Ferst - ex-integrante da direção estadual do PSDB e apontado como principal arrecadador de dinheiro para a campanha da governadora - trabalhando como lobista, oferecendo serviços de empresas ao DETRAN, o que seria prova de que intermediou negócios no órgão.Ao invés de reforçar as investigações, o ex-PFL nacional agora DEM, instaurou processo de expulsão do vice-governador Paulo Feijó que agravou a crise político-administrativa do Estado ao divulgar trechos de fitas que gravou com integrantes do governo.
Nas gravações, falam de dinheiro do DETRAN e do Banrisul para "financiamento de campanhas políticas" - na verdade, a fita sugere pagamento em dinheiro para a governadora manter maioria parlamentar na Assembléia. A crise já derrubou quatro secretários de Estado de Yeda, mas ela pouco ou nada fala a respeito. A opinião pública, a sociedade, seus eleitores aguardam explicações governadora!
Por José Dirceu
Explicações que não convencem, no caso gaúcho, ou silêncio, no caso paulista, marcam o capítulo de hoje dos escândalos gerados por denúncias de irregularidades que envolvem as administrações tucanas em São Paulo, e a da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. No que se refere ao governo do PSDB em São Paulo, o Folhão noticia hoje dispor de documentos que comprovam que o engenheiro José Sidnei Colombo Martini, diretor por algum tempo da Alstom, tornou-se presidente da Empresa Paulista de Transmissão de Energia (EPTE) em 1999 e, dois anos depois, em 2001, fechou sem concorrência pública um negócio adicional no valor de R$ 4,82 milhões com esta multinacional francesa da qual fora dirigente.
2001 era o terceiro ano do segundo mandato da dupla de governadores Mário Covas-Geraldo Alckmin, do PSDB. Cabe, portanto, ao governador José Serra dar as explicações sobre o ocorrido no governo dos antecessores, tucanos como ele. No Rio Grande do Sul torna-se cada vez mais complicada a situação do governo tucano de Yeda Crusius, desestabilizado pelo escândalo do desvio de RS 44 milhões do departamento de trânsito do Estado . A CPI do DETRAN na Assembléia Legislativa divulgou fita que mostra o empresário Lair Ferst - ex-integrante da direção estadual do PSDB e apontado como principal arrecadador de dinheiro para a campanha da governadora - trabalhando como lobista, oferecendo serviços de empresas ao DETRAN, o que seria prova de que intermediou negócios no órgão.Ao invés de reforçar as investigações, o ex-PFL nacional agora DEM, instaurou processo de expulsão do vice-governador Paulo Feijó que agravou a crise político-administrativa do Estado ao divulgar trechos de fitas que gravou com integrantes do governo.
Nas gravações, falam de dinheiro do DETRAN e do Banrisul para "financiamento de campanhas políticas" - na verdade, a fita sugere pagamento em dinheiro para a governadora manter maioria parlamentar na Assembléia. A crise já derrubou quatro secretários de Estado de Yeda, mas ela pouco ou nada fala a respeito. A opinião pública, a sociedade, seus eleitores aguardam explicações governadora!