30 abril 2008


Governo lança nesta quarta-feira novo modelo de carteira de trabalho
Os brasileiros vão conhecer nesta quarta-feira (30) a nova carteira de trabalho informatizada e o cartão de identificação do trabalhador, documentos que serão lançados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em uma cerimônia às 10h no Palácio do Planalto, às 10h.
Com capa e folhas azuis, a nova carteira tem marca d'água semelhante à dos passaportes e identificação do titular preenchida eletronicamente. Já o cartão magnético que acompanha o novo modelo vai permitir ao trabalhador consultar informações sobre sua vida laboral, como saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pagamento de abono salarial e a contagem de tempo de serviço.Além disso, o novo modelo evitará fraudes por parte dos empregadores, segundo avaliação das centrais sindicais.
“Muitos trabalhadores perdem a carteira, com isso parte da vida profissional, e têm dificuldade para provar o tempo de contribuição”, disse a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Distrito Federal, Rejane Pitanga, a respeito dos riscos do atual sistema.
Na opinião do secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o novo sistema evitará fraudes porque permitirá que o próprio trabalhador acompanhe os depósitos do FGTS feitos pelo empregador. “Eu creio que com a informatização, o trabalhador poderá pesquisar dia-a-dia se a empresa está pagando ou não os seus direitos do Fundo de Garantia”, avaliou Gonçalves.
Ele ressaltou que a diminuição da jornada de trabalho e a melhoria das condições no trabalho são pontos a serem conquistados pelos trabalhadores. “A saúde e as condições do trabalho com certeza serão uma bandeira importante para os trabalhadores lutarem”.
Para a presidente da CUT-DF, o Ministério do Trabalho deveria se preparar melhor para combater as formas ilegais de trabalho. “A grande maioria das delegacias regionais do Trabalho tem dificuldades do ponto de vista da fiscalização, mal-aparelhamento, com poucos funcionários, o que faz com que o ministério[do Trabalho] não tenha uma política efetiva de combate ao trabalho escravo, ao trabalho infantil e ao trabalho precário”, considerou Rejane.
Agência Brasil