20 junho 2008


Boa fase do Brasil no exterior ajuda na disputa pela sede das Olimpíadas de 2016
A Copa do Mundo de 2014, no Brasil, irá ajudar a campanha do Rio de Janeiro a sediar as Olimpíadas de 2016. Esta é a avaliação do ministro do Esporte, Orlando Silva, ao abordar o tema nesta quarta-feira (18), durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido via satélite a rádios de todo o País. O ministro também falou sobre investimentos na formação de atletas, como a rede de Centros de Excelência Esportiva. Veja abaixo os principais trechos da conversa.
Imagem de país que cresce com igualdade ajuda candidatura do Rio, diz ministro
Copa e Olimpíada - "A escolha do Brasil como sede da Copa do Mundo foi muito importante para a candidatura aos jogos Olímpicos. Muitas das tarefas que o Comitê Olímpico Internacional exigiria que o País fizesse para 2016 já estarão cumpridas em 2014. O R io tem grandes chances de ser uma das sedes da Copa do Mundo e, portanto, receberá uma série de investimentos necessários. Eu diria que as exigências que a Fifa faz para 2014 permitirão antecipar responsabilidades do Brasil para os Jogos de 2016. É uma vantagem comparativa. Assim como o sucesso dos Jogos Pan Americanos, que repercutiu no mundo todo, ajuda o Brasil. Para se ter uma idéia, no quesito instalações esportivas, as notas do Brasil foram melhores que as de Chicago. Tanto o Pan quanto a Copa de 2014 oferecem maiores condições para o Brasil sediar as Olimpíadas de 2016."Jogos Olímpicos de 2016 - "Precisamos enfrentar o desafio de incluir o Rio nos jogos internacionais, porque isso é bom para o esporte brasileiro. Quando o Brasil conquista o direito de fazer uma Olimpíada, o esporte se mobiliza e entusiasma e isso vai interferir em um projeto esportivo de longo prazo. Mas Olimpíada é uma oportunidade única da construção do Brasil internacionalmente. Não apenas com relação ao turismo, mas para mostrar essa fase moderna do País, que tem democracia e competência gerencial. Como a Grécia e Athenas fizeram para realizar os jogos de Athenas 2004, em que ainda se tem muito que falar sobre aquele evento."Rio de Janeiro - "Uma Olimpíada é muito mais do que um evento esportivo. Trata-se de uma forma de modernizar a cidade, fazer a infra-estrutura, gerar emprego e aquecer a economia. O governo federal está empenhado na candidatura olímpica. Tanto que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já garantiu que irá à abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim para mostrar o interesse do Brasil para com o movimento olímpico. Faremos de tudo para que, no dia 12 de outubro de 2009, o mundo possa saber que o Rio de Janeiro será a cidade sede dos Jogos Olímpicos de 2016."Respeito internacional - "Estive em Atenas, quando foi decidido quais cidades passariam à reta final dessa disputa. Pude perceber que o Brasil goza hoje de grande respeito internacional. A estabilidade e o crescimento econômico, a distribuição de renda e a superação das desigualdades regionais reforçam esse respeito. Tudo isso cria um ambiente de maior confiança em relação ao País. Comentei na ocasião que o Brasil havia recebido um novo grau de investimento, desta vez por parte do Comitê Olímpico Internacional (referência a reclassificação do Brasil por agências do mercado financeiro). A indicação foi um certificado de que o Brasil é um país confiável para investimentos. Só chegam a essa fase os países que o COI acredita que possam receber uma Olimpíada. E o Brasil tem plenas condições disso, mas deve fazer seu dever de casa. Temos que montar um projeto consistente, enfrentando os principais pontos débeis identificados pelo Comitê Olímpico Internacional."Competição em Pequim - "O Brasil já tem a maior delegação de sua história e provavelmente superará o antigo recorde de medalhas. Essa evolução nos resultados olímpicos reflete um investimento maior que o esporte brasileiro vem recebendo. Hoje, há um financiamento regular para as confederações e seleções nacionais de cada modalidade. O programa Bolsa Atleta apóia aqueles que não têm patrocínio. O esforço dos jogos Pan-Americanos mobilizou, preparou e qualificou mais nossos atletas. Uma associação entre o ministério do Esporte, a Petrobras e o Comitê Olímpico Brasileiro permitiu um investimento de R$ 26 milhões na reta final da preparação para as Olimpíadas. Tenho toda confiança de que teremos em Pequim um desempenho histórico. Quanto melhor os resultados que alcançarmos, maior será a motivação da população brasileira para a atividade física e o esporte." Inclusão social "Acredito que o esporte competitivo e o esporte social são faces da mesma moeda. Os atletas de alto rendimento e as crianças e jovens que participam de programas de inclusão social são duas expressões fundamentais para desenvolver o esporte no País. Também há o programa Esporte e Lazer na Cidade, que atende a todas as faixas da população. Temos que investir cada vez mais em programas sociais esportivos porque a conquista do esporte olímpico motiva a população. A meta é apoiar tanto os atletas de alto rendimento quanto o esporte como forma de inclusão social, com mais investimentos, mais programas e melhor infra-estrutura.
"Bolsa Atleta - "O Bolsa Atleta é um programa do ministério do Esporte que permite o apoio a atletas que possuam bom desempenho, mas que não tenham patrocínio. O programa apóia atletas estudantes ou que tenham bom desempenho em eventos nacionais, internacionais e olímpicos. O critério de escolha é estar na primeira, segunda ou terceira colocação da principal competição da modalidade em que ele atua. O atleta se inscreve no ministério do Esporte e pode, a partir do ano seguinte, receber todo mês uma bolsa que permitirá a ele concentrar-se no treinamento para competições. Os atleta s que desejarem mais informações podem acessar o site do ministério http://www.esporte.gov.br/
Centro de Excelência -"Em Maringá (PR), inauguramos o Centro de Excelência Esportiva para a região Sul. É uma vila olímpica muito bem equipada. Concluímos a primeira fase e estamos iniciando a segunda. Teremos uma referência para atletas da região Sul, onde eles poderão se preparar, se desenvolver e se aperfeiçoar tecnicamente. Assim como fizemos na região Sul, teremos obras em Campinas (SP), no Sudeste; em Recife (PE), no Nordeste; em Goiânia (GO), no Centro-Oeste; e Manaus (AM), no Norte. A nossa referência é que, em cada região do País, tenha um local onde os atletas possam se aperfeiçoar, onde técnicos nacionais ou internacionais possam acompanhar a preparação em modalidades que o País tem pouca tradição. Esses Centros certamente contribuirão para o desenvolvimento do esporte brasileiro.
"Timemania - "A Timemania atingiu seu primeiro objetivo, q ue é permitir o realinhamento fiscal dos clubes. Na medida em que a Timemania foi implantada, os clubes que aderiram passaram à situação de adimplência e regularidade fiscal. O segundo objetivo é criar uma receita nova para os clubes. Creio que ainda não atingimos plenamente o potencial, mas acredito que o público vai se acostumar a apostar na Timemania. A Caixa Econômica Federal está determinada a expandir a divulgação, o que vai estimular as apostas."