08 maio 2008


PT defende a instalação de CPI
Gazeta Mercantil
O líder do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, deputado Roberto Felício, defendeu ontem a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o suposto pagamento de propinas por ex-funcionários da empresa francesa de engenharia Alstom, nas licitações de compra de equipamentos para as obras de ampliação do Metrô na capital paulista. Os contratos irregulares seriam da ordem de US$ 45 milhões, de acordo com reportagem do jornal Wall Street Journal. "Já tínhamos feito o pedido de CPI na antiga legislatura por conta do acidente na linha amarela do Metrô. Na ocasião, não coletamos assinaturas suficientes em função da blindagem da base governista. Agora, contudo, há um fato novo que precisa ser apurado", afirmou Felício. O deputado adiantou que solicitou junto às secretarias responsáveis requerimentos de informações do contrato firmado no final da década de noventa. Com 48 assinaturas a CPI já pode começar a funcionar. O problema é que a oposição na Assembléia Legislativa conta com no máximo 25 deputados. No entanto, Felício espera que nova denúncia e o clima de animosidade entre serristas e alckmistas em torno das eleições municipais possa favorecer a oposição na coleta das assinaturas. "O governo atual saiu pela tangente e responsabilizou períodos anteriores. Ou seja, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lava as mãos e joga a culpa sobre a gestão do Geraldo Alckmin e do Mário Covas", disse Felício. Segundo ele, há um notável empenho de Serra em inviabilizar a candidatura do ex-governador à prefeitura paulistana. O caso Alstom de fato pode prejudicar a caminhada de Alckmin, pré-candidato do PSDB, nas eleições municipais de outubro, já que o contrato com o Metrô foi fechado quando o tucano era vice-governador. Já a execução das obras ocorreu durante a sua gestão à frente do estado. Questionado sobre o assunto, anteontem, Alckmin disse que não se lembrava de quando o contrato tinha sido assinado. O tucano reiterou ainda que não teme as investigações. Serra se limitou a informar ontem que o Metrô está disposto a cooperar na apuração. A companhia, por sua vez, divulgou nota na qual diz que tomou conhecimento do caso pela imprensa. Apesar disso, ressaltou que já solicitou investigação sobre os contratos realizados com a Alstom entre 1993 e 2003.
Serra joga no colo do Alckmin, já vi esse filme antes. Serra é matreiro, Serra é perigoso. PSDB é cobra engolindo cobra