08 maio 2008

MINISTRA DILMA ROUSSEFF
Qualquer comparação entre ditadura militar e democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia", disse Dilma, olhando para Agripino e lembrando sua prisão, aos 19 anos. "Fiquei três anos presa e fui barbaramente torturada", afirmou, mostrando esforço para conter as lágrimas. "Não estou falando de heróis. Feliz do povo que não tem heróis desse tipo, porque todos nós somos muito frágeis, somos humanos, temos dor. Ao sustentar para os senadores que se orgulhava de ter mentido, Dilma confessou que "a tentação de falar a verdade era grande, porque a dor (da tortura) é insuportável"."Isso aqui, que estamos fazendo, hoje, é um diálogo democrático. Não estamos num diálogo do meu pescoço com a forca. É um diálogo de iguais", destacou. "Na ditadura não há verdade. Não há espaço para a verdade, porque até as verdades mais banais podem conduzir à morte", desabafou, sendo novamente aplaudida.